A convocação da Seleção Brasileira ainda mexe com os colorados. O argumento utilizado pelo técnico Dunga é que, em partidas oficiais, os clubes são obrigados a ceder seus jogadores, mesmo que estejam disputando campeonatos importantes. É o caso do Inter, que teve Nilmar e Kleber convocados para a Seleção Brasileira, mesmo que o colorado esteja na semifinal da Copa do Brasil, disputará a final da Recopa e tem o Brasileirão em que todas as partidas são importantes. Três competições.
Pois o Dunga, colorado declarado, resolver desfalcar o Inter neste momento. A seu favor pode-se argumentar que ele já vinha chamando Kleber e Nilmar é, de fato, o melhor atacante brasileiro do momento. Porém, existem outros bons atacantes que jogam em clubes europeus e que poderiam ser convocados. Detalhe: faz tempo que um clube brasileiro não tem dois jogadores convocados simultaneamente. Poderia ser motivo de orgulho, mas neste momento penso no meu clube. Afinal, a tal Copa das Confederações, travestida de oficial, é um verdadeiro caça-níquel para a CBF.
Faz bem a direção do Inter em querer atrasar a apresentação dos dois jogadores para que possam atuar na segunda partida da semifinal da Copa do Brasil. Afinal, estarão fazendo apenas exames médicos e treinando leve dois dias após se apresentarem.
Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Petrobrax para iniciantes

A manchete da Folha de S.Paulo estampa: "Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anos". Tiro à queima roupa. Vamos, portanto, à CPI. Quem for brasileiro que siga Arthur Virgílio. Mas, aí, vem o maldito segundo parágrafo: "Amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso em 1998 e em decisões do Supremo Tribunal Federal, a petroleira contratou sem licitação....". Entre 2001 e 2002, no governo FHC, a empresa contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados. O artigo é de Leandro Fortes, no blog Brasília, eu vi.
Leandro Fortes
Do blog Brasília, eu vi
Eu estava mesmo querendo falar sobre essa incrível cruzada ao fundo do poço que a oposição, PSDB à frente, decidiu empreender contra a Petrobras, justo no momento em que a empresa se posiciona como uma das grandes do planeta. Sim, a inveja é uma merda, todo mundo sabe disso, mas mesmo a mais suntuosa das privadas tem um limite de retenção. Como não se faz CPI no Brasil sem um acordo prévio com publishers e redações, fiquei quieto, aqui no meu canto, com meus olhos de professor a esperar por um bom exemplo para estudo de caso, porque coisa chata é ficar perdido em conjecturas sem ter um mísero emblema para oferecer aos alunos ou, no caso, ao surpreendente número de pessoas que vem a este blog dar nem que seja uma olhada. Pois bem, esse dia chegou.
Assinante do UOL há cinco anos, é com ele que acordo para o mundo, o que não tem melhorado muito o meu humor matutino, diga-se de passagem. De cara, vejo estampada, em letras garrafo-digitais, a seguinte manchete:
Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anos
Teca, minha cocker spaniel semi-paralítica, se aninha nos meus pés, mas eu não consigo ficar parado. Piso nas patas traseiras dela, mas, felizmente, ela nada sente. A dedução, de tão lógica, me maltrata o ânimo. Se tamanha safadeza ocorreu nos últimos seis anos, trata-se da Era Lula, redondinha, do marco zero, em 2003, até os dias de hoje. Nisso, pelo menos, a matéria não me surpreende. Está lá:
"Desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras gastou cerca de R$ 47 bilhões em contratos feitos sem licitação, informa reportagem de Rubens Valente, publicada na Folha desta quarta-feira" (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Pá-pá-pá. Preto no branco. Tiro à queima roupa. Um lead jornalístico seco como biscoito de polvilho. Desde que chegou ao Planalto, Lula deixou a Petrobrás gastar 47 bilhões de reais em contratos sem licitação. Vamos, portanto, à CPI. Nada de chiadeira. Demos e tucanos, afinal, têm razão. Bilhões delas. Dane-se o Pré-Sal e o mercado de ações. Quem for brasileiro que siga Arthur Virgílio!
Mas, aí, vem o maldito segundo parágrafo, o sublead, essa réstia de informação que, pudesse ser limada da pirâmide invertida do texto jornalístico, pouparia à oposição tocar a CPI sem o constrangimento de ter que bolar malabarismos retóricos em torno das informações que se seguem. São elas, segundo a Folha On Line:
Amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso em 1998 e em decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), a petroleira contratou sem licitação serviços como construção, aluguel e manutenção de prédios, vigilância, repasses a prefeituras, gastos com advogados e patrocínios culturais, entre outros. O valor corresponde a 36,4% do total de gastos com serviços (R$ 129 bilhões) da petroleira de janeiro de 2003 a abril de 2009.
A prática não começou com Lula. Somente entre 2001 e 2002, sob a administração de Fernando Henrique (PSDB-SP), a petroleira contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados.
