segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Péssima notícia: Carta Maior está mudando e enxugando....

A Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br) publicou, nesta sexta-feira (10), editorial em que anuncia que ''não está para fechar'' mas que, numa ''decisão difícil'', está ''assumindo um novo perfil'', devido a dificuldades financeiras que se agravaram no início deste ano. A reestruturação, que tornou mais lenta a renovação de conteúdo, atingiu pesadamente a sua redação: de 20 jornalistas empregados no início do ano, dez deixaram a Carta Maior no primeiro semestre outros oito nesta semana.


A logomarca

O editorial é assinado por Flávio Aguiar, editor chefe, e Joaquim Palhares, diretor presidente, um bem sucedido advogado que ajudou a viabilizar o projeto da publicação eletrônica multimídia. O anúncio das demissões é feito em tom constrangido. ''Para garantirmos a sobrevivência da página torna-se imperioso reduzir a redação. Queremos registrar aqui os nomes desses companheiros e companheiras que deram e continuarão dando contribuição indelével para a democratização da comunicação no Brasil, mas que tiveram e terão de buscar sua condição de sobrevivência de outra forma'', diz o texto.

''Está todo mundo triste, claro''
Segundo informou ao Portal Imprensa a jornalista Bia Barbosa, demitida nesta semana, os profissionais não foram pegos de surpresa. ''Ninguém saiu bravo ou achando que as demissões foram uma decisão da empresa. Não houve outra alternativa, pois chegamos a um limite financeiro inviável'', disse ela. ''Está todo mundo triste, claro. A Carta Maior era um espaço diferenciado, onde tínhamos liberdade para escrever, na linha editorial e na pauta'', explica.
A Agência Carta Maior (que mais tarde passaria a assinar simplemente Carta Maior) nasceu durante a primeira edição do Fórum Social Mundial, em janeiro de 2001, em Porto Alegre. Adotou como símbolo um globo que gira com o hemisfério norte embaixo, numna alusão a esta origem alteromundista e formou uma equipe de jornalistas cobrindo São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Sempre teve também como ponto forte a sua equipe de colunistas: Emir Sader – que desde o ano passado passou a manter um blog no site –, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, o economista Paulo Nogueira Batista e escritor uruguaio Eduardo Galeano, entre outros.

Seu conteúdo adota o sistema de copyleft (de livre reprodução), e muitas de suas matérias têm sido veiculadas também em outros endereços progressistas da internet, entre eles o Vermelho. Destacou-se no apoio editorial à candidatura Lula, em 2002 e 2006 e no acompanhamento crítico das turbulências políticas de 2005, com o Escândalo do ''Mensalão''. Adota uma postura de apoio ao governo federal porém distanciando-se em relação a aspectos como política macroeconômica, reforma agrária e meio ambiente. O estrangulamento financeiro teve origem na frustração de projetos de receita, via publicidade, ao lado de um aumento de custos, acarretado por exemplo com a mudança da sede da publicação.


Veja a íntegra do editorial da Carta Maior:

''Carta Maior: novo perfil''

''Queremos deixar claro que a Carta Maior não está para fechar, nem agora nem no futuro próximo. Mas é verdade que estamos para assumir um novo perfil. É uma decisão sempre difícil, pois exige ajustes e um certo tempo para se passar da proposta à realização. Por isso a renovação da página, nestes dias, tornou-se mais lenta do que o habitual.

No começo do ano, durante a crise que, ela sim, quase nos levou ao fechamento, elaboramos um Decálogo de Princípios para nortear nosso trabalho, ao qual permanecemos fiéis.

Em resumo, ele situa a sobrevivência da humanidade e do planeta tal como o conhecemos, dentro de um imperativo de transformações sociais, de produção e de consumo, que exigem um debate político ampliado e urgente.

Estamos dando passos na direção de ampliar na Carta Maior o espaço deste debate de idéias e propostas para as transformações urgentes que nossas sociedades demandam no sentido de se adequarem ao reclamo de desenvolvimento sustentável, que preserve a qualidade de vida e, ao mesmo tempo, amplie o seu alcance como um direito inalienável do exercício da cidadania.

Para nós, da Carta Maior, isso implica retomar a discussão do socialismo como exigência da democracia e do impedimento da ação predatória do capitalismo desgovernado em que vivemos, quanto à preservação da vida como bem comum e da liberdade como direito coletivo e até como exercício individual, exceto para os seus privilegiados. Para nós o socialismo é uma exigência da democracia e vice-versa, ao contrário do que já se apregoou no passado, com conseqüências danosas para ambos, socialismo e democracia.

Queremos aprofundar esse debate na Carta Maior, aumentando o espaço para artigos de reflexão, análise e propostas, com o modo plural e voltado para as lutas sociais da sociedade brasileira, latino-americana e de todas onde viceje a luta por justiça social e liberdade.

Haverá, portanto, mais espaço para artigos de opinião (ou opiniões) na página da Carta Maior. Continuaremos com nossos debates de temas da atualidade, inclusive com transmissão direta pela TV Carta Maior, onde couber. Continuaremos nos propondo a cobertura dos Fóruns Sociais Mundiais e seus correlatos e desdobramentos. Mas haverá menos reportagens e matérias de cobertura de acontecimentos imediatos.

Isso implica e decorre de um ajuste de pessoal na Carta Maior. Para garantirmos a sobrevivência da página torna-se imperioso reduzir a redação. Queremos registrar aqui os nomes desses companheiros e companheiras que deram e continuarão dando uma contribuição indelével para a democratização da comunicação no Brasil, mas que tiveram e terão de buscar sua condição de sobrevivência de outra forma. Continuarão, quando quiserem, colaborando conosco sob a forma de artigos, dentro da proposta de debate que vamos continuar impulsionando e que eles e elas, com seu trabalho diário, formularam e impulsionaram.

Esperamos, por outro lado, manter e mesmo ampliar nosso corpo de colaboradores, e continuar com a fidelidade dos nosso companheiros de caminho, leitores e leitoras, que são parte de nossa discussão de pauta através de suas sugestões, críticas e comentários. Continuamos desejando seu cadastramento para receber nosso boletim que, adequando-se ao novo ritmo, passará a ser divulgado três vezes por semana.

"Se hace camino al andar", diz o nosso lema, no verso do poeta espanhol Antonio Machado. Mais uma vez, Carta Maior responde ao desafio de seu compromisso com a democracia da comunicação descortinando seu caminho e desafio nas lutas de nosso povo por justiça social e liberdade.

Flávio Aguiar, editor chefe
Joaquim Palhares, diretor presidente.''

Com informações da Carta Maior: http://www.cartamaior.com.br

sábado, 11 de agosto de 2007

MEU PAI


Meu pai Otacílio, habitante do Céu - do contrário seria uma baita injustiça - quero te render uma homenagem neste Dia dos Pais. Sabes, como eu, a comemoração é comercial e que eu lembro de ti todos os dias. Velho, foste mais cedo do que eu esperava, mas sei conseguiste cumprir em tua passagem aqui na Terra o que todo homem valoroso pode almejar. Trabalhador consciente, marido correto, pai amoroso e presente e colorado com convicção. Desde que tu partiste, sinto um vazio. Mas sei que estás sempre presente no meu coração, no de minha mãe, de teus outros filhos e dos netos.
Pai, fui muito feliz e senti muito orgulho em estar ao teu lado. Te amo muito e quero estar perto de ti num futuro próximo. Hoje, teu neto Marco almoçará e depois irá no jogo do nosso Inter comigo.
Uma vitória sobre o Goiás será dedicada a ti, meu querido pai. Meu Amado!!!

Contratação ágil. Tomara que o time também seja....


