quarta-feira, 26 de agosto de 2009

As baleias de Garopaba


O jornalista e amigo Sérgio Saraiva é um privilegiado. Morador de Garopaba, não perde a chance de fotografar o espetáculo proporcionado pela baleias francas nesta época do ano. Nos belos flagrantes exibidos nesta postagem, a mãe emerge da água seguida do filhote na praia do Siriú. Saraiva postou as imagens em seu blog e no Orkut, para deleite de amigos. E recebeu a seguinte mensagem de Karina Grogh, maior autoridade em baleia franca no Brasil:

"Lindo momento... Natural, do ponto de vista das baleias, mas sem dúvida impressionante aos nossos olhos!!! Nestes meus 13 anos de dedicação às francas foram poucas as oportunidades que tive de testemunhar momentos como esse, e nunca consegui fotografar! Sua foto, para SC, é inédita! São momentos raros e de certa forma íntimos como esse, que temos o privilégio de observar nesse período tão importante que as francas passam aqui na nossa costa, e que temos trabalhado para garantir que sejam para sempre!!"

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Polícia Federal não acha escuta no STF propalada por Veja

Leiam esta para entender certas coisas que acontecem somente no Brasil. Depois de acusações da oposição e da reação truculenta do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), perícias realizadas pela Polícia Federal excluem possibilidade de grampos contra Gilmar Mendes e o senador de Goiás, Demóstenes Torres (DEM). Alguém duvida de armação? Eu não!

Vermelho.org

A Polícia Federal vai encerrar nos próximos dias o inquérito que apura os grampos em torno do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), propalado pela revista da família Civita, a Veja.
Depois de um ano de investigações, a PF tirou suas conclusões: não houve grampo. O inquérito, aberto em agosto do ano passado, está correndo em segredo de Justiça, mas fontes oficiais confirmam que nenhuma das perícias detectou a existência de escutas telefônicas no STF, nem no Senado.
Porém, a apuração deve mostrar o autor de uma suposta transcrição — cuja origem não estaria em escutas telefônicas — divulgada pela imprensa. O episódio por pouco não causou uma ruptura entre o Executivo e o Judiciário. “O próprio presidente Lula deve ser chamado às falas”, vociferou Mendes, à época. O grampo foi atribuído pela mídia golpista à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), na época dirigida pelo delegado Paulo Lacerda, que também havia sido diretor-geral da PF.

E agora Gilmar e Demóstenes, ávidos por aparecerem a custo de denúncias infundadas?

domingo, 23 de agosto de 2009

Porto Alegre venceu. Sem espigões residenciais no Pontal do Estaleiro

O resultado da consulta pública sobre o destino da área do Pontal do Estaleiro garante uma vitória para a população de Porto Alegre. Mais de 80% dos votantes disseram que não querem espigões residenciais na orla do Guaíba, destinada à preservação ambiental.

Os números:
Votantes: 22.629
Válidos: 22.574
Nulos: 22
Brancos: 23

NÃO: 18.212 votos - 80,67% dos votos válidos
Sim: 4.362 votos - 19,33%


Agora, vamos lutar para os prédios comerciais não sejam erguidos, conforme foi aprovado pela Câmara Municipal de Porto Alegre.

Voto do povo é soberano

Com mais de 50% dos votos apurados, a consulta popular sobre a contrução de edifícios na área do Estaleiro Só, na orla do Guaíba, em Porto Alegre, aponta o "não" como o possível vencedor. Cerca de 10 mil pessoas não querem espigões no local, contra 2.537 a favor dos residenciais. É a vitória do povo ante o conluio de parte dos vereadores com um grupo empresarial.
Lamentavelmente, a edificação de construções comerciais já tinha sido aprovada na Câmara Municipal. Mas as entidades que lutam pela preservação vão pressionar para que a lei seja modificada. A consulta popular é avalista da posição da maioria da população.

sábado, 22 de agosto de 2009

Covardia...


As fotos são do corpo do trabalhador sem-terra Elton Brum da Silva, morto na manhã desta sexta-feira durante despejo da Brigada Militar na Fazenda Southall, em São Gabriel (RS). As imagens mostram nitidamente que o agricultor foi alvejado pelas costas. Não é preciso dizer mais nada...E protestar!


Se foi mesmo um "confronto" ou "conflito", como a grande imprensa está chamando, porque os brigadianosna a cavalo estão, na foto abaixo, com a proteção do capacete levantada?


Reparem nesta foto o brigadiano com uma espingarda calibre 12. Isso é confronto ou luta onde um lado só tinha as armas?

Juventude x velhice

Muitas vezes a juventude é repreendida por acreditar que o mundo começa com ela.
Mas a velhice acredita ainda mais frequentemente que o mundo termina com ela.
O que é pior?

Friedrich

Inverno com flores


Inverno em Porto Alegre, manhã do dia 22 de agosto. Tempo de árvores desnudas, sem folhas e flores. Mas no quintal de minha residência - o Parque da Redenção - as flores começam a anunciar a chegada da Primavera, dentro de um mês. Para a alegria de amantes da fotografia, como eu.

Grande mídia não informa, mas interpreta a morte do sem-terra pela polícia

Os movimentos sociais, criminalizados à exaustão pelos veículos da grande mídia, não se surpreendem com as manchetes dos jornais de hoje no Rio Grande do Sul. A morte covarde do sem-terra Elton Brum por integrantes da Brigada Militar é traduzida em títulos como "MST ganha seu mártir" ou "Um mártir para o MST". É como se os integrantes do movimento tivessem exposto o trabalhador rural ao alcance da espingarda do policial para obtenção de uma vitória política. Não adianta as matérias, as colunas e até editoriais condenarem o uso da força. O que importa é que os títulos já são interpretativos e buscam induzir a opinião pública. "Viu, eles conseguiram o que queriam", dirão alguns leitores de títulos.
O fato é que a luta pela reforma agrária é contínua e incomoda muita gente, especialmente os grandes latifundiários, boa parte dona de terras improtutivas. É o caso da Fazenda Southall, em São Gabriel, ocupada por integrantes do MST e onde aconteceu o crime. Graças ao meu trabalho profissional, visitei em algumas ocasiões esta propriedade e conferi a existência de um latifúndio improdutivo, passível de desocupação para fins de reforma agrária. Ninguém me disse, eu vi com meus olhos. Mas a Southall virou troféu para os latifundiários e justifica a ocupação pelo MST. Não se pode comparar este instrumento de luta com as armas usadas pela polícia na desocupação.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Repúdio à morte de sem-terra pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul recebe com pesar a notícia da morte do trabalhador rural sem-terra, Elton Brum da Silva, ocorrida hoje (21 de agosto) pela manhã, em São Gabriel. Ele foi morto com um tiro disparado por policiais da Brigada Militar.
Para a entidade, a morte deste brasileiro é inaceitável e resulta da intransigência do governo do Estado, que encara protestos como crime, ocasionando agressões constantes a quem participa de manifestações, desconsiderando que elas são inerentes à democracia e asseguradas na Constituição Brasileira.
A entidade espera que o fato seja apurado com a maior brevidade e rigor, com a responsabilização dos envolvidos.

Abrace o Guaíba


Portoalegrense, no domingo, diga NÃO ao projeto de espigões na orla do Guaíba. Nosso lago é para todos e não para uma pequena elite. Portanto, NÃO ao Pontal do Estaleiro. E, depois de votar, vá para o Gasômetro, onde haverá um abraço ao Guaíba, com o objetivo de mostrarmos que não queremos também a construção de prédios comerciais lá. Sim, porque o plebiscito é em relação aos espigões residenciais. Os comerciais já foram aprovados na surdina, fruto de um conluio do prefeitura com sua base na Câmara municipal.
Afinal, todos estão lembrados que os pobres foram retirados da Vila Cai-Cai pela prefeitura com o argumento de que a orla - área de preservação ambiental - não pode ser ocupada por moradias.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Globo, Record e a urgência da CPI da mídia

Blog do Miro*

A “guerra nada santa” travada entre as TVs Globo e Record comprova que existe algo de muito podre no reino dos poderosos e impenetráveis impérios midiáticos do país. Os barões da mídia, por razões políticas e na busca por audiências sensacionalistas, adoram impor a instalação de Comissões Parlamentares de Inquéritos. A “presunção de culpa” se sobrepõe à “presunção da inocência”, inscrita na Constituição, e reputações são jogadas na lata de lixo da noite para o dia. A agenda política fica contaminada pelo denuncismo vazio, que rende pontos no Ibope e novos anunciantes, e que ofusca o debate sobre os problemas estruturais da democracia brasileira.