Parem as rotativas digitais! Contenham as massas! Abatam os abutres! Como é que é? Volto à minha sala de aula imaginária (só poderia ser, porque hoje eu nem dou aula). Vamos fazer uma análise pontual do texto jornalístico, menos pelo estilo, impecável em sua dureza linear, diria até cartesiana, mas pela colocação equivocada das informações. Depois caem de pau em cima de mim porque defendo a obrigatoriedade do diploma. Vamos lá:
1) Na base da pirâmide invertida, há uma informação que deveria estar no lead e, mais ainda, no título da matéria. Senão, vejamos. Se entre 2001 e 2002 a Petrobras gastou 25 bilhões, “em valores não atualizados” (???), em contratos sem licitações, logo, a matéria deveria começar, em seu parágrafo inicial, com a seguinte informação: “Nos últimos oito anos, a Petrobras gastou R$ 72 bilhões (R$ 47 bilhões + R$ 25 bilhões, “em valores não atualizados”) em contratos sem licitações. Então, CPI nessa cambada! Mas que cambada? Sigamos em frente.
2) O mesmo derradeiro parágrafo informa que a “prática” se iniciou “sob a administração” de Fernando Henrique Cardoso, aquele presidente do PSDB. Aliás, reflito, só é “prática” porque começou com FHC. Se tivesse começado com Lula, seria bandalha mesmo. Mas sou um radical, não prestem atenção em mim. Continuemos a trabalhar dentro de parâmetros técnicos e jornalísticos. Logo, a CPI tem que partir para cima do PT e do PSDB. Um pouco mais em cima do PSDB. Por quê? Explico.
3) Ora, até eu que sou jornalista e, portanto, um foragido da matemática, sou capaz de perceber que se a Petrobrax de FHC gastou R$ 25 bilhões (em valores não atualizados!) em contratos sem licitação em apenas dois anos, e a Petrobras de Lula gastou R$ 47 bilhões em seis anos, há um desnível de gastos bastante razoável entre um e outro. Significa, por exemplo, que FHC gastou R$ 12,5 bilhões por ano. E Lula gastou R$ 7,8 bilhões por ano. Ação, segundo a reportagem da Folha, “amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e em decisões do STF (Supremo Tribunal Federal)”. Poderia até acrescentar que a Petrobras vale no mercado, hoje, R$ 300 bilhões, e que valia R$ 54 bilhões quando FHC deixou o governo. Mas é preciso manter o foco jornal
4) Temos, então, uma lógica primária. Com base em uma lei de FHC, amparada pelo STF, a Petrobras tem feito contratos sem licitações, de 2001 até hoje. A “prática” é irregular? CPI neles! Todos. Mas, antes, hora de refazer o título e o lead!
Petrobrás gastou R$ 72 bi em contratos sem licitação, em oito anos
Desde 2001, durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), até abril deste ano, a Petrobras gastou cerca de R$ 72 bilhões em contratos feitos sem licitação. Os gastos foram autorizados, em 1998, por um decreto presidencial assinado por FHC e, posteriormente, amparados por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre 2001 e 2002, a empresa, sob administração tucana, gastou R$ 25 bilhões em contratos do gênero, em valores não atualizados, uma média de R$ 12,5 bilhões por ano. No governo Lula, esses gastos chegaram a R$ 47 bilhões, entre 2003 e abril de 2009, uma média de R$ 7,8 bilhões anuais.
Bom, não sei vocês, mas eu adoro jornalismo. Em valores atualizados, claro.
CPI já
quinta-feira, 21 de maio de 2009
PSDB x DEM
Quem não é gaúcho deve estar pasmo com as últimas notícias políticas do Rio Grande do Sul. O vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM) já protagonizou diversas denúncias contra assessores da governadora Yeda Crusius (PSDB). Inclusive, apóia a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para julgar o governo. Pois o PSDB faz o mesmo. Parlamentares do partido estão avaliando o pedido de impeachment contra o vice. Detalhe: Feijó é um empresário que não é político, e Yeda é uma política que admite ingerência no seu governo. Por isso, estamos assistindo à maior baixaria no Estado que se considerava o mais polítizado e ético do Brasil. Sinal dos tempos!
Colorado acredita sempre

Eu estava no estádio e assisti a mais uma partida dramática do meu Inter contra o Flamengo. O gol de falta do Andrezinho aos 44 minutos do segundo tempo foi um prêmio para um equipe que tem um pegador como o Guiñazu, que desmarca como ninguém e arma com qualidade. Foi uma justiça para um clube que tem um trio como D´Alessandro, Nilmar e Taison (os dois últimos foram artífices do primeiro gol). E um prêmio para um grupo que é realidade e não está apenas no papel. Afinal, o reserva Andrezinho entra, surge uma falta e pede ao líder D´Alessandro para bater. O argentino tinha confiança no carioca. E não deu outra: 2 a 1 para o colorado. Aí foram comemorar juntos (foto acima, de Edu Andrade/Futura Press).

O resto foi explosão da massa presente no Beira-Rio e em todo o Brasil. Na foto acima (Alexandre Lops/Inter), o guri Taison comemora com parte dos 50 mil colorados que estavam no estádio. Estamos na semifinal da Copa do Brasil, mas não devemos baixar a guarda. O Coritiba não é time morto.
