terça-feira, 9 de outubro de 2012

A força das ideias de um revolucionário

Faz 46 anos que Ernesto Che Guevara foi executado nas selvas da Bolívia. As imagens e, especialmente, ideais e ideias do médico revolucionário continuam vivas. 

 Algumas de suas frases:
- "O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor."
- "Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura."
- "A reforma agrária radical é a única forma de dar a terra ao camponês."
- "A revolução acontence através do homem, mas o homem tem de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário."
- "A argila principal de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar o futuro."

Cutucão nas redações

A ombudsman da Folha, Susana Singer, faz os elogios de praxe ao veículo, mas toca em muitas feridas de uma redação jornalística hoje. O seu texto vale para o diário paulista ou para qualquer jornal do Brasil. Vejamos algumas constatações preciosas delas:

"O que esse monte de teses de vida curta mostra é que falta reportagem. As pesquisas ganharam tanta importância na cobertura eleitoral que "dispensaram" os jornalistas de correr a cidade, ouvir eleitores e tentar captar mudanças de humor."


"Quanto mais se afasta do centro da cidade, mais evidente fica a fragilidade da reportagem. A Folha não entende e não conhece a periferia de São Paulo, que responde por 40% dos votos. Talvez seja um reflexo da própria Redação, formada majoritariamente por brancos (e brancas), de alta escolaridade, que vivem no cinturão privilegiado de São Paulo - composição que se repete nas grandes redações."


Perfeito! Só precisa colocar em prática..
.
Sorry, periferia

Susana Singer*

O que prometia ser uma cobertura sem emoção, com o veterano José Serra confortavelmente à frente dos concorrentes, acabou se mostrando um grande desafio. A primeira fase da corrida eleitoral em São Paulo termina hoje sem que tenha ficado claro o que motivou o sobe-desce dos candidatos.
A cada reviravolta nas pesquisas, surgia uma nova teoria. Celso Russomanno se desidrataria quando começasse o horário eleitoral gratuito na televisão, já que tinha bem menos tempo que o PT e o PSDB. Não aconteceu.
A rejeição a Serra era condenatória porque traduzia o descontentamento com a gestão de Kassab na prefeitura. Nas últimas semanas, o tucano recuperou vários pontos.
O crescimento de Fernando Haddad estava lento, muito inferior ao desempenho dos candidatos petistas do passado. Agora, ele tem chance de passar para o segundo turno.
Uma vez na liderança, Russomanno era explicado como representante do novo consumidor da classe C. Sem que nenhum escândalo surgisse, despencou dez pontos.
O que esse monte de teses de vida curta mostra é que falta reportagem. As pesquisas ganharam tanta importância na cobertura eleitoral que "dispensaram" os jornalistas de correr a cidade, ouvir eleitores e tentar captar mudanças de humor.
A forte rejeição a Kassab, que pode ter contaminado Serra, surpreendeu a todos. Por que a população está tão insatisfeita? Para entender isso, a Folha oferece mais pesquisa, numa série de seis cadernos, chamados de "DNA paulistano". É um levantamento rico, cheio de dados de cada região da cidade, mas não ajuda a entender o macro.
Para medir a influência da religião, do mensalão, do Lula, da Dilma, dá-lhe pesquisa. É verdade que nem um exército de repórteres conseguiria ouvir tanta gente a ponto de concluir algo estatisticamente relevante. Só que a frieza dos índices não é suficiente.
A queda de Russomanno, por exemplo, pode estar ligada à sua proposta para a tarifa de ônibus (cobrar proporcionalmente ao trecho percorrido). Quando isso foi divulgado, a Folha deu pouco destaque, sem se dar conta de que esse é um tema sensível aos mais pobres.
Quanto mais se afasta do centro da cidade, mais evidente fica a fragilidade da reportagem. A Folha não entende e não conhece a periferia de São Paulo, que responde por 40% dos votos. Talvez seja um reflexo da própria Redação, formada majoritariamente por brancos (e brancas), de alta escolaridade, que vivem no cinturão privilegiado de São Paulo -composição que se repete nas grandes redações.
O sucesso de um artigo publicado em julho no "Tendências/Debates" mostra o tamanho do buraco a ser preenchido (http://migre.me/b1mRc). Leandro Machado, que contribui para o site "Mural", descreveu, em primeira pessoa, o que é ser da nova classe C. "Sou ex-pobre. Todos querem me vender geladeira agora. O trem ainda quebra todo dia, o bairro alaga. Mas na TV até trocaram um jornalista para me agradar", contou.
Para entender o que está acontecendo na cidade e decifrar o que dizem os números das pesquisas, é preciso dar voz à periferia.
BEM NA FOTO
O trabalho dos fotógrafos na campanha eleitoral está difícil. Os candidatos não se expõem, nem nos passeios de rua. Os assessores chegam primeiro, mantêm à distância os inconvenientes e apressam o passo se acham que o cenário renderá uma foto duvidosa.
Até os incidentes têm razão de existir. Serra caiu de um skate e perdeu o sapato ao chutar uma bola, porque precisava mostrar jovialidade. Russomanno aderiu às carreatas, que rendem sempre a foto de um aceno de longe.
Com tanta limitação, nenhum veículo se destacou. Do primeiro turno, as imagens que ficaram na memória são o encontro petista-malufista, o beijo inesperado em Serra e Russomanno provando uva, na mesma semana em que circulou um vídeo antigo no qual ele apalpava uma modelo fantasiada com a fruta.

sábado, 6 de outubro de 2012

Sem comentário

Não farei qualquer comentário sobre o jogo do Inter, o rei dos empates. Seria repetitivo...

Inteligência política

Tenho convicção em todas as minhas ações e não sou sou de fugir da raia em momentos difíceis. No Facebook, fui obrigado a deletar os comentários agressivos de uma pessoa em relação à minha preferência na eleição de amanhã. Ela disse que pensava que eu fosse inteligente e que jornalista tem que ter espírito crítico, coisa que eu não teria. Quem me conhece sabe que sempre fui profissional no meu trabalho, mas nunca me dobrei aos ditames de qualquer empresa. Não preciso rezar a cartilha do grupo para realizar um bom trabalho profissional. Tenho vida própria fora, sou político na essência. Poderia deixar os comentários, que seriam rebatidos pelas pessoas que me conhecem. Mas ia gerar uma animosidade desnecessária. Ah, eu considero ela inteligente, apesar da posição política diferente da minha.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

História escrita por historiador

Pronto! Jornalista por formação e bacharelando em História, já identifico as diferenças entre um livro histórico produzido por um historiador e outro escrito por um jornalista. Um abismo!

