Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
Inter perde com justiça. Gremistas gozam sem razão
O Internacional jogou muito mal e mereceu a derrota de hoje contra o Fluminense no Beira-Rio, diante de um grande público. Saí triste do estádio.
Mas fiquei mais acabrunhado quando acessei a Internet e vi arrogantes gremistas arrotando ódio, como se o time deles tivesse sido campeão de alguma coisa. Obviamente que não são maioria.
Valorizo os que são desportistas e aceitam vitórias e derrotas de lado a lado como coisas do jogo. Os outros não têm o meu respeito.
Guia de boas maneiras na política. E no jornalismo
Colegas jornalistas devem ler este bem escrito artigo publicado originalmente na Carta Maior. A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso.
Maria Inês Nassif
A cultura de tentar ganhar no grito tem prevalecido sobre a boa educação e o senso de humanidade na política brasileira. E o alvo preferencial do “vale-tudo” é, em disparada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por algo mais do que uma mera coincidência, nunca antes na história desse país um senador havia ameaçado bater no presidente da República, na tribuna do Legislativo. Nunca se tratou tão desrespeitosamente um chefe de governo. Nunca questionou-se tanto o merecimento de um presidente – e Lula, além de eleito duas vezes pelo voto direto e secreto, foi o único a terminar o mandato com popularidade maior do que quando o iniciou.
A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos adversários políticos de Lula, para que ele se trate no Sistema Único de Saúde (SUS), é de um mau gosto atroz. A jornalista que o culpou, no ar, pelo câncer que o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance de ficar calada.
Até na política as regras de boas maneiras devem prevalecer. Numa democracia, o opositor é chamado de adversário, não de inimigo (para quem não tem idade para se lembrar, na nossa ditadura militar os opositores eram “inimigos da pátria”). Essa forma de qualificar quem não pensa como você traz, implicitamente, a ideia de que a divergência e o embate político devem se limitar ao campo das ideias. Esta é a regra número um de etiqueta na política.
A segunda regra é o respeito. Uma autoridade, principalmente se se tornou autoridade pelo voto, não é simplesmente uma pessoa física. Ela é representante da maioria dos eleitores de um país, e se deve respeito à maioria. Simples assim. Lula, mesmo sem mandato, também o merece. Desrespeitar um líder tão popular é zombar do discernimento dos cidadãos que o apoiam e o seguem. Discordar pode, sempre.
A terceira regra de boas maneiras é tratar um homem público como homem público. Ele não é seu amigo nem o cara com quem se bate boca na mesa de um bar. Essa regra vale em dobro para os jornalistas: as fontes não são amigas, nem inimigas. São pessoas que estão cumprindo a sua parte num processo histórico e devem ser julgadas como tal. Não se pode fazer a cobertura política, ou uma análise política, como se fosse por uma questão pessoal. Jornalismo não deve ser uma questão pessoal. Jornalistas têm inclusive o compromisso com o relato da história para as gerações futuras. Quando se faz jornalismo com o fígado, o relato da história fica prejudicado.
A quarta regra é a civilidade. As pessoas educadas não costumam atacar sequer um inimigo numa situação tão delicada de saúde. Isso depõe contra quem ataca. E é uma péssima lição para a sociedade. Sentimentos de humanidade e solidariedade devem ser a argamassa da construção de uma sólida democracia. Os formadores de opinião tem a obrigação de disseminar esses valores.
A quinta regra é não se deixar contaminar por sentimentos menores que estão entranhados na sociedade, como o preconceito. O julgamento sobre Lula, tanto de seus opositores políticos como da imprensa tradicional, sempre foi eivado de preconceito. É inconcebível para esses setores que um operário, sem curso universitário e criado na miséria, tenha ascendido a uma posição até então apenas ocupada pelas elites. A reação de alguns jornalistas brasileiros que cobriram, no dia 27 de setembro, a solenidade em que Lula recebeu o título “honoris causa” pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, é uma prova tão evidente disso que se torna desnecessário outro exemplo.
No caso do jornalismo, existe uma sexta regra, que é a elegância. Faltou elegância para alguns dos meus colegas.
A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos adversários políticos de Lula, para que ele se trate no Sistema Único de Saúde (SUS), é de um mau gosto atroz. A jornalista que o culpou, no ar, pelo câncer que o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance de ficar calada.
Até na política as regras de boas maneiras devem prevalecer. Numa democracia, o opositor é chamado de adversário, não de inimigo (para quem não tem idade para se lembrar, na nossa ditadura militar os opositores eram “inimigos da pátria”). Essa forma de qualificar quem não pensa como você traz, implicitamente, a ideia de que a divergência e o embate político devem se limitar ao campo das ideias. Esta é a regra número um de etiqueta na política.