Mas eu acredito no Inter, como acreditei ontem nos minutos finais do jogo. O jogo foi uma espécie de eletrocardiograma para mim e para milhares de colorados. Passamos!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Agora, a CRISE é amenizada pelo empresariado que DEMITIU em nome dela
O empresariado é o avalista da economia brasileira. É ele quem é chamado a opinar na grande mídia sobre o crescimento ou queda do PIB, da inflação, do emprego. Ao trabalhador é destinado um papel secundário. Ou nenhum. Mesmo que ele tenha sido o maior prejudicado por uma crise superdimensionada, que resultou em desemprego e congelamento de salários.
Nos últimos dias, contudo, tenho lido nos grandes jornais que o pior da crise já passou porque houve estabilização na taxa do desemprego, o consumo aumentou e o número de pobres continua diminuindo. Pergunta: será que houve um motivo real para que muitos grupos promovessem demissões em massa? Outra: será que o consumo caiu muito nos últimos meses? Pois agora os mesmos empresários que demitiram estão dizendo que a economia brasileira está recuperando o seu fôlego.
Dois dados publicados recentemente chamam a atenção por terem acontecido em meio à suposta crise. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no período de outubro de 2008 a março deste ano, 316 mil pessoas saíram da pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil em relação ao fim de setembro de 2008. Isso aconteceu em plena "crise".
Outra informação que valoriza atuação do Governo brasileiro. Estudo da escola suíça de negócios IMD, em parceria com a Fundação Dom Cabral, mostra que o Brasil ficou em este ano em 40º lugar entre as 57 nações analisadas. No ano passado, estava em 43º lugar. A pesquisa mostrou a melhora na performance econômica brasileira, que ganhou 10 posições nesses item e ocupa agora o 31º lugar.
Pois é, tudo isso em plena crise. Ou seja, o Brasil do presidente Lula estava preparado para a crise e foi afetado menos do que grandes potências. Algo que muitos analistas da grande mídia e opositores tradicionais não reconhecem.
Nos últimos dias, contudo, tenho lido nos grandes jornais que o pior da crise já passou porque houve estabilização na taxa do desemprego, o consumo aumentou e o número de pobres continua diminuindo. Pergunta: será que houve um motivo real para que muitos grupos promovessem demissões em massa? Outra: será que o consumo caiu muito nos últimos meses? Pois agora os mesmos empresários que demitiram estão dizendo que a economia brasileira está recuperando o seu fôlego.
Dois dados publicados recentemente chamam a atenção por terem acontecido em meio à suposta crise. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no período de outubro de 2008 a março deste ano, 316 mil pessoas saíram da pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil em relação ao fim de setembro de 2008. Isso aconteceu em plena "crise".
Outra informação que valoriza atuação do Governo brasileiro. Estudo da escola suíça de negócios IMD, em parceria com a Fundação Dom Cabral, mostra que o Brasil ficou em este ano em 40º lugar entre as 57 nações analisadas. No ano passado, estava em 43º lugar. A pesquisa mostrou a melhora na performance econômica brasileira, que ganhou 10 posições nesses item e ocupa agora o 31º lugar.
Pois é, tudo isso em plena crise. Ou seja, o Brasil do presidente Lula estava preparado para a crise e foi afetado menos do que grandes potências. Algo que muitos analistas da grande mídia e opositores tradicionais não reconhecem.
terça-feira, 19 de maio de 2009
À vitória, Inter!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Governo Yeda será avaliado em CPI
Com o surgimento de novas denúncias, a tendência é que a CPI do Governo Yeda seja instalada e todas as denúncias feitas na mídia sejam analisadas com rigor. Os parlamentares do PDT - fiel da balança - tendem a colocar suas assinaturas no requerimento proposto pelo PT. As irregularidades são tantas que não dá mais para segurar. Nem mesmo a mídia apoiadora poderá freiar o desejo que não é da oposição, mas da população gaúcha, cansada de ver o Estado dito politizado ser transformado em símbolo de falcatruas, caixas dois e corrupções. Os atores já estão prontos para entrarem no palco e apontarem os desvios. Tomara que o palanque não seja eleitoreiro, como é o da CPI da Petrobrás criada em Brasília.
Inter volta a ser o Inter contra o Palmeiras
Gostei de ver o Internacional diante do Palmeiras. Hoje, o time iniciou a partida sem alguns titulares que estarão em campo na próxima quarta-feira, na decisão com o Flamengo por vaga às semifinais da Copa do Brasil. Magrão, lesionado, e os zagueiros Índio e Álvaro ficaram de fora da partida. D'Alessandro, Guiñazu, Nilmar e Kléber também ficaram no banco. Com isso, o Inter começou o jogo com apenas quatro titulares: Lauro Bolívar, Sandro e Taison. E deu conta do recado, fazendo um gol logo no início - com Danny Moraes, após jogada magistral de Taison, o melhor em campo. Obviamente, o Palmeiras completo foi para cima no segundo tempo, mas encontrou a fortaleza defensiva do Inter, que não leva gol a mais de 500 minutos.

Criticados nos dois últimos jogos, D´Alessandro e Taison foram importantes hoje
Contudo, com o perigo rondando a área, Tite fez Guiñazu, D´Alessandro e Nilmar entrarem em campo na metade final do segundo tempo e não deu outra. Uma jogada iniciada pelo cholo argentino no meio de campo foi parar nos pés de Taison na ponta esquerda. O guri cruzou, Nilmar chutou à queima-roupa para defesa parcial de Marcos e D´Ale estufou as redes, selando o marcador e colocando o Inter na liderença do Brasileirão. Agora, é repetir - ou melhorar - a atuação contra o Flamengo que estaremos a quatro partidas do título da Copa do Brasil e com passaporte garantido para a Libertadores 2010.
