domingo, 16 de setembro de 2007

Venda de Fernandão é coisa de empresário

Todos sabemos que os empresários que rondam os estádios incomodam a vida dos jogadores e dos clubes. É isso que está acontecendo com o Fernandão. Bastou o Nilmar ser contratado com salário de aproximadamente R$ 170 mil para que o agente do nosso capitão crescesse o olho. Não importa que o Inter pagará apenas metade do salário do jogador que está retornando. Resultado: o empresário do Fernandão resolveu "plantar" a informação da venda para o Sevilha, da Espanha, para pressionar o Inter a equilibrar os dois salários. O objetivo é forçar o clube a achar um investidor para também bancar a diferença, como está acontecendo com o Nilmar. Esse é o jogo sujo que, infelizmente, domina o nosso futebol.

Olha a Primavera chegando...

Acordei cedo neste domingo, abri a janela da sala, ouvi o canto dos pássaros e vi a cor da Primavera na minha frente. Resolvi captar a imagem para dividir com vocês o momento. A estação Primavera ainda não chegou - iniciará às 6h51min do dia 23 de setembro, no próximo domingo -, mas nas ruas, nos parques e nas residências de minha Porto Alegre as suas cores já estão exuberantes. Vermelha, verde, rosa, roxa... Em frente à minha janela é amarela. Que beleza!

sábado, 15 de setembro de 2007

Recomeçar

Não importa onde você parou…
Em que momento da vida você cansou…
O que importa é que sempre é possível recomeçar...
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
É renovar as esperanças na vida e, o mais importante acreditar em você de novo...
Sofreu muito neste período? Foi aprendizado…
Chorou muito? Foi limpeza da alma…
Ficou c om raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora…
Onde você quer chegar? Ir alto?
Sonhe alto... Queira o melhor do melhor...
Se pensarmos pequeno coisas pequenas teremos…
Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida...
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.

Carlos D. de Andrade

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Calheiros sim, mas como ficam FHC e os outros?

Companheiros, a opinião nacional, alimentada pela mídia, já escolheu o seu canalha, ladrão e corrupto da vez, mesmo antes que a Justiça o incrimine. Nunca fui partidário ou simpatizei com o senador Renan Calheiros, antigo servil de Collor. Defendo sim a sua cassação.
No entanto, a mesma mídia que está jogando pesado com o pai da filha da Mônica esquece do filho do FHC com a jornalista Miriam Dutra.
Tomás Dutra Schmidt, o tal guri, nasceu no dia 26 de setembro de 1991, quando FHC era senador pelo PSDB-SP, e Miriam atuava como correspondente do Jornal Nacional em Brasília. Anos depois, para abafar o escândalo, a repórter foi "exilada" na Europa à custa da TV Globo. Viveu confortavelmente com o filho e uma irmã, sobretudo em Barcelona, onde moraram num dos mais luxuosos bairros espanhóis.
No último dia 6, Miriam voltou ao Brasil.
A mídia é que, até agora, não se fez a pergunta-chave: por que sempre tratou o filho caçula de FHC como um assunto pessoal, sem relevância jornalística? Ou seja, a imprensa brasileira está moralmente obrigada a fazer um 'mea culpa' no caso do filho adulterino do ex-presidente FHC.
Mais: pelo menos cinco senadores do PSDB e um do DEM respondem por processos na Justiça. Vamos acompanhar abaixo como funcionar o esquema:

PSDB

Eduardo Azeredo
(PSDB-MG)
INVESTIGADO: em inquérito no STF por suposto benefício ao empresário Marcos Valério, quando governador de Minas Gerais
DEFESA: Afirma que não houve benefício às agências de Valério

Marconi Perillo
(PSDB-GO)
INVESTIGADO: por fraude em licitação e corrupção ativa e passiva no Supremo Tribunal Federal (STF). Responde a processo eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás por irregularidades em gastos de campanha
DEFESA: Diz que pediu a apuração do caso de fraude e abriu seu sigilo bancário. No caso eleitoral, atribui a denúncia a adversários

