sábado, 26 de março de 2011

Inter sonolento, que dá tédio

Fui ao Beira-Rio no jogo contra o Esportivo no último sábado e contra o São Luiz hoje. Ainda vi pela TV a partida do colorado ante o São José na quarta. Não vibrei, não gritei, não sorri. Apenas olhei, quase dormi, senti tédio. Este Internacional toca a bola para lá, para cá, vai, volta. Parece treinar... O que está faltando, meus amigos? Será assim no jogo de quarta pela Libertadores, onde estarei? Espero voltar a vibrar, gritar, sorrir...

Porto que me faz Alegre

 
Pois é, aqui cheguei com 17 anos. Faz, portanto, 38 anos de amor pela cidade que adotei. Ah, Porto Alegre do meu filho, da Redenção (foto), do Guaíba, do Beira-Rio, da Rua da Praia, da Borges, do Gasômetro, do Mercado Público, do Chalé da Praça XV, do Calçadão de Ipanema, do Theatro São Pedro, do Araújo Vianna, da PUC, da Lima e Silva, da Cidade Baixa, dos meus amores, dos bares, do meu recanto... Mais: de tanto lugares, belezas e riquezas que não citei, mas passei e amei neste período. Quando aqui coloquei os pés para viver e nunca mais sair, tinhas 201 anos. Hoje, fazes 239 anos com o jogo do meu colorado no Beira-Rio e o Baile de Redenção, dois programas imperdíveis. Parabéns, minha Porto Alegre!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Decepção

Naquele dia, dissemos a mesma coisa. 
Mas, na verdade, te decepcionei. 
Com certeza, porém, não me decepcionaste. 
É a vida que segue!
Com ou sem decepção.

Inter entre os gigantes do mundo

 A Audi Cup, que acontece nos dias 26 e 27 de julho, em Munique (Alemanha), reúne os gigantes mundiais Bayern de Munique, Milan, Barcelona e...Internacional. 
Só poderíamos ser nós. Alguma dúvida? Rumo a mais um título mundial, meu colorado.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Santiago atira nos imperialistas

Como sempre, a charge de Santiago (acima) prescinde de uma legenda. É importante salientar que seu alvo é certeiro no caso das batalhas imperialistas na África e no Oriente Médio.

Sindicato lança publicação sobre aborto

Direcionado a jornalistas, será lançado amanhã, dia 25 de março, às 14h30min, o Guia para Profissionais de Comunicação sobre Aborto. A publicação das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro e servirá de fonte de informações para o trabalho de jornalistas que tratarem do tema. O local da apresentação é o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul - rua dos Andradas, 1270, 13º andar, Centro.

Fenaj pede apoio a Sarney para PEC que restabelece obrigatoriedade do diploma de jornalista

Schröder e Sarney falaram sobre a PEC do diploma/Foto: Jane de Araújo

Em reunião nesta quarta-feira, 23, com o presidente do Senado, José Sarney, o senador Inácio Arruda, do PCdoB-CE, representantes da Federação Nacional de Jornalistas e de sindicatos da categoria pediram apoio para que a Casa dê prioridade à votação da proposta de emenda à Constituição - PEC 33/09 - que restabelece a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.
De acordo com o presidente da Fenaj, Celso Schröder, a reunião com Sarney marca o reinício da campanha pela aprovação da PEC. "A visita ao presidente Sarney marca o reinício da campanha dos jornalistas brasileiros pela retomada da aprovação da PEC que reintroduzirá a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício profissional", disse após a reunião.
Já aprovada pela CCJ, a matéria tramita sob a forma de substitutivo e aguarda análise do Plenário do Senado em dois turnos de votação. De acordo com Inácio Arruda, relator da matéria na comissão, a ideia é colocar a proposta em votação após a apreciação de medidas provisórias que aguardam deliberação do Senado. "Devemos votar medidas provisórias no máximo em duas semanas. Daí em diante, a pauta ficará livre por pelo menos 15 dias. Essa é a grande oportunidade de ter a votação da PEC dos jornalistas, que recebeu votação quase que unânime na nossa comissão de Justiça", explicou Arruda.
A PEC, de iniciativa do senador Antônio Carlos Valadares, do PSB-SE, estabelece que a profissão de jornalista é privativa do portador de diploma do curso superior de Comunicação Social, com especialização em Jornalismo, expedido por instituição oficial de ensino.
Em junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal derrubou a necessidade do diploma, argumentando que restringia a liberdade de expressão. Para Schröder, no entanto, a interpretação do STF foi equivocada. "A liberdade de expressão do cidadão vai ser garantida através de um Jornalismo responsável, de um Jornalismo bem feito, e isso só é possível com profissionais comprometidos com a sociedade brasileira", argumentou.
 
