sábado, 11 de agosto de 2007

MEU PAI


Meu pai Otacílio, habitante do Céu - do contrário seria uma baita injustiça - quero te render uma homenagem neste Dia dos Pais. Sabes, como eu, a comemoração é comercial e que eu lembro de ti todos os dias. Velho, foste mais cedo do que eu esperava, mas sei conseguiste cumprir em tua passagem aqui na Terra o que todo homem valoroso pode almejar. Trabalhador consciente, marido correto, pai amoroso e presente e colorado com convicção. Desde que tu partiste, sinto um vazio. Mas sei que estás sempre presente no meu coração, no de minha mãe, de teus outros filhos e dos netos.
Pai, fui muito feliz e senti muito orgulho em estar ao teu lado. Te amo muito e quero estar perto de ti num futuro próximo. Hoje, teu neto Marco almoçará e depois irá no jogo do nosso Inter comigo.
Uma vitória sobre o Goiás será dedicada a ti, meu querido pai. Meu Amado!!!

Contratação ágil. Tomara que o time também seja....


Poucas vezes vi uma troca de treinador tão rápida. Escassas horas depois de demitir o inoperante Gallo, o Internacional anunciou a volta de Abel ao comando do time que ocupa a décima posição da tabela do Brasileirão. Agilidade da direção? Não, porque é exatamente isso que tem faltado ao presidente Piffero e seus colegas do alto comando rubro.
Acontece que Abel pediu demissão depois que o Inter caiu na primeira fase da Libertadores . A alegação: iria para os Emirados Árabes, mas desistiu porque preferiu ficar em Porto Alegre. Colégios dos filhos e reforma de um apartamento no Rio o mantiveram na capital gaúcha. Curioso não? A minha convicção é que Gallo foi realmente uma experiência - fracassada -, e Abel ficou aqui para assumir assim que a demissão do colega fosse consumida. De fato, o ex-técnico foi embora na sexta-feira à noite, enquanto Abel já treinou o time no sábado pela manhã (foto/divulgação Inter) para enfrentar o Goiás no domingo no Beira-Rio. Ou seja, já estava de fato contratado.
Eu e todos os colorados esperamos que o descanso tenha sido proveitoso para o treinador porque o aproveitamento antes de sua saída era pífio e ao nível do alcançado pelo time comandado por Gallo. Ficou em sétimo no Gauchão e não passou às fases seguintes da mais fraca Libertadores dos últimos anos. Vamos confiar, torcendo para que os gritos de "Fora Abel", ouvidos com insistência em abril, não se repitam. Vamos Inter...

Ainda sobre a crise aérea? - recebi do Correio Caros Amigos

Qual crise?


