segunda-feira, 9 de junho de 2008

A arte de não adoecer

Dráuzio Varella

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O
diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a
lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que
lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce
existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa
que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas
de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a
saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e
pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

Yeda petista? Ato falho do JB


Ato falho é um equívoco na fala, na memória, em uma atuação física, provocada hipoteticamente pelo inconsciente. Isto é, através do ato falho o desejo do inconsciente é realizado. Isto explica o fato de que nenhum gesto, pensamento ou palavra acontece acidentalmente. Os atos falhos são diferentes do erro comum, pois estes são resultado da ignorância ou conveniência.
Freud evidenciou que o ato falho era como sintoma, constituição de compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido. Ato falho abrange também erros de leitura, audição, distração de palavras. São circunstâncias acidentais que não tem valor e não possuem conseqüência prática. Os atos falhos são compreendidos por muitas pessoas como falta de atenção, cansaço, eventualidade.
Pois foi exatamente um ato falho o que cometeu o editor do Jornal do Brasil (JB) no título de uma matéria que fala do escândalo do governo de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Quem pescou o tal "erro" foi o Blog do Favre e eu reproduzo a imagem acima para mostrar a disposição de certos colegas da grande imprensa contra o PT. Ou seja, o desejo de uma parte da mídia é tão forte que acaba forçando a mão. Ou a força de procurar ocultar o escândalo tucano de Rio Grande do Sul, o responsável do JB não sabia nem a cor política da governadora Yeda Crusius. Errar é humano, e o escândalo de corrupção é tucano.

Inter: sem técnico, sem plantel, sem time

Cinco jogos sem vitória e colocado entre os quatro últimos do Brasileirão. Esta situação não condiz com a condição desfrutada pelo Internacional antes do início do campeonato. Era apontado como um dos favoritos ao título por ter, supostamente, um dos melhores plantéis do País. A mesma justificativa fora apresentada antes da Copa do Brasil, onde o time foi desclassificado pelo Sport. Agora, o Inter é um clube sem técnico, sem plantel e sem time. O que se viu ontem na derrota por 3 a 1 para a fraca Portuguesa foi um amontoado que mescla bons e péssimos jogadores. A direção prometeu apresentar um novo técnico nesta semana. Espero que seja alguém experiente e não mais uma experiência fadada ao fracasso. Esperemos...

domingo, 8 de junho de 2008

O governo Yeda Crusius é uma vergonha


Marco Aurélio Weissheimer - BLOG RS


O governo Yeda Crusius é uma vergonha para o Estado do Rio Grande do Sul. A inacreditável sucessão de escândalos e denúncias a que o povo gaúcho assiste nos últimos meses revela um governo fraco moral e politicamente.É um governo onde a governadora não fala com o vice-governador.

É um governo onde o chefe da Casa Civil tenta comprar a posição do vice-governador.

É um governo onde o vice-governador grava uma conversa com o chefe da Casa Civil para denunciá-lo.

É um governo onde o chefe da Casa Civil chama o vice de canalha e mau-caráter.

É um governo onde aliados da governadora a chamam de sem-vergonha. E nada acontece.

É um governo onde secretários de Estado negociam, combinam festas e tomam chopp com acusados de integrar uma quadrilha que roubou mais de R$ 40 milhões dos cofres públicos.

É um governo onde os partidos de sustentação da governadora, nas palavras do chefe da Casa Civil, utilizam empresas públicas para financiar campanhas eleitorais e para comprar maioria no Parlamento.

É um governo que, diante de graves denúncias de corrupção, com provas materiais eloqüentes, emudece, se esconde e, através de seu patético porta-voz, afirma não existirem fatos relevantes.

É um governo onde a governadora foge da imprensa e do povo.

É um governo onde a governadora não tem coragem de prestar contas sobre seus atos e de seus aliados, mas tem coragem de fechar escolas, demitir funcionários públicos e mandar a polícia bater em manifestantes.

É um governo que privatiza o meio ambiente e hipoteca o futuro.

É um governo onde seus aliados e padrinhos (como o inacreditável senador Pedro Simon, que foi incapaz de pronunciar uma palavra sobre todos esses escândalos) não tem mais coragem de defendê-lo e abandonam o navio em número cada vez maior.

É um governo cujo modus vivendi é a dissimulação e a covardia.

É um governo que chegou ao fim.


sábado, 7 de junho de 2008

Monitor falha e apresentadora entra em pânico

As novas tecnologias são essenciais, mas atrapalham quando não funcionam. Quem estava vendo o Jornal Hoje, da Rede Globo, neste sábado, ficou estarrecido com o pavor que se abateu sobre a apresentadora Zileide Silva. Em determinado momento do noticiário, ao vivo, ela arregalou os olhos e parecia procurar algo que não existia. Quem não conhece um estúdio de televisão e os acessórios utilizados para facilitar a vida dos apresentadores, teve ter achado que houve falha de Zileide ou que ela tinha sido acometida por um síncope nervosa. Não foi nada disso. É que o tele-prompter - monitor no qual o apresentador lê as notícias - falhou e ela não soube o que fazer. Também não encontrou em seus papéis o texto que deveria ler quando acontece um problema destes. Aí, balbuciou algo como: "me perdi, me perdi".
Fiquei com pena dela porque os cerca de 15 segundos da trapalhada pareceram uma hora para mim. Para Zileide, certamente muito mais. Ela passou a olhar para as câmeras com uma cara de pavor que poucas vezes vi na apresentação de um telejornal. Então afirmou, desanimada: "gente, não dá".
Quando o tele-prompter voltou a funcionar, ela deu um sorriso constrangido e continuou apresentando. Mas era um início de tarde ruim para a emissora e para a apresentadora. Mais adiante, ela anunciou uma reportagem e o vídeo exibido foi de outro assunto. Ela explicou a troca quando voltou e então a reportagem correta foi exibida. Antes do final, Zileide ainda confundiu o horário que aparecia na tela. O relógio marcava 13h39min e ela anunciou 13h30min. Devia estar com os nervos à flor da pele. Espero que não pague por um erro que não foi dela.