* Rodrigo Baptista / Agência Senado

Ficha limpa: STF frusta sociedade

Estamos órfãos. Quem deveria sanear a política nacional, colabora para que nada mude. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem que a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) vale somente para 2012. Ou seja, quem estava sujo nas eleições passadas e não assumiu por isso, ganha agora o direito de voar para Brasília. No jato do STF, graças ao voto proferido pelo ministro Luiz Fux, recém nomeado pela presidenta Dilma Rousseff para compor o mais importante Tribunal do país. Não esperava nada do ministro Gilmar Mendes - que apenas confirmou sua trajetória -, mas Fux e José Dias Toffoli, indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, me decepcionaram. Aliás, não somente a mim, mas a sociedade brasileira. Esta tinha se mobilizado para aprovação de uma lei de iniciativa popular que indicava a moralidade e a ética como critérios para escoha de seus representantes. A Justiça barrou este desejo. E agora?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Parlamentares organizam mobilização em favor da PEC dos Jornalistas

Nesta quarta-feira (23), parlamentares, entre eles o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), retomam a mobilização no Congresso Nacional em favor da aprovação da proposta que restabelece a exigência do diploma de jornalismo para exercício desta atividade profissional no país. O ato terá a participação da direção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Em 2009, o Supremo Tribunal Federal derrubou a necessidade da graduação superior em jornalismo, alegando que o diploma "restringe a liberdade de expressão". Autor da PEC dos Jornalistas, Pimenta entende que o STF cometeu um equívoco ao confundir liberdade de expressão com liberdade de informação. "O jornalismo não é uma atividade intelectual como afirmou de forma equivocada o Ministro Gilmar Mendes, pois um jornalista não deve, e por dever ético não pode, exercer a sua liberdade de expressão ao reconstruir a realidade", sustenta Pimenta.
A PEC dos Jornalistas já foi aprovada em todas as comissões da Câmara e aguarda para entrar em votação no plenário.

Folha de S.Paulo registra jornalistas como assessores administrativos*
A Folha de S.Paulo registrou dois jornalistas como assessores administrativos. A informação foi confirmada pelo vice-presidente do Comitê de Imprensa do Senado, o jornalista Fábio Marçal, que também é membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal.
O Comunique-se teve acesso aos documentos que comprovam a irregularidade na contratação dos jornalistas. Nos dados, o jornal alega que o registro como assessor administrativo é uma norma da empresa. "Eu não sei se eles fazem isso pra fugir do sindicato ou pra burlar a legislação, é um absurdo", contestou Marçal.
O jornalista enfatiza que apenas os dois casos se tornaram conhecidos, mas acredita que outros profissionais já tenham passado pela mesma situação.
Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Lincoln Macário Maia, a situação é absurda. "É um absurdo. É uma demostração de que veículos como a Folha são muito apressados em denunciar irregularidades, mas não prestam atenção no que acontece debaixo do seu nariz", afirmou.
Maia lembrou do caso de outra empresa, que segundo ele, também já cometeu a mesma irregularidade. "A Bloomberg também tenta disfarçar suas contratações de jornalistas. Essas ‘inovações’, formas toscas disfarçadas de sofisticação, precarizam a profissão", declarou. A Bloomberg não se pronunciou contra a acusação.

Deputado critica contratações
Há uma semana, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC que pede a volta da exigência do diploma de jornalismo para atuar na profissão, foi informado da irregularidade na Folha, e protestou. Segundo ele, que também é jornalista, irregularidades já eram cometidas em muitos veículos, mas tendem a aumentar. "É uma sinalização clara de que o fim do diploma levará à precarização da profissão", afirmou.
Procurada pela reportagem, a Folha ainda não se manifestou sobre o caso.

