segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Luto pelas mortes na Fonte Nova




O nome do estádio Fonte Nova, em Salvador, deveria ser trocado. É velho. Foi o último entre 29 estádios brasileiros avaliados por um grupo de arquitetos e engenheiros. E o local onde se abriu um clarão que sugou dezenas de torcedores, matando sete deles, esteve em vias de ser interditado. O Ministério Público havia feito o pedido. Pergunta: quem liberou? A festa do Bahia, que retornou para a série B, foi marcada pela maior tragédia do futebol brasileiro. Quem pagará por isso?
A foto de Wélton Araújo, da Futura Pressa, mostra a parte da arquibancada que cedeu. Agora, com a morte dos torcedores, a interdição foi decretada.

Quais e quantos livros de FHC vocês já leram até hoje?

Do Blog do Mino

http://blogdomino.blig.ig.com.br/


Fernando Henrique Cardoso acaba de se manifestar, à margem da grande reunião tucana, da qual Aécio Neves preferiu manter afastado o senador Azeredo, por razões além de óbvias. FHC disse que Lula é um iletrado inculto que não sabe usar a língua portuguesa. E que ele, do alto de sua sabedoria e traquejo de ex-presidente, se esforçará para prestar a sua imprescindível colaboração à eleição em 2010, de alguém capaz de dominar o vernáculo. A crítica do príncipe dos sociólogos a Lula é, no mínimo, grosseira e preconceituosa. Uma análise baseada na verdade factual dirá que Lula se tornou orador convincente e que sua lida com o vernáculo supera o aceitável. E haveria de ser devidamente considerado outro aspecto da oratória do presidente-metalúrgico: ele tem o charme, certo encanto natural, de que carece FHC. E nem se diga que este é mestre da língua. De hábito, da tribuna, exibe retórica chã, comedidos vôos pelo riquíssimo vocabulário português e um poder soporífero raramente navegado. Aliás, insisto em uma pergunta aos prezados companheiros de navegação: quais e quantos livros de FHC vocês já leram até hoje?

Time grande não entrega jogo

Era um jogo para confirmar participação na Copa Sul-Americana. Não representava um passo rumo ao título do Brasileirão ou na busca de uma vaga na Libertadores. Mas o Internacional jogou ontem como time grande que é. Dono dos títulos mais importantes em níveis nacional e internacional, não hesitou em jogar para ganhar contra o Palmeiras, mostrando aos gremistas que não entregaria o jogo para prejudicar o time da Azenha. E a torcida, entre os quais eu, foi fantástica. Quase 30 mil pessoas estavam no Beira-Rio, evidenciando que 2008 será glorioso. A foto que tirei ao final do jogo, com a torcida descendo em peso a arquibancada superior é um atestado de que sempre estamos na luta, mesmo quando colocados em posição intermediária na tabela. Os adversários podem tem certeza de duas coisas: time grande não cai para a segunda divisão e tampouco entrega jogo. Que venha o próximo ano!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Astros da música são biografados

A Lu Vilela, da Bamboletras, sugere duas obras que podem ser encontradas na livraria, localizada no centro de compras Nova Olaria, em Porto Alegre. As vidas - dores, fama e amores - de dois ícones da música pop são lançamentos que merecem destaque neste final de 2007. Eric Clapton e Tim Maia são os biografados.
Em Vale Tudo, o expert em MPB, Nelson Motta, destrincha a opulenta e mítica figura de Tim Maia: livre e indomável, amoroso e debochado, popular e sofisticado, considerado "um caso raro de culto de massa, admirado por intelectuais e analfabetos". Nelson Motta conta, ao ritmo irresistível do rei do samba-soul, uma história única de som, fúria e gargalhadas.
Já em Eric Clapton, a autobiografia, o tom é mais comedido, mas não menos intenso. O homem que chegou a ser considerado um "Deus" pela singular forma de tocar nasceu em 1945 e foi criado por seus avós. "Não conheceu os pais, e até os nove anos, acreditava que a irmã era sua verdadeira mãe. Na adolescência, seu refúgio era o violão, e não demorou para se tornar um herói cult no circuito de clubes britânicos. Mas o estilo de vida rock star teve seu lado triste, como a trágica perda do filho de quatro anos".
Estão aí dicas de boa leitura da Lu. Não deixem de comprar.