Poucas vezes vi uma troca de treinador tão rápida. Escassas horas depois de demitir o inoperante Gallo, o Internacional anunciou a volta de Abel ao comando do time que ocupa a décima posição da tabela do Brasileirão. Agilidade da direção? Não, porque é exatamente isso que tem faltado ao presidente Piffero e seus colegas do alto comando rubro.
Acontece que Abel pediu demissão depois que o Inter caiu na primeira fase da Libertadores . A alegação: iria para os Emirados Árabes, mas desistiu porque preferiu ficar em Porto Alegre. Colégios dos filhos e reforma de um apartamento no Rio o mantiveram na capital gaúcha. Curioso não? A minha convicção é que Gallo foi realmente uma experiência - fracassada -, e Abel ficou aqui para assumir assim que a demissão do colega fosse consumida. De fato, o ex-técnico foi embora na sexta-feira à noite, enquanto Abel já treinou o time no sábado pela manhã (foto/divulgação Inter) para enfrentar o Goiás no domingo no Beira-Rio. Ou seja, já estava de fato contratado.
Eu e todos os colorados esperamos que o descanso tenha sido proveitoso para o treinador porque o aproveitamento antes de sua saída era pífio e ao nível do alcançado pelo time comandado por Gallo. Ficou em sétimo no Gauchão e não passou às fases seguintes da mais fraca Libertadores dos últimos anos. Vamos confiar, torcendo para que os gritos de "Fora Abel", ouvidos com insistência em abril, não se repitam. Vamos Inter...

Ainda sobre a crise aérea? - recebi do Correio Caros Amigos

Qual crise?


Olmo Xavier
, arquiteto e urbanista


É acintosa a hipocrisia quando o tema é "crise aérea". O debate é necessário. Porém, por que não fazê-lo também sobre outras crises que há muito mais tempo assolam milhões de homens e mulheres diariamente? São incontáveis as horas úteis perdidas por trabalhadores e estudantes de todas as idades nos ônibus, trens e barcos do Brasil. É bom ressaltar que não se trata de uma crise constatada nos últimos 10 meses e sim, nas últimas décadas.
São veículos, na sua maioria, inadequados ao transporte de pessoas, verdadeiros caminhões encarroçados na forma de ônibus, e em péssimo estado de conservação. Estou falando de ônibus e trens que chovem dentro durante a chuva; que sujam e rasgam a roupa do trabalhador; de 10 pessoas por metro quadrado, o que só é comparável a gaiolas que transportam bois e porcos do local de suas engordas ao matadouro; de veículos que quebram e de viagens que não chegam a acontecer; de uma gestão pública que não se apresenta nunca; de artifícios desenhados para ampliar o lucro de empresários, alongando intervalos, superlotando veículos e atrasando a vida do passageiro.
O curioso é que nunca vimos alguém defender a necessidade da criação de CPI’s para discutir o assunto. Os jornais falados, escritos e televisados sequer tangenciam o tema em suas pautas. A não ser quando a crise do transporte público afeta o ir e vir dos cidadãos um pouco mais nobres, como os que conseguem se deslocar com seus próprios veículos. Em uma greve recente dos metroviários na cidade de São Paulo um repórter alardeou na televisão: "O trânsito da cidade está caótico com a greve dos metroviários". Se não fosse pelo caos no trânsito, era bem possível não sabermos que o metrô parou, três vezes só neste ano, na maior cidade brasileira.
Isso se dá, pura e simplesmente, pelo fato de os brasileiros que utilizam os serviços de transporte coletivo serem, na maioria, cidadãos pertencentes às classe C e D, carentes de canais para denunciar os seus problemas cotidianos. Os cidadãos da classe E andam a pé por não ter condições de arcar com o preço das tarifas.
O ciclo é tão vicioso, que nós fomos convencidos que pessoas classificadas nas classes A e B valem mais que as demais. Se um usuário de transporte público for entrevistado no interior de um terminal de ônibus urbano em qualquer cidade brasileira, ele irá discorrer sobre a crise aérea com mais propriedade do que falaria sobre as causas das mazelas que enfrenta em seus deslocamentos diários. Mesmo que nunca tenha pisado em um aeroporto. Por quê?
Esta orquestra tem um maestro: a mídia. No contexto sócio- econômico-cultural de país em desenvolvimento, a mídia exibe uma força descomunal e um imenso poder de persuasão. Cabe lembrar que em países como França, Inglaterra e os Estados Unidos, esse poder diminuiu na medida em que a democracia se fortaleceu. A sociedade passa a se balizar em mais variadas fontes de informação. Aqui, a mídia tenta reger a sociedade e os políticos. Aqui a mídia causa.
O setor aéreo tem passado por grandes transformações nos últimos anos. O número de passageiros se multiplicou com o início de um processo de "deselitização" do transporte aéreo, previsível no cenário de melhor distribuição de renda e relativo crescimento econômico. Em 2000, Congonhas, em São Paulo, recebeu 10 milhões de passageiros e o aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, 5 milhões. Em 2006, 18 e 9,6 milhões, respectivamente. Em todo o país, o crescimento também foi expressivo. Em 2003, eram 72 milhões, no ano passado,esse número chegou a 102 milhões. Curiosamente, o número de aeronaves das maiores companhias caiu de 350 em 2001 para 265 hoje.
A infra-estrutura, de fato, não acompanhou a velocidade desse processo e deixa a desejar em vários aspectos. Porém, as apurações dos dois trágicos acidentes que mataram quase 400 pessoas, apontam para falha humana ou mecânica como causas dos desastres. Ou seja, a crise não merece o status de caos nacional, diante dos enormes problemas sociais que temos. Respostas precisam ser dadas. Mas outras muitas perguntas estão lançadas.
Como aceitar quem, a cada dois dias, morram em acidentes de trânsito no País o equivalente a uma tragédia com o avião da TAM, cheio de gente? Quanto isto custa para nós em dores e em dólares?
Serviços essenciais a todos os brasileiros como saúde, educação, moradia, alimentação, transporte público, segurança, lazer e, inclusive, o sistema de transporte aéreo merecem toda nossa atenção e empenho. Não podemos esmorecer alegando cansaço como alguns. A luta é árdua e a estrada é longa.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Os 70 anos de um grande ator


Ainda guardo em uma prateleira de meu escritório caseiro a fita VHS do filme Rain Man, em que o ator americano Dustin Hoffman faz uma de suas melhores representações na pele de um autista com um incrível potencial de memória. Ganhou o Oscar ao natural. E olhem que ele foi igualmente brilhante em muitos outros filmes, como A Primeira Noite de um Homem, Perdidos na Noite, Todos os Homens do Presidente, Kramer Versus Kramer, Tootsie e muito mais.
Lembrei do artista porque li, em uma pequena nota de jornal, que hoje ele completa 70 anos de vida, a maioria dos quais dedicados ao cinema. Dustin nasceu em Los Angeles, em 1937, e mostrou desde cedo que tinha o cinema nas veias. Detalhe importante: até agora tem no currículo a participação em 57 filmes, três das quais estão atualmente em produção: Kung Fu Panda; The Tale of Despereaux e Last Chance Harvey. Ou seja, para nós que o admiramos, é uma baita sorte vê-lo em plena forma. Que seja assim por muito tempo, Dustin.

Para homenageá-lo, publico sua filmografia e prêmios consquistados, publicados no site Adorocinema.com (http://adorocinema.cidadeinternet.com.br):

Filmografia

2007 - Mr. Margorium's Wonder Emporium
2006 - Perfume - A história de um assassino (Perfume: The story of a murderer)
2006 - O amor não tira férias (Holiday, The)
2006 - Mais estranho que a ficção (Stranger than fiction)
2005 - A cidade perdida (Lost city, The)
2005 - Deu zebra (Racing stripes) (voz)
2004 - Desventuras em série (Lemony Snicket's A series of unfortunate events)
2004 - Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers)
2004 - Huckabees - A vida é uma comédia (I heart Huckabees)
2004 - Em busca da Terra do Nunca (Finding Neverland)
2003 - O júri (Runaway jury)
2003 - Confidence - O golpe perfeito (Confidence)
2002 - Vida que segue (Moonlight mile)
2002 - O show não pode parar (Kid stays in the picture, The)
2001 - Goldwyn
1999 - Joana D'Arc de Luc Besson (Messenger: The story of Joan of Arc, The)
1998 - Esfera (Sphere)
1997 - Mera coincidência (Wag the dog)
1997 - O quarto poder (Mad city)
1996 - Sleepers - A vingança adormecida (Sleepers)
1996 - American buffalo (American buffalo)
1995 - Epidemia (Outbreak)
1992 - Herói por acidente (Hero)
1991 - Hook - A volta do Capitão Gancho (Hook)
1991 - Billy Bathgate - O mundo a seus pés (Billy Bathgate)
1991 - A wish for wings that work
1990 - Dick Tracy (Dick Tracy)
1989 - Negócios de família (Family business)
1988 - Rain Man (Rain Man)
1987 - Ishtar (Ishtar)
1985 - A Morte do Caixeiro Viajante (Death of a salesman) (TV)
1982 - Tootsie (Tootsie)
1979 - O mistério de Agatha (Agatha)
1979 - Kramer versus Kramer (Kramer vs. Kramer)
1978 - Straight time
1976 - Todos os homens do presidente (All the President's men)
1976 - Maratona da morte (Marathon man)
1974 - Lenny (Lenny)
1973 - Papillon (Papillon)
1972 - Alfredo, Alfredo (Alfredo, Alfredo)
1971 - Point, The (TV)
1971 - Sob o domínio do medo (Straw dogs)
1971 - O inimigo oculto (Who is Harry Kellerman and why is he saying those terrible things about me?)
1970 - Pequeno grande homem (Little big man)
1969 - John e Mary (John and Mary)
1969 - Perdidos na noite (Midnight cowboy)
1968 - A louca corrida dos milhões (El millón de Madigan)
1967 - A primeira noite de um homem (Graduate, The)
1967 - Star wagon, The (TV)
1967 - Tiger makes out, The
1966 - Journey on the fifth house, The (TV)