As prioridades da segurança


As prioridades estão invertidas em Porto Alegre. 
Mais de 20 soldados da BM, viaturas e motos protegem um boneco inflável no centro de Porto Alegre. 
Você, cidadão, já teve um proteção igual?

O trabalho do jornalista vale mais. Proposta patronal rejeitada

Os jornalistas que participaram da reunião da categoria na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul na manhã desta quinta-feira, 4 de outubro, rejeitaram a proposta de piso de R$ 1.685 e R$ 1.420 para Capital e Interior, respectivamente, apresentada pelos sindicatos patronais. Segundo os participantes, os
valores estão aquém das responsabilidades e da atuação dos profissionais gaúchos. Com a palavra de ordem 'O trabalho do jornalista vale mais', a maioria dos jornalistas que compareceu no encontro entendeu que os veículos de Comunicação têm capacidade financeira para garantir um piso único de R$ 1.750.
Além de rejeitar o que foi apresentado pelos prepostos dos donos da mídia, os trabalhadores querem iniciar uma mobilização junto à sociedade, para mostrar o descaso com a profissão. "Na reunião, lembrávamos que a sociedade não tem acesso às informações da categoria porque estas são sonegadas pelos veículos", comenta o presidente do SINDJORS, José Maria Rodrigues Nunes. De acordo com os jornalistas, o primeiro passo é mostrar a insatisfação através de depoimentos e o uso das redes sociais. Não está descartada a judicialização do acordo coletivo. "Vamos repassar o conteúdo da reunião ao nosso Departamento Jurídico, para análise", explica Nunes.

TVE indenizará jornalista por restrição à liberdade profissional


Por determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), uma jornalista da Fundação Cultural Piratini, que atuava na TVE, será indenizada em R$ 10 mil por danos morais. No entendimento dos ministros, ficou comprovada a ocorrência de cerceamento da liberdade profissional por parte da fundação. O fato que deu origem à ação aconteceu em 2008, quando a jornalista Elisabete Lacerda, segundo o processo, foi afastada do jornalismo político e teve a presença proibida no Palácio Piratini, após produzir matéria sobre a saída da secretária Mercedes Rodrigues da Secretaria de Transparência do Estado, após três meses no cargo. A decisão unânime foi registrada no site do TST.
Conforme a jornalista, com a reportagem sobre a troca de secretários pronta, ela foi informada que a matéria não seria veiculada. Ao ser questionado sobre os fatos à época, Ricardo Azeredo, então presidente da fundação, afirmou que o afastamento ocorreu após análise de “padrão técnico para trabalhar na reportagem política”. A jornalista possuía mais de 15 anos de experiência na área, era concursada e especializada em televisão pela Universidad de Alicante, na Espanha, e formada em Documentários para televisão pela Universty of London e Westminster University, ambas no Reino Unido.
 O tribunal regional considerou que a prova testemunhal provou o dano causado à dignidade profissional da jornalista, caracterizado através da entrevista do então presidente, entendimento que foi confirmado pelo TST. Em 2009, o caso resultou em advertência do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado aos dirigentes da emissora pública.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ainda os 70 anos do Sindicato


Mais informações da janta-baile dos 70 anos de fundação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul no último sábado. Mais de 300 pessoas estiveram no Clube do Comércio, no Centro de Porto Alegre, para jantar, reencontrar colegas e dançar ao som da banda Ego Mecanóide. O ponto alto da noite foi a entrega de medalha a jornalistas, como reconhecimento por sua contribuição à socie
dade brasileira e gaúcha.
A lista inclui o chargista Bier, o editor de Opinião de Zero Hora, Moisés Mendes, o repórter de ZH Nilson Mariano, Ayrton Kanitz, ex-integrante do Conselho de Ética do SINDJORS, o fotógrafo Valdir Friolin, Wanderley Soares, colunista de O Sul, Rafael Guimaraens, editor do Coojornal, José Bicca Larré, cronista do Diário de Santa Maria, Pedro Valério, colunista do Agora, de Rio Grande, Christa Berger, profesora da Unisinos, Elmar Bones, diretor do Já, Enir Grigol, diretora de Comunicação da Fiergs, Renato Dorneles, ex-presidente do Sindicato, Waldir Antonnio Heck, fundador do Jornal da Produção e O Interior, Lucídio Castelo Branco, ex-presidente da Fenaj, José Antonio Dios Vieira da Cunha, diretor de Coletiva.net, Luiz Cláudio Cunha, repórter do caso 'o sequestro dos uruguaios', Ciro Fabres Neto, editor de Opinião do Pioneiro, o cartunista Santiago, Jurema Josefa, chefe de reportagem do Correio do Povo, e Marques Leonan, professor da Famecos.
Na foto, além dos homenageados, estão membros da atual Diretoria e ex-presidentes da entidade. Eu, orgulhosamente, me incluo.
Foto: Wesley Santos/PressDigital
Informações adicionais no site do Sindicato: http://jornalistas-rs.org.br/?pagina=noticia-ler&id=1110

terça-feira, 2 de outubro de 2012

De que lado ficará o STF?

Ao longo da história, o Supremo Tribunal Federal, além de bons serviços, prestou-se também a várias ignominias, chancelando a violação de paradigmas constitucionais.

Breno Altman *

 
O presidente do STF em 1964, Álvaro Moutinho
da Costa, foi à posse de Ranieri Mazzilli na noite do golpe militar, quando o presidente João Goulart ainda se encontrava em território nacional. A corte responsável pela guarda da Carta Magna fazia-se avalista de sua ruptura.

Outra afronta ocorrera quando o Tribunal Superior Eleitoral, em maio de 1947, cancelou o registro do Partido Comunista. Aceitou alegação de que se tratava de organização comandada por potência estrangeira, a União Soviética. O STF indeferiu recurso e afiançou a degola. Deixou-se levar pela mesma intolerância ideológica com a qual refutou habeas corpus contra a extradição de Olga Benário Prestes, em 1936, para ser assassinada na Alemanha de Hitler.

Novamente assistimos, no curso da ação penal 470, publicamente tratada como "mensalão", poderosa tendência a um julgamento de exceção, em pleno regime democrático.