Olmo Xavier
, arquiteto e urbanista


É acintosa a hipocrisia quando o tema é "crise aérea". O debate é necessário. Porém, por que não fazê-lo também sobre outras crises que há muito mais tempo assolam milhões de homens e mulheres diariamente? São incontáveis as horas úteis perdidas por trabalhadores e estudantes de todas as idades nos ônibus, trens e barcos do Brasil. É bom ressaltar que não se trata de uma crise constatada nos últimos 10 meses e sim, nas últimas décadas.
São veículos, na sua maioria, inadequados ao transporte de pessoas, verdadeiros caminhões encarroçados na forma de ônibus, e em péssimo estado de conservação. Estou falando de ônibus e trens que chovem dentro durante a chuva; que sujam e rasgam a roupa do trabalhador; de 10 pessoas por metro quadrado, o que só é comparável a gaiolas que transportam bois e porcos do local de suas engordas ao matadouro; de veículos que quebram e de viagens que não chegam a acontecer; de uma gestão pública que não se apresenta nunca; de artifícios desenhados para ampliar o lucro de empresários, alongando intervalos, superlotando veículos e atrasando a vida do passageiro.
O curioso é que nunca vimos alguém defender a necessidade da criação de CPI’s para discutir o assunto. Os jornais falados, escritos e televisados sequer tangenciam o tema em suas pautas. A não ser quando a crise do transporte público afeta o ir e vir dos cidadãos um pouco mais nobres, como os que conseguem se deslocar com seus próprios veículos. Em uma greve recente dos metroviários na cidade de São Paulo um repórter alardeou na televisão: "O trânsito da cidade está caótico com a greve dos metroviários". Se não fosse pelo caos no trânsito, era bem possível não sabermos que o metrô parou, três vezes só neste ano, na maior cidade brasileira.
Isso se dá, pura e simplesmente, pelo fato de os brasileiros que utilizam os serviços de transporte coletivo serem, na maioria, cidadãos pertencentes às classe C e D, carentes de canais para denunciar os seus problemas cotidianos. Os cidadãos da classe E andam a pé por não ter condições de arcar com o preço das tarifas.
O ciclo é tão vicioso, que nós fomos convencidos que pessoas classificadas nas classes A e B valem mais que as demais. Se um usuário de transporte público for entrevistado no interior de um terminal de ônibus urbano em qualquer cidade brasileira, ele irá discorrer sobre a crise aérea com mais propriedade do que falaria sobre as causas das mazelas que enfrenta em seus deslocamentos diários. Mesmo que nunca tenha pisado em um aeroporto. Por quê?
Esta orquestra tem um maestro: a mídia. No contexto sócio- econômico-cultural de país em desenvolvimento, a mídia exibe uma força descomunal e um imenso poder de persuasão. Cabe lembrar que em países como França, Inglaterra e os Estados Unidos, esse poder diminuiu na medida em que a democracia se fortaleceu. A sociedade passa a se balizar em mais variadas fontes de informação. Aqui, a mídia tenta reger a sociedade e os políticos. Aqui a mídia causa.
O setor aéreo tem passado por grandes transformações nos últimos anos. O número de passageiros se multiplicou com o início de um processo de "deselitização" do transporte aéreo, previsível no cenário de melhor distribuição de renda e relativo crescimento econômico. Em 2000, Congonhas, em São Paulo, recebeu 10 milhões de passageiros e o aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, 5 milhões. Em 2006, 18 e 9,6 milhões, respectivamente. Em todo o país, o crescimento também foi expressivo. Em 2003, eram 72 milhões, no ano passado,esse número chegou a 102 milhões. Curiosamente, o número de aeronaves das maiores companhias caiu de 350 em 2001 para 265 hoje.
A infra-estrutura, de fato, não acompanhou a velocidade desse processo e deixa a desejar em vários aspectos. Porém, as apurações dos dois trágicos acidentes que mataram quase 400 pessoas, apontam para falha humana ou mecânica como causas dos desastres. Ou seja, a crise não merece o status de caos nacional, diante dos enormes problemas sociais que temos. Respostas precisam ser dadas. Mas outras muitas perguntas estão lançadas.
Como aceitar quem, a cada dois dias, morram em acidentes de trânsito no País o equivalente a uma tragédia com o avião da TAM, cheio de gente? Quanto isto custa para nós em dores e em dólares?
Serviços essenciais a todos os brasileiros como saúde, educação, moradia, alimentação, transporte público, segurança, lazer e, inclusive, o sistema de transporte aéreo merecem toda nossa atenção e empenho. Não podemos esmorecer alegando cansaço como alguns. A luta é árdua e a estrada é longa.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Os 70 anos de um grande ator


Ainda guardo em uma prateleira de meu escritório caseiro a fita VHS do filme Rain Man, em que o ator americano Dustin Hoffman faz uma de suas melhores representações na pele de um autista com um incrível potencial de memória. Ganhou o Oscar ao natural. E olhem que ele foi igualmente brilhante em muitos outros filmes, como A Primeira Noite de um Homem, Perdidos na Noite, Todos os Homens do Presidente, Kramer Versus Kramer, Tootsie e muito mais.
Lembrei do artista porque li, em uma pequena nota de jornal, que hoje ele completa 70 anos de vida, a maioria dos quais dedicados ao cinema. Dustin nasceu em Los Angeles, em 1937, e mostrou desde cedo que tinha o cinema nas veias. Detalhe importante: até agora tem no currículo a participação em 57 filmes, três das quais estão atualmente em produção: Kung Fu Panda; The Tale of Despereaux e Last Chance Harvey. Ou seja, para nós que o admiramos, é uma baita sorte vê-lo em plena forma. Que seja assim por muito tempo, Dustin.