Lúcia Vânia
(PSDB-GO)
RESPONDE: a processo por peculato no Supremo Tribunal Federal
DEFESA: Atribui as acusações à disputa eleitoral em Goiás

Flexa Ribeiro
(PSDB-PA)
RESPONDE: a processo no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de receber irregularmente R$ 20 milhões do governo do Pará por intermédio de sua empreiteira, a Engeplan. Responde a outro processo por fraude em licitação no Amapá
DEFESA: A assessoria jurídica do senador nega seu envolvimento nos dois crimes

Cícero Lucena
(PSDB-PB)
RESPONDE: a processo por crime contra a administração pública (organização criminosa responsável por desvio de verbas) e por irregularidade em licitação. Enfrenta também recurso no Tribunal Superior Eleitoral contra sua diplomação. Em 2005, Lucena foi preso pela Polícia Federal, acusado de comandar um esquema de fraude em licitações que desviou cerca de R$ 100 milhões
DEFESA: O senador não respondeu

DEM

Jayme Campos
(DEM-MT)
CONDENADO: pelo Tribunal de Justiça de MT por gastos irregulares com publicidade
DEFESA: De acordo com sua assessoria, não houve gasto irregular. Ele recorre no Supremo Tribunal Federal

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Pausa, por favor

Muito trabalho, muita luta pela frente.
Mas vale a pena a pausa que dou no blog porque participo da organização das comemorações dos 65 anos do meu sindicato. Estou com toda a corta toda e não a largarei tão cedo. Quem me conhece, sabe que voltarei a postar com a assiduidade de sempre em poucos dias. Falta pouco ...

Imprensa vira partido político

Vale a pena lermos no blog do Paulo Henrique Amorim para sabermos o que está por trás do que estamos lendo na imprensa conservadora:


Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.
- A imprensa no Brasil é um partido político. É o que diz o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos
- A imprensa no Brasil se considera indestrutível porque ela resiste à democratização, à republicanização do Brasil.
- Os militares brasileiros hoje se submetem mais à lei do que a imprensa.
Para Wanderley Guilherme dos Santos, restou à imprensa brasileira ter a capacidade de gerar crises, instabilidade política.
No Governo Lula, a imprensa pratica o “quanto pior melhor”, que, antes, atribuía à esquerda: ela combate políticas que, sabe, são benéficas ao país, mas não tolera que sejam praticadas por um líder comprometido com as classes populares.

Leia mais em no blog do Paulo Henrique Amorim:
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/454501-455000/454586/454586_1.html

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A emoção de contar histórias

Amigos, nos últimos dias estou me dedicando a entrevistar e escrever histórias dos colegas que serão homenageados nos 65 anos do Sindicato dos Jornalistas no dia 22 de setembro. Todos começaram entre o final dos anos 50 e início de 60 e têm história bonitas e tristes de um momento difícil da vida nacional, a ditadura militar. Todos sobreviveram e tornaram-se profissionais reconhecidos.
Está difícil condensar porque o material colhido é vasto e valioso. Enquanto escrevo, me emociono. Primeiro, por aumentar o meu orgulhoso de ser jornalista. Segundo, por ter a oportunidade de contar estas histórias de vida. Isso emociona, meus amigos. Hoje, começaremos a edição do jornal Versão dos Jornalistas, que circulará no dia 22 e contará com trabalhos de outros colegas da Direção do Sindicato.
Esperamos todos - jornalistas ou não - na homenagem do dia 22, no Caixeiros Viajantes, em Porto Alegre, que contará ainda com distribuição de CD com músicos jornalistas, debate, show, jantar e baile.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O que a Veja não diz: venda da TVA faz de Civita 'laranja' da Telefônica

O caso Veja/Telefônica é analisado com precisão no Blog do Mello que vale a pena repassá-lo a vocês:

O que a Veja diz: a venda da TVA foi aprovada pela Anatel.

O que a Veja esconde: a venda foi aprovada por três votos a dois, mas "com ressalva relacionada aos serviços da TVA em São Paulo".

