Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
A taça chegou...
A taça da Libertadores da América já está no Beira-Rio.
Confio que amanhã será entregue ao General Bolívar, capitão colorado.
Avante, Inter.
Dilma sobe mais
A candidata da Coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem e poderia ganhar a eleição para presidente da República já no primeiro turno. Segundo pesquisa Ibope divulgada pelo Jornal Nacional, da TV Globo, a candidata petista tem 51% das intenções de votos válidos.
Na simulação de primeiro turno, Dilma recebeu 43% das intenções de voto e está 11 pontos percentuais à frente do adversário José Serra (PSDB), que tem 32%. Já a candidata Marina Silva (PV) continuou com 8% da preferência do eleitorado.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Congresso dos Jornalistas faz de Porto Alegre centro dos debates sobre a profissão
Porto Alegre será um pólo mundial de debates sobre jornalismo, com a realização do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas – Encontro Latino Americano de Jornalistas, com o tema "O Jornalismo a Serviço da Sociedade'' que acontece de quarta (18) a domingo (22), no Hotel Plaza São Rafael. A promoção ocorre em parceria da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul.
Cerca de 400 jornalistas estão confirmados, com destaque para representantes de oito países de língua portuguesa Angola, Macau, Moçambique, Guiné Bissau, Marrocos, Cabo Verde, Portugal, Santo Tomé e Príncipe, além de outros paises como Estados Unidos, Espanha e Alemanha.
O último grande evento de Jornalismo realizadoo em Porto Alegre foi há 14 anos. Neste tempo, aconteceram mudanças no cenário para profissionais de comunicação e, mesmo que os postos de trabalho tenham se mantido estáveis nos veículos de comunicação, houve uma ampliação nas assessoria de imprensa e outras mídias. Diante desta situação, cresce a busca por novos mercados, que apontam para necessidade de se alterar a formação universitária, mas prezando sempre a ética na cobertura jornalística.
Discutir este cenário, debater a formação de empresas de prestação de serviços em comunicação, analisar a formação em novas mídias e alertar estudantes e profissionais sobre as mudanças do mercado são tarefas que se pretende concretizar por meio do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, sempre pensando o “Jornalismo a Serviço da Sociedade”.
Mais informações:
E-mail: jornalistasrs@jornalistasrs.brte.com.br
Site: http://www.jornalistas-rs.org.br
Telefones: (51) 3228-8146 / 3226-0664 / 3226-1735
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Época Colorada
O Marcelo Barreto, do SporTV, publicou em seu blog um belo texto sobre o Internacional. De imediato, blogs colorados, gaúchos e jornais o reproduziram. Eu farei o mesmo porque mexeu com o meu coração rubro. Obrigado, Marcelo. Leia do início ao fim porque vale a pena.
Marcelo Barreto
Eu nunca tinha ido a Porto Alegre até começar a trabalhar no SporTV. Hoje, a capital gaúcha talvez seja uma das cidades que mais visitei no Brasil. Uma vez, foi por causa do Grêmio, naquela final de Libertadores sob o comando de Mano Menezes. Outra, a seleção, num joguinho muquirana contra o Peru, pelas Eliminatórias. Todas as outras, quem me levou foi o Inter. No Beira-Rio, vi jogos decisivos pela Libertadores, pela Sul-Americana, pela Supercopa. E assisti às festas de todas essas conquistas, além da maior de todas, a que recebeu os jogadores campeões mundiais. Sempre voltei de lá pensando a mesma coisa: estamos vivendo uma época em que é muito bom ser colorado.
Muitos times brasileiros viveram épocas mágicas. Todos conhecemos os exemplos clássicos, recitados sempre com o nome do clube e o do seu principal jogador: o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Zico, o Inter de Falcão. Todos construíram times vencedores que – era outra época, no futebol e na economia – em torno de um grupo especial, que se manteve e criou uma cultura vencedora. A partir dos anos 90, com o comércio da bola num ritrmo mais frenético, passou a ser mais difícil fazer essa associação. O São Paulo que conquistou o mundo era o de Telê Santana. O Palmeiras vencedor era o de Wanderley Luxemburgo ou da Parmalat. Os astros em campo raramente eram os mesmos de uma temporada para outra.