Para homenageá-lo, publico sua filmografia e prêmios consquistados, publicados no site Adorocinema.com (http://adorocinema.cidadeinternet.com.br):

Filmografia

2007 - Mr. Margorium's Wonder Emporium
2006 - Perfume - A história de um assassino (Perfume: The story of a murderer)
2006 - O amor não tira férias (Holiday, The)
2006 - Mais estranho que a ficção (Stranger than fiction)
2005 - A cidade perdida (Lost city, The)
2005 - Deu zebra (Racing stripes) (voz)
2004 - Desventuras em série (Lemony Snicket's A series of unfortunate events)
2004 - Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers)
2004 - Huckabees - A vida é uma comédia (I heart Huckabees)
2004 - Em busca da Terra do Nunca (Finding Neverland)
2003 - O júri (Runaway jury)
2003 - Confidence - O golpe perfeito (Confidence)
2002 - Vida que segue (Moonlight mile)
2002 - O show não pode parar (Kid stays in the picture, The)
2001 - Goldwyn
1999 - Joana D'Arc de Luc Besson (Messenger: The story of Joan of Arc, The)
1998 - Esfera (Sphere)
1997 - Mera coincidência (Wag the dog)
1997 - O quarto poder (Mad city)
1996 - Sleepers - A vingança adormecida (Sleepers)
1996 - American buffalo (American buffalo)
1995 - Epidemia (Outbreak)
1992 - Herói por acidente (Hero)
1991 - Hook - A volta do Capitão Gancho (Hook)
1991 - Billy Bathgate - O mundo a seus pés (Billy Bathgate)
1991 - A wish for wings that work
1990 - Dick Tracy (Dick Tracy)
1989 - Negócios de família (Family business)
1988 - Rain Man (Rain Man)
1987 - Ishtar (Ishtar)
1985 - A Morte do Caixeiro Viajante (Death of a salesman) (TV)
1982 - Tootsie (Tootsie)
1979 - O mistério de Agatha (Agatha)
1979 - Kramer versus Kramer (Kramer vs. Kramer)
1978 - Straight time
1976 - Todos os homens do presidente (All the President's men)
1976 - Maratona da morte (Marathon man)
1974 - Lenny (Lenny)
1973 - Papillon (Papillon)
1972 - Alfredo, Alfredo (Alfredo, Alfredo)
1971 - Point, The (TV)
1971 - Sob o domínio do medo (Straw dogs)
1971 - O inimigo oculto (Who is Harry Kellerman and why is he saying those terrible things about me?)
1970 - Pequeno grande homem (Little big man)
1969 - John e Mary (John and Mary)
1969 - Perdidos na noite (Midnight cowboy)
1968 - A louca corrida dos milhões (El millón de Madigan)
1967 - A primeira noite de um homem (Graduate, The)
1967 - Star wagon, The (TV)
1967 - Tiger makes out, The
1966 - Journey on the fifth house, The (TV)

Prêmios

- Recebeu 7 indicações ao Oscar de Melhor Ator, por "A Primeira Noite de um Homem" (1967), "Perdidos na Noite" (1969), "Lenny" (1974), "Kramer Versus Kramer" (1979), "Tootsie" (1982), "Rain Man" (1988) e "Mera Coincidência" (1997). Ganhou por "Kramer Versus Kramer" e "Rain Man".

- Recebeu 5 indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama, por "Perdidos na Noite" (1969), "Lenny" (1974),, "Maratona da Morte" (1976), "Kramer Versus Kramer" (1979) e "Rain Man" (1988). Venceu por "Kramer Versus Kramer" e "Rain Man".

- Recebeu 5 indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical, por "A Primeira Noite de um Homem" (1967), "John e Mary" (1969), "Tootsie" (1982), "Hook - A Volta do Capitão Gancho" (1991) e "Mera Coincidência" (1997). Venceu por "Tootsie".

- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Mini-série/Filme para TV, por "A Morte do Caixeiro Viajante" (1985).

- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Revelação Masculina, por "A Primeira Noite de um Homem" (1967).

- Ganhou o Prêmio Cecil B. DeMille, concedido pela Associação dos Jornalistas Estrangeiros em Hollywood, em 1997.

- Recebeu 9 indicações ao BAFTA de Melhor Ator, por "Perdidos na Noite" (1969), "John e Mary" (1969), "Pequeno Grande Homem" (1970), "Lenny" (1974), "Maratona da Morte" (1976), "Todos os Homens do Presidente" (1976), "Kramer Versus Kramer" (1979), "Tootsie" (1982) e "Rain Man" (1988). Ganhou por "Perdidos na Noite" e "John e Mary" e por "Tootsie".

- Ganhou o BAFTA de Melhor Revelação, por "A Primeira Noite de um Homem" (1967).

- Ganhou um Urso de Ouro honorário, no Festival de Berlim de 1989.

