Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
domingo, 10 de junho de 2007
Elogios a nós, torcedores colorados
PC Vasconcelos - SportTV - Globo.com
Tão brasileiros quanto qualquer outro brasileiro, os gaúchos têm ministrado aulas de como torcer nos últimos tempos. Nada mais emocionante do que ver uma partida do Internacional ou do Grêmio. Ao contrário de alguns, eles não param de incentivar a equipe e demonstram uma tolerância com o jogador médio - até mesmo o ruim - inimaginável em outros estádios.
Não estou a pregar o torcedor acrítico. Muito pelo contrário. Que seja cada vez mais crítico, mas não confunda ser crítico com mau-humor ou ranzizice.
O que a torcida do Internacional fez na noite de quinta-feira pode servir de lição para outras tantas torcidas. Mau-humorados e doentes do fígado pregam que o título da Copa Sul-Americana é menor. Não é não !. Título ruim é o protestado. Na fria - gélida - noite de Porto Alegre, com transmissão pela tevê, a torcida do Inter não quis saber. Foi ao estádio e fez o seu papel.
Seria muito bom - e aqui vai um sonho - que torcedores de outros times refletissem sobre o comportamento adotado pela torcida colorada. Virou parceira de uma equipe com vários jogadores limitados, mas jamais deixará de ser crítica. O mesmo se aplica ao pessoal do Grêmio. Entre proferir o orgulho de torcer por aquelas cores e o insano mau-humor, a opção é sempre pela primeira.
É assim que se chega aonde quer.
Veja "Além do Cidadão Kane"

O avanço da Internet significa, definitivamente, o resgate de nossa memória. Não fosse essa evolução não teríamos à disposição vídeos como Além do Cidadão Kane, documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial -, que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão com o cenário político brasileiro. Ali estão os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. Revelam o apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora global.
Observa-se a criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana. Quem puder assistir, verá depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. Ou seja, todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane. Especialmente, jornalistas como eu.
Está no Google Video:
http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038
Venezuela: liberdade de expressão?

Tenho lido barbaridades a respeito da não-renovação da concessão à emissora de televisão RCTV pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. A grande mídia chama esta atitude de "atentado à liberdade de expressão", sem assinalar que os canais de rádio e televisão são bens públicos administrados por empresas privadas por meio da concessão do Estado. Não li em nenhum veículo qualquer menção à cassação de concessões nos Estados Unidos (centenas!!!!!), no Japão, na Europa ou em qualquer outro País considerado "democrata" pela nossa imprensa nos últimos anos.
Além disso, todos ocultam que o golpe militar contra Chávez em abril de 2002 teve a participação ativa da RCTV, ao lado de grande empresários e latifundiários. Existem na Internet diversos vídeos e artigos provando a participação da emissora no golpe que decretou o fim do mandato de parlamentares e destituiu juízes. Pergunta: o que fariam estes mesmos empresários da comunicação se alguns de seus colaboradores decidissem fazer greve ou adotassem outra atitude que interrompesse a programação de suas emissoras ou a edição de seus jornais e revistas? Rua, certamente.
Pois bem: Chávez, com todos os defeitos que reconheço, exerceu um direito que era seu. A emissora participou do golpe para derrubar um presidente eleito democraticamente e continuava agindo na mesma direção. Renovar a concessão ou não é um direito do governante. Isso é fato, ignorado solenemente pela grande mídia. Não é novidade ...
sábado, 9 de junho de 2007
Tríplice Coroa - meu Inter

DÁ-LHE INTER!
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CAMPEÃO DA RECOPA 2007!
Libertadores 2006 x 2007