Fonte: www.comunique-se.com.br

Mr. Obama não se mostrou disposto a pagar nem um cafezinho

Mr. Obama aterrisou no Brasil cheio de simpatia. Afinal, boa parte da população brasileira ainda não está informada de que o eleitorado americano foi vítima de um embuste, e a grande imprensa fez tudo a seu alcance para promover a simpatia do casal e o charme de Mrs. Michele.
por Wladimir Pomar
 A grande mídia não mediu esforços para encobrir a grave crise econômica e social que assola aquele grande país, omitir a manutenção da mesma política externa que levou os Estados Unidos ao atoleiro do Afeganistão e do Iraque, e encobrir o apoio do governo norte-americano aos governos ditatoriais da África do Norte e da Arábia.
Em resumo, fez de tudo para dourar a pílula do que deseja realmente Mr. Obama em sua viagem ao Brasil. E tem sido incapaz de mostrar sua afronta ao Brasil, tipo Bush filho, ao ordenar o bombardeamento da Líbia em seu primeiro dia de visita ao governo brasileiro.
Apesar de falar em paz e cooperação, Mr. Obama demonstrou que pratica guerra e imposição. Embora tenha dito ter apreço pela pretensão brasileira de participar do Conselho de Segurança da ONU, não avançou um til sequer na promessa vaga de continuar trabalhando com todos pela reforma daquele órgão multilateral. E não deu qualquer sinal de que afrouxará as barreiras à entrada dos produtos brasileiros no mercado estadunidense.
Em outras palavras, Mr. Obama esbanjou simpatia, tanto a própria quanto a fabricada, mas não se mostrou disposto a pagar nem um cafezinho. Isso não acontece por acaso. Já antes da catástrofe que assola o Japão, os Estados Unidos enfrentavam uma crescente dificuldade para colocar seus bônus do Tesouro, indispensáveis para financiar seus diferentes déficits e para salvar seus bancos da bancarrota.
O Japão interrompera a aquisição daqueles títulos, a China procurava outras formas de aplicar seus excedentes financeiros, os países árabes produtores de petróleo se resguardavam diante dos levantes populares, e até a Grã-Bretanha, fiel aliada dos EUA, se via obrigada a direcionar seus recursos financeiros para pagar a dívida pública. Diante desses movimentos, o FED já se via constrangido a comprar mais de 70% das emissões dos bônus de seu próprio Tesouro.
A tríplice catástrofe que se abateu sobre o povo japonês pressionará o governo do Japão a despejar seus recursos financeiros na reconstrução das regiões destruídas, na adoção de medidas radicais para substituir alimentos e outros bens contaminados pelas radiações nucleares, e na reativação da economia japonesa. Nessas condições, o Japão pode se transformar de grande comprador de bônus do Tesouro americano em vendedor desses bônus no mercado internacional. Combinada aos demais fatores que já afetavam o mercado desses títulos, a situação japonesa pode representar um golpe destruidor sobre o principal mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para financiar a continuidade de sua economia.
Nessas condições, será muito difícil ao governo de Mr. Obama tratar adequadamente seus débitos internos e internacionais, manter suas taxas de juros no atual patamar próximo de zero, utilizar eficientemente a desvalorização do dólar como fator de elevação da competitividade de seus produtos e de reativação de sua economia, e resolver a favor dos Democratas a disputa fratricida que estão mantendo com os radicais Republicanos. Na verdade, o We Can de Mr. Obama está se tornando, cada vez mais, em We Cannot. Afinal, não é preciso ser um analista arguto para notar que nenhum de seus compromissos eleitorais foi cumprido.
Para agravar o quadro geral da crise norte-americana, a decisão do governo Obama de estimular seus aliados sauditas e de outros países árabes a intervir no Bahrein e reprimir as manifestações populares dos povos árabes por melhores condições de vida, reformas democráticas e soberania nacional, já representavam medidas perigosas que podiam tornar ainda mais caótica a situação das regiões do Norte da África e da Península Arábica, tanto do ponto de vista político, quanto social e econômica. O que, inevitavelmente, rebaterá desfavoravelmente sobre a crise norte-americana.
A decisão, em conjunto com a França, Inglaterra e Itália, de intervir nos negócios internos da Líbia, com pretextos idênticos aos utilizados no Afeganistão e no Iraque, pode agravar ainda mais, exponencialmente, todos os fatores de instabilidade e caos presentes no cenário mundial e no cenário interno americano, a começar pelo potencial fator de elevação do preço do petróleo, a principal fonte energética da economia dos Estados Unidos.
Mas podemos agregar a tudo isso outros fatores de crise. Os preços das demais commodities minerais e agrícolas devem continuar se elevando. O Japão terá grandes dificuldades para continuar abastecendo o mercado mundial de componentes eletrônicos vitais para o funcionando da economia global altamente informatizada. Haverá uma parada obrigatória, mesmo momentânea, para a revisão dos projetos de energia nuclear, agravando os problemas produtivos em países, como a França, que possuem fortes cadeias industriais voltadas para esse setor.
Talvez por isso, com a França tendo uma forte indústria bélica, o governo Sarkozi tenha se mostrado tão belicista em relação à Líbia. Supõe, como os antigos imperialistas, que a guerra pode ser um instrumento de reativação econômica. Nem se deu conta de que os custos astronômicos dos atuais equipamentos bélicos vão agravar ainda mais a crise financeira da zona do euro. E que os custos de reconstrução das áreas destruídas pesarão consideravelmente, seja sobre os orçamentos já em crise, seja sobre a posição política desses falcões.
Por tudo isso, talvez possamos afirmar que os Estados Unidos, assim como seus aliados europeus, não estão em condições de transformar simpatia em projetos positivos. Para comprovar isso, basta examinar a posição dos Estados Unidos diante da tríplice tragédia japonesa. Eles estão sem qualquer condição de contribuir com qualquer ajuda financeira ou com a abertura de seus mercados. Depois, vão reclamar da China que, segundo muitos analistas, é a única que se acha em condições de oferecer uma ajuda financeira real ao Japão e abrir seu mercado para a recuperação das empresas e da economia japonesa.
O mesmo em relação ao Brasil. Mr. Obama quer maior abertura para os produtos norte-americanos, sem reduzir em nada os entraves à entrada da carne, etanol, sucos, algodão e outros produtos brasileiros no mercado norte-americano. Também não quer equilibrar a balança comercial entre os dois países. Mas Mr. Obama ofereceu financiamentos de um bilhão de dólares, como se estivesse ofertando a maior fortuna do mundo.
A presidenta Dilma poderia ter dito a ele que o Brasil está financiando os Estados Unidos em cerca de 8 bilhões de dólares anuais, que é o saldo dos EUA no comércio com o Brasil. Também poderia ter dito que os chineses, apenas para a exploração do pré-sal, financiaram 10 bilhões de dólares. Talvez não o tenha feito, por educação. E também porque, afinal, mesmo não pagando nem o cafezinho, a simpatia  do casal Obama é inegável.