O processo sui generis de concentração da mídia nativa e sua alta capacidade de manipulação de corações e mentes são, de fato, graves atentados à democracia. A lavagem de roupa suja entre as duas maiores emissoras do país, num caso inédito de transparência no setor, revela que há muito a se apurar sobre a ditadura midiática. Ela cria a oportunidade ideal para as forças organizadas da sociedade, engajadas na luta pela democratização da comunicação, também exigirem a instalação de uma CPI para averiguar tais irregularidades. Impõe a vários parlamentares, hoje alvos da fúria midiática, uma revisão deste poder descomunal. E não faltam motivos para esta justa demanda.

A sensível questão religiosa

Liderando uma “cruzada” que reúne os jornalões Folha e Estadão e a revista Veja, a Rede Globo tem exibido para milhões de telespectadores várias denúncias contra a sua principal concorrente. Com base numa denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), a TV Globo tem apresentado exaustivamente matérias que comprovariam formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. Willian Bonner e Fátima Bernardes, o casal-âncora do Jornal Nacional, o noticiário de maior audiência no país, não se cansa de mostrar os vínculos entre o Edir Macedo e a Rede Record.

As reportagens globais também procuram explorar a sensível questão religiosa, acusando a Iurd, que possuí 8 milhões de fiéis no Brasil e igrejas espalhadas por 174 países, de desviar dinheiro das doações para compra de imóveis suntuosos, carros importados e emissoras de rádios e TV. “Edir Macedo deu outro destino ao dinheiro doado à Igreja Universal”, acusou Fátima Bernardes no Jornal Nacional. Com várias imagens das pregações feitas nos cultos, a TV Globo insiste que “a religião é apenas um pretexto para a arrecadação de dinheiro”. Os ataques são duros e diários.

Golpismo e irregularidades

Como resposta, a TV Record tem exibido para milhões de brasileiros inúmeros fatos irrefutáveis que só uma minoria conhecia. Aproveitando-se da vulnerabilidade política da concorrente, ela mostrou que a Rede Globo é cria da ditadura militar e que construiu seu império graças ao apoio decidido dos generais golpistas. Celso Freitas e Ana Paula Padrão, os âncoras do Jornal da Record, que já estiveram do outro lado do front, lembraram as fraudes para impedir a vitória de Leonel Brizola ao governo do Rio de Janeiro, as manobras para esvaziar a mobilização popular pelas Diretas-Já, a fabricação do “caçador de marajás” e as várias investidas para desestabilizar o governo Lula.

Mas a TV Record não ficou somente no campo da política – como a concorrente também não se limitou à discussão religiosa. Ela também apresentou inúmeras denúncias de irregularidades. Já na sua origem, o acordo misterioso com a empresa estadunidense Time-Life, numa transação que era proibida pela lei brasileira e que rendeu milhões de dólares à TV Globo. Depois, na aquisição suspeita da TV Paulista, num negócio com documentos falsos. O ex-ministro das Comunicações, Euclides Quandt de Oliveira, também garantiu numa entrevista que a Globocabo contraiu empréstimos irregulares na Caixa Econômica Federal e no BNDES, em 1999, no valor de R$ 400 milhões. Outra bomba foi a denuncia de que a TV Globo ocupa um terreno da Secretaria de Planejamento de São Paulo, numa relação promíscua com o governo tucano de José Serra.

Apuração rigorosa das denúncias

Como se observa, as denúncias de ambos os lados são graves e exigem rigorosa apuração. Em função da “guerra nada santa” entre as duas principais emissoras de televisão do Brasil, o tema hoje está na boca do povo – o que é saudável para a democracia. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a mídia contribuiria para investigar a veracidade dos fatos. Além disso, a CPI seria uma importante alavanca para o debate sobre a urgência da democratização dos meios de comunicação no país. Afinal, as emissoras privadas usufruem de uma concessão pública. Elas não podem ficar acima das leis, da Constituição e da Justiça.

*http://altamiroborges.blogspot.com

Clima ingrato e as minhas roupas

É duro morar na parte meridional do Brasil, onde o clima é implacável. Além de produzir doenças como gripes e pneumonias, provoca mudanças até em questões triviais do nosso dia-a-dia. Ontem, ventava durante a tarde e resolvei lavar roupas, colocando-as no varal. À noite, percebendo uma chuva fina que caia sobre Porto Alegre, coloquei um plástico para protegê-las. Hoje pela manhã, amanheceu nublado e, por momentos, aparecia uma leve garoa. Na metade do turno, o sol voltou a brilhar, obrigando-me a tirar o plástico. Mas estou de olho no céu, onde nuvens dividem o espaço com o azul. Falei que era trivial, mas esta é a rotina de quem está em casa com um tempo destes. Por conta de uma enfermidade, esta é a minha situação. Mas imagino quem tem que trabalhar e deixar as roupas na dependência do clima. Terá que lavá-las novamente, com certeza.

Sacolas plásticas não!

Certamente a maioria de vocês já sabe o custo do uso de sacolas pláticas para o ambiente. Não custa, entretanto, repassar o que li na revista Super Interessante deste mês sobre o tema.
O mundo produz sacolas plásticas desde a década de 1950. Como não se degradam facilmente na natureza, grande parte delas ainda continuará por mais de 300 anos em algum lugar do planeta.
Calcula-se que até 1 trilhão de sacolas plásticas são produzidas anualmente em todo o mundo. O Brasil produz mais de 12 bilhões todos os anos, e 80% delas são utilizadas uma única vez.
Sacolas plásticas são leves e voam ao vento. Por isso, entopem esgotos e bueiros, causando enchentes. São encontradas até no estômago de tratarugas marinhas, baleias, focas e golfinhos mortos por sufocamento.
Várias redes de supermercados do Brasil e mundo já estão sugerindo o uso de caixas de papelão e colocando à venda sacolas de pano ou de plásticos duráveis para transportar as mercadorias.

Meus amigos, pensam nisso: sacolas plásticas são gratuitas para os consumidores, mas têm um custo incalculável para o ambiente.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Jornalismo polivalente: o bicho de sete cabeças e dez chifres

Por Débora Carvalho de Oliveira (reproduzido do Observatório da Imprensa)

Uma cabeça só não seria suficiente para o jornalista contemporâneo ser capaz de acompanhar as atuais exigências da profissão. Antigamente, as demandas eram distintas, segmentadas em áreas exclusivas. Alguém só para analisar e propor pautas. Outra pessoa só para apurar informações. O repórter nas ruas. O redator que escrevia com base nas informações do repórter e do apurador. O cara da diagramação. Revisor. Fotógrafo. Câmera. Editor de áudio. Editor de vídeo. Motorista. Operador de som. Locutor.

Hoje é diferente. O jornalista tem que saber o que aconteceu, o que acontece e o que vai acontecer ao seu redor e no mundo. Escrever em cinco linguagens diferentes: jornal impresso, revista, internet, rádio e televisão, com maestria. Texto impecável. Criatividade. Domínio das tecnologias para fazer o máximo de coisas sozinho.

Não existe mais pauteiro. Nem apurador. O repórter tem que entregar o texto final, impecável. Existe até vídeo-repórter, que faz a matéria sozinho – com passagem e tudo – e edita o VT no notebook, no estacionamento do shopping onde parou para fazer um lanche – para chegar à redação com a matéria pronta para ir ao ar.

Além das exigências de múltiplas performances e habilidades, a estabilidade em carteira assinada também está em extinção. Vivemos em um novo mundo, onde o jornalista – além de multiuso – também precisa ser empreendedor.

Demissão pode abrir espaço

Nesse cenário apocalíptico, o jornalista é um bicho de sete cabeças e dez chifres. Uma cabeça só não dá conta de tantas exigências. Quais você imagina que são? Minha sugestão é cultura, agilidade, proatividade, sensibilidade, tecnologia, empreendedorismo e humanidade.

1. Cultura

Além da popular, a erudita. História, atualidades, arte e costumes. Isso inclui conhecer bem o próprio idioma: estar entre os 28% da população com alfabetização plena. E mais: na condição de comunicador, precisa ser capaz de falar com os 72% que não compreendem bem o que lêem. Nada de conversar com o próprio umbigo ou só com a elite e colegas de profissão.

2. Agilidade

Tudo é para ontem nesse novo mundo. Vivemos na cultura do imediatismo. Então, é bom que os hábitos de vida do jornalista permitam que ele tenha um raciocínio muito veloz. Tem que digitar rápido, diagramar mais rápido ainda. Editar sem erros. Ir direto ao ponto. Não dá para enrolar tempo na atividade e menos ainda enrolar o público com bla-bla-blá. O texto também precisa ter essas características: ser claro, objetivo e de fácil leitura. Parágrafo que a gente precisa ler duas, três vezes, para entender, só em artigos acadêmicos. Quando essa cabeça pega no sono a matéria não sai.

