Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Ainda sobre a tragédia do vôo 3054
Ao invés de fazer mea-culpa e pedir desculpas aos leitores por ter induzido a todos a um erro de julgamento, de ter incitado o povo a pré-julgar, o que faz a grande mídia apátrida e golpista? Mete uma câmera dentro de um gabinete e, sorrateiramente, clandestinamente, "flagra" uma imagem em que um ministro comemora o desmascaramento da mídia. E aí? Aí a mídia apátrida e golpista faz seus leitores esquecerem de que ela os induziu a um erro de julgamento e os fazem julgar o gesto obsceno do ministro. Não seria esse um gesto abjeto e obsceno da mídia, leitor amigo?
Leia mais do publicitário, escritor, diretor e roteirista, Lelê Teles no Technosapiens
Uso político do acidente
As chamas ainda ardiam no local do trágico acidente com o avião da TAM quando jornalistas da grande imprensa e lideranças da oposição, agindo como abutres sobre carniça, vociferavam condenações sumárias ao governo federal a quem apontam como ''culpado'' pelo acidente.
Jornais como a Folha de S. Paulo, telejornais de diversas emissoras e parlamentares da oposição se apressaram a jogar a culpa no governo federal, numa clara e inconveniente tentativa de aproveitar a tragédia para fustigar o presidente Lula, a quem não conseguiram derrotar nas urnas.
A julgar pelo frenesi com que a oposição e a imprensa anti-Lula articulam as acusações, não seria demais dizer que, veladamente, muitos deles estão ''comemorando'' o acidente.
Clique aqui e leia o texto completo de Cláudio Gonzalez. Leia mais AQUI: matéria de Mauro Carrrara no Portal Vermelho.
Clima do RS é ignorado

Está certo de que o Brasil é um País continental. Mas o fato é que autoridades e a mídia deveriam saber que existem climas diferentes de Sul a Norte antes de emitir opinião sobre algumas situações. Quaisquer atividades, competições esportivas e vôos dependem de boas condições climáticas. Certo? Não parece tão cristalino para entidades como a CBF, que organiza o atual campeonato brasileiro. Jogos realizados em Porto Alegre e Caxias do Sul são marcados para 18h10min e 20h (a maioria com chuva e neblina), enquanto as partidas no Nordeste são realizadas às 16h (sob intenso sol). Ninguém consulta o clima.
Pois a tragédia do vôo 3054 evidencia também que a grande mídia esquece que o clima gaúcho no Salgado Filho sempre atrasou muitos vôos durante o inverno por causa das chuvas e dos nevoeiros (como este flagrante da Serra gaúcha na foto). No entanto, com o intuito de atribuir esses atrasos ao propalado caos aéreo, "ignora" o clima. Por isso, é publicado que, no balanço da Infraero, o maior índice de atrasos de mais de uma hora (63,6%), foi registrado no aeroporto de Porto Alegre no domingo. Para ilustrar o tormento dos passageiros, são descritos rostos desolados, filas serpenteadas, falta de cadeiras, crianças dormindo sobre malas, etc... Nada é dito sobre a chuva que caiu forte na capital gaúcha. Ou seja, tudo é causado pela fragilidade do sistema do tráfego aéreo!
domingo, 22 de julho de 2007
Acidente em Congonhas - do Blog do Emir
1) O gesto de Marco Aurélio Garcia contra a imprensa oligopolizada e familiar privada que tentou precipitadamente criminalizar o governo no acidente de Congonhas?
2) Ou o gesto da própria imprensa conservadora, cujos arautos chegaram a acusar o governo federal de assassinato, sem nenhuma prova?
Declaração Universal dos Direitos Humanos

CONSIDERANDO que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da familia humana e seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, CONSIDERANDO que o desprezo e o desrespeito pelos direitos do homem resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade, e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade,
CONSIDERANDO ser essencial que os direitos do homem sejam protegidos pelo império da lei, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, CONSIDERANDO ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, CONSIDERANDO que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos do homem e da mulher, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, CONSIDERANDO que os Estados Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do homem e a observância desses direitos e liberdades, CONSIDERANDO que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,
A Assembléia Geral das Nações Unidas proclama a presente "Declaração Universal dos Direitos do Homem" como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Artigo 1
Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 2
I) Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo 3
Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 5
Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo 6
Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.
Artigo 7
Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos tem direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8
Todo o homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
Artigo 9
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 10
Todo o homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.
Artigo 11
I) Todo o homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa.
II) Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituiam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.
Artigo 12
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques a sua honra e reputação. Todo o homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.
Artigo 18
Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.
Artigo 19
Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.
Artigo 21
I) Todo o homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
II) Todo o homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
III) A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.
Artigo 28
Todo o homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.
Artigo 29
I) Todo o homem tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
II) No exercício de seus direitos e liberdades, todo o homem estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
III) Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas
Artigo 30
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer direitos e liberdades aqui estabelecidos.
sábado, 21 de julho de 2007
E o filho do FHC?

Do blog do Mino Carta:
"A mídia malha a situação e poupa a oposição, com empenho e desfaçatez dignos da medalha de ouro, recordistas mundiais. E me permito contar um episódio que remonta à segunda 16, e que não foi registrado por jornal algum, ou por qualquer órgão midiático.
O governador do Paraná, Roberto Requião, naquela tarde visita o presidente Lula no Palácio do Planalto, para um encontro como de hábito cordial. Em seguida, o governador, em toda a sua corajosa imponência, dirigi-se ao Comitê de Imprensa do próprio Palácio.
Requião tem sido um dos alvos preferidos dos ataques da mídia. Suas relações com os jornalistas são tensas, mas ele não hesita na provocação, e pergunta por que, em outros tempos, “vocês não falaram do filho de Fernando Henrique?” Outro rebento fora do matrimônio, como no caso de Renan Calheiros. A aventura de FHC, do conhecimento até do mundo mineral, é anterior à sua primeira eleição em 1994, e a jovem brindada pelos favores do príncipe dos sociólogos foi mais uma jornalista em atividade em Brasília, Miriam Dutra. "
Continua em:
http://z001.ig.com.br/ig/61/51/937843/blig/blogdomino/2007_07.html#post_18904655
sexta-feira, 20 de julho de 2007
A consciência do medalhista Hypólito

Interessante a entrevista que o ginasta Diego Hypólito (foto) concedeu à ESPN Brasil após receber sua segunda medalha de ouro no PAN 2007. O atleta afirma: "... quero aproveitar para convidar o presidente Lula a vir assistir ao Pan porque as vaias foram uma falta de respeito e ele é o melhor presidente que o Brasil já teve..."
Nenhuma outra emissora brasileira ou jornalão reproduziu as palavras do atleta, que revelam a consciência e a postura de um patriota, sabendo separar o esporte da disputa política rasteira. E acredita num Brasil que muitos querem depreciar.