Manuela, do PC do B, está encurralada

Uma pergunta que não quer calar: como fica a candidata do PC do B à prefeitura da Porto Alegre, Manuela D´Ávila, depois que um dos principais líderes do PPS, Cézar Busatto, foi protagonista de um dos maiores escândalos já vistos no Rio Grande do Sul? Em conversa gravada com o vice-governador Paulo Afonso Feijó, ele confessou como funcionam as campanha políticas no Estado. Manuela se uniu ao PPS, partido que reúne hoje os seguidores do ex-governador gaúcho Antônio Britto, o maior privatizador da história gaúcha. Seu vice é Berfran Rosado, que junto com Busatto era um dos artífices do governo Britto. E agora, Manuela? Está encrurralada!

E agora, dona Yeda?

Estamos descobrindo aos poucos o que a governadora Yeda Crusius queria dizer com o seu "novo jeito de governar" durante a campanha. Não votei na candidata, e vislumbrava um governo de crise desde que o vice-governador Paulo Afonso Feijó foi escolhido para integrar a chapa que tanto agradava os empresários e os latifundiários. Entretanto, confesso que não esperava tanto desta peleia, que vai longe. Leio nos jornais que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional gaúcha, diz que esta é "uma crise ética sem precedentes no Rio Grande do Sul". Pois é, isso acontece em um Estado que sempre alardeou para o resto do Brasil a sua lisura. Cabe à governadora tomar uma atitude sensata no seu jeito de governar: renuncia ou será impedida.
O povo já está nas ruas. Ontem,
a Coordenação dos Movimentos Sociais, reunida na sede da CUT Estadual, discutiu as denúncias de corrupção do governo do Estado e a CPI do Detran e deliberou os seguintes encaminhamentos:

- Campanha pelo “Fora Yeda” e seu governo neoliberal

- Grandes atos nas regionais da CUT-RS pelo Fora Yeda no dia 12 de junho

- Panfleteações em massa pelo “Fora Yeda”

- Apoio as mobilizações do CPERS Sindicato no dia 13 de junho

- Vigília e acampamento em frente ao Palácio Piratini no dia 18 de junho

- Grande ato em Porto Alegre pelo Fora Yeda

- Apoio as paralizações realizadas pelo Sindiágua (a entidade iniciou uma campanha para realização de uma CPI na CORSAN, em virtude dos graves desvios de recursos);

- Apoio as atividades da Via-campesina

- Reunião de avaliação das ações dos Movimentos Sociais e preparação da Vigília e do Grande ato “Fora Yeda”, no dia 16 de junho, segunda-feira, às 14 horas, na sede da CUT-RS, Rua Barros Cassal, 283, Porto Alegre.

Escândalo inédito no Piratini

O presidente da CPI do Detran, Fabiano Pereira (PT), divulgou nesta sexta-feira a gravação de uma conversa mantida pelo vice-governador Paulo Feijó (DEM) e o chefe da Casa Civil, Cezar Busatto (PPS). O CD, gravado pelo próprio Feijó dia 26 de maio, foi repassado pelo vice-governador à deputada Stela Farias (PT), que o encaminhou ao presidente da CPI. A parlamentar foi taxativa: “a conversa é estarrecedora e revela o ‘modus operandi’ nefasto deste governo para construir maiorias políticas e financiar os partidos através de corrupção”, avaliou.
Fabiano Pereira classificou o momento de extremamente grave. Segundo ele, o diálogo mostra um modelo de fazer política que compromete as instituições democráticas e que “deve ser varrido da história do Estado”. O presidente da CPI quer que o secretário de Governo, Delson Martini, e o chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, compareçam à comissão de inquérito já na próxima segunda-feira (9) para esclarecer os fatos. “Esperamos que venham não mais como secretários de Estado, mas como cidadãos comuns dar as explicações que devem à sociedade gaúcha”.
Pela primeira vez, o impedimento da governadora foi cogitado. Os deputados petistas acreditam que, a partir de agora, a responsabilidade da Assembléia aumenta. “Existem justificativas muito fortes para se pedir o impedimento da governadora”, sintetizou Stela.
O diálogo, ocorrido no Palacinho, sede de trabalho do vice-governador, foi iniciativa do chefe da Casa Civil, que buscava uma reaproximação de Feijó com o Palácio Piratini. No decorrer da conversa, Busatto fala abertamente que o PP se beneficiou com o Detran e o PMDB com o Banrisul, entre outras coisas. “Eu não ouvi todas as frases, pois a gravação estava ruim, mas o que ouvi é suficiente para afirmar que estamos diante de uma crise institucional inédita no Rio Grande do Sul”, sustentou o deputado Elvino Bohn Gass (PT).
O deputado Raul Pont (PT) desafiou o chefe Casa Civil a revelar à CPI quais as campanhas que foram financiadas pelo Detran e pelo DAER, órgãos públicos citados como fonte de financiamento dos partidos num trecho da gravação. “Se isto é verdade, o chefe da Casa Civil é réu confesso e estamos diante não só de um crime de corrupção, mas de um crime eleitoral também”, avaliou o líder do PT.