3. Proatividade

Degolar essa cabeça por achar que o beneficiado é sempre o próximo é a pior bobagem. Ser proativo, cheio de iniciativas e de bondade – com foco nos resultados e no bem-estar das pessoas – é a chave para aquela promoção. Ou demissão. O incrível é que ser demitido por um chefe incompetente e invejoso abre as portas para que você encontre seu espaço legítimo. É um favor que você recebe da vida, pois talvez não tenha coragem para pedir demissão.

Dignidade não tem preço

4. Sensibilidade

Quando a sensibilidade fica com dor-de-cabeça é o fim. Pausa para férias. Sem sensibilidade, você fica com a percepção alterada. O texto fica péssimo, sem criatividade e sem nexo. Você não vai saber quando e com quem ser proativo. Vai deixar de fazer a pergunta mais importante. Talvez até publique uma barrigada sem apurar os dados – por falta de atenção. Não vai perceber as alfinetadas ou que está sendo capacho do colega, ou que você mesmo está agindo com grosseria ou arrogância. Sensibilidade é questão de sobrevivência.

5. Tecnologia

Conteúdo não é nada se ninguém tiver acesso. A tecnologia permite que os conteúdos cheguem às pessoas. O jornalista contemporâneo domina todas as novas tecnologias à medida que vão surgindo, e as aplica para facilitar a produção do seu trabalho.

6. Empreendedorismo

Pois é. Hoje, o jornalista sem espírito empreendedor, ou coragem para empreender, perde muito. O patronato não tem espaço para empregar todo mundo. E ainda existe a relação entre os empreendedores de grande porte com os empreendedores micro – uma empresa composta de eu e minhas sete cabeças. O jornalista empreendedor não tem rabo preso. E precisa aprender marketing e publicidade – para aplicar em si mesmo. É uma aventura que pode valer a pena para os que têm coragem.

7. Humanidade

Se ela tiver um AVC, você pode esquecer que seu compromisso profissional é com o público, e não com o seu chefe. A sétima cabeça é a primeira que nasceu. Do tempo em que não existia tecnologia nem multifunções. É aquela que mostra que você não é super-homem, nem advogado, policial ou juiz. Ela é a ética, o caráter. É a verdade e o respeito acima de tudo. É o que dá coragem de abandonar o emprego que paga mal e demitir o chefe sem escrúpulos. É a sua dignidade – que não tem preço. Ou tem?

É por esse trabalho todo que o jornalista é um bicho de sete cabeças.

E os dez chifres? Tomara que você tenha nenhum.

Absurdo: Gaúcho da Copa viaja com nosso dinheiro


A divulgação de gastos dos poderes na internet deu resultado mais uma vez. Através de apuração feita por nós, da imprensa, a transparência indesejada por muitos políticos revelou outra farra com o dinheiro público.
De acordo com o site do governo gaúcho, que finalmente colocou o serviço em funcionamento nesta quarta-feira, aqui na Rádio Gaúcha descobrimos que o "Gaúcho da Copa", personagem pilchado nos estádios mundo afora, gastou mais de R$ 15 mil neste ano. Para quê? "Divulgar o Rio Grande do Sul na Copa das Confederações, na África do Sul". Pode?
Clóvis Acosta Fernandes foi até o país da Copa de futebol em 2010 recebendo R$ 350 por dia. Os gastos foram autorizados pelo Tesouro do Estado a pedido da Casa Civil do governo Yeda. E aí? Você acha justo isso? Responda.

Fonte: Rafael Cechin - blog Gaúcha Hoje
Foto: divulgação

domingo, 16 de agosto de 2009

Orla do Guaíba é de todos e não de alguns privilegiados




Quero a orla do Guaíba disponível para todos os portoalegrenses e não para um punhado de privilegiados. Por isso, votarei NÃO ao projeto do Pontal do Estaleiro, que prevê o erguimento de espigões residenciais à beira de nosso estuário.

Jornalistas gaúchos continuam na luta, apesar de Gilmar Mendes


Foi importante a manifestação de jornalistas gaúchos durante visita do presidente do STF, Gilmar Mendes, a Porto Alegre no sábado, 15 de agosto. Ele viu faixas e banner - um dele, demonizado -, e deu tchauzinho irônico e desrespeitoso. Se acha poderoso, acima de qualquer coisa. Mas nós também somos fortes e vamos em frente.


Ministro que decretou o fim do diploma recebe o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, José Nunes. Gilmar Mendes ouviu os argumentos, mas manteve posição pela desregulamentação das profissões, que começou com a nossa.
Esta ditadura tem que acabar.

Assim se forja um campeão...


Em todas as conquistas do Internacional, houve momentos de superação e de garra, além do bom futebol. Isso eu vi no colorado ontem, contra o Santo André, no ABC paulista. A vitória por 2 x 1 - a terceira consecutiva - colocou o Inter próximo da liderança. A diferença para o líder Palmeiras caiu para apenas quatro pontos, com um detalhe: o time gaúcho tem dois jogos a menos. Está na vice-liderança isolada do Brasileirão, com 33 pontos, sem contar os jogos deste domingo. O certo é que, na rodada, o Inter não perde seu lugar no G4.
Foi na base do esforço e da impetuosidade que o Inter encarou a partida, disputada em um gramado digno de time de várzea. O Estádio Bruno José Daniel tem grandes espaços sem grama alguma e é pior dos que os gramados onde é disputado o Gauchão. Nas transmissões, locutores, comentaristas e repórteres perguntavam a todo momento como é que a CBF permite a disputa de um jogo de primeira divisão em um campo em tais condições. Aliás, o Estatuto do Torcedor, que tanto exige nas questões de conforto e segurança, não prevê algo para o gramado? Afinal, estes quesitos devem ser oferecidos também aos donos do espetáculo: os jogadores.
Quanto ao jogo, foi difícil usar a técnica. Então, foram necessários esforço e garra, como a do impetuoso garoto Taison, que marcou um golaço e serviu algumas vezes os companheiros de ataque - Alecsandro e Giuliano. Foi expulso por imaturidade, mas merece ser reconhecido. Afinal, o gol de ontem foi o seu 26º da temporada, que o transforma em um principais goleadores da temporada.


Fotos de Alxandre Lops, da Comunicação do Inter

Além dos jogadores, o Inter teve uma entusiasmada torcida em Santo André. Mais de 1,5mil colorados apoiaram a equipe do técnico Tite. Com faixas, bandeiras e até a charanga das torcidas organizadas, os torcedores deram um clima de Beira-Rio ao estádio. Ao som ritmado da charanga, os torcedores cantaram o tempo todo. Só se ouvia a voz dos colorados no Bruno José Daniel. E quando o Inter marcou o gol as arquibancadas tremeram no setor da torcida colorada no estádio.
É assim que se forja um campeão. Tem que passar por todas as dificuldades, por maiores que sejam elas. Agora, temos três desafios pela frente. Ou seja, três paulistas de primeira linha: Corinthians no Beira-Rio (que estará lotado), Palmeiras e Santos fora. Passando por estas "pedreiras", daremos um passo importante em direção ao tão desejado tetracampeonato nacional. Ou penta, não fosse a roubalheira de 2005.
Avante, Inter. Eu acredito!

Gilmar Mendes enfrenta protesto e fala com jornalistas gaúchos sobre o fim do diploma

Pela primeira vez, desde que a exigência de diploma foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 17 de junho, o presidente daquela Corte, ministro Gilmar Mendes, aceitou conversar sobre o tema com uma comissão de jornalistas. Ele esteve ontem (15/8) pela manhã, na Escola Superior da Magistratura, em Porto Alegre, para falar sobre a judicialização da saúde pública. No local, foi recepcionado por um grupo de jornalistas portando faixas e cartazes em favor da profissão e contra a decisão do STF.
Depois de sua palestra, Mendes recebeu a comissão de jornalistas, liderada pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Nunes. No encontro, que durou cerca de cinco minutos, Nunes cobrou do ministro a publicação do acórdão com a decisão do STF e que este documento estabeleça critérios mínimos para o exercício da profissão pois, a partir da decisão do STF “qualquer pessoa, sem qualquer formação, pode exercer o jornalismo”.
O presidente do Sindicato ainda citou o desembargador Manoel Álvares que, em recente publicação, afirmou ser constitucional a obrigatoriedade de diploma para o exercício de jornalismo. “Mas a decisão do Supremo contraria isso e também vai contra todos os preceitos que pregam a necessidade da educação para o desenvolvimento do Brasil em todos os segmentos, fazendo com que milhares de estudantes se desestimulem”. Nunes também citou o presidente da OAB, César Britto, que recentemente argumentou que a decisão do STF abre as portas para que o crime organizado utilize uma prerrogativa exclusiva dos jornalistas – preservar o sigilo da fonte – para não prestar depoimento.
Gilmar Mendes ouviu os argumentos e recebeu de Nunes um documento contendo o pleito de todos os jornalistas profissionais brasileiros. Mendes argumentou não ter nada contra a categoria especificamente e voltou a dizer que outras profissões estão na mira da desregulamentação. “O jornalismo foi o primeiro por ter sido provocado pelo Ministério Público Federal”, comentou. O ministro disse que o corporativismo é uma marca do tempo do presidente Getúlio Vargas e que agora a tendência é a da “liberdade das profissões”.
Os jornalistas gaúchos seguem com sua mobilização em defesa da profissão. Amanhã (17/8), às 9h30min, na sede da FAMURS, haverá um café da manhã com parlamentares da bancada gaúcha no Congresso, quando estará na pauta a Frente Parlamentar em Defesa da Profissão.