Prêmios

- Recebeu 7 indicações ao Oscar de Melhor Ator, por "A Primeira Noite de um Homem" (1967), "Perdidos na Noite" (1969), "Lenny" (1974), "Kramer Versus Kramer" (1979), "Tootsie" (1982), "Rain Man" (1988) e "Mera Coincidência" (1997). Ganhou por "Kramer Versus Kramer" e "Rain Man".

- Recebeu 5 indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama, por "Perdidos na Noite" (1969), "Lenny" (1974),, "Maratona da Morte" (1976), "Kramer Versus Kramer" (1979) e "Rain Man" (1988). Venceu por "Kramer Versus Kramer" e "Rain Man".

- Recebeu 5 indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical, por "A Primeira Noite de um Homem" (1967), "John e Mary" (1969), "Tootsie" (1982), "Hook - A Volta do Capitão Gancho" (1991) e "Mera Coincidência" (1997). Venceu por "Tootsie".

- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Mini-série/Filme para TV, por "A Morte do Caixeiro Viajante" (1985).

- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Revelação Masculina, por "A Primeira Noite de um Homem" (1967).

- Ganhou o Prêmio Cecil B. DeMille, concedido pela Associação dos Jornalistas Estrangeiros em Hollywood, em 1997.

- Recebeu 9 indicações ao BAFTA de Melhor Ator, por "Perdidos na Noite" (1969), "John e Mary" (1969), "Pequeno Grande Homem" (1970), "Lenny" (1974), "Maratona da Morte" (1976), "Todos os Homens do Presidente" (1976), "Kramer Versus Kramer" (1979), "Tootsie" (1982) e "Rain Man" (1988). Ganhou por "Perdidos na Noite" e "John e Mary" e por "Tootsie".

- Ganhou o BAFTA de Melhor Revelação, por "A Primeira Noite de um Homem" (1967).

- Ganhou um Urso de Ouro honorário, no Festival de Berlim de 1989.

- Ganhou um Leão de Ouro honorário, no Festival de Veneza de 1996.

- Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Comediante, por "Entrando Numa Fria Maior Ainda" (2004).

Acesso à internet reflete as desigualdades sociais



É nas residências de moradores do Distrito Federal que está a maioria (31,1%) dos computadores conectados à internet no país. O Distrito Federal também é a unidade da Federação onde a população mais utiliza a rede mundial: 41,1%.
No estado do Maranhão, cerca de 2% dos lares estão conectados e é de 7,7% a parcela de moradores que usam a rede, seja dentro de casa, em centros públicos ou escolas.
Os dados são do Mapa das Desigualdades Digitais do Brasil, divulgado ontem (7), pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla). O trabalho, com apoio do Ministério da Educação, relacionou às desigualdades fatores socioeconômicos como renda, raça e oferta de postos de acesso público. Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2005, o estudo aponta que no grupo de menor renda da população uma parcela de 0,8% possui internet em casa.

Ricos conectados

Entre a população mais rica sobe para 56,3% o percentual de casas com acesso à rede – “uma diferença de 7.600%”, segundo a pesquisa. Ainda de acordo com o estudo, cerca de 28% da população brasileira autodeclarada branca na Pnad utilizam a internet, de maneira geral – mais que o dobro dos 13,3% da população negra. Em relação à população branca (27,8%), na região Sul a população negra tem menos acesso à internet (15,3%). Nos estados, praticamente não há diferenças nesse item.
“Tais brechas nada mais são que uma nova forma de manifestação das tradicionais diferenças e divisões existentes em nossas sociedades e no mundo, novas formas de exclusão, que reproduzem e reforçam diferenças pré-existentes”, afirma a pesquisa, ao reiterar que o acesso às tecnologias da informação estimula o enriquecimento cultural e a melhoria da educação.

Desigualdade no mundo

O site do jornal Financial Times também publicou ontem (07), uma pesquisa apontando que a publicidade online deve superar o investimento em jornal até 2011, nos Estados Unidos. A previsão é de que por lá, a publicidade online ultrapase a casa dos U$ 62 milhões, enquanto os jornais não conseguirão abocanhar mais do que U$ 60 milhões. No Brasil, a publicidade online ainda engatinha - apesar da internet apresentar franca penetração e expansão entre o público de maior poder aquisitivo, conforme detectou a pesquisa Pnad.

Fonte: Agência Brasil e Financial Times

Sou classe média, papagaio de telejornal


Veja e ouça porque vale a pena!

O novo sucesso do YouTube é um vídeo do cantor Max Gonzaga (foto), que canta uma música sobre a classe média brasileira.
A música tem o título "Classe Média" e diz: "sou classe média, papagaio de telejornal".

Mais de 103 mil internautas já assistiram ao vídeo no YouTube.
Clique aqui para ver o vídeo.

A invenção da crise - Marilena Chauí


Por ser necessário e indispensável, repasso aos amigos mais um inteligente e lúcido texto da filósofa , escritora e professora da Faculdade de Letras e Ciências Humanas da USP Marilena Chauí (foto divulgação).

Era o fim da tarde. Estava num hotel-fazenda com meus netos e resolvemos ver jogos do PAN-2007. Liguei a televisão e “caí” num canal que exibia um incêndio de imensas proporções enquanto a voz de um locutor dizia: “o governo matou 200 pessoas!”. Fiquei estarrecida e minha primeira reação foi típica de sul-americana dos anos 1960: “Meu Deus! É como o La Moneda e Allende! Lula deve estar cercado no Palácio do Planalto, há um golpe de Estado e já houve 200 mortes! Que vamos fazer?”. Mas enquanto meu pensamento tomava essa direção, a imagem na tela mudou. Apareceu um locutor que bradava: “Mais um crime do apagão aéreo! O avião da TAM não tinha condições para pousar em Congonhas porque a pista não está pronta e porque não há espaço para manobra! Mais um crime do governo!”. Só então compreendi que se tratava de um acidente aéreo e que o locutor responsabilizava o governo pelo acontecimento.Fiquei ainda mais perplexa: como o locutor sabia qual a causa do acidente, se esta só é conhecida depois da abertura da caixa preta do avião? Enquanto me fazia esta pergunta e angustiada desejava saber o que havia ocorrido, pensando no desespero dos passageiros e de suas famílias, o locutor, por algum motivo, mudou a locução: surgiram expressões como “parece que”, “pode ser que”, “quando se souber o que aconteceu”. E eu me disse: mas se é assim, como ele pôde dizer, há alguns segundos, que o governo cometeu o crime de assassinar 200 pessoas? Mudei de canal. E a situação se repetia em todos os canais: primeiro, a afirmação peremptória de que se tratava de mais um episódio da crise do apagão aéreo; a seguir, que se tratava de mais uma calamidade produzida pelo governo Lula; em seguida, que não se sabia se a causa do acidente havia sido a pista molhada ou uma falha do avião. Pessoas eram entrevistadas para dizer (of course) o que sentiam. Autoridades de todo tipo eram trazidas à tela para explicar porque Lula era responsável pelo acidente. ETC.Mas de todo o aparato espetacular de exploração da tragédia e de absoluto silêncio sobre a empresa aérea, que conta em seu passivo com mais de 10 acidentes entre 1996 e 2007 (incluindo o que matou o próprio dono da empresa!), o que me deixou paralisada foi o instante inicial do “noticiário”, quando vi a primeira imagem e ouvi a primeira fala, isto é, a presença da guerra civil e do golpe de Estado. A desaparição da imagem do incêndio e a mudança das falas nos dias seguintes não alteraram minha primeira impressão: a grande mídia foi montando, primeiro, um cenário de guerra e, depois, de golpe de Estado. E, em certos casos, a atitude chega ao ridículo, estabelecendo relações entre o acidente da TAM, o governo Lula, Marx, Lênin e Stálin, mais o Muro de Berlim!!!