No século 21, a coisa já tomou uma proporção que a gente não consegue mais acompanhar. Hoje, num papo no almoço, um colega jornalista falava sobre a situação do Flamengo e se empolgava na comparação do time atual com o que foi campeão brasileiro no ano passado: "Aquele time tinha ataque, tinha Adriano, tinha Vágner Love..." E aí caiu a ficha: não tinha. Love é representante de um novo fenômeno do futebol brasileiro, o jogador semestral. Chegou e saiu em 2010.
Como explicar, então, que o Inter, num cenário desses, se mantenha competitivo e muitas vezes vencedor durante tanto tempo?
As explicações vão parecer repetitivas. Não é nenhuma novidade citar a administração de Fernando Carvalho, o projeto sócio-torcedor (que já garantiu a lotação do Beira-Rio para o segundo jogo da final), o bom trabalho nas divisões de base. E sempre haverá quem bote defeito, quem diga que ainda falta um Campeonato Brasileiro para provar que o trabalho é mesmo vitorioso. Mas, vendo o Inter virar um jogo na casa do adversário, hoje, o que me veio à cabeça foi que todos esses assuntos, que muito torcedor acham chatos, merecem nossa atenção.
Já não se faz mais um time vitorioso só com a descoberta de um craque, mesmo que seja o maior de todos. Nem com a manutenção de um técnico, ainda que muitos o considerem também o melhor que já houve. Manter-se competitivo e vitorioso, no futebol, exige cada vez mais. O Inter não ganha todas, mas está sempre entre os candidatos. O time que virou o segundo tempo de uma final na casa do adversário tinha jogadores acostumados a grandes decisões, mas tinha também jovens promissores. Para nenhum deles, porém, aquilo era novidade. Eu acredito em cultura vencedora no futebol.
Na semana que vem, o SporTV News vai a Porto Alegre para duas edições especiais. E é bem provável que eu volte de lá pensando o que sempre penso: vivemos numa época em que é muito bom ser colorado.
Marcelo Barreto
Eu nunca tinha ido a Porto Alegre até começar a trabalhar no SporTV. Hoje, a capital gaúcha talvez seja uma das cidades que mais visitei no Brasil. Uma vez, foi por causa do Grêmio, naquela final de Libertadores sob o comando de Mano Menezes. Outra, a seleção, num joguinho muquirana contra o Peru, pelas Eliminatórias. Todas as outras, quem me levou foi o Inter. No Beira-Rio, vi jogos decisivos pela Libertadores, pela Sul-Americana, pela Supercopa. E assisti às festas de todas essas conquistas, além da maior de todas, a que recebeu os jogadores campeões mundiais. Sempre voltei de lá pensando a mesma coisa: estamos vivendo uma época em que é muito bom ser colorado.
Muitos times brasileiros viveram épocas mágicas. Todos conhecemos os exemplos clássicos, recitados sempre com o nome do clube e o do seu principal jogador: o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Zico, o Inter de Falcão. Todos construíram times vencedores que – era outra época, no futebol e na economia – em torno de um grupo especial, que se manteve e criou uma cultura vencedora. A partir dos anos 90, com o comércio da bola num ritrmo mais frenético, passou a ser mais difícil fazer essa associação. O São Paulo que conquistou o mundo era o de Telê Santana. O Palmeiras vencedor era o de Wanderley Luxemburgo ou da Parmalat. Os astros em campo raramente eram os mesmos de uma temporada para outra.
No século 21, a coisa já tomou uma proporção que a gente não consegue mais acompanhar. Hoje, num papo no almoço, um colega jornalista falava sobre a situação do Flamengo e se empolgava na comparação do time atual com o que foi campeão brasileiro no ano passado: "Aquele time tinha ataque, tinha Adriano, tinha Vágner Love..." E aí caiu a ficha: não tinha. Love é representante de um novo fenômeno do futebol brasileiro, o jogador semestral. Chegou e saiu em 2010.