Por isso, é importante que aqueles que também acreditam nisso distribuam a informação pela Internet. A grande mídia não o fará, com certeza.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Orgulho de ser FENAJ vitoriosa no RS

Os gaúchos participaram em peso nas eleições da Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj, realizada entre 16 e 18 de julho. Dos 480 associados aptos a votar, 329 jornalistas compareceram no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, nas delegacias regionais e nas urnas espalhadas pelas redações e assessorias. Isso significa 68,5% de presença, quando o quórum necessário era de 30%. A Chapa 1 (Orgulho de ser FENAJ) recebeu 252 votos - 76,6%, a Chapa 2 foi apoiada por 67 pessoas - 20,3%, enquanto nove pessoas - 2,7% - deixaram a cédula em branco e uma anulou - 0,4%.
Em Porto Alegre, compareceram 166 jornalistas, sendo que 130 - 783% - apoiaram a Chapa 1, enquanto a 2 obteve 32 votos - 19,2%. Quatro - 2,4% - votaram em branco. Nas cinco delegacias do Interior - Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul, Passo Fundo e Vale do Sinos - foram obtidos 157 votos. Destes, 122 foram para a Chapa 1, representando 77% do total. A Chapa 2 recebeu 35 votos, significando 23%. Cinco votaram em branco e um anulou. A maior disputa ocorreu na região de Pelotas, que teve 73 votantes, sendo 41 na Chapa 1 e 30 na Chapa 2. Do restante, dois foram em branco e um anulado.
Na foto de Roberto Santos: comissão eleitoral apurou os votos até à meia noite de quarta-feira.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Cheguei aos 5.2 - obrigado, amigos
Ontem, 17 de de julho, foi um dia feliz para mim.Não apenas porque cheguei a 5.2 com plena disposição e ter festejado ao lado de familiares (ao lado, meu filhão Marco), mas também por ter recebido centenas de lindas e carinhosas mensagens de amigos, amigas, colegas, militantes de causas diversas...
Não disponho de tempo para agradecer individualmente a todos - como gostaria -, mas o faço de forma coletiva, dizendo: obrigado, amigos! É bom tê-los ao meu lado.
Em homenagem a todos que se lembraram de mim, envio a letra da bela canção de Milton Nascimento e Fernando Brant. Ela retrata meu carinho com relação a vocês.
Canção da América
Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
Que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Que descanse em paz, Argentina!

"A seleção que melhor jogou a Copa América morreu na final. Um cruel 3 a 0 para o Brasil B. Terminou em pesadelo o sonho de uma geração que perseguiu o título, mas fracassou no último passo."
Como é bom ler, palavra por palavra, o texto do jornal Olé, de Buenos Aires, após a derrota argentina por 3 a 0 para a Seleção Brasileira na final da Copa América. O choro veio por meio da declaração da morte da seleção argentina com a inscrição Q.E.P.D. (Que em paz descanse, em espanhol) na capa do diário nesta segunda-feira.
Pois bem, é mais uma lição aos amantes do futebol-arte, ou seja, aquele que vive de craques, deslumbra em alguns momentos, mas cai diante de um conjunto pegador. Assim foi o Brasil de Dunga. Invicta no campeonato e com quatro goleadas, a Argentina chegou à final com o Brasil como favorita, até mesmo para comentaristas brasileiros, especialmente aqueles que gostam do brilho unicamente. Brilhou o conjunto e a garra, como nosso técnico gostava nos seus tempo de jogador. E, por isso, era e é odiado por muitos...
domingo, 15 de julho de 2007
Colunista d'O Globo compara Lula com Geisel
Por Miguel de Rosário
Eu adoro o Merval Pereira. Ele é o imbecil perfeito. Se todos os colunistas de direita fossem tão débeis mentais como ele, as coisas seriam muito mais fáceis para o país. A sua diadribe de hoje é comparar o governo Lula com o governo Geisel. Tudo bem, liberdade de imprensa é isso aí. Cada um tem o direito de falar a asneira que quiser. Mas que guentem a porrada quando falam merda.
Bem, não é preciso QI elevado para saber as diferenças. Lula foi eleito, duas vezes, com a maior votação da história da democracia brasileira. Geisel chegou ao poder caminhando sobre o cadáver de nossa liberdade.
Mas saltemos esse detalhe. Merval fala sobre o programa nuclear brasileiro. Lula aprovou a construção da Angra 3 e liberou mais 1 bilhão para pesquisas no setor.
E aí vem seu primeiro erro, que beira um ato de traição. O colunista do Globo presta um belíssimo desserviço aos interesses nacionais. Nem Larry Rother, aquele agente da CIA travestido de jornalista do New Times, faria tão bem. Vocês acreditam que Merval junta dois ou três caquinhos e conclui que o programa nuclear brasileiro pode despertar suspeitas de que estaríamos querendo produzir a bomba atômica? Não basta as dores de cabeça que tivemos há alguns anos, quando tivemos que provar e reprovar ao mundo que não se tratava disso. A Agência da ONU veio aqui, como lembra Merval, e confirmou o que todo mundo sabia. O Brasil é de paz.
O domínio da tecnologia nuclear é fundamental para um país do tamanho do Brasil, com um potencial enorme de crescimento. Não podemos depender somente da energia elétrica, que nos deixa à mercê do regime de chuvas. Segurança energética é isso.
A estupidez de Merval, no entanto, vai ainda mais longe. Ele lembra que o governo Geisel também tinha um programa de álcool e faz uma observaçãozinha quase mal criada, de que não é verdade que tudo começou no governo Lula. Ora, qual o problema de Merval? Ele ainda trabalha para a campanha de Alckmin? CLARO QUE TUDO NAO COMEÇOU COM O GOVERNO LULA. Se o Lula fala isso de vez em quando é porque ele é político e quer vender o peixe dele. Se o Geisel teve programa de álcool e teve programa nuclear, ótimo. Se Lula retomou esses programas, remodelou-os, atualizou-os, excelente. Deixa de ser bobo, Merval. Lula não é cientista para inventar programa de álcool ou biodiesel ou nuclear. O que conta aqui é a inteligência de sua vontade política de retomar determinados programas interessantes ao país.
O pior ainda vem, esperem. É absolutamente inacreditável. Merval lembra que Geisel tinha uma estratégia para o crescimento econômico do Brasil voltada para três eixos: substituição das importações, aumento das exportações e estímulo à demanda interna.