E qual é essa ressalva? O relatório do conselheiro da Anatel Plínio de Aguiar Júnior explica. Plínio votou contra a negociação por considerá-la ilegal e pediu que seu voto fosse tornado público pelo site da Anatel ( Clique aqui para ler o relatório do conselheiro ).

Em seu relatório, Plínio afirma que a transação viola a Lei do Cabo (Lei nº 8.977, de 6 e janeiro de 1995).

Resumidamente, o relatório afirma o seguinte: na fachada, o controle ficaria nas mãos de Civita (Grupo Abril), mas as decisões tomadas (segundo o contrato) deveriam apenas confirmar o que ficasse estabelecido em uma "Reunião Prévia", em que todos teriam direito a voto – o que tornaria, na prática, Civita um laranja da Telefônica, que tem 86,7% do capital total da Comercial Cabo e 91,5% da TVA Sul.

Por isso, o conselheiro da Anatel Plínio de Aguiar Júnior votou contra a aprovação da transação:

"O artigo 7º da Lei nº 8.977, de 6 e janeiro de 1995 (Lei do Serviço de TV a cabo) não estaria sendo observado, uma vez que o seu objeto é assegurar que as decisões em concessionárias de TV a Cabo sejam tomadas exclusivamente por brasileiros, o que não ocorrerá no presente caso".

É isso que a CPI da TVA quer investigar. E a Abril, através da Veja, não quer que seja investigado.

E não esqueça de visitar o Blog do Mello:

http://blogdomello.blogspot.com/



Sonegação de impostos chega a 30%

A sonegação de impostos no País tem quase a mesma proporção da carga tributária. Para uma carga que beira os 35% do Produto Interno Bruto (PIB), a sonegação é da ordem de 30%. A projeção é do professor de finanças públicas licenciado da Universidade de São Paulo e presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial - Etco, André Franco Montoro Filho.
Para chegar a essa conclusão, ele considerou informações de cinco setores que integram o instituto - combustíveis, fumo, medicamentos, bebidas e tecnologia - e projetou os dados para a economia. Nesses setores, a sonegação chega a 30%.
Se o País acabasse com a sonegação, diz Montoro Filho, a carga tributária poderia subir de 35% para 50% do PIB. Com isso, argumenta, seria possível reduzir as alíquotas dos impostos em 20%, em média. Mesmo assim, a carga seria de 40% do PIB, maior que atual. “Todos pagariam menos imposto individualmente e o governo arrecadaria mais.”

Leia mais no site Uai, matéria da Agência Estado

Ao contrário do que dizem vários economistas dos principais veículos de comunicação, a carga tributária ainda está baixa, apesar das pessoas individualmente estarem pagando mais impostos do que deveriam. E quem diz isso é o insuspeito André Franco Montoro Filho!
Tudo isso por causa da sonegação em larga escala. Muita gente é contra a CPMF porque não dá para sonegar, é taxada na fonte, na movimentação do dinheiro.
Se acabarmos com a sonegação, o governo arrecadará mais e terá mais recursos para alocar em investimentos de infra-estrutura de transportes, que é o que o governo e a sociedade brasileira querem.

Leia outras matérias interessantes no blog Logística e Transportes:
http://logisticaetransportes.blogspot.com/

O encanto das mensagens, acompanhado de belas imagens


Descobri num site na internet uma série de cartões virtuais belíssimos. São citações variadas acompanhadas de imagens maravilhosas. Bom para a alma, excelente para os olhos! Divido com vocês um deles e os convido a visitarem o portal.

http://www.ogrupo.org.br/cartao.asp

domingo, 9 de setembro de 2007

Literatura em evidência

Recebo recado do amigo Landro Oviedo, professor de português, e acho importante repassá-lo. Para quem não sabe, no site www.dominiopublico.gov.br é possível encontrar todos os autores fundamentais da literatura brasileira e muitos outros. O portal é uma biblioteca virtual desenvolvida em software livre lançado em novembro de 2004 , com um acervo inicial de 500 obras. Vale a pena visitá-lo.