O diálogo

Apesar da má qualidade da gravação, os deputados que ouviram o áudio foram unânimes em considerar o material de altíssima gravidade. Em um trecho da conversa, Busatto tenta negociar com Paulo Feijó o apoio do vice às políticas do governo. Feijó responde que não quer cargos, apenas participar das decisões do Executivo porque foi eleito para isto. Busatto avança, diz que os partidos sobrevivem da máquina pública e cita o Detran, o Banrisul, o Daer e a CEEE. Feijó diz que não pode compactuar com as irregularidades no Detran, “assim como faz a governadora Yeda Crusius”, e que uma CPI do Banrisul seria positiva.
Minutos antes de começar a sessão da CPI, o vice-governador deu a seguinte declaração à imprensa: “Tenho a obrigação de tornar amplo este fato, é obrigação de homem público tornar estes fatos abertos e reais, e de forma transparente. Eu não posso dar respaldo a coisas de que eu tenho conhecimento. Vejo que nosso governo não tem agido com interesse de terminar com isso.

Confira o áudio em MP3

Confira a transcrição do diálogo entre Feijó e Busatto:


Feijó - Não é verdadeiro, isso aí.

Busatto - eu não acredito nisso.....

Feijó - no quê?

Busatto - este é o modus vivendi de .....

Feijó - não sei, não sei....

Busatto – ....essa guerra que está... e tu tenha elementos para abrir, concordo que isso cria uma situação muito ruim

Feijó – tá, e por isso eu vou dar suporte a tudo isso

Busatto - não, não Feijó, de maneira nenhuma......

Busatto - que possibilidade existiria de nós construirmos uma alternativa de entendimento, não no entendimento no sentido ... porque tem tanta coisa pendente porque tem um passivo que não resolve nunca mais, né, mas eu pergunto para evitar uma ruptura definitiva (...) se houvesse essa possibilidade que condições tu exigiria para isso?

Feijó - eu já disse desde o início não tem condição nenhuma eu só quero, como vice-governador, poder participar das decisões do governo, não quero cargo, não quero secretaria, então ah, eu demonstro que não tenho interesse, eu não tenho interesse por cargo por nomeação nem por secretaria nem por nada, mas eu quero participar, poder participar, eu não quero que as coisas sejam feitas de acordo com o que eu defendo, não, mas eu gostaria, como vice-governador, sentar numa mesa e discutir como a gente discute, ah, tomar a decisão em conjunto? É essa decisão. Agora, eu quero entender o seguinte: por que encobrir o Detran, se sabia que antes de eu entrar na política nós já sabíamos que havia esse esquema no Detran, todo mundo sabia, era público, por que não querer mudar? Desde 2003 eu sei que existe uma quadrilha no Banrisul, por que não querer mudar?

Busatto - por que quando do segundo turno como está sendo hoje com o Rigotto, conviveu com essas duas situações casualmente?

Feijó - Por que? Por que? Por que quem era eu Busatto? Por que não fui com o rigotto? Quem era eu? Era um empresário médio do rio grande do sul presidente da Federasul, eu vou bater de frente com o governador do Estado? Com o secretário do Estado? Que espaço eu tinha na mídia? Que respaldo eu tinha? Nenhum. Agora, hoje, eu me sinto responsável pelo governo que está aí, eu fui eleito junto com a governadora. Ela querendo ou não, ela gostando ou não, eu ajudei a eleger ela, ao menos um voto eu fiz para a chapa, eu trouxe recursos para campanha de amigos meus, empresários, que confiaram em nós, que confiaram no discurso de propriedade, de menos imposto, de menos governo, de menos secretaria, depois que nós passamos para o segundo turno deixa o Feijó lá isolado, ele que se rale, ninguém mais dê ouvido para ele, essa era a reciprocidade que eu tinha, a única coisa que eu sugeri, que eu não exigi, eu sugeri: olha, antes de nomear o presidente do banco eu gostaria de apresentar, ela não quis me ouvir, ela não tinha interesse nisso, então cada um que faça as suas interpretações porque ela não tinha interesse em mexer no Detran. Vamos pegar o Cairoli, se ele sabe alguma coisa do nosso governo que poder ele tem para enfrentar a mim e a governadora? Nenhum, como presidente da Federasul. Nenhum ou muito pouco, vamos dizer assim. Agora, como vice-governador eu tenho obrigação e eu não vou ficar quieto enquanto não mudar ou não demonstrar que nós estamos aqui para fazer o que tem que ser feito.

Busatto - ... tenho bastante convicção nisso. A governadora (ininteligível), eu acho que .. eu sinto muito isso em Porto Alegre, um pequeno partido se ganha uma eleição dessas precisa governar com maioria para poder viabilizar seu governo que é um pouco caso (...) que nunca governou o Estado.

