sexta-feira, 6 de maio de 2011

O jantar


                                O jantar na casa de Leda tinha sido marcado há um mês.  Foi um "parto" reunir as amigas mais afinadas para o encontro que ela considerava de aproximação. Afinal, tinham se formado em nutrição fazia dois anos e depois nunca mais se viram. Apenas tinham trocado palavras no Orkut e no Facebook, mas as redes sociais pareciam tão distantes e vazias. Muita gente se metia, pensava.
                               Primeiro chegou Catarina, toda vistosa em um terninho vermelho, com detalhes em branco. Parecia feliz, contrastando com a dona da casa, metida em um jeans e uma blusa branca discreta. Não estava mal vestida, mas andava carente desde a separação de Augusto em agosto do ano passado. Achava-se desleixada, para baixo, mesmo que o emprego em uma rede de restaurante exigisse rigor no vestir.
                               – Que chique estás, Leda. Pareces remoçada – disse a amiga, contrariando com o que pensava de si.
                               – Tu também, amiga. De namorado novo? – perguntou, mesmo sabendo que a resposta seria positiva (o Orkut tinha denunciado Catarina).
                               – É, tu sabes. Hoje, é difícil arranjar um homem legal – concordou a visitante – E tu, sozinha?  
                               – É. Não – respondeu, sem saber definir os papos virtuais – alguns interessantes –  que passara a manter nos últimos meses.
                                Foi salva pela chegava de Valquíria, alegre como sempre e passando o espírito para a maneira de vestir (saia acastanhada e blusa bege, deixando os seios médios à mostra levemente). Era a mesma garota imberbe do tempo de aula. Tanto que trouxe, a tiracolo, um cão da raça yorkshire que, ao seu estilo, não parava de latir.
                                – Gente, apresento o Léo. É o cachorrinho mais gracioso do mundo. Não quis deixá-lo sozinho, mas não se preocupem. Já arranjo um lugar para ele – definiu, sem cumprimentar formalmente as amigas.
                                 Leda não gostava de cachorros dentro de casa, mas não poderia contrariar a amiga. Ofereceu o banheiro da empregada, mas Valquíria rejeitou, com ar de nojo. Tudo que ela queria para o totó era uma cama bem confortável. Conseguiu. Léo foi acomodado no quarto de Lucas, filho mais novo de Leda, que naquela noite fora dormir na casa do pai.
                                 Mal a porta do quarto do cachorro – ou melhor, de Lucas – foi fechada, a campainha tocou. Era Paula, uma morena alta que trabalha numa empresa fornecedora de alimentação. Era o tipo de mulher fadada a desfilar nas passarelas, à moda de Gisele Büdchen. O salto do sapato a agigantava ainda mais.
                                  – Amigas, desculpe o atraso, mas o trânsito estava péssimo. Levei mais de meia hora de casa até aqui – desculpou-se, cumprimentando uma a uma as amigas.
                                  – Nossa, vamos ter desfile hoje ­ – gritou Valquíria, não perdendo tempo para brincar com a altura da colega.
                                   – Menos, menos Valquíria – pediu Leda, já prenunciando um clima de atrito de atrito.
                                   Tudo calmo, coquetéis servidos com canapés, e nada da Susana. É verdade que ela mora em outra cidade, mas poderia ter saído antes.
                                  – Vai ver o marido não a deixou sair – provocou Valquíria, recebendo o sinal positivo de Paula.
                                  Falaram no homem e ouvem uma batida na porta. Era, certamente, a última das amigas. De fato, ela apareceu, mas trazendo junto o marido. Susana quase voltou ao ver os olhos arregalados das colegas.
                                  – Gente, eu posso explicar. Só pude vir porque aceitei que o Juarez viesse junto. É nosso pacto agora; quanto um sai, o outro sai também.
                                  – Mas... – disseram quase que juntas as outras quatro, numa espécie de corrente de concordância. Afinal, era um encontro de mulheres.
                                  – Não se preocupem, ele não ficará conosco. Ele quer ver o jogo de futebol – explicou Susana.
                                  – Mas onde? – perguntou a dona de casa.
                                  – Não tem outro televisor além deste? – retribuiu Susana, olhando para todos os cantos.
                                  ­­– Só o do meu quatro...
                                  – Serve. Ou não queremos ficar sozinhas? – comandou Susana, como se a casa fosse dela.
                                 – Bem, então está. Ele senta na poltrona e nós ficamos aqui – concorda, com certo ar de impaciência, a dona da casa.
                                  E lá foi Juarez, sem emitir qualquer palavra, nem mesmo cumprimento. Estava louco pelo jogo.
                                  Pronto, finalmente ficaram sós as cinco mulheres. O papo poderá rolar solto, as fofocas poderão fluir e os drinques passarem de mão em mão.  
                                  – Mas o que este homem veio fazer aqui? Nunca tinha visto isso – diz a até então quieta Catarina – Eu poderia ter trazido o meu.
                                  – Mas quem disse que tu tens homem – ataca Susana.
                                  – Olha, é melhor que o teu. Pelo menos fala – retribui Catarina.
                                  – Tu cala a boca. Na faculdade, nem falavas com os rapazes – diz, cada vez mais furiosa, Susana.
                                  – E depois me olharam com estranheza quando apareci com o Léo – proclama Valquíria.
                                 – O quê? Tem mais homem aqui. E depois falam do meu. Vocês são umas vagabundas – agride Susana.
                                  – Vagabunda és tu...
                                  – Não, és tu...
                                  – És tu...
                                  Trocaram acusações, insultos, rolaram pelo chão, trocaram tapas, quebraram copos e deixaram sujas de capanés as roupas que tinham aprontado para o encontro de aproximação.
                                  – Vou embora desta casa agora – adiantou-se Catarina, seguida por Valquíria, Paula e Susana. Leda, sentada no chão, não sabia o que fazer. Pensou em deitar no sofá para relaxar quando ouviu barulhos estranhos vindos dos quatros. Foi conferir. No aposento do filho Lucas, o yorkshire de Valquíria latia e corria e para todos os lados, derrubando o que encontrava pela frente.
                                  Leda fechou a porta e foi conferir o outro sinal – ainda mais estranho – que vinha de seu quarto. Abriu e quase caiu de susto ao ver Juarez deitado em sua cama. Pior: dormia, exibindo uma pança saliente e roncava tal como Augusto, seu ex-marido. No televisor, o locutor gritava gol de maneira frenética. A dona da casa fechou as janelas e portas da casa e saiu gritando:
                                – Agora, quem sai deste inferno sou eu.