Goleada colorada ...



O Internacional fez aquilo que eu esperava ontem no Beira-Rio. Com boa atuação da maioria dos jogadores, goleou o Flamengo por 3 x0 e subiu para a oitava posição, sem contar com os jogos de hoje. Foi um belo treino antes do Gre-Nal do próximo domingo na casa do adversário da Azenha. Não foi apenas o resultado que me agradou. O atacante Gil, que estreava, teve uma boa atuação. E Fernandão, de volta após mais de 100 dias parado, se movimentou, deu passes, cabeceou e mostrou que está recuperado da lesão. Além disso, confirmaram minhas expectativas o argentino Guiñazu (guerreiro atrás e de boa assistência na frente), o guri Roger (marcou o seu primeiro gol e manteve o bom futebol que lhe garantiu a titularidade), o Sidnei, o Granja (na foto de Alexandre Lops, vibra com os companheiros), o Alex, o Monteiro e o Edinho. Aliás, poderia relacionar todos. Que venha o Grêmio!

sábado, 8 de setembro de 2007

Fernandão: a liderança volta ao Inter


A voz que "incendiou" o vestiário, elevando o brio dos jogadores colorados em dezembro de 2006 no Japão, está de volta. Os centenas de torcedores que foram ao Beira-Rio ontem à tarde, assistir ao treino do Inter, presenciaram o capitão Fernandão conversar, apontar o melhor caminho e "gritar" com companheiros (a foto de Alexandre Lops no site do Inter, reproduzida aqui, diz tudo). Como no inesquecível 17 de dezembro, quando nos tornamos campeões do Mundo, pode ser este o prenúncio de uma nova vitória rubra. Desta vez, será o momento de passar pelo Flamengo, neste sábado, para avançar na tabela. Não esperem o capitão na sua melhor forma física, mas contem com a sua liderança, essencial para o Inter neste momento. A ausência do jogador por mais de 100 dias foi, certamente, uma das razões pelo mal desempenho do time no atual Brasileirão. Vamos, Inter! Eu estarei lá te apoiando.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Boa notícia: exercício do jornalismo exige diploma

Para o reconhecimento da condição de jornalista, é necessário que o trabalhador comprove o preenchimento das formalidades legais que a profissão exige para seu desempenho: o prévio registro no órgão regional do Ministério do Trabalho e o diploma do curso superior de Jornalismo ou de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Seguindo este entendimento, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso de revista de uma ex-empregada da produtora X-Virtual S/A que pedia reconhecimento de vínculo de emprego na condição de jornalista. O relator da matéria foi o ministro Carlos Alberto Reis de Paula.

A empregada foi admitida em abril de 2002 como jornalista, mas, segundo informou na inicial, não houve anotação na carteira de trabalho. Recebia os salários por meio de nota fiscal, embora, conforme alegou, não possuísse empresa constituída ou inscrição como autônoma: o pagamento era efetuado por meio de uma segunda empresa, procedimento adotado também em relação a outros empregados, que recebiam por empresas diversas. Em fevereiro de 2004, a produtora deixou de efetuar os pagamentos, alegando falta de condições financeiras.
Ainda conforme narrado na inicial, a empregada atuava como repórter e editora de alguns programas e, nessa condição, afirmou ser responsável pelo roteiro de programas de viagem veiculados na Net, operadora de TV a cabo, desde a redação até a edição final, passando pelas demais etapas da produção. Na reclamação, pediu o reconhecimento de vínculo, a aplicação de reajustes salariais referentes aos jornalistas, horas extras além da quinta diária (uma vez que a legislação prevê, para os jornalistas, jornada de cinco horas), indenização por danos morais pelo uso indevido de sua imagem em material promocional e rescisão indireta do contrato de trabalho.

Leia mais no site do Sindicato dos Jornalistas/RS:
http://www.jornalistas-rs.org.br

Pavarotti vive!