Feijó - sim, não tem base partidária na assembléia.

Busatto – acaba tendo que fazer concessões importantes, os partidos aliados, os partidos grandes do Estado

Feijó - eu não tenho dúvida disso

Busatto - tanto o Banrisul quanto o Detran

Feijó - são os dois maiores, fora o PT

Busatto - tu concorda que são PMDB e PP, né?

Feijó - claro,

Busatto - então não podemos deixar eles fora. Não tenho dúvida de que o Detran é uma grande fonte de financiamento.

Feijó - do PP?

Busatto - isso não é verdade? e o Banrisul, nos últimos 4 anos, com certeza, eu até acho que de repente a governadora poderia até (ininteligível) pensado nisso, né, mas eu te digo uma coisa: os dois partidos (ininteligível) do Estado como é que isso isso ia ficar insustentável.

Feijó - hum, hum

Busatto - então assim eu não creio que a governadora seria totalmente responsável por tudo isso, tu entende? Quer dizer vai .....

Feijó - sim, então é melhor deixar assim então?

Busatto - e outra coisa: o custo que teria ter que romper com o Zé Otávio (ininteligível)

Feijó - sim, pra mim tá claro, ela rompeu comigo e se abraçou no simon na época lá quando ela pediu para que eu renunciasse

Busatto - é, é, eu quero dizer o seguinte: é difícil (ininteligível) ser só maldade dela... esse jogo.

Feijó - agora eu te pergunto o seguinte:

Busatto- (ininteligível)

Feijó - eu entendo, eu entendo. Agora te pergunto o seguinte...

Busatto - se tu tivesse sentado naquela cadeira e .. se eu não tiver 30 votos, 27 votos, 28 votos na Assembléia eu não governo, entende? É uma opção difícil.

Feijó - ok, politicamente, eu concordo, agora, não posso ser conivente com isso não numa questão política, mas numa questão de roubo, desvio, não pode, e ela está sendo. Por questões políticas? Não sei, por interesse financeiro? Não sei. Ou pelos dois juntos.

Busatto - ... se misturar, tu sabe que essa comunhão legislativa não funciona, muitos entraves...

Feijó - eu sei

Busatto – (ininteligível) nesse assunto... e o PDT...

Feijó – Oh, Busatto, eu tô num mundo que não é meu, e eu não me acostumo com isso

Busatto - (ininteligível) tu essencialmente está certo. Te digo assim: (ininteligível) faria se tivesse inviabilizado... isso uma hora se torna insuportável (inintligível) tá doente, tá doente... no sentido que vai ficar uma contradição... tua consciência (ininteligível) tu tá (ininteligível) o Serra ... não quero nem entrar no mérito dela... eu sei que tem desculpa embora a lógica da política ela é cruel... eu não sei se ela não mudará... tão cedo... Ministério Público... não sei se é uma boa saída, aliás, eu não sei se tem como sair... (ininteligível)... eu acho assim, Paulo, não é posição só da Yeda... todos os governadores só chegaram aí com fonte de financiamento ou de Detran, do Daer.. quantos anos o Daer sustentou...

Feijó - não sei

Busatto - Na época das obras... fortunas, depois foi o Banrisul...

Feijó - Na CEEE

Busatto - Na CEEE, se tu vai ver...

Feijó – é onde rendia... é onde os grandes partidos estão... não quero saber... é onde tem as possibilidades de financiamento, pode ter certeza de que tem interesses bem poderosos aí controlando (ininteligível) ...

Busatto - é uma coisa mais profunda que está em jogo... eu não sei se em alguns lugares se superou isso, acho que sim, né? Países mais avançados... mais maduras, norte da Europa, enfim tem lugares em que a atividade pública é mal remunerada

Feijó - sim, por idealismo

Busatto - por idealismo, por voluntariado, as pessoas não deixam de trabalhar, tu é deputado, tu não deixa de ser advogado, tu vai.como advogado, tu dedica... mas aí... na Europa... mas aqui nós estamos muito mal nisso...

Feijó - tá na hora de começar a mudar, em Busatto? Mas qual é tua proposição?

Busatto - não tem nada concreto..(ininteligível) ... a tua decisão, tu tens razões para isso, se pudessémos encontrar um modus vivendi que nos permitisse tu não romper com tuas convicções ... para tu estar dizendo pra ti mesmo, pra tua consciência... qual é o custo disso? Eu não sei. de repente o Fernando faz um gesto concreto para ti, não quero pensar alto porque isso não tá no horizonte acho que tanto a ver uma coisa concreta que pudesse permitir ou outra coisa, quem sabe? ... (ininteligível) ... acho que eu estaria disposto a contar sei que a governadora é muito complicada, mas, se não for assim, ... agüenta esse sofrimento, se tu não vai abrir mão das tuas convicções ... (ininteligível) ... tu tem informações ... ela vai pagar um preço alto por isso, talvez mais que ela merecesse se tu for ver ... Rigotto, Olívio, Britto ... cada um tem o seu jeito de financiar as coisas, então eu acho que... então eu queria te consultar se tem um caminho que o governo.... eu gostaria de tentar... não posso dizer assim, ah, não deu certo

Feijó - eu sempre tive a disposição para contribuir. Agora estou extremanente incomodado com tudo isso, não é nada do que eu esperava dessa atividade política, to aberto aí para qualquer proposição ou uma demonstração efetiva de que é pra valer, não é pra fazer de conta

Busatto - por exemplo, assim, uma coisa que me preocupa muito (ininteligível)

Feijó - sabe uma coisa? Eu sempre defendi a federalização e não a privatização do banco

Busatto - ... a Nossa Caixa, o Serra tá vendendo a Nossa Caixa para o Banco do Brasil.