Minhas (nossas) comunidades

Respeito a opinião das pessoas que criticam a participação no Orkut. Entre os inconveninentes, estariam a falta de privacidade, a presença de pornografia e uma alegada futilidade. No ínicio concordava com isso, mas me aventurei e descobri que este mundo é especial se soubermos usá-lo. Além de reencontrar amigos que estavam distantes, procurei me dedicar a assuntos de meus interesses profissional, político e de lazer (futebol, cinema, música, litaratura, etc). As comunidades das quais participam estão no meu profile e exibem meus gostos.
Mas o que mais toma o meu tempo são as comunidades sobre Jornalismo que gerencio. Ali estão velhos profissionais, jovens recém formados e estudantes. Todos em busca de conhecimento e debate em torno desta bela profissão. Sou exigente e gosto de ver mais gente interessada. Por isso, convido novos colegas a participarem das seguintes comunidades:

SOU JORNALISTA DIPLOMADO
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=683365
ABAIXO JORNALISTA SEM DIPLOMA
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3611118
JORNALISTAS/RS DIPLOMADOS
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=20021096
SINDICATO DOS JORNALISTAS
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=559172

Sejam bem-vindos!!!!!

Educação

"A verdadeira educação de um homem é aquela que ele demonstra nos momentos em que não tem a obrigação de ser gentil."
Autor Desconhecido

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Cansamos

Veja e divulgue esse vídeo editado pela amiga Zeca Esplicio sobre o movimento Cansei.

Está disponível em http://videolog.uol.com.br/video.php?id=252917&ordem=7&parametro=oab

Vale a pena!!!!!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Sem flauta por duas rodadas


Escrevo para os gaúchos. Quem não for desta turma fanática do extremo sul do Brasil, procure entender minhas colocações. Pois neste fim de semana não aconteceu "flauta" no pampa. Para quem não conhece, este termo se aplica a quem "goza" do adversário derrotado. Ou Grêmio, ou Inter. É assim a rotina dos quase cem anos que dividem o RS ao meio no campo do futebol. As duas capas do jornal Zero Hora em épocas distintas, reproduzidas acima, evidenciam a gozação fanática de um colorado: eu.
Contudo, uma tragédia abateu os gaúchos nas duas últimas rodadas do Brasileirão: ambos perderam. Com isso, hoje o colorado passa pelo gremista e apenas o cumprimenta de forma cerimoniosa. A mesma atitude é adotada pelo tricolor. Não queremos isso. Nesta terra, de espírito farroupilha e aguerrido, almejamos a disputa e a derrota do rival, mesmo que seja para o poste da esquina. Inter e Grêmio dependem um do outro e, por isso, alcançaram as suas maiores glórias em campeonatos regionais, nacionais, continentais e mundiais.
Também em razão desta rivalidade o Inter produziu craques como Falcão, alçado à condição de Rei de Roma, enquanto o Grêmio se rendeu a Ronaldinho, considerado por dois anos o maior craque do Mundo. Vieram mais: Renato, Nilmar, Daniel Carvalho, Sobis, Anderson... E agora o fenômeno Pato e o promissor Carlos Eduardo! Quantos ainda surgirão em nome desta saudável rivalidade?
Por isso, quero manter acessa esta disputa que poderá conduzir um dos nossos clubes - que seja meu Inter - ao topo maior do campeonato brasileiro. Temos todo o segundo turno para isso.

Vamos Inter, vamos Grêmio!!!
Um puxa o outro....

domingo, 5 de agosto de 2007

Os indiferentes

Odeio os indiferentes. Acredito que viver significa tomar partido. Indiferença é apatia, parasitismo, covardia. Não é vida. Por isso, abomino os indiferentes. Desprezo os indiferentes, também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes" (Gramsci)

sábado, 4 de agosto de 2007

Professor de ética vê politização em acidente


A "tragédia anunciada" revelou-se não apenas um clichê, mas um grande erro. Ao que tudo indica, o acidente com o avião da TAM não teve nada a ver com pista molhada, "grooving" ou ineficiência governamental.
Suspeito usual por conta da crise aérea - que é concreta e inegável -, o governo foi quase de imediato relacionado às 199 mortes por comentaristas, políticos e meios de comunicação, ainda que várias vozes ponderadas apontassem a necessidade de, ao menos, esperar pelos dados das caixas-pretas.
Para Clóvis de Barros Filho, professor de Ética da Comunicação, esse movimento não é surpreendente. "Já não é de hoje que a mídia em geral tem apreço por endossar versões que deslegitimam a ação do Estado", afirmou, em entrevista a Terra Magazine.
O professor vê sinais de politização em uma cobertura jornalística que deveria ser técnica. "É óbvio que algumas manifestações de autoridades do governo são profundamente infelizes, inclusive do presidente da República. Entretanto continuo a acreditar que existe uma confusão propositadamente estabelecida com o intuito de fazer com que um caso gravíssimo e episódico seja inscrito numa crise - que existe, mas que não tem nada a ver com esse acidente." Que a confusão está estabelecida, não há dúvidas. Uma busca no Google pelos termos "tragédia anunciada", "TAM" e "Congonhas" traz links para mais de 60 mil sites.
Leia a seguir a entrevista de Barros

LER MAIS EM:

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Mônica: Veja, Playboy ...


Qualquer cidadão de boa memória deve lembrar que a jornalista Mônica Veloso ficou conhecida em todo o País, no final de maio, por meio das páginas da revista Veja, do Grupo Abril. E não era por suas qualidades profissionais, mas pelo fato de ter um filha fora do casamento com o presidente do Senado, Renan Calheiros. E também não foi em razão deste romance. À revista, a jornalista disse o dinheiro da pensão vinha dos bolsos do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior. E assim vai... O resto todo mundo já sabe.
A novidade do momento é que Mônica anunciou que irá posar nua para a revista Playboy e estaria apenas aguardando o acerto do cachê para tirar a roupa. Detalhe: a Playboy é editada pelo mesmo Grupo Abril proprietário da Veja. Coincidência?
Chama a atenção o fato de que outra mulher tornada peça-chave de um escândalo, Fernanda karina Somaggio, se ofereceu para posar nua para a mesma revista masculina e não levou. Secretária do publicitário Marcos Valério, suspeito de operador do chamado mensalão, denunciou em 2005 supostas irregularidades praticadas por seu ex-chefe para a Revista IstoÉ - Dinheiro, do Grupo Três, concorrente da Abril. As versões são variadas: a direção da Playboy disse que nunca negociou com a secretária, enquanto Fernanda Karina afirmou não ter chegado a um consenso sobre o cachê. Ela queria R$ 2 milhões.