Ora, ora, ora. De vez em quando o diabo também encaçapa a bola 7. A estratégia citada por Geisel é simplesmente a única que existe para um país crescer. De Margareth Tatcher, Roosevelt, Júlio César, Napoleão, Bill Clinton, qualquer governante que já existiu no mundo, e que assistiu algum tipo de crescimento em seu país ou império, fez parecido. Pois bem, Merval encerra a coluna lançando a pergunta mais besta que algum jornalista já lançou nos cinco mil anos da história da escrita ocidental. Ou Geisel estava certo ou Lula está retrocedendo ao passado? Escolham. Ponto final. Merval não dá outras opções. Não dá, por exemplo, a opção mais óbvia: a de que tanto Geisel quanto Lula estavam certos nas opções econômicas adotadas. Com a diferença que Geisel mentiu. O consumo interno no Brasil cresceu apenas entre as classes médias durante o regime militar. Nunca houve crédito popular durante a ditadura. Não havia combate à corrupção. Se um jornal denunciasse um coronel por desvio de verba, era taxado de comunista, preso, torturado e lançado do alto de um helicóptero.
Merval, fala sério! Respeita um pouco a inteligência de seus leitores.
Escrito por Miguel do Rosário
sábado, 14 de julho de 2007
Vaias na abertura do Pan foram ensaiadas um dia antes

Veja com atenção esse vídeo gravado no dia 12. Durante o treinamento para a apresentação de abertura do PAN, foi feito o ensaio das vaias com os presentes ao estádio Maracnã. Tudo armado entre a oposição golpista e a Rede Globo manipuladora!
Vários partidários de oposição, entre eles os do PFL/DEM (DEMAGOGOS), ensaiaram vaias durante essa semana...
Tudo bem orquestrado!!!!!
http://republicavermelha.blogspot.com/2007/07/blog-post.html
Abaixo a política do ódio.
Quem vaia um presidente, um governador e delegações esportivas de outros países, e aplaude um prefeito DEM?
São os mesmos que espancam uma negra achando ser uma "prostituta" e um gay pois entendem que "bichinha tem que morrer". Também botam fogo num índio porque achavam que era "mendigo"...
Mais: o povo brasileiro não estava na Maracanã. Lá estavam os que cidadãos que receberam ingresso do prefeito César Maia (DEM) e os quem tinha dinheiro para pagar mais de R$ 150 pelo ingresso. Ou seja, a mesma elite golpista de sempre.
Recebi do companheiro Fernando Soares Campos:
A vaia ensaiada pela claque de Maia
A Prefeitura do Rio tem o poder de controlar a distribuição dos ingressos. Na véspera do evento, a "torcida organizada" (a claque de Maia) foi assistir aos ensaios da cerimônia de abertura e, já naquele momento, ensaiou as vaias ao presidente Lula. Isso pode ser visto através de vídeo que circula pela internet.
Façamos nossa própria comunicação democrática, enviando esta matéria através de sua lista de amigos e comente na NovaE...
Leia completo...
http://www.novae.inf.br/
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Orgulho de ser FENAJ - eleição na segunda

Companheiros, de segunda-feira a quarta-feira da próxima semana, teremos eleição na Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
É hora de mostrarmos de que lado estamos.
Pela democracia no Brasil e na comunicação.
Pela dignidade e liberdade dos Jornalistas.
Por isso, convido os colegas e amigos a votarem na Chapa 1.
Apóio a Chapa 1 porque integro há anos um sindicato - jornalistas do Rio grande do Sul - que acompanha e participa do trabalho da FENAJ. Por isso, tenho orgulho de apoiar uma chapa tão representativa e plural como a da Chapa 1. Ver nela colegas combativos como o Sérgio Murillo (presidente), e os gaúchos Celso Schröder, José Carlos Torves e Valci Zuculoto (não esqueci dos demais!) é ter certeza de que a entidade continuará sua trajetória em defesa da categoria e da democratização dos meios de comunicação
Confira alguns dos princípios e propostas dos jornalistas que compõem a chapa "Orgulho de ser FENAJ":
- Pela reafirmação do papel estratégico dos jornalistas
- Os jornalistas e a política nacional
- Democratização dos meios de comunicação
- Liberdade de imprensa e lutas específicas da categoria
- Regulamentação e ética profissional – Conselho Federal dos Jornalistas
- Formação e requalificação profissional
- Cultura como elemento de ação e integração
- Ação internacional
A Chapa 1 tem a representação de 25 Sindicatos, de 22 Estados e do Distrito Federal. Inclui, em sua nominata, três ex-presidentes da Federação (dois deles indicados para a Comissão Nacional de Ética), além de presidentes ou ex-presidentes e diretores de Sindicatos. Com Orgulho de ser FENAJ reafirma o seu compromisso com a categoria e com a sociedade brasileira. Conta com o apoio dos jornalistas para continuar sua luta pela democracia no Brasil e na comunicação e pela dignidade e liberdade dos Jornalistas.
Mais detalhes no site www.chapa1fenaj.org.br
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Viva o Brasil!

COMENTÁRIOS DE UMA HOLANDESA ...
"Depois de alguns meses aqui, percebi que os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil."
Falar mal do Brasil parece ser um vício.
Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas fora daqui eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Lá na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e (pasme!) se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone ser temporariamente desconectado. Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos - antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne. Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta. Na Europa,não-fumante é minoria.
Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe.
Fumam até em elevador. Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir para lá dar aulas de como conquistar o cliente. Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
O Brasil tem uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa,enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vítimas de vários crimes contra sua pátria, crenças, cultura, língua, etc, e os mais esclarecidos sabem que têm muitas razões para resgatar as suas raízes culturais."
Agora leia estes dados da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10.Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11.O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
12.Por que não se orgulhar em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
13.O Brasil tem o mais moderno sistema bancário do planeta.
14.As agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais.
15.Por que não se fala que o Brasil é o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
16.Por que não dizer que o Brasil é hoje a terceira maior democracia do mundo?
17.Apesar de todas as recentes mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados.
18.Por que não lembrar que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
19.Por que não se orgulhar de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando?
20.Os brasileiros são considerados os maiores amantes do mundo,enquanto os ingleses são tidos como os piores.
21.Os brasileiros tomam banho todos os dias, às vezes mais de um por dia, enquanto os europeus tomam em média um por semana! O país do mundo onde a Gessy Lever mais vende sabonetes é o Brasil.
Este povo possui a magia de unir todas as raças e credos.
Este povo consegue entender todos os sotaques e tem todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Por que o brasileiro tem a mania de só ser nacionalista e patriota durante a Copa do Mundo?
Se fosse em todos os dias, vibrador como é durante a Copa, talvez hoje seria uma potência.
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Cuidado com os ônibus de turismo
A viagem, com cinco horas de atraso, só foi compensada pela programação (mesmo amputada) e pela paciência da guia. Mesmo que seu exagerado otimismo tenha produzido frases como: "Pelo menos não sofremos um acidente." Os donos da agência prometeram uma compensação pelos transtornos causados aos turistas. Ela veio com o pagamento da bebida consumida em uma das refeições. No meu caso, uma garrafa de água mineral. Por respeito a mim e aos demais passageiros, estou pedindo um efetivo ressarcimento. Não atendido, buscarei meus direitos na Justiça. Algo que todos deveriam fazer neste País de impunidades....