Nada substitui o jornal

Recebi o texto abaixo da amiga Raquel Aguirre e os repasso porque me fez rir muito. Os fará também. O jornal nunca será substituído pela internet. A seguir alguns dos importantes usos do jornal:

Uso doméstico
Amadurecer banana, abacate...
Recolher lixo.
Limpar vidros.
Dobradinho, serve para alinhar os pés da mesa.
Embrulhar louças na mudança.
Recolher a sujeira do cachorro.
Forrar a gaiola do passarinho.
Cobrir os móveis e o piso antes de pintar a casa.
Evitar que entre água por baixo da porta.
Proteger o piso da garagem quando o carro está vazando óleo.
Matar moscas, baratas e demais insetos.
Na época da crise econômica, usá-lo como papel higiênico, mesmo que seja um pouco duro, atende às necessidades.
 
Uso educativo
Bater no focinho do cachorro quando faz xixi dentro de casa.
Fazer barquinhos de papel.
Arrancar um pedacinho em branco para anotar número de telefone.
 
Usos comerciais
Alargar o sapato.
Rechear bolsas para conservar a forma.
Embrulhar peixes.
Embrulhar pregos na loja de produtos para construção.
Fazer um chapeuzinho para o pintor ou para o pedreiro.
Cortar moldes para o alfaiate ou para a costureira.
Embrulhar quadros.
Embrulhar flores.
 
Uso festivo
Acender o carvão da churrasqueira.
Rechear a caixa de presente surpresa.
 
Outros usos
Para os seqüestradores usarem suas letras nas cartas.
Fazer bolinhas para jogar nos companheiros de classe.
Fazer uma capinha para o machado ou foice.
Fazer proteção na cabeça para não estragar a chapinha quando estiver garoando.
Nos filmes, para os bandidos esconderem o revolver.
Para esconder-se atrás dele quando não quiser que te vejam.
 
