segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Os pingos da chuva

Que bom acordar no primeiro dia de outubro ouvindo os constantes pingos da chuva caírem nos telhados.
Pode ser ruim para quem cedo vai trabalhar, mas é uma sonora melodia aos ouvidos de quem pode ficar mais tempo na cama.
É também uma benesse para nossos campos onde alimentos brotam.
Bom dia, amigos e amigas!

História está de luto. Morre Eric Hobsbawm


Morreu um dos escritores que conduziram minhas leituras antes e mais agora, que faço História. Eric Hobsbawm era e continuará imprescindível.


 

Fonte: Terra
Foto: Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
Crédito: Getty Images


Um dos maiores historiadores do século XX e famoso marxista, Eric Hobsbawm morreu nesta segunda-feira em Londres, aos 95 anos, segundo um comunicado da família divulgado pelo jornal britânico The Guardian. Hobsbawm morreu no começo da manhã nesta segunda-feira no hospital Royal Free de Londres, onde estava internado.
"Ele morreu de pneumonia nas primeiras horas da manhã em Londres", afirmou a filha do historiador, Julia Hobsbawm. "Ele fará falta não apenas para sua esposa há 50 anos, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também por seus milhares de leitores e estudantes ao redor do mundo".
Hobsbawm é autor de quatro volumes considerados definitivos sobre a história dos séculos XIX e XX, abordando a trajetória europeia da Revolução Francesa à queda da União Soviética, entre outras obras.

Sua análise começa com a publicação de Era das Revoluções, que abrange o período de 1789 a 1848. Na sequência vêm A Era do Capital (1848-1875) e A Era dos Impérios (1875-1914). As três obras abrangem o que ele denominou "o longo século XIX".

Em 1994 ele publicou A Era dos Extremos, obra que abrange o período subsequente à Revolução Russa de 1917 e que vai até queda do regime soviético, em 1991. O livro sobre o "breve século XX" foi traduzido para quase 40 línguas e recebeu muitos prêmios internacionais. O historiador Niall Ferguson, colega de Hobsbawm, classificou a obra como "o melhor ponto para qualquer um que queira começar a estudar história moderna.
Em suas obras, Hobsbawm defendeu o poder das ideias de Karl Marx para analisar o mundo comtemporâneo. Seu compromisso com os princípios comunistas o converteram em uma figura controversa, especialmente por sua filiação ao Partido Comunista britânico - que continuou mesmo depois da invasão soviética na Hungria, em 1956.
Anos depois, ele disse que "nunca tentou diminuir o que aconteceu na Rússia", mas que acreditou, durante os primeiros anos de comunismo, que "um novo mundo estava nascendo em meio a sangue, lágrimas e horror: revolução, guerra civil fome. Obrigado ao Ocidente, nós tínhamos a ilusão de que mesmo este brutal sistema iria funcionar melhor do que o Ocidente. Era isso ou nada".
O historiador nasceu em uma família judia em Alexandria, no Egito, em 1917, e cresceu em Viena e Berlim antes de se mudar para Londres em 1933, ano em que Hitler subiu ao poder na Alemanha. Sua trajetória acadêmica começou em Marylebone, passando por Kings College, Cambridge até se tornar professor na Universidade de Birkbeck em 1947, o começo de uma parceria que culminou na reitoria da instituição. Também foi professor convidado na Universidade de Stanford, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e na Universidade Do Poema de Cornel.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Do Poema de Cornel.

Foto: Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
Crédito: Getty Images

domingo, 30 de setembro de 2012

Reencontro nos 70 anos do Sindicato

O bom de tudo é o reencontro. É impagável podermos abraçar forte quem não víamos há muito tempo. Melhor ainda é conversar e até bailar. Aconteceu de tudo ontem e nesta madrugada na festa dos 70 anos do Sindicato dos Jornalistas do RS. Um sucesso! Falamos tanto que até os ausentes foram lembrados. Para o bem, frise-se. Publico fotos clicadas pela colegas Carla Seabra.


Com Marques Leonam, José Nunes, Enir Grigol. Carla Seabra e Márcia Martins


Com Santa Irene Lopes e Márcia Martins

Jornalistas homenageados e ex-presidentes ensaiam pose para fotógrafos

sábado, 29 de setembro de 2012

Vamos, Inter


Daqui a pouco, o colorado vai mostrar se tem bala na agulha contra o Cruzeiro.
Eu acredito. Vamos, Inter!!

Choro pelas crianças

Não esqueçamos: hoje, morreram de fome milhares de crianças em todos os cantos do mundo.
Também merecem o nosso choro.

O efeito das pesquisas

O enredo não muda. A cada eleição, as pesquisas encomendadas pelos veículos inflam uma candidatura, induzindo a possibilidade de decisão no primeiro turno. Tem gente que vai na onda. Depois, na véspera do pleito, fazem um ajuste. O argumento é que a militância de outra - ou outras candidaturas - acordou. E dá segundo turno.

Ana

Ana, te amo.
Ou será meu amo,
que movido por
sentimento menor,
te ama, Ana?