Pois é... Acho que haverá este acerto com Mônica!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Os erros da cobertura apressada

do Blog Luis Nassif Online (http://luisnassifeconomia.blig.ig.com.br)

Coluna Econômica – 02/08/2007

No meu livro "O Jornalismo dos anos 90" relato quase duas dezenas de casos de cobertura da mídia em que o "efeito manada" produziu erros gigantescos.
Aparentemente, não se aprende. A mais nova reedição do caso "Escola Base" está na cobertura do acidente com o Airbus da TAM, que vitimou mais de duzentas pessoas; o “japonês” do acidente aéreo foi um morto que não podia se defender: o piloto.
Com o choque inicial, logo após o acidente passou-se a uma busca frenética por culpados. Em um primeiro momento concentrou-se no governo, na pista de Congonhas, na falta de ranhuras no asfalto.
Deixou-se de lado o jornalismo para se ficar numa ladainha única, em que nenhuma outra hipótese era investigada. E essa algaravia escondeu outras interpretações comentadas por especialistas, mas que não chegavam às páginas dos jornais.
Nos poucos momentos em que se permitiu um pouco de jornalismo, descobriu-se que o avião em questão estava com o chamado reverso pinado - um reverso inoperante. Reverso é um sistema inverte o empuxe do motor, ajudando a frear a aeronave.
Seguiu-se um festival de explicações "técnicas", de que o reverso não era relevante, que seria apenas um luxo a mais nas aeronaves, que importante eram os freios e "spoilers".
Quando a caixa preta (que grava as conversas na cabine) foi enviada para os Estados Unidos, acompanhada por uma comitiva de deputados, o discurso começou a se inverter. De repente, o reverso passava a ser importante porque, quando não está em funcionamento, exige uma nova posição dos manetes (os instrumentos que permitem ao piloto controlar a altura da aeronave). Se, na hora de pousar, o piloto não muda a maneira tradicional de colocar os manetes, os instrumentos eletrônicos de bordo interpretam como se ele estivesse querendo decolar. Em vez das turbinas reduzirem, elas aceleram.
Ora, havia duas explicações para eventuais problemas com os manetes: ou erro humano ou problemas mecânicos. Sendo a segunda hipótese, estariam comprometidas a TAM, as autoridades aeronáuticas e, provavelmente, a Airbus.
Aí se viu na cobertura uma mudança de rota inacreditável. Publicação capaz de atribuir ao governo responsabilidades até das precipitações pluviométricas, passaram a encampar a tese do erro humano, poupando as autoridades e sequer mencionando responsabilidades da TAM. O culpado passou a ser um morto, que não podia se defender.
Com a divulgação dos diálogos registrados na cabine, muda o quadro. Um piloto alerta o outro que o reverso esquerdo estava paralisado; o outro concorda. O que significa que pousaram sabendo como proceder. Nos diálogos, descobre-se que o "spoiler" - um sistema de frenagem mais potente que o reverso - não funcionou,que os freios provavelmente não funcionaram. Pode ter sido erro dos pilotos? Pode, mas numa probabilidade muito baixa.
Semanas de cobertura intensiva desmentidas, todas as afirmações peremptórias desmascaradas, a voz do morto, saindo dos arquivos da caixa preta para absolvê-lo.

Como ficamos? Como fica o jornalismo?

Tem que haver limites para o show.

Mostrem a cara!!!!

A OAB de São Paulo e outras entidades lançaram um movimento estranho que se anunciava como apartidário, mas na primeira passeata só exibiu cartazes e faixas notoriamente partidárias. Contra o Governo Lula. Camuflado de defensor do interesse público, um grupo minguado de milionários do Estado mais endinheirado do País resolveu explorar uma tragédia — o desastre com o avião da TAM em Congonhas — para detonar o governo federal.
Basta olharmos o cartaz ao lado para notarmos qual o propósito destes senhores - e senhoras - que não têm qualquer escrúpulos em usar o dinheiro dos associados de suas entidades para promover uma nova manifestação no sábado. Tampouco para mexer com o coração dos parentes das vítimas do vôo 3054. Tentam dissimular e disfarçar, mas não conseguem enganar. O pior é ver seccionais da OAB de outros Estados desaprovando atitudes como a da Ordem paulista. Da FIESP, da Associação Comercial e da Veja já se esperava este comportamento. Mas da OAB, que deveria defender seus associados, serve de ponta de lança para outros interesses.
O tal Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros deveria ser assumido por seus verdadeiros patrocinadores. Mais: mostrar com clareza suas reais intenções, como sempre fez a elite brasileira em defesa de seus interesses patrimoniais.


quarta-feira, 1 de agosto de 2007

A ética do jornalistas

O momento não poderia ser mais propício. Enquanto os indícios de calúnia e difamação prosperam na grande mídia e não é criado o tão esperado Conselho Federal dos Jornalistas, o negócio é debater o o atual Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. De sexta-feira a domingo, delegações de 20 estados se reunião em Vitória (ES) para debater a atualização do atual código. Na abertura do Congresso Nacional Extraordinário haverá a posse da nova direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Comissão Nacional de Ética, eleitas pelo voto direto da categoria, em processo recentemente encerrado. Outro destaque do evento será a conferência de abertura, com o jornalista colombiano Javier Restrepo, que teve seu horário e local alterados.
O atual Código de Ética dos Jornalistas está em vigor desde 1987. O debate sobre sua atualização vem sendo debatido há três anos e foi intensificado a partir do início o ano passado. O código foi, inclusive, submetido a processo de consulta pública. Uma Comissão Nacional sistematizou as propostas apresentadas, que resultaram na tese guia do evento.
Além da posse das novas diretoria e Comissão de Ética definidas na eleição direta que a Fenaj promoveu de 16 a 18 de julho, no Congresso Nacional Extraordinário haverá, também, uma homenagem ao Vice-presidente da atual Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas, José Hipólito de Araújo, que faleceu no início de 2007.
O jornalista colombiano e especialista em ética, Javier Darío Restrepo, estará em Vitória no sábado. Mas a conferência ''Ética e Jornalismo na América Latina'', antes prevista para as 9h, foi transferida para as 14h, no auditório do Hotel Bristol. A mudança se deu porque Restrepo estará vindo de uma outra conferência, em Washington, e sua chegada ao Brasil será no início da manhã de sábado.

Mais informações no site www.fenaj.org.br

terça-feira, 31 de julho de 2007

A verdade camuflada


A cada dia compreendo o que Khalil Gibran (foto do site www.paralerepensar.com.br) pretendeu dizer com a citação abaixo:

"A verdade de outra pessoa não está no que ela te revela, mas naquilo que não pode revelar-te.
Portanto, se quiseres compreendê-la, não escutes o que ela diz, mas antes o que não diz."

As relações humanas são muito difíceis e sempre recheadas de cinismo, hipocrisia....
Ao observarmos o dia-a-dia da política, lermos um jornal ou revista ou assistirmos à programação das grandes emissoras de televisão temos certeza de que a intenção não está expressa apenas nas palavras ditas ou escritas. Mas no que é implícito, camuflado.
Este movimento alcunhado de "Cansei" é a prova cabal do que penso. Entidades, profissionais liberais e empresários usam politicamente o drama de centenas de pessoas - as vítimas do desastrado vôo da TAM e seus familiares - para tentarem alcançar um objetivo. Que não é explícito, que não está anunciado. Mas, conhecendo o que os integrantes do grupo não dizem, sabemos onde eles querem chegar.
Só neste final de semana - passados mais de dez dias do acidente com o vôo 3054 - alguns veículos de comunicação brasileiros começaram a admitir que a causa foi falha humana. Ou seja,
os dados da caixa-preta do Airbus A320, que chegou ontem ao Congresso, apontariam que houve erro do piloto na operação da alavanca de aceleração das turbinas. Algo que jornais da Argentina e dos Estados Unidos já vinham noticiando. Contudo, alguns veículos continuam insistindo em arremeter suas baterias contra o Governo federal, abrindo página com títulos como "Pista criticada por 11 vôos". Não dizem o que pretendem, mas as entrelinhas revelam os propósitos.



segunda-feira, 30 de julho de 2007

Silêncio...

"O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons."
(Martin Luther King)

Tragédia de Congonhas - até a Veja mostra a verdade

O texto abaixo não foi escrito por um jornalista de esquerda e não se trata de um panfleto petista. Foi a desacreditada Veja que o publicou em suas páginas. E a Rede Globo foi obrigada a noticiar no Fantástico para não perder o trem da história. Pergunta: os hipócritas da direita continuarão a "marchar"?

"Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu
desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo.
Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que
regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar.
A conclusão é que não houve aquaplanagem no dia da tragédia. Ela apóia-se em três evidências. A primeira delas é a ausência de marcas específicas na pista do aeroporto. Essas marcas são formadas quando a água sob os pneus de uma aeronave que está derrapando esquenta até o ponto de fervura. Elas são claras, muito diferentes das marcas negras causadas por frenagens normais. Na pista de Congonhas, tais marcas não foram encontradas. Os dados já colhidos nas caixas-pretas e a análise do que restou dos pneus do Airbus, encontrados nos escombros do prédio da TAM, afastaram de vez essa hipótese".