Até o momento, o Porto-Alegrense (nome verdadeiro do clube da Azenha) somou 19 pontos, resultado de seis vitórias, cinco derrotas e um empate. Se ganhar as duas da final - algo que considero impossível - chegará a 25 pontos. Conclusão: esta Libertadores foi mais fácil do que a anterior.
Mais: em algum momento, o saldo obtido numa eventual vitória gremista em casa não será suficiente para superar aquele de uma derrota certa fora de seus domínios. Que seja na final, torcem os colorados secadores.
Eu quero votar
A jovem colega, recém formada, se aproxima vibrante da urna instalada no terceiro andar de uma redação jornalística de Porto Alegre e pede, em alto e bom som:- Eu quero votar.
Com o sorriso estampado no rosto, o veterano jornalista, já aposentado, entra no conjunto 133 de um edifício localizado na área central da Capital e afirma, com voz firme:
- Vim cumprir minha obrigação.
Escolado por anos de militância no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, não escondi a emoção ao presenciar estas duas cenas na eleição para renovação da Diretoria da entidade, realizada com sucesso entre 26 e 28 de março. Conhecia a disposição de boa parte dos colegas em participar dos eventos de sua entidade, mas dividia com os 29 companheiros de chapa o temor de que a crise e o ataque que o Jornalismo vem sofrendo nos últimos anos pudessem interferir na motivação dos eleitores.
No entanto, a categoria chegou às urnas ainda mais motivada. Aquela jovem jornalista do jornal Zero Hora e o aposentado que driblou seus 77 anos para votar na sede do Sindicato tinham objetivos comuns: defender o diploma para exercício da profissão, lutar pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ), brigar por salários mais justos, pela ampliação de vagas nas redações e por políticas que preservem a saúde do trabalhador jornalista. É pouco? Não, o Sindicato no qual eles apostam e agora é liderado por José Nunes continua lutando para manter conquistas históricas e abrir espaço para outras.
Por estas razões, eu e os companheiros de direção, eleitos e empossados no dia 28, estamos ainda mais motivados para ampliar as lutas travadas nos últimos anos sob o comando de José Carlos Torves. A presença de 701 votantes nas eleições– a maioria dos quais nos confiou o voto – funciona como impulso diante dos desafios dopróximo triênio. Com certeza, não seremos apenas representantes da jovem estudante, do colega aposentado e dos 665 companheiros que cravaram um X na cédula onde aparecia a relação da chapa Linha Direta. Nosso esforço está concentrado em toda a categoria, sem qualquer distinção. Vamos lutar juntos, com certeza.
Leitor repórter
Jornalista trabalhador
Dia dos trabalhadores, dia de jornalista trabalhando. No 1º de maio de cada ano, com raras exceções, esta é a rotina dos companheiros que atuam em jornais, televisões, rádios e Internet. Muitos profissionais da mídia são escalados para cobrir protestos, festas e folgas de colegas de outras profissões, que cruzam os braços neste dia consagrado a lembrar os oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago, EUA, em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano.No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em 1925, com uma denominação - Dia do Trabalho - que, ao longo dos anos, acabou desvirtuada do seu propósito. Quem não lembra das festas e das confraternizações promovidas por governos ditatoriais e por empresas, com o claro objetivo de ganhar a simpatia de servidores e funcionários? Seguindo o caminho adotado pela maioria dos sindicatos ligados à CUT, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul adota a denominação 'Dia do Trabalhador', aproveitando para protestar contra os baixos salários, jornadas de trabalho extenuantes, perda de direitos e uma série de irregularidades que contrariam a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT - e a própria Constituição brasileira. Portanto, não é dia para festa.
A direção do Sindicato também entende que os jornalistas são tão trabalhadores quanto os profissionais de outras categorias e, portanto, sujeitos aos mesmos atropelos praticados por alguns grupos empresariais ou pelos poderes públicos. Na hora da pauta - seja para manifestações ou festas - é recomendável aos companheiros jornalistas refletirem sobre o importante papel social que representam perante a sociedade. E olhem também para o cenário em que atuam.
Leia este artigo e mais informações no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais/RS:
www.jornalistas-rs.org.br