Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Viva o diploma
Em fevereiro de 2007, a Newspaper Association of America anunciou, durante sua convenção anual em Las Vegas, o lançamento de uma campanha nacional para incutir no público leitor a idéia de que o jornal do futuro será uma “multiplataforma de informação”, o que implica na prática a junção empresarial e cultural do papel com a Web. Daí, slogans do tipo “a Internet é a melhor coisa que poderia acontecer aos jornais”.
Mas será essa também a melhor coisa que poderia acontecer aos jornalistas?
Esta questão tem alguma pertinência para o atual debate sobre a exigência de diploma universitário.
Em princípio, é preciso debater a hipótese de que essa nova face da informação pública possa pôr em crise a própria identidade do jornalismo clássico como mediação discursiva e como funcionalidade específica de um grupo profissional. Disto um claro sintoma é a questão levantada por um arauto da chamada cibercultura: “Seria ainda necessário, para se manter atualizado, recorrer a esses especialistas da redução ao menor denominador comum que são os jornalistas clássicos?”
A resposta, de certo modo, começa a ser dada pelos grandes conglomerados do jornalismo impresso, por meio da progressiva conversão empresarial do papel à eletrônica. Nada impede que o jornalismo troque de suporte preferencial, uma vez que os conteúdos informativos, na medida da independência de sua forma técnica, podem passar de um suporte para outro, sem alterar substancialmente a sua natureza. A despeito do potencial midiático da Internet, a digitalização em si mesma não é um medium, e sim um processo técnico (informático).
Veja-se o livro: mesmo digitalizado continua a ser “livro”, isto é, a organizar seqüencialmente os conteúdos de acordo com a milenar forma códice (codex), embora ainda sejam grandes as dificuldades de leitura de textos extensos na tela do computador. Daí, as hibridizações formais, já praticadas por alguns jornais, entre a escrita tradicional e a escrita para a tela do computador, oferecendo ao público a opção de leitura jornal entre resumos e textos maiores.
Ainda o livro: também não se pode passar por cima da evidência de que, em nossa modernidade, a forma códice (escrita unidirecional, páginas organizadas em cadernos e costuradas), depois chamada livro, impôs-se aos usos e aos espíritos como locus do conhecimento centrado, da leitura que constitui pastoralmente a cidadania, da produção do sentido e do real medidos pela escala do humanismo.
O mesmo se dá com o jornal. Pode trocar de suporte técnico, pode mesmo existir na complementação dos suportes (papel e eletrônica), mas continua impelido, como forma moderna e democrática da comunicação, pela ideologia humanista que garante a cidadania. Eventuais descaminhos não podem elidir a evidência de que a imprensa brasileira, por exemplo, jamais deixou, em seus 200 anos de existência de estar presente, como parte essencial, nas causas que ajudaram a dar à Nação a sua face atual – a abolição da escravatura (de cuja campanha participou a maioria dos jornais provinciais) e a criação da república. O jornalismo, no Brasil e no resto do mundo, reflete as questões públicas decisivas para os rumos da Nação.
Como conceber hoje o funcionamento dessa instituição “quase-pública”, geradora da informação necessária ao cidadão para o pleno funcionamento da democracia, sem uma formação universitária, especializada, de jornalistas? Informação não é mero produto, nem serviço: é o próprio solo da sociedade em que vivemos, é o campo onde joga o cidadão. Se a garantia dessa formação adequada se espelha hoje no diploma, viva o diploma.
* Presidente da Fundação Biblioteca Nacional e professor, doutor em Comunicação pela Sorbonne, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Em defesa dos movimentos sociais
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) promoverão no dia 28 de julho - segunda-feira - o Seminário “Criminalização dos Movimentos Sociais”, no Salão de Atos da Reitoria da UFRGS, das 9h às 12h30min. O evento contará com a participação de quatro painelistas: Dom Tomáz Balduíno, integrante da Comissão Pastoral da Terra, Nita Freire, doutora em educação da PUC-SP, Fermino Sechio, ouvidor Nacional de Direitos Humanos, e Heloisa Fernandes, professora da USP.