Ainda triste com a morte do gigante Luciano Pavarotti na madrugada de ontem, consigo ressuscitá-lo na minha memória ouvindo parte de sua obra. Enquanto escrevo, ouço O Sole Mio, Passione, Mamma, Ave Maria, Volare, Panis Angelicus - algumas das grandes interpretações deste italiano de voz robusta, ressonante e reconhecível. E leio no Terra que o tenor de 71 anos teria deixado, na página principal de seu site, a última frase antes de morrer, em italiano e inglês:

"Penso que uma vida pela música é uma vida bem vivida, e foi a isto que me dediquei".

De fato, um dos maiores tenores de todos os tempos viveu em torno da música como poucos. E emocionou multidões ao redor do mundo, algo inimaginável para um artista clássico. Ou seja, ao lado dos espanhóis Plácido Domingos e José Carreras (na foto da AFP, os três em concerto memorável), tornou popular a ópera, espetáculo antes limitado a poucos. Foi criticado pelos puristas, mas nunca se incomodou com isso e seguiu exibindo seu vozeirão privilegiado em teatros e estádios de futebol, como o Beira-Rio, em Porto Alegre, em 1998. Ao lado de Roberto Carlos, cantou para mais de 50 mil pessoas. Quem foi, retornou emocionado de lá. Até hoje sinto culpa por não ter ido ao espetáculo por causa de um capricho bobo.
Restam agora os CDs, como Os Três Tenores In Concert, The Christimas Concert e Turandot, que guardo com especial carinho para ouvi-los hoje e sempre. Pavarotti vive!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Brasil reduz extrema pobreza pela metade, diz ONU

Relatório da ONU indica que Brasil já cumpriu importantes Objetivos do Milênio
Relatório produzido pelo governo federal, em parceria com a ONU (Organização das Nações Unidas), revela que o Brasil já cumpriu algumas das mais importantes metas acordadas entre 189 países durante a Cúpula do Milênio, realizada em 2000.
Uma das mais significativas foi a redução pela metade da extrema pobreza no País. Isso significa que, entre 1990 e 2005, 4,7 milhões de brasileiros deixaram essa condição. Houve ainda avanços expressivos em todos os oito Objetivos do Milênio fixados para serem alcançados até 2015, como a erradicação da fome, a promoção da igualdade entre os sexos, a redução da mortalidade na infância, o alcance do ensino primário universal etc.
As metas estabelecidas pelos oito Objetivos do Milênio, nas quais o País apresentou significativa melhora, dizem também respeito a temas como a erradicação da fome, a promoção da igualdade entre os sexos, a redução da mortalidade na infância, o enfrentamento de doenças como a AIDS e a malária, a universalização do ensino fundamental e a sustentabilidade ambiental.

Leia mais em:

http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=3215

Os homenageados nos 65 anos do Sindicato do Jornalistas/RS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul já escolheu os colegas que serão homenageados durante o jantar-baile comemorativo aos 65 anos da entidade, marcado para o próximo dia 22. Depois de minuciosa pesquisa em seu arquivo de associados, o sindicato selecionou 22 profissionais que representam todos os segmentos da categoria, como reportagem, colunismo, fotografia e arquivo, rádio, televisão e assessoria.
A cerimônia será no clube Caixeiros Viajantes (Rua Dona Laura, 646 - Moinhos de Vento). Entre as atrações da festa, estão um show com músicos jornalistas e uma conferência sobre o tema ‘O papel da Imprensa em momentos de crise política’, com o ex-presidente da Fenaj, Armando Rollemberg, e convidados. Também haverá homenagem a ex-presidentes do sindicato e ao jornalista e ex-vice-presidente da entidade, João Aveline, falecido no ano passado.
Os ingressos estão à venda por R$ 15 para sócios em dia e R$ 20 para não-sócios, na sede da entidade e com integrantes da diretoria. O convite dá direito a um CD que reúne faixas de jornalistas, como Nelson Coelho de Castro, Nando Gross, Arthur de Faria, Gustavo Telles, Jimi Joe, Renato Martins e Renato Mendonça, que ferão apresentação ao vivo.