- Ganhou um Leão de Ouro honorário, no Festival de Veneza de 1996.

- Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Comediante, por "Entrando Numa Fria Maior Ainda" (2004).

Acesso à internet reflete as desigualdades sociais



É nas residências de moradores do Distrito Federal que está a maioria (31,1%) dos computadores conectados à internet no país. O Distrito Federal também é a unidade da Federação onde a população mais utiliza a rede mundial: 41,1%.
No estado do Maranhão, cerca de 2% dos lares estão conectados e é de 7,7% a parcela de moradores que usam a rede, seja dentro de casa, em centros públicos ou escolas.
Os dados são do Mapa das Desigualdades Digitais do Brasil, divulgado ontem (7), pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla). O trabalho, com apoio do Ministério da Educação, relacionou às desigualdades fatores socioeconômicos como renda, raça e oferta de postos de acesso público. Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2005, o estudo aponta que no grupo de menor renda da população uma parcela de 0,8% possui internet em casa.

Ricos conectados

Entre a população mais rica sobe para 56,3% o percentual de casas com acesso à rede – “uma diferença de 7.600%”, segundo a pesquisa. Ainda de acordo com o estudo, cerca de 28% da população brasileira autodeclarada branca na Pnad utilizam a internet, de maneira geral – mais que o dobro dos 13,3% da população negra. Em relação à população branca (27,8%), na região Sul a população negra tem menos acesso à internet (15,3%). Nos estados, praticamente não há diferenças nesse item.
“Tais brechas nada mais são que uma nova forma de manifestação das tradicionais diferenças e divisões existentes em nossas sociedades e no mundo, novas formas de exclusão, que reproduzem e reforçam diferenças pré-existentes”, afirma a pesquisa, ao reiterar que o acesso às tecnologias da informação estimula o enriquecimento cultural e a melhoria da educação.

Desigualdade no mundo

O site do jornal Financial Times também publicou ontem (07), uma pesquisa apontando que a publicidade online deve superar o investimento em jornal até 2011, nos Estados Unidos. A previsão é de que por lá, a publicidade online ultrapase a casa dos U$ 62 milhões, enquanto os jornais não conseguirão abocanhar mais do que U$ 60 milhões. No Brasil, a publicidade online ainda engatinha - apesar da internet apresentar franca penetração e expansão entre o público de maior poder aquisitivo, conforme detectou a pesquisa Pnad.

Fonte: Agência Brasil e Financial Times

Sou classe média, papagaio de telejornal


Veja e ouça porque vale a pena!

O novo sucesso do YouTube é um vídeo do cantor Max Gonzaga (foto), que canta uma música sobre a classe média brasileira.
A música tem o título "Classe Média" e diz: "sou classe média, papagaio de telejornal".

Mais de 103 mil internautas já assistiram ao vídeo no YouTube.
Clique aqui para ver o vídeo.

A invenção da crise - Marilena Chauí


Por ser necessário e indispensável, repasso aos amigos mais um inteligente e lúcido texto da filósofa , escritora e professora da Faculdade de Letras e Ciências Humanas da USP Marilena Chauí (foto divulgação).