Vai e volta

Cansa o vai e volta.
Melhor é quem fica
sem retorno prever.

Ah, os ventos

Ventos uivantes
passam dilacerantes.
Levas tristezas,
trazes esperança
de dias andantes.

Na madrugada

É madrugada de uma noite agradável. Acordei e os olhos não querem fechar mais. Aí me deu uma saudade desde doce vício que abandonei por alguns dias por conta de estudos intensivos. Ainda tenho uma prova hoje à tarde e preciso revisar conteúdos.
Assim, esta visita aqui tem o objetivo de mandar um abraço forte em tod@s, desejando-lhes uma ótima sexta-feira. Até mais!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Oportunismo político

Os partidos políticos teimam em apresentar aos eleitores candidatos a vereador identificados com apenas uma causa e não como um todo. Ontem, no Beira-Rio, me vi rodeado de cabos eleitorais de ex-jogadores como Fabiano, Jair (apresentado como príncipe Jajá) e Canhotinho (não é do meu tempo). Até o popular personagem Fanático (vai aos jogos com pintura extravagante) é candidato.Tinha um com um banner em que o ex-presidente colorado Fernando Carvalho o indicava. Não cola comigo. Sou partidário e voto em candidatos identificados com toda a cidade, que tenham conteúdo e projeto. Os citados até podem fazer um bom papel se eleitos, mas não é esta a regra.

domingo, 23 de setembro de 2012

Vencendo o Bahia e o vento gelado


O vento gelado que vinha do Guaíba foi compensado com a vitória quente do Inter no Beira-Rio. Não foi uma atuação de luxo, mas mostrou um colorado comprometido desde o início, sob a batuta do garoto Fred, que fez o primeiro gol. Forlán (de cabeça) e Damião (golaço de fora da área) completaram. Lamento o gol sofrido no final, mostrando uma deficiência crônica do Inter. Agora, vamos em busca de seis pontos fora de casa. Vamos, Inter.

Necessário debate sobre o Jornalismo

O jornalismo e a reportagem estão mortos? Esta foi a pergunta que marcou o debate “Tempo de reportagem e o papel do jornalismo”, ocorrido na última quinta-feira (20), no Barão de Itararé, em São Paulo. Audálio Dantas, jornalista e escritor; Ricardo Kotscho, jornalista da TV Record e autor do blog Balaio do Kotscho; e Natalia Vianna, da Agência Pública.