Os monopólios da comunicação exercem pressão para que a corte endosse sua versão e condene a qualquer custo. Mais que preocupação eleitoral imediata, a batalha se trava para legitimar a velha mídia, verdadeiro partido das elites, como senhora da opinião pública, além de impor gravame ético ao PT e ao governo Lula.

Apesar da resistência de alguns juízes, vem à baila comportamento que remonta a práticas inquisitoriais. Jurisprudências estão sendo alteradas por novas interpretações. Magistrados que absolveram o ex-presidente Fernando Collor da denúncia de corrupção passiva, inexistindo ato de ofício, agora apregoam que essa já não é exigência seminal.

Fala-se abertamente em "flexibilização de provas", eufemismo para que condenações possam ser emitidas a despeito da materialidade dos fatos, ampliando de forma quase ilimitada a subjetividade de opinião dos que têm o dever de julgar.

Também apela-se à tese de "domínio funcional do fato". Por esse conceito, pode-se condenar sem provas cabais de autoria, bastando que o cargo do réu, mais evidências latu sensu, corrobore ilação de responsabilidade, na prática eliminando a presunção de inocência.

Essa novidade suscita curiosa comparação. Nos idos de 1933, em Berlim, foi incendiada a sede do parlamento alemão, o Reichstag. Os nazistas, no poder, prontamente acusaram os comunistas. A polícia prendeu o holandês Marinus Van Der Lubbe e três búlgaros pertencentes aos quadros da Internacional Comunista. Entre eles, Georgi Dimitrov, um dos dirigentes máximos da organização.

Os réus foram julgados por uma das câmaras criminais da Suprema Corte, localizada em Leipzig e presidida pelo juiz Wilhelm Bürger. Apenas Van Der Lubbe acabou condenado, à pena de morte.

Apesar de estar convencido de que se tratava de conspiração comunista e da função de Dimitrov, o magistrado considerou que não havia prova contundente que o ligasse, ou a qualquer de seus companheiros, salvo o holandês, à execução do delito concreto.

O processo de Leipzig, embora outras as circunstâncias, impôs fronteira doutrinária para os direitos constitucionais. O STF, ao decidir sobre a ação penal 470, escolherá o lado no qual deseja escrever esse capítulo de sua conturbada história.

* BRENO ALTMAN, 50, é jornalista e diretor editorial do site "Opera Mundi" e da revista "Samuel"

Sindicato convoca categoria para reunião nesta quinta-feira

Em face da intransigência dos patrões e da não aceitação da proposta apresentada pela categoria, a direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul convoca todos os profissionais para nova reunião de negociação. O encontro está marcado para as 13h desta quinta-feira, 4 de outubro, na sede da entidade. O objetivo será avaliar os índices propostos de R$ 1.685 e R$ 1.420 para piso na Capital e Interior, respectivamente. Com validade de um ano, representa 1% e 1,6% de ganho real.
Destacando que a proposta afronta a categoria e rebaixa o Jornalismo gaúcho, o presidente da entidade, José Nunes, aponta a falta de vontade do patronato em negociar. "É importante informar à categoria que os prepostos das empresas rejeitam inclusive qualquer tipo de aumento fora do piso. Para eles, quem ganha um pouco mais deve ter seus salários rebaixados", comenta. A partir da reunião desta quinta-feira, a direção do SINDJORS quer iniciar o planejamento e organizar um calendário de lutas futuras.

Esses presidentes

Muitas vezes, dá uma vontade de brincar com os gremistas, pedindo: "fica Odone". 
Mas posso dar um tiro no pé, pois levarei como réplica um "fica Luigi".
Não tem solução

Vizinhança


Vivo rodeado de animais, embora em meu apartamento só vivam pessoas e plantas. O som me aproxima dos pássaros que cantam no raiar do dia. Estão aninhados nas árvores que me cercam. Dos apartamentos vizinhos, ouço o latido dos cães insatisfeitos com a saída dos donos. Ficaram presos e não devem gostar. Não raras vezes, ouço o barulho de animais nas calçadas agredindo um semelhante. São animais-homens movidos pelo álcool e, por isso, batendo numa mulher acuada. Destes, prefiro o canto dos pássaros, sonoros ao acordar. Não soam mal aos meus ouvidos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Os pingos da chuva

Que bom acordar no primeiro dia de outubro ouvindo os constantes pingos da chuva caírem nos telhados.
Pode ser ruim para quem cedo vai trabalhar, mas é uma sonora melodia aos ouvidos de quem pode ficar mais tempo na cama.
É também uma benesse para nossos campos onde alimentos brotam.
Bom dia, amigos e amigas!

História está de luto. Morre Eric Hobsbawm


Morreu um dos escritores que conduziram minhas leituras antes e mais agora, que faço História. Eric Hobsbawm era e continuará imprescindível.


 

Fonte: Terra
Foto: Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
Crédito: Getty Images


Um dos maiores historiadores do século XX e famoso marxista, Eric Hobsbawm morreu nesta segunda-feira em Londres, aos 95 anos, segundo um comunicado da família divulgado pelo jornal britânico The Guardian. Hobsbawm morreu no começo da manhã nesta segunda-feira no hospital Royal Free de Londres, onde estava internado.
"Ele morreu de pneumonia nas primeiras horas da manhã em Londres", afirmou a filha do historiador, Julia Hobsbawm. "Ele fará falta não apenas para sua esposa há 50 anos, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também por seus milhares de leitores e estudantes ao redor do mundo".
Hobsbawm é autor de quatro volumes considerados definitivos sobre a história dos séculos XIX e XX, abordando a trajetória europeia da Revolução Francesa à queda da União Soviética, entre outras obras.

Sua análise começa com a publicação de Era das Revoluções, que abrange o período de 1789 a 1848. Na sequência vêm A Era do Capital (1848-1875) e A Era dos Impérios (1875-1914). As três obras abrangem o que ele denominou "o longo século XIX".