A Marcha - do Blog do Mino


Mais um excelente artigo do Mino Carta sobre a ação dos golpistas e oportunistas da direita. São sempre os mesmos... Mas eu, o Mino e milhões de brasileiros já estamos cansados da hipocrisia desta turma! E a charge do cartunista Angeli (ao lado) está maravilhosa....

http://blogdomino.blig.ig.com.br/

Estamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade. Agora passa a se chamar Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Trata-se de uma fórmula mais elaborada, mais complexa, mas os objetivos são os mesmos. O movimento foi lançado pela OAB de São Paulo, e conta com o respaldo de figuras importantes da Fiesp e da Associação Comercial paulista, e com a divulgação de televisões e rádios, por ora não melhor especificadas. A idéia inicial faísca no escritório de João Dória Jr., o Iconoclasta Mor, aquele que destruiu a pauladas o monumento dedicado a Cláudio Abramo, o grande jornalista, em uma pracinha do Jardim Europa. Ali desceu o Espírito Santo, e iluminou os primeiros carbonários da grana, unidos em torno do slogan: Cansei. Uma campanha publicitária, oferecida de graça por Nizan Guanaes, gênio da propaganda nativa de inolvidável extração tucana, mais badalado entre nós do que George Clooney no resto do mundo, insistirá em peças destinadas a expor o pensamento dos graúdos envolvidos: "cansei do caos aéreo", "cansei de bala perdida", "cansei de pagar tantos impostos". É do conhecimento até do mundo mineral a quem esses valentes senhores atribuem a culpa por os males que denunciam: nem é ao governo como um todo, e sim ao Lula, invasor bárbaro de uma área reservada aos doutores. Mas o presidente da OAB paulista, certo D'Urso, diz que o movimento não tem conotação política. Enquanto isso, às sorrelfas, o pessoal pede instruções aos mestres. Alguns ligam para Fernando Henrique Cardoso, outros para José Serra. São os derradeiros retoques da tucanização da elite brasileira, a mesma que sentou-se em cima de um tesouro chamado Brasil e só cuidou de predá-lo, com os resultados conhecidos. Incompetência generalizada, recorde mundial em má distribuição de renda, baixo crescimento, educação e saúde descuradas até o limite do crime, miséria da maioria etc. etc.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

A mídia é sensacionalista, segundo enquete do OI


O site Observatório da Imprensa está promovendo enquete para saber o comportamento da imprensa na cobertura da tragédia do Vôo 3054. Chegou em boa hora esta avaliação. Veja:

Como definir a cobertura da mídia sobre o desastre de Congonhas?

- Informativa
- Investigativa
- Sensacionalista

Vote na urna eletrônica em:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br

Já votei e minha opção é: sensacionalista. Aliás, pelos resultados parciais, ela vence com 82%. Informativa está com 12%, e investigativa com 8%.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Crítica e esclarecimento no caso do acidente da TAM

Recebi e-mail de um colega jornalista que admiro, especialmente porque é sincero na crítica que faz à minha preferência política, sendo eu um repórter. A resposta: em nenhum momento, esta opção prejudicou minha atuação profissional. Não misturo as coisas. No entanto, meu amigo apóia um dos inúmeros textos que tenho enviado ao mundo virtual sobre os exageros da mídia no caso do avião da TAM. É bom ler o que ele escreveu:
"Mesmo sendo você um indefectível defensor do Governo Federal, devendo, por vezes, ser criticado pela ausência da crítica - propriedade que considero indispensável ao exercício do jornalismo- está, neste momento, rigorosamente coberto de razão. Meu colega, nunca assisti tamanha ignorância explicitada em nossos jornais, rádios e TVs, concedendo generosos espaços à crítica demagógica e inconseqüente ao Governo, culpando-o pela tragédia em Congonhas. Além de ter o privilégio de ser seu colega, também
pertenci à Força Aérea e cheguei a 2º oficial de vôo internacional na Varig. Tenho mais de cinco mil horas de vôo e já operei em Congonhas e morava próximo a este aeroporto. Portanto, conheço razoavelmente o local e os procedimentos de pouso neste aeródromo. Como a gente se corresponde via e-mail, aproveito para afirmar, sem nenhuma dúvida, antes mesmo da abertura das caixas pretas e análise dos dados de vôo, navegação, procedimentos e fala dos pilotos, que o culpado pelo acidente é quem estava pilotando o avião no momento do acidente. O cara não conseguiu ficar dentro da pista, tentou como último recurso o conhecido "cavalo-de-pau", não conseguiu rodar os 180 graus que esta manobra normalmente proporciona e saiu pela lateral, para atravessar a avenida e chocar-se com o prédio.
Daí os oportunistas de plantão trataram de, irresponsavelmente, por sua própria ignorância e, aproveitando-se do desconhecimento técnico da quase totalidade dos leitores e jornalistas, espalhar que a culpa era das autoridades e do presidente. Um absurdo. Os mesmos de 1964, que interromperam minha carreira, com perseguição política e seus seguidores, se articulam, novamente para caluniar e criar condições para golpear a democracia. Mas o preço de nossa liberdade é nossa vigilância. Sei que você é competente e dedicado a isso. Um abraço e tudo de bom."

O ano que não faz calar

Clovis Rossi escreve hoje na Folha de S.Paulo: "Se um país é incapaz de segurar um avião na pista, vai segurar o quê?" Sinto que o jornalista, seus parentes e seus colegas regozijaram-se com a imagem, e imaginei cento e oitenta milhões de brasileiros agarrados à cauda de um Airbus. Ainda assim, mesmo entregue ao mais empenhado e solidário esforço para apreciar a veia literária de Clovis Rossi, receio que país algum tenha condições de segurar um avião. O texto consta de um edificante apanhado elaborado pelo site da Carta Maior com o intuito de demonstrar a sanha golpista da mídia nativa, com o adendo da fala recente de um ministro do Superior Tribunal Militar, Olympio Pereira da Silva Junior, segundo quem, diante da conjuntura, "pessoas de bem vão se pronunciar como já fizeram em um passado não muito distante". Até um paralelepípedo percebe a referência ao golpe de 1964. Sublinho que ontem, ao entrevistar Cassandra pelo telefone (atualmente ela mora em Corinto, deixou Tróia faz tempo), não me escapou toda a sua preocupação com a crise aérea e suas conseqüências. A filha de Priamo fareja clima de golpe, mas tendo a tomar os vaticínios de Cassandra como resultado do seu monumental mau-humor. De todo modo, o ministro do STM falava na entrega dos espadins aos alunos das academias militares, neste mês. E a estes disse que os tais cidadãos de bem, "vão se apresentar" e "aí sim, as coisas vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar". Carta Maior não deixa de registrar editoriais do Globo e do Estadão, e, obviamente, a coluna de Dora Kramer. Textos que ecoam, sem surpresa para mim, páginas e pronunciamentos de quarenta e cinco, quarenta e quatro anos atrás. Aqui, no meu cantinho, resisto na crença de que os tempos mudaram. Acho que 1964, aquela tragédia, sem descurar de certos toques de comédia (o que torna o desastre ainda maior), hoje ficaria entre a farsa e a ópera bufa. Com a colaboração de scriptwriters extraordinariamente vocacionados para o gênero. Talhados à perfeição, graças a um misto de sabujismo, hipocrisia, ignorância e baixo Q.I.
Enviada por mino

http://blogdomino.blig.ig.com.br

terça-feira, 24 de julho de 2007

A importância do jornalismo ambiental


Jornalistas brasileiros e convidados internacionais estarão reunidos de 10 a 12 de outubro, em Porto Alegre, no 2º. Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental. As conferências, painéis e oficinas terão lugar no complexo do Salão de Atos da UFRGS, junto à mais tradicional área verde da capital gaúcha, o Parque Farroupilha. “Aquecimento Global: Um Desafio para a Mídia”, é o tema do evento, organizado pelo Núcleo de Ecojornalistas do RS e dirigido aos profissionais da imprensa, professores, pesquisadores e estudantes universitários.

Pouco tempo se passou desde o primeiro congresso, em Santos, em 2005. No entanto, os acontecimentos mundiais na área ambiental se precipitaram, tornando ainda mais aguardado e necessário este segundo encontro. Desde muito cedo, tem sido grande a procura por informações de interessados em participar.

Jornalistas

Virão a Porto Alegre, como conferencistas e palestrantes, renomados profissionais do jornalismo ambiental do Brasil e do mundo, representando a grande imprensa, a imprensa especializada, a imprensa alternativa, os produtores independentes e a universidade.