Homenageados, em ordem alfabética


- Ademar Vargas de Freitas
- Affonso Ritter
- Alceu Feijó
- Anibal Bendati
- Carlos Alberto Kolecza
- Carlos Bastos
- Celito de Grandi
- Darci Demétrio
- Dirceu Chirivino Gomes
- Ema Belmonte
- Ercy Torma
- Isnar Ruas
- Ivette Brandalise
- João Batista Marçal
- Jorge Mendes
- Lauro Quadros
- Luiz Armin Schuch
- Luiz Pilla Vares
- Raul Quevedo
- Renato Gianuca
- Ronny Blass
- Tânia Carvalho

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Como funcionam os blogueiros ligados à grande mídia

Um leitor do Blog de Mirian Leitão, Edinho Kunzler, mandou um post no dia 30 de agosto, abordando dois assuntos pertinentes: a comparação da cobertura midiática em relação aos filhos de Renan Calheiros e de Fernando Henrique Cardoso fora do casamento, e a questão da venda da Companhia Vale do Rio Doce por uma míseros tostões. Pediu resposta. Outros leitores seguiram seu raciocínio. No dia 5 de setembro, o Edinho estava novamente lá pedindo uma resposta. Que certamente não veio. Vale a pena acompanhar o esforço - em vão - do leitor.

Edinho Carlos Kunzler - 30 Agosto, 2007

A internet traz para as pessoas inúmeras vantagens que a televisão sequer sonha em disponibilizar. Cito duas, que na minha opinião, são arrebatadoras: a possibilidade de questionar os fatos, as versões, os jornalistas e os próprios meios de comunicação; a possibilidade de se buscar outras versões para os fatos que não sejam apenas a “grande verdade” que a televisão, os jornais e as revistas tentam nos empurrar goela a baixo diariamente e/ou semanalmente.
Dito isso, gostaria que a senhora Miriam Leitão aproveitasse o espaço democrático da internet e expressasse sua opinião sobre três assuntos. Listo-os:
1º - Creio que todos sejamos a favor da cassação do mandato do senador Renan Calheiros, não só pelos crimes cometidos, mas pela representatividade de sua imagem como um dos modelos ainda existentes da velha politicalha que se pratica no país. Contudo, o que se tem como maior prova, é o “financiamento” indevido de seu filho com uma jornalista (que se aceitou o dinheiro de fonte indevida e sabia de tal fato também é criminosa, então, por que não julgá-la?). Porém, lá pelos idos de 1994 um candidato à presidência também deu sua pulada de cerca e, justamente, com uma jornalista. Consta que mãe e filho foram enviados à Europa e sustentados por uma empresa privada de modo que não se criassem motivos para desestabilizar o governo deste senhor. A pergunta: não são casos idênticos? Então, por que não julgar (e expor) também o caso deste ex-candidato/ex-presidente?
2º - Em setembro ocorrerá um plebiscito questionando a validade do leilão da Companhia Vale do Rio Doce. Ocorre que, no edital do leilão (em 1999), literalmente sumiram mais de 9 bilhões de toneladas de minério de ferro de suas reservas (estimadas em mais de 12 bilhões de toneladas pela própria empresa em documento encaminhado à Securities and Exchange Commission em 1995). O presidente daquele período, é réu no processo de nº 1999.39.00.007303-9, acusado de dilacerar o patrimônio público. Pergunta: como a senhora vê tal acusação e este sumiço de grande parte do patrimônio da empresa? Faltou competência do governo, ou houve má fé?
3º - No final do seu mandato (em 2001), o antecessor de Lula, assinou um decreto ampliando o foro privilegiado para ex-ocupantes da cadeira do executivo. Todos sabemos que o maior instrumento da impunidade, no Brasil, é o foro privilegiado. Pergunta: como a senhora interpreta a ampliação de tal prerrogativa em benefício próprio do presidente daquele período e será que existe alguma relação com os casos anteriores?
Aguardo respostas ansiosamente.
Abraços, Edinho.