Em 1994 ele publicou A Era dos Extremos, obra que abrange o período subsequente à Revolução Russa de 1917 e que vai até queda do regime soviético, em 1991. O livro sobre o "breve século XX" foi traduzido para quase 40 línguas e recebeu muitos prêmios internacionais. O historiador Niall Ferguson, colega de Hobsbawm, classificou a obra como "o melhor ponto para qualquer um que queira começar a estudar história moderna.
Em suas obras, Hobsbawm defendeu o poder das ideias de Karl Marx para analisar o mundo comtemporâneo. Seu compromisso com os princípios comunistas o converteram em uma figura controversa, especialmente por sua filiação ao Partido Comunista britânico - que continuou mesmo depois da invasão soviética na Hungria, em 1956.
Anos depois, ele disse que "nunca tentou diminuir o que aconteceu na Rússia", mas que acreditou, durante os primeiros anos de comunismo, que "um novo mundo estava nascendo em meio a sangue, lágrimas e horror: revolução, guerra civil fome. Obrigado ao Ocidente, nós tínhamos a ilusão de que mesmo este brutal sistema iria funcionar melhor do que o Ocidente. Era isso ou nada".
O historiador nasceu em uma família judia em Alexandria, no Egito, em 1917, e cresceu em Viena e Berlim antes de se mudar para Londres em 1933, ano em que Hitler subiu ao poder na Alemanha. Sua trajetória acadêmica começou em Marylebone, passando por Kings College, Cambridge até se tornar professor na Universidade de Birkbeck em 1947, o começo de uma parceria que culminou na reitoria da instituição. Também foi professor convidado na Universidade de Stanford, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e na Universidade Do Poema de Cornel.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Do Poema de Cornel.

Foto: Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
Crédito: Getty Images

domingo, 30 de setembro de 2012

Reencontro nos 70 anos do Sindicato

O bom de tudo é o reencontro. É impagável podermos abraçar forte quem não víamos há muito tempo. Melhor ainda é conversar e até bailar. Aconteceu de tudo ontem e nesta madrugada na festa dos 70 anos do Sindicato dos Jornalistas do RS. Um sucesso! Falamos tanto que até os ausentes foram lembrados. Para o bem, frise-se. Publico fotos clicadas pela colegas Carla Seabra.


Com Marques Leonam, José Nunes, Enir Grigol. Carla Seabra e Márcia Martins


Com Santa Irene Lopes e Márcia Martins

Jornalistas homenageados e ex-presidentes ensaiam pose para fotógrafos

sábado, 29 de setembro de 2012

Vamos, Inter


Daqui a pouco, o colorado vai mostrar se tem bala na agulha contra o Cruzeiro.
Eu acredito. Vamos, Inter!!

Choro pelas crianças

Não esqueçamos: hoje, morreram de fome milhares de crianças em todos os cantos do mundo.
Também merecem o nosso choro.

O efeito das pesquisas

O enredo não muda. A cada eleição, as pesquisas encomendadas pelos veículos inflam uma candidatura, induzindo a possibilidade de decisão no primeiro turno. Tem gente que vai na onda. Depois, na véspera do pleito, fazem um ajuste. O argumento é que a militância de outra - ou outras candidaturas - acordou. E dá segundo turno.

Ana

Ana, te amo.
Ou será meu amo,
que movido por
sentimento menor,
te ama, Ana?

Vai e volta

Cansa o vai e volta.
Melhor é quem fica
sem retorno prever.

Ah, os ventos

Ventos uivantes
passam dilacerantes.
Levas tristezas,
trazes esperança
de dias andantes.

Na madrugada

É madrugada de uma noite agradável. Acordei e os olhos não querem fechar mais. Aí me deu uma saudade desde doce vício que abandonei por alguns dias por conta de estudos intensivos. Ainda tenho uma prova hoje à tarde e preciso revisar conteúdos.
Assim, esta visita aqui tem o objetivo de mandar um abraço forte em tod@s, desejando-lhes uma ótima sexta-feira. Até mais!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Oportunismo político

Os partidos políticos teimam em apresentar aos eleitores candidatos a vereador identificados com apenas uma causa e não como um todo. Ontem, no Beira-Rio, me vi rodeado de cabos eleitorais de ex-jogadores como Fabiano, Jair (apresentado como príncipe Jajá) e Canhotinho (não é do meu tempo). Até o popular personagem Fanático (vai aos jogos com pintura extravagante) é candidato.Tinha um com um banner em que o ex-presidente colorado Fernando Carvalho o indicava. Não cola comigo. Sou partidário e voto em candidatos identificados com toda a cidade, que tenham conteúdo e projeto. Os citados até podem fazer um bom papel se eleitos, mas não é esta a regra.

domingo, 23 de setembro de 2012

Vencendo o Bahia e o vento gelado


O vento gelado que vinha do Guaíba foi compensado com a vitória quente do Inter no Beira-Rio. Não foi uma atuação de luxo, mas mostrou um colorado comprometido desde o início, sob a batuta do garoto Fred, que fez o primeiro gol. Forlán (de cabeça) e Damião (golaço de fora da área) completaram. Lamento o gol sofrido no final, mostrando uma deficiência crônica do Inter. Agora, vamos em busca de seis pontos fora de casa. Vamos, Inter.

Necessário debate sobre o Jornalismo

O jornalismo e a reportagem estão mortos? Esta foi a pergunta que marcou o debate “Tempo de reportagem e o papel do jornalismo”, ocorrido na última quinta-feira (20), no Barão de Itararé, em São Paulo. Audálio Dantas, jornalista e escritor; Ricardo Kotscho, jornalista da TV Record e autor do blog Balaio do Kotscho; e Natalia Vianna, da Agência Pública.