Marcia Camarano
Jornalista com Diploma
Reg. Prof. 5910

Poema do Amigo Aprendiz

Fernando Pessoa

Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
É por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Mídia cooperativa no episódio da Operação Rodin

O sempre bem informado blog Cloaca News traz informação que o leitor não vai encontrar em qualquer veículo da grande mídia. Simplesmente porque o segmento é cooperativo. Veja a reprodução e a interpretação do Cloaca abaixo.



No dia 15 de maio de 2008, o Ministério Público Federal entregou à juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara da Justiça Federal, em Santa Maria, RS, esta fornida denúncia contra dezenas de salteadores do Detran gaúcho. Com 242 páginas, o libelo expôs, tintim por tintim, as falcatruas e os métodos dos larápios. Curioso é que a chamada "imprensa local", sempre ciosa do "interesse público", não deu qualquer atenção ao conteúdo da página 56, particularmente ao parágrafo que reproduzimos na imagem acima.

Mais informações no endereço: http://cloacanews.blogspot.com/2009/08/operacao-rodin-nao-detem-quadrilha.html

Um time para consumo doméstico não ganha campeonatos em lugar algum

Lembro que, em passado recente, eu e todos os colorados reclamávamos que o Inter era um clube mandante. Ou seja, usava o poder de sua torcida para ganhar os jogos no Beira-Rio. Isso é importante, demonstra a fortaleza de um clube. Entretanto, lamentávamos que o mesmo time se apequenava quando jogava fora, conseguindo ocasionais e minguados triunfos. Na maior parte das partidas fora de Porto Alegre, perdia. E feio. Empates eram festejados.
Por isso, fazem 30 anos que não ganhamos um título do Brasileirão. Resolvemos esta pendenga isso triunfando em competição internacionais. A maioria delas fora do Beira-Rio. Lembro o título da Libertadores, conquistado com a vitória sobre o São Paulo no Morumbi, seguida de um empate suado no Beira-Rio em 2006. No mesmo ano, vencemos o poderoso Barcelona no Japão e conquistamos o Mundial de clubes FIFA. Em 2008, fomos vitoriosos na final da Copa Sul-Americana jogando a primeira na casa do Estudiantes. Depois, tivemos a prorrogração dolorida no Beira-Rio. Sem falar na Dubai Cup, em 2007, ante a também festejada Internazionale de Milão. Lembro igualmente das vitórias fora de casa que garantiram o tricampeonato nos anos 1970 no Beira-Rio.
Escrevo 15 linhas sobre o meu time para discorrer sobre o adversário colorado, o Porto-Alegrense, no atual Brasileirão. O time da Azenha (por enquanto???) saiu do primeiro turno do Brasileirão com uma contabilidade nada agradável fora de casa: das nove partidas disputadas, perdeu sete e empatou duas. Nem uma minguada vitória. Mesmo que tenha um desempenho excepcional em casa - puxado pela sua torcida, o que também lhe confere a condição de grande clube -, não conseguiu alcançar os ponteiros do campeonato. Só uma guinada no segundo turno modificará esta fotografia, que é real e não está sujeita a maquiagens.
Convém ressaltar que o alerta serve para o adversário e para o próprio Inter, que precisa ganhar mais fora de casa no segundo turno para chegar ao sonhado tetracampeonato (o sentimento é de penta, diante do roubo de 2005).

Como vivem as flores


Era uma tarde quente de verão, e o vendaval agitava a folhagem com violência, anunciando a tempestade que se aproximava rapidamente...
Pelas janelas abertas, um suave perfume enchia a casa...
Lá fora, um espetáculo digno de nota acontecia...
Açoitados pelo vento, os pés de manjericão, alfavaca e lavanda dobravam-se e liberavam um delicioso perfume.
Era impressionante notar a maneira como as flores e folhagens respondiam aos golpes violentos do vento...
Os primeiros pingos de chuva enfeitavam as rosas abertas como se fossem diamantes líquidos...
Mas o temporal anunciado logo chegou e as gotas da chuva, agora misturadas com o vento forte, pareciam um bombardeio cruel macerando as suaves pétalas, que respondiam à agressão liberando um perfume inconfundível...
Era incrível aquela lição viva de generosidade e resignação!
Ante a violência do temporal, instintivamente as plantas se dobravam para não quebrar...
As plantas não pensam, não são seres racionais, mas cumprem, silenciosas e submissas, a tarefa que o Criador lhes confia, apesar das tempestades da vida...
Assim também agem algumas pessoas. São como as flores que, mesmo maceradas pela enfermidade cruel, pela agrestia da vida, respondem com o perfume do otimismo e da alegria.
Seres racionais que são, sabem que todas as lições que lhes chegam são oportunidades de crescimento e auto-superação.
Isso acontece com uma jovem senhora, agredida por um câncer cruel que tenta lhe roubar o corpo, minando-o aos poucos e insistentemente.
Quando soube que teria que fazer quimioterapia novamente, não se desesperou.
Eu venci essa doença uma vez e vou vencê-la de novo. Falava com fé e disposição.
A família, preocupada com seu estado de saúde, insistia para que ela ficasse em casa, repousando, mas ela prefere trabalhar.
Trabalha como vendedora e sempre supera as metas estabelecidas.
Quando faz o tratamento quimioterápico, ela passa muito mal. Mas a dor não a impede de estar o dia todo com um sorriso nos lábios, distribuindo otimismo junto aos seus colegas.
Sempre gentil, ela dribla a doença, trabalha, confia, sofre, espera...
Uma pessoa assim é como uma flor que, mesmo açoitada pelos ventos fortes e pela violência da chuva, exala perfume, e não deixa de florescer a cada primavera.
Parece que Deus permite que pessoas assim nasçam na Terra para exemplificar a resignação, a confiança, o otimismo...
Pessoas que não se deixam desanimar, mesmo diante dos quadros mais graves e desesperadores.
O corpo sofre as agressões da doença, não há dúvida. Mas o Espírito está intacto, lúcido, ofertando o perfume da gratidão a Deus pela bênção da vida. E vive intensamente.
Enquanto muitas pessoas saudáveis reclamam por coisas mínimas, faltam ao trabalho sem motivos justos, aquela mulher-flor abre suas pétalas de esperança dignificando a oportunidade de crescer que o Criador lhe concede.
Sem dúvida, um exemplo incomum...
Em vez de se deixar derrotar pela enfermidade, ela luta com vigor e coragem, e, acima de tudo, com confiança plena em Deus...
Quando, em algum momento, sua coragem ameaça vacilar, pensa nas pessoas que sofrem mais que ela e firma o passo outra vez, seguindo em frente.
Imitando as flores que, mesmo tendo suas pétalas rasgadas pelo granizo, não deixam de exalar perfume, também essa moça valente não permite que a doença lhe roube a paz de Espírito e a imensa vontade de viver...
Pense nisso, e busque viver com otimismo, por mais que a situação esteja difícil...

Lembre-se sempre de como vivem as flores...

Fonte: www.reflexao.com.br

domingo, 9 de agosto de 2009

A emoção de acolher e alimentar a pequena sobrinha Fernanda


Senti emoção duplicada neste domingo dedicado aos pais. Sem a presença física do meu pai, que foi para o céu em 2006, comemorei a data na casa do meu irmão Zé. Para minha surpresa, fui convidado para batizar a minha sobrinha Fernanda, nascida no dia 5 de julho. Tem pouco mais de um mês o pequeno anjo. Dediquei carinho para ela e relembrei os momentos de pai, quando oferecia a mamadeira para o meu filho Marco, hoje com 22 anos e que estava junto comigo ontem. A Fernanda não estranhou o colo, e eu não perdi o traquejo em lidar com um bebê. Especialmente sendo minha sobrinha e afilhada.

sábado, 8 de agosto de 2009

Charge do Bessinha

Não concordo, Lula

Por conveniência política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defende o presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Não concordo, de forma alguma. As acusações são fortes, e o ex-presidente já deveria ter saído. Repensa tua posição, Lula. A opção pelos acordos políticos costuma ofuscar uma boa gestão nas áreas econômica e social. A mídia, por mais parcial que seja, vai privilegiar sempre as matérias de cunho denuncista do que que os bons resultados da balança comercial, do combate à inflação, do crescimento PIB em meio a um crise mundial e dos resultados da bolsa família.