Como explicar, então, que o Inter, num cenário desses, se mantenha competitivo e muitas vezes vencedor durante tanto tempo?
As explicações vão parecer repetitivas. Não é nenhuma novidade citar a administração de Fernando Carvalho, o projeto sócio-torcedor (que já garantiu a lotação do Beira-Rio para o segundo jogo da final), o bom trabalho nas divisões de base. E sempre haverá quem bote defeito, quem diga que ainda falta um Campeonato Brasileiro para provar que o trabalho é mesmo vitorioso. Mas, vendo o Inter virar um jogo na casa do adversário, hoje, o que me veio à cabeça foi que todos esses assuntos, que muito torcedor acham chatos, merecem nossa atenção.
Já não se faz mais um time vitorioso só com a descoberta de um craque, mesmo que seja o maior de todos. Nem com a manutenção de um técnico, ainda que muitos o considerem também o melhor que já houve. Manter-se competitivo e vitorioso, no futebol, exige cada vez mais. O Inter não ganha todas, mas está sempre entre os candidatos. O time que virou o segundo tempo de uma final na casa do adversário tinha jogadores acostumados a grandes decisões, mas tinha também jovens promissores. Para nenhum deles, porém, aquilo era novidade. Eu acredito em cultura vencedora no futebol.
Na semana que vem, o SporTV News vai a Porto Alegre para duas edições especiais. E é bem provável que eu volte de lá pensando o que sempre penso: vivemos numa época em que é muito bom ser colorado.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Ospa apresenta a Nona Sinfonia de Mahler
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre apresenta, no dia 17 de agosto, às 20h30min, no Salão de Atos da UFRGS, a Sinfonia nº9 em ré maior, de Gustav Mahler. É a primeira vez, em seus 60 anos de história, que a Ospa executa esta obra, que representa um grande desafio técnico tanto para os músicos como para o regente. E Karabtchevsky, diretor artístico da Ospa, é reconhecido mundialmente por ser um especialista em Mahler – será a primeira vez que ele regerá a obra à frente da Ospa, pois já a executou com outras orquestras, em Viena e Veneza, por exemplo.
Será uma das maiores formações da orquestra sobre o palco: mais de cem músicos, incluindo músicos da Ospa e convidados, que já ensaiam há cerca de um mês para esse concerto. Os músicos se organizaram em naipes e ensaiaram em diversos locais da cidade. Agora, chega o momento de reunir toda a orquestra. As sinfonias são as obras que mais destacam no legado de Mahler: são complexas e enormes, tanto na duração quanto na quantidade de músicos necessários para sua execução. A Nona Sinfonia de Mahler tem duração de 80 minutos. Mahler costumava dizer que suas sinfonias deviam representar o mundo. A Nona Sinfonia foi composta no decorrer do ano de 1909 e estreada em 1912, pouco mais de um ano após a morte e Mahler. “O final dessa sinfonia sempre me leva às lágrimas, e eu já a regi mais de cem vezes”, disse o maestro Isaac Karabtchevsky, ao término do ensaio da manhã desta quinta-feira, 12 de agosto, no Salão de Atos da UFRGS. A sinfonia tem quatro movimentos, agrupados de modo pouco ortodoxo: dois movimentos lentos emolduram dois movimentos rápidos. Esses movimentos são todos em tonalidades diferentes, coisa que jamais se ouvira em qualquer sinfonia de quatro movimentos. “Mahler estava gravemente doente quando a compôs, tanto que morreu sem tê-la ouvido. Ela é uma obra que expressa toda a tristeza do compositor, é profunda, desafiadora e exige que os músicos façam mais do que apenas ler as notas. Ela exige que a orquestra entenda o que se passa por trás das notas”, diz Karabtchevsky.