Por: Felipe Bianchi, no sítio do Barão de Itararé

Eles discutiram a influência da Internet, a crise da mídia tradicional e o esvaziamento político da profissão no Brasil.Na opinião de Audálio Dantas, os veículos independentes exercem um papel fundamental no jornalismo atual. “ A mídia alternativa tem uma função parecida com a que veículos como Opinião, Movimento, entre outros, tinham durante a ditadura, ainda que estejamos em um período de democracia”, diz. No entanto, Dantas ressalta que a realidade democrática ainda não é a ideal: “Às vezes esquecemos que rádios comunitárias são discriminadas descaradamente, por exemplo. A sociedade tem que dispor de instrumentos para que trate de defender seus interesses, que é o direito à comunicação”.
Audálio Dantas, hoje aos 80 anos e membro do Conselho Consultivo do Barão de Itararé, presidiu o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo durante a ditadura militar e também foi deputado federal. “Havia uma luta cerrada, pela qual dediquei meio mandato parlamentar meu, contra a concessão de canais de televisão e rádio a parlamentares ou seus laranjas. São concessões públicas, de propriedade do Estado, usadas indevidamente não só por políticos e seus interesses paroquiais, mas também usadas indevidamente por grandes grupos de comunicação”.
Ricardo Kotscho, que também exerceu a profissão de jornalista sob a vigilância dos censores da ditadura militar, afirma: “Se a reportagem está morrendo eu não sei, mas nós continuamos vivos, porque nos fazemos esta pergunta a mais de 30 anos”. O jornalista destaca a importância da questão do controle da informação pelos donos de grandes veículos no Brasil, afirmando que “o tema é fundamental para a democracia no país. No entanto, Kotscho dispara contra a apatia que aflige as redações nos dias de hoje.
“Apesar de vivermos em um período democrático, eu acho que o controle da informação é maior hoje do que no tempo da censura. Quando eu trabalhava em uma grande redação, durante a ditadura, nós, jovens repórteres, tínhamos plena autonomia para elaborarmos pautas, escrever e editar. Hoje, não há liberdade de pauta, nem liberdade para escrever ou editar. Essa é a grande contradição que eu vejo no jornalismo atualmente”, diz.
Além de elogiar a carreira de Audálio Dantas e seu livro Tempo de reportagem – lançado oficialmente durante o debate –, Kotscho destacou que já não vemos muito mais reportagens como as feitas por Dantas. Ele lembra que a classe jornalística tem sua parcela de culpa: “Quando os censores saíram das redações, parece que os jornalistas deixaram de lutar e de enfrentar a situação. Tem que haver luta nas redações, que não pode se esvaziar”.
O jornalismo após a Internet
Parte de uma nova geração de jornalistas, Natalia Viana garante que a crise é da indústria da comunicação e não do jornalismo. “Nunca estive em uma grande redação, mas ao longo de 12 anos consegui fazer reportagens que tiveram repercussão e foram consideradas boas por muita gente. Por que isso? Porque o mercado está em uma crise profunda, em grande parte alavancada pela Internet”, diz.
De acordo com ela, vivemos um momento de renovação do jornalismo: “A indústria está em crise eu não tenho a menor dó dela. Isto possibilidade outras formas de se fazer jornalismo crítico. A morte da mídia tradicional e dos jornais impressos não significam a morte do jornalismo, pelo contrário”. Em sua avaliação, devemos buscar novas formas de fazer, organizar, experimentar, financiar e difundir a reportagem. “É isso que fazemos na Agência Pública e que vem pipocando no Brasil e no mundo”, diz.
O problema, para ela, é que os grandes veículos não querem abrir mão de seu poder, mas o caso Pinheirinho, diz, é um exemplo de como o cenário mudou. “A mídia alternativa vem sendo referência do que é informação, como no caso do Pinheirinho. O caso marcou um momento importante para o jornalismo. Já houveram muitas desocupações violentas como a do Pinheirinho, mas isso nunca havia chegado no Jornal Nacional e nas capas do Estadão e da Folha. A cobertura consistente dos veículos independentes e de cidadãos que estavam no local forçou que o assunto não fosse ignorado”.
Democratização da comunicação
Audálio Dantas aproveitou a ocasião para falar sobre a importância da criação de um novo marco regulatório para as comunicações. Ele apontou a grande concentração dos meios de comunicação como um dos maiores problemas para a democracia brasileira. “Sempre houve uma oposição muito grande dos donos dos meios de comunicação em relação a este tema, que é um dos principais problemas que cerceia a liberdade de expressão no país. Essa concentração provoca a defesa de interesses de grupos e não do interesse público”, diz.
O jornalista também critica a apropriação da bandeira da liberdade expressão pelos grandes conglomerados do setor: “A liberdade de imprensa é um escudo que os empresários usam toda vez que se ameaça o enorme poder dos grandes veículos. Na verdade, deviam chamar liberdade de empresa”.
Kotscho endossou a necessidade de democratizar a comunicação, ressaltando a partidarização da grande mídia brasileira. “A liberdade de imprensa é um negócio para meia dúzia de famílias que controlam veículos de comunicação e, pior que isso, estes meios transformaram-se em verdadeiros partidos”.
Audálio lança livro
Audálio Dantas, cujas reportagens já receberam diversos prêmios ao longo de sua carreira, aproveitou a ocasião para lançar oficialmente seu livro Tempo de reportagem (Editora LeYa). A obra compila diversas reportagens escritas pelo jornalista, incluindo matérias que ainda não haviam sido publicadas em livros anteriores. Além da íntegra das reportagens, Dantas conta a história de cada uma das matérias – como foi feita, quais eram as expectativas sobre os acontecimentos e os resultados da publicação.

Dias

Um dia
Dia outro
Nenhum dia
Encanto
Paixão
Desencanto

Nenhum dia

Dia outro
Um dia
Desencanto
Paíxão

Encanto

Ame

Ame
m
e

muito
u
i
t
o

sem
e
m

limite
i
m
i
t
e

Longe

Estavas longe quando mais perto cheguei.

Não houve amor

Minha letra, quem diria, um dia te encantou.
Minhas ideias, pense bem, te abriram a boca.
Meus olhos, veja só, sempre te perturbaram.
Meu coração, por ti pulsando, não foi escutado.
Houve encanto, admiração. Só não houve amor.

Meu olhar

Pensas que te esqueci,
que te atirei num canto.
Entenda que meu recuo,
sem sentido no infinito
do teu pensamento só,
ganhará recanto em nó.
Terá que acontecer lá,
somente lá, no lugar
onde um dia te encantei
com um canto sem verso,

sem rima e embalo.
Mas terno pelo olhar
meu nos olhos teus.

sábado, 22 de setembro de 2012

Homenagem a Betão Andreatta


 Com a presença de familiares, jornalistas e amigos, foi inaugurada hoje pela manhã a praça Humberto Andreatta, o Betão, no Bairro Vila Nova, em Porto Alegre. Com orgulho, está registrado JORNALISTA, profissão que ele abraçou com vigor, ética e comprometimento com sociedade.

                               A família orgulhosa

Conversando com o inverno

Sei que estás saindo de mansinho. Com medo da xingação. Nos anos anteriores, foste irregular, instável. Nos últimos três meses em que reinaste no Rio Grande do Sul, exageraste na dose. Em vez de frio permanente, nos ofereceste de tudo. Um frio glacial por uma semana e, a seguir, verão. Sim, calorão fora de época. E, para completar a festa, mandaste temporais e ventanias que estragos provocaram . De nada adianta insinuares com um friozinho meia-boca quando estás te retirando.
Não deixas saudade, inverno. Está todo mundo esperando por tua sucessora. A primavera chega amanhã, com bons presságios.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Um olhar para dentro

Minha amiga Themis Groisman Lopes escreveu hoje em Zero Hora um belo artigo tratando da solidão. "Um olhar para dentro" sugere como agirmos numa sociedade globalizada como a atual. Reproduzo aqui o artigo para quem não o leu no jornal. Vale a pena. Parabéns, Themis, por mais esta lição.
 