* Conto produzido em laboratório da disciplina Escrita Criativa, na PUCRS, em  abril de 2011.

terça-feira, 3 de maio de 2011

FENAJ: "É preciso desprivatizar as liberdades de imprensa e de expressão"

Este 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, tem significado especial para os jornalistas brasileiros porquanto estão em pauta, no Congresso Nacional, duas questões de fundamental importância para o exercício profissional do Jornalismo com democracia. Paralela à agressão cotidiana contra jornalistas, buscando impedir ou censurar a livre circulação de informações, a extinção da exigência de diploma como requisito para o exercício da profissão desprotege o exercício do Jornalismo ético e responsável e destitui da sociedade seu direito à informação com qualidade.

Não por acaso a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado pautou para este 3 de maio uma audiência pública sobre a liberdade de imprensa e a violência contra jornalistas. A escalada de agressões a profissionais de comunicação vem se manifestando em episódios de manutenção de repórteres, repórteres fotográficos e cinematográficos em cárcere privado, agressões físicas, ameaças de morte, em casos de censura prévia e mesmo nos locais de trabalho, quando ao denunciarem casos que ferem interesses econômicos e políticos os profissionais são “premiados” com demissão.

Se no 3 de Maio do ano passado o debate sobre liberdade de imprensa no Congresso Nacional se deu sob a ótica patronal, a audiência pública de hoje na CDH dá voz aos trabalhadores e suas organizações, com manifestações de representantes da FENAJ, de Sindicatos de Jornalistas, da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial e de profissionais da área.

Para a FENAJ é fundamental desparticularizar e desprivatizar os conceitos de liberdade de expressão e liberdade de imprensa. A liberdade de expressão tem que ser assegurada como um direito universal de todos os seres humanos manifestarem seu pensamento. E a liberdade de imprensa é condição necessária para a livre circulação de informações com responsabilidade, ética, pluralismo, respeito às diferenças e sem discriminações.

O Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos consagra que "toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. Neste contexto, evidentemente os veículos e os profissionais de comunicação têm papel destacado. Mas além de uma mídia livre, independente e pluralista, é fundamental que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário não negligenciem em seu papel de coibir iniciativas que comprometem as liberdades civis e a democracia.

Igualmente faz-se necessário reconhecer que as liberdades de expressão e de imprensa não são direitos absolutos. Seu limite é o respeito aos direitos dos cidadãos e usuários. É inadmissível recorrer a tais liberdades para proteger quem oculta ou distorce fatos, macula a honra das pessoas ou atropela direitos e obrigações.

Por isso, a FENAJ sustenta que o vazio jurídico deixado com a extinção da autoritária Lei 5.250, de 1967, não pode prosseguir e que é urgente uma nova e democrática lei de imprensa, com a regulação das relações entre o estado, os veículos de comunicação, os profissionais do setor e a sociedade. A entidade defende a aprovação do substitutivo do ex-deputado Vilmar Rocha ao PL 3.232/92, que está pronto para votação há 13 anos.

