domingo, 1 de agosto de 2010

Sol e Inter: boa combinação

O Sol volta a iluminar Porto Alegre, depois de um sábado chuvoso e chato. 
É prenúncio de Beira-Rio lotado no Gre-Nal das 16 horas.
Acredito em vitória colorada, mesmo com o misto que entrará em campo.
Vamos, Inter!

sábado, 31 de julho de 2010

Chuva sem cheiro de terra molhada.

Chove em Porto Alegre neste sábado.
Abro a janela, vejo os pingos e, para meu desgosto, não sinto cheiro de terra molhada.
Quem mandou morar rodeado de asfalto.

Mulheres filósofas?

Estou lendo "O que os filósofos pensam sobre as mulheres", coletânea organizada por Maria Luísa Ribeiro Ferreira. Muito interessante para ambos os sexos. É polêmico porque inclui, entre outros pensamentos, a seguinte pergunta: "Por que não há mulheres filósofas". Meu questionamento: será que eles - homens filósofos - deixariam? 
Vale a pena ler a obra...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Celso Schröder é o primeiro gaúcho a presidir a FENAJ


O gaúcho Celso Schröder foi eleito presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Em votação realizada em todo o Brasil, junto a 29 sindicatos, a Chapa 1 – Virar o Jogo – Em Defesa do Jornalismo e do Jornalista recebeu 2.944 votos, obtendo um percentual de 68,25% dos votos válidos (4.313). A Chapa 2 – Luta Fenaj recebeu 1.369 votos, com 31,75%. Os números do pleito, realizado de 27 a 29 de julho, são extra-oficiais e serão divulgados assim que a Comissão Eleitoral receber as atas de todos os Estados.
Schröder é o primeiro jornalista nascido no Rio Grande do Sul a presidir a FENAJ. Entre 1966 e 1969, o paiuiense Lucídio Castello Branco, que construiu carreira profissional e sindical no Rio Grande do Sul, comandou a entidade. Schröder teve um apoio sólido dos gaúchos, tendo recebido 296 votos, com um percentual expressivo de 90,24% sobre os votos válidos. “Nossa votação confirma que a opção da Federação em defesa dos jornalistas e do Jornalismo é a mais acertada”, destaca o presidente eleito, lembrando que sua escolha é uma distinção a todos os profissionais gaúchos. “Isso evidencia a qualidade da militância dos jornalistas do Rio Grande do Sul. O Estado sempre produziu grandes quadros”, ressalta.
Os projetos de Schröder já estão delineados e não fogem do que já vinha sendo adotado, como a luta pela aprovação das PECs dos Jornalistas no Congresso Nacional, permitindo a retomada da exigência do diploma para o exercício da profissão. “Mas não basta apenas a aprovação. Queremos que a opinião pública assimile a idéia de que a formação é imprescindível para um bom Jornalismo”, diz.
O novo presidente, que assumirá durante o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, de 18 a 22 de agosto, em Porto Alegre, aponta que outra meta será o encaminhamento de um projeto para criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ). A criação de um piso nacional de seis salários mínimos também é prioridade. 

Além de Schröder, outros gaúchos integram a composição da chapa vencedora. O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Nunes, foi eleito vice-presidente Regional Sul. José Carlos Torves é o segundo suplente da Executiva e Luiz Armando Vaz integra a Comissão de Mobilização dos Jornalistas de Produção e Imagem. 

Foto: Arfio Mazzei
Obs: texto originalmemte publicado no site do Sindicato - http://www.jornalistas-rs.org.br/

Chapa Orgulho de ser Jornalista recebe mais de 90% dos votos na eleição do Sindicato dos Jornalistas/RS