Após o seminário, haverá uma caminhada até o Palácio da Justiça (Praça da Matriz), onde será entregue um documento ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa. O documento denuncia ações de violência por parte da Brigada Militar contra os movimentos sociais. Participarão do seminário e da caminhadaas seguintes entidades: CUT, CMS, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Marcha Mundial de Mulheres (MMM), Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Movimento Sem Terra (MST), Movimento Estudantil (UNE), Pastorais Sociais (PS) e Via Campesina.
Serviço:
Seminário sobre a Criminalização dos Movimentos Sociais
Data: 28 de julho
Horário: 9h
Local: Salão de Atos da Reitoria da UFRGS
O perigo da grande goleada
Ontem, o Porto-Alegrense meteu 7 a 1 no Figueirense, eterna toca deles. O período que se seguirá nas próximas rodadas do Brasileirão poderão mostrar a fantasia deste tipo de resultado. E no Olímpico está Roth e seu currículo de "cavalo paraguaio".
Detalhe: o Náutico já liderou o campeonato e está agora em 11º lugar. Também o Flamengo, líder isolado e disparado por longas rodadas, está em queda. O importante em campeonato de pontos corridos não é começar bem. Vale é terminar bem. Estamos apenas na 14ª rodada - faltam 24 jogos para o encerramento do campeonato. E as contratações do Inter ainda não entreram em campo ...
Esperem, amigos gremistas. Os foguetes espoucados e o buzinaço de ontem são artifícios de momento.
Greenpeace protesta contra licença ambiental para Angra 3
| Ativistas do Greenpeace protestaram na quarta-feira (23) em frente ao Ministério do Meio Ambiente contra a concessão de licença ambiental prévia para a Usina Nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro, anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias. Os manifestantes exibiam um quadro com a fotografia do presidente do Ibama identificado com o símbolo da radioatividade e com os dizeres “O Messias chegou e traz más notícias: Angra 3 aprovada”. De acordo com o diretor da Campanha Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, a opção pela retomada do programa nuclear não é a opção mais recomendada e ambientalmente viável para o país. “A (energia) nuclear é pior, tanto em custos quanto em relação a benefícios sociais, de criação de empregos, e principalmente em relação a poluição ambiental”, compara. Baitelo acredita que a exigência de projeto para disposição final dos rejeitos radioativos entre as condicionantes não será cumprida. “Eles pedem que no início dos projetos, que se encaminhe essa questão, mas a gente sabe que isso não vai ser resolvido, porque simplesmente não há uma solução definitiva para os resíduos tóxicos no Brasil”. De acordo com o Greenpeace, a “solução” que o governo exige da Eletronuclear para os resíduos de Angra 3 “vem apresentando problemas graves na Europa”, em países como França e Alemanha. “O país não precisa de energia nuclear, existe um potencial enorme, só no Nordeste temos 10 Itaipus em eólica. O Brasil desperdiça milhões por ano com desperdício de energia. Se o país cumprisse as metas do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) poderia evitar a necessidade de se construir usinas nucleares”, defendeu. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil) |
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Inter no caminho certo
Dois gols de Nilmar e atuações estupendas de Índio, Guiñazu, Andrezinho, Ângelo, Alex e Taison garantiram a sexta-vitória do Inter no Campeonato Brasileiro. Está agora na sexta colocação, enxergando os ponteiros da competição logo ali. O colorado está mostrando postura de um time competitivo e deverá ficar melhor ainda com a chegada de reforços. D´Alessandro, Daniel Carvalho, Bolívar, Gustavo Nery, Rosenei e a gurizada da base darão mais qualidade ao Inter, que precisa achar um jeito de manter o cholo Guiñazu. Ele é o pulmão do Inter e foi ovacionado ontem no Beira-Rio.Agora, vamos ganhar a primeira fora de Porto Alegre, contra o Ipatinga, o lanterna do campeonato.
Esta é a hora, Inter!
A foto do Nilmar é de Átila Sbruzzi, do site do Inter.
ABI adere à campanha pelo diploma e pela regulamentação
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) deu a sua adesão ao manifesto à nação, sob o título “Em defesa do Jornalismo, da Sociedade e da Democracia no Brasil”, em que a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defende a obrigatoriedade do diploma de curso superior para o exercício da profissão. A reivindicação é objeto do Recurso Extraordinário (RE) 511961, no Supremo Tribunal Federal (STF), que tem como relator o Ministro Gilmar Mendes, Presidente da Suprema Corte.