E, por último, para ler as notícias.
Farias tudo isso com o computador? Não creio.
 

terça-feira, 22 de março de 2011

Novo começo...

Talvez seja a hora de um novo começo. 
É o máximo que consigo expressar. 
E já é muito!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vítima da estação que saudei

No domingo, saudei o outuno. Na segunda, acordei com o olho direito inchado, vermelho e fechado. Fui vítima da estação que provoca mudanças. Portador de rinite alérgica, sinto na pele as modificações do clima, da mesma forma que as árvores perdem as folhas. Convivo com isso faz tempo, o tratamento é para toda a vida e me resta saber administrar. 
Neste momento, escrevo rapidamente porque não dá para ficar muito tempo em frente ao PC tendo a visão de um olho apenas. Possivelmente amanhã, após a administração de colírio e gelo sugerida pela oftalmologista, o outro já esteja melhor. De qualquer forma, viva o outono. Não dá para perder o humor.

FENAJ convoca para caravana em defesa do diploma em Brasília

Em comunicado enviado aos Sindicatos, diretores da FENAJ, Comissão Nacional de Ética e coordenadores nacionais e estaduais da Campanha em Defesa do Diploma, a Executiva da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) convocou uma caravana a Brasília nos dias 23 a 25 de março, para ampliar o movimento de sensibilização junto a parlamentares e entidades da sociedade civil pela aprovação das PECs do Diploma. No dia 26, também no Distrito Federal, haverá reunião do Conselho de Representantes da FENAJ.
A agenda de mobilizações pelas PECs do Diploma em Brasília inclui visitas a deputados e senadores no dia 23 de março, a entidades, instituições e personalidades nos dias 24 e 25 para consolidação do movimento e a reunião do Conselho de Representantes – com delegados dos 31 Sindicatos de Jornalistas – no dia 26. Na reunião do Conselho, além da prestação de contas da FENAJ relativa a 2010, também serão apreciados o plano de lutas para 2011 e o encaminhamento de resoluções do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado em Porto Alegre, em agosto passado.
Conforme orientações anteriores, a Executiva e o GT Coordenação Nacional da Campanha pelo Diploma também lembram que em todos estados deve-se dar continuidade à busca e confirmação do apoio dos parlamentares às PECs do Diploma, bem como repassar à FENAJ dados relativos à tendência de voto dos senadores e deputados para atualização do “placar” que consta no site da Federação.
A movimentação deve ser fortalecida, ainda, com a busca de apoio junto a universidades, professores, estudantes e outros segmentos, entidades, instituições nos diversos estados e regiões. O objetivo é, além de ampliar pela base a sensibilização de parlamentares, preparar uma grande movimentação nacional em defesa do diploma já marcada para 7 de abril, Dia do Jornalista.

domingo, 20 de março de 2011

Chegou o outono

Feito! Acabou o verão e começou o outono, a estação das temperaturas amenas e das folhas amarelas nas árvores e no chão. O outono, presente no Hemisfério Sul desde às 20h21min (horário de Brasília), é melhor que a primavera. Esta estação, colorida, tem um inconveniente: aquele vento chato...
 

Uma visita marcada por mais uma guerra


A marca da visita de Obama não está dada por nenhum pronunciamento ou acordo assinado, mas pelo cenário do bombardeio da Líbia, com a sempre falsa justificativa de que fazem para defender os civis. Mesmo no plano do discurso, dos acordos e do seu itinerário, a visita foi decepcionante.

www.cartamaior.com.br

O senador Suplicy me ligou dizendo que não estava de acordo com uma mensagem que publiquei no twitter convocadando os cariocas a um domingo de praia ao invés de ir ao comício que o Obama deveria fazer na Cinelândia. Ele dizia que o Obama era o continuador dos sonhos do Martin Luther King. E se, de repente, depois de conversar com a Dilma, ele anunciasse a fim do bloqueio a Cuba no comício?

O Suplicy me perdoará se não for absolutamente textual – se ele quiser precisar seus argumentos, pode escrever que a Carta Maior publicará integralmente seu artigo. Mas estou seguro que esses eram os dois argumentos que ele me expos e eu, democraticamente, contra argumentei.