Eu confio e estarei lá apoiando meu time centenário.

Criticados nos dois últimos jogos, D´Alessandro e Taison foram importantes hoje
Contudo, com o perigo rondando a área, Tite fez Guiñazu, D´Alessandro e Nilmar entrarem em campo na metade final do segundo tempo e não deu outra. Uma jogada iniciada pelo cholo argentino no meio de campo foi parar nos pés de Taison na ponta esquerda. O guri cruzou, Nilmar chutou à queima-roupa para defesa parcial de Marcos e D´Ale estufou as redes, selando o marcador e colocando o Inter na liderença do Brasileirão. Agora, é repetir - ou melhorar - a atuação contra o Flamengo que estaremos a quatro partidas do título da Copa do Brasil e com passaporte garantido para a Libertadores 2010.
Eu confio e estarei lá apoiando meu time centenário.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Inter: chega de oba-oba
O Internacional não é o mesmo time que levantou do Gauchão 2009, com algumas léguas de distância sobre os demais participantes. O conjunto que enfrentou o Corinthians, ganhando graças ao golaço de Nilmar, e empatou no sufoco com o Flamengo está sentindo falta dos craques D´Alessandro e Taison. Sim, os jogadores que brilharam no Gauchão e em alguns jogos da Copa do Brasil não apareceram em campo nos últimos jogos. Marcação? Cansaço? Lesão? Não sei quais as razões, mas está na hora de chamar os dois a um canto e cobrar mais atitude Caso contrário, o Inter pode parar no Flamengo em pleno Beira-Rio. Afinal, o alardeado trio de ouro do Inter, que o colocara como principal time do País fazem dez dias, não pode ser desmanchado. Viver só de Nilmar não dá.
O empate em 0 a 0 no Maracanã não foi ruim pois transfere a decisão para o caldeirão do Beira-Rio na próxima quarta-feira. Pode até ter ajudado porque acaba com o oba-oba em cima do Inter, cantado em prosa e verso como o bicho-papão do ano. Não é! O negócio é voltar a jogar bem como vinha fazendo anteriormente, especialmente em sua casa.
O empate em 0 a 0 no Maracanã não foi ruim pois transfere a decisão para o caldeirão do Beira-Rio na próxima quarta-feira. Pode até ter ajudado porque acaba com o oba-oba em cima do Inter, cantado em prosa e verso como o bicho-papão do ano. Não é! O negócio é voltar a jogar bem como vinha fazendo anteriormente, especialmente em sua casa.
Pediatra e jornalista...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Desabafo em Paraíso
Li ontem no Observatório de Imprensa um belo texto produzido pela colega Emanuelle Najjar, São José do Barreiro (SP). Ela fala de novelas e de Jornalismo. Ou seja: personagens falando da nossa bela profissão e fazendo comparações entre os jovens que chegavam ontem às redações e os que estão entrando hoje. Pura realidade!
Emanuelle Najjar
Ontem, quarta feira (6/5), me surpreendi assistindo a uma novela.
Não, não foi a atual menina dos olhos Caminho das Índias. A surpresa que eu tive ficou por conta de Paraíso, novela de Benedito Ruy Barbosa. E meu espanto não tem nada a ver com algo que chame a atenção na história, ou atitudes questionáveis de personagens. Pelo contrário, me surpreendi com a função social do texto apresentado em uma das cenas. Não uma função comum, ou merchandising social, como já é hábito de alguns autores. Mas a força do que foi dito e a quem essas palavras possam ter sido dirigidas.
Em uma cena, um antigo jornalista conversa com um novato recém-saído da faculdade. O jovem é sócio de um amigo na criação de uma rádio para a pequena cidade de Paraíso, cenário da trama. Não tenho a transcrição dos diálogos, mas posso oferecer algo bem próximo disso. Talvez o bastante para entender, já que prestei bastante atenção na cena, quando percebi o que ia acontecer.
As três premissas da profissão
Houve comparações...
"No meu tempo, os novatos começavam limpando o chão da redação enquanto viam os mestres trabalhando. (…) Os de hoje saem da faculdade cheios de sonhos e planos, achando que sabem tudo e querendo mudar o mundo... e no primeiro tombo, acabam desistindo."
E lamentos...
"O problema é que os outros não querem saber de mudar o mundo. Dá muito trabalho. Esse povo quer é pão e circo."
"Mas não precisamos dar o que eles querem. Podemos oferecer mais. Podemos oferecer discernimento."
"Discernimento? Mas será que esse povo sabe o que é discernimento?"
"Não sei, mas nós podemos ensinar. Ensinar é uma das funções do jornalista, não é?"
Quando eu estava na faculdade, tinha um professor que falava isso. E como ouvi. Durante dois anos, ouvi que a profissão tinha três premissas: educar, criar memória, e transformar a realidade. Essas seriam as obrigações dos jornalistas. E era justamente nessa tecla que os personagens estavam batendo.
Um desafio e tanto
E é a verdade. Parece romântico, mas a realidade é dura.