Yeda explica, grita e foge, mas não convence

Podes gritar e chamar e dono do STF, Yeda. Teu governo terminou, com ou sem liminares.
Tudo está nos ouvidos e na boca do povo: as falcatruas, o roubo no Detran, o teu "mensalão" durante e após a campanha, a tua casa milionária e superfaturada, a mala do teu marido (ex?) Carlos.
A propósito: onde está o paladino da ética, Pedro Simon, que grita tanto em Brasília e fica calado aqui? Tem rabo preso!

Receita de pai

Recebi este poema do meu clube, o Internacional, e repasso para os meus amigos pais, colorados ou não. Abraço a todos, de coração. Sempre lembrando o meu velho Otacílio, que já está no céu e certamente olha com carinho para seus filhos na terra.

Receita de pai

Deus pegou a força de uma montanha,
a majestade de uma árvore,
o calor de um sol de verão,
a calma de um mar tranquilo,

A generosidade da natureza,
os confortáveis braços da noite,
a sabedoria das eras,
o poder do vôo da águia,
a alegria de uma manhã de primavera,
a fé de uma semente de mostarda,
a paciência da eternidade e o centro da necessidade de uma família.

Depois Deus juntou todos esses ingredientes e quando percebeu que nada mais havia para acrescentar,
Ele viu que Sua obra prima estava completada.

Olhou para essa obra e disse:
"A tua missão é sagrada.
Vai para a vida , vai !

Só falta eu te dar um nome:
eu te batizo de Pai"

Vai... Tens todo o meu apoio !

(autor desconhecido)

Homenagem da presidência do Sport Club Internacional aos pais colorados!

Agosto / 2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Nada vai nos separar


Quem viu, garante: o filme do centenário do Internacional emociona.
"Nada vai nos separar" estará em breve nos cinemas.
E os colorados de todos os rincões do Brasil também.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Internacional, campeão da Copa Suruga. Mais uma taça no armário...


O Internacional é o campeão da Copa Suruga. Venceu nesta quarta-feira (5 de julho de 2009) o Oita Trinita, do Japão, lá na Ásia, por 2 a 1. É mais uma taça no armário, algo que outro time gaúcho não põe fazem dois anos. Nem mesmo em campeonato do Bairro Azenha.

A delegação colorada no Japão. Quem não quiser comemorar, não comemore. Eu valorizo, mas cobro um time e um desempenho melhor no Brasileirão. Este será o título do ano.




Massagista Juarez Quintanilha ergue a taça e festeja com os jogadores a conquista, exaltada pela FIFA, pela Conmebol e até por veículos argentinos.

Fotos: Alexandre Lops, da Imprensa do Inter

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Gado 0 x 1 Amazônia

O Greenpeace lançou recentemente o Relatório "A Farra do Boi na Amazônia", expondo como a pecuária vem destruindo a Amazônia. Foi um trabalho que levou anos para ser preparado e enfrentou resistências. Mas valeu a pena! De acordo com o Greenpeace, desde então boas notícias não param de chegar. Empresas como o Pão de Açúcar, a Walmart e o Carrefour - em nota também assinada pela Associação Brasileira dos Supermercados (ABRAS) -, anunciaram a suspensão de compras de produtos bovinos vindos da Amazônia.
O Banco Mundial cancelou um empréstimo concedido ao frigorífico Bertin, um dos maiores do Brasil. Marcas como a Nike e Geox também anunciaram que não querem comprar couro que venha do desmatamento. O frigorífico Marfrig, considerado o quarto maior do mundo, assumiu o compromisso de não comprar mais animais de áreas desmatadas a partir de agora.
Pelo que acompanho - sou colaborarador do Greenpeace -, vale a pena pesquisar, rastrear e denunciar com responsabilidade. É óbvio que a pressão é grande e a entidade continuará monitorando para que os compromissos não fiquem apenas no papel. O que o Greenpecae fez até agora só foi possível graças ao apoio e a contribuição de milhares pessoas que também se importam com o futuro da floresta. A entidade não aceita dinheiro de empresas,de partidos politicos ou de governos. Assim, mantém a sua independência.
Quem ler esta postagem e tem o mesmo pensamento, junte-se ao Greenpeace. Eu não me arrependo de ser associado da organização. A Amazônia e o planeta agradecem.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Grite NÃO em favor de Porto Alegre

Recebi do companheiro Carlos Gerbase e repasso o apelo.
"No próximo sábado, 1º de agosto, a partir das 15h, a Casa de Cinema de Porto Alegre estará gravando depoimentos para a campanha pelo NÃO na Consulta Popular que acontece no dia 23 de agosto. Para quem chegou agora de Marte: os porto-alegrenses vão decidir, pelo voto espontâneo, se será permitido construir residências no Pontal do Estaleiro Só. Mas o resultado dessa votação transcende aquela área. Simbolicamente está em jogo um modelo de cidade. Queremos viver entre um monte de arranha-céus, alguns deles tapando o pôr do sol no Guaíba, ou numa cidade razoavelmente horizontal, como determina o atual Plano Diretor?
Muitas ONGs e associações de moradores da nossa cidade já estão engajadas. A Casa de Cinema de Porto Alegre resolveu entrar nessa também. Sábado eu vou estar na Usina, acompanhado de algumas câmaras e microfones, pra gravar depoimentos pelo NÃO. Quem quiser argumentar que argumente (desde que consiga sintetizar tudo em quinze segundos). Quem quiser simplesmente gritar "NÃO!" também vai ganhar seus dois segundos de fama no Youtube e onde mais a gente conseguir colocar o vídeo editado. Algumas celebridades da cidade já confirmaram sua presença".

Deu para o gasto

Poucas vezes o termo assim foi tão apropriado para o jogo de ontem, em que o Internacional venceu o Barueri no Beira-Rio por 3 a 2. Com atuações decepcionantes de Michel Alves (o goleiro largou a bola nos pés dos atacantes paulistas), de Bolívar(não marca e não ataca) e de Taison (desligado e sem aptidão para a marcação), o colorado fez um bom primeiro tempo e mostrou que a saída está na pegada e não na firula. Só a próxima partida dirá se a lição foi aprendida.
Em relação a negociações, acredito que D´Alessandro fica e Magrão vai. E Fernandão e um lateral direito desembarcarão no Salgado Filho na próxima semana.

SIM às PECs dos jornalistas

O site do Observatório da Imprensa está realizando enquete para identificar posições sobre as PECs que estão tramitando no Congresso. Vamos votar lá, ampliando a vitória do SIM, que no momento chega a 63%. Veja abaixo:

Deve o Poder Legislativo preencher o vácuo legal deixado pelo fim da Lei de Imprensa e do diploma de jornalismo?
1. Sim - 63% - 94 votos
2. Não - 37% - 56 votos
Total: 150 votos

Vote na urna eletrônica em:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Folha x Folha: a desinformação

Amigos, observem estas capas da Folha de S.Paulo. Realmente, o debate deve ser "a imprensa que temos x a imprensa que queremos". Recebi de um amigo e peço que disseminem.

E repasso o comentário de Luiz Antônio Magalhães:
"Em junho estávamos em recessão, ou em maio não estávamos mais?
O leitor que tire a suas conclusões: estava certa a Folha em noticiar em manchetes garrafais uma "recessão" que praticamente todos os analistas econômicos já sabiam ser apenas "técnica"? Ou será que o jornalão exagerou na chamada para o cenário catastrófico pelo qual o Brasil passaria e que pelo visto já tinha terminado quando a manchete foi publicada? Você, caro leitor, decide!"