THEMIS GROISMAN LOPES*

"Nenhum homem é uma ilha", escreveu o poeta inglês John Donne. Na verdade, homem algum nasceu para viver só. O ser humano é gregário por natureza. Desde sua concepção exige a participação de duas pessoas. Durante o desenvolvimento uterino há uma estreita relação mãe-bebê. Na primeira infância, a criança necessita dos cuidados e afeto de outra(as) pessoa(s) para desenvolver-se. No início da fase escolar, é feita a socialização com a aquisição de amiguinhos, brincadeiras comunitárias e uma professora atenta e protetora. Em cada etapa de nossas vidas, é necessária a presença de outrem.
No entanto, o que notamos nos dias atuais é um acentuado sentimento de solidão nas pessoas. Nos consultórios médicos, a queixa principal, na gênese de vários quadros mórbidos, é a solitude. As mídias noticiam um aumento significativo na adoção de gatos, além do amor manifesto em relação aos cães.
Existem pessoas que dizem preferir animais aos humanos, como ouvi numa fila de banco, um idoso que falava com convicção: prefiro meu cachorro às pessoas, pois sei que ele jamais me trairá. Outro aspecto notório é a adesão cada vez maior às redes sociais. Seria uma forma de esconder a solidão, fazendo de conta estar acompanhado. Afinal, tem tantos amigos, troca tantas mensagens carinhosas, ocupa tanto de seu tempo livre. Às vezes, é a única maneira encontrada para elevar sua autoestima. Outros usam o chavão: antes só do que mal acompanhado. Isso é uma negação.
O que existe hoje é uma sociedade globalizada pelo uso cada vez maior de novas tecnologias, distanciando as pessoas do relacionamento pessoal. Ao lado disso, há uma insegurança grande em relação à violência, ao abandono das escolas, ao caos na saúde. Temos, então, a solidão gerada pela ausência de pai/mãe protetores. Seria o desejo de um regime patriarcal, no qual todas as necessidades são supridas. Também uma compulsão desenfreada ao consumo, onde o que vale é ter e não ser.
Até quando nos sentiremos sós? A resposta é a necessidade de uma reflexão interna e uma radical mudança de valores. Não será o homem com sua inteligência e sua capacidade de raciocinar capaz de participar efetivamente como um elemento agregador e solidário. Só um olhar para seu interior, com consciência e percepção, será capaz de promover uma mudança pessoal e coletiva.
A melhor definição de solidão que já li foi atribuída a Chico Buarque, mas segundo outras fontes, a autoria é de Fátima Irene Pinto: "Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos, em vão, pela nossa alma".

*Psiquiatra


Araújo Vianna reabriu

O colega jornalista Juarez Fonseca fala da reabertura do Auditório Araújo Vianna. Tem autoridade.
  Foto: Andréa Graiz / Agência RBS
UMA NOITE HISTÓRICA
@ Reabertura do Auditório Araújo Vianna foi em clima de celebração

Mesmo correndo o risco de desgastar ainda mais o conceito de "histórico", não encontro outra palavra para falar do espetáculo deste 20 de setembro. Lotadaço por um público heterogêneo e de plena cumplicidade com a festa, o quase cinqüentenário auditório que esteve fechado durante sete anos, viveu uma noite de suas noites memoráveis. Os shows, com quase trinta nomes da música porto-alegrense, mais os instrumentistas das duas bandas de base, trouxeram à tona uma respeitável trilha-sonora, com as pessoas cantando junto a maioria das músicas. Algumas delas: Vento Negro, Berlim-Bonfim, Não Me Mande Flores, Pampa de Luz, Faz a Cabeça, Sob um Céu de Blues, Surfista Calhorda, Bebendo Vinho, Asa Morena, Nuvem Passageira, Mais uma Canção, Sinal dos Tempos, Horizontes... Em termos de produção, tudo funcionou como um relógio, mesmo que cada música tivesse um intérprete diferente. E para manter a tradição do Araújo, houve até uma pequena manifestação de protesto - não entendi bem contra o que ou quem, mas imagino que contra a "privatização" do Auditório. Nico Nicolaiewsky e Tonho Crocco responderam à altura pelo desrespeito aos artistas e à música. E vou mencionar aqui apenas mais um nome: Carlos Caramez, que coordenou em silêncio o processo de recuperação do Araújo Vianna.

Feliz Dia da Árvore

21 de setembro, Dia da Árvore. Plante uma.
Se já tiver plantado, regue-a. Depois, preserve-a.
Ela é importante para ti e para teus descendentes.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

De brincadeira

O sol brinca comigo,
vem e vai, espia,
aparece e se esconde.
Culpa delas, as nuvens.

Olha o sol

O sol mostra seu brilho na cidade.
Chegou de mansinho, entre nuvens,
e agora é dono absoluto do céu.
Bem-vinda foi a chuva,
mas exagerou e foi embora.

Praça terá o nome do jornalista Humberto Andreatta


A partir do próximo dia 22 (sábado), a Vila Nova, em Porto Alegre, passa a ter uma praça que homenageia o jornalista Humberto Andreatta. Localizada na rua Gervásio da Rosa com João Francisco Barbos
a, Zona Sul da cidade, a praça é referência importante para a comunidade, sendo utilizada para lazer, contando com equipamentos infantis e quadra poliesportiva já instalados. A escolha do homenageado partiu da iniciativa de amigos e admiradores do jornalista Humberto Andreatta. Referência de Jornalismo ético, investigativo e comprometido com o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária, 'Betão' exerceu vários cargos, de repórter a editor, passando pelas funções de redator e chefe de reportagem, sempre preocupado em revelar as dificuldades que enfrentam os setores menos favorecidos da sociedade.
Andreatta nasceu em 8 de fevereiro de 1950 em Sarandi, interior gaúcho, e morreu em sua casa em Porto Alegre, no início da tarde do dia 4 de novembro de 2007, aos 57 anos. O evento integra o calendário de celebrações alususivas ao aniversário de 70 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul. A cerimônia acontece no Jardim São Jorge, no dia 22 de setembro, a partir das 10h. A iniciativa é do vereador Adeli Sell.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Deputados homenageiam 70 anos do Sindicato dos Jornalistas