O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Nunes, foi reeleito na eleição encerrada na noite de ontem (29 de julho) com 306 votos, representando 92,44% dos eleitores votantes (331). Vitoriosa, a Chapa Orgulho de ser Jornalista elegeu ainda 29 diretores e os membros da Comissão de Ética do Sindicato. O primeiro colocado foi Antônio Hohlfeldt, com 227 votos, seguido de Erci Torma (214), Cristiane Finger (167), Carlos Bastos (138) e Flávio Porcello (132). São suplentes José Antônio Vieira da Cunha, Sandra de Deus, Marcos Santuário, Edelberto Behs e Celestino Meneghini.
Para Nunes, a votação evidenciou o papel desempenhado pela direção do Sindicato na gestão iniciada em 2007, junto à categoria, aos professores de Jornalismo e aos estudantes. “Estivemos na linha de frente em defesa do diploma e isso valorizou a entidade como instituição. É compromisso de todos os eleitos dar continuidade a esta luta”, destaca.
O dirigente ressalta que, no novo triênio, serão priorizados projetos que fortaleçam o sindicato junto aos jornalistas e à sociedade. “No âmbito da categoria, vamos promover uma campanha de sindicalização e trazer de volta quem já foi associado. Durante a eleição, percebemos esta disposição de muitos colegas”, explica Nunes.
“Estamos bastante satisfeitos, pois cumprimos com 70% das metas propostas em 2007. Nosso desafio é ampliar este percentual na próxima gestão”, diz o dirigente, sabendo que o índice de aprovação mostrado na eleição transforma-se em compromisso. A posse da nova diretoria será realizada durante o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, que se realiza em Porto Alegre, de 18 a 22 de agosto. “É uma satisfação ser reconduzido à presidência durante um evento que bancamos no início da gestão e vamos realizar com sucesso”, afirma.
Nunes também destaca a eleição de Celso Schröder na presidência da FENAJ como uma demonstração da força da militância dos gaúchos. Também eleito vice-presidente da Regional Sul da Federação, diz que pretende resgatar o espírito de unidade entre os sindicatos dos três Estados do Sul, além do de Londrina.

Confira os diretores eleitos:

Executiva
Presidente - José Nunes
Primeiro vice-presidente - Milton Simas
Segundo vice-presidente - José Carlos Torves
Primeiro secretário - Salvador Tadeo
Segundo secretário - Jorge Correa
Primeiro tesoureiro - Antônio Barcellos
Segundo tesoureiro - Marco Antônio Chagas

Suplentes da Executiva
- Cláudio Fachel - Vera Daisy Barcellos

Diretoria geral
- Celso Sgorla
- Ludwig Larré
- César Augusto
- Renato Bohusch
- Mauro Saraiva Jr
- Léo Nuñes
- João Silvestre
- Robinson Estrasulas
- Cláudio Garcia
- Luiz Armando Vaz
- Márcia Carvalho
- Márcia Martins
- Pedro Luiz Osório
- Elisa Pereira
- Alan Bastos

Conselho Fiscal
- Celso Schröder
- Neusa Nunes
- Arfio Mazzei
- Jeanice Ramos
- Cleber Moreira
- Thaís D´Ávila 

Obs: texto originalmente publicado no site do Sindicato - http://www.jornalistas-rs.org.br/

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vamos votar, companheiros jornalistas!

Vamos às urnas, companheiros. 
Hoje é o último dia para votação nas eleições da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas/RS. 
O voto de todos é importante!

Inter faz um gol e tem vantagem na Libertadores


O Internacional dominou o São Paulo e mal foi ameaçado pelo time tricolor no confronto desta quarta-feira, no Estádio do Beira-Rio, pelo jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores. Porém, o massacre colorado só representou em vantagem mínima - foi 1 a 0 . Com isso, o colorado levou para a partida de volta, no Morumbi um boa vantagem, graças a um gol de Giuliano na segunda etapa (foto).
Com o resultado, o Inter joga pelo empate na capital paulista e pode até perder por um gol, desde que balance as redes do São Paulo no Morumbi. A partida de volta acontece no dia 5 de agosto, quinta-feira da próxima semana. Quem passar enfrenta Chivas Guadalajara ou Universidad de Chile na decisão da competição continental. 
Vamos, Inter.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ser jornalista é...

Eles são meus amigos, são jornalistas e defendem as causas da categoria. Têm o meu voto pelas razões expostas abaixo:


terça-feira, 27 de julho de 2010

A lua cheia....

Sozinho, olho a lua cheia. Sozinha, olhas a lua cheia. Será que ela não merece a nossa companhia?

Em busca de votos e de reencontros...

Hoje, estou feliz por reencontar amigos (as) queridos (as) nas redações durante as eleições da Fenaj e do Sindicato dos Jornalistas. A democracia também promove isso. 
O dia foi longo e cansativo, em busca de votos, mas o abraço e o carinho de colegas que não eu via faz tempo me deixou mais leve. E com a certeza de que, unidos, somos mais fortes. 
Ouvi críticas à atuação do movimento sindical. Algumas justas, outras improcedentes. Mas respeitei-as todas. Em nome de uma categoria que precisa, mais do que nunca, se fortalecer.
Amanhã e na quinta-feira-feira tem mais eleição. Com satisfação, estarei na luta. Em busca da vitória de nosso grupo político no Sindicato e na Fenaj...