Ombudsman trabalha para criticar. Sem o autoelogio adotado por alguns jornais

O ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva publicou um artigo no domingo (26 de julho) em que critica reportagem do jornal sobre o surto do vírus H1N1no Brasil. Segundo ele, a matéria "Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanas", publicada em 19 de julho, caracteriza-se como "um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal", desde que assumiu o cargo, em abril de 2008.
Lins relatou que a reportagem, assinada pelo articulista Helio Scwartsman, baseou-se de forma equivocada em um estudo matemático do Ministério da Saúde, datado de 2006, para levantar o possível número de contágios para o vírus Influenza nos próximos dois meses. No artigo, o ombudsman questiona alerta exposto pelo autor da matéria, que pede "cuidados" para não extrapolar os dados para o atual surto de H1N1.
"Ora, se era preciso cautela, por que o jornal foi tão imprudente?", escreveu Lins, citando ainda a opinião de um leitor, enviada ao veículo por carta. "Já que não tem base em nada nas circunstâncias atuais, qual a relevância de publicar algo que evidentemente só pode causar pânico numa população que já está abarrotando os postos de saúde por causa da gripe, quando os casos mal passam do milhar?" parafraseou o ombudsman.

Fonte: Portal Imprensa

Observação minha: que bom que todos os jornais brasileiros tivessem um ombudsman de plantão, capaz de fazer críticas à linha editorial e ao conteúdo publicado nos veículos. É realmente um exagero o que fazem não só na questão da gripe suína, mas em outros acontecimentos. Ao contrário disso, preferem o autoelogio. É um passo atrás.

Debates, busca de apoios e protestos em defesa do diploma de Jornalismo continuam

A movimentação na busca de apoio parlamentar à reinstituição da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo, debates e protestos contra a decisão do Supremo Tribunal Federal prosseguem. Os trabalhos no Congresso Nacional serão retomados dia 3 de agosto. Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes foi alvo de protesto em Vitória.


Seguindo orientações da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), os sindicatos a ela filiados intensificam contatos com as bancadas federais de seus Estados ou regiões. A Federação encaminhou para cada Estado a lista daqueles que ainda não haviam se posicionado sobre a constituição da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. O objetivo do movimento é que, já na próxima semana, haja o número necessário de assinaturas para que a Frente Parlamentar seja oficialmente criada. Uma audiência pública sobre o diploma já está programada para a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados. Será no dia 20 de agosto, às 9h30.
No dia 24 de julho, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, foi recebido calorosamente por defensores do diploma em Vitória (ES). Ele participou de uma audiência sobre o mutirão carcerário no Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Manifestantes proferiram palavras de ordem dentro do plenário do TJ. “Foi legal, o ministro riu o tempo todo, mas mostrou constrangimento. No momento que entregamos o panfleto, falamos para ele: Ministro, vamos recorrer e esperamos que o senhor reveja sua posição”, conta a jornalista Sueli de Freitas. Policiais tentaram impedir a distribuição dos panfletos "Ministro, saia às ruas: o Brasil quer jornalista com diploma!", foi o grito de guerra dos manifestantes.
Ao final do evento no TJ, em contato com os manifestantes, o presidente da OAB-ES, Antônio Augusto Genelhu Júnior, expressou a posição da Ordem a favor do diploma.
A decisão do STF sobre a não exigência de diploma para o exercício do Jornalismo despertou a atenção de outras profissões e cursos de graduação. Durante o Pautar Brasil 2009, realizado em Brasília dias 24 e 25 de julho, o painel "A exigência de diploma profissional: o caso dos jornalistas e os reflexos nas outras profissões e cursos", com a participação de representantes de instituições públicas e privadas de ensino e de Conselhos e Ordens Federais de Profissões Regulamentadas, abordou os riscos e as consequências da desregulamentação das profissões.

Mais informações no site da Federação: www.fenaj.org.br

domingo, 26 de julho de 2009

A beleza do inverno porto-alegrense


Parque da Redenção, Porto Alegre, 7h30min de 26 de julho de 2009. Acordei cedo, não parecia muito frio como nos dias anteriores e resolvi conferir as belezas do inverno no Parque da Redenção, pulmão de Porto Alegre e separado por 300 metros de minha residência. Na imagem que captei acima e nas próximas, vocês poderão ver um pouco da estação gelada gaúcha. Estava fazendo 3ºC, mas sem umidade ou vento. Bem agradável. Na Serra, o frio é mais rigoroso. Espero que desfrutem.


O vapor emerge da água gelada do parque



A velha árvore, sem folhas, dá o tom do inverno na capital gaúcha


Geada, típica dos gramados e campos gaúchos nesta época


O sol começa a aparecer e derreter o gelo, que ainda é percebido em pequenos espaços


Folhas secas se misturam com as pequenas camadas de gelo


Mesas do Café do Lago ficaram na rua e amanheceram cobertas pela geada

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O sindicato é dos formados


Os Sindicatos de Jornalistas Profissionais continuarão a exigir o diploma em curso superior de Jornalismo para cadastrar novos associados. Reunidos em São Paulo, representantes de 26 entidades filiadas à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), avaliaram que os procedimentos de registro, carteira e sindicalização permanecem os mesmos, independentemente da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no dia 17 de junho, aboliu a exigência do certificado para o exercício da profissão.
Orientados pelo setor jurídico da Fenaj, os sindicatos contam com a posição do Ministério do Trabalho, que comunicou a suspensão da emissão de registros de precários e sem diploma, até a publicação do acórdão do STF. "No caso das Superintendências Regionais do Trabalho (SRTs), as condições são as mesmas, tanto que o Ministério do Trabalhou determinou a suspensão de todo registro profissional", reforçou o presidente da Fenaj, Sérgio Murilo Andrade. Depois da publicação do acórdão, haverá uma nova avaliação.
Murilo enfatizou que nada muda, até que o STF esclareça sua decisão, com a publicação do acórdão. "Os critérios para a concessão de filiação permanecem os mesmos. Os Sindicatos devem continuar a proceder como antes", disse. Por unanimidade, os sindicatos decidiram fortalecer a luta por uma nova regulamentação profissional e pela obrigatoriedade do diploma.
Duas Propostas de Emenda Constitucional (PECs) tramitam no Senado e na Câmara, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) e do deputado Paulo Pimenta (PT/RS). Os sindicatos ainda deverão buscar apoio para a instalação da Frente Parlamentar pela Defesa do Diploma, colhendo assinaturas de senadores e deputados e chamar novos sindicatos de outras categorias para a luta.

Leia mais no site da Fenaj:

www.fenaj.org.br

Do olé à vaia, torcida não sabe mais o que esperar do Internacional

A torcida colorada está no divã. Não sabe mais o que fazer com o Internacional, que tem oscilado periogosamente entre o primeiro e o segundo tempo das partidas. Ontem, mais uma vez não fui ao Beira-Rio porque estou em repouso em casa, por conta de uma infecção. Nem tive vontade de comprar o jogo e assisti-lo pelo PFC. Escutei pelas ondas do rádio. Por este meio e na internet, soube que parte da torcida ensaiou um olé no primeiro tempo, quando o Inter aplicava 2 x 0 e tocava a bola. Trata-se de atitude impensava porque o jogo tem 90 minutos e os acréscimos. Motiva o adversário, inevitavelmente. Especialmente sendo o São Paulo. E, pelas últimas partidas, nada garantia que o Inter reprisaria o desempenho no segundo tempo.
Resultado: os gritos e uma única mudança introduzida pelo SPFC - entrada de Jorge Wagner - trouxeram um tormento ao time do Inter, que parou de jogar e permitiu o empate. Só não perdeu porque o juiz validou o primeiro gol colorado (Alecsandro em notório impedimento) e Lauro defendeu um pênalti. Pesaram neste desempenho pífio o recuo do Inter, a falta de preparo de alguns jogadores (Magrão, por exemplo) e as trocas ridículas do cada vez mais contestado Tite.
Mas insisto que a torcida deu uma mão ao clube paulista ontem. Não tem culpa porque vai a um jogo às 21h50min, enfrenta o frio e não vê o futebol que o time "ameaçou" no primeiro trimestre. Além disso, a direção insiste em manter firme um técnico perdido e sem convicção. Isso, definitivamente, afeta o emocional da torcida. Continuarei torcendo, como sempre fiz. E criticando, como também é do meu feitio. É com incentivo e cobrança que consquistamos os nossos maiores títulos. Participei de todos.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

SBPC defende formação acadêmica e qualidade do jornalismo

Mais uma entidade nos apoia.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestou apoio ao movimento em defesa do diploma, da formação e da valorização dos jornalistas. O posicionamento foi aprovado na 61ª Reunião da SBPC, realizada em Manaus (AM), de 12 a 17 de julho. No documento é registrado que o progresso da ciência e a democracia no Brasil deve muito aos jornalistas.
A Carta de Manaus alerta a sociedade para a defesa do ensino e da pesquisa em todos os níveis. E acentua que a posição do STF sobre o diploma dos jornalistas, além de retirar direitos dos trabalhadores e assegurar os interesses de grupos empresariais de comunicação, banaliza a capacitação profissional em um país onde a Educação é um problema a ser resolvido.
A manifestação, aprovada na mesa redonda “Ética na Comunicação de Assuntos Amazônicos”, expressa apoio à construção da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma e às Propostas de Emenda Constitucional para restabelecer esta exigência como requisito para o exercício da profissão.