A segunda regra é o respeito. Uma autoridade, principalmente se se tornou autoridade pelo voto, não é simplesmente uma pessoa física. Ela é representante da maioria dos eleitores de um país, e se deve respeito à maioria. Simples assim. Lula, mesmo sem mandato, também o merece. Desrespeitar um líder tão popular é zombar do discernimento dos cidadãos que o apoiam e o seguem. Discordar pode, sempre.
A terceira regra de boas maneiras é tratar um homem público como homem público. Ele não é seu amigo nem o cara com quem se bate boca na mesa de um bar. Essa regra vale em dobro para os jornalistas: as fontes não são amigas, nem inimigas. São pessoas que estão cumprindo a sua parte num processo histórico e devem ser julgadas como tal. Não se pode fazer a cobertura política, ou uma análise política, como se fosse por uma questão pessoal. Jornalismo não deve ser uma questão pessoal. Jornalistas têm inclusive o compromisso com o relato da história para as gerações futuras. Quando se faz jornalismo com o fígado, o relato da história fica prejudicado.
A quarta regra é a civilidade. As pessoas educadas não costumam atacar sequer um inimigo numa situação tão delicada de saúde. Isso depõe contra quem ataca. E é uma péssima lição para a sociedade. Sentimentos de humanidade e solidariedade devem ser a argamassa da construção de uma sólida democracia. Os formadores de opinião tem a obrigação de disseminar esses valores.
A quinta regra é não se deixar contaminar por sentimentos menores que estão entranhados na sociedade, como o preconceito. O julgamento sobre Lula, tanto de seus opositores políticos como da imprensa tradicional, sempre foi eivado de preconceito. É inconcebível para esses setores que um operário, sem curso universitário e criado na miséria, tenha ascendido a uma posição até então apenas ocupada pelas elites. A reação de alguns jornalistas brasileiros que cobriram, no dia 27 de setembro, a solenidade em que Lula recebeu o título “honoris causa” pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, é uma prova tão evidente disso que se torna desnecessário outro exemplo.
No caso do jornalismo, existe uma sexta regra, que é a elegância. Faltou elegância para alguns dos meus colegas.
(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.
Camisa vermelha
Colorados surgem nas esquinas,
exibindo suas camisas vermelhas.
Sinto que o Beira-Rio balançará
como nos dias de nossas glórias.
Exibido, já circulei em todos cantos
com a minha dez, surrada e bela.
Com ela, estarei no Beira-Rio de
tantos embates e muitas vitórias.
Domingo
Domingo, caminhantes dispersos.
Uns correm para a missa ou culto.
Outros andam nos parques nossos.
Muitos ainda dormem, dormem,
porque na noite curtiram alegria.
E alguns, como eu, unem letras
para outros lerem e curtirem.
sábado, 5 de novembro de 2011
O Beira-Rio é nosso
Recado do grupo Mais Inter, que merece ser lido por todos os colorados. Eu cliquei a foto no jogo contra o Corinthians, no dia 23 de outubro, quando tivemos 38 mil pessoas no Beira-Rio. Agora, serão mais.
Torcedor COLORADO:
Domingo é dia de lotar o BEIRA-RIO, para empurrar o nosso INTER para mais uma vitória e podermos seguir firme s no sonho de voltar a levantar a taça do Campeonato Brasileiro. Sabemos que é difícil, mas não existe impossível para um Clube que é até hoje o ÚNICO CAMPEÃO BRASILEIRO INVICTO, naquele memorável time de Falcão, Valdomiro, Jair, Bira e Benitez, entre outros craques. Jogando na nossa casa, o COLORADO é ainda maior e mais forte.
O MAIS INTER está junto nessa corrente e saúda a decisão da D ire toria de prorrogar o prazo da renovação das carteiras sociais, uma vez que poucos as s o ci ad os as troca ram até agora, o que prenunciava transtornos evidentes . O s pontos do " Paixão Premiada " não empolgaram os as s o ci ad os, evidenciando a fragilidade do plano até aqui , mostrando que planejamento e convicção não são características da atual administração.
S eja pelas redes sociais , seja pelo nosso e-mail , t emos recebido diversas manifestações e questionamentos sobre o posicionamento do MAIS INTER e de seus Conselheiros a respeito da novela da reforma do Estádio Beira-Rio. Fíéis ao nosso compromisso com o associado, traze mos a público nossa posição.