Feijó - eu sei, mas tu sabe que o Aod, agora em março, abril, teve aqui falando comigo e veio me perguntar: oh, Feijó hoje avaliando a questão do banco é insustentável a médio prazo, eu sou até favorável.

Busatto - desde 2002, quando termina as consignações é o que sustenta ...

Feijó – (Aod) eu apoiaria um projeto desses. Eu sou favorável, tu apoiaria um projeto desses? E eu digo: eu sempre apoiei, Aod. É porque eu estou convencido, me disse o Aod, eu só tenho uma coisa, eu e a governadora nos comprometemos a não fazer isso no nosso governo, então eu vou cumprir com o que eu defendi em campanha, eu me lembro que nós tivemos lá no PSDB, lá no comitê uma reunião com os diretores, com os gerentes de banco e nos comprometemos... então como é que nós vamos defender o contrário? Aod: Ah, nos impostos nós já fizemos o contrário. Aí eu disse: então tá tri, tu levanta essa bandeira que eu não vou levantar. Agora eu concordo que o banco vender uma participação na Serasa e que isso que deu resultado pro teve, não é?

Busatto - Serasa do ...

Feijó - é o Serasa, o Banrisul tinha uma participação no Serasa, ele e outros bancos, me parecesse que foi bastante expressivo o valor apurado, poi, oh,Busatto tu tem muito mais expeiência e visão do que eu.

Busatto – ...é muito complexo de fazer, mas eu gostaria de encontrar formas, então de resolver, né, para que pudesse te dar conforto, criasse um modus vivendi porque eu acho uma loucura o que nós estamos fazendo, é sui generis essa situação fica insustentável ... pode acabar numa puta crise

Feijó - agora eu tenho a convicção se sair uma CPI do Banrisul seria muito bom para a sociedade, não tenho dúvida disso, politicamente não sei avaliar, agora, em termos de chegar à realidade do banco e ver efetivamente se nós, Rio Grande do Sul, precisamos estar pagando esse custo para manter um banco, afinal Santa Catarina não tem banco, Paraná não tem banco, São Paulo não tem Banco, Rio não tem banco, Bahia, nenhum estado representativo tem banco...

Busatto - .... não sei se uma CPI... o prazo é 2011, não é... são 300 mil clientes ativos ...

Feijó - mas eu to aberto, tá Busatto, aguardo uma sinalização

Busatto – vou pensar com muito carinho .... hoje o Sossella pediu a tua convocação para a CPI

Feijó - é, é, o Marquinho me ligou quando eu tava vindo da CEEE. Eu liguei para o Marquinho e pedi que ele fizesse aquela intervenção ...

Busatto .... que te convoque, né.

Feijó - inclusive o presidente da CPI, o Fabiano, quarta-feira, antes de eu viajar...eu tô com investimento lá em Punta Del Leste ....ele me disse olha, vai lá, medita, vamos conversar. Aí o Fabiano disse: se tu vai me convencer que eu tenho algo a agregar, tu me faça um convite que eu vou lá. O Fabiano ficou de me ligar. Aí até me surpreendeu hoje a posição do Sossella.

Busatto – O Sossella ... Paulo Azeredo... então tá, eu vou pensar no que nós conversamos e voltamos a conversar, ok?

Feijó - Ok.

Busatto - obrigado pela tua ajuda.

Feijó - eu tô sempre aberto.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Direção colorada manda Iarley embora. E ele chora...

Do blog do Iarley - aí está a verdade.