Amigo é coisa para se guardar...

Amigo, hoje é nosso dia.
Nem sei quando foi criado.
Afinal, amigo para para todos os dias.
De qualquer forma, obrigado pela companhia, pelo apoio, pela crítica, pela presença constante ou eventual.
Que neste dia e nos demais estejamos pertos.
E presto homenagem à legião de amigos que tenho com a mais bela canção sobre o tema.


Canção Da América
Milton Nascimento
Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento




Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

domingo, 19 de julho de 2009

O comandante perdeu o controle do grupo. Mude-se o comandante.

A perda de comando do técnico Tite no Gre-Nal de hoje é perceptível até para quem não acompanha o futebol. O comandante do Inter mandou o atacante Taison, veloz e insinuante, cumprir uma tarefa de marcação: conter as avançadas do lateral do Grêmio. Deixou Nilmar sozinho na área - jogador só fez o gol colorado graças a sua peculiar qualidade. Além disso, segurou os laterais do Inter - Bolívar e Kléber - e faz Andrezinho jogar no meio de três ou quatro meio-campistas do Grêmio. Só colocou um atacante de ofício (Alecsandro) quando já estava perdendo. E trocou seis por meia dúzia ao substituir Bolívar por Danilo. Está perdido, não consegue tirar mais nada de um grupo de qualidade e tem que sair do Inter. Não dá para esperar o time cair na tabela no meio do campeonato.

É na casa deles, Inter. Um palco de grandes triunfos colorados

Fazem dois anos que o Grêmio não sabe o que é vencer o Inter. Os quatro últimos confrontos resultaram em vitórias coloradas, começando pelos 4 x 1 dos Brasileirão de 2008. Só neste ano foram três triunfos. O Inter é favorito em função do retrospecto? O Grêmio tem um treinador estrategista, joga e em casa e, por isso, está mais perto da vitória? Não, em Gre-Nal não existe vitória antecipada.
Tudo o que acontecer dentro de três horas, no Estádio Olímpico, fará parte da história. Além de ser o clássico centenário, poderá decretar o futuro dos dois times no campeonato. Melhor para ambos seria um empate. Mas, como colorado, quero ver meu time triunfar e afundar o tradicional adversário. Afinal, o campo da Azenha já foi palco de grandes vitórias rubras. Que assim seja daqui a pouco.

A força das mulheres em um ambiente de guerra dominado pelos homens

Anahy de Las Misiones, filme de Sérgio Silva (1997), mostra a força das mulheres durante a Revolução Farroupilha, predominantemente dos homens. Na foto (divulgação), cena marcante das ótimas Dira Paes e Araci Esteves. Já tinha visto o filme no cinema, mas o Telecine/Net me oportunizou ontem a revê-lo. Gostei ainda mais.

Arrastando um velho carroção, Anahy, mulher-forte-dos-pampas, mãe de quatro filhos, todos de pais diferentes, lutam para sobreviver em plena Revolução Farroupilha. Indiferente às paixões políticas, o objetivo é sobreviver, mascateando com caramurus (defensores do Império) e farrapos (revolucionários), o que consegue pilhar dos mortos nos combates. A força de Anahy está na capacidade de manter unida, a qualquer preço, a sua miserável família num mundo devastado pela guerra. Ela perde filhos e ganha companheiros ao longo de sua peregrinação. A história se passa em 1839, no interior do Rio Grande do Sul, exaltando as lindas paisagens dos pampas.

sábado, 18 de julho de 2009

Jornalismo: a diferença entre o profissional e o paraquedista

Um episódio tem movimentado as rodas coloradas desde ontem: a liberação do D'Alessandro para jogar o Gre-Nal de amanhã. Como colorado, fico feliz. Mas, como jornalista, estou entristecido. Sabem como os advogados colorados conseguiram o efeito suspensivo, permitindo que o argentino jogue até novo julgamento? Graças a uma "entrevista" da ex-miss e modelo Renata Fan, na Band, com o jogador William, do Corinthians. No bate-papo, a loira praticamente induziu o jogador a dizer que não tinha se sentido ameaçado pelo D´Alessandro. No começo, foi direta: "Tu não sentes pena do....", demonstrando estar a serviço do seu fanatismo colorado. Contudo, está sendo considerada heroína em qualquer espaço de discussão colorada na internet.
Por isso, lamento cada vez mais a decisão do STF de 17 de junho, que extinguiu a necessidade do diploma para exercício do jornalismo. Em função disso, episódios como este vão aumentar. Jornalismo é coisa séria e exige preparo, isenção e imparcialidade. Algo que a Fan, os advogados do Inter e os torcedores do meu clube desconhecem. A "entrevista" dela não tem qualquer valor jornalístico, mas foi considerada como tal pelo auditor do STJD que concedeu o efeito suspensivo. Lamentável!

CUT repudia fim do diploma de jornalista

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) aprovou moção de repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal que extinguiu a obrigatoriedade da formação universitária para o acesso à profissão de jornalista, na tarde de sexta-feira (17 de julho). A Central declarou sua adesão à "luta em defesa do diploma de jornalista para garantir os critérios de responsabilidade social dessa importante profissão". E alertou que a decisão do STF diz respeito a todos os trabalhadores.
A CUT argumenta que sua ação desregulamentadora ameaça outras categorias, leva à precarização das relações do trabalho e também atinge os movimentos sociais, já tão criminalizados pela mídia.
Para a Central, a decisão do STF, na verdade, "privatiza a liberdade de expressão e de informação no Brasil". A moção foi aprovada ao final do 5º Encontro Nacional de Comunicação (ENACOM) da CUT, que reuniu sindicalistas de todo o país em São Paulo, de quarta-feira a sexta-feira.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

STF deve explicações à Nação

Há exato um mês da decisão equivocada e impensada de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a Nação brasileira exige uma explicação da Suprema Corte que, ao contrário de defender posições em prol da qualidade do ensino e da informação, preferiu seguir os ditames dos empresários da comunicação. A não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista significa o retrocesso no Brasil, país que até então era apontado como referência em todo o mundo quando o assunto é organização profissional.


Foto: Arfio Mazzei


O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não terem conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social. Sem saber o que é o jornalismo, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.

Queremos aqui continuar buscando o apoio da categoria, dos estudantes e de toda a sociedade, para que tenhamos no Brasil uma informação de qualidade e, acima de tudo, com ética e responsabilidade. Com certeza, essa decisão não vai gerar espaços na grande mídia para aqueles que já não tinham. Ela vai sim precarizar a informação e as relações de trabalho no Brasil. Cabe agora aos deputados e senadores mostrarem força e retomar o papel que o Supremo imoralmente vem fazendo – o ato de legislar. Por isso, os representantes do povo no Congresso Nacional e no Senado devem aprovar com máxima urgência a Proposta de Emenda Constitucional que garanta a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo no Brasil.

Direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sindicato dos Jornalistas/RS e ARI repudiam ação da BM contra profissionais da Imprensa


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) distribuíram nota oficial hoje onde repudiam a atitude da Brigada Militar no trato com os profissionais da Imprensa. Várias equipes de reportagens tiveram seu trabalho cerceado na manhã dessa quinta-feira, durante o episódio ocorrido em frente ao número 806, da Rua Araruama, Vila Jardim, residência da governadora Yeda Crusius. No entendimento destas entidades, a ação dos policiais que retiraram e isolaram os profissionais durante o manifesto promovido pelo Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul nos remete aos anos de chumbo, quando jornalistas eram proibidos de exercerem seu trabalho.

As entidades entendem que vivemos em um estado democrático de direito e que nenhuma autoridade pode tentar calar a imprensa. Lembram ainda que episódios como este tem se tornado rotineiro no Estado, em especial na cobertura dos movimentos sociais. O Sindicato e a ARI esclarecem que muitos profissionais, apesar de não estarem vinculados aos veículos da grande mídia, integram a categoria profissional e também não podem ser impedidos de exercerem suas atividades, seja como free-lance, ou assessor de imprensa.

Este tipo de ocorrência fere a todos os profissionais em exercício no Rio Grande do Sul, pois tem o objetivo de cercear a liberdade de informar. As entidades cobram providências do Comando da Brigada Militar para que não se repitam mais atos como esse contra profissionais que estão a serviço da sociedade e da qualidade de informação. Num momento em que se debate a liberdade de expressão, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação Riograndende de Imprensa querem que os jornalistas tenham o direito da liberdade profissional.