É importante salientar que a empreiteira Andrade Gutierrez procurou o INTER por mais de uma vez para apresentar uma proposta na qual assumiria o financiamento , com seus próprios recursos, de todas as reformas previstas no projeto GIGANTE PARA SEMPRE , além da construi ção de um Centro de Treinamento : a contrapartida seria a cessão, pelo prazo de vinte anos, d as receitas com a locação d e Suítes , boxes em um edifício-garagem , 5 .000 mil cadeiras VIP em localização nobre e lojas construídas no entorno. O INTER ainda repassaria à empreiteira o dinheiro obtido com a venda do Estádio dos Eucaliptos.
A demora na assinatura do contrato e as entrevistas dos atuais dirigentes evidenciam que a empreiteira agora pretende mudar as condições de sua proposta inicial , o que , além de paralisar as obras e diminuir a capacidade do estádio , fez o Beira-Rio perder a indicação como sede da Copa das Confederações. O INTER aceitou negociar os detalhes de uma proposta na qual a parceira assumiria a responsabilidade integral pelo financiamento da obra, mediante as contrapartidas mencionadas. Portanto, é assim que deve ser o contrato . Se a Andrade Gutierrez pretende honrar sua proposta, não entendemos a razão da demora, uma vez que a minuta do contrato nada mais é do que o espelho da proposta.
Mas se a empreiteira mudou de ideia e está achando que o negócio não é tão interessante quanto pensava, então o INTER deve dar um ultimato: ou a Andrade Gutierrez honra a proposta feita e firma o contrato naqueles termos , ou o Clube declara encerradas as negociações e reinicia a obra imediatamente , com os próprios recursos reservados para isso , e convoca a Torcida a ajudar . Quem ergueu o GIGANTE DA BEIRA-RIO onde antes só havia água não tem por que assustar-se com o desafio de uma simples reforma.
Exceto pela conquista do Mundial da FIFA, a Catedral dos Colorados foi o cenário de todas as nossas maior es conquistas : duas Libertadores, a Sul-americana, duas Recopas, três C ampeonatos Brasileiros e a Copa do Brasil . A nossa casa foi construída com o esforço de milhares de Colorados anônimos: se a Andrade Gutierrez não quiser honrar o compromisso assumido , asseguramos a o Presidente Giovanni Luigi que o MAIS INTER estará ao seu lado para mobilizar a T orcida Colorada para reformar o Estádio que ela mesma construiu. A final , O BEIRA-RIO É NOSSO !
Mas neste domingo mais importante que erros administrativos, ou o atraso nas obras é a vitória e luta pelo título do nosso COLORADO, vamos todos apoiar o INTER na luta pelo título do Brasileirão.
Colonização mantida
Na semana, vi bruxinhas andando nas ruas. Hoje, avistei Papais Noéis bem agasalhados, mesmo com temperatura de 30ºC. Apesar de terem arrefecido nos últimos anos, tradições norte-americanas ainda mexem com a cabeça de crianças, adultos e comerciantes. No caso das bruxinhas, era para comemorar o halloween. Os "bons velhinhos" antecipam as festividades natalinas. Não conseguimos outros símbolos para contrapor esta colonização?
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Samara
Samara, procuro.
Um dia te acho.
Linda mulher
Um dia te acho.
Linda mulher
no pleno escuro
que um dia ousou
o amor recuperar.
Não abandonarei
minha luta em
busca tua, amor.
Se ouso te revelar,
quero te amar
com toda força
do coração.
Sabes disso,
flor da vida minha.
que um dia ousou
o amor recuperar.
Não abandonarei
minha luta em
busca tua, amor.
Se ouso te revelar,
quero te amar
com toda força
do coração.
Sabes disso,
flor da vida minha.
Redenção
Entardece no
meu quintal,
a Redenção.
Sol ilumina o lago,
tartarugas exibem
nobres cabeças.
Bicicletas rodam,
passos correm,
corpos malham.
Eu corro olho.
Ah, a cerveja
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Gregos sobram
Sobrou para o povo grego. A UE decidiu por dois caminhos: ou aceitam um forte pacote recessivo ou estarão fora do euro. É uma cacetada que praticamente liquida o país, levando-o à condição de marginal. Este é o capitalismo em queda, que não atinge só os gregos, mas as grandes potências. Quem tem menor poder de barganha, sobra.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Isca
Piscas, feito isca.
Me ilude, afunde.
Nada no instante
que não queres
nada, nada, nada.
Se fosses nadar,
na onda flutuar.
Mas nem isso
queres amar.