Orgulho. Este sentimento brotou no coração de dirigentes sindicais e jornalistas hoje durante a homenagem da Assembleia Legislativa gaúcha aos 70 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul. No Grande Expediente Especial, comandado pelo presidente Alexandre Postal (PMDB) e proposto pelo deputado Valdeci Oliveira (PT), todos os representantes dos partidos destacaram a impor
tância da luta do sindicato em vários momentos históricos do Brasil, pelo qual passaram muitos ex-presidentes presentes na solenidade. O presidente atual, José Maria Rodrigues Nunes, recebeu um placa em homenagem à entidade e aos ex-presidentes foi outorgada a Medalha da 53ª Legislatura. Receberam a condecoração Lucídio Castelo Branco, João Borges de Souza, Antônio Oliveira, Vera Spolidoro, Celso Schröder, Jorge Correa e José Carlos Torves (representado por Léo Nuñez). Lauro Hagemann foi impedido de comparecer por motivo de doença.
Quando olhei para a medalha, vi cada luta da qual participamos e dos companheiros e companheiras que sempre estiveram junto. Meu olhar para aqueles que já não estão mais ao nosso lado, mas que estão vivos pela batalha que travaram. Não cito nomes para não pecar pela omissão. Quem quiser, faça.

Mais informações no site da AL: http://www2.al.rs.gov.br/noticias/ExibeNoticia/tabid/5374/IdOrigem/1/IdMateria/276942/language/pt-BR/Default.aspx

Foto: Marcelo Bertene/ agência ALRS

domingo, 16 de setembro de 2012

Fernandão atira



Fernandão pode ter parcela de culpa na campanha colorada, mas hoje ele fez, na entrevista coletiva, um diagnóstico parecido com o meu e com os demais que estavam no estádio. Ele vai mexer e não será em guris como o Fred, que segundo ele chamou a responsabilidade, enquanto os medalhões caminhavam em campo. Vamos ver. Sou Inter sempre!

Vejamos algumas de suas posições:

" Independentemente de ser eu ou outro (treinador), chegou ao momento de estar lá dentro e escolher a dedo. Quem não quiser, que a direção dê férias e continue pagando ": Fernandão

Para “já”, Fernandão almeja não só mudança de postura do grupo colorado, mas também da mentalidade. Diagnosticou as atuações irregulares por um sentimento de “zona de conforto”. E disse que “chegou ao limite”.

- Entra

mos em uma zona de conforto. Ela tem que acabar. Já tínhamos diagnosticado isso há um tempo. Hoje foi uma resposta bem clara. A culpa é toda minha. É difícil chegar à beira de campo do Beira-Rio e rezar para saber qual time estará em campo. Ou sai da zona da conforto ou começa a trocar as peças - frisou.

A indignação toda de Fernandão culminou ao final do primeiro tempo contra o Sport, quando o time mostrou apatia e saiu do gramado com 2 a 0 contra, sob vaia das arquibancadas. Segundo o treinador, o sentimento naquele momento foi só um: “vergonha”.

- Tive vergonha, a torcida tinha razão naquele momento. Era de se vaiar, xingar. Queria estar em qualquer lugar da terra, menos onde estava - confidenciou.
Fernandão, inclusive, alentou para uma mudança de postura do comandante:

- Não sei se o Inter precisa de um treinador amigo nesse momento. Se for preciso, serei inimigo deles para fazer esse time jogar.


Fernandão sabe está sob pressão. Nem mais tem a certeza de que permanecerá até o final da temporada. Mas garante que não abandonará o cargo.

- Independentemente de ser eu ou outro (treinador), chegou ao momento de estar lá dentro e escolher a dedo. Quem não quiser, que a direção dê férias e continue pagando. Falo isso para que o time ganhe indignação. O Inter tem qualidade imensa, precisa brigar pela ponta de cima. Nos anos 70 ganhava, quem tinha técnica ganhava. Hoje, quem tem técnica, mas não tem mentalidade e físico não ganha nada. Tem que ter algo a mais – decretou.

O tom das respostas foi forte até o final. Na última questão, reiterou que havia chegado ao limite.

- Chegou ao meu limite. Poxa, consegui fazer com que o time tenha uma disposição que queria.
E depois levo um tapa na cara como foi no primeiro tempo de hoje – reclamou, pegando uma garrafa d’agua e deixando a sala de imprensa.



Costela com moranga


Neste dia de chuva, o negócio é comer em casa. O prato principal do almoço já sendo preparado na panela de ferro. Uma delícia esta costela com moranga. Depois é só escolher as saladas...

FIJ propõe à ONU medidas de proteção aos jornalistas

Entre os dias 5 e 9 de setembro, o presidente da FENAJ e da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe (Fepalc), Celso Schröder, participou de uma comitiva internacional em agenda oficial na ONU, em Nova York. No dia 7, a delegação, chefiada pelo presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ,) Jim Boumelha, entregou ao presidente da Assembleia Geral da ONU, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, documento reivindicando medidas de proteção aos jornalistas. A iniciativa foi deliberada no Seminário Internacional Jornalismo e Direitos Humanos, realizado em janeiro deste ano, no Catar.

Na visita à ONU a FIJ lançou uma campanha de proteção e segurança dos jornalistas. "O assassinato de jornalistas continua a aumentar em todo o mundo, apesar da multiplicidade de instrumentos internacionais, leis internacionais de direitos humanos universais, as leis de direitos humanos, convênios, declarações e resoluções que são simplesmente ignoradas por muitos governos", considerou Jim Boumelha. "Nossa mensagem para a Assembléia Geral é a utilização de quaisquer mecanismos que tem em seu poder para forçar os Estados membros a cumprirem rigorosamente a sua responsabilidade sob as leis internacionais para proteger os jornalistas e acabar com a impunidade", complementou.

Desde que o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução 1.738 sobre a segurança dos jornalistas em áreas de conflito e a impunidade, mais de 600 jornalistas morreram, a grande maioria deles assassinados em seus próprios países.