Hoje é dia de democracia entre os jornalistas. Vote nas eleições!

De hoje a quinta-feira, os jornalistas brasileiros darão um exemplo de democracia direta. As urnas circularão em redações, assessorias e nas sedes das entidades de todo o Brasil para a escolha dos novos dirigentes da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Alguns sindicatos, como o gaúcho, realizam eleição paralela.

No pleito da FENAJ, concorrem dois grupos.
A Chapa 1 – Virar o jogo: em defesa do Jornalismo e do Jornalista, é liderada pelo gaúcho Celso Schröder, atual vice-presidente da entidade. É a chapa que tem o meu apoio.

A Chapa 2 – Luta Fenaj tem como candidato à presidência o paulista Pedro Pomar.

A eleição no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul tem chapa única e é liderada pelo atual presidente, José Nunes. Integro a nominata como segundo secretário. As urnas estarão na sede da entidade e circularão em Porto Alegre e nas delegacias do Sindicato em Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul, Passo Fundo e Vale do Sinos.

Não deixe de votar, mostrando a força dos profissionais em todo o Brasil no momento em que a Câmara dos Deputados aprovou em comissão especial a PEC dos Jornalistas, que torna o diploma universitário uma exigência para o exercício da profissão. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou esta obrigatoriedade, depois de 40 anos de regulamentação do Jornalismo no Brasil.

domingo, 25 de julho de 2010

Inter continua 100% depois da Copa

 O Internacional chegou hoje à quarta vitória consecutiva pós-Copa do Mundo. Venceu o Flamengo com um time misto (praticamente reserva). O Taison (foto) continua em alta, tendo marcado um belo gol de fora da área e levado perigo constante à zaga flamenguista.  Agora, o colorado pega o São Paulo, pela Libertadores. Que as vitórias do time de Celso Roth continuem, especialmente porque o adversário está em baixa. Vamos, Inter!!!! 
Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm/Divulgação

Vergonha na Fórmula 1



 Foto: AFP

Mais uma vez, um piloto brasileiro precisou ceder a liderença por ordem de sua equipe. Felipe Massa era líder do GP da Alemanha de Fórmula 1 desde a largada, mas na volta 49 precisou deixar sua posição para o companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, a mando da escuderia. A alegação era de que Alonso estava mais rápido. Trata-se do mesmo jogo de equipe protagonizado por Rubens Barrichello e Michael Schumacher na mesma Ferrari há oito anos na GP da Áustria. Este tipo de atitude é proibida, mas onde estão os fiscais para coibi-la?

sábado, 24 de julho de 2010

Fenaj: chapa 1, para virar o jogo

Dilma amplia vantagem


A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem sobre o rival do PSDB, José Serra, na pesquisa Vox Populi, divulgada ontem pela rede Bandeirantes. Agora, tem 41%, contra 33% do segundo colocado e 8% da terceira, a candidata Marina Silva, do PV. Surge a tendência de que a eleição possa ser decidida no primeiro turno, se for mantida a atual tendência. 
Este é o primeiro cenário depois que a campanha iniciou oficialmente. Cresce também a possibilidade de ampliação dos ataques de Serra e de seus companheiros à candidata apoiada pelo presidente Lula. Ninguém duvide disso... A ligação do PT às Farcs e ao narcotráfico foi o ponta-pé inicial da baixaria que está sendo orquestrada. Mas também pode representar um tiro no pé dos tucanos e de seus aliados.

Jornalistas acreditam no fim da comunicação convencional

Pesquisa feita com mais de 750 jornalistas de 21 países revelou que cerca de 50% deles acreditam no fim do veículo em que atua em algum ponto do futuro, seja publicação impressa, canal de rádio ou TV. Em outras palavras, acreditam que os veículos offline serão extintos. O levantamento do instituto Oriella PR Network revelou também que 25% dos entrevistados acredita que a mídia - seja ela digital ou não - irá diminuir drasticamente.
Em relação às novas mídias, a opinião dos participantes do estudo se divide. No geral, creem que elas devem oferecer novas oportunidades, o que não significa necessariamente que o Jornalismo será beneficiado. Segundo informa o site Blue Bus citando o Social Times, a pesquisa mostra que os jornalistas apostam nos novos meios digitais. Apenas 15% dos entrevistados não estão presentes em redes sociais; melhora substancial se comparado ao ano passado, quando 25% deles não faziam.