Lamentável decisão do Grupo Record
A direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul procura manter uma postura de respeito para com as empresas de comunicação do Estado. Nesse sentido, saudou, há alguns anos, a chegada do Grupo Record ao Rio Grande do Sul, como fez com outros empreendimentos na área. As promessas de mexer com o mercado de trabalho, estagnado há longos anos, motivou também os profissionais que atuavam na antiga empresa dirigida pela família Ribeiro, muitos deles com mais de dez anos de casa. Porém, ao longo do tempo, percebeu-se a deterioração das relações de trabalho, e o que era para ser investimento no produto e nos trabalhadores dá lugar a represálias. Os leitores de décadas foram surpreendidos, hoje, com a não-publicação da tradicional coluna de Economia. Um fato preocupante.
Sabemos que não temos o direito de dizer o que um veículo de comunicação deve ou não fazer nos seus periódicos, mas como representantes legais dos jornalistas gaúchos temos o dever de acompanhar de perto esse processo, para o bem da categoria e, acima de tudo, da sociedade como um todo. Falar do Correio do Povo significa falar de um dos maiores patrimônios da Imprensa gaúcha, e esse deve ser o mesmo olhar dado pelos empresários, que pelo visto estão bem longe de ter essa visão. O fim de uma coluna econômica em um jornal que tem mais de 110 anos significa dar um passo atrás em uma das áreas de maior interesse da sociedade, e contraria toda a lógica do mercado.
Mesmo sem qualquer poder ou interesse de mexer na linha editorial dos veículos de comunicação, a direção do Sindicato lamenta e repudia qualquer tipo de represália aos profissionais. Chama a atenção de toda a sociedade para esse equivoco editorial da direção da Record. Por fim, queremos nos solidarizar com todos os jornalistas que hoje desempenham suas atividades no Grupo Record, profissionais responsáveis pela verdadeira liberdade de Imprensa.
Sabemos que não temos o direito de dizer o que um veículo de comunicação deve ou não fazer nos seus periódicos, mas como representantes legais dos jornalistas gaúchos temos o dever de acompanhar de perto esse processo, para o bem da categoria e, acima de tudo, da sociedade como um todo. Falar do Correio do Povo significa falar de um dos maiores patrimônios da Imprensa gaúcha, e esse deve ser o mesmo olhar dado pelos empresários, que pelo visto estão bem longe de ter essa visão. O fim de uma coluna econômica em um jornal que tem mais de 110 anos significa dar um passo atrás em uma das áreas de maior interesse da sociedade, e contraria toda a lógica do mercado.
Mesmo sem qualquer poder ou interesse de mexer na linha editorial dos veículos de comunicação, a direção do Sindicato lamenta e repudia qualquer tipo de represália aos profissionais. Chama a atenção de toda a sociedade para esse equivoco editorial da direção da Record. Por fim, queremos nos solidarizar com todos os jornalistas que hoje desempenham suas atividades no Grupo Record, profissionais responsáveis pela verdadeira liberdade de Imprensa.
Preconceito nas críticas a Lula
Críticas revelam preconceito contra ascensão de Lula. Para a pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo) Sandra Regina Nunes, "as críticas se apoiam no fato de Lula ter sido analfabeto e se tornado presidente, de ele ter ascendido".
Dayanne Sousa
- Por que não se faz uma manifestação para que todo mundo use o SUS? A questão é menos de fidelidade com os ideais políticos e mais um preconceito. É como se questionassem: "Por que Lula tem que se tratar no Sírio Libanês? O lugar de onde ele veio não permite que isso aconteça" - questiona Sandra, membro do Laboratório de Estudos da Intolerância e professora de comunicação da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado).
Uma campanha no Facebook pedindo que Lula se trate no SUS já ganhou mais de 800 adeptos. Os internautas também se organizam para divulgar as críticas em sites de notícias. A rede de TV internacional CNN, por exemplo, publicou a informação sobre a doença do ex-presidente e recebeu uma série de comentários irônicos de brasileiros sobre o sistema de saúde nacional.
Leia a entrevista.
Terra Magazine - O anúncio de que o ex-presidente Lula sofre de câncer foi seguido por manifestações críticas e um protesto para que ele se trate no SUS. Por que esse tipo de expressão acontece e se espalha na internet?