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Britto: Gre-Nal esquenta

Os jornais gaúchos dizem que a indicação do ex-governador Antônio Britto à presidência do Grêmio provocou polêmica e divergências no clube. Na verdade, a situação extrapolou os muros do Olímpico e chegou às ruas. Parcelas expressivas de gremistas estão enviando e-mail para o a Direção e para o Conselho Deliberativo do clube da Azenha. A justificativa é a mesma usada pelos colorados para tocarem flauta nos tricolores: se a idéia vingar, o Olímpico será privatizado, o pedágio será cobrado dos torcedores e o Programa de Demissão Voluntária (PDV) será implantado. São marcas de Britto na época de governador. E todos lembram da recente derrocada da empresa Azaléia quando o jornalista assumiu a presidência. Em suma, colorados querem o ex-governador no comando do rival, enquanto a maioria dos gremistas grita: "Fora Britto". Parece antecipação da campanha eleitoral para o governo estadual. Só falta o conselheiro colorado Olívio Dutra se candidatar ao lugar do presidente Vitorio Pífio, ou melhor, Piffero.
Importante: a genial charge do Kayser (acima) mostra bem o espírito gremista!
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Mortes nas favelas cariocas
Por que, nessas ocasiões, a imprensa avia-se chamando, em garrafais manchetes, para o fato de que todos os mortos seriam bandidos? Certamente para "confortar" mentes e corações das pessoas que estão distantes do inferno. De bandido ninguém tem dó.
(...)
Os órgãos de imprensa teriam obrigação de noticiar essas informações com reservas. Deveriam, no primeiro momento, falar apenas do número de vítimas. Deveriam se negar a aceitar a informação unilateral de que todos os mortos no confronto seriam "bandidos"; mesmo porque é praticamente impossível identificar todos os mortos a poucas horas do início da investida policial, no momento em que o conflito ainda está se desenvolvendo na área.
Leia completo no linck abaixo. Comente se achar conveniente.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.co
terça-feira, 3 de julho de 2007
Orgulho de ser FENAJ
Programa Chapa 1
Pela democracia no Brasil e na comunicação. Pela dignidade e liberdade dos Jornalistas.
Confira alguns dos princípios e propostas dos jornalistas que compõem a Orgulho de Ser FENAJ:
- Pela reafirmação do papel estratégico dos jornalistas
Os jornalistas brasileiros celebraram muitas conquistas nos últimos três anos e, paradoxalmente, muitas derrotas. As conquistas foram frutos da mobilização das entidades representativas da categoria unidas nas grandes batalhas pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). As derrotas vieram como conseqüência da reação dos grandes grupos empresariais de comunicação às vitórias obtidas.
Foi assim com a criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ), quando os jornalistas conseguiram que o Poder Executivo enviasse projeto de lei ao Congresso e, imediatamente, as grandes empresas de mídia desencadearam uma campanha contra a proposta. Foi assim também com a aprovação de um outro projeto de lei que atualizava a regulamentação da profissão (PL 079). Aprovado pelo Congresso, o projeto foi vetado pelo presidente Lula que, mais uma vez, não soube resistir às pressões do empresariado da comunicação.
Igualmente, a categoria comemorou a decisão judicial que restabeleceu a exigência da formação de nível superior para o exercício profissional e depois viu novamente a regulamentação da profissão ser afrontada pela decisão pessoal de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em caráter liminar, derrubou temporariamente a decisão anterior.
Mais do que as debilidades da categoria, até mesmo as derrotas mostraram a força e importância estratégica dos jornalistas como profissionais que cumprem o papel de narrar cotidianamente a história e de contribuir para que a sociedade seja um sujeito ativo na construção da realidade.
Os jornalistas são parte integrante do conjunto dos trabalhadores brasileiros e, como tal, têm a tarefa histórica de lutar pela transformação da sociedade. Mas, como profissionais que trabalham com a informação e conseqüentemente com a formação da consciência coletiva, eles têm também, como tarefa histórica, produzir, em vez de mercadoria, um jornalismo que gere conhecimento e que seja instrumento da defesa dos interesses da nação, que tem em seu povo seu maior patrimônio.É exatamente por isso que nenhuma outra categoria profissional foi tão atacada no Brasil nos últimos anos quanto a dos jornalistas. Os donos dos meios de comunicação tentam, a qualquer custo, impedir que a categoria avance em suas conquistas e, principalmente, na luta por sua autonomia intelectual e para que uma verdadeira liberdade de imprensa seja instalada no Brasil. Liberdade esta que seja a garantia da informação ética, com pluralismo de opinião, livre de quaisquer outros interesses que não o interesse público.
Os jornalistas brasileiros estão, por intermédio da FENAJ,entre os protagonistas na luta nacional pela democratização dos meios de comunicação. Uma luta que está diretamente associada à luta pela democracia e pela qualidade da informação e dos demais conteúdos oferecidos à sociedade pelos meios de comunicação. Uma luta que diz respeito ao acesso aos meios e à regionalização da produção cultural e jornalística dos meios de comunicação, com a conseqüente geração de mais emprego para os jornalistas e demais profissionais da área da comunicação. Uma luta que é de toda a sociedade, mas que fala diretamente aos jornalistas, que cotidianamente se angustiam com o resultado de seu trabalho, por não se identificarem com ele; que querem o fim da censura (explícita ou velada) nas redações assim como melhores condições de trabalho e salários dignos.
Apesar de sua importância e força social, os jornalistas sabem que não podem vencer essa guerra sozinhos. Por isso a FENAJ é uma das entidades mantenedoras do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e uma das propositoras da instituição das Conferências de Comunicação, a serem realizadas nos níveis federal, estaduais e municipais. A sociedade precisa se apropriar do debate das comunicações inclusive do jornalismo. Essa apropriação, certamente, mostrará que, para além de uma luta corporativa, a FENAJ e os jornalistas brasileiros fazem seus debates e tomam suas decisões sob a luz do interesse coletivo da sociedade brasileira.
A instituição das conferências de comunicação é uma das principais propostas da chapa Orgulho de ser FENAJ, que disputa as eleições diretas dos dias 16, 17 e 18 de julho. Os jornalistas que a integram acreditam que a sociedade estará ao lado da categoria em suas principais propostas, como a de modificação do modelo de negócios de TV no País, com a definição de condições objetivas de financiamento de emissoras públicas, e a de criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ).
Apresentamos a seguir nossos principais eixos de luta e as propostas de ações em cada um deles, para que todos os jornalistas sintam-se em condições de eleger, pelo voto direto, os dirigentes que vão estar à frente da FENAJ nos próximos três anos. Grande parte do que propomos são compromissos históricos defendidos a partir da democratização da entidade, nos anos 1980, quando o movimento Linha Direta assumiu a direção da FENAJ e da maioria dos Sindicatos dos Jornalistas do País.