Juscelino Corrêa - 30 Agosto, 2007

Também, pegando uma carona com o Edinho. Por quê Fernando Henrique também não foi julgado por crime de ética quando dentro Palácio do Planalto, ou seja, dentro dem orgão público e uma pessoa pública, chamou eu você e toda nação de tupiniquins sem cultura?

Respostas que não calam: Será que ainda há esses paradigmas de quando tem um presidente que tabalha para o social tem que persegui-lo de todas formas?

Abraços

Laura - 31 Agosto, 2007

Mandou bem Edinho Carlos,
ela vai fingir que não leu, tenho certeza, mas a gente tá sabendo que no fundo, no fundo ela vai ficar incomodada rss
Essa mulher não presta como profissional.

Edinho - 5 Setembro, 2007

Santa Maria, RS, 04 de setembro de 2007 (já se passaram 5 dias)… respostas???

Edinho - 5 Setembro, 2007

À propósito!
O QUE é, PARA QUE, e PARA QUEM serve a liberdade de imprensa?
Para os donos dos meios de comunicação falarem aos quatro ventos O QUE querem, COMO querem e contra (ou a favor) DE QUEM querem?
Ou é a liberdade dos leitores/ouvinte/telespectadores em ter acesso às várias versões sobre os fatos (só lembrando que ninguém é dono da verdade factual; cada um tem a sua versão e a mídia brasileira, com raríssimas exceções, é especialista em misturar fato com opinião e vender como verdade factual, sempre apoiada na tal imparcialidade - seria herança da imparcialidade do planejamento político do regime militar?)?
E, por que a função de jornalista não tem regulamentação? E também não existe um conselho (assim como CREA, por exemplo) de jornalistas, que lute por seus interesses profissionais? Seria por pressão dos patrões?

Resposta deste blogueiro independente ao Edinho:
Sim, não temos ainda um Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ) por pressão das grandes empresas, de seus colunistas e de jornalistas mais graduados. Confundem liberdade de imprensa com liberdade de empresa. Mas nós, jornalistas da planície, continuamos a luta.

Mídia sempre quis governar

O movimento de boa parcela da mídia nos recentes episódios envolvendo o governo brasileiro não é novidade para quem tem memória. Não esqueçamos que, na história da República, isso é rotineiro e parece não ter fim. A imprensa brasileira, conservadora e elitista, tem um lado, é parcial e age de acordo com os seus interesses. Sempre aconselho a leitura de dois livros essenciais e reveladores do papel decisivo da mídia nos destinos do País. Chatô, o Rei do Brasil, de Fernando de Morais, e Notícias do Planalto, de Mario Sergio Conti, são obras que exibem tanto o conchavo de governos com a imprensa como o papel desta na derrubada de presidentes. Foi assim com Getúlio Vargas, com Juscelino Kubitschek e com Jango Goulart (na foto, em comício na Central do Brasil, um de seus últimos atos antes do golpe militar). E até com Fernando Collor de Mello, endeusado quando necessário e demonizado no momento em que não servia mais. O povo já estava nas ruas.
A grande imprensa é controlada por meia dúzia de famílias "tradicionais". Foi assim no passado, é no presente e será no futuro, se não houver a necessária democratização dos meios de comunicação. Fazem décadas que a imprensa de São Paulo é controlada pelas famílias Frias, Mesquita e Civita, e a do Rio, pela família Marinho. Mandam e desmandam, elegem e derrubam governantes. Apoiaram ostensivamente o golpe militar de 64, responsável por atrocidades, centenas de mortos e desaparecidos, muita dor...
Mas o inusitado aconteceu em 2002, quando o eleito não fora ungido nos gabinetes dos barões da mídia. Lula, um operário e não um doutor, desafiou o domínio do poderosos e não encontrou mais paz. Voltou em 2006 numa campanha em que o bordão "deixem o homem trabalhar" tinha o endereço certo. Não adiantou: novamente, a mídia avança e ataca com o objetivo de controlar o pensamento da nação. Nada interessa a não ser a opinião dos donos de grupos empresariais. Liberdade de imprensa? Não, de empresa!

Yeda e a Emater