Informações da Assessoria de Imprensa da OSPA: imprensa@ospa.org.br
Será uma das maiores formações da orquestra sobre o palco: mais de cem músicos, incluindo músicos da Ospa e convidados, que já ensaiam há cerca de um mês para esse concerto. Os músicos se organizaram em naipes e ensaiaram em diversos locais da cidade. Agora, chega o momento de reunir toda a orquestra. As sinfonias são as obras que mais destacam no legado de Mahler: são complexas e enormes, tanto na duração quanto na quantidade de músicos necessários para sua execução. A Nona Sinfonia de Mahler tem duração de 80 minutos. Mahler costumava dizer que suas sinfonias deviam representar o mundo. A Nona Sinfonia foi composta no decorrer do ano de 1909 e estreada em 1912, pouco mais de um ano após a morte e Mahler. “O final dessa sinfonia sempre me leva às lágrimas, e eu já a regi mais de cem vezes”, disse o maestro Isaac Karabtchevsky, ao término do ensaio da manhã desta quinta-feira, 12 de agosto, no Salão de Atos da UFRGS. A sinfonia tem quatro movimentos, agrupados de modo pouco ortodoxo: dois movimentos lentos emolduram dois movimentos rápidos. Esses movimentos são todos em tonalidades diferentes, coisa que jamais se ouvira em qualquer sinfonia de quatro movimentos. “Mahler estava gravemente doente quando a compôs, tanto que morreu sem tê-la ouvido. Ela é uma obra que expressa toda a tristeza do compositor, é profunda, desafiadora e exige que os músicos façam mais do que apenas ler as notas. Ela exige que a orquestra entenda o que se passa por trás das notas”, diz Karabtchevsky.
Informações da Assessoria de Imprensa da OSPA: imprensa@ospa.org.br
Uma pequena flauta
Não é irônico ver o Renato chegar a Porto Alegre para treinar o Grêmio na mesma semana em que o Internacional - de quem se diz desafeto - encaminhou o bi da América?
Vamos conquistar a América, Inter!
Vencemos, Inter! Te vi grandioso, meu colorado. Dominamos o jogo no México, ganhamos de virada. Mostraste que és grande e estamos em vantagem para o jogo da próxima quarta-feira, no Beira-Rio.
Não ganhamos nada, mas acredito que, em casa e com apoio da torcida, vamos rumar para a conquista da América.
Vamos, Inter!!!!
A vibração de Bolívar, Índio e Sandro é justa. O time foi soberbo no México
Não ganhamos nada, mas acredito que, em casa e com apoio da torcida, vamos rumar para a conquista da América.
Vamos, Inter!!!!
A vibração de Bolívar, Índio e Sandro é justa. O time foi soberbo no México
Giuliano é predestinado. Marcou o primeiro gol da virada contra o Chivas
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Vamos, Inter, tu és Brasil
Meu coração colorado está acelerado. Falta uma hora para o primeiro jogo do Internacional na final de Libertadores, contra o Chivas, no México. Estou em casa, teclo rapidamente, mas com um pé na rua. Ouça folia na rua, foguetério, buzinas e gritos aqui na Cidade Baixa, zona festeira de Porto Alegre. Vou sair, me reunir com outros colorados e torcer para que Inter vença o time mexicano e a grama sintética do novíssimo estádio Omnilife.
Vamos Inter, acredito em ti. Depois é completar a dose no nosso Beira-Rio.
Vamos Inter, acredito em ti. Depois é completar a dose no nosso Beira-Rio.
Inverno doido
Hoje, sai cedo de casa coberto por um casacão, uma blusa de lã e um moleton. Estava menos frio do que nos demais dias, mas me precavi. Ao longo do dia, entre uma atividade e outra, fui tirando a roupa. Ou melhor, parte de dela. No meio da tarde, quando alguns termômetros marcavam 21ºC, já estava só com o moleton. Soube pela Internet que esta foi a temperatura máxima na capital gaúcha. Mas, em algumas cidades do Interior, fizera 25ºC. Agora, a temperatura é agradável: 16º C em Porto Alegre.
Uma loucura para para uma população que, há poucos dias, convivia com temperaturas abaixo de zero. Até neve graúda andou caindo. A consequência do calor em pleno inverno será a chegada de ventos e temporais amanhã e sexta-feira. E novas quedas na temperatura. Haja saúde!