Era o fim da tarde. Estava num hotel-fazenda com meus netos e resolvemos ver jogos do PAN-2007. Liguei a televisão e “caí” num canal que exibia um incêndio de imensas proporções enquanto a voz de um locutor dizia: “o governo matou 200 pessoas!”. Fiquei estarrecida e minha primeira reação foi típica de sul-americana dos anos 1960: “Meu Deus! É como o La Moneda e Allende! Lula deve estar cercado no Palácio do Planalto, há um golpe de Estado e já houve 200 mortes! Que vamos fazer?”. Mas enquanto meu pensamento tomava essa direção, a imagem na tela mudou. Apareceu um locutor que bradava: “Mais um crime do apagão aéreo! O avião da TAM não tinha condições para pousar em Congonhas porque a pista não está pronta e porque não há espaço para manobra! Mais um crime do governo!”. Só então compreendi que se tratava de um acidente aéreo e que o locutor responsabilizava o governo pelo acontecimento.Fiquei ainda mais perplexa: como o locutor sabia qual a causa do acidente, se esta só é conhecida depois da abertura da caixa preta do avião? Enquanto me fazia esta pergunta e angustiada desejava saber o que havia ocorrido, pensando no desespero dos passageiros e de suas famílias, o locutor, por algum motivo, mudou a locução: surgiram expressões como “parece que”, “pode ser que”, “quando se souber o que aconteceu”. E eu me disse: mas se é assim, como ele pôde dizer, há alguns segundos, que o governo cometeu o crime de assassinar 200 pessoas? Mudei de canal. E a situação se repetia em todos os canais: primeiro, a afirmação peremptória de que se tratava de mais um episódio da crise do apagão aéreo; a seguir, que se tratava de mais uma calamidade produzida pelo governo Lula; em seguida, que não se sabia se a causa do acidente havia sido a pista molhada ou uma falha do avião. Pessoas eram entrevistadas para dizer (of course) o que sentiam. Autoridades de todo tipo eram trazidas à tela para explicar porque Lula era responsável pelo acidente. ETC.Mas de todo o aparato espetacular de exploração da tragédia e de absoluto silêncio sobre a empresa aérea, que conta em seu passivo com mais de 10 acidentes entre 1996 e 2007 (incluindo o que matou o próprio dono da empresa!), o que me deixou paralisada foi o instante inicial do “noticiário”, quando vi a primeira imagem e ouvi a primeira fala, isto é, a presença da guerra civil e do golpe de Estado. A desaparição da imagem do incêndio e a mudança das falas nos dias seguintes não alteraram minha primeira impressão: a grande mídia foi montando, primeiro, um cenário de guerra e, depois, de golpe de Estado. E, em certos casos, a atitude chega ao ridículo, estabelecendo relações entre o acidente da TAM, o governo Lula, Marx, Lênin e Stálin, mais o Muro de Berlim!!!

Minhas (nossas) comunidades

Respeito a opinião das pessoas que criticam a participação no Orkut. Entre os inconveninentes, estariam a falta de privacidade, a presença de pornografia e uma alegada futilidade. No ínicio concordava com isso, mas me aventurei e descobri que este mundo é especial se soubermos usá-lo. Além de reencontrar amigos que estavam distantes, procurei me dedicar a assuntos de meus interesses profissional, político e de lazer (futebol, cinema, música, litaratura, etc). As comunidades das quais participam estão no meu profile e exibem meus gostos.
Mas o que mais toma o meu tempo são as comunidades sobre Jornalismo que gerencio. Ali estão velhos profissionais, jovens recém formados e estudantes. Todos em busca de conhecimento e debate em torno desta bela profissão. Sou exigente e gosto de ver mais gente interessada. Por isso, convido novos colegas a participarem das seguintes comunidades:

SOU JORNALISTA DIPLOMADO
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=683365
ABAIXO JORNALISTA SEM DIPLOMA
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3611118
JORNALISTAS/RS DIPLOMADOS
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=20021096
SINDICATO DOS JORNALISTAS
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=559172

Sejam bem-vindos!!!!!

Educação

"A verdadeira educação de um homem é aquela que ele demonstra nos momentos em que não tem a obrigação de ser gentil."
Autor Desconhecido

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Cansamos

Veja e divulgue esse vídeo editado pela amiga Zeca Esplicio sobre o movimento Cansei.

Está disponível em http://videolog.uol.com.br/video.php?id=252917&ordem=7&parametro=oab

Vale a pena!!!!!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Sem flauta por duas rodadas


Escrevo para os gaúchos. Quem não for desta turma fanática do extremo sul do Brasil, procure entender minhas colocações. Pois neste fim de semana não aconteceu "flauta" no pampa. Para quem não conhece, este termo se aplica a quem "goza" do adversário derrotado. Ou Grêmio, ou Inter. É assim a rotina dos quase cem anos que dividem o RS ao meio no campo do futebol. As duas capas do jornal Zero Hora em épocas distintas, reproduzidas acima, evidenciam a gozação fanática de um colorado: eu.
Contudo, uma tragédia abateu os gaúchos nas duas últimas rodadas do Brasileirão: ambos perderam. Com isso, hoje o colorado passa pelo gremista e apenas o cumprimenta de forma cerimoniosa. A mesma atitude é adotada pelo tricolor. Não queremos isso. Nesta terra, de espírito farroupilha e aguerrido, almejamos a disputa e a derrota do rival, mesmo que seja para o poste da esquina. Inter e Grêmio dependem um do outro e, por isso, alcançaram as suas maiores glórias em campeonatos regionais, nacionais, continentais e mundiais.
Também em razão desta rivalidade o Inter produziu craques como Falcão, alçado à condição de Rei de Roma, enquanto o Grêmio se rendeu a Ronaldinho, considerado por dois anos o maior craque do Mundo. Vieram mais: Renato, Nilmar, Daniel Carvalho, Sobis, Anderson... E agora o fenômeno Pato e o promissor Carlos Eduardo! Quantos ainda surgirão em nome desta saudável rivalidade?
Por isso, quero manter acessa esta disputa que poderá conduzir um dos nossos clubes - que seja meu Inter - ao topo maior do campeonato brasileiro. Temos todo o segundo turno para isso.