A princípio, os recém-formados saem mesmo das salas de aula com a cabeça cheia de teorias e sonhos. E no primeiro obstáculo acabam emperrando. Às vezes, por encarar como primeira função uma cobertura de crimes de rua, obituários ou plantonistas de delegacia.
E nessa profissão, os que se destacam são aqueles que não desistem ao descobrir que muito do que pensavam sobre salário, respeito e glamour eram ilusórios. Ser jornalista exige paciência e persistência. É, sim, uma profissão bela, mas é bem mais que ler notícias no JN ou apresentar a previsão do tempo.
Jornalista ganha pouco, engole muito sapo, trabalha muito e sem hora marcada. Carrega responsabilidades imensas. Mudar o mundo não é uma coisa fácil, mas faz parte das nossas funções. Por ela passamos por grandes dificuldades. Os sonhos dos novatos são necessários. Mas ter os pés no chão também é o requisito.
Ensinar, não é fácil. Oferecer discernimento idem. Transformar a realidade em plena era de "pão e circo"? Um desafio e tanto.
Quem se habilita?
Emanuelle Najjar
Ontem, quarta feira (6/5), me surpreendi assistindo a uma novela.
Não, não foi a atual menina dos olhos Caminho das Índias. A surpresa que eu tive ficou por conta de Paraíso, novela de Benedito Ruy Barbosa. E meu espanto não tem nada a ver com algo que chame a atenção na história, ou atitudes questionáveis de personagens. Pelo contrário, me surpreendi com a função social do texto apresentado em uma das cenas. Não uma função comum, ou merchandising social, como já é hábito de alguns autores. Mas a força do que foi dito e a quem essas palavras possam ter sido dirigidas.
Em uma cena, um antigo jornalista conversa com um novato recém-saído da faculdade. O jovem é sócio de um amigo na criação de uma rádio para a pequena cidade de Paraíso, cenário da trama. Não tenho a transcrição dos diálogos, mas posso oferecer algo bem próximo disso. Talvez o bastante para entender, já que prestei bastante atenção na cena, quando percebi o que ia acontecer.
As três premissas da profissão
Houve comparações...
"No meu tempo, os novatos começavam limpando o chão da redação enquanto viam os mestres trabalhando. (…) Os de hoje saem da faculdade cheios de sonhos e planos, achando que sabem tudo e querendo mudar o mundo... e no primeiro tombo, acabam desistindo."
E lamentos...
"O problema é que os outros não querem saber de mudar o mundo. Dá muito trabalho. Esse povo quer é pão e circo."
"Mas não precisamos dar o que eles querem. Podemos oferecer mais. Podemos oferecer discernimento."
"Discernimento? Mas será que esse povo sabe o que é discernimento?"
"Não sei, mas nós podemos ensinar. Ensinar é uma das funções do jornalista, não é?"
Quando eu estava na faculdade, tinha um professor que falava isso. E como ouvi. Durante dois anos, ouvi que a profissão tinha três premissas: educar, criar memória, e transformar a realidade. Essas seriam as obrigações dos jornalistas. E era justamente nessa tecla que os personagens estavam batendo.
Um desafio e tanto
E é a verdade. Parece romântico, mas a realidade é dura.
A princípio, os recém-formados saem mesmo das salas de aula com a cabeça cheia de teorias e sonhos. E no primeiro obstáculo acabam emperrando. Às vezes, por encarar como primeira função uma cobertura de crimes de rua, obituários ou plantonistas de delegacia.
E nessa profissão, os que se destacam são aqueles que não desistem ao descobrir que muito do que pensavam sobre salário, respeito e glamour eram ilusórios. Ser jornalista exige paciência e persistência. É, sim, uma profissão bela, mas é bem mais que ler notícias no JN ou apresentar a previsão do tempo.
Jornalista ganha pouco, engole muito sapo, trabalha muito e sem hora marcada. Carrega responsabilidades imensas. Mudar o mundo não é uma coisa fácil, mas faz parte das nossas funções. Por ela passamos por grandes dificuldades. Os sonhos dos novatos são necessários. Mas ter os pés no chão também é o requisito.
Ensinar, não é fácil. Oferecer discernimento idem. Transformar a realidade em plena era de "pão e circo"? Um desafio e tanto.
Quem se habilita?
terça-feira, 12 de maio de 2009
Grande mídia assume papel de situação no Escândalo Yeda
Ao ler os jornais, ver e escutar programas de televisão e rádio nos últimos dias, não é difícil concluir que parte da mídia gaúcha assumiu o papel de situação no escândalo envolvendo a governadora Yeda Crusius e seus assessores. O objetivo é diminuir o papel dos denunciantes e oferecer espaço generoso para a turma que está no poder. O caso do "marido" da governadora é um exemplo. Quem pautou e continua informando com mais isenção o caso é a grande imprensa do Centro do País. O escândalo virou assunto nacional, mas parte da mídia local o trata como "denuncismo da oposição". Não foi assim que agiu no Governo Olívio Dutra, quando comentaristas vociferavam nas rádios e televisões contra o petista. Alguns canais chegaram a transmitir ao vivo, por longas horas, da Assembléia Legislativa. Agora, os interesses são outros...