A adesão da ABI aconteceu durante encontro realizado na última segunda-feira, dia 21 de julho, do qual participaram como representantes da Casa, o Presidente Maurício Azêdo e Oswaldo Maneschy; o Presidente da Fenaj, Sérgio Murilo de Andrade; e a Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, Suzana Blaff.
Fonte: ABI
domingo, 20 de julho de 2008
Onda modernista na Cidade Baixa
Eu já tinha tocado no assunto há dois meses, quando os rumores começaram a correr pelas ruas da Cidade Baixa, bairro de Porto Alegre onde tenho o prazer de morar. Me resignei porque não ouvi nenhum grito parecido com o meu. Na semana passada, no caderno ZH Centro, do jornal Zero Hora, o morador Philip de Lacy White, professor e tradutor, teve a ousadia de denunciar que um prédio de 19 andares será construído na Rua Lima e Silva, em frente do centro comercial Nova Olaria. Para que isso aconteça, algumas construções serão derrubadas, entre elas a casa da foto ao lado, onde funcionou o bar Sierra Maestra. Eu não sabia, mas Philip diz que ela abriga três árvores tombadas que não fazem parte do projeto do espigão, mas ainda abrigam pássaros como papagaios e espécies de gaturamo-verdadeiro e alma-de-gato. O professor lembra que, na Europa, qualquer pedido para construir ou alterar a paisagem urbana é divulgada publicamente. Isso eu, Philip e as centenas de pessoas que moram nas redondezas desconhecemos. Só tivemos conhecimento nas conversas de rua e no boca-a-boca, quando o projeto já tinha sido aprovado. Ele fala que está sendo passado um abaixo-assinado entre os moradores, mas sinceramente não acredito em sucesso nesta empreitada. A mobilização tinha que ter sido feita antes. Mas ninguém sabia... Afinal, a Secretaria Municipal de Obras e Viações (SMOV) anunciou que o projeto do prédio está aprovado de acordo com o Plano Diretor. De qualquer forma, ainda vale a pena gritar!
As coisas impressionantes da Justiça no Brasil
E outro, acredite, um pacote de cigarros.
Uma DOMÉSTICA NEGRA ficou SEIS MESES presa por UM POTE DE MARGARINA!
Daniel Dantas desviou BILHÕES DE REAIS da economia brasileira, ofereceu UM MILHÃO DE REAIS de suborno a um DELEGADO DA PF e...
FOI SOLTO PELO MINISTRO GILMAR MENDES!
Esse mesmo ministro denunciou um RÉU PRIMÁRIO que tentou lhe roubar uma corrente em Fortaleza. O homem está preso há dois meses e um habeas corpus lhe foi negado pela JUSTIÇA.
Nada como um MINISTRO DO STF para nos fazer crer NA EXISTÊNCIA DAS TRANSGRESSÕES LÍCITAS!
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Minha Porto Alegre linda

Ao final da tarde de ontem, do alto do 14º andar de um edifício no Centro de Porto Alegre, observei uma imagem que me encheu os olhos. O pôr-do-sol aparecia no horizonte, ao mesmo tempo em que a lua surgia de mansinho, anunciando uma bela noite. Como de fato foi...
Cliquei e divido com vocês! Espero que gostem.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Vamos enviar e-mails para os ministros do STF
Abaixo, uma sugestão de texto e os e-mails de todos os Ministros.
À Sua Excelência Sr(a)
.............
Ministro(a) do STF
A exigência do diploma de Curso Superior em Jornalismo para o exercício independente e ético da profissão de jornalista é uma conquista histórica não só desta corporação, mas de toda a população brasileira. A luta pela criação de Escolas de Jornalismo começou no início do século passado. O primeiro Curso foi implantado 40 anos atrás e a profissão, regulamentada há 70 anos, desde 1969 exige a formação superior na sua legislação. Este requisito representou um avanço para a imprensa do país ao democratizar o acesso à profissão, antes condicionado por relações pessoais e interesses outros que não o de atender o direito da sociedade de ser bem informada.
Setores sem compromisso com a construção de um jornalismo responsável e realmente cumpridor de sua função social vêm questionando este fundamental instrumento para a seriedade, democracia e liberdade na imprensa. Confio que o(a) Excelentíssimo Ministro(a) votará com este entendimento no (RE) 511961 , em favor de uma categoria profissional com papel tão relevante e em defesa da sociedade brasileira.