Eles vão compartilhar suas experiências, discutir a atuação, as responsabilidades, as perspectivas dos profissionais e meios de comunicação, diante da crise e perplexidade do planeta às reações da natureza a tanta agressão humana.

Cientistas

Também estarão presentes alguns dos maiores cientistas e especialistas em temas candentes como as mudanças climáticas, recursos hídricos e Amazônia. Será uma oportunidade de contato direto dos participantes com as principais fontes da área ambiental no Brasil.

ONGs

Serão representadas, ainda, ONGs e entidades ecológicas do país, apresentando sua visão e sua crítica à atuação dos meios de comunicação e seus profissionais, bem como sua análise dos impasses ambientais deste início de século.

Como já aconteceu no primeiro congresso, em Santos, este será um momento muito rico de intercâmbio e crescimento de todos que participarem.

Leia mais em:
www.cbja2007.com.br

Internacional - bastidores de um sonho


Tem gente que prefere a Batalha do Aflitos. Nós, colorados, optamos pelos "Bastidores de um Sonho - O outro lado do título mundial". Este é o nome do DVD que eu e mais 54 mil associados do Sport Club Internacional recebemos na última semana. Já nos emocionamos com a conquista do Mundo em cima do badalado Barcelona e já vibramos com a chegada de nossos campeões. Mas todos sabemos que, antes da fama e da conquista, estão o trabalho e a dedicação.
O DVD produzido exclusivamente com imagens feitas pelos próprios jogadores e a comissão técnica durante a jornada no Japão mostra tudo o que acontece fora do alcance das câmeras e microfones. Vem o planejamento, a conversa entre os companheiros, o discurso inflamado no vestiário, o abraço solidário. É a hora em que os líderes mostram porque são líderes, e os combatentes vivem seu momento maior, porque conhecem a força que vem da torcida.
São imagens e sons com a emoção do momento, sem imagens de emissoras de televisão ou recursos profissionais. Um DVD para assistir com o coração na mão e uma certeza no peito: nada vai nos separar, nunca mais, Colorado.
Ah, o DVD vem com um extra especial: 'Bastidores da Recopa - A conquista da Tríplice Coroa'.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Ainda sobre a tragédia do vôo 3054

O que é um gesto obsceno?
Ao invés de fazer mea-culpa e pedir desculpas aos leitores por ter induzido a todos a um erro de julgamento, de ter incitado o povo a pré-julgar, o que faz a grande mídia apátrida e golpista? Mete uma câmera dentro de um gabinete e, sorrateiramente, clandestinamente, "flagra" uma imagem em que um ministro comemora o desmascaramento da mídia. E aí? Aí a mídia apátrida e golpista faz seus leitores esquecerem de que ela os induziu a um erro de julgamento e os fazem julgar o gesto obsceno do ministro. Não seria esse um gesto abjeto e obsceno da mídia, leitor amigo?

Leia mais do publicitário, escritor, diretor e roteirista, Lelê Teles no Technosapiens

Uso político do acidente
As chamas ainda ardiam no local do trágico acidente com o avião da TAM quando jornalistas da grande imprensa e lideranças da oposição, agindo como abutres sobre carniça, vociferavam condenações sumárias ao governo federal a quem apontam como ''culpado'' pelo acidente.

Jornais como a Folha de S. Paulo, telejornais de diversas emissoras e parlamentares da oposição se apressaram a jogar a culpa no governo federal, numa clara e inconveniente tentativa de aproveitar a tragédia para fustigar o presidente Lula, a quem não conseguiram derrotar nas urnas.

A julgar pelo frenesi com que a oposição e a imprensa anti-Lula articulam as acusações, não seria demais dizer que, veladamente, muitos deles estão ''comemorando'' o acidente.

Clique aqui e leia o texto completo de Cláudio Gonzalez. Leia mais AQUI: matéria de Mauro Carrrara no Portal Vermelho.

Clima do RS é ignorado


Está certo de que o Brasil é um País continental. Mas o fato é que autoridades e a mídia deveriam saber que existem climas diferentes de Sul a Norte antes de emitir opinião sobre algumas situações. Quaisquer atividades, competições esportivas e vôos dependem de boas condições climáticas. Certo? Não parece tão cristalino para entidades como a CBF, que organiza o atual campeonato brasileiro. Jogos realizados em Porto Alegre e Caxias do Sul são marcados para 18h10min e 20h (a maioria com chuva e neblina), enquanto as partidas no Nordeste são realizadas às 16h (sob intenso sol). Ninguém consulta o clima.
Pois a tragédia do vôo 3054 evidencia também que a grande mídia esquece que o clima gaúcho no Salgado Filho sempre atrasou muitos vôos durante o inverno por causa das chuvas e dos nevoeiros (como este flagrante da Serra gaúcha na foto). No entanto, com o intuito de atribuir esses atrasos ao propalado caos aéreo, "ignora" o clima. Por isso, é publicado que, no balanço da Infraero, o maior índice de atrasos de mais de uma hora (63,6%), foi registrado no aeroporto de Porto Alegre no domingo. Para ilustrar o tormento dos passageiros, são descritos rostos desolados, filas serpenteadas, falta de cadeiras, crianças dormindo sobre malas, etc... Nada é dito sobre a chuva que caiu forte na capital gaúcha. Ou seja, tudo é causado pela fragilidade do sistema do tráfego aéreo!

domingo, 22 de julho de 2007

Acidente em Congonhas - do Blog do Emir

Pergunta: o que merece de fato indignação?

1) O gesto de Marco Aurélio Garcia contra a imprensa oligopolizada e familiar privada que tentou precipitadamente criminalizar o governo no acidente de Congonhas?

2) Ou o gesto da própria imprensa conservadora, cujos arautos chegaram a acusar o governo federal de assassinato, sem nenhuma prova?

Declaração Universal dos Direitos Humanos


CONSIDERANDO que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da familia humana e seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, CONSIDERANDO que o desprezo e o desrespeito pelos direitos do homem resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade, e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade,

CONSIDERANDO ser essencial que os direitos do homem sejam protegidos pelo império da lei, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, CONSIDERANDO ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, CONSIDERANDO que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos do homem e da mulher, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, CONSIDERANDO que os Estados Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do homem e a observância desses direitos e liberdades, CONSIDERANDO que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,
A Assembléia Geral das Nações Unidas proclama a presente "Declaração Universal dos Direitos do Homem" como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Artigo 1
Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Artigo 2
I) Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Artigo 3
Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 5
Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo 6
Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo 7
Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos tem direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8
Todo o homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo 9
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10
Todo o homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo 11
I) Todo o homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa.
II) Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituiam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Artigo 12
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques a sua honra e reputação. Todo o homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo 18
Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Artigo 19
Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.

Artigo 21
I) Todo o homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
II) Todo o homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
III) A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

Artigo 28
Todo o homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Artigo 29
I) Todo o homem tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
II) No exercício de seus direitos e liberdades, todo o homem estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
III) Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas

Artigo 30
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer direitos e liberdades aqui estabelecidos.

sábado, 21 de julho de 2007

E o filho do FHC?



Do blog do Mino Carta:

"A mídia malha a situação e poupa a oposição, com empenho e desfaçatez dignos da medalha de ouro, recordistas mundiais. E me permito contar um episódio que remonta à segunda 16, e que não foi registrado por jornal algum, ou por qualquer órgão midiático.
O governador do Paraná, Roberto Requião, naquela tarde visita o presidente Lula no Palácio do Planalto, para um encontro como de hábito cordial. Em seguida, o governador, em toda a sua corajosa imponência, dirigi-se ao Comitê de Imprensa do próprio Palácio.
Requião tem sido um dos alvos preferidos dos ataques da mídia. Suas relações com os jornalistas são tensas, mas ele não hesita na provocação, e pergunta por que, em outros tempos, “vocês não falaram do filho de Fernando Henrique?” Outro rebento fora do matrimônio, como no caso de Renan Calheiros. A aventura de FHC, do conhecimento até do mundo mineral, é anterior à sua primeira eleição em 1994, e a jovem brindada pelos favores do príncipe dos sociólogos foi mais uma jornalista em atividade em Brasília, Miriam Dutra. "

Continua em:

http://z001.ig.com.br/ig/61/51/937843/blig/blogdomino/2007_07.html#post_18904655

sexta-feira, 20 de julho de 2007

A consciência do medalhista Hypólito


Interessante a entrevista que o ginasta Diego Hypólito (foto) concedeu à ESPN Brasil após receber sua segunda medalha de ouro no PAN 2007. O atleta afirma: "... quero aproveitar para convidar o presidente Lula a vir assistir ao Pan porque as vaias foram uma falta de respeito e ele é o melhor presidente que o Brasil já teve..."

