sábado, 5 de julho de 2008

A natureza nos persegue

Eu e a Sílvia estávamos saindo de Porto Alegre em um domingo de junho para almoçarmos em qualquer lugar que encontrássemos. Não existe fórmula melhor do que esta para afastarmos o estresse da semana. Pegamos a estrada e passamos por lugares de cenários belíssimos na estrada entre Gravataí e Taquara - este município está distante cerca de 50 quilômetros de Porto Alegre. Mas o que chamou mais a minha atenção foi a folha de uma árvore que atravessou à frente de nosso carro na saída da capital, quase na ponte do Guaíba. De imediato, cliquei e a captei a imagem. Transformou-se no presente de nosso curto passeio.

Minha pensão...



















O tempo passa, mas a memória não falha. No segundo andar deste prédio, na esquina entre a Avenida Independência e a Rua Barros Cassal, eu residi entre 1972 e 1975. Foi a primeira pensão em que morei na capital dos gaúchos - Porto Alegre - e da qual guardo boas e más recordações. Foi um tempo de aprendizagem...

Jornalista, entre nesta luta. Ela é tua!

Manifesto à Nação

Em defesa do Jornalismo, da sociedade e da democracia no Brasil

A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O Supremo Tribunal Federal - STF - está prestes a julgar o Recurso Extraordinário 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em curso superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.

A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.

Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um Jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.

É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de Imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas - especialistas, notáveis ou anônimos - se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.

A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!



Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil

Jornalista, defenda tua regulamentação

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Ingrid libertada. E os outros 3 mil?


Não estou insensível com a libertação da ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Bettancourt pelas Farcs. Reconheço o pesadelo que esta mulher de brio passou na selva durante seis anos. No entanto, é necessário dizer que que ela foi solta - libertada pelo Exército, segundo a mídia - por causa do clamor internacional, especialmente porque ele também tinha cidadania francesa. Também é importante lembrar que existem ainda mais de 3 mil pessoas nas mãos dos terroristas colombianos.
Mais: depois de festejar com familiares a soltura, a franco-colombiana rumou para Paris, onde se encontrará com o presidente francês Nicolas Sarkozy. Ou seja, das selvas colombianas para o Palácio do Eliseu. Mais: a mídia diz que ela está apoiando um terceiro mandato para o presidente Alvaro Uribe, que ainda depende de um polêmico projeto de reforma constitucional.
A pergunta que se faz oportuna: é bom para Uribe ter Ingrid solta? Claro que não, pois ela ganharia dele (ou de um fantoche seu) nas eleições!
Parece lógico que ela foi libertada contra a vontade dele, ao contrário do que propaga a grande imprensa brasileira. Tanto é verdade que a operação da invasão do Equador e assassinato do número 2 das Farc (o negociador) foi o executada para não permitir que ela fosse libertada.
Mas o que se lê na mídia é que Ingrid está com Uribe e pretende se candidatar à presidência colombiana em 2010.
Será jogo? O tempo dirá. Até lá Ingrid será a estrela não apenas da política colombiana, mas em nível internacional. Na foto acima, da Reuters, ela concede entrevista coletiva na embaixada da França em Bogotá.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Injustiça e desordem

Luiz Fernando Verissimo - publicado em Zero Hora no dia 3 de julho de 2008

Quando Goethe disse que preferia a injustiça à desordem, a Europa recém fora sacudida pela revolução francesa e enfrentava outro terremoto, o bonapartismo em marcha. Sua opção não era teórica, era pela específica velha ordem que os novos tempos ameaçavam. Por mais injusta que fosse, a velha ordem era melhor do que as paixões incontroláveis libertadas pela revolução. Mas a frase de Goethe atravessou 200 anos, foi usada ou repudiada por muitos, na teoria ou na prática e em vários contextos, e chega aos nossos dias mais atual do que nunca. Você não pode pensar na questão agrária brasileira, por exemplo, sem cedo ou tarde ter que se perguntar se prefere a justiça ou a ordem.