Sem deixar de reconhecer os limites e os erros cometidos, orgulhamo-nos do nosso passado de lutas democráticas em favor do Brasil e em defesa dos interesses dos jornalistas. Olhando para o futuro, colocamo-nos à disposição da categoria com o compromisso de persistirmos lutando.
A FENAJ e os Sindicatos filiados não podem abrir mão de desempenhar um papel político. É preciso que a entidade tenha uma forte atuação nesse sentido, sem qualquer vínculo partidário e preservando a independência e autonomia do movimento sindical dos jornalistas.
Apesar de reconhecer a importância histórica de um governo liderado por um trabalhador, a FENAJ, em vários momentos, apontou as definições estratégicas equivocadas deste governo e os graves erros pontuais cometidos. No campo da comunicação faltou ação política na redefinição dos marcos legais e sobrou permissividade quanto à atuação do setor privado comercial da mídia.
Os jornalistas chegam ao quinto ano do governo Lula marcados pelos sucessivos golpes contra a organização da categoria e surpresos com a submissão inexplicável do executivo e do legislativo aos interesses que controlam a mídia no Brasil. A ousadia política inicial, com o apoio e o encaminhamento do projeto do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ) e a proposta de criação da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav), se esvaiu e terminou retroagindo para uma posição subalterna em relação às empresas de comunicação. O recente recuo em relação à proposta de estabelecer uma classificação indicativa para a programação das TVs, uma clara obrigação do Estado democrático, é emblemático desta posição subserviente.
Outro exemplo foi o veto integral ao projeto que atualizava a nossa regulamentação profissional. A mesma situação se repetiu na oportunidade do recuo na defesa do CFJ e no processo de implantação da TV e do rádio digital no País - dirigido para atender aos interesses dos radiodifusores. O governo também impediu que pequenas empresas formadas por jornalistas fossem integradas ao Simples.
Agora, após o correto veto da emenda 3 (que significaria a legitimação das fraudes nas relações de trabalho), fala-se em negociar uma solução alternativa que contemple as empresas de comunicação, dificultando ainda mais o combate à praga da contratação de pessoas jurídicas nas redações.
No momento o governo Lula investe na constituição de uma rede pública de TV, iniciativa que merece apoio, mas que precisa democraticamente debatida para não se tornar uma rede estatal, ignorando mais uma vez as possibilidades inovadoras e constituidoras de uma nova televisão brasileira.
Os golpes contra a nossa profissão foram justificados sob o argumento falacioso de defesa da liberdade de imprensa. A verdadeira ameaça à liberdade de expressão e de imprensa não é - e nunca foi - a regulamentação da profissão e a organização dos jornalistas. É, isto sim, o alto grau de concentração da propriedade privada na mídia, o conluio com elites políticas nos Estados e no Congresso Nacional e a hegemonia, no mercado de comunicação, de um único grupo, a Rede Globo.
O balanço apresentado pode ser entendido como negativo, mas a crise diagnosticada não é um obstáculo intransponível para os jornalistas. A aparente derrota das propostas da FENAJ é um sinal de vitalidade na medida em que explicita os problemas a serem vencidos, denuncia o poder imensurável dos nossos opositores e abre uma nova etapa no processo de superação das contradições. A FENAJ e os Sindicatos devem manter-se protagonistas das lutas da categoria, enfrentando as vontades que se opõem à nossa organização e à própria democratização da comunicação no Brasil.
No campo das políticas gerais é visível que, apesar de alguns avanços, o governo não alcançou o objetivo de realizar o projeto de alavancar o crescimento sustentado, implantar um programa que corrija injustiças históricas no campo social e econômico. É inaceitável a manutenção de uma ortodoxia econômica apoiada em juros altos que propicia lucros exorbitantes ao sistema financeiro e a ampliação do superávit primário, que compromete investimentos públicos em setores como saúde e educação. O País precisa crescer de forma sustentada, resolver o drama do desemprego e da pior distribuição de renda do mundo, que penaliza milhões de brasileiros.
Assim, a chapa Orgulho de ser FENAJ quer chamar a categoria e a população ao debate, não somente sobre a área da comunicação, mas também sobre o desenvolvimento do Brasil e a inserção brasileira na economia global. Quer chamar a atenção para os perigos da guerra, mesmo quando ela parece distante de nós; para a exploração desenfreada dos recursos naturais e para a exploração também desmedida dos trabalhadores pelo capital, em seu modelo neoliberal. Também quer continuar lutando pela melhoria da distribuição de renda no Brasil, pela reforma agrária e urbana e contra a corrupção.
O povo brasileiro quer o debate público sobre as questões estruturais da sociedade e a prerrogativa de decisão sobre o seu destino - a essência da política. Hoje, mais uma vez, estamos desafiados a confrontar interesses e costumes arraigados da elite oligarquizada e internacionalizada, com um novo sonho, um outro projeto. São tarefas grandiosas, que resultarão na construção de uma nova Nação.
Propostas
- Participação ativa da FENAJ, através de seus departamentos, no debate e encaminhamento dos grandes temas nacionais da atualidade.
- Ampliar a inserção dos jornalistas nos debates e propostas da CUT, a exemplo do que vem fazendo na questão da emenda 3.
- Incentivo e orientação aos sindicatos para que atuem nos fóruns locais e defesa dos direitos do cidadão, como conselhos de políticas públicas (saúde, cultura, trabalho etc).
- Organização de debates e abertura de espaço nas publicações para tratar de assuntos que envolvam questões afeitas à cidadania.
Sem democracia nos meios de comunicação, não há verdadeira democracia no País. A FENAJ e os jornalistas brasileiros foram os primeiros atores a levantar a bandeira da democratização do acesso aos meios de comunicação por perceber a forte determinação que eles exercem sobre a política, a economia e a cultura de um país. Os meios de comunicação não podem ditar o que as pessoas vão pensar ou sentir e, portanto, não determinam o agir individual ou coletivo. Mas eles podem – e o fazem – estabelecer a agenda de debate e com isso contribuir decisivamente para as decisões individuais e coletivas.
Por isso, a FENAJ e os jornalistas brasileiros continuam empunhando a bandeira da democratização dos meios de comunicação, associada à da liberdade de imprensa e à da defesa das prerrogativas do jornalista no exercício de sua profissão.
No Brasil, o controle dos principais veículos de comunicação é exercido por menos de uma dúzia de grupos o que, certamente, é fator de controle privado da informação e de empobrecimento dos demais conteúdos transmitidos à população. Defendemos a pluralidade e a diversidade na comunicação midiática, o estabelecimento de um Código de Ética para as empresas de radiodifusão e o controle público dos meios de comunicação que, longe de se aproximar de censura, é a garantia possível de que interesses privados (políticos ou econômicos) não continuarão a se sobrepor aos interesses públicos.