Fotos: Roberto Vinicius/Agência Freelancer

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mais uma excelente obra sobre o Jornalismo


Olha a Internet divulgando a produção acadêmica. Sem a Web, não encontraríamos diariamente diferentes obras como Edição em Jornalismo: ensino, teoria e prática, editado pelo Universidade de Santa Cuz do Sul (UNISC). Os organizadores - Ângela Felippi, Demétrio de Azeredo Soster e Fabiana Piccinin (organizadores) - são professores destacados da instituição e produziram mais um trabalho de fôlego, abrangendo todas as mídias. Vou apresentar mais detalhes do livro, que custa R$ 30,00.

SINOPSE
O jornalismo tem passado por grandes mudanças nas últimas décadas, resultado de processos conjunturais, ligados à globalização da economia, da cultura e das comunicações. A adequação das empresas jornalísticas às novas realidades tem se refletido nas redações: na produção da notícia, nas funções do jornalista e nas relações com fontes, anunciantes e públicos.
Na esteira dessas mudanças, os processos de edição também têm se alterado. A informatização e a inserção de novas tecnologias no ambiente redacional, a redução dos quadros funcionais, associada à junção de várias funções, inclusive de editor num mesmo profissional, o surgimento da Internet e do webjornalismo, a convergência das mídias, a maior interferência do receptor na elaboração da informação, entre outras causas, têm feito com que os processos de edição não sejam os mesmos do passado e necessitem, por isso, ser revistos.
O livro Edição em Jornalismo: Ensino, Teoria e Prática vem para examinar o panorama que se apresenta e tensionar essa nova reacomodação das práticas jornalísticas. Uma leitura importante para quem faz, para quem pensa e para quem ensina jornalismo.

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO - Ainda estamos falando de jornalismo
Demétrio de Azeredo Soster
PREFÁCIO – Doze lições de jornalismo
Elias Machado

JORNAL IMPRESSO

A dupla falta do editor de jornal, nos livros e cursos de jornalismo
Beatriz Marocco e Christa Berger
Ensino de edição em jornais impressos:
uma abordagem metodológica
Demétrio de Azeredo Soster

REVISTA

Mutações nos discursos jornalísticos:
Da ‘construção da realidade’ à ‘realidade da construção’
Antônio Fausto Neto
Formando sujeitos que sabem
Thaís Furtado

RÁDIO

A edição radiofônica: aspectos históricos e técnicos
Luciano Klöckner
Edição em rádio: ensinar é preciso, escolher não é preciso
Marcos Santuário
ASSESSORIA DE IMPRENSA
Ensino da edição na assessoria de imprensa:
o uso da competência jornalística
Márcia Franz Amaral
Os processos de edição na assessoria de imprensa
Ângela Felippi

TELEVISÃO

O processo editorial na TV: as notícias que os telejornais contam
Fabiana Piccinin
Edição em TV: como contar bem uma história
Flávio Porcello

INTERNET

O desafio de aprender e de ensinar edição para webjornais
Luciana Mielniczuk
A ditadura do CTRL C + CTRL V no webjornalismo: conceitos de edição de notícias
Paulo Pinheiro

Livro "A ditadura da mídia" quer desmarcarar o poder nefasto do setor


Altamiro Borges

A mídia hegemônica vive um paradoxo. Ela nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil, em decorrência dos avanços tecnológicos nos ramos das comunicações e das telecomunicações, do intenso processo de concentração e monopolização do setor nas últimas décadas e da criminosa desregulamentação do mercado que a deixou livre de qualquer controle público. Atualmente, ela exerce a sua brutal ditadura midiática, manipulando informações e deturpando comportamentos. Na crise de hegemonia dos partidos burgueses, a mídia hegemônica confirma uma velha tese do revolucionário italiano Antonio Gramsci e transforma-se num verdadeiro “partido do capital”.
Por outro lado, ela nunca esteve tão vulnerável e sofreu tantos questionamentos da sociedade. No mundo todo, cresce a resistência ao poder manipulador da mídia, expresso nas mentiras ditadas pela CNN e Fox para justificar a invasão dos EUA no Iraque, na sua ação golpista na Venezuela ou na cobertura tendenciosa de inúmeros processos eleitorais. Alguns governantes, respaldados pelas urnas, decidem enfrentar, com formas e ritmos diferentes, esse poder que se coloca acima do Estado de Direito. Na América Latina rebelde, as mudanças no setor são as mais sensíveis.
No caso do Brasil, a mídia controlada por meia dúzia de famílias também esbanja poder, mas dá vários sinais de fragilidade. Na acirrada disputa sucessória de 2006, o bombardeio midiático não conseguiu induzir o povo ao retrocesso político. Pesquisas recentes apontam queda de audiência da poderosa TV Globo e da tiragem de jornalões tradicionais. O governo Lula, com todas as suas vacilações, adota medidas para se contrapor à ditadura midiática, como a criação da TV Brasil e a convocação da primeira Conferência Nacional de Comunicação.
Este quadro, com seus paradoxos, coloca em novo patamar a luta pela democratização da mídia e pelo fortalecimento de meios alternativos, contra-hegemônicos, de informação. Este desafio se tornou estratégico. Sem enfrentar a ditadura midiática não haverá avanços na democracia, nas lutas dos trabalhadores por uma vida mais digna, na batalha histórica pela superação da barbárie capitalista e nem mesmo na construção do socialismo. Aos poucos, os partidos de esquerda e os movimentos sociais percebem que esta luta estratégica exige o reforço dos veículos alternativos, a denúncia da mídia burguesa e uma plataforma pela efetiva democratização da comunicação.
O livro A ditadura da mídia tem o modesto objetivo de contribuir com este debate. Não é uma obra acadêmica, mas uma peça de denúncia política. Ela não é neutra nem imparcial, mas visa desmascarar o nefasto poder da mídia hegemônica e formular propostas para a democratização dos meios de comunicação. O livro foi prefaciado pelo professor Venício A. de Lima, um dos maiores especialista no tema no país, e apresenta também um comentário do jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele reúne cinco capítulos:

1- Poder mundial a serviço do capital e das guerras;
2- A mídia na berlinda na América Latina rebelde;
3- Concentração sui generis e os donos da mídia no Brasil;
4- De Getúlio a Lula, histórias da manipulação da imprensa;
5- Outra mídia é urgente: as brechas da democratização.

O exemplar custa R$ 20,00. Na venda de cotas para entidades sindicais e populares (acima de 50 exemplares), o valor unitário é de R$ 10,00. Para adquirir sua cota, escreva para: aaborges1@uol.com.br.

Força e coragem

Do site www.reflexao.com.br

Você se considera uma pessoa de coragem?

E, se tem coragem, também tem força o bastante para suportar os desafios da caminhada?

Em muitas ocasiões da vida, não sabemos avaliar o que realmente necessitamos: se de força ou de coragem.

E há momentos em que precisamos das duas virtudes conjugadas.

Há situações que nos exigem muita força, mas há horas em que a coragem se faz mais necessária.

Eis aqui alguns exemplos:

É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para não revidar.

É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro.

É preciso ter força para manter-se em forma, mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para faze-lo parar.

É preciso ter força para fazer tudo sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso força para enfrentar os desafios que a vida oferece, mas é preciso coragem para admitir as próprias fraquezas.

É preciso força para buscar o conhecimento, mas é preciso coragem para reconhecer a própria ignorância.

É preciso força para lutar contra a desonestidade, mas é preciso coragem para resistir às suas investidas.

É preciso força para enfrentar as tentações, e é preciso coragem para não cair nas suas armadilhas.

É preciso ter força para gritar contra a injustiça, mas é preciso muita coragem para ser justo.

É preciso força para pregar a verdade, mas é preciso coragem para ser verdadeiro.

É preciso força para levantar a bandeira da paz, mas é preciso coragem para construí-la na própria intimidade.

É preciso ter força para falar, mas é preciso coragem para se calar.

É preciso força para lutar contra a insensatez, mas é preciso coragem para ser sensato.

É preciso ter força para defender os bens materiais, mas é preciso coragem para preservar o patrimônio moral.

É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para aprender a viver.

Enfim, é preciso ter muita força para enfrentar as batalhas do dia-a-dia, mas é preciso muita coragem moral, para vencer-se a si mesmo.

Força e coragem: duas virtudes com as quais podemos conquistar grandes vitórias. E a maior delas é a vitória sobre as próprias imperfeições.

A coragem de vencer-se antes que pretender vencer o próximo, de desculpar antes que esperar ser desculpado e de amar apesar das decepções e desencantos, revela o verdadeiro cristão, o legítimo homem de valor.

Por essa razão a coragem é calma, segura, fonte geradora de equilíbrio que alimenta a vida e eleva o ser aos altos cumes da glória e da felicidade total.