A injustiça no caso é flagrante e escandalosa. Mesmo que se aceitem todas as teses sobre o desvirtuamento do movimento dos sem-terra e se acate a demonização dos seus líderes, militantes e simpatizantes, a dimensão do movimento é uma evidência literalmente gritante do tamanho da iniqüidade fundiária no Brasil, que ou é uma ficção que milhares de pessoas resolveram adotar só para fazer barulho, ou é uma vergonha nacional. A iniqüidade que criou essa multidão de deserdados no país com a maior extensão de terras aráveis do mundo é a mesma que expulsou outra multidão para as ruas e favelas das grandes cidades, deixando o campo despovoado para o latifúndio e o agronegócio predatório. A demora de uma reforma agrária para valer, tão prometida e tão adiada, só agrava a exclusão e aumenta a revolta.

Quem acha que desordem é pior do que injustiça tem do que se queixar, e a que recorrer. As invasões e manifestações dos sem-terra se sucedem e assustam. Proprietários rurais se mobilizam e se armam, a violência e o medo aumentam, a reação se organiza. Agora mesmo no Rio Grande do Sul, enquanto endurece a repressão policial às ações do MST, um documento do Ministério Público estadual prega a criminalização de vez do movimento, caracterizando-o como uma guerrilha que ameaça a segurança nacional, com ajuda de fora. É improvável que uma maioria de promotores de Justiça do Estado, transformados em promotores de ordem acima de tudo, tivesse abonado o documento como estava redigido, com seu vocabulário evocativo de outra era. Mas ele dá uma idéia da força crescente do outro lado da opção definidora, dos que escolheram como Goethe.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Governo Lula tem 72% de aprovação

Os números são claros e mostram aquilo que a grande mídia e direita tentam esconder. O povo não é burro. Olhem só:

Avaliação positiva do governo Lula se manteve entre março e junho.

Aprovação do governo soma 72%, aponta pesquisa da CNI/Ibope.

Nota pessoal do presidente é 7.


A pesquisa CNI/Ibope revelou nesta segunda-feira (30) que a avaliação positiva do governo oscilou um ponto percentual para baixo. Há três meses, o levantamento mostrou que 73% dos entrevistados aprovavam a performance do governo Lula. Agora, esse percentual é de 72%.
A avaliação conceitual do governo se manteve inalterada. Assim como em março, 58% dos entrevistados o avaliam como ótimo ou bom. Outros 29% dizem que o governo é apenas regular. E 12% dizem que o governo é ruim ou péssimo.
Segundo a pesquisa, a avaliação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuou alta. As pessoas entrevistadas mantiveram a nota – que varia de 0 a 10 – 7 para o presidente. No último levantamento, a nota foi 7,1.
A confiança no presidente Lula também se manteve elevada. Dos entrevistados, 68% disseram confiar em Lula. Outros 29% disseram que não confiam.
A pesquisa ouviu 2.002 em 141 municípios, de todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas entre 20 e 23 de junho.

O nosso cérebro é doido

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso. A úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia
corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4
CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4
M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO
QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R
B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

Estudantes gaúchos marcham em defesa do diploma de Jornalismo


Estudantes dos cursos de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Centro Universitário Franciscano (Unifra) promoveram hoje - 30 de junho - um ato pioneiro na cidade-pólo da Região Central do Rio Grande do Sul. A intenção é mobilizar as demais instituições de ensino superior do país. Vestidos de preto, portando faixas, entoando palavras de ordem e distribuindo panfletos informativos à população, eles tomaram frente à mobilização dos sindicatos de jornalistas de todo o país e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), na vigília contra a tentativa de desregulamentação da profissão.
O Supremo Tribunal Federal deve julgar, no começo do segundo semestre deste ano, o mérito da questão que se arrasta desde 2001, quando a juíza substituta da 16º Vara Cível da Justiça Federal - 3ª Região, de São Paulo, Carla Rister, concedeu liminar