Propostas:
- Instituição da Conferência Nacional de Comunicação como local do debate democrático ampliado sobre as políticas públicas de comunicação.
- Revisão do marco regulatório das comunicações para adequação à realidade da convergência tecnológica.
- Democratização na distribuição de freqüências para o rádio e TV, facilitada pela implantação o da tecnologia digital.
- Regulamentação dos artigos 221, 222 e 223 da Constituição, que tratam dos princípios norteadores da programação de rádio e TV, da propriedade dos meios de comunicação e das concessões.
- Fim da propriedade cruzada nos meios de comunicação e estabelecimento de uma ordem econômica que impeça a formação de oligopólios e monopólios privados nos mercados de mídia e telecomunicações
- Fortalecimento da expansão do sistema público de comunicação (rádio e TV), conforme previsto na Constituição, com a definição de modelos públicos de financiamento, gestão e serviços.
- Fortalecimento do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional e criação de Conselhos Estaduais e Municipais de Comunicação.
- Fortalecimento do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).
- Implantação de política nacional de acesso a uma infra-estrutura pública e única de serviços digitais no entendimento de que as redes de comunicação são fatores de inclusão social e econômica tão relevantes quanto as estradas, a água ou a energia elétrica, não podendo ser disponibilizadas apenas às famílias que possam pagar para acessá-las.
- Liberdade de imprensa e lutas específicas da categoria
A liberdade de imprensa é condição indispensável ao exercício do jornalismo. Mas não a liberdade de imprensa defendida pelos grandes grupos brasileiros de mídia que querem simplesmente ter o direito de decidir o que será trabalhado como informação jornalística, quando e de que maneira. Eles confundem propositadamente liberdade de imprensa com liberdade de empresa e assumem o papel, ilegítimo, de controladores privados da informação, que é um bem público.
O Brasil precisa buscar um futuro mais tranqüilo onde o preço pago pela eterna vigilância dos princípios democráticos não seja a hegemonia da “lei do mais forte” – seja por parte do Estado ou do setor privado. Enterrar de vez o “esqueleto” da censura significa também deixar de tirá-lo do armário cada vez que seja cogitado o estabelecimento de mecanismos de regulação dos meios de comunicação. Ao acordar com a sociedade novas normas de conduta e segui-las de forma responsável, a mídia brasileira não estará se sujeitando a qualquer espécie de autoritarismo ou intervencionismo. Ao contrário, estará abrindo mão de exercer o papel de censora das vontades de toda uma Nação e retomando seu lugar como uma – e não a – instituição mediadora da esfera pública.
A categoria é uma das principais vítimas da falta de liberdade de imprensa predominante na atualidade. O Brasil superou o período de censura governamental , mas ainda convive com a censura política, econômica e comercial nas redações. Os jornalistas, cientes de sua responsabilidade social, angustiam-se cotidianamente com o controle da informação, com a padronização da pauta jornalística e com a falta de qualidade da informação que é levada à sociedade. Mais do que os baixos salários, a censura nas redações – muitas vezes bastante disfarçada – e a falta de autonomia para o exercício da profissão levam os profissionais ao estresse, à depressão e, não raramente, à desilusão completa com a profissão.
A FENAJ e os jornalistas brasileiros são os verdadeiros defensores da liberdade de expressão e de imprensa no Brasil. Ela pressupõe a não interferência dos poderes constituídos na produção e divulgação da informação e também a não interferência dos próprios empresários da comunicação. Pressupõe a liberdade de atuação do jornalista em seu ambiente de trabalho e sua total autonomia intelectual.
A liberdade de imprensa está, portanto, diretamente associada às condições de trabalho do jornalista. Além de seus pressupostos básicos, ela requer também profissionais bem remunerados e seguros quanto aos seus direitos como trabalhador.
Propostas:
- Luta pela garantia da Cláusula de Consciência para os jornalistas (a ser estabelecida em lei).
- Aprovação da nova Lei de Imprensa.
- Aprovação da Lei de Acesso às Informações Públicas.
- Fortalecimento da Campanha pela Liberdade de Imprensa e contra a Violência que vitima jornalistas, já desencadeada pela FENAJ.
- Mobilização para a criação de Comissões de Segurança dos Jornalistas nas redações.
- Desenvolvimento de campanhas pela saúde (física e psíquica) do jornalista.
- Luta nacional pela melhoria das condições de trabalho dos jornalistas (controle da jornada, ambiente de trabalho saudável, relações respeitosas).
- Luta nacional pela melhoria dos salários dos jornalistas.
- Fortalecimento da luta contra a precarização das relações de trabalho (contra a terceirização, as jornadas excessivas e o desrespeito à regulamentação da profissão).
- Participação da FENAJ nas negociações coletivas estaduais por meio de um negociador nacional.
- Luta pela contratação de jornalistas para o serviço público por meio de concurso.
- Luta pelos direitos autorais dos jornalistas com o fortalecimento da Apijor (Associação Brasileira para a Proteção da Propriedade Intelectual do Jornalista).
- Fortalecimento da relação institucional e política entre a FENAJ e os Sindicatos dos Jornalistas.
- Desenvolvimento de campanhas nacionais de sindicalização e de pré-sindicalização de estudantes de Jornalismo.
- Fortalecimento da relação político-institucional com a CUT e com os Sindicatos do ramo da comunicação.
- Realização do Censo do Jornalista para o conhecimento do perfil da categoria no Brasil.
- Regulamentação e ética profissional – Conselho Federal dos Jornalistas
Causa espanto à grande parte da sociedade brasileira o fato de os jornalistas não terem um conselho profissional, a exemplo de outras categorias, como os médicos, engenheiros, advogados e tantos outros. Os jornalistas brasileiros têm sua profissão regulamentada, mas não têm um órgão autônomo para fazer valer em todo o País essa regulamentação. O que se vê é um total desrespeito ao que determina a lei e a incapacidade das Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) de atender aos pedidos de fiscalização encaminhados pelos Sindicatos dos Jornalistas.
Os jornalistas que integram a chapa Orgulho de ser FENAJ defendem a manutenção da regulamentação da profissão, com a exigência da formação de nível superior específica para o exercício profissional e com a criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ). Entendemos que a organização dos jornalistas (independente do Estado, que atualmente é o responsável pelo registro profissional) em seu conselho profissional é a garantia da autonomia da categoria, da defesa das prerrogativas dos profissionais no exercício da profissão e da defesa dos princípios éticos do jornalismo.
Propostas:
- Aprovação de projeto de lei (discutido no âmbito da CUT) que atualiza as funções dos jornalistas
- Intensificação dos debates, com a categoria e a sociedade, pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ).
- Atualização do Código de Ética dos Jornalistas e desenvolvimento de campanha nacional por sua observância.