Vamos Inter, vamos Grêmio!!!
Um puxa o outro....

domingo, 5 de agosto de 2007

Os indiferentes

Odeio os indiferentes. Acredito que viver significa tomar partido. Indiferença é apatia, parasitismo, covardia. Não é vida. Por isso, abomino os indiferentes. Desprezo os indiferentes, também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes" (Gramsci)

sábado, 4 de agosto de 2007

Professor de ética vê politização em acidente


A "tragédia anunciada" revelou-se não apenas um clichê, mas um grande erro. Ao que tudo indica, o acidente com o avião da TAM não teve nada a ver com pista molhada, "grooving" ou ineficiência governamental.
Suspeito usual por conta da crise aérea - que é concreta e inegável -, o governo foi quase de imediato relacionado às 199 mortes por comentaristas, políticos e meios de comunicação, ainda que várias vozes ponderadas apontassem a necessidade de, ao menos, esperar pelos dados das caixas-pretas.
Para Clóvis de Barros Filho, professor de Ética da Comunicação, esse movimento não é surpreendente. "Já não é de hoje que a mídia em geral tem apreço por endossar versões que deslegitimam a ação do Estado", afirmou, em entrevista a Terra Magazine.
O professor vê sinais de politização em uma cobertura jornalística que deveria ser técnica. "É óbvio que algumas manifestações de autoridades do governo são profundamente infelizes, inclusive do presidente da República. Entretanto continuo a acreditar que existe uma confusão propositadamente estabelecida com o intuito de fazer com que um caso gravíssimo e episódico seja inscrito numa crise - que existe, mas que não tem nada a ver com esse acidente." Que a confusão está estabelecida, não há dúvidas. Uma busca no Google pelos termos "tragédia anunciada", "TAM" e "Congonhas" traz links para mais de 60 mil sites.
Leia a seguir a entrevista de Barros

LER MAIS EM:

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Mônica: Veja, Playboy ...


Qualquer cidadão de boa memória deve lembrar que a jornalista Mônica Veloso ficou conhecida em todo o País, no final de maio, por meio das páginas da revista Veja, do Grupo Abril. E não era por suas qualidades profissionais, mas pelo fato de ter um filha fora do casamento com o presidente do Senado, Renan Calheiros. E também não foi em razão deste romance. À revista, a jornalista disse o dinheiro da pensão vinha dos bolsos do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior. E assim vai... O resto todo mundo já sabe.
A novidade do momento é que Mônica anunciou que irá posar nua para a revista Playboy e estaria apenas aguardando o acerto do cachê para tirar a roupa. Detalhe: a Playboy é editada pelo mesmo Grupo Abril proprietário da Veja. Coincidência?
Chama a atenção o fato de que outra mulher tornada peça-chave de um escândalo, Fernanda karina Somaggio, se ofereceu para posar nua para a mesma revista masculina e não levou. Secretária do publicitário Marcos Valério, suspeito de operador do chamado mensalão, denunciou em 2005 supostas irregularidades praticadas por seu ex-chefe para a Revista IstoÉ - Dinheiro, do Grupo Três, concorrente da Abril. As versões são variadas: a direção da Playboy disse que nunca negociou com a secretária, enquanto Fernanda Karina afirmou não ter chegado a um consenso sobre o cachê. Ela queria R$ 2 milhões.