Uma loucura para para uma população que, há poucos dias, convivia com temperaturas abaixo de zero. Até neve graúda andou caindo. A consequência do calor em pleno inverno será a chegada de ventos e temporais amanhã e sexta-feira. E novas quedas na temperatura. Haja saúde!
A liberdade de imprensa e a liberdade de empresa
Liberdade de Expressão X Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia , de Venício A. de Lima, 159 pp., Editora Publisher Brasil, São Paulo, 2010
As ideias centrais do livro de Venício A. de Lima não são muitas, mas são fundamentais e foram expostas de maneira bastante profunda, detalhada e didática. Ele defende a tese de que atualmente há uma diferença entre liberdade de imprensa e liberdade de empresa. Demonstra que, quando afirmam que a liberdade de imprensa está em risco, as empresas de comunicação brasileiras estão apenas reafirmando sua liberdade empresarial. Os conservadores barões da mídia querem continuar a moldar consciências e ditar a agenda política. A informação crucial do livro é a seguinte:
"Nos anos 1990, cerca de nove grupos de empresas familiares controlavam a grande mídia. As famílias eram Abravanel (SBT) Bloch (Manchete), Civita (Abril), Frias (Folhas), Levy (Gazeta), Marinho (Globo), Mesquita (O Estado de S. Paulo), Nascimento Brito (Jornal do Brasil) e Saad (Band). Hoje, este número está reduzido a cinco. As famílias Bloch, Levy, Nascimento Brito e Mesquita já não exercem mais o controle sobre seus antigos veículos."
No Brasil, os monopólios de mídia sempre dizem que o Estado coloca em risco a liberdade de expressão (confundindo, portanto, liberdade de imprensa com liberdade de expressão). Entretanto, quem na verdade coloca em risco a liberdade de expressão são as próprias empresas monopolistas. A inexistência de pluralidade de informação reduz a liberdade de consciência, expressão e informação do cidadão brasileiro, obrigando o Estado a agir para corrigir as distorções impostas pelo mercado. Venício desfaz a confusão criada e divulgada pelos barões da mídia esclarecendo quem são os titulares da liberdade de imprensa, quem são os destinatários desta liberdade e quem são os verdadeiros titulares da liberdade de expressão. Explica, também, como e por que a Constituição brasileira já possibilita combater o monopólio e limitar o poder das empresas de comunicação que exploram bandas de transmissão públicas.
"Dentro da realidade histórica globalizada do nosso tempo a censura foi em parte privatizada (cf. capítulo 4) e a origem do cerceamento da liberdade de expressão não pode ser atribuída ao Estado. Muitas vezes ela tem sua origem no poder econômico privado ou na autocensura."
Contribuição para a modernização da imprensa
A única censura que existe no Brasil é de natureza empresarial. É a censura praticada pelas próprias empresas monopolistas, que sempre procuram preservar os interesses (e os lucros) de seus anunciantes privados. Além disto, os monopólios de mídia impedem que vários grupos sociais tenham voz pública e possam, desta forma, interferir na agenda política. É através da autocensura, por exemplo, que os monopólios de mídia impedem o debate público sobre a regulamentação do art. 220, da Constituição Federal vigente:
"Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
§ 3º – Compete à lei federal:
I – regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.
§ 5º – Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
§ 6º – A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade."
O livro em questão é precioso, pois dá um amplo panorama histórico do debate sobre a liberdade de imprensa no mundo e no Brasil e contribui para desfazer os mitos que têm sido criados e divulgados pelas empresas monopolistas de mídia brasileiras. Apesar de tratar de questões filosóficas e jurídicas delicadas, o autor adotou uma linguagem acessível. Portanto, este livro é uma grande contribuição teórica e prática para a modernização da imprensa no Brasil.