O diploma em Jornalismo, bem ao contrário de ameaçar a liberdade de expressão, é uma das garantias que conferem à mídia brasileira qualidade e compromisso com a informação livre e plural .
Nome:
Profissão e/ou cargo em entidade:
E-mails:mgilmar@stf.gov.br,macpeluso@stf
Mais informações aqui:
http://www.fenaj.org.br/diploma.php
terça-feira, 15 de julho de 2008
Apoios no Orkut
Sou jornalista diplomado
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=683365
Abaixo jornalista sem diploma
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=3611118
Sindicato dos jornalistas
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=559172
Jornalistas/RS diplomados
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=20021096
Jornalista, não abandone esta luta
Em defesa do Jornalismo, da sociedade e da democracia no Brasil
A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.
A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.
Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.
É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.
É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas – especialistas, notáveis ou anônimos – se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.
A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.
Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)
Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil
Frei Betto sabe o que fala
121 juízes federais protestam contra Gilmar Mendes
Sanctis foi acusado nesta sexta-feira por Gilmar Mendes de mandar a Polícia Federal monitorar o gabinete do ministro. Mendes concedeu hoje, pela segunda vez, liminar para suspender a decisão da prisão de Dantas, pedida por Sanctis.
No texto, os juízes demonstram "indignação com a atitude" de Gilmar Mendes, por ele ter determinado o encaminhamento de cópias da decisão do juiz Fausto De Sanctis no habeas corpus que soltou Dantas para o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho da Justiça Federal e a Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região.
"Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado. Ninguém nem nada pode interferir na livre formação da convicção do juiz, no direito de decidir segundo sua consciência, pena de solaparem-se as próprias bases do Estado de Direito", diz a carta.
MANIFESTO DA MAGISTRATURA FEDERAL DA 3ª REGIÃO
Nós, juízes federais da Terceira Região abaixo assinados, vimos mostrar, por meio deste manifesto, indignação com a atitude de Sua Excelência o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, que determinou o encaminhamento de cópias da decisão do juiz federal Fausto De Sanctis, atacada no Habeas Corpus n. 95.009/SP, para o Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região.
Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado. Ninguém nem nada pode interferir na livre formação da convicção do juiz, no direito de decidir segundo sua consciência, pena de solaparem-se as próprias bases do Estado de Direito.
Prestamos, pois, nossa solidariedade ao colega Fausto De Sanctis e deixamos clara nossa discordância para com este ato do Ministro Gilmar Mendes, que coloca em risco o bem tão caro da independência do Poder Judiciário.
Até às 17 horas de hoje, 11 de julho, os Juízes Federais abaixo identificados manifestaram-
1 - Carlos Eduardo Delgado
2 - José Eduardo de Almeida Leonel Ferreira
3 - Katia Herminia Martins Lazarano Roncada
4 - Raecler Baldresca
5 - Rubens Alexandre Elias Calixto
6 - Claudia Hilst Menezes
7 - Edevaldo de Medeiros
8 - Denise Aparecida Avelar