- Formação e requalificação profissional
Desde o início do século 20, os jornalistas brasileiros perceberam que o jornalismo tem um ethos próprio e que para exercer a profissão é preciso mais do que talento para a escrita e boa vontade. A categoria pediu a exigência da formação de nível superior específica para o exercício da profissão e o jornalismo brasileiro mudou para melhor depois que ela tornou-se lei, com a regulamentação da profissão, em 1969.
Estranhamente, a regulamentação da profissão e a exigência da formação de nível superior específica passaram a ser questionadas política e judicialmente. Mas a FENAJ, a maioria dos Sindicatos e os jornalistas que integram a chapa Orgulho de ser FENAJ têm a convicção de que a exigência da formação específica para o exercício da profissão contribui para a qualificação do jornalismo brasileiro e democratiza o acesso à profissão. Ao contrário do que ocorria no passado recente, quando se tornava jornalista quem era parente ou amigo de dono de empresa jornalística, os cursos de Jornalismo ou de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo permitem o ingresso mais justo na profissão.
A FENAJ e a maioria dos Sindicatos dos Jornalistas têm lutado pela melhoria da qualidade do ensino de jornalismo no País. Atua em conjunto com entidades do campo do ensino, como o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e a Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), com ações e campanhas para qualificar não apenas a formação e a pesquisa em jornalismo, mas toda a educação superior. Combate a criação de cursos seqüenciais de jornalismo e também os tecnológicos e os demais cursos de curta duração que tenham o objetivo de substituir a graduação. Tem ainda buscado interlocução com o Ministério da Educação para opinar sobre diversas questões que dizem respeito ao ensino do jornalismo, à avaliação dos cursos existentes à abertura de novos.
A FENAJ teve a ousadia de propor um programa permanente de qualidade do ensino e de discuti-lo democraticamente com a comunidade acadêmica e com o empresariado. O Programa de Qualidade de Ensino (parceria com a Intercom, a Enecos, a Compós e o Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo), completa 10 anos de formulação neste 2007? é um patrimônio de todo o campo do Jornalismo.
Além de se preocupar com a formação do jornalista, a chapa Orgulho de ser FENAJ propõe-se a seguir o caminho apontado pela atual direção e a continuar a investir na qualificação dos profissionais. Como nas demais profissões, o jornalista qualifica-se para o exercício profissional com o curso superior, mas necessita de requalificação ao longo de sua carreira profissional.
Propostas:
- Fortalecimento da campanha em defesa da formação de nível superior específica como condição para o exercício da profissão.
- Ampliação do Programa Nacional pela Qualidade do Ensino de Jornalismo, com a criação de comissões de qualidade do ensino em todas as bases sindicais.
- Avaliação dos projetos-pilotos de estágio acadêmico.
- Aprofundamento da parceria com o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), com a Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJ) e com outras instituições no campo da formação em comunicação.
- Pressão junto ao MEC para a fiscalização da qualidade dos cursos de Jornalismo e combate à abertura indiscriminada de novos cursos.
- Retomada do projeto Escola dos Jornalistas, com a realização de cursos de requalificação e atualização profissionais nos Estados.
- Avanço na luta por um modelo de ensino superior que resgate o justo e imprescindível papel da universidade brasileira, garantindo a toda sociedade o acesso a uma educação qualificada.
- Luta por diretrizes curriculares adequadas à formação em jornalismo e por um sistema de avaliação dos cursos que realmente garanta a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão.
- Cultura como elemento de ação e integração
Os jornalistas que integram a chapa Orgulho de ser FENAJ querem intensificar a atuação da categoria e de suas entidades representativas no fomento às ações culturais. Atualmente, a FENAJ age, através do FNDC, principalmente no incentivo à regionalização da produção cultural para os meios eletrônicos de comunicação e na luta pela ampliação da difusão das produções independentes.
É preciso que o jornalista brasileiro perceba-se como peça importante na sociedade onde vive, não somente como cidadão, mas como difusor e incentivador da vanguarda das produções culturais e artísticas locais. Este sentimento é vetor importante para a conscientização política do jornalista, inclusive para sua atuação junto à categoria. Os sindicatos oferecem campo fértil para que esse objetivo seja atingido.
A FENAJ vai disseminar as boas experiências de sindicatos que já têm a cultura como elemento estratégico de mobilização junto à categoria e de inserção na sociedade. O dia-a-dia exaustivo e estressante das redações afasta os jornalistas de suas organizações. As ações culturais têm ajudado a modificar essa postura e estreitado relações.
O debate sobre novas estéticas e novos conceitos culturais é ponte para os debates políticos necessários às mudanças concretas e à resistência crítica a elementos desagregadores e globalizantes. A aproximação dos jornalistas e seus sindicatos por meio de ações culturais se torna ainda mais valiosa ao se observar o momento político atual, com a discussão sobre a implantação de uma rede pública de TV e os esforços para a construção da Conferência Nacional de Comunicação. Certamente, temos um cenário de incremento de meios e recursos para afirmação positiva da cultura, da autonomia estratégica e da soberania nacional.
Propostas:
- Mapeamento dos editais para incentivar a participação dos sindicatos.
- Fornecimento de projetos-modelo para fomento de produções locais para a democratização da comunicação (edição de jornais de cultura, programas para TVs e rádios públicas, publicação de livros e monografias).
- Fornecimento de projetos-modelo para fomento de formação de platéia para novas tendências regionais (apresentações de grupos de vanguarda na cultura de cada Estado, produção de vídeos, fanzines etc).
- Fornecimento de projetos-modelo para viabilizar a criação de espaços culturais nos sindicatos.
- Fornecimento de projetos-modelo para criação de acervo para cineclubes.
- Parceria com distribuidoras para realização de ciclos de cinema e vídeo com exibição gratuita de filmes e vídeos, longa, curta ou média metragem, que geralmente não são exibidos no circuito comercial.
- Incentivo à produção literária por meio de parceria com editoras em concursos nacionais.
- Incentivo à implantação de redes comunitárias sem-fio a partir da realização de “mutirões digitais” com vistas a promover a inclusão cultural dos cidadãos no ambiente da sociedade da informação.
Desde a desarticulação da Organização Internacional dos Jornalistas (OIJ), no final dos anos 1980, a FENAJ passou a atuar internacionalmente junto à Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e às entidades da América Latina: a Federação Latino-americano de Jornalistas (Felap), que sobreviveu à desarticulação da OIJ, e a representação da FIJ no continente. Recentemente, a FENAJ participou do processo de criação da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe (Fepalc), ocupando sua diretoria de organização.
A FENAJ, entretanto, mantém uma postura crítica em relação à FIJ, mesmo tendo aceitado participar de sua direção executiva. Ela tem uma estrutura burocrática e um visível viés administrativista. Sua principal força está na direta capacidade de produzir projetos e angariar recursos para executá-los. Falta-lhe, portanto, uma ação mais politizada e politizadora.