Por: Felipe Bianchi, no sítio do Barão de Itararé

Eles discutiram a influência da Internet, a crise da mídia tradicional e o esvaziamento político da profissão no Brasil.Na opinião de Audálio Dantas, os veículos independentes exercem um papel fundamental no jornalismo atual. “ A mídia alternativa tem uma função parecida com a que veículos como Opinião, Movimento, entre outros, tinham durante a ditadura, ainda que estejamos em um período de democracia”, diz. No entanto, Dantas ressalta que a realidade democrática ainda não é a ideal: “Às vezes esquecemos que rádios comunitárias são discriminadas descaradamente, por exemplo. A sociedade tem que dispor de instrumentos para que trate de defender seus interesses, que é o direito à comunicação”.
Audálio Dantas, hoje aos 80 anos e membro do Conselho Consultivo do Barão de Itararé, presidiu o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo durante a ditadura militar e também foi deputado federal. “Havia uma luta cerrada, pela qual dediquei meio mandato parlamentar meu, contra a concessão de canais de televisão e rádio a parlamentares ou seus laranjas. São concessões públicas, de propriedade do Estado, usadas indevidamente não só por políticos e seus interesses paroquiais, mas também usadas indevidamente por grandes grupos de comunicação”.
Ricardo Kotscho, que também exerceu a profissão de jornalista sob a vigilância dos censores da ditadura militar, afirma: “Se a reportagem está morrendo eu não sei, mas nós continuamos vivos, porque nos fazemos esta pergunta a mais de 30 anos”. O jornalista destaca a importância da questão do controle da informação pelos donos de grandes veículos no Brasil, afirmando que “o tema é fundamental para a democracia no país. No entanto, Kotscho dispara contra a apatia que aflige as redações nos dias de hoje.
“Apesar de vivermos em um período democrático, eu acho que o controle da informação é maior hoje do que no tempo da censura. Quando eu trabalhava em uma grande redação, durante a ditadura, nós, jovens repórteres, tínhamos plena autonomia para elaborarmos pautas, escrever e editar. Hoje, não há liberdade de pauta, nem liberdade para escrever ou editar. Essa é a grande contradição que eu vejo no jornalismo atualmente”, diz.
Além de elogiar a carreira de Audálio Dantas e seu livro Tempo de reportagem – lançado oficialmente durante o debate –, Kotscho destacou que já não vemos muito mais reportagens como as feitas por Dantas. Ele lembra que a classe jornalística tem sua parcela de culpa: “Quando os censores saíram das redações, parece que os jornalistas deixaram de lutar e de enfrentar a situação. Tem que haver luta nas redações, que não pode se esvaziar”.
O jornalismo após a Internet
Parte de uma nova geração de jornalistas, Natalia Viana garante que a crise é da indústria da comunicação e não do jornalismo. “Nunca estive em uma grande redação, mas ao longo de 12 anos consegui fazer reportagens que tiveram repercussão e foram consideradas boas por muita gente. Por que isso? Porque o mercado está em uma crise profunda, em grande parte alavancada pela Internet”, diz.
De acordo com ela, vivemos um momento de renovação do jornalismo: “A indústria está em crise eu não tenho a menor dó dela. Isto possibilidade outras formas de se fazer jornalismo crítico. A morte da mídia tradicional e dos jornais impressos não significam a morte do jornalismo, pelo contrário”. Em sua avaliação, devemos buscar novas formas de fazer, organizar, experimentar, financiar e difundir a reportagem. “É isso que fazemos na Agência Pública e que vem pipocando no Brasil e no mundo”, diz.
O problema, para ela, é que os grandes veículos não querem abrir mão de seu poder, mas o caso Pinheirinho, diz, é um exemplo de como o cenário mudou. “A mídia alternativa vem sendo referência do que é informação, como no caso do Pinheirinho. O caso marcou um momento importante para o jornalismo. Já houveram muitas desocupações violentas como a do Pinheirinho, mas isso nunca havia chegado no Jornal Nacional e nas capas do Estadão e da Folha. A cobertura consistente dos veículos independentes e de cidadãos que estavam no local forçou que o assunto não fosse ignorado”.
Democratização da comunicação
Audálio Dantas aproveitou a ocasião para falar sobre a importância da criação de um novo marco regulatório para as comunicações. Ele apontou a grande concentração dos meios de comunicação como um dos maiores problemas para a democracia brasileira. “Sempre houve uma oposição muito grande dos donos dos meios de comunicação em relação a este tema, que é um dos principais problemas que cerceia a liberdade de expressão no país. Essa concentração provoca a defesa de interesses de grupos e não do interesse público”, diz.
O jornalista também critica a apropriação da bandeira da liberdade expressão pelos grandes conglomerados do setor: “A liberdade de imprensa é um escudo que os empresários usam toda vez que se ameaça o enorme poder dos grandes veículos. Na verdade, deviam chamar liberdade de empresa”.
Kotscho endossou a necessidade de democratizar a comunicação, ressaltando a partidarização da grande mídia brasileira. “A liberdade de imprensa é um negócio para meia dúzia de famílias que controlam veículos de comunicação e, pior que isso, estes meios transformaram-se em verdadeiros partidos”.
Audálio lança livro
Audálio Dantas, cujas reportagens já receberam diversos prêmios ao longo de sua carreira, aproveitou a ocasião para lançar oficialmente seu livro Tempo de reportagem (Editora LeYa). A obra compila diversas reportagens escritas pelo jornalista, incluindo matérias que ainda não haviam sido publicadas em livros anteriores. Além da íntegra das reportagens, Dantas conta a história de cada uma das matérias – como foi feita, quais eram as expectativas sobre os acontecimentos e os resultados da publicação.

Dias

Um dia
Dia outro
Nenhum dia
Encanto
Paixão
Desencanto

Nenhum dia

Dia outro
Um dia
Desencanto
Paíxão

Encanto

Ame

Ame
m
e

muito
u
i
t
o

sem
e
m

limite
i
m
i
t
e

Longe

Estavas longe quando mais perto cheguei.

Não houve amor

Minha letra, quem diria, um dia te encantou.
Minhas ideias, pense bem, te abriram a boca.
Meus olhos, veja só, sempre te perturbaram.
Meu coração, por ti pulsando, não foi escutado.
Houve encanto, admiração. Só não houve amor.

Meu olhar

Pensas que te esqueci,
que te atirei num canto.
Entenda que meu recuo,
sem sentido no infinito
do teu pensamento só,
ganhará recanto em nó.
Terá que acontecer lá,
somente lá, no lugar
onde um dia te encantei
com um canto sem verso,

sem rima e embalo.
Mas terno pelo olhar
meu nos olhos teus.

sábado, 22 de setembro de 2012

Homenagem a Betão Andreatta


 Com a presença de familiares, jornalistas e amigos, foi inaugurada hoje pela manhã a praça Humberto Andreatta, o Betão, no Bairro Vila Nova, em Porto Alegre. Com orgulho, está registrado JORNALISTA, profissão que ele abraçou com vigor, ética e comprometimento com sociedade.

                               A família orgulhosa

Conversando com o inverno

Sei que estás saindo de mansinho. Com medo da xingação. Nos anos anteriores, foste irregular, instável. Nos últimos três meses em que reinaste no Rio Grande do Sul, exageraste na dose. Em vez de frio permanente, nos ofereceste de tudo. Um frio glacial por uma semana e, a seguir, verão. Sim, calorão fora de época. E, para completar a festa, mandaste temporais e ventanias que estragos provocaram . De nada adianta insinuares com um friozinho meia-boca quando estás te retirando.
Não deixas saudade, inverno. Está todo mundo esperando por tua sucessora. A primavera chega amanhã, com bons presságios.