9 - Taís Bargas Ferracini de Campos Gurgel
10 - Giselle de Amaro e França
11 - Erik Frederico Gramstrup
12 - Angela Cristina Monteiro
13 - Elídia Ap Andrade Correa
14 - Decio Gabriel Gimenez
15 - Renato Luis Benucci
16 - Marcelle Ragazoni Carvalho
17 - Silvia Melo da Matta
18 - Isadora Segalla Afanasieff
19 - Daniela Paulovich de Lima
20 - Otavio Henrique Martins Port
21 - Cristiane Farias Rodrigues dos Santos
22 - Claudia Mantovani Arruga
23 - Paulo Cezar Neves Júnior
24 - Venilto Paulo Nunes Júnior
25 - Rosana Ferri Vidor
26 - João Miguel Coelho dos Anjos
27 - Fabiano Lopes Carraro
28 - Rosa Maria Pedrassi de Souza
29 - Sergio Henrique Bonachela
30 - Rogério Volpatti Polezze
31 - Wilson Pereira Júnior
32 - Nilce Cristina Petris de Paiva
33 - Cláudio Kitner
34 - Fernando Moreira Gonçalves
35 - Noemi Martins de Oliveira
36 - Marilia Rechi Gomes de Aguiar
37 - Gisele Bueno da Cruz
38 - Gilberto Mendes Sobrinho
39 - Veridiana Gracia Campos
40 - Letícia Dea Banks Ferreira Lopes
41 - Lin Pei Jeng
42 - Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira
43 - Fernando Henrique Corrêa Custodio
44 - Leonardo José Correa Guarda
45 - Alexandre Berzosa Saliba
46 - Luciana Jacó Braga
47 - Marisa Claudia Gonçalves Cucio
48 - Carla Cristina de Oliveira Meira
49 - José Luiz Paludetto
50 - Carlos Alberto Antonio Júnior
51 - Márcia Souza e Silva de Oliveira
52 - Maria Catarina de Souza Martins Fazzio
53 - Nilson Martins Lopes Júnior
54 - Fabio Ivens de Pauli
55 - Mônica Wilma Schroder
56 - Louise Vilela Leite Filgueiras Borer
57 - José Tarcísio Januário
58 - Valéria Cabas Franco
59 - Marcelo Freiberger Zandavali
60 - Rodrigo Oliva Monteiro
61 - Ricardo de Castro Nascimento
62 - Luciane Aparecida Fernandes Ramos
63 - José Denílson Branco
64 - Paulo César Conrado
65 - Alexandre Alberto Berno
66 - Luciana Melchiori Bezerra
67 - Mara Lina Silva do Carmo
68 - Raphael José de Oliveira Silva
69 - Anita Villani
70 - Higino Cinacchi Júnior
71 - Maria Vitória Maziteli de Oliveira
72 - Márcio Ferro Catapani
73 - Silvia Maria Rocha
74 - Luís Gustavo Bregalda Neves
75 - Denio Silva The Cardoso
76 - Fletcher Eduardo Penteado
77 - Leonardo Pessorrusso de Queiroz
78 - Carlos Alberto Navarro Perez
79 - Renato Câmara Nigro
80 - Ronald de Carvalho Filho
81 - Luiz Antonio Moreira Porto
82- Hong Kou Hen
83- Pedro Luís Piedade Novaes
84- Flademir Jerônimo Belinati Martins
85- Luís Antônio Zanluca
86- Omar Chamon
87- Sidmar Dias Martins
88- João Carlos Cabrelon de Oliveira
89- Antonio André Muniz Mascarenhas de Souza
90- Marilaine Almeida Santos
91-Alessandro Diaféria
92- Paulo Ricardo Arena filho
93- Hélio Egydio de Matos Nogueira
94- Ricardo Geraldo Rezende Silveira
95 - Cláudio de Paula dos Santos
96 - Leandro Gonsalves Ferreira
97 - Caio Moysés de Lima
98 - Ronald Guido Junior
98 - Clécio Braschi
99 - Roberto da Silva Oliveira
100 - Vanessa Vieira de Mello
101 - Ivana Barba Pacheco
102 - Simone Bezerra Karagulian
103 - Gabriela Azevedo Campos Sales
104 - Kátia Cilene Balugar Firmino
105 - Fernanda Soraia Pacheco Costa
106 - Leonora Rigo Gaspar
107 - Marcos Alves Tavares
108 - Jorge Alexandre de Souza
109 - Anderson Fernandes Vieira
110 - Raquel Fernandez Perrini
111- Adriana Delboni Taricco Ikeda
112 - Tânia Lika Takeuchi
113- Janaína Rodrigues Valle Gomes
114- Fernando Marcelo Mendes
115- Simone Schroder Ribeiro
116- Nino Oliveira Toldo
117 - João Eduardo Consolim
118 - Raul Mariano Júnior
119 - Mônica Aparecida Bonavina
120 - Dasser Lettiere Júnior
121 - Renato de Carvalho Viana
Ações de Polícia Federal são polêmicas?