SOS para o Auditório Araújo Vianna

Quem circula pelo Parque Farroupilha (Redenção), um dos pulmões verdes de Porto Alegre, fica pasmo com o abandono do auditório Araujo Vianna, interditado desde o início de 2005.
Sua cobertura de lona, construída em 1996, expirou em 2002, segundo laudo técnico da Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV) de julho daquele ano. O órgão apontou risco de segurança e sugeriu que a cobertura deveria ser completamente trocada. A reforma da antiga cobertura tornou-se completamente inviável em meados de 2006, quando o Ministério Público deu ganho de causa a uma ação dos moradores do bairro Bom Fim, determinando o completo isolamento acústico do local.
Um novo projeto, cuja construção deveria começar no segundo semestre de 2007, prevê a necessária nova cobertura fixa de alvenaria, que demanda também a instalação de um sistema de ar-condicionado. Em face das novas exigências, serão também completamente reformados o palco, as cadeiras da platéia e renovadas as demais instalações. A obra está orçada em R$ 7 milhões e seu prazo de execução, estipulado em edital publicado no dia 20 de fevereiro e vencido pela empresa porto-alegrense Opus Promoções, é de 18 meses. Pelo jeito, não será cumprido.
O Araújo Vianna está instalado há 43 anos no Parque Farroupilha. Palco de espetáculos de João Gilberto, Caetano Veloso ou o tributo aos 90 anos de Luis Carlos Prestes, o espaço faz parte da história de Porto Alegre. Não merece continuar como está.


quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Máximas de FHC

" Pessoas que se aposentam com menos de 50 anos são vagabundos e se locupletam de um país de pobres e miseráveis"( Jornal do Brasil, 12/05/1998)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) foi aposentado aos 37 anos, na USP, com o salário de 5.450 reais.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Agenda para janeiro de 2008

Vamos comparar?

Petróleo: responda à enquete


Petróleo

A descoberta do campo de Tupi vai realmente colocar o Brasil em uma posição privilegiada para desenvolver-se?


segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Bruna Lombardi, 55 anos. E não precisa dizer mais nada....

Basta apenas creditar o autor da foto: Daniel Aratangy/ Revista TPM/Divulgação

Rotina: 25 mortes no trânsito

Como eu já previra na quinta-feira, os jornais de hoje abrem páginas para exibir o que já era esperado. Somente no Rio Grande do Sul, 25 pessoas morreram em acidentes nas rodovias durante o feriadão. O pior é que a maioria das vítimas é jovem. Trata-se de uma rotina que não deveria merecer tanto espaço na mídia. As manchetes deveriam ser reservadas para o dia em que nenhuma morte fosse registrada durante períodos de descanso esticado. Mas aí é pedir demais...

Desconfie do auto-elogio

Nos anos 80, a minha editora no jornal Zero Hora era a melhor de todas, mas tinha um comportamento distinto dos demais profissionais. Distribuía críticas para matérias mal aprofundadas e com texto fraco, deixando jovens repórteres incomodados. Isso porque o elogio não aparecia na mesma proporção quando acontecia o contrário, ou seja, uma grande matéria aplaudida por todos. Sua justificativa: apurar e escrever bem é obrigação do bom repórter. Foi uma das grandes lições que aprendi ao longo de minha carreira.
No entanto, parece que o comportamento na mídia mudou. O elogio e, especialmente, o auto-elogio fazem parte da política vigente, especialmente no diálogo com o público externo. Eu não sucumbo ao auto-elogio, especialmente quando ele é infundado, reincidente, despropositado, gratuito e desnecessário. Quando alguém faz isso é porque algo não está bem. Primeiro porque é melhor deixar que os outros falem da gente. Depois, porque enfraquece a capacidade dos profissionais de superarem as expectativas.
Prefiro os jornais que têm um ombudsman, profissional que está ali para dar voz a quem lê os periódicos. Dedica-se a receber, investigar e encaminhar as queixas dos leitores. Realiza a crítica interna do jornal e, uma vez por semana, produz uma coluna de comentários críticos sobre os meios de comunicação, sendo o jornal em que trabalha o alvo preferido. O maior exemplo deste comportamento é o jornal Folha de S.Paulo. Portanto, desconfie do auto-elogio, especialmente quando ele for feito de forma escancarada nas páginas dos jornais. Ou mesmo nos espaços de opinião das televisões e das rádios.