Registramos, também, que demissões, precarização das relações de trabalho, censura empresarial e autocensura são fatos que acontecem diariamente nas redações e que configuram violências. A elas somou-se a decisão do STF de 17/06/2009, que pôs fim a exigência do diploma como requisito para o exercício do Jornalismo, e entregando às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista. Cabe ao Congresso Nacional consertar este erro com a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional que restabelecem a exigência do diploma como condição básica para acesso ao exercício profissional do Jornalismo assegurando o direito da sociedade à informação de qualidade.

Brasília, 03 de maio de 2011.
Diretoria da FENAJ

A violência contra jornalistas no Brasil e no mundo

Conforme relatório da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), foram registrados 55 casos de violência no Brasil em 2009, sendo dois assassinatos, ambos em Pernambuco. Do total, 40% são agressões físicas e verbais; 27%, censura e processos e 15%, ameaças.

A federação registrou ainda detenção e tortura (5%); atentados (5%); e violência contra sindicalistas (4%). De acordo com o estudo, agentes do Estado são responsáveis pela maioria dos casos de agressões a jornalistas.

Em 2010, foram contabilizadas 94 mortes de jornalistas por atos violentos em todo o mundo durante o exercício da profissão - 45 a menos do que em 2009 -, conforme relatório divulgado pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ). A entidade registrou a morte de um total de 2.271 profissionais de imprensa no exercício da atividade profissional a partir de 1990 - quando começou a fazer o relatório anual desses dados - até 2010.

Segundo informações dessa entidade, o Paquistão ficou com o pior índice de segurança para os trabalhadores de comunicação em 2010, com 16 mortes, seguido do México e de Honduras, que registraram, cada um, dez mortes de jornalistas. Apesar da redução da quantidade de mortes com relação a 2009, a direção da FIJ alega que esse número ainda é alto, denotando haver grandes riscos em determinadas regiões para o exercício do jornalismo.

A organização não Governamental (ONG) internacional Repórteres Sem Fronteiras informa que o Paquistão continua sendo um dos países mais perigosos para o exercício da profissão. Segundo a entidade, além dos jornalistas naquele país serem muito mal pagos, estão expostos a todo o tipo de perigo - desde a tensão do país com a Índia até ameaças terroristas, violência policial, e conflitos tribais. De acordo com a FIJ, a maioria dos jornalistas foi vítima de atos violentos causados pelas guerras contra as milícias no Paquistão, os cartéis das drogas no México e os conflitos políticos em Honduras.

A lista dos jornalistas assassinados em 2010 divulgada pela FIJ aponta duas mortes no Brasil, do jornalista da área esportiva Clóvis Silva Aguiar, da Rede TV, no dia 24 de junho; e do jornalista Francisco Gomes de Medeiros, da Rádio Caicó (AM), no dia 18 de outubro.

Fonte: Agência Senado

As soluções mágicas em tempo de crise

Pensem nas relações destes momentos:
- Monarquia em ritmo lento e economia em pedaços na Inglaterra. Solução: casamento real, com uma plebeia tornando-se princesa.
- Igreja católica perdendo fiéis e denúncias de todos os lados rondando o Vaticano. Solução: canonização de uma papa controverso, João Paulo II, em tempo recorde.
- Obama questionado, economia em baixa e próximo da próxima eleição nos EUA. Solução: morte de Osama bin Laden, o inimigo número 1 dos EUA.
As três situações, provocadas ou não, aconteceram num intervalo de tempo próximos e levaram às ruas milhares de pessoas.
Soluções mágicas!!!

domingo, 1 de maio de 2011

Inter ganha Gre-Nal com dez em campo e nos pênaltis


Eu gostaria que o Internacional tivesse vencido o Grêmio no tempo normal e sem ninguém expulso. Estava melhor que o adversário, mas o destino quis que Guiñazu saísse mais cedo e o colorado mostrou-se aguerrido no período que restava. E, depois,  foi competente com Renan defendendo um pênalti e os quatro batedores acertando as cobranças. Vencemos a Taça Farroupilha - segundo turno do campeonato rtegional - e vamos para novas decisões com mais força. Na quarta-feira, tem a partida pela Libertadores contra o Peñarol, e depois dois Gre-Nais para decidir o Gauchão. Confio que seremos vitoriosos nos dois. Vamos, Inter.