Finalmente a chuva "deu o ar da graça"

Da janela de meu apartamento, em Porto Alegre, vislumbrei um grande espetáculo hoje pela manhã. Depois de uma estiagem que fez secar pastos e provocou estragos significativos na agricultura, ocorreram precipitações em todo o Estado. Nada que possa ajudar o campo, mas já é um sinal de que a seca pode estar indo embora. Fala-se que amanhã choverá novamente. Tomara que aconteça isso, para o bem dos agricultores e para nós, consumidores. Falta de água prejudica lavouras e pastagens, provocando escassez em série de alimentos (arroz, feijão, milho, carne, frango, leite, queijo, etc) e, consequentemente, aumento nos preços.

Entidades pedem retratação de deputado
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) manifestaram, em nota oficial conjunta, a exigência de uma retratação imediata do deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS). Na semana passada, o parlamentar classificou o trabalho dos jornalistas como de "pouca vergonha" e insinuou que muitos profissionais fazem “falsas afirmações” em suas reportagens. As duas entidades exigem também que, se for o caso, o parlamentar gaúcho que aponte quais são os profissionais que falseiam a verdade no exercício da profissão.
O artigo 11º do Código de Ética do Jornalista aponta que o profissional não pode divulgar informações obtidas de maneira inadequada que visam interesse pessoal ou vantagem econômica. Isto é, reproduzir reportagens com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração. O sindicato e a ARI afirmam ser contra o uso desta prática e esclarecem que, no caso do deputado, ele fez questão de fazer todas as ofensas sem qualquer resguardo público e decoro parlamentar.
A nota oficial ainda aponta que “por ser uma profissão de caráter social, os jornalistas brasileiros têm obrigação de mostrar a toda população o trabalho de seus representantes, mesmo que estes tenham atitudes como a do parlamentar, que faz questão de dizer que ‘se lixa para a opinião pública’”. As entidades defendem que o deputado terá que ser responsabilizado pelos seus atos, sendo prioritária a sua saída da relatoria do processo de cassação do deputado Edmar Moreira e consequentemente do Conselho de Ética da Câmara.
O artigo 11º do Código de Ética do Jornalista aponta que o profissional não pode divulgar informações obtidas de maneira inadequada que visam interesse pessoal ou vantagem econômica. Isto é, reproduzir reportagens com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração. O sindicato e a ARI afirmam ser contra o uso desta prática e esclarecem que, no caso do deputado, ele fez questão de fazer todas as ofensas sem qualquer resguardo público e decoro parlamentar.
A nota oficial ainda aponta que “por ser uma profissão de caráter social, os jornalistas brasileiros têm obrigação de mostrar a toda população o trabalho de seus representantes, mesmo que estes tenham atitudes como a do parlamentar, que faz questão de dizer que ‘se lixa para a opinião pública’”. As entidades defendem que o deputado terá que ser responsabilizado pelos seus atos, sendo prioritária a sua saída da relatoria do processo de cassação do deputado Edmar Moreira e consequentemente do Conselho de Ética da Câmara.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
E se o seu time fosse uma banda?
Muito boa esta. Meu time está bem colocado....
Grêmio = Sepultura
Um de nossos sucessos internacionais.
Mas na terra do molejo e do samba faceiro, muitos acham que
eles pegam pesado demais.
Internacional = Led Zeppelin
Reinou nos anos 70 e morreu nos 80.
Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.
Corinthians = Michael Jackson
Um dos mais populares da história, envolveu-se em escândalos e até mudou de cor.
Têm apostado em criancinhas como Lulinha e Dentinho.
Palmeiras = Aerosmith
A banda tem enorme tempo de estrada.
Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.
São Paulo = Queen
Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes.
E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.
Santos = Beatles
Nos anos 60, não tinha pra ninguém.
Só que até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.
Vasco = Oasis
Banda de qualidade e importância inquestionáveis.
Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do ex-líder faz muita gente ainda sentir aversão.
Fluminense = Titãs
Banda charmosa e simpática e, no Brasil, é querida por muitos.
O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.
Botafogo = Rolling Stones
Seria o maior da década de 60, se não houvesse um rival mais popular.
Teve seu Satisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.
Cruzeiro = Paralamas do Sucesso
Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas.
Mas quando participa de um festival com bandas européias é café com leite.
Flamengo = Jorge Ben Jor
Há muito tempo não produz um grande sucesso.
Mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.
Coritiba = Banda Blitz & Ewandro Mesquita
Um raro sucesso nos anos 80, que os seus fãs ainda cantam nos dias atuais, por falta de outras músicas boas...
Ponte Preta & Guarani = Chitãozinho e Xororó
Quando apareceram, ganharam muitos fãs pelo Brasil, viraram febre, mas nunca foram unanimidade.
Depois de um tempo, e de tantas imitações, se relegaram aos seus poucos fãs do interior.
Goiás = Leonardo
Tomou espaço de outros similares, e vez ou outra emplaca um sucesso, mas nunca chegando ao topo como seus inspiradores.
América-RJ = Erasmo Carlos
Parceiro na panela Jovem (RJ) da década de 60, hoje em dia vive só de nome e de lembranças dos saudosistas e dos poucos fãs malucos que são diretores de TV.
Remo = Calypso
Orgulho do Pará, e só do Pará.
Atlético Paranaense = Amy Winehouse
Já foi muito badalada e considerada a estrela mais promissora dos últimos tempos.