Sandra Regina Nunes - O que me parece é que tem algo bastante próprio daqui do Brasil. As críticas se apoiam no fato de Lula ter sido analfabeto e se tornado presidente, de ele ter ascendido. Isso é visto quase como uma afronta. Faz com que as pessoas acreditem que necessariamente ele deveria ser fiel àquilo que ele pregava. Por muitas vezes ouvi pessoas dizendo "Ah, ele era trabalhador, não podia estar usando Armani". Agora dizem que o Lula tem que usar o SUS. Não me parece que aconteceu isso quando alguém do PSDB tem algum tipo de problema de saúde. Por que não se faz uma manifestação para que todo mundo use o SUS? A questão é menos de fidelidade com os ideais políticos e mais um preconceito. É como se questionassem: "Por que Lula tem que se tratar no Sírio Libanês? O lugar de onde ele veio não permite que isso aconteça".
É curioso porque em geral anúncios como o do ex-presidente - de uma doença - geram apenas comoção...
Eu acho que as pessoas não estão tratando como doença. A ideia é mais questionar o motivo de Lula estar usando um produto de luxo.
As redes sociais ampliam esse tipo de reação negativa?
As redes sociais fizeram com que as pessoas tivessem maior liberdade de expressão. Eu acredito que as pessoas poderiam usar isso de forma mais interessante. Existem na rede movimentos bastante positivos, por exemplo, em apoio à saúde da mulher. Então, utilizar as redes sociais para dar vazão à indignação pode ser ruim, mas tem lados positivos. As redes sociais têm essa dimensão que é muito boa. É a possibilidade de expressão.
Seria papel da imprensa desestimular?
Eu acho que o gesto de expressão não deve se impedir jamais. É preciso dar voz a todo mundo. Mas o papel da imprensa deve ser pontuar o que determinadas falas representam. Ou seja, dizer que tipo de movimento é esse e o que é que ele traz.
Lula: comentaristas torcedores
De leigos oposicionistas, raivosos, tudo é possível. Mas de comentaristas, que deveriam ser isentos, imparciais e humanistas, choca mesmo. É bom ler o comentário do Nassif.
"Agora que as notícias dão conta da boa perspectiva de restabelecimento do Lula, é curioso debruçar nas análises apressadas sobre uma era pós-Lula.
Aliás, chocante a maneira como algumas comentaristas celebraram a doença de Lula. Até nos ambientes mais selvagens - das guerras, por exemplo - há a ética do guerreiro, de embainhar as armas quando vê o inimigo caído, por doença, tragédia ou mesmo na derrota. Por aqui, não: é selvageria em estado puro.
A analista-torcedora supos que, com a doença de Lula, haveria uma mudança radical no quadro político. Sem voz, Lula seria como um Sansão sem cabelos. Sem Lula, não haveria Fernando Haddad. Sem contar os diagnósticos médico-políticos-morais, de que Lula foi castigado por sua vida desregrada. Zerado o jogo político, concluiu triunfante.
Num de seus discursos mais conhecidos, Lula bradava para a multidão: "Se cortarem um braço meu, vocês serão meu braço; se calarem a minha voz, vocês serão minha voz...".
Qualquer tragédia com Lula o alçaria à condição de semideus, como foi com Vargas. O suicídio de Vargas pavimentou por dez anos as eleições de seus seguidores. É só imaginar o que seriam os comícios com a reprodução dos discursos de Lula. Haveria comoção geral.
A falta de Lula seria visível em outra ponta: é ele quem segura a peteca da radicalização. Quem seguraria suas hostes, em caso da sua falta? Seu grande feito político foi promover um pacto que envolveu os mais diversos setores do país, dos movimentos sociais e sindicais aos grandes grupos empresariais. E em nenhum momento ter cedido a esbirros autoritários, a represálias contra seus adversários - a não ser no campo do voto -, mesmo sofrendo ataques implacáveis.
Ouvindo os analistas radicais, lembrando-se da campanha passada, como seria o país caso Serra tivesse sido eleito? É um bom exercício. Não sobraria inteiro um adversário. Na fase Lula, há dois poderes se contrapondo: o do Estado e o da mídia e um presidente que nunca exorbitou de suas funções. No caso de Serra, haveria a junção desses dois poderes, em mãos absolutamente raivosas, vingativas.
De presidente para presidente
Da presidente Dilma, após visitar o presidente Lula no hospital: "Quero dizer ao povo brasileiro, que torce por ele, que pode ter certeza: ele é um guerreiro. Ele vai sair dessa feliz e ainda dar muitas contribuições para esse país."
Com certeza, Dilma! Ele seguirá protagonista.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Terra: 7 bilhões de pessoas
Exulte: neste 31 de outubro de 2011, tu és um do 7 bilhões de habitantes do planeta Terra.
Parabéns!
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