sábado, 17 de novembro de 2007

Política desastrosa para o trigo encarece o pão

Quem acompanha a questão da agricultura brasileira nas últimas décadas - como eu - não se surpreende com notícias de que o preço do pão vai subir por causa do aumento do imposto sobre o trigo na Argentina. Falam tanto em aumento dos impostos aqui que se esquecem que também pagamos pelo que é cobrado lá fora.
Eu já fazia reportagem da área rural no anos 80, quando o Brasil quase chegou à auto-suficiência na produção do trigo, ou seja, produzir o suficiente para atender à demanda nacional. Falava-se que, em breve, se produziria tanto que poderíamos vender o que sobrava. Mas o que aconteceu para que o quadro mudasse? É a pergunta que a maioria dos brasileiros fazem e poucos se apresentam para respondê-la.
Simples: por causa da política econômica da época, o governo retirou o subsídio ao trigo e a produção despencou. Tudo para cumprir acordos internacionais, que previam exportações, especialmente da vizinha Argentina. Hoje, o Brasil produz 3,5 milhões de toneladas, insuficientes para atender a um consumo de 10 milhões de toneladas. Com isso, precisa exportar anualmente o volume de 6,5 milhões de toneladas, sendo 5 milhões de toneladas dos vizinhos.
Então, por causa de uma decisão desastrosa adotada há mais de duas décadas, o aumento do imposto do trigo exportado pela Argentina reflete nos moinhos, nas padarias e nos supermercados brasileiros. Por conseqüência, no bolso do consumidor.
Enquanto isso, é incentivado o plantio de eucalipto onde se poderia semear o trigo ou outro alimento.

O analfabeto político

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
depende das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
o assaltante e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio das empresas nacionais.

Beltold Brecht

Lula é o presidente mais bem avaliado pelos latinos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito, pelo segundo ano consecutivo, o governante mais bem avaliado pelos latino-americanos, de acordo com uma enquete da Corporação Latinobarômetro, com sede em Santiago, no Chile. O venezuelano Hugo Chávez e o americano George W. Bush estão empatados entre as piores avaliações.
De acordo com a enquete, o presidente brasileiro teve preferência de 5,7 pontos de uma escala de 0 a 10, na qual 0 significa avaliação muito ruim e 10, muito boa. A pesquisa ouviu 20.212 pessoas em 18 países da região. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, foi a segunda líder mais bem avaliada, com uma preferência de 5,5 pontos.
Em terceiro lugar ficou o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, com 5,2 pontos, seguido por Felipe Calderón, do México, e Rafael Correa, do Equador, com 5,1 cada um. Em último lugar aparece o líder cubano Fidel Castro.
A pesquisa da Latinobarômetro foi realizada entre 7 de setembro e 9 de outubro, com amostras de 1 mil a 1,2 mil casos representativos de 100% da população nacional de cada país, com margem de erro de 3%.

Confira o resultado da avaliação (em %):

Luiz Inácio Lula da Silva - 5,7
Michelle Bachelet - 5,5
Alvaro Uribe - 5,2
Rafael Correa - 5,1
Felipe Calderón - 5,1
Evo Morales - 5,0
Tabaré Vásquez - 4,9
Néstor Kirchner - 4,8
Alan Garcia - 4,5
Hugo Chávez - 4,5
George W. Bush - 4,5
Fidel Castro - 4,3

Fonte: Reuters

Correr riscos...

Rir é correr o risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Para Verissimo, redações parecem bancos

De Claudio Leal, do Terra Magazine
Foto Walter Craveiro/Flip/Divulgação

No I Salão Nacional do Jornalista Escritor, em São Paulo, Luis Fernando Verissimo reservou ironias para o jornalismo brasileiro. Em entrevista aberta à platéia, ontem, no Memorial da América Latina, o escritor analisou a mudança ideológica dos jornalistas. Quando comentava seu método de trabalho e o uso do computador para escrever romances, expôs sua teoria da máquina de escrever.
- Antigamente, as redações tinham máquinas de escrever. Era um barulho infernal. Tenho até uma teoria para explicar essa mudança da esquerda para a direita nas redações. Nos últimos anos, os jornais e as revistas brasileiras deram uma guinada à direita. Mas, quando comecei no jornalismo, todos nós éramos de esquerda. A gente aceitava o fato de ser direita quando era do editor pra cima. Hoje, é o contrário. Do editor pra baixo, os jornalistas preferem ser de direita. O autor de O analista de Bagé e Comédias da vida privada complementa a teoria.
- Isso tem muito a ver com a mudança das máquinas de escrever para os computadores. Como as redações eram barulhentas e agitadas, os jornalistas se identificavam mais com os trabalhadores das fábricas. Hoje, com os computadores, as redações parecem bancos. Limpas, aquele silêncio... Sei que é uma teoria meio forçada...
Depois de sorrir, Luis Fernando Verissimo recebeu uma pergunta da platéia. Pedia que ele se definisse entre a esquerda e a direita.
- Gosto de pensar que sou um homem de esquerda. Tenho idéias de esquerda - respondeu Veríssimo.
Adiante, minimizou a importância da crônica na formação da opinião do leitor. "Eu detesto esse termo: 'formador de opinião'. A gente não faz a cabeça de ninguém. Quando a pessoa concorda com a crônica, é porque, na realidade, a crônica concordou com ela". De passagem, avaliou o governo Lula:
- Tenho muitas razões para criticar, mas a verdade é que o governo de Lula desagradou a todo o mundo, à esquerda e à direita. Ninguém imaginava que, em cinco anos, os bancos estivessem tão felizes. Mas decepcionou a direita porque não foi um desastre completo. Se formos ver, há avanços nessa área de distribuição de renda. Não é o ideal, mas continuo apoiando o governo Lula.
Na palestra, Verissimo falou ainda sobre o início de sua vida profissional, no Rio Grande do Sul, e a influência de seu pai, o romancista Érico Verissimo, em sua formação. Confessou seu descompasso com as tradições gaúchas:- Em muitos aspectos, sou um gaúcho desnaturado. Não tomo chimarrão. E a última vez que montei num cavalo, não gosto de me lembrar. O cavalo também não.
Organizado pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), o I Salão do Jornalista Escritor segue até domingo, 18 de novembro. Entre outros participantes, reunirá os jornalistas Carlos Heitor Cony, Zuenir Ventura, José Hamilton Ribeiro, Moacir Scliar, Ziraldo, Ignácio de Loyola Brandão e Juca Kfouri.