Fonte: portal IMPRENSA

Criei gosto pela História

No semestre passado, resolvei estudar História na PUCRS. Era um curso sonhado pela sua proximidade com a minha profissão, o Jornalismo. Sabia das dificuldades, pois tinha saído do meio acadêmico em 1983, quando me colei grau na Unisinos. Vinte e sete anos é uma distância grande. Mas consegui aproximar o tempo... 
A experiência foi gratificante, pois exercitei duas coisas que amo: a leitura e a escrita. E mergulhei no passado, frequentando disciplinas como Pré-História e a Antiguidade Clássica. Também potencializei meu gosto pela argumentação teórica, como nas aulas de Filosofia e Ética. Ontem, me matriculei para o segundo semestre, que começa em 2 de agosto, com uma vontade de guri. Ou seja, louco para começar. 
Novamente, o passado estará ao meu alcance, por meio de matérias como História da Antiguidade Oriental, História Medieval e Prática da Pesquisa Histórica. Ao mesmo tempo, tendo que cursar matérias eletivas e fora do currículo do curso, vou exercitar meu espanhol. Será mais uma semestre de muito conhecimento e vivência com professores e alunos de diversas faixas etárias. Este é o outro ponto positivo de muita volta à academia. Que cheguem logo as aulas!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vamos votar nas eleições da FENAJ e dos sindicatos

De 27 a 29 de julho os jornalistas brasileiros estão convocados a fortalecer o movimento sindical nacional da categoria. Única Federação a realizar eleição direta, a FENAJ terá processo eleitoral para renovação de sua direção e da Comissão Nacional de Ética nos dias 27, 28 e 29 de julho. O processo conta com a participação de duas chapas.

O envolvimento da categoria no fortalecimento de suas entidades é fundamental neste momento em que tramitam no Congresso Nacional duas Propostas de Emenda Constitucional prevendo o retorno da exigência do diploma de curso superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão. Considerado um dos pilares da regulamentação profissional dos jornalistas, após vigir por 40 anos no Brasil este requisito foi derrubado pelo STF que, no ano passado, acatou recurso impetrado por entidades patronais.

Urnas fixas e volantes estarão presentes nas capitais e principais cidades dos 26 estados e do Distrito Federal para coletar votos da categoria. Poderão votar os jornalistas em dia com seus sindicatos até o mês de junho, como também jornalistas aposentados.

Em reunião realizada no dia 14 de julho, a Comissão Eleitoral Nacional definiu que o quorum mínimo para validação da eleição em primeira convocação é de 30% dos jornalistas sindicalizados e em dia com suas obrigações sindicais. Disputam o pleito para a FENAJ a chapa 1, “Virar o jogo: em defesa do Jornalismo e do Jornalista”, liderada por Celso Schröder, e a chapa 2, “Luta Fenaj”, liderada por Pedro Pomar. Cinco candidaturas estão inscritas para as cinco vagas da Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas.

Os Sindicatos dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Ceará, Londrina e Goiás realizarão eleição para renovação de suas direções simultaneamente à eleição para a FENAJ.

Jornal do Brasil: sugestões para sobreviver e críticas ao monopólio

Na manifestação desta quarta-feira (21) em protesto contra o fechamento do JB, políticos, sindicalistas e jornalistas falaram sobre alternativas para que o jornal impresso continue a circular. Além do deputado federal Fernando Gabeira e de Suzana Blass, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio, outras lideranças expressaram suas opiniões, como Chico Alencar, Alessandro Molon, Aspásia Camargo, Beth Costa, Mario Augusto Jakobskind e Darby Igayara.

Crítico e criativo
Professor de História, o deputado federal Chico Alencar (Psol) contou que o livro de sua autoria, Brasil Vivo, fala de primeiras páginas históricas do Jornal do Brasil, como ao noticiar a edição do AI-5 no Brasil em 1968 e no dia seguinte ao golpe no Chile em 1973, quando estampou um texto corrido e único sobre o assunto, sem foto.
Com o livro nas mãos, falou sobre a reação do jornal. “No período mais obscurantista da ditadura, o jornal driblava a censura com textos sobre a previsão do tempo: ‘a temperatura está sufocante ou o ar está irrespirável’. O JB era sempre muito crítico e criativo”, disse.
As queixas dos manifestantes se referem ao fato de os jornais da chamada grande imprensa serem muito semelhantes em suas linhas editoriais e excessivamente opinativos nas páginas do noticiário. “O pensamento único vigora nas bancas, os jornalões estão iguais”, segundo Alencar.