A FENAJ pode e deve desempenhar o papel de articuladora internacional para a promoção de mudanças na estrutura da FIJ e nas suas ações políticas. É inadmissível que a FIJ não se pronuncie sobre os efeitos das políticas de internacionalização dos mercados de mídia, em especial os que representam os interesses diretos dos EUA e da União Européia, para citar apenas um exemplo do papel político que cabe à organização internacional dos jornalistas.
Do mesmo modo, a FENAJ deve assumir para si a tarefa de melhorar a articulação das entidades representativas dos jornalistas na América do Sul, fortalecendo a Felap e contribuindo para a definição do perfil de atuação da Fepalc. Deve também resgatar a articulação com entidades dos jornalistas de países de língua portuguesa, em especial os países africanos.
Propostas:
- Fortalecimento das relações da FENAJ com as entidades representativas dos jornalistas nos países sul-americanos.
- Participação ativa nas entidades internacionais da América Latina (Federação Latino-americana de Jornalistas - Felap e Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe - Fepalc).
- Fortalecimento da ação político-institucional junto à FIJ, com a perspectiva de politizar as relações internas e influenciar a linha de atuação da Federação Internacional, com o claro objetivo de defender o jornalismo e os jornalistas, de combater a concentração da propriedade e a internacionalização dos meios de comunicação e de fortalecer as entidades representativas dos jornalistas nos países pobres e emergentes.
- Retomada dos projetos de integração entre os jornalistas de língua portuguesa, entre eles a realização dos encontros de jornalistas de língua portuguesa.
- Participação em projetos que busquem a formação de redes de comunicação supranacionais, de caráter público não governamental, visando a integração sulamericana.
- Participação, junto com movimentos sociais, nas redes de solidariedade e de cooperação internacional e de resistência aos projetos de dominação mundial hegemonizados pelos EUA.
A Chapa 1 tem a representação de 25 Sindicatos, de 22 Estados e do Distrito Federal. Inclui, em sua nominata, três ex-presidentes da Federação (dois deles indicados para a Comissão Nacional de Ética), além de presidentes ou ex-presidentes e diretores de Sindicatos. Com Orgulho de ser FENAJ reafirma o seu compromisso com a categoria e com a sociedade brasileira. Conta com o apoio dos jornalistas para continuar sua luta pela democracia no Brasil e na comunicação e pela dignidade e liberdade dos Jornalistas.
EXECUTIVA
Presidente: Sérgio Murillo de Andrade - Santa Catarina
1º Vice-Presidente: Celso Schröder - Rio Grande do Sul
2ª Vice-Presidente: Carmen Lúcia da Silva - Pará
Secretária Geral: Maria José Braga- Goiás
1º Secretário: Guto Camargo - São Paulo
1ª Tesoureira: Déborah Lima - Ceará
2º Tesoureiro: Arthur Lobato Magalhães Filho - Minas Gerais
Suplente: Osnaldo Moraes Silva - Pernambuco
Suplente: Antônio Paulo da Silva - Distrito Federal
VICE-PRESIDÊNCIAS REGIONAIS
Vice Regional Centro-Oeste: Luiz Spada - Goiás
Vice Regional Sul: Aniela de Almeida - Paraná
Vice Regional Sudeste: Suzana Tatagiba - Espírito Santo
Vice Regional Nordeste I: Luiz Carlos de Oliveira Silva - Piauí
Vice Regional Nordeste II: Valdice Gomes da Silva - Alagoas
Vice Regional Norte I: José Gilvan da Costa - Roraima
Vice Regional Norte II: Volney Oliveira - Amapá
DEPARTAMENTOS
Departamento de Educação e Aperfeiçoamento Profissional
Valci Zuculoto - Santa Catarina
Alexandre Campello - Minas Gerais
Marjorie Moura - Bahia
Departamento de Relações Institucionais
Aloisio Lopes - Minas Gerais
Edvânia Kátia - Maranhão
Alcimir Carmo - São Paulo
Departamento de Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral
José Carlos Torves - Rio Grande do Sul
Márcia Regina Quintanilha - São Paulo
Luís Carlos Luciano - Mato Grosso do Sul
Departamento de Cultura e Eventos
Adriana Santiago - Ceará
Maria das Graças Prado de Oliveira - Pernambuco
Lourdes Augusto - São Paulo
Departamento de Mobilização em Assessoria de Comunicação
Janaína Ferreira da Mata - Minas Gerais
Wilson Carlos Braga Reis - Amazonas
Edlamara Conti - Espírito Santo
Departamento de Relações Internacionais
Beth Costa - Rio de Janeiro
Moacir Maia - Ceará
Ayoub Ayoub - Paraná
Departamento de Mobilização dos Jornalistas de Produção e Imagem
Raimundo Afonso Gomes - Acre
Edson Carlos da Silva - Paraná
Land Seixas- Paraíba
Departamento de Saúde e Previdência
Rubens Lunge - Santa Catarina
Lúcia de Fátima Figueiredo - Paraíba
Marcos Antônio Grützmacher - Rondônia
Conselho Fiscal
Kardé Mourão - Bahia
Edson Verber da Silva - Paraíba
Socorro Loureiro - Tocantins
COMISSÃO DE ÉTICA
Armando Rollemberg - Distrito Federal
Washington Mello - Minas Gerais
Carmen Lúcia Pereira - Rio de Janeiro
Regina Deliberai - Mato Grosso
Rossini Barreira - Pernambuco
domingo, 1 de julho de 2007
Água, fonte da vida

Faça uma enquete com seu vizinho, seu colega de trabalho, seus amigos. Todos repetirão um sonoro SIM ao perguntarmos se a água é importante na sua vida. No entanto, sabemos que ele é desperdiçada justamente por quem precisa dela para sobrevivência. Neste domingo, um escapamento de água na máquina de lavar roupas em minha residência inundou parte da cozinha. Ao mesmo tempo em que enxugava o local, lembrava da luta que precisamos empreender para mudar consciências. E recordei com saudade da linda canção Planeta Água, gravada por Guilherme Arantes em 1981. É tão linda que parece que foi ontem que ele alcançou o segundo lugar no Festival MPB-Shell, da Globo. Uma rápida busca na Internet permite que desfrutemos de imagens lindas acompanhadas da interpretação do músico. Divido com vocês:
http://www.youtube.com/watch?v=eZVXnE1_NlY
E podemos também relembrar da letra:
Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas no leito dos lagos, no leito dos lagos
Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção
Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvens de algodão
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra
Terra, planeta água
Terra, planeta água
Terra, planeta água
Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra
Terra, planeta água
Terra, planeta água
Terra, planeta água
Terra, planeta água
Terra, planeta água
Terra, planeta água.