O choro de um campeão. Lágrimas de quem conquistou o Mundo com a camiseta colorada. Iarley se despediu do Internacional na tarde fria de ontem. Quando entrou na sala de imprensa do estádio Beira-Rio, sabia que seria o último encontro pessoal com a imprensa gaúcha. Entrou e foi conduzido pelo assessor de imprensa do clube e seu amigo pessoal, José Evaristo Villalobos, o Nobrinho. Dezenas de jornalistas já o esperavam. O convívio, desde 2005, sempre foi o melhor com os profissionais das mídias do Rio Grande do Sul.
A entrevista coletiva começa com a palavra do presidente Vitório Piffero, que falou da importância do craque na história do clube. Depois é a vez de Iarley falar.
“Só tenho que agradecer ao Inter pelos momentos e as glórias que eu vivi. Foi muito mais alegria que tristeza. Não tenho muitas palavras porque a emoção é muito grande”, afirmou o cearense, sem conter as lágrimas.
Depois, lembrou de uma conversa que teve com um torcedor, ainda no aeroporto Salgado Filho, no dia de sua chegada ao Inter.
"No aeroporto, quando eu pisei em Porto Alegre pela primeira vez, um torcedor me falou que não agüentava mais não ser campeão da Libertadores, do Mundial, e as brincadeiras do rival por isso. Ele me disse que a gente tinha que ser campeão, e eu falei para ele, com muita convicção, que nós seríamos campeões da América e do mundo. Acho que aquele torcedor está contente, porque eu cumpri a promessa”, disse, antes de ir às lágrimas novamente.
Sobre sua saída, Iarley sempre foi claro em dizer que sua meta era jogar o centenário pelo clube e de cumprir seu contrato de forma integral.
“Não esperava sair dessa maneira. Pensava em sair cumprindo meu contrato e me despedindo da torcida que tanto amo. Jamais pensei que eu sairia desta maneira. Quero deixar bem claro que é o clube que está me negociando, não fui eu quem pediu para ser negociado”, disse.
Ao falar sobre a torcida do Internacional, mais uma vez, a emoção veio à tona. “Como posso falar sobre os torcedores colorados? O que vou dizer desta nação que foi tão boa pra mim? Não dá. Neste momento o que posso falar é um singelo, mas verdadeiro, ‘muito obrigado’. Sem vocês minha vida aqui no clube não seria tão boa como foi. Não se esqueçam de mim, pois eu jamais me esquecerei de vocês!”, definiu Iarley.
Agora, o desafio é atuando pelo time do Goiás. O craque conhece bem a força da equipe e disse que vai pensando em, mais uma vez, fazer história.
“O Goiás sempre teve time muito bons. Lá, a base é excelente. Vou pra lá com a garra e determinação que sempre mostrei nos clubes por onde passei. Agradeço a oportunidade de defender este clube e, tenho certeza, não vou decepcionar a torcida!”, ressaltou Iarley.

Imprensa mostra momento crítico para governo de Yeda

Imprensa reflete gravidade do escândalo e fragilidade do governo Yeda

Diante dos poucos integrantes da base aliada que permaneceram no plenário da Assembléia Legislativa nesta quinta-feira (5), o deputado Elvino Bohn Gass leu as manchetes dos principais jornais gaúchos sobre as gravações efetuadas pela Operação Rodin e tornadas públicas pela CPI do Detran na tarde desta quarta-feira(4). “A imprensa gaúcha espelha uma reação uníssona da sociedade gaúcha de estarrecimento diante de fatos graves e incontestáveis e revela a fragilidade do governo Yeda”, avaliou.
Ninguém da base governista rebateu o discurso do deputado do PT, que também leu a repercussão do conteúdo das gravações nos blogs. Todos os sites avaliam que o momento é crítico para o governo tucano, cujas estruturas foram seriamente abaladas pelo escândalo. No plenário, os aliados reproduziram o comportamento do Palácio Piratini, que optou por permanecer em silêncio como grande parte dos depoentes que circularam pela CPI do Detran nos últimos três meses.
Na tribuna, Bohn Gass afirmou que o silêncio do governo sobre o conteúdo estarrecedor das gravações de ligações telefônicas entre envolvidos na fraude do Detran é desrespeitoso e ofensivo à sociedade gaúcha. “O governo deve uma explicação ao Rio Grande do Sul, afinal, as gravações mostram que a corrupção chegou ao centro do poder. Hoje, o que todos querem saber é que providências serão tomadas pela governadora em relação ao secretário Delson Martini que, como revelam os áudios, orientava procedimentos do esquema fraudulento”, cobrou.

Manchetes dos principais jornais gaúchos

Diário de Santa Maria
"O Rio Grande escandalizado"

Jornal do Comércio
"Divulgação de escutas escancara fraude"

Correio do Povo
"Vozes do Detran agitam governo - O conteúdo explosivo dos 34 áudios divulgados ontem na CPI provocou reviravolta. Praticamente, todos os que não se calaram, mentiram."

Diário Gaúcho
"Gravações relevadoras. CPI revela escutas da fraude"

Jornal NH (Novo Hamburgo)
"Gravações da Polícia Federal esquentam a CPI do Detran – Pagamentos e beneficiados eram combinados com naturalidade"

Site Vide Versus
"Gravações de telefonemas mostram a desclassificação de grandes nomes da política gaúcha"

O Sul
"Ex-presidente do Detran flagrado negociando propina em gravações feitas pela PF"

Zero Hora
"Escutas convencem CPI a convocar o secretário de Governo de Yeda"

Página 10 – coluna política de Zero Hora – Rosane Oliveira
"Mentiras, mentiras, mentiras" (A dúvida da página 10 é se Delson Martini cai antes ou depois do depoimento na CPI)

Pioneiro (Caxias do Sul)
"Gravações citam Delson – O escudo político que protegia o secretário-geral de Governo, Delson Martini, não resistiu à força das escutas telefônicas da Operação Rodin"

Blog do Gaúcha Hoje (Rádio Gaúcha)
"A revelação das escutas feitas pela Polícia Federal teve impacto muito forte"

Rádio Guaíba – comentarista Gustavo Motta
"Mas se a casa não caiu, ninguém pode ser cego a ponto de não enxergar que, do ponto de vista político, as estruturas ficaram seriamente avariadas"

RBS TV – comentarista Lasier Martins
"Há prostração no governo que está abatido, suspeito na sua credibilidade e necessitado a dar explicações porque vários de seus integrantes vinham traindo a finalidade do Estado, adonando-se da coisa pública, explorando o dinheiro do Detran. Vive-se um momento revoltante, principalmente pelo envolvimento de gente que parecia ilustre, e não era. E por isso, precisa ser punida e afastada. Para um pouco mais de limpeza na política e na gestão pública do Estado."

Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul)
"Gravações deixam governo gaúcho na defensiva"

Beatriz Fagundes (colunista de O Sul)
"Os intestinos do esquema foram expostos e causaram espanto e repúdio devido à sordidez, desfaçatez e arrogância dos envolvidos. Todos mentiram na CPI"

Newsletter Políbio Braga
"A roubalheira do Detran foi exposta ao vivo de forma devastadora. A CPI aproximou-se ameaçadoramente do gabinete da governadora Yeda Crusius"

Por Olga Arnt.

Sujeira chegando ao Palácio Piratini

E agora, dona Yeda? Seus apoiadores na campanha e assessores atuais negaram na CPI qualquer envolvimento no escândalo da Corsan. E atacaram a Polícia federal. Entretanto, provas materais - como telefonemas e correspondências - estão desnudando a fraude. Será que haverá demandada geral em seu governo?
Os próximos capítulos serão emocionantes e tensos para o lado do Palácio Piratini.

Homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia


OS DEZ MANDAMENTOS DA ECOLOGIA

1. Ame a Deus, todas as coisas e a natureza como a ti mesmo.
2. Não defenderás a natureza em vão com palavras, mas através de seus atos.
3. Guardarás as florestas virgens, pois a tua vida depende dela.
4. Honrarás a FLORA e FAUNA e todas as formas de vidas e não apenas as vidas humanas.
5. Não matarás os rios limpos e cristalinos e nem os animais silvestres.
6. Não pecarás contra a pureza do ar, deixando com que as industrias suguem o ar que a criança respira e contamine a água que bebe.
7. Não furtarás da Terra sua camada de HÚMUS, raspando-a com o trator.
8. Não levantarás falso testemunho dizendo que o lucro e o progresso justifiquem teus crimes ECOLÓGICOS.
9. Não cobiçarás objetos e adornos cuja fabricação seja preciso destruir a FAUNA e FLORA.
10. A Terra também pertence aos que ainda estão para nascer.

Foto acima: captei a imagem no parque municipal de Barra do Ribeiro, minha terra, onde parte do verde à beira do Guaíba é preservada.

terça-feira, 3 de junho de 2008

É a idade....

Uma sexagenária resolveu fazer hidroginástica.
Cheia de gás e autoconfiança, entrou na secretaria da academia.
Mal chegou, a professora olhou-a de cima abaixo e avisou:
- Precisamos proceder a uma avaliação.
Pegou uma ficha, preencheu com seu nome e endereço e mandou brasa:
- Então a senhora já tem mais de sessenta anos?
- Pois é, minha filha, há seis anos virei sexy.
- Como? A senhora disse sexy?
- É, sexy de sexagenária, entendeu?
- A senhora tem falta de ar?
- Não, tenho falta de dinheiro.
- Às vezes sofre de tontura?
- Sofro com as tonteiras dos outros.
- Tem hipertensão?
- Não, tenho hipertesão.
- É diabética?
- Não, sou diabólica.
- Tem alergia?
- A mulher.
A esta altura, a moça não se conteve:
- A senhora é doida?
- Por homem!!!

Onde está a ideologia do PC do B?

A candidata do PC do B à prefeitura da Porto Alegre, Manuela D´Ávila, se uniu ao PPS, partido que reúne hoje os seguidores do ex-governador gaúcho Antônio Britto, o maior privatizador da história gaúcha. Na cartilha do partido comunista da jovem política, a condenação às privatizações é uma dos principais pontos. Como Manuela explicará para seus seguidores este casamento de partidos com ideologias e princípios tão antagônicos?
Como se mostrará ao lado de seu vice, Berfran Rosado, braço direito de Brito e de sua política de privatizações, que vendeu patrimônios gaúchos como a CRT e parte da CEEE? Beleza, não é?
Com a palavra os aguerridos comunistas Raul Carrion (deputado estadual) e Jussara Cony (presidente do Grupo Hospitalar Conceição e apoiadora do Governo Lula) ... Foram ouvidos?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Habemos técnico? Sem fumaça...

Será que a direção do Internacional vai "cozinhar" sua torcida a semana toda à procura de um técnico para substituir Abel Braga, o motivador? Pela conversas de Vitorio Piffero e Giovanni Luigi, presidente e diretor de futebol, será assim mesmo. Muricy não vem porque não foi demitido pelo São Paulo. Sobram Leão (arruma confusão), Tite (teórico e orador) e Dorival Júnior (sugerido pelo Abel, mas sem currículo para dirigir o Inter). Eu gostaria de ver Geninho ou Cuca no comando do Inter, mas ambos já acertaram com o Botafogo e o Santos. Portanto, como disse Luigi, não há prazo para anunciar o novo técnico. E temos jogo no próximo fim-de-semana contra a Portuguesa, em São Paulo. Vamos de Guto Ferreira, o interino que tem um campeonato gaúcho no currículo.

domingo, 1 de junho de 2008

Sai Abel. Quem vem?