Por Fábio de Oliveira Ribeiro, no Observatório de Imprensa
As ideias centrais do livro de Venício A. de Lima não são muitas, mas são fundamentais e foram expostas de maneira bastante profunda, detalhada e didática. Ele defende a tese de que atualmente há uma diferença entre liberdade de imprensa e liberdade de empresa. Demonstra que, quando afirmam que a liberdade de imprensa está em risco, as empresas de comunicação brasileiras estão apenas reafirmando sua liberdade empresarial. Os conservadores barões da mídia querem continuar a moldar consciências e ditar a agenda política. A informação crucial do livro é a seguinte:
"Nos anos 1990, cerca de nove grupos de empresas familiares controlavam a grande mídia. As famílias eram Abravanel (SBT) Bloch (Manchete), Civita (Abril), Frias (Folhas), Levy (Gazeta), Marinho (Globo), Mesquita (O Estado de S. Paulo), Nascimento Brito (Jornal do Brasil) e Saad (Band). Hoje, este número está reduzido a cinco. As famílias Bloch, Levy, Nascimento Brito e Mesquita já não exercem mais o controle sobre seus antigos veículos."
No Brasil, os monopólios de mídia sempre dizem que o Estado coloca em risco a liberdade de expressão (confundindo, portanto, liberdade de imprensa com liberdade de expressão). Entretanto, quem na verdade coloca em risco a liberdade de expressão são as próprias empresas monopolistas. A inexistência de pluralidade de informação reduz a liberdade de consciência, expressão e informação do cidadão brasileiro, obrigando o Estado a agir para corrigir as distorções impostas pelo mercado. Venício desfaz a confusão criada e divulgada pelos barões da mídia esclarecendo quem são os titulares da liberdade de imprensa, quem são os destinatários desta liberdade e quem são os verdadeiros titulares da liberdade de expressão. Explica, também, como e por que a Constituição brasileira já possibilita combater o monopólio e limitar o poder das empresas de comunicação que exploram bandas de transmissão públicas.
"Dentro da realidade histórica globalizada do nosso tempo a censura foi em parte privatizada (cf. capítulo 4) e a origem do cerceamento da liberdade de expressão não pode ser atribuída ao Estado. Muitas vezes ela tem sua origem no poder econômico privado ou na autocensura."
Contribuição para a modernização da imprensa
A única censura que existe no Brasil é de natureza empresarial. É a censura praticada pelas próprias empresas monopolistas, que sempre procuram preservar os interesses (e os lucros) de seus anunciantes privados. Além disto, os monopólios de mídia impedem que vários grupos sociais tenham voz pública e possam, desta forma, interferir na agenda política. É através da autocensura, por exemplo, que os monopólios de mídia impedem o debate público sobre a regulamentação do art. 220, da Constituição Federal vigente:
"Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
§ 3º – Compete à lei federal:
I – regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.
§ 5º – Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
§ 6º – A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade."
O livro em questão é precioso, pois dá um amplo panorama histórico do debate sobre a liberdade de imprensa no mundo e no Brasil e contribui para desfazer os mitos que têm sido criados e divulgados pelas empresas monopolistas de mídia brasileiras. Apesar de tratar de questões filosóficas e jurídicas delicadas, o autor adotou uma linguagem acessível. Portanto, este livro é uma grande contribuição teórica e prática para a modernização da imprensa no Brasil.
Por Fábio de Oliveira Ribeiro, no Observatório de Imprensa
domingo, 8 de agosto de 2010
Filho, também és responsável
Marco, meu filho querido, me fazes sentir pai de verdade.
Obrigado por existires, por rires e chorares comigo.
Sinal de que estamos vivendo.
Te amo!
Obrigado por existires, por rires e chorares comigo.
Sinal de que estamos vivendo.
Te amo!
PAZ
Em passeata que cruzou a minha rua, crianças e jovens do Colégio Mãe Admirável, da Cidade Baixa, em Porto Alegre, erguem faixas, cartazes e vozes em torno da PAZ, palavrinha mágica muitas vezes esquecida em todos os cantos de nosso planeta. Parabéns à gurizada!
Meu pai
Pai, não estás mais entre nós. Sinto saudade dos bons momentos que partilhamos. Por isso e muito mais, tens uma presença constante no meu coração. Foste um grande homem, carinhoso, de caráter reto e lutador.