Em entrevista coletiva à imprensa após o encontro, Al-Nasser apoiou a campanha. "É inaceitável que jornalistas sejam assassinados todos os anos, mas os assassinos muitas vezes prossigam livres", disse, conclamando “todos os amantes da paz, os Estados membros, os atores da sociedade civil e do setor de mídia para apoiarem a aprovação da recomendação da conferência [de Doha]".

As recomendações resultantes da Conferência de Doha, foram distribuídos pelo presidente Al-Nasser a todos os 193 membros da ONU. Entre outras questões é recomendado que a ONU desenvolva novas ferramentas de relação com os Estados membros, com a aceitação de uma obrigação permanente de proteger os jornalistas, a adoção de reformas de seus mecanismos e procedimentos, tais como através de organizações regionais de segurança, ampliando os mandatos dos relatores especiais e os órgãos competentes, maior acompanhamento, inspeções e sanções obrigatórias, além da criação de uma unidade para acompanhar casos de mídia no Conselho de Direitos Humanos.

"Precisamos de uma ação renovada pela ONU para começar a forçar os Estados membros a aplicarem as disposições atuais, mas também para desenvolverem novas ferramentas. Está claro que a abordagem incremental provou-se insuficiente e a FIJ liderará movimentos para tapar os buracos que a impunidade permitiu o florescimento", acrescentou Boumelha.

Outra iniciativa da FIJ na ONU é o lançamento, pela UNESCO, de uma consulta sobre um novo Plano para Segurança de Jornalistas e combate à impunidade.

Perseguição a jornalistas e o papel da grande mídia

 
Nos dias 1° e 02 de setembro a Federação Latinoamericana de Jornalistas (Felap) realizou, em Caracas, na Venezuela, seu XI Congresso com o tema "Nossa comunicação não será censurada”. Os debates concentraram-se principalmente no aumento da violência contra jornalistas na América Latina e na disputa que os grandes conglomerados de mídia vêm travando com governos democraticamente eleitos nas últimas décadas na região.

Ao final do evento foi aprovada a "Declaração de Caracas” . O argentino Juan Carlos Camaño foi reconduzido à presidência da FELAP e o diretor da FENAJ e o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Londrina, Ayoub Hanna Ayoub, foi eleito para a Vice-presidência Brasil da entidade.

Com informações da FIJ/Ásia e da FELAP

Chuva em jogo do Inter

Chuva volta a cair forte em Porto Alegre. Tinha que ser em dia de jogo do Inter, quando os ingressos tiveram o preço reduzido para lotar o estádio. Ou melhor, o que resta dele.
Aconselha-se maior cuidado com o Jornalismo. Título de matéria do Terra diz:

"Jornal: derrota de Fla para Grêmio aproxima Dorival de Palmeiras"
Pronto, não precisa nem jogar: o Flamengo já perdeu. Menos mal que, no lead da mátéria, o repórter escreveu:

"O Palmeiras sondou Dorival Junior e ouviu do Flamengo que o treinador pode ser demitido neste domingo caso perca para o Grêmio, segundo o jornal Folha de S. Paulo."

Bem diferente do título, seu editor!

O coração

Traga o coração junto 
com teus olhos,
comteus lábios 
e com tuas mãos.
Sem ele, 

não me enxergarás, 
não me beijarás 
e tampouco me tocarás.

sábado, 15 de setembro de 2012

Jornalismo irresponsável

A irresponsabilidade e falta de respeito de setores da mídia segue. É o que podemos deduzir do comentário do sempre atento Mario Marona em seu mural no Facebook:

Na primeira do Globo:
"Dilma sem agenda:
Fui para Porto Alegre, tchau"
Dilma viajou às pressas para o Sul a fim de visitar o ex-marido e pai de sua filha, Carlos Araújo, que está hospitalizado.
Mas o fechador da primeira página do Globo achou que era motivo para fazer uma piadinha.



O jornalista minimamente informado sabe que o Carlos Araújo tem câncer. O sujeito que fez a brincadeira, com certeza. Mas optou pelo que pior existe no jornalismo.

Parabéns, Grêmio


Eu passo os dias ligado em ti, embora muitos digam que somos eternos rivais. Até inimigos. Não é bem assim. Nasceste antes, mas desde o momento em que nos cruzamos não deixo de falar de ti. E tu de mim. Somos tão ligados que temos até um apelido - Gre-Nal - que nos une. Um levanta o outro. Quando estás bem, estou mal. E vice-versa. Por meio deste apoio recíproco - meio inconsciente -, conquistamos o Brasil, a América, o Mundo. Em épocas diferentes, é claro, mas sempre com um na cola do outro. Preciso dizer, para não burlar a história: só não te segui na segunda divisão. Mas este é um papo que não vou alongar no teu dia. Parabéns, Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense pelo aniversário. Vida longa, pois assim eu também terei.
Sport Club Internacional
Homenagem de um colorado a todos os gremistas de todos os rincões deste mundão. Afinal, nós dois somos internacionais!
Foto: com a amiga Ana Paula Tussi Leite, em Montevidéu, em 2009

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pois eu tenho esta mania de resgatar os encantos do passado.
Na primeira vez, te encontrei encolhida num canto. 

Do mundo, tinhas medo. 
Fugi de tua mocidade. 
Evitaste meu ímpeto.
Na segunda vez, te encontrei abatida num manto. 

O mundo evitavas. 
Encarei teus vacilos. 
Evitaste novamente meu ímpeto.
Na terceira vez, continuarei a resgatar 

os encantos do passado, encohido num canto.
Em prantos.

Falo e olho

Falo, calo.
Encaro no
embalo do
sorriso teu.

Olho, fecho
o olhar no
desconsolo
do desvio teu.

Coração pulsando

E, se de ímpeto, invado teu coração? Ele pulsa ligeiro, parece pular de teu peito. Não é uma invasão qualquer, de soslaio. Foi planejada, pensada no tempo. Porque, como eu, também tu ocupaste o lado esquerdo de meu peito. Ele salta como o teu, forte, sem compasso. Só falta meus olhos encararem os teus e meus braços te envolveram num abraço sem fim. Então, serei teu. E minha serás.

Noite chuvosa

No barulho desta chuva, que cai forte nos telhados, meus olhos teimam em ficar abertos.
Trovoadas lá fora e relâmpagos que adentram meu quarto ajudam a afastar o sono.
Vou curtir o tempo ruim mais um pouco. 

Depois, chamarei o rebanho de ovelhas para que eu possa contá-lo.
Boa noite para quem ainda este de olhos abertos .