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1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador

Abraço a todos os trabalhadores em seu dia. Que o dia seja de reflexão e disposição para a luta como a que teve origem em 1886, em Chicago, quando operarários fizeram greve geral reivindicando a limitação da jornada de trabalho a oito horas diárias. Que a repressão e as mortes originárias desta mobilização fiquem apenas na nossa memória.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O velho e o baú

                             Nesta manhã invernal, como sempre faz, Alberto vislumbra o horizonte cinzento e pisa na areia fofa da Praia de Pinhal, espremida num canto do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Coça a cabeça, toca o nariz gelado, abotoa o casaco de lã e faz menção de voltar para casa. Afinal, ainda é 6h da matina, como dizem neste território sem gente (na areia, é bom frisar). E a atitude mais prudente para um idoso de 70 anos é ficar embaixo das cobertas até o sol dar o ar da graça. Até espirrando está, o que prenuncia a chegada de um resfriado. Ou coisa pior.
                             Não. Não fará isso, mesmo que o vento bata forte e a areia teime em levantar mais de meio metro do chão. Se abaixar, os olhos serão atingidos e a situação ficará deveras ruim. Desde que resolveu morar naquele lugar, levado por um amigo que o visita com frequência, mantém a rotina de caminhadas à beira-mar. Muitas vezes, sem destino. Em outras, seguindo o rumo de um boteco, o único das redondezas que, por coragem do dono, fica aberto o ano todo.
                            Alberto, contador por ofício e aposentado por idade, aproveita os passos lentos e pesados que dá na areia para fazer o balanço de uma vida que lhe foi benéfica em alguns momentos e madrasta em outros. Nenhum morador da praia sabe que o homem alto e grisalho que mora na casa verde e branca da Rua Borborema foi casado. Mais do que isso: tem um casal de filhos quarentões que não vê há mais de 20 anos. Não sabem pela simples razão de que ele nunca fez questão de dizer.
                           A situação aperta o coração do velho quando ele vê passar a primeira alma na beira da praia. Trata-se da manca Sofia, uma misteriosa negra que muitas vezes divide com ele a mesa no boteco do Joaquim, sem nunca lhe dirigir a palavra. Apenas o olha da cabeça aos pés, empina um martelinho de cachaça e observa o mesmo horizonte que Alberto espia agora com o canto do olho. São conhecidos que o desconhecido aproxima mais uma vez.
                          – Bom dia – arrisca dizer, sem ganhar ao menos uma palavra ou um balançar da cabeça.
                          Em seguida, porém, olha para trás e vê presente e passado se cruzarem de forma alucinante, velozmente. Pensa que aquela desconhecida está ali em carne e osso e, vez por outra, faz parte de sua vida. Ou melhor, todos os dias no boteco. Dos filhos, não sabe nada. A última vez que falou com eles foi no início de 1991, quando Marlene, que ele recusa chamar de ex-mulher, lhe procurou levando Marcelo e Fernanda, os filhos, de arrasto. Não fora cobrar a pensão, que ele pagava religiosamente, mas buscar alguns objetos e pertences do trio.
                         Quando selaram o divórcio, depois de algumas brigas cinematográficas e mediações da polícia, ele encheu um baú e o levou para a nova casa. Nem se lembrava mais, tanto que foi à dispensa e encontrou o móvel intacto, sem qualquer sinal de violação. Dentro, encontraram jóias, talhares, livros, discos, canetas, roupas íntimas e tudo que não lhe servia ou interessava. Não tinha saída senão confessar o erro, alegando que fizera aquilo por compulsão. Um mal menor, mas que se transformou em uma mania que o acompanharia o resto da vida. Os três não exibiram qualquer sinal de complacência, viraram as costas, pegaram o baú e o enfiaram numa camionete. Desprezo era o que sentia Alberto.
                        – Bom dia – disse, recebendo, em troca, uma saraivada de insultos que ressoam nos seus ouvidos até hoje.
                         Por isso, a indiferença de Sofia era também um mal menor. E ela estava ali todos os dias e não a mil quilômetros de distância, em São Paulo, onde supostamente moram a ex e os filhos – ele soube por amigos.
                         Vinte anos e Alberto não esquece o episódio do baú, da mesma forma como busca na memória os laços que poderá ter com a moça com quem beberica no mesmo bar e passeia na mesma praia. Num impulso, volve o corpo e imprime um retorno apressado para casa. Não pensa em mais nada, nem mesmo quando passa novamente por Sofia, agora acompanhada de um menino de uns três anos.
                        – Será filho dela? – pensa, mantendo a velocidade dos passos.
                        Chegando em casa, vai direto à garagem, como se já soubesse o que encontraria. Tira o casaco de lã, pois a caminhada apressada e o sol que já brilhava o fizeram suar. Mira tudo que vê no local. Pronto: atrás do automóvel Voyage, encontra um baú, devidamente fechado. Tenta abrir, mas não lembra onde está a chave. Encontra um pé-de-cabra, que usa como alavanca para destrancar o móvel.
                        Aberto o baú, Alberto tonteia, vê o mundo girar à sua volta e quase cai no piso de concreto da garagem. Recuperado, tira de dentro utensílios de cozinha (panelas, talhares, pratos), roupas femininas e artesanato. Nada é seu. Mas de quem será? Puxa pela memória e recorda que a calada e introspectiva Sofia vive praticamente na rua, ora morando sob a marquise do prédio da rodoviária, ora na área de alguma casa de veranista.
                      Mas esta lembrança é recente, pois antes a vira vendendo artesanato e roupas para turistas na praia durante o verão. Caminha rapidamente até a areia e novamente avista Sofia e o menino. Aproxima-se com cuidado, como se faz com um desconhecido, e a convida para ir até sua casa. A resposta é negativa.
                    – Não, não o conheço. Me deixa em paz – defende-se Sofia.
                    – Mas eu quero te mostrar alguma coisa que talvez te pertença – esclarece Alberto.
                     – Não tenho nada – retruca Sofia.
                     – Mas não vendias artesanato? – pergunta o velho, cheio de remorso.
                     – Sim, mas fui roubada. A polícia nem deu bola ­ – lamenta a moça.
                      – Eu roubei. Estão lá em casa. Venha ver – adianta Alberto, com olhos marejados de lágrimas.
                      – Mas então...
                      – Olha, pego as coisas dos outros, mesmo sem utilizá-las. Entenda-me – pede.
                      Sofia não entendeu o que estava ouvindo, mas decide conferir o que o velho que tanto observava no boteco tinha para lhe mostrar. Os três caminham calados até a casa da Rua Borborema, onde Sofia não esconde o espanto ao rever o artesanato e outros utensílios domésticos que tinha quando morava com o pai de Francisco, o menino que observava tudo com olhos arregalados.
                       – Ladrão. Com esta casa e tu rouba de pobre – grita, tapeando Alberto, sem parar.
                       – Desculpe, estou te devolvendo tudo. Não me queira mal – suplica, pedindo que a visitante fale um pouco de sua vida.
                        Refeita da surpresa e mais calma, Sofia explica que morava de aluguel e que o ex-companheiro, operário da construção civil, a abandonou e se mandou para local ignorado. Precisou entregar a casa e vendeu os móveis. Antes, porém, ALberto surrupiara algumas coisas que poderiam manter o seu sustento e do filho. O velho fica comovido com a história.
                        – Façamos o seguinte: tenho algumas economias e posso te ajudar. Podes morar na casinha que tenho aqui nos fundos, e eu compro alguns móveis. É a forma de retribuir o que te fiz – sugere, abraçando Sofia e Francisco.
                       – Não sei o que dizer, mas...
                       – Não precisa. Agora, vamos dar uma caminhada. O boteco já deve estar aberto – convida.
                       Enquanto voltam à praia, um Corsa com placas de Florianópolis e um homem na direção chega lentamente à casa de Alberto, que se vira, sorri e faz sinal positivo.