No sábado à noite, no Beira-Rio, já sentíamos que o mobilizador Abel não ficaria mais no Internacional. Mais uma vez ele inventou - já relatei em tópico anterior - e sua saída era questão de horas. O domingo confirmou isso. Só os repórteres menos experientes engolem esta história de que uma proposta "milionária" das Arábias tiraram Abelão do Inter. Na verdade, a saída já estava acertada e só faltava uma justificativa. Ou seja, a proposta inicial, feita pelos árabes, já estava aceita.
Agora, a grande meta da direção colorada é encontrar o treinador. Pelo que ouvi e li durante o dia, ela está no caminho certo. Não pretende apostar. Por isso, está tentando ganhar tempo, esperando por um técnico que já conheça o time e alcance os resultados no curto prazo. Nesta relação, se impõe o nome de Muricy, desgastado no São Paulo. Ético, ele só sai se for demitido. Até quando a direção irá esperar? No segundo plano, estão Autuori, Cuca e Leão. Todos com ressalvas. Fala-se, ainda, em Tite e Bonamigo. Prefiro Muricy, que conhece o Inter, seus jogadores e os caminhos para seguir bem numa campanha de pontos corridos. Ganhou os dois últimos brasileiros. Esperemos!!!

Para onde vais, Inter?

Por mais colorado que eu seja e apesar de todo o meu apoio, é impossível não mostrar preocupação com o destino do Internacional este ano. O empate com o Sport Recife na fria noite de sábado, no Beira-Rio, mostrou que não temos time, não há esquema tática e estamos órfãos de treinador. Na verdade, temos bons jogadores, muitos deles com dedicação contagiante. Só isso não ganha jogo.
Defendo a saída do treinador Abel, que já não tem motivação e tampouco consegue organizar um time. Exemplos de ontem: colocou um atacante (Adriano) na ala direita, e tirou Nilmar, o melhor do time no jogo, para que entrasse Iarley. Da forma como o time jogou, a imagem que não sai da minha memória são as duas defesas (espetaculares) do goleiro Renan no pênalti. Não fosse ele, teríamos amargado mais uma derrota.
Mudança, urgente!

Magia dentro e fora do Museu Iberê Camargo





Porto Alegre recebeu na sexta-feira - 30 de maio - uma bela obra de arte: a sede da Fundação Iberê Camargo, um prédio de cimento branco desenhado pelo português Álvaro Siza. No sábado, visitei o chamado "bunker", onde realiza-se a exposição Moderno no Limite, com 80 trabalhos de Iberê. Mas o belo não está apenas nos quadros do artista. Das janelas espalhadas por amplos corredores, pequenas e grandes, é possível ver que o prédio localiza-se entre o verde (nos fundos) e o Lago Guaíba (na frente). Um cenário maravilhoso, dentro e fora do museu. Por exemplo, é possível admirar de seus cinco andares alguns patrimônios de Porto Alegre, como o Beira-Rio - estádio do Internacional - e a Usina do Gasômetro, além do centro da cidade. Quem gosta de arte e da natureza deve colocar na sua agenda uma visita à obra, que levou cinco anos para ser concluída e custou R$ 40 milhões. Importante: é possível firmar uma bem sucedida parceria entre governos e empresas privadas.
O prédio tem salas expositivas, átrio, reserva técnica, centro de documentação e pesquisa, ateliê de gravura, ateliê do educativo, auditório, loja, cafeteria, estacionamento e parque ambiental projetado pela Fundação Gaia.


Onde:
Avenida Padre Cacique, 2000 - Porto Alegre
Exposição: Terças a sextas das 10h às 19h, fins de semana e feriados das 11h às 19h
Informações: Telefone (51) 3247-8000 ou site www.iberecamargo.org.br


sexta-feira, 30 de maio de 2008

Abaixo o cigarro

Pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) revela que 23% dos brasileiros fumam. Em média, 14 cigarros por dia. Além de comprometer a saúde, o cigarro representa um alto custo no bolso.
A SBC disponibiliza em seu portal um cálculo onde o fumante consegue saber o quanto ele já gastou com o cigarro. Em poucos segundos, respondendo cinco perguntas, a pessoa contabiliza o quanto é gasto por mês, em um ano e o quanto ela desperdiçou com o cigarro ao longo da vida.

Um exemplo citado no site:

Vejamos o caso de uma pessoa que começou a fumar aos
11 anos, aproximadamente um maço por dia, que custa em torno de R$ 2,60.
Considerando que essa pessoa tenha hoje 21 anos, ela teve um gasto de R$ 9.360 por causa do cigarro.
No final o cigarro, além de prejudicar a saúde do usuário, causou uma despesa alta na vida dela.

Educação? Não é com Yeda!

Os números não mentem. Por meio deles, descobre-se que o processo de deterioração da educação no governo de Yeda Crusius é incrível. As escolas estaduais gaúchas reduziram 8,3 mil turnos no decorrer deste ano, segundo balanço divulgado na manhã de quinta-feira (29 de maio) pela Secretaria Estadual da Educação, que aponta também a redução do número de escolas. Em um ano, a SEC fechou ou transferiu às prefeituras 122 instituições — a maioria localizada em áreas rurais. O processo de "enturmação" usou 47,9 mil turmas para agrupar 1,3 milhão de alunos. Estão todos enlatados.
Uma pergunta que não quer calar: o PDT - cuja principal bandeira é a educação - continua apoiando este governo?
Caro Kayser, permita que eu use uma charge tua para ilustrar bem a situação.