Pois é... Acho que haverá este acerto com Mônica!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Os erros da cobertura apressada

do Blog Luis Nassif Online (http://luisnassifeconomia.blig.ig.com.br)

Coluna Econômica – 02/08/2007

No meu livro "O Jornalismo dos anos 90" relato quase duas dezenas de casos de cobertura da mídia em que o "efeito manada" produziu erros gigantescos.
Aparentemente, não se aprende. A mais nova reedição do caso "Escola Base" está na cobertura do acidente com o Airbus da TAM, que vitimou mais de duzentas pessoas; o “japonês” do acidente aéreo foi um morto que não podia se defender: o piloto.
Com o choque inicial, logo após o acidente passou-se a uma busca frenética por culpados. Em um primeiro momento concentrou-se no governo, na pista de Congonhas, na falta de ranhuras no asfalto.
Deixou-se de lado o jornalismo para se ficar numa ladainha única, em que nenhuma outra hipótese era investigada. E essa algaravia escondeu outras interpretações comentadas por especialistas, mas que não chegavam às páginas dos jornais.
Nos poucos momentos em que se permitiu um pouco de jornalismo, descobriu-se que o avião em questão estava com o chamado reverso pinado - um reverso inoperante. Reverso é um sistema inverte o empuxe do motor, ajudando a frear a aeronave.
Seguiu-se um festival de explicações "técnicas", de que o reverso não era relevante, que seria apenas um luxo a mais nas aeronaves, que importante eram os freios e "spoilers".
Quando a caixa preta (que grava as conversas na cabine) foi enviada para os Estados Unidos, acompanhada por uma comitiva de deputados, o discurso começou a se inverter. De repente, o reverso passava a ser importante porque, quando não está em funcionamento, exige uma nova posição dos manetes (os instrumentos que permitem ao piloto controlar a altura da aeronave). Se, na hora de pousar, o piloto não muda a maneira tradicional de colocar os manetes, os instrumentos eletrônicos de bordo interpretam como se ele estivesse querendo decolar. Em vez das turbinas reduzirem, elas aceleram.
Ora, havia duas explicações para eventuais problemas com os manetes: ou erro humano ou problemas mecânicos. Sendo a segunda hipótese, estariam comprometidas a TAM, as autoridades aeronáuticas e, provavelmente, a Airbus.
Aí se viu na cobertura uma mudança de rota inacreditável. Publicação capaz de atribuir ao governo responsabilidades até das precipitações pluviométricas, passaram a encampar a tese do erro humano, poupando as autoridades e sequer mencionando responsabilidades da TAM. O culpado passou a ser um morto, que não podia se defender.
Com a divulgação dos diálogos registrados na cabine, muda o quadro. Um piloto alerta o outro que o reverso esquerdo estava paralisado; o outro concorda. O que significa que pousaram sabendo como proceder. Nos diálogos, descobre-se que o "spoiler" - um sistema de frenagem mais potente que o reverso - não funcionou,que os freios provavelmente não funcionaram. Pode ter sido erro dos pilotos? Pode, mas numa probabilidade muito baixa.
Semanas de cobertura intensiva desmentidas, todas as afirmações peremptórias desmascaradas, a voz do morto, saindo dos arquivos da caixa preta para absolvê-lo.

Como ficamos? Como fica o jornalismo?

Tem que haver limites para o show.

Mostrem a cara!!!!

A OAB de São Paulo e outras entidades lançaram um movimento estranho que se anunciava como apartidário, mas na primeira passeata só exibiu cartazes e faixas notoriamente partidárias. Contra o Governo Lula. Camuflado de defensor do interesse público, um grupo minguado de milionários do Estado mais endinheirado do País resolveu explorar uma tragédia — o desastre com o avião da TAM em Congonhas — para detonar o governo federal.
Basta olharmos o cartaz ao lado para notarmos qual o propósito destes senhores - e senhoras - que não têm qualquer escrúpulos em usar o dinheiro dos associados de suas entidades para promover uma nova manifestação no sábado. Tampouco para mexer com o coração dos parentes das vítimas do vôo 3054. Tentam dissimular e disfarçar, mas não conseguem enganar. O pior é ver seccionais da OAB de outros Estados desaprovando atitudes como a da Ordem paulista. Da FIESP, da Associação Comercial e da Veja já se esperava este comportamento. Mas da OAB, que deveria defender seus associados, serve de ponta de lança para outros interesses.
O tal Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros deveria ser assumido por seus verdadeiros patrocinadores. Mais: mostrar com clareza suas reais intenções, como sempre fez a elite brasileira em defesa de seus interesses patrimoniais.