Alternativa ao monopólio
Para atestar que o JB ainda é uma alternativa à pluralidade de opiniões, o deputado do Psol lembrou que o jornal realizou um debate entre os candidatos a prefeito no período que antecedeu as últimas eleições para prefeito no Rio.

“Até o Eduardo Paes (eleito e atual prefeito), que já avançava nas pesquisas, compareceu, e a edição do dia seguinte foi muito boa. Foi outra edição histórica. É lamentável o monopólio no Rio de Janeiro. Quanto menos jornais no País, mais obscurantista ele fica”, explicou.

O deputado estadual Alessandro Molon (PT) concorda que o fim do JB representa um golpe contra a pluralidade de opiniões e está preocupado com o risco das demissões e os empregados não serem indenizados corretamente.

Ajuda a um patrimônio
A intervenção do governo seria uma solução para evitar o fechamento da versão impressa do Jornal do Brasil, segundo a vereadora Aspásia Camargo (PV). A nova lei de falência, na sua opinião, abre muitas alternativas para preservar o jornal. Citou o exemplo do auxílio financeiro que o governo dá a bancos, financeiras e grandes indústrias em situação de insolvência.

“Até frigorífico quebra e o governo ajuda. Mas a gente nunca sabe por que eles foram ajudados. Agora, se houver intervenção no caso do JB aí saberemos que ela está sendo feita em nome da cultura e da preservação de capítulos importantes de nossa história. O JB está vivo e pela sua importância precisa até ser tombado. Esta é uma luta política e não devemos deixar que seja jogado fora”, completou a vereadora.

Exemplo do Le Monde
Segundo pesquisas do Dieese, os empresários mais retrógrados e menos transparentes com relação aos seus negócios são os donos dos veículos de comunicação, garantiu a jornalista Beth, diretora da Fenaj.

“A exemplo dos demais empresários, o Tanure (Nelson Tanure, dono do JB) se recusa a abrir suas contas, a chegar a um acordo com os trabalhadores. Claro que existem saídas. O Le Monde na França é um exemplo de que os jornalistas podem administrar um veículo com linha editorial independente. Mas falta transparência e eles preferem acabar com tudo, como se fosse impossível negociar”, disse Beth Costa, lembrando o fechamento recente da Gazeta Mercantil, também ligado ao grupo liderado por Tanure.

Claudia Duarte, em nome da chapa 2, Luta Fenaj!, também defendeu a possibilidade de criação de uma cooperativa formada pelos empregados do JB. “Não podemos deixar morrer esta idéia”, alertou.

Jornalismo de mercado
Nos últimos 10 anos, vários jornais faliram por inoperância administrativa, entre os quais o Monitor Campista, com 175 anos de fundação e circulação no Norte Fluminense, lembrou o jornalista Mario Augusto Jakobskind, diretor do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro.

“Os empresários decidem que é hora de acabar e não tem jeito. Essa postura é produto do jornalismo de mercado em que prevalece a ótica do pensamento único”, queixou-se.

O “clima de unidade política” da manifestação, que reuniu pessoas de variadas correntes ideológicas do pensamento, foi ressaltado por Chico Alencar e pelo presidente da CUT do Rio de Janeiro, Darby Igayara, que também criticou o risco de monopólio e de demissões e referiu-se ao caso da falência da Manchete e de Bloch Editores em 2001.

“Mais de 3 mil ex-empregados só foram indenizados 10 anos depois e muitos ainda nem receberam”, criticou Igayara.

“A parte mais trágica dessa história é o risco de haver demissões, dezenas de trabalhadores ficarem sem emprego”, observou a jornalista Paula Máiran, representante do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj.

“O que não se pode é defender o negócio do Tanure”, sugeriu.

Fonte: site do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Foto: Alberto Jacob Filho

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Jornalistas vão às urnas. Mostremos a nossa força!

Nos dias 27, 28 e 29 de julho - na próxima semana - os jornalistas brasileiros vão escolher os novos dirigentes da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Duas chapas disputam a eleição em todo o Brasil. A chapa 1, de situação, é liderada pelo companheiro gaúcho Celso Schröder, e tem o meu apoio como dirigente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul. Em nome da democracia, entretanto, é importante divulgar que a chapa de oposição é liderada pelo jornalista Pedro Pomar, de São Paulo.
Também o Sindicato gaúcho fará sua eleição nos mesmos dias, com chapa única, liderada por José Nunes, atual presidente. Integro a chapa como segundo secretário.
É importante a participação dos colegas no pleito, especialmente no período em que lutamos pela retomada do diploma para o exercício da profissão, via Legislativo. Vamos mostrar a nossa força.