Nenhuma outra emissora brasileira ou jornalão reproduziu as palavras do atleta, que revelam a consciência e a postura de um patriota, sabendo separar o esporte da disputa política rasteira. E acredita num Brasil que muitos querem depreciar.
Por isso, é importante que aqueles que também acreditam nisso distribuam a informação pela Internet. A grande mídia não o fará, com certeza.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Orgulho de ser FENAJ vitoriosa no RS



Os gaúchos participaram em peso nas eleições da Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj, realizada entre 16 e 18 de julho. Dos 480 associados aptos a votar, 329 jornalistas compareceram no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, nas delegacias regionais e nas urnas espalhadas pelas redações e assessorias. Isso significa 68,5% de presença, quando o quórum necessário era de 30%. A Chapa 1 (Orgulho de ser FENAJ) recebeu 252 votos - 76,6%, a Chapa 2 foi apoiada por 67 pessoas - 20,3%, enquanto nove pessoas - 2,7% - deixaram a cédula em branco e uma anulou - 0,4%.
Em Porto Alegre, compareceram 166 jornalistas, sendo que 130 - 783% - apoiaram a Chapa 1, enquanto a 2 obteve 32 votos - 19,2%. Quatro - 2,4% - votaram em branco. Nas cinco delegacias do Interior - Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul, Passo Fundo e Vale do Sinos - foram obtidos 157 votos. Destes, 122 foram para a Chapa 1, representando 77% do total. A Chapa 2 recebeu 35 votos, significando 23%. Cinco votaram em branco e um anulou. A maior disputa ocorreu na região de Pelotas, que teve 73 votantes, sendo 41 na Chapa 1 e 30 na Chapa 2. Do restante, dois foram em branco e um anulado.

Na foto de Roberto Santos: comissão eleitoral apurou os votos até à meia noite de quarta-feira.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Cheguei aos 5.2 - obrigado, amigos

Ontem, 17 de de julho, foi um dia feliz para mim.
Não apenas porque cheguei a 5.2 com plena disposição e ter festejado ao lado de familiares (ao lado, meu filhão Marco), mas também por ter recebido centenas de lindas e carinhosas mensagens de amigos, amigas, colegas, militantes de causas diversas...
Não disponho de tempo para agradecer individualmente a todos - como gostaria -, mas o faço de forma coletiva, dizendo: obrigado, amigos! É bom tê-los ao meu lado.
Em homenagem a todos que se lembraram de mim, envio a letra da bela canção de Milton Nascimento e Fernando Brant. Ela retrata meu carinho com relação a vocês.



Canção da América

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
Que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Que descanse em paz, Argentina!


"A seleção que melhor jogou a Copa América morreu na final. Um cruel 3 a 0 para o Brasil B. Terminou em pesadelo o sonho de uma geração que perseguiu o título, mas fracassou no último passo."


Como é bom ler, palavra por palavra, o texto do jornal Olé, de Buenos Aires, após a derrota argentina por 3 a 0 para a Seleção Brasileira na final da Copa América. O choro veio por meio da declaração da morte da seleção argentina com a inscrição Q.E.P.D. (Que em paz descanse, em espanhol) na capa do diário nesta segunda-feira.

Pois bem, é mais uma lição aos amantes do futebol-arte, ou seja, aquele que vive de craques, deslumbra em alguns momentos, mas cai diante de um conjunto pegador. Assim foi o Brasil de Dunga. Invicta no campeonato e com quatro goleadas, a Argentina chegou à final com o Brasil como favorita, até mesmo para comentaristas brasileiros, especialmente aqueles que gostam do brilho unicamente. Brilhou o conjunto e a garra, como nosso técnico gostava nos seus tempo de jogador. E, por isso, era e é odiado por muitos...

domingo, 15 de julho de 2007

Colunista d'O Globo compara Lula com Geisel

O dia em que Merval transformou Lula no Geisel

Por Miguel de Rosário

Eu adoro o Merval Pereira. Ele é o imbecil perfeito. Se todos os colunistas de direita fossem tão débeis mentais como ele, as coisas seriam muito mais fáceis para o país. A sua diadribe de hoje é comparar o governo Lula com o governo Geisel. Tudo bem, liberdade de imprensa é isso aí. Cada um tem o direito de falar a asneira que quiser. Mas que guentem a porrada quando falam merda.

Bem, não é preciso QI elevado para saber as diferenças. Lula foi eleito, duas vezes, com a maior votação da história da democracia brasileira. Geisel chegou ao poder caminhando sobre o cadáver de nossa liberdade.

Mas saltemos esse detalhe. Merval fala sobre o programa nuclear brasileiro. Lula aprovou a construção da Angra 3 e liberou mais 1 bilhão para pesquisas no setor.

E aí vem seu primeiro erro, que beira um ato de traição. O colunista do Globo presta um belíssimo desserviço aos interesses nacionais. Nem Larry Rother, aquele agente da CIA travestido de jornalista do New Times, faria tão bem. Vocês acreditam que Merval junta dois ou três caquinhos e conclui que o programa nuclear brasileiro pode despertar suspeitas de que estaríamos querendo produzir a bomba atômica? Não basta as dores de cabeça que tivemos há alguns anos, quando tivemos que provar e reprovar ao mundo que não se tratava disso. A Agência da ONU veio aqui, como lembra Merval, e confirmou o que todo mundo sabia. O Brasil é de paz.

O domínio da tecnologia nuclear é fundamental para um país do tamanho do Brasil, com um potencial enorme de crescimento. Não podemos depender somente da energia elétrica, que nos deixa à mercê do regime de chuvas. Segurança energética é isso.

A estupidez de Merval, no entanto, vai ainda mais longe. Ele lembra que o governo Geisel também tinha um programa de álcool e faz uma observaçãozinha quase mal criada, de que não é verdade que tudo começou no governo Lula. Ora, qual o problema de Merval? Ele ainda trabalha para a campanha de Alckmin? CLARO QUE TUDO NAO COMEÇOU COM O GOVERNO LULA. Se o Lula fala isso de vez em quando é porque ele é político e quer vender o peixe dele. Se o Geisel teve programa de álcool e teve programa nuclear, ótimo. Se Lula retomou esses programas, remodelou-os, atualizou-os, excelente. Deixa de ser bobo, Merval. Lula não é cientista para inventar programa de álcool ou biodiesel ou nuclear. O que conta aqui é a inteligência de sua vontade política de retomar determinados programas interessantes ao país.

O pior ainda vem, esperem. É absolutamente inacreditável. Merval lembra que Geisel tinha uma estratégia para o crescimento econômico do Brasil voltada para três eixos: substituição das importações, aumento das exportações e estímulo à demanda interna.

Ora, ora, ora. De vez em quando o diabo também encaçapa a bola 7. A estratégia citada por Geisel é simplesmente a única que existe para um país crescer. De Margareth Tatcher, Roosevelt, Júlio César, Napoleão, Bill Clinton, qualquer governante que já existiu no mundo, e que assistiu algum tipo de crescimento em seu país ou império, fez parecido. Pois bem, Merval encerra a coluna lançando a pergunta mais besta que algum jornalista já lançou nos cinco mil anos da história da escrita ocidental. Ou Geisel estava certo ou Lula está retrocedendo ao passado? Escolham. Ponto final. Merval não dá outras opções. Não dá, por exemplo, a opção mais óbvia: a de que tanto Geisel quanto Lula estavam certos nas opções econômicas adotadas. Com a diferença que Geisel mentiu. O consumo interno no Brasil cresceu apenas entre as classes médias durante o regime militar. Nunca houve crédito popular durante a ditadura. Não havia combate à corrupção. Se um jornal denunciasse um coronel por desvio de verba, era taxado de comunista, preso, torturado e lançado do alto de um helicóptero.
Merval, fala sério! Respeita um pouco a inteligência de seus leitores.

Escrito por Miguel do Rosário

http://oleododiabo.blogspot.com