quarta-feira, 1 de agosto de 2007

A ética do jornalistas

O momento não poderia ser mais propício. Enquanto os indícios de calúnia e difamação prosperam na grande mídia e não é criado o tão esperado Conselho Federal dos Jornalistas, o negócio é debater o o atual Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. De sexta-feira a domingo, delegações de 20 estados se reunião em Vitória (ES) para debater a atualização do atual código. Na abertura do Congresso Nacional Extraordinário haverá a posse da nova direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Comissão Nacional de Ética, eleitas pelo voto direto da categoria, em processo recentemente encerrado. Outro destaque do evento será a conferência de abertura, com o jornalista colombiano Javier Restrepo, que teve seu horário e local alterados.
O atual Código de Ética dos Jornalistas está em vigor desde 1987. O debate sobre sua atualização vem sendo debatido há três anos e foi intensificado a partir do início o ano passado. O código foi, inclusive, submetido a processo de consulta pública. Uma Comissão Nacional sistematizou as propostas apresentadas, que resultaram na tese guia do evento.
Além da posse das novas diretoria e Comissão de Ética definidas na eleição direta que a Fenaj promoveu de 16 a 18 de julho, no Congresso Nacional Extraordinário haverá, também, uma homenagem ao Vice-presidente da atual Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas, José Hipólito de Araújo, que faleceu no início de 2007.
O jornalista colombiano e especialista em ética, Javier Darío Restrepo, estará em Vitória no sábado. Mas a conferência ''Ética e Jornalismo na América Latina'', antes prevista para as 9h, foi transferida para as 14h, no auditório do Hotel Bristol. A mudança se deu porque Restrepo estará vindo de uma outra conferência, em Washington, e sua chegada ao Brasil será no início da manhã de sábado.

Mais informações no site www.fenaj.org.br

terça-feira, 31 de julho de 2007

A verdade camuflada


A cada dia compreendo o que Khalil Gibran (foto do site www.paralerepensar.com.br) pretendeu dizer com a citação abaixo:

"A verdade de outra pessoa não está no que ela te revela, mas naquilo que não pode revelar-te.
Portanto, se quiseres compreendê-la, não escutes o que ela diz, mas antes o que não diz."

As relações humanas são muito difíceis e sempre recheadas de cinismo, hipocrisia....
Ao observarmos o dia-a-dia da política, lermos um jornal ou revista ou assistirmos à programação das grandes emissoras de televisão temos certeza de que a intenção não está expressa apenas nas palavras ditas ou escritas. Mas no que é implícito, camuflado.
Este movimento alcunhado de "Cansei" é a prova cabal do que penso. Entidades, profissionais liberais e empresários usam politicamente o drama de centenas de pessoas - as vítimas do desastrado vôo da TAM e seus familiares - para tentarem alcançar um objetivo. Que não é explícito, que não está anunciado. Mas, conhecendo o que os integrantes do grupo não dizem, sabemos onde eles querem chegar.
Só neste final de semana - passados mais de dez dias do acidente com o vôo 3054 - alguns veículos de comunicação brasileiros começaram a admitir que a causa foi falha humana. Ou seja,
os dados da caixa-preta do Airbus A320, que chegou ontem ao Congresso, apontariam que houve erro do piloto na operação da alavanca de aceleração das turbinas. Algo que jornais da Argentina e dos Estados Unidos já vinham noticiando. Contudo, alguns veículos continuam insistindo em arremeter suas baterias contra o Governo federal, abrindo página com títulos como "Pista criticada por 11 vôos". Não dizem o que pretendem, mas as entrelinhas revelam os propósitos.



segunda-feira, 30 de julho de 2007

Silêncio...

"O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons."
(Martin Luther King)

Tragédia de Congonhas - até a Veja mostra a verdade

O texto abaixo não foi escrito por um jornalista de esquerda e não se trata de um panfleto petista. Foi a desacreditada Veja que o publicou em suas páginas. E a Rede Globo foi obrigada a noticiar no Fantástico para não perder o trem da história. Pergunta: os hipócritas da direita continuarão a "marchar"?

"Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu
desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo.
Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que
regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar.
A conclusão é que não houve aquaplanagem no dia da tragédia. Ela apóia-se em três evidências. A primeira delas é a ausência de marcas específicas na pista do aeroporto. Essas marcas são formadas quando a água sob os pneus de uma aeronave que está derrapando esquenta até o ponto de fervura. Elas são claras, muito diferentes das marcas negras causadas por frenagens normais. Na pista de Congonhas, tais marcas não foram encontradas. Os dados já colhidos nas caixas-pretas e a análise do que restou dos pneus do Airbus, encontrados nos escombros do prédio da TAM, afastaram de vez essa hipótese".