Mas atualmente é boçal, desperta ódio em todos e está para morrer a qualquer momento.
Paraná Clube = Los Hermanos
Seus poucos fãs juram que a banda é muito boa.
Mas, fora eles, ninguém mais no mundo sabe que ela existe.
Grêmio = Sepultura
Um de nossos sucessos internacionais.
Mas na terra do molejo e do samba faceiro, muitos acham que
eles pegam pesado demais.
Internacional = Led Zeppelin
Reinou nos anos 70 e morreu nos 80.
Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.
Corinthians = Michael Jackson
Um dos mais populares da história, envolveu-se em escândalos e até mudou de cor.
Têm apostado em criancinhas como Lulinha e Dentinho.
Palmeiras = Aerosmith
A banda tem enorme tempo de estrada.
Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.
São Paulo = Queen
Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes.
E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.
Santos = Beatles
Nos anos 60, não tinha pra ninguém.
Só que até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.
Vasco = Oasis
Banda de qualidade e importância inquestionáveis.
Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do ex-líder faz muita gente ainda sentir aversão.
Fluminense = Titãs
Banda charmosa e simpática e, no Brasil, é querida por muitos.
O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.
Botafogo = Rolling Stones
Seria o maior da década de 60, se não houvesse um rival mais popular.
Teve seu Satisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.
Cruzeiro = Paralamas do Sucesso
Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas.
Mas quando participa de um festival com bandas européias é café com leite.
Flamengo = Jorge Ben Jor
Há muito tempo não produz um grande sucesso.
Mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.
Coritiba = Banda Blitz & Ewandro Mesquita
Um raro sucesso nos anos 80, que os seus fãs ainda cantam nos dias atuais, por falta de outras músicas boas...
Ponte Preta & Guarani = Chitãozinho e Xororó
Quando apareceram, ganharam muitos fãs pelo Brasil, viraram febre, mas nunca foram unanimidade.
Depois de um tempo, e de tantas imitações, se relegaram aos seus poucos fãs do interior.
Goiás = Leonardo
Tomou espaço de outros similares, e vez ou outra emplaca um sucesso, mas nunca chegando ao topo como seus inspiradores.
América-RJ = Erasmo Carlos
Parceiro na panela Jovem (RJ) da década de 60, hoje em dia vive só de nome e de lembranças dos saudosistas e dos poucos fãs malucos que são diretores de TV.
Remo = Calypso
Orgulho do Pará, e só do Pará.
Atlético Paranaense = Amy Winehouse
Já foi muito badalada e considerada a estrela mais promissora dos últimos tempos.
Mas atualmente é boçal, desperta ódio em todos e está para morrer a qualquer momento.
Paraná Clube = Los Hermanos
Seus poucos fãs juram que a banda é muito boa.
Mas, fora eles, ninguém mais no mundo sabe que ela existe.
Chuva é alimento...
Os corredores e as pessoas que caminham ou passeiam nos parques estão felizes da vida. Não chove faz tempo e isso é bom para o cultivo de seus prazeres. Contudo, lembro que temos que comer para nos manter vivos. E a falta de chuva aqui no Sul do Brasil significa quebras nas produções de arroz, feijão, soja, milho, carne, leite, hortigranjeiros e outros alimentos.
Ontem, passei rapidamente pelos campos onde o gado pasta e onde o milho deveria estar bonito para ser colhido. É uma desolação. As pastagens estão secas, e o gado tenta arrancar o ralo alimento amarelado.
Por tudo isso, torço para que os meteorologistas estejam certos e que, a partir de amanhã, chova muito forte nas regiões produtoras gaúchas. E que continue chovendo nos próximos dias. Azar da nossa caminhada ou do passeio no parque. Temos outros dias ao longo do ano para isso. A consciência é mais importante neste momento.
Ontem, passei rapidamente pelos campos onde o gado pasta e onde o milho deveria estar bonito para ser colhido. É uma desolação. As pastagens estão secas, e o gado tenta arrancar o ralo alimento amarelado.
Por tudo isso, torço para que os meteorologistas estejam certos e que, a partir de amanhã, chova muito forte nas regiões produtoras gaúchas. E que continue chovendo nos próximos dias. Azar da nossa caminhada ou do passeio no parque. Temos outros dias ao longo do ano para isso. A consciência é mais importante neste momento.
Nilmaravilha, Nilmaradona...

O atacante colorado Nilmar já entrou para a história do Estádio Pacaembu (São Paulo), dos conflitos contra o Corinthians, do campeonato brasileiro de 2009 e, quem sabe, de todas a competições já realizadas no Brasil. O gol que fez ontem foi uma pintura, uma obra de gênio. Se fosse Ronaldo o autor, já estaria canonizado. Mas a turma do eixo Rio/São Paulo não costumava tratar da mesma forma jogadores que atuam em clubes periféricos, como eles consideram os grandes do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais.