Definitivamente, não. De imediato, já respondi à pergunta feita no título. Entendo que as algemas foram feitas para todos, pobre ou rico, branco ou negro. Não há distinção. Ou ninguém viu alguma vez a polícia algemando supostos criminosos na rua, aos olhos de dezenas de pessoas? Ali, mesmo sem provas, pode. Mas, para parcela da elite, não pode algemar os Dantas, os Nahas e os Pita da vida, mesmo que os crimes deles sejam notórios. Eles fazem parte de um grupo que só quer privilégios. Inclusive, de não serem vistos no ato da prisão. A charge do colega Kaiser acima reflete o o que eu penso. Não existe lei para rico e para pobre!
Relatório da PF acusa Veja e Mainard
Do blog do colega jornalista Luis Nassif:
O relatório do delegado Protógenes Queiroz, encaminhado ao Juiz Fausto Martin de Sanctis - que serviu de base para o pedido de prisão de Daniel Dantas e outros réus – acusa diretamente as revistas IstoÉ Dinheiro e Veja e os jornalistas Leonardo Attuch, Lauro Jardim e Diogo Mainardi de colaborarem com uma organização criminosa. Mainardi é explicitamente apontado como “jornalista colaborador da organização criminosa”.
O nome do documento é “Relatório Encaminhado ao Juiz Federal Fausto Martin de Sanctis". É o Inquérito Policial 12-0233/2008. Nele consta Procedimento Criminal Diverso no. 2007.61.81.010.20817.
Foi preparado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros do Departamento da Polícia Federal
O capítulo 13 tem por título “Do papel da mídia no processo investigatório”.
Diz o seguinte:
Evidentemente com maior assiduidade na programação quase que diária dos meios de comunicação disponíveis, o grupo comandado por Dantas se serve com maior freqüência do que o grupo comandado por Naji Nahas. Ambos são convergentes quanto ao interesse comum e divergentes quanto às matérias publicadas, como forma de ludibriar para atingir seus objetivos. Com vantagens no final da falsa discussão pública.
Curiosamente, (...) o volume de dados analisados a respeito do material publicado ao longo da existência dessa organização criminosa usando a mídia, ora em proveito próprio ora em outros propósitos chantagistas
Neste momento trazemos à luz algumas matérias de fomento ao acordo recentemente efetivada pela BrT, Oi, Citigroup, Opportunity, aqui Daniel Valente Dantas, referente a alguns “conceituados” órgãos da imprensa escrita, tais como revista IstoÉ Dinheiro e Veja, ambos veículos a serviço do relevante grupo.
Apontamos a revista Veja, data de 16/01/2008, matéria “Rumo à supertele”, três folhas dedicadas exclusivamente aos interesses escusos da organização pelo jornalista Lauro Jardim.
Nesse mesmo dia 16.01.2008, matéria de capa da revista IstoÉ, “Os Vencedores da Telefonia”, como Carlos Jereissati e Sérgio Andrade, sócios da Oi, foram escolhidos pelo governo para comprar a BrT e, com o auxílio generoso do BNDES, formar um gigante das telecomunicações”, do jornalista Leonardo Attuch.
E aqui nesse momento, eu vou me servir do recente artigo publicado no dia 12.04.2008, edição 2054, da própria revista Veja, elaborado por um dos jornalistas colaboradores dessa organização criminosa, Diogo Mainardi, sob o título
“Entendeu, Tabatha”.
“Eles retomaram algumas das práticas mais antigas e mais imundas do jornalismo, como a chantagem, a mentira, a propaganda do poder e a matéria paga".
Ao lembrar essa assertiva ele talvez tenha revelado e audaciosamente expressado a vertente resumida de como funcionava a mídia para o grupo Opportunity, comandado por Daniel Valente Dantas, o que reforça e confirma todo o material coletado através de interceptações de dados telefônicos e telemáticos.
Em uma avaliação bem literal das condutas e comportamentos de alguns jornalistas que hoje estão no bojo do trabalhos coletados, é de se considerar como participantes da organização criminosa liderada por Daniel Valente Dantas especialmente aqueles que têm indícios de remuneração direta ou indireta de recursos originados do referido investigado ou de seus colaboradores.
No relatório de análises constou no dia 13/01/2007 que o investigado Daniel Dantas mantém diálogos com Verônica Dantas e Danielle Silbergleid afirmando textualmente da necessidade de utilizar a conexão direta entre ele e a imprensa como instrumento para plantar informações a fim de confundir a opinião de autoridades públicas nacionais e internacionais na disputa do grupo Opportunity, Citigroup, Telecom Italia pelo controle da BrT
Embora esse tema não seja foco inicial da presente investigação,é necessário conhecermos os meios ardilosos na divulgação das informações plantadas.
A voracidade em lançar informações falsas e até com cunho difamatório, e menciona o nome Moreira Alves (...) na empreitada suja de baixo nível.
E aqui vai a indagação: a mídia é um veículo independente comprometido com a verdade imparcial. Certo? Errado. O que estamos assistindo, o desmascaramento por meio do Judiciário Federal com a atenção auspiciosa do Ministério Público Federal é repugante !!! sob o ponto de vista ético e moral do papel da imprensa.
E aqui reproduzimos ipsis literis a mensagem interceptada de conteúdo sem o mínimo escrúpulo que possa nortear regras de boa conduta e convivência social.
Assunto: Pendências
De; Cristina Caetano 18/02/2008
Para Alberto Pavi
Pavi,
Obrigado. Outro dia retomaremos a conversa com Moreira Alves. Nosso prazo para entrar com a campanha difamatória é no começo de março. E se não formos fazer com ele temos que achar outra pessoa. Nós preferimos que você redigisse. Achamos que nesse caso tem muitos fatos, seria melhor ser redigido por um civilista do que por um criminalista. Vamos focar nisso?
Beijos
Conclusões
Depois, fala de contatos de Nahas com jornalistas, mas sem envolvimento com o a organização criminosa. Menciona jornalistas que tiveram reuniões com Nahas, no plano jornalístico apenas. Quando menciona Attuch, o relatório diz que seria também responsável pela publicação de artigos jornalísticos “encomendados” pela organização criminosa com o objetivo de facilitar o tráfiuco de influência perante autoridade são públicas.
Para esse seleto grupo jornalístico Naji Najas ora se posiciona falsamente como opositor e inimigo de Daniel Dantas.
É comum jornalistas acima citados (acrescentamos o colunista Diogo Mainardi, na revista Veja) assinarem matérias favoráveis ao interesse do grupo Opportunity, principalmente à pessoa de Daniel Valente Dantas.
A contextualização e os tópicos de análise do papel da mídia na presente investigação, por questão didática, preferimos fazer referência aqui na forma de anexo digitalizado.
O relatório tem menção a vários links com gravações de conversas telefônicas.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Inter arrasador
O guri infernizou a defesa do Coritiba no domingo ensolarado que levou mais de 28 mil pessoas ao Beira-Rio. Dá gosto ver Taison, 20 anos, marcando, correndo, driblando e lançando seus companheiros. Ontem, fez tudo isso exibindo uma alegria contagiante. É mais uma estrela que começa a brilhar na constelação colorada. Na foto de Alexandre Lops, da assessoria do Inter, ele está abraçado com Alex, outro que esnobou classe no estádio rubro. Fez três golaços, incluindo o de pênalti. Foi impossível não exibir a felicidade à saída do Beira-Rio, onde estarei novamente na quarta-feira, dia em que enfrentaremos o Goiás do nosso campeão Iarley. Acredito que faremos mais uma festa no ataque, que ainda conta Nilmar, veloz e insinuante. Que trio!!!
sábado, 5 de julho de 2008
A natureza nos persegue
Eu e a Sílvia estávamos saindo de Porto Alegre em um domingo de junho para almoçarmos em qualquer lugar que encontrássemos. Não existe fórmula melhor do que esta para afastarmos o estresse da semana. Pegamos a estrada e passamos por lugares de cenários belíssimos na estrada entre Gravataí e Taquara - este município está distante cerca de 50 quilômetros de Porto Alegre. Mas o que chamou mais a minha atenção foi a folha de uma árvore que atravessou à frente de nosso carro na saída da capital, quase na ponte do Guaíba. De imediato, cliquei e a captei a imagem. Transformou-se no presente de nosso curto passeio.
Minha pensão...

O tempo passa, mas a memória não falha. No segundo andar deste prédio, na esquina entre a Avenida Independência e a Rua Barros Cassal, eu residi entre 1972 e 1975. Foi a primeira pensão em que morei na capital dos gaúchos - Porto Alegre - e da qual guardo boas e más recordações. Foi um tempo de aprendizagem...