Disse que é verdade que Obama representou – ou, para alguns, anda representa – um polo progressista dentro dos EUA, contra a direita e a ultradireita. Mas mesmo lá dentro, apesar dos seus discursos contra os bancos, como causadores da crise, ele salvou os bancos, acreditando que eles salvariam os EUA, mas os bancos se salvaram a si mesmos e deixaram o país na recessão, com a elevada taxa de desemprego que ainda tem.

Mas, principalmente fora dos EUA – elemento inseparável para uma potência imperial -, sua politica continua exatamente a mesma do Bush, ele não cumpriu nenhuma das promessas que fez: nem terminou com o bloqueio a Cuba, nem saiu do Iraque, e agora promove uma nova guerra, contra a Líbia.

Uma vez realizada a visita, creio que a posição que defendi se justifica ainda mais. A marca da visita não está dada por nenhum pronunciamento ou acordo assinado aqui, mas pelo cenário do bombardeio da Líbia, com a sempre falsa justificativa de que fazem para defender os civis do país. Mesmo no plano do discurso, dos acordos e do seu itinerário, a visita foi decepcionante. Nos discursos, ele fez o mínimo possível de concessões: depois de ter apoiado expressamente a Índia para ingressar no Conselho de Segurança da ONU, fez apenas uma menção simpática ao Brasil – “apreço” -, longe do compromisso com o pais asiático. Os EUA não cumpriram com sua parte nos novos acordos comerciais e Obama tenta justificar a postura com a crise econômica, que dificultaria abrir o mercado dos EUA. Não havia nenhum sintoma de que anunciaria o fim do bloqueio a Cuba ou qualquer outra medida progressista, como seus pronunciamentos confirmaram.

Obama não trouxe o Ministro de Energia, como estava planejado, diminuindo as possibilidades de acordos nessa área. Rejeitou o convite para um jantar reservado com Dilma em Brasília, onde ficou apenas algumas horas, partindo rapidamente para o Rio. Aqui, fez programas familiares no jantar, na visita ao Corcovado e a Cidade de Deus. A suspensão do comício na Candelária – que tranquilizou o governo, que não via com bons olhos a operação – levou a um discurso no Teatro Municipal, onde houve mais seguranças, policiais e escoltas do que público.

Sua passagem – cujo aspecto mais importante foi o de que, pela primeira vez, um presidente empossado no Brasil é visitado por um presidente norteamericano, ao invés de ir visitá-lo – deixa uma imagem frágil, de pouca transcendência, de mais um presidente dos EUA que não somente não deixa um cenário de guerra – o Iraque – como prometido, como leva seu país, no momento da sua viagem, a mais uma.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Nobel da Paz autoriza a guerra


Ironia do destino. Nobel da Paz em 2009, Barak Obama transformou-se ontem no novo Senhor da Guerra, seguindo os passos de seus antecessores norte-americanos, democratas como ele ou republicanos. O presidente da maior potência mundial decidiu abrir mão do diálogo para atender aos anseios dos fabricantes de armas e autorizar o bombardeio na Líbia, que atinge especialmente inocentes. Tenho autoridade para dizer isso porque apoiei e vibrei com sua eleição, mas achei precipitado o presidente dos EUA ter sido escolhido por trabalhos "'extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional'". Um absurdo, pois Obama recém assumira. Agora, vemos o exagero do Comitê Norueguês do Nobel. E reconheço o erro de tê-lo apoiado ostensivamente.
Não apoio ditaduras. Apenas contesto o uso da força contra determinado país. Por que os EUA, aliado com a França em uma colisão de guerra, não agem para derrubar a ditadura da Arábia Saudita, uma das mais fechadas e sanguinárias do mundo? Porque lá estão alguns dos melhores amigos dos norte-americanos. E lá tem muito petróleo, do qual os EUA são dependentes. Esta é a lógica norte-americana.

sábado, 19 de março de 2011

Hoje veremos a maior lua cheia dos últimos 20 anos

 
Chegou o dia. O mundo está prestes a presenciar a aparição da maior lua cheia dos últimos 20 anos. Hoje, a partir das 18h05min, este satélite natural vai chegar ao ponto mais próximo da Terra. A lua cheia aparecerá mais exuberante do que o usual na noite celeste, atingindo o ponto máximo de um ciclo, conhecido como ‘Perigeu Lunar’.
É esperado um espetáculo visual quando a lua se aproximará da Terra a uma distância de 221,567 milhas da órbita, chegando mais próxima do nosso planeta desde 1992.