Bem, o gol foi demais. A ponto de me deixar vibrando como se tivesse ganho mais um campeonato. Nilmar recebeu um lançamento de D´Alessandro para Nilmar e partiu da ponta direita em alta velocidade, sua caracterísitca. Passou por um, dois, três, quatro, cinco marcadores. Entrou na área, deu um corte no sexto defensor e chutou rasteiro e colocado no canto do goleiro Felipe. Um gol antológico deste guri criado no Beira-Rio, de onde nunca deveria ter saído. Nilmar é Inter. O Inter é candidato ao título. Basta jogar um pouco mais do que ontem. Eu acredito que na quarta-feira contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, D´Alessandro e Taison acordem e voltem a desenvolver o grande futebol das partidas anteriores. Vamos, Inter.
Mexicanos excluídos garante dois WO na Libertadores
Sempre achei um absurdo que clubes mexicanos que participem da Copa Libertadores da América e, se ganharem a competição, não disputem o Campeonato Mundial Interclubes no final do ano. Não concordo que eles sejam convidados porque estão filiados à Concacaf, – a Confederação que reúne os clubes das Américas Central e do Norte e do Caribe. Esta disputa já dá o passaporte para a competição da FIFA. Então, se não podem ir ao Mundial, não deveriam disputar a Libertadores. Erro da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
Agora, a entidade comete nova bobabem. Na definição dos 16 clubes que passaram para a fase de mata mata do torneio, os mexicanos Chivas e San Luis estão incluídos. Com justiça, na bola e na competência. Aí surge a gripe que começou em território mexicano e assusta o mundo. Como agiu a Conmebol? Primeiro, adiou em uma semana a realização das primeiras partidas em território mexicano. Depois, tentou marcar os jogos, mas São Paulo e Nacional (URU) avisaram que não viajariam para o México, exitando expor suas delegações ao vírus.
Com intenção de agradar seus afiliados sul-americanos - os mexicanos não são - a Conmebol sugeriu que fossem realizadas uma partida única nos territórios brasileiro e uruguaio, valendo a classificação para as quartas de final do torneio. A Federação Mexicana de Futebol não aceitou e anunciou a retirada dos clubes mexicanos da Copa Libertadores da América. São Paulo e Nacional se classificam automaticamente para a próxima fase.
Pergunta que faço, para não me alongar mais: por que a Conmebol agiu rapidamente, desclassificando os mexicanos - que são convidados - e convocando os terceiros colocados para substituí-los? Isso impediria as vitórias por WO de São Paulo e Nacional e não levantaria dúvidas sobre o torneio. Agora, se um destes clubes for campeão, sempre vai pairar uma dúvida sobre a legalidade das ações da Confederação. Ou, no mínimo, legitimidade.
Agora, a entidade comete nova bobabem. Na definição dos 16 clubes que passaram para a fase de mata mata do torneio, os mexicanos Chivas e San Luis estão incluídos. Com justiça, na bola e na competência. Aí surge a gripe que começou em território mexicano e assusta o mundo. Como agiu a Conmebol? Primeiro, adiou em uma semana a realização das primeiras partidas em território mexicano. Depois, tentou marcar os jogos, mas São Paulo e Nacional (URU) avisaram que não viajariam para o México, exitando expor suas delegações ao vírus.
Com intenção de agradar seus afiliados sul-americanos - os mexicanos não são - a Conmebol sugeriu que fossem realizadas uma partida única nos territórios brasileiro e uruguaio, valendo a classificação para as quartas de final do torneio. A Federação Mexicana de Futebol não aceitou e anunciou a retirada dos clubes mexicanos da Copa Libertadores da América. São Paulo e Nacional se classificam automaticamente para a próxima fase.
Pergunta que faço, para não me alongar mais: por que a Conmebol agiu rapidamente, desclassificando os mexicanos - que são convidados - e convocando os terceiros colocados para substituí-los? Isso impediria as vitórias por WO de São Paulo e Nacional e não levantaria dúvidas sobre o torneio. Agora, se um destes clubes for campeão, sempre vai pairar uma dúvida sobre a legalidade das ações da Confederação. Ou, no mínimo, legitimidade.
sábado, 9 de maio de 2009
Mãe
Todos que estão lendo esta mensagem sabem o imenso valor de uma pequena palavra na vida de cada um.
Com a MÃE, há sempre a garantia de colo, de um dengo, de uma ternura em sua voz, de um toque de amor e da doação que acalma e nos deixa em paz.
Estou consciente que este dia, sempre marcado no segundo domingo de maio, é prioritariamente comercial. É hora de dar presente. Que seja assim, mas que tenha a companhia do carinho.
Que este dia sirva de reflexão para os demais dias do ano. Afinal, MÃE é para sempre e não pode apenas de um dia. Lembrando minha mãe Suely, com quem vou estar neste domingo, quero abraçar a todas as minhas amigas que são avós, mães e filhas. Todas são especiais.
Beijão e bom domingo!
Com a MÃE, há sempre a garantia de colo, de um dengo, de uma ternura em sua voz, de um toque de amor e da doação que acalma e nos deixa em paz.
Estou consciente que este dia, sempre marcado no segundo domingo de maio, é prioritariamente comercial. É hora de dar presente. Que seja assim, mas que tenha a companhia do carinho.
Que este dia sirva de reflexão para os demais dias do ano. Afinal, MÃE é para sempre e não pode apenas de um dia. Lembrando minha mãe Suely, com quem vou estar neste domingo, quero abraçar a todas as minhas amigas que são avós, mães e filhas. Todas são especiais.
Beijão e bom domingo!
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