Sei que aí do céu, teu lugar desde 2006, zelas por nós.
Te amo, velho Otacílio!
* Meu abraço a todos os pais e aos pais de meus amigos e amigas. Valorizem eles acima de tudo!
Sei que aí do céu, teu lugar desde 2006, zelas por nós.
Te amo, velho Otacílio!
* Meu abraço a todos os pais e aos pais de meus amigos e amigas. Valorizem eles acima de tudo!
Vão apostar no Plínio?
A mídia não aprende. Depois do debate dos presidenciáveis na Band, apressou-se em dizer que a candidata petista Dilma Rousseff foi mal (preferiu a linguagem técnica, abusou de números, cometeu alguns erros). Como o tucano José Serra não sai do marasmo de sempre, os colegas dos grandes veículos escolheram o vencedor: Plínio de Arruda Sampaio. Não vi para concordar ou discordar, apesar de admitir que o ex-petista tem o dom da retórica e do sarcasmo. Pergunta: virou o queridinho da mídia, a ponto de alcançar um ponto nas próximas pesquisas. Pode até que consiga, tirando vantagem sobre Marina Silva, do PV, que não decola. Mas este é o teto do Plínio, e os jornalistas continuarão procurando defeitos na Dilma. Os de Serra já são visíveis e não são de hoje. Até a eleição, muita vai rolar...
Alegria colorada
Sabem as razões de o Inter estar jogando solto, alegre? Pois vejam os meninos Taison e Dale com os bumbos da popular no final do jogo contra o São Paulo no Morumbi...
sábado, 7 de agosto de 2010
Dilma, mais alguns passos na frente
Pesquisa Sensus dá 10 pontos de vantagem para a Dilma. O Ibope, cinco. Como fica o Datafolha, que apresenta o tucano um ponto na frente? Terá que ajustar.
Votação da PEC dos Jornalistas é adiada para setembro
O Senado adiou para setembro a votação da Proposta de Emenda à Constituição 33/09, mais conhecida como PEC dos Jornalistas. Os senadores Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Inácio Arruda (PC do B-CE), autor e relator da proposta, retiraram a matéria da pauta na sessão desta quarta-feira (04/08) por não terem certeza da aprovaçã
A PEC continua na pauta do plenário e deverá ser votada no próximo esforço concentrado, previsto para a primeira semana de setembro. Mesmo com o adiamento da votação, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, acredita que a proposta poderá ser aprovada e sancionada até o final de 2010.
"É difícil, mas estou confiante que a exigência do diploma para profissão, algo que nos foi furtado pelo Supremo Tribunal Federal, volte a valer ainda este ano", disse Andrade.
Ele também diz que a Fenaj está lutando para mobilizar sindicatos e jornalistas sobre a importância da aprovação da PEC. Andrade informou que o site da entidade vai disponibilizar, a partir desta quinta-feira (05/08), uma tabela com a tendência de voto dos 81 senadores, além de divulgar o e-mail de cada um. O objetivo é fazer com que estudantes e jornalistas entrem em contato com os parlamentares para cobrar apoio ao projeto.
Fonte: site Comunique-se
A PEC continua na pauta do plenário e deverá ser votada no próximo esforço concentrado, previsto para a primeira semana de setembro. Mesmo com o adiamento da votação, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, acredita que a proposta poderá ser aprovada e sancionada até o final de 2010.
"É difícil, mas estou confiante que a exigência do diploma para profissão, algo que nos foi furtado pelo Supremo Tribunal Federal, volte a valer ainda este ano", disse Andrade.
Ele também diz que a Fenaj está lutando para mobilizar sindicatos e jornalistas sobre a importância da aprovação da PEC. Andrade informou que o site da entidade vai disponibilizar, a partir desta quinta-feira (05/08), uma tabela com a tendência de voto dos 81 senadores, além de divulgar o e-mail de cada um. O objetivo é fazer com que estudantes e jornalistas entrem em contato com os parlamentares para cobrar apoio ao projeto.
Fonte: site Comunique-se
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