Sala P.F. Gastal exibe série de documentários Zeitgeist com entrada franca

A Sala P. F. Gastal, em Porto Alegre, realiza neste final de semana exibições da trilogia de documentários Zeitgeist, cujo último capítulo, 'Zeitgeist: Moving Forward', em sessão especial em janeiro último, havia atraído mais de uma centena de espectadores ao cinema da Usina do Gasômetro. Além de dar novas chances a este último capítulo, as duas primeiras partes da trilogia poderão ser conferidas pelo público no sábado e domingo, em sessões com entrada franca.
'Future by Design', de William Gazecki, apresenta a vida de Jacque Fresco, considerado por muitos como um moderno Da Vinci. Jacque é um futurista autodidata que se descreve como um generalista - um estudante de muitos campos inter-relacionados. Ele é um inventor prolífico, tendo passado toda a sua vida trabalhando em invenções com a utilização de tecnologias inovadoras. 'Zeitgeist: Addendum', de Peter Joseph, discute o sistema do Banco Central americano, a CIA, o mundo corporativo, governo e outras instituições financeiras, e até a Igreja, localizando as causas da corrupção generalizada social. 'Zeitgeist: Moving Forward', de Peter Joseph, traz depoimentos de especialistas nas áreas da saúde pública, antropologia, neurobiologia, economia, energia, tecnologia e ciências sociais sobre Comportamento Humano, Economia Monetária e Ciências Aplic adas. Juntando estes temas, o documentário cria um modelo de compreensão do atual paradigma social, e o porquê de ser fundamental sair dele.

Horários

 Hoje
15h - Zeitgeist: Addendum
17h15min - Future by Design
19h - Zeitgeist: Moving Forward

Amanhã
15h - Future by Design
16h45min - Zeitgeist: Moving Forward
19h30min - Zeitgeist: Addendum

Informação do site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul:
http://www.jornalistas-rs.org.br/

Sindicato dos Jornalistas mostra a importância do diploma a estudantes

 Sob o título 'Para que serve o teu diploma?', o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul promoveu um debate sobre a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. O encontro ocorreu nesta sexta-feira, dia 18, às 10h, no auditório da Famecos na PUCRS, em Porto Alegre. A mesa foi composta por José Nunes, presidente do Sindicato, Valci Zuculoto, diretora da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Alan Camargo, membro da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) e Guilherme de Oliveira, representante do Núcleo dos Estudantes do Sindicato. 
Nunes falou da importância da formação do jornalista para que a sociedade tenha bons profissionais, e afirmou que o Sindicato não quer apenas uma categoria forte, mas qualifica da. "Devemos reforçar o sentimento de categoria entre os jornalistas e acrescentar mais cadeiras teóricas nos cursos para que não tenhamos somente operadores, mas verdadeiros jornalistas", apontou.

Nunes e Valci destacaram a luta das entidades em defesa da formação


Valci mostrou a necessidade do estudo e da formação específica para o exercício da profissão de jornalista. "Assim como outros cursos, como História, foram recentemente reconhecidos, devemos lutar para que se mantenham os cursos já reconhecidos, como o Jornalismo", defendeu. O evento contou com a presença de cerca de 50 estudantes de Jornalismo, que participaram com perguntas e intervenções. O coordenador do curso de Jornalismo da PUCRS, Vitor Necchi, que ajudou na realização do evento, defendeu o curso e deixou o espaço à disposição dos alunos para próximos eventos, que se mostraram interessados no Núcleo de Estudantes.
O estudante de Jornalismo e membro do NES, Guilherme de Oliveira, afirmou que não se pode descredenciar cursos já instituídos, mas sim ampliá-los e qualificá-los. "Os jornalistas têm a função de libertar o povo, trazendo a verdade e a informação que geram a capacidade popular de exercer a cidadania", ponderou o jovem, convidando os demais acadêmicos para os próximos atos do movimento estudantil do Sindicato. Para Alan Camargo, o problema está no monopólio das comunicações pelo capital privado. "No Brasil, as informações são propagadas pelas grandes empresas privadas, e onde não chegam é que o Estado entra - o contrário do que deveria ser", alertou o membro da Abraço. "Devemos combater o ensino para o mercado e defender a luta pelo acesso aos veículos de com unicação para todos", declarou.


* Matéria publicada originalmente no site do Sindicato
* Foto de Beliza Boniatti