Governadora, a senhora conhece a receita

Governadora Yeda, a senhora foi derrotada na Assembléia legislativa. A intenção de aumentar impostos não sensibilizou nem a sua base aliada. Portanto, é hora de trocar a receita. Acredito que a senhora a conheça, mas hesita em adotá-la porque vai mexer com os poderosos que a elegeram no Rio Grande do Sul.
Governadora, é hora de cortar os incentivos dado a grandes grupos e passar a atacar o problema da sonegação. Está na hora dos maiores beneficiários de décadas darem suas cotas de participação. Os trabalhadores e os pequenos empreendedores já deram, de forma compulsória. Mostre, afinal, seu jeito de governar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Silêncios e palavras

Está na Internet este ensinamento do padre Fábio de Melo, um grande pensador que descobri por acaso. Considerei valioso para mim e para os amigos que quiserem lê-lo:

Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada. Demora naquilo que você precisa dizer. Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra que de um silêncio.
Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém.
Por isso, prepara bem a palavra que será dita. Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria.
Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer, calma para ouvir.
Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.

Outros versos e pensamentos do padre Fábio de Melo podem ser encontrados no seguinte link:
http://www.pensador.info/autor/Pe._Fabio_de_Melo

Cerveja é saúde

Desde que seja ingerida com moderação, a cerveja é altamente benéfica. Além de prevenir doenças, quem a bebe tem maior agilidade mental do que os abstêmios, são mais felizes e menos propensos aos suicídios, segundo vários estudos difundidos.
Portanto, cerveja é saúde. Ao menos isso opinam os cientistas: além de ajudar o sistema cardiovascular, é boa para evitar a trombose e tem efeitos sobre a coagulação do sangue. Assim mostrou um estudo apresentada por Ramón Estruch, do serviço de medicina interna do Hospital Clínico de Barcelona. Todos estes dados foram apresentados no IV Simpósio sobre Saúde e Cerveja, em maio deste ano em Bruxelas.
E isso não é tudo. Asseguram que a cerveja não engorda (cuidado com os petiscos) e possui prolactina, uma substância com propriedades anti-inflamatórias, segundo um estudo apresentado por Ascensión Marcos, professora do Conselho Superior de Investigações Científicas. Marcos explicou que a bebida pode ter efeitos contra a osteoporose, alergias ou outras patologias inflamatórias, já que seu consumo aumenta os linfócitos, células imunológicas que ajudam a destruir microorganismos invasores, destroem vírus e respondem a tecidos estranhos, como nos transplantes.
A essa altura, a pergunta é: qual a dose recomendável? Estruch assinalou dois copos diários para as mulheres e quatro para os homens, preferencialmente nas refeições(batata frita fora) e não todos os dias. Já Marcos recomenda uma lata diária para mulheres e duas para os homens.
No Simpósio, outros pesquisadores enumeraram mais benefícios da cerveja: Manfred Walzl, da Universidade de Graz (Áustria), indicou que favorece uma maior agilidade mental e que os consumidores moderados são mais felizes, suicidam-se menos e têm menos baixas trabalhistas. O estudioso alemão Norbert Flank adicionou que um dos componentes da cerveja, exerce um papel antioxidante muito importante, inclusive as vezes mais do que a vitamina E e até pode ajudar a prevenir alguns tipos de câncer.
Pois é, cerveja é muito bom, mas com moderação.
Essa dica vale para mim e para você, amante desta bebida maravilhosa.

Grêmio depende do Inter. Mas...