* Conto produzido na disciplina Escrita Criativa, na PUCRS, em abril de 2011
                          

sábado, 23 de abril de 2011

Coração pulsando

Nada, mas nada mesmo, arrancará o coração do meu peito.
Ele bate, pulsa, acelera...
Vive!
Tudo, mas tudo mesmo, conquistará o coração que tenho no peito.
Ele acelera, pulsa, bate...
Vive em eterno compasso de espera
Como se esta espera estivesse logo ali,
ao meu alcance.

Cutucar

Cutuco porque me cutucas.
Mas este cutucar virtual carrega virtudes e defeitos.
Sabes que penso em ti, mas não sei onde estou cutucando.
Sei que pensas em mim, mas não sabes onde estás cutucando.
Se estivesses na minha frente, talvez não cutucasse.
Ou não soubesse cutucar.
E assim ando:
cutucando, cutucando.
Para não deixar de cutucar.

O que é, o que é? - Gonzaguinha

















Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Leilões de primavera

Recordações de um remate em uma cabanha de Uruguaiana. 
Era um tempo em que íamos em comitiva para cobertura jornalística destes eventos. 
Na foto, Thais, eu, Lisiana, Adriana e Teixeira. Grandes colegas!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Para toda a vida

Uma hora, um dia, um mês... 
Não importa o tempo em que trocamos olhar e ternura, mas a certeza de que és importante para mim nos próximos anos de minha vida.

FENAJ pede a votação da PEC dos Jornalistas no Congresso Nacional

No início desta semana, após avaliação do “Placar no Senado”, a Executiva da FENAJ considerou que já há condições de colocar a PEC 33/09, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) em votação. Por isso, dirigentes da entidade ficaram encarregados de solicitar ao relator da PEC, o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), a votação da matéria em plenário. A expectativa é de que isto ocorra após o feriado da Páscoa.
No dia 11 de abril o senador Vicentinho Alves (PR) informou ao Sindicato dos Jornalistas do Tocantins a mudança na sua intenção do voto, agora favorável à PEC. Como a senadora Kátia Abreu (DEM) e o senador João Ribeiro (PR), já haviam se manifestado a favor da PEC dos Jornalistas, agora toda a bancada tocantinense no Senado adere à causa dos Jornalistas.
Na semana passada os diretores da FENAJ José Carlos Torves e Antonio Paulo da Silva realizaram contatos com lideranças partidárias buscando acelerar a tramitação das propostas no Congresso Nacional. O senador Jaime Campos (DEM/MT) também se posicionou favorável à PEC. Já na Câmara dos Deputados, tanto o líder do PCdoB, deputado Osmar Júnior (PI), quanto o líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG), dispuseram-se a coletar assinaturas dos demais líderes partidários e apresentar requerimento para a votação da PEC 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT/RS).
A Executiva da FENAJ orienta os Sindicatos de Jornalistas a ampliarem o contato com os parlamentares, principalmente com os senadores cujo posicionamento em relação à PEC 33/09 ainda é desconhecido, e a buscaram mais apoios na petição pública pela aprovação das PECs.

SIP representa os donos da mídia, diz Pimenta
 
O deputado Paulo Pimenta reagiu ao posicionamento da Sociedade Interamericana de Prensa (SIP), divulgado no dia 9 de abril, de pedir ao Congresso brasileiro que não aprove nenhuma das duas propostas que restabelecem a necessidade do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão. "A entidade representa o setor patronal, os donos da mídia", disse. Para Pimenta, estes grupos são os principais interessados na precarização da profissão de jornalista, uma vez que interpretam a notícia como produto e buscam o barateamento da produção. O deputado rechaçou a afirmação de que o diploma representa uma barreira à liberdade de expressão e repudiou a interpretação que a SIP faz do Jornalismo como um mero disseminador de opiniões.

Livro disponível para distribuição gratuita on-line
 
Com sua versão impressa praticamente esgotada, o livro “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa à sociedade” é o segundo organizado pela Federação Nacional dos Jornalistas dentro da Campanha em defesa da obrigatoriedade de formação universitária específica para o exercício da profissão e do seu esforço para disseminar, ampliar e aprofundar o debate sobre o tema em todo o país. Organizada pelos diretores da FENAJ Sérgio Murillo de Andrade e Valci Zuculoto, a obra conta com a colaboração de diversos e renomados jornalistas, advogados, juristas e pesquisadores de jornalismo. Para acesso ao livro, clique aqui.

O abismo de Virgínia


                                      Virgínia entendeu tudo, mas não se recuperou da espécie de soco que levara no estômago. As duas horas que ficara com Gil, entre a subida no morro, a confissão do rapaz e o retorno para a cidade, pareciam mais longas que os cinco anos e quatro meses de namoro. A ternura e o carinho de antes deram lugar para a raiva e a dúvida, sentimentos que nunca tivera. Não estava preparada para isso. Sempre pensara que o silêncio, sem uma explicação plausível, fere mais do que as mais duras palavras. Agora, revisa Virgínia, teria sido preferível o tal silêncio, mesmo que ele esconda boas doses de falsidade e cinismo.
                                     - Droga. Por que eu não aceitei o silêncio dele? Não teria recebido a sentença – pensa, enquanto se revira na cama, acende a luz e tenta achar na estante um livro para passar a noite, sem oferecer espaço para a autopiedade e a depressão.
                                     Pronto. Achou a fórmula mágica para a insônia. Mesmo que o relógio marque 23h14mim, liga para a psicóloga, profissional com quem mantém sessões de terapia há mais de oito anos. Afinal, ela nunca negara um atendimento, mesmo que a causa fosse de menor monta que uma ameaça de morte. Disca para o número guardado na memória e não deixa tocar uma segunda vez. Desliga, ciente de que o tempo não será suficiente para narrar o encontro/desencontro com o namorado. Poderá marcar hora amanhã.
                                     Vai até a geladeira, toma um copo d’água, belisca um pedaço de maçã e engatilha uma segunda alternativa, que envolve uma decisão corajosa e implica na saída de casa. Virgínia pensa que poderia estar morta naquele momento e não terá outra chance. Vai denunciar Gil na delegacia de polícia localizada a quatro quarteirões de sua casa. Leitora contumaz de crônicas policiais, a jovem sabe que muitos assassinos de mulheres são antes denunciados por vítimas ameaçadas e amedrontadas. É o que sente desde que ouviu: “Estou querendo dizer que eu ia te matar.”
                                     No entanto, quanto mais repete a frase assustadora, mais ela pensa que vai encontrar um bando de homens na delegacia. Muitos deles podem ter dito algo parecido para suas mulheres. Vão afirmar que a sentença de Gil não significa uma ameaça. E a tal prova que sempre pedem? Será a palavra dela contra a dele. Não há sequer uma arma. Uma gravação. Ou um arranhão. Retira a roupa que já tinha colocado para a saída e desiste da segunda tentativa de buscar ajuda. Não haverá denúncia.
                                     De olhos ainda arregalados, vai para a sala e liga o televisor, em busca de um filme que a faça pregar no sono. Pega o controle e fica zapeando até se cansar. Passando da meia-noite, os filmes são intimistas e envolvem conflitos entre casais, algo do qual Virgínia não deseja experimentar. Conflito? É nisso que ela pensa ao relembrar os momentos em que ficou com Gil - da chegada ao topo da serra à descida, quando travaram um diálogo que jamais imaginara. Não houve, de fato, um conflito. Mas uma atitude dele que a deixou desconsertada. Lembra novamente na sua psicóloga, que lhe contara diversos casos de homens que simulam uma situação para criar uma indisposição com a mulher, levando-os à separação.
                                     Sim, agora Virgínia entende a metáfora utilizada pelo seu namorado. Disse que pensou em matá-la e, ao mesmo tempo, amava-a. Chegou a revelar que, por nutrir este sentimento, sentia-se no inferno por ter que ficar para sempre ao lado dela. A garota já não consegue deitar, tampouco sentar. Circula por todos os aposentos de sua casa como se quisesse encontrar um motivo para as palavras de Gil. Ele vira e apontara o abismo que os separava. Nada que Virgínia desconfiasse, e essa era sua catarse naquele momento. Afinal, Gil tinha outra mulher? Ela estava sendo traída?
                                     Ela, de fato, o ama e sente que ele está fugindo. Quer que ela suma. “Não conseguirá”, pensa, como se gritasse para todos ouvirem. Na solidão da madrugada que avança, decide que só há um jeito de mantê-lo prisioneiro dela por toda a vida. Da mesma forma como ficara indiferente ao abismo na serra horas antes, Virgínia chega ao parapeito da janela de seu quarto, localizado no oitavo andar do edifício. As luzes da cidade ainda brilham quando ela joga o corpo para frente e deixa-se cair, sem emitir qualquer grito. Às 2h34min, seu corpo sem vida está inerte na laje do piso do prédio de 15 andares. O silêncio só é interrompido quando chegam os primeiros vizinhos, despertados pelo impacto da queda. Para Virgínia, não importam mais o silêncio ou as palavras. Ela encontrou o fundo do abismo que Gil ousara abrir entre eles.

* Pequeno conto de continuidade ao conto Abismos, de Luiz Villela. Ensaio feito na aula de Escrita Criativa, da PUCRS, primeiro semestre de 2011.

Sumiço

Não fugirei, mas sumirei. Ousei, argumentei, te olhei. Contra o improvável, lutei. Contra o impossível, desabei.

Nosso momento

Naquele momento, deixei a timidez de lado e me entreguei para ti. E tu te entregaste para mim, mesmo que a timidez estivesse ao teu lado. Nada, nem a barreira mais sólida ou os piores labirintos, poderá deter um reencontro movido a saudade, a encanto...

domingo, 17 de abril de 2011

Talvez...

"Talvez se eu não tivesse chegado tão perto, nem te tocado tão fundo, nem sido tão eu... talvez haveria alguma possibilidade." 
Caio Fernando Abreu



sábado, 16 de abril de 2011

Em menos de quatro meses, 240 jornalistas são demitidos nas redações brasileiras

Notícia lamentável para o jornalismo. Desde o começo do ano, as redações brasileiras vêm demitindo jornalistas. Em menos de quatro meses, foram 240 demissões, em São Paulo, Brasília e Sergipe. No entanto, a capital paulista registrou um número maior de dispensas, 218, em veículos como UOL, Estadão, TV Cultura, Abril, Meia Hora SP, AgoraSP e Folha de S.Paulo. Matéria da colega Izabela Vasconcelos do site Comunique-se revela a extensão do problema:
Em muitos casos, os profissionais não serão substituídos, já que as demissões ocorreram por cortes orçamentários, como é o caso da TV Cultura (150), Estadão (22) Meia Hora SP (10) e TV Sergipe (6).No começo de fevereiro foram 150 dispensas na TV Cultura, seguidas por 22 no jornal O Estado de S.Paulo, duas no UOL, 32 no Grupo Abril e dez no Meia Hora. Recentemente o Correio Braziliense demitiu sete jornalistas e foi seguido pelo conterrâneo Jornal de Brasília, com oito cortes. A TV Sergipe dispensou seis profissionais e o jornal A Tarde cortou um de seus jornalistas.
O episódio mais recente foi o do Grupo Folha, que demitiu uma repórter do Agora SP e um editor da Folha, ambos por comentários no Twitter. Estes são apenas os casos conhecidos, divulgados no Comunique-se, em blogs e nas redes sociais. Além desses, é provável que outros cortes tenham ocorrido em redações espalhadas pelo País.
 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Valeu, Raquel

 
Querida Raquel mostra que, mesmo no gelo de Bariloche, é uma grande colorada. Nosso Inter está em todos os cantos... Valeu, guria!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Felicidade

Quando evitamos a felicidade, com medo de encararmos um desafio, damos um passo decisivo para nos tornarmos infelizes.

Outra Chernobyl

O desastre nuclear que há um mês vem causando pânico no Japão já pode ser considerado o de maior magnitude no mundo, igualado-se ao de Chernobyl, até hoje considerado o pior. Nesta terça-feira, dia 12 de abril, um mês depois do terremoto seguido de tsunami ter deflagrado a crise, o governo japonês elevou a gravidade da crise para o nível máximo estipulado internacionalmente – 7.

 Em todo o mundo, protestos anti-nuclear alertam para o que a população realmente quer: segurança. Na foto, Greenpeace manifesta-se na França. © Greenpeace/Sudhanshu Malhotra


Para especialistas do Greenpeace que vem trabalhando incansavelmente em monitoramentos independentes dos níveis de radiação na área, a decisão veio tarde. “Fizemos o primeiro pedido para que o nível de alerta do acidente fosse elevado à 7 há três semanas”, lembra Thomas Breuer, chefe da unidade de Clima e energia do Greenpeace na Alemanha. “Assim como no caso do aumento da zona de evacuação, que só ocorreu um mês depois da tragédia, percebemos que a resposta do governo japonês é repetidamente fraca”, disse.
A decisão foi tomado após técnicos estimarem que por várias horas os níveis de radiação emitidos pela usina estiveram compatíveis com a classificação da Escala Internacional de Eventos Nucleares, estipulada pela Agência Internacional de Energia Atômica para classificar eventos envolvendo energia nuclear. O mais alto grau havia sido dado somente para Chernobyl.
“A história da energia nuclear é recheada de episódios em que acidentes foram subestimados, ou encobertos pela indústria. Finalmente o governo japonês assumiu a gravidade da situação”, diz Breuer.
O Greenpeace pede ainda por outras medidas emergenciais, como a retirada de mulheres grávidas e crianças de áreas de grande densidade populacional, como a grande Fukushima e Koriyama.
“Eu me pergunto o que mais precisará acontecer ao mundo para que ele acorde e veja que este tipo de energia é mortal. O que nos falta para finalmente abraçarmos uma revolução energética baseada em renováveis, limpas e seguras?”, questiona Breuer.

Fonte: Greenpeace

Não concordo, mas apoio Falcão

 
Foto de Alexandre Lops, Inter

Posso não concordar com a contratação do ídolo Falcão, mas desde ontem estou apoiando o time que ele vai dirigir. Torço para queimar a língua quando digo que teorias ditas ou escritas na Imprensa não representam nada na prática dentro do campo. É o controle do vestiário que dita o sucesso de uma equipe. Mas apoiarei o maior jogador colorado de todos os tempos.  É uma atitude que tenho sempre com o meu Internacional. Até não dar mais, como aconteceu com o Roth...

domingo, 10 de abril de 2011

Vamos, Inter!

Rumo ao Beira-Rio. Com certeza, hoje teremos um jogo diferente dos anteriores. Vitória colorada e primeira colocação no grupo. Até mais tarde! Vamos, Inter!!!!
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Falcão é ídolo. Não é técnico...

O ex-volante do Internacional e hoje comentarista Falcão acertou contrato com o clube. É o novo técnico. Postei agora no Facebook  que o acerto feito por volta de 23h deste sábado me desagrada. Não acho que Falcão seja o técnico ideal para o Inter. Entre a teoria (seus comentários) e a prática existe uma longa distância. Ah, fazem 15 anos que ele tentou ser técnico, sem obter sucesso. Lamento que nosso maior ídolo seja queimado e, em breve, ouça constrangido o tradicional "burro" em seus ouvidos. Mas sou colorado e vou torcer. Tomara que eu "queime" a língua. 
Prontamente, o gremistão e amigo Dudu Guimaraens chutou: "Jorge, "cornetear" antes dele assumir?". Respondi ao camarada jornalista que não é corneta e sim posição. Assim como eu disse antes que o Porto-Alegrense estava contratando um ídolo (Renato Carioca) e não um técnico, faço o mesmo agora. Aliás, com o Falcão, nossos maiores clubes terão os seus dois maiores ídolos na casamata. Dois ofensivistas. Gostaria de queimar a língua, no caso do Inter. Mas...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Atenção às crianças com necessidades especiais

As pessoas precisam entender que as crianças com necessidades especiais não estão doentes. Elas não procuram uma cura, apenas aceitação. Esta é a semana da educação especial. Com certeza, 93% das pessoas não vão copiar e colar este texto em algum espaço da web. Que tal fazer parte dos 7% e deixá-lo no seu mural e página inicial  do orkut ou do facebook por, pelo menos, uma hora?