sábado, 7 de fevereiro de 2009

Lula, a crise e os pessimistas



O SBT utiliza o exemplo do Governo Lula para pedir que o brasileiro acredite no Brasil, trabalhe e pare de criticar apenas. Boa peça! Pode ter sido uma jogada de marketing do grupo de comunicação, mas gostei. Ah, a propaganda foi publicada na intragável Veja, que engoliu!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

"Jornalistas" chutadores

O Jornalismo está doente. E não é esta nobre profissão a culpada de todos os males que afetam a sua prática atualmente. Quem a desonra são profissionais pouco preocupados com a ética, com a moral e com a imparcialidade, princípios elementares para o exercício do bom Jornalismo. No Rio Grande do Sul, especialmente na área do esporte, é usual a luta ferrenha pela busca do "furo" a qualquer custo. Não importa se a informação divulgada é verdadeira. Jogadores são vendidos ou comprados diariamente sem que as partes - o clube que detém o seu passe e o suporto interessado - sejam ouvidos. O que vale é a palavra do empresário, figura sinistra que surgiu no futabol e só pensa em encher os bolsos, sem se preocupar com a imagem do jogador que "assessora". Enquanto os jornalistas ou pseudo-jornalistas oferecerem a palavra para eles, a mentira continuará sendo lida nos sites e nos jornais, ou ouvidas nas rádios e televisões. E o Jornalismo continuará padecendo.

Um treinador pode estragar um bom time

Estou preocupado com o futuro do Internacional nos próximos meses. A direção cumpriu a sua promessa e municiou o seu treinador de bons e excelentes jogadores para cada posição. Em algumas, existe mais de uma opção. Contudo, o treinador precisa ser inteligente para montar um time onde sobram boas individualidades, caso do colorado atualmente. Se persistir com a idéia de escalar o Inter com três volantes, dois meias e apenas um atacante estará decretando a falência do time. Por isso, defendo a seguinte formação colorada: Lauro (Michel Alves), Bolívar, Índio, Álvaro (Sorondo) e Kléber; Magrão e Guiñazu; D´Alessandro e Alex; Nilmar e Taison (Alecsandro). O time ficará mais coeso. Tomara que assim seja e Tite não entre para o rol dos treinadores burros que passaram pelo Beira-Rio sem tirar o máximo do forte grupo que têm em mãos. Avante, Inter centenário!

Perfil atual do direitista brasileiro

Como a direita conservadora e caricata está novamente na moda, vale a pena fazer algumas considerações. Recebi esta relação de diversos amigos e não sei a autoria. Mas é de extremo valor. Vale a pena ler até o final...

1. Ao contrário dos direitistas europeus e norte-americanos – patrióticos ao ponto da xenofobia – o direitista brasileiro odeia o Brasil. É curioso, porque nenhuma direita traz tantas marcas do seu lugar de origem como a brasileira.
2. O direitista brazuca sofre de profunda nostalgia. Entende-se: ele um dia teve Paulo Francis. Hoje deve contentar-se com Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo. Ou seja, já completa uma geração em total orfandade de gurus. Anda tão carente que seu mais novo mestre é um auto-intitulado "filósofo" de cujo trabalho nenhum profissional de filosofia jamais ouviu falar.
3. Os direitistas tupiniquins em geral se dividem em dois grupos: os raivosos e os blasé. Os primeiros vociferam em blogs, lançam insultos, ordenam que os adversários se calem ou se mudem para Cuba. Reagem histericamente à própria infelicidade. Os segundos, em busca de uma elegância copiada de algum filme gringo, intercalam em suas frases expressões inglesas já completamente fora de uso. Reagem esquizofrenicamente à sua infelicidade, à sua incapacidade de reconciliarem-se com o que são.
4. O direitismo brasileiro costuma ser um grande clube do Bolinha. Tem verdadeiro pânico das mulheres, especialmente das mulheres fortes, seguras, profissionalmente bem-sucedidas. Estas últimas costumam ter o poder de fazer até mesmo do blasé um raivoso.
5. O direitista tupiniquim adora lamber as botas de Bush. Numa época em que até vozes do conservadorismo tradicional norte-americano reconhecem o caráter da mentirada sobre a qual se sustenta Bush, o direitista daqui ainda defende o genocídio praticado pelos EUA no Iraque.
6. O direitista tupiniquim tem pânico de discutir questões relacionadas a raça e etnia. Quando aflora qualquer conversa sobre a discriminação racial ou sobre o lugar subordinado do negro na sociedade, ele raivosamente acusa os interlocutores de estarem acusando-o de racista. Para essa “vestida de carapuça” Freud inventou um nome: denegação. É a atitude preferida do direitista quando o tema é relações raciais.
7. O direitista brasileiro louva e idolatra o mercado, mas curiosamente pouquíssimos espécimens dessa turma se estabeleceram no mercado com o próprio trabalho. É mais comum que herdem um negócio do pai, recebam via jabaculê o emprego que terão pelo resto da vida ou, mais comum ainda, que concluam a quarta década de vida morando com a mãe e tomando toddyinho.
8. O direitista brasileiro ainda acha que todo esquerdista é aquele tipo folclórico que não toma coca-cola, usa camiseta do Che Guevara e defende ditaduras comunistas, com uma bolsa de lona à tiracolo.
9. O direitista brasileiro tem certeza de que a ameaça comunista ainda é uma realidade a ser considerada no mundo e, portanto, deve ser combatida. Ele acha que existe um plano para implantar uma ditadura de esquerda em escala planetária envolvendo Lula, Hugo Chavez, Evo Morales, Fidel Castro, as FARC e o MST.
10. Na visão do direitista brasileiro, qualquer grevista não passa de baderneiro. Para a direita, a ordem se sobrepõe à Justiça, os interesses individuais são mais importantes que os interesses coletivos. Os movimentos sociais devem ser criminalizados. Os índios não merecem a demarcação de suas terras porque são vagabundos. Os negros têm de saber qual é o seu lugar. Os pobres são pobres porque não têm capacidade para enriquecer.

domingo, 25 de janeiro de 2009

"Criatividade" jornalística

É impressionante a atual crise de criatividade dos pauteiros de redações. Tudo é voltado para o que está no ar. Se a Globo exibe uma novela ambientada na Índia, o negócio é explorar ao máximo a cultura e os costumes daquele país nos jornais, nas revistas e nas televisões. O que vemos são páginas e programas enfocando culinária, roupas, estilo de cabelo, programas turísticos e outras coisitas mais... O negócio é seguir a onda e vender mais jornais e elevar o Ibope, evideciando o que está nas cabeças pensantes na hora de sentar à mesa para discutir as pautas diárias ou semanais. Não é novidade, mas não custa cutucar os coleguinhas...
Ah, a pobreza vigente na Índia é ignorada. Não vende...

Empresários aproveitadores

A crise é mundial, mas atinge em menor ou maior grau os países. Sabe-se que o Brasil se preparou para ela e não experimentou os dissabores que apareceram nos EUA e em outros países desenvolvidos. No entanto, muitas empresas estão novamente se aproveitando da situação para demitir e obter mais lucro. Está certo o ministro Carlos Lupi ao afirmar que o setor automotivo teve redução de IPI, não registrou queda nas vendas e assim mesmo está mandando para rua parte de seus empregados. Com certeza, se aproveita daq situação mundial para aumentar seus dividendos. Sempre foi assim e, por isso, é balela quando defendem a livre negociação entre patrões e empregados. Ganham os mais fortes...

Dez coisas que todo jornalista deveria saber em 2009

Dica do jornalista e parceiro Alexandre Gonçalves, creditando autoria para Francis França (*)

Recebi pelo Twitter (passei do item 1) do Diógenes Fischer (@diogenesfischer) e da Carol Mazzonetto (@carolmazzonetto). Fiz uma tradução livre do original, publicado no blog Journalism.co.uk (passei do item 3 também). Bom proveito!

1. Como usar o Twitter para construir comunidades, cobrir furos, instigar e participar de conversas.

2. Como usar feeds RSS para coletar notícias e organizá-las usando técnicas de filtragem (básicas ou avançadas)

3. Existe diferença entre o jornalismo de links e o jornalismo 'ctrl+c/ctrl+v' (também conhecido como plagiornalismo)

4. Seus leitores são mais inteligentes do que você pensa. Na verdade, muitos deles são mais inteligentes do que você, eles sabem mais do que você.

5. O churnalism (jargão para 'encheção de lingüiça', segundo me disse o Fischer) é muito fácil de se encontrar online. Se você faz isso regularmente, seus leitores percebem - meramente reescrever releases, sem acrescentar nada, não cola durante muito tempo. (foi difícil traduzir este item, se alguém tiver uma versão melhor, por favor me avise)

6. O Google é seu amigo. Mas se você não está usando técnicas avançadas de pesquisa, então realmente não tem ideia do que ele é capaz.

7. Você não precisa possuir, nem mesmo hospedar, a tecnologia para inovar no jornalismo e cativar leitores. Existe uma porrada de ferramentas gratuitas ou baratas disponíveis online, então não tem desculpa para não fazer experiências com elas.

8. Usar multimedia por usar raramente funciona e geralmente é embaraçoso. Se você for fazer, ou faça bem o suficiente para que funcione como item independente ou faça para complementar sua cobertura em texto - por exemplo, inclua um link para o arquivo de áudio completo de uma entrevista com alguém em sua matéria, ou um link para o vídeo do discurso completo de alguém em um evento. A segunda alternativa também aumenta a transparência do seu jornalismo.

9. Aprenda a fazer um jornalismo amigável com os mecanismos de busca. Os conceitos da velha escola sobre títulos, estrutura de matérias, etc, não se aplicam mais ao mundo online e há muito para se aprender sobre tags, links e categorização. Sub-editores (se você ainda os tiver), editores e repórteres, todos precisam saber como funciona esse negócio.

10. Aprenda mais sobre privacidade. Você pode encontra um monte de informação sobre as pessoas online, especialmente em sites de redes sociais, mas pense com cuidado sobre as consequências. E tenha em mente que a cautela vale para os dois lados, se você não tiver cuidado, sua pesquisa online pode comprometer suas fontes.

(*) Francis França é jornalista, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina. Peregrina e vítima crônica da síndrome dos porquês

Natureza generosa


Fui um cigano nestas férias. Fiquei em Capão Novo, praia gaúcha, e também estive na Pousada Vô Arthur, em Barra do Ribeiro, minha cidade natal. No próximo fim de semana, estarei em Balneário Camburiú, visitando meu cunhado. Mas a imagem que sempre gosto de mostrar é a do Vô Arthur. A foto édo dia 13 de janeiro. A natureza lá é generosa...

Amantes ou depredadores do verde

O síndico teve a feliz idéia de plantar duas mudas de uma árvore - da espécie ficos - em frente ao nosso edifício, na Cidade Baixa, em Porto Alegre. Ficamos contentes e passamos a cuidar delas. Para nossa surpresa, elas não estão mais lá. Primeiro levaram uma, depois a outra. Nossas dúvidas são de que algum amante da natureza resolveu levá-las para casa ou se um depredador do verde destilou sua raiva nas mudas. Acredito na última hipótese, pois outras árvores do mesmo porte na redondeza permanecem no mesmo lugar. E nós ficamos com a calçada desnuda e sem o verde... Uma pena!

Saudades do Estádio dos Eucaliptos




Domingo, 7 horas. Fui acompanhar a Sílvia em um colégio no Bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Ela foi fazer prova para um concurso de sua área, psicologia. Para minha grata surpresa, o local fica ao lado do velho e lendário Estádio dos Eucaliptos, pertencente ao meu meu Sport Clube Internacional. Antes de ir embora, saquei de meu celular e tirei algumas fotos do lado externo do estádio. Sei que podem ser as últimas imagens porque o local será vendido para que o Beira-Rio, inaugurado em 1969, seja modernizado e confirmado como uma das sedes das Copa do Mundo de 2014.
Nunca assisti a uma partida nos Eucaliptos, mas sei que ali foram travadas algumas batalhas heroicas do colorado. E também me orgulho de que o velho estádio tenha sido sede da Copa do Mundo de 1950, de mal memória para os brasileiros - na final, a seleção nacional perdeu para os uruguaios em pleno Maracanã.
Pois o Internacional, com o Beira-Rio moderno e sede da copa de 2014, poderá ser o único clube brasileiro cujos estádios foram sedes de duas Copas do Mundo. Mais uma vez, faremos história. Por isso, me orgulho dos Eucaliptos, cujas fotos divido com vocês neste domingo maravilhoso.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Taís Araújo, um exemplo


A bela atriz Taís Araújo é um exemplo de dignidade para os jornalistas brasileiros. Poderia receber uma proposta da Globo e ser apresentadora/repórter de um dos inúmeros programas da emissora. Outras atrizes, modelos, jogadores de futebol, juízes e "conhecidos" de diversas áreas já fizeram isso sem o menor constrangimento. Para isso, não precisaria cursar a faculdade de Jornalismo.
Pelo contrário: Taís, consciente, fez o curso, tirou nota 10 na monografia e será respeitada pelo meio quando pegar um microfone ou caneta e bloco para entrevistar alguém. A atriz, em foto de divulgação da Globo, está de parabéns!

Beira-Rio fervendo


Em 2009, ano do centenário do Sport Club Internacional, quero ver o Beira-Rio fervendo.
Que as vitórias sejam constantes, e a conquista de taças uma conseqüência.

Boas notícias

Desejo aos amigos e às amigas boas notícias em 2009.
Torço para que os fatos que marcarão a vida de cada um sejam motivo de manchetes duradouras.

A cor roxa do verão



Faz mais de 30 anos que levei de Porto Alegre uma pequena mudinha de Ipê Roxo e plantei em frente à residência de meus pais em Barra do Ribeiro, onde nasci. A árvore cresceu, ficou frondosa e hoje é capaz de produz flores como as das fotos que captei acima. Valeu a pena.

Olha o temporal...


Nesta época do ano, de muito calor no Sul do Brasil, são comuns os temporais no final das tardes. Ontem, às 16 horas, captei da janela de meu apartamento em Porto Alegre as nuvens pretas se armando. Escureceu bastante, mas a chuva não foi compatível com o que imaginávamos. Caiu apenas uma pancada, que cedeu lugar ao céu azul e ao sol em seguida. Assim será o nosso verão!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Samba para Vinicius


"Poeta, poetinha vagabundo
Quem dera todo mundo
Fosse assim feito você
Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer
A vida é pra levar
Vinicius, velho, saravá"

(Toquinho e Chico Buarque)

E Feliz Ano-Novo...

Pegue 12 meses inteiros.
Limpe-os bem, tirando toda a amargura, ódio e inveja.
Deixe-os tão limpos quanto possível.
Depois, corte cada mês em 28, 30 ou 31 partes diferentes, mas não pegue todas de uma vez só.
Prepare-as pouco a pouco, atento aos ingredientes.
Misture bem em cada dia uma porção de fé, uma porção de paciência, uma porção de coragem e uma porção de trabalho.
Adicione uma parte de esperança, lealdade, generosidade, meditação e boa vontade.
Tempere tudo com pitadas de espiritualidade, diversão, um pouco de brincadeiras e um copo cheio de bom humor.
Despeje tudo isso numa tigela de amor.
Cozinhe bem, com muita alegria e enfeite com um sorriso.
Depois sirva tranqüila, desapegada e carinhosamente.
Assim você está destinado a ter um
FELIZ ANO-NOVO!

Se Gaza cair, Cisjordânia cairá depois

O sítio de Gaza, por Israel, começou em 5 de novembro, um dia depois de Israel ter atacado a Faixa, ataque feito sem possibilidade de dúvida para pôr fim à trégua estabelecida em junho entre Israel e o Hamás. Embora os dois lados tenham violado antes o acordo, nunca antes acontecera qualquer violação em tão grande escala. O Hamás respondeu com foguetes, e desde então a violência não recrudesceu.

Por Sara Roy*

Com o sítio, Israel visa a dois principais objetivos. Um, reforçar a idéia de que os palestinos são problema exclusivamente humanitário, como pedintes, mendigos sem qualquer identidade política e, portanto, sem reivindicações políticas. Segundo, impingir a questão de Gaza, ao Egito.


Por isso, os israelenses toleram as centenas de túneis que há entre Gaza e o Egito, pelos quais começou a formar-se um setor comercial informal, embora cada vez mais regulado. A muito grande maioria dos habitantes da Faixa de Gaza vive em condições de miséria, com 49,1%, estatísticas oficiais, de desempregados. De fato, os habitantes de Gaza já sabem que está desaparecendo rapidamente, para todos, qualquer possibilidade real de emprego.


Dia 5/11, o governo de Israel fechou todas as vias de entrada e saída de Gaza. Comida, remédios, combustível, peças de reposição para as redes de energia, água e esgoto, adubo, embalagens, telefones, papel, cola, calçados e até copos e xícaras não entram nos territórios ocupados em quantidade suficiente, ou absolutamente não há.


Conforme relatórios da Oxfam, apenas 137 caminhões com alimentos entraram em Gaza no mês de novembro de 2008. Em média, 4,6 caminhões/dia; em outubro de 2008, entraram em média 123; em dezembro de 2005, 564. As duas principais organizações que levam comida a Gaza são a UNRWA, Agência de Ajuda Humanitária da ONU para os Refugiados Palestinos e o Oriente Médio; e a WFP, "Programa Alimento para o Mundo". A UNRWA alimenta aproximadamente 750 mil palestinos em Gaza (cerca de 15 caminhões/dia de alimentos). Entre 5/11 e 30/11, só chegaram 23 caminhões, cerca de 6% do mínimo indispensável; na semana de 30/11, chegaram 12 caminhões, 11% do mínimo indispensável.


Durante três dias, em novembro, a UNRWA esteve totalmente desabastecida e 20 mil pessoas não receberam a única comida com que contam para matar a fome. Nas palavras de John Ging, diretor da UNRWA em Gaza, praticamente todos os atendidos pela organização dependem completamente do que recebem, seu único alimento. Dia 18/12, a UNRWA suspendeu completamente a distribuição de alimento, dos programas regulares e dos programas de emergência, por causa do bloqueio israelense.


A WFP enfrenta problemas semelhantes; conseguiu enviar apenas 35 caminhões, dos 190 previstos para atender as necessidades da Faixa de Gaza até o início de fevereiro de 2009 (mais seis caminhões conseguiram chegar a Gaza, entre 30/11 e 6/12). E não é só: a WFP é obrigada a pagar pelo armazenamento dos alimentos que não podem ser enviados a Gaza. Só em novembro, pagou 215 mil dólares. Se Israel mantiver o sítio a Gaza, a WFP terá de pagar mais 150 mil dólares pelo armazenamento dos alimentos, no mês de dezembro, dinheiro que deveria ser usado para auxiliar os palestinos, mas está entrando nos cofres de empresas israelenses de armazenamento.


A maioria das padarias comerciais em Gaza (30, de 47) foi obrigada a fechar as portas por falta de gás de cozinha. As famílias estão usando qualquer tipo de combustível que encontrem, para cozinhar. Como a FAO/ONU já informou, o gás é indispensável para manter aquecidos os criadouros de aves. A falta de gás e de rações, já levou à morte milhares de galinhas e frangos. Em abril, conforme a FAO, já praticamente não haverá galinhas e frangos em Gaza e para 70% dos palestinos, carne e ovos de galinha são a única fonte de proteína.


Bancos, impedidos por Israel de operar nos territórios ocupados, fecharam as portas dia 4/12. Num deles há um aviso, em que se lê: "Por decisão da Autoridade das Finanças na Palestina, o banco permanecerá fechado hoje, 4/12/2008, 5ª-feira, por falta de numerário. O banco só reabrirá quando voltar a receber moeda."


O Banco Mundial já antecipara que o sistema bancário em Gaza entraria em colapso se as restrições continuassem. Todo o fluxo de dinheiro para os programas foi suspenso, e a UNRWA suspendeu a assistência financeira a outros subprogramas, para os mais necessitados, dia 19/11. Também está paralisada a produção de livros didáticos e cadernos, porque não há papel, tinta de impressão e cola, em Gaza. Com isso, 200 mil estudantes serão afetados, ano que vem, no início das aulas.


Dia 11/12, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, enviou 25 milhões de dólares para o sistema bancário na Palestina, depois de um apelo do primeiro-ministro palestinense, Salaam Fayad; foi a primeira remessa, desde outubro. Não bastará nem para pagar o mês de salários atrasados dos 77 mil funcionários públicos de Gaza.


Dia 13/11, foi suspensa a operação da única estação de energia elétrica que opera em Gaza; as turbinas foram desligadas por absoluta falta de diesel industrial. As duas turbinas movidas a bateria 'caíram' e não voltaram a funcionar dez dias depois, quando chegou um único carregamento de combustível. Cerca de 100 peças de reposição, encomendadas para as turbinas, estão há oito meses no porto de Ashdod, em Israel, a espera de que as autoridades da alfândega israelense as liberem. Agora, Israel começou a leiloar as peças não liberadas, porque permanecem há mais de 45 dias no porto. Tudo feito conforme a legislação de Israel.


Durante a semana de 30/11, 394 mil litros de diesel industrial foram liberados para a estação de produção de energia: aproximadamente 18% do mínimo que Israel está legalmente obrigado a fornecer. Foi suficiente apenas para fazer funcionar uma turbina, por dois dias, antes de a estação ser novamente fechada. A Gaza Electricity Distribution Company informou que praticamente toda a Faixa de Gaza ficará sem eletricidade por períodos que variarão entre 4 e 12 horas/dia. Em vários momentos, haverá mais de 65 mil pessoas sem eletricidade.


Nem mais uma gota de óleo diesel (para geradores e para transporte) foi entregue essa semana (como já acontece desde o início de novembro); nem de gás de cozinha. Os hospitais em Gaza estão operando, ao que parece, com diesel e gás recebido do Egito, pelos túneis; ao que se diz, são produtos administrados e taxados pelo Hamás. Mesmo assim, dois hospitais em Gaza estão sem gás de cozinha desde 23/11.


Além dos problemas diretamente causados pelo sítio israelense, há os problemas criados pelas divisões políticas entre a Autoridade Palestina na Cisjordânia e a Autoridade do Hamás, em Gaza. Por exemplo, a CMWU, que fornece água para a região costeira de Gaza, que não é controlada pelo Hamás, é financiada pelo Banco Mundial via a Autoridade Palestina para a Água (PWA) em Ramállah; o financiamento destina-se a pagar o combustível para as bombas do sistema de esgotos de Gaza.


Desde junho, a PWA tem-se recusado a liberar o dinheiro, aparentemente porque entende que o funcionamento dos esgotos beneficiaria o Hamás. Não sei se o Banco Mundial tentou alguma intervenção nesse processo, mas, por hora, a UNRWA está fornecendo o combustível necessário, embora não tenha orçamento para essa finalidade. A CMWU também pediu autorização a Israel para importar 200 toneladas de cloro; até o final de novembro recebeu apenas 18 toneladas suficiente para o consumo de uma semana de água clorada. Em meados de dezembro, a cidade de Gaza e o norte da Faixa só tinha água por seis horas, a cada três dias.


Segundo a Organização Mundial de Saúde, as divisões políticas entre Gaza e a Cisjordânia também têm tido sério impacto sobre o abastecimento de remédios em Gaza. O ministério da Saúde da Cisjordânia (MOH) é responsável por comprar e distribuir quase todos os produtos farmacêuticos e cirúrgico-hospitalares usados em Gaza. E todos os estoques estão perigosamente baixos. No mês de novembro, várias vezes o ministério devolveu carregamentos recebidos por via marítima, por não haver espaço para armazenamento; apesar disso, nada tem sido entregue em Gaza, em quantidades suficientes. Na semana de 30/11, chegou a Gaza um caminhão com remédios e suprimentos médios, enviado pelo MOH em Ramállah; foi o primeiro, desde o início de setembro.


Está acontecendo aí, ante nossos olhos, a destruição de toda uma sociedade e nenhum clamor se ouve, além dos avisos da ONU, que são ignorados pela comunidade internacional.


A União Européia anunciou recentemente que deseja estreitar relações com Israel, pouco depois de as autoridades israelenses terem declarado abertamente que preparam a invasão, em larga escala, da Faixa de Gaza e de terem apertado ainda mais o bloqueio econômico, com o apoio, já nada tácito, da Autoridade Palestina em Ramállah. Essa, vê-se, está colaborando com Israel, em várias medidas. Dia 19/12, o Hamás deu oficialmente por encerrada a trégua (que Israel declarou que estaria interessado em renovar), porque Israel não suspendeu (nem diminuiu) o bloqueio.


Por que, como, em que sentido, negar alimento e remédios à população de Gaza ajudaria a proteger os israelenses?


Por que, como, em que sentido, o sofrimento das crianças de Gaza - mais de 50% da população são crianças! - beneficiaria alguém?


A lei internacional e a decência humana exigem que essas crianças sejam protegidas. Se Gaza cair, a Cisjordânia cairá depois.


* Sara Roy é professora do Harvard's Center for Middle Eastern Studies. Autora de Failing Peace: Gaza and the Palestinian-Israeli Conflict.


Artigo reproduzido da Agência Carta Maior

sábado, 27 de dezembro de 2008

Para a alegria dos colorados

Recebi este estudo do colega jornalista Márcio Gomes e tenho orgulho de repassar:

Desde 2003, quando começaram os pontos corridos:
- Sempre o time campeão do primeiro turno ganhou o título. Mas o greminho não conseguiu...
- Jamais um time abriu 11 pontos de diferença sobre um rival e terminou atrás dele, perdendo o título por três pontos. O greminho conseguiu...
- Jamais um time ficou 8 pontos na frente do segundo colocado e perdeu o título no final. O greminho conseguiu...
- Jamais um time liderou 14 rodadas seguidas e perdeu o título no final. O greminho conseguiu...
- Jamais um time liderou por 17 rodadas e perdeu o título no final. O greminho conseguiu...
- Se consagrou como o 'maior flanelinha de todos os tempos', afinal guardou vaga para o São Paulo por 17 rodadas.
- Pior: ainda comemorou vaga como se fosse título. Ah, claro... Até parece que já é campeão da Libertadores 2009.

Fatos da temporada NADA do timinho da Azenha

- No Olímpico: ELIMINADO do Campeonato Gaúcho pelo Juventude.
- No Olímpico: ELIMINADO da Copa do Brasil pelo Atlético Goianiense.
- No Olímpico: ELIMINADO da Copa Sul-Americana pelo INTERNACIONAL.
- No Olímpico: PERDEU o Campeonato Brasileiro vendo o São Paulo ser campeão.
- Perdeu oito pontos para os rebaixados. O São Paulo só perdeu dois.
- Fez fiasco em todas as competições do ano (2° fase, 2° fase e 1° fase), exceto uma.
- Não ganhou um único clássico no ano. E ainda levou uma surra histórica no último.

FINALIZO COM UMA QUESTÃO: Em 2005, o gremista-mor Paulo Sant'Ana declarou:

"É melhor ser campeão da segunda que ser vice-campeão da primeira".

Como nunca disputei a Segunda Divisão, evidentemente jamais ganhei aquela porcaria. Então não tinha como responder.
Agora a gazelada tem totais condições de responder:

'E AÍ, GREMISTADA: É MELHOR SER CAMPEÃO DA SEGUNDA OU SER VICE DA PRIMEIRA?????'

O TIME DA PIADA PRONTA
GRÊMIO: NADA PODE SER MAIS RIDÍCULO


A Tuchaua-Cola vai lançar uma promoção. Cada tampinha representa um time e o título que conquistou é equivalente ao prêmio a ser retirado.

Na tampinha do São Paulo está escrito: "São Paulo, campeão brasileiro, você ganhou uma bicicleta".

Na tampinha do Inter está escrito: "Inter, campeão da sul-americana, você ganhou uma caixa de bombons"

Na tampinha do Sport está escrito: "Sport, campeão da copa do Brasil, você ganhou um jogo de futebol de pino"

Na tampinha do Grêmio está escrito: "Grêmio, não desista, continue participando"

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Para os amigos e amigas de todos os cantos deste Brasil ou mesmo fora dele desejo um
grande natal, com muita luz, paz e esperança em um mundo melhor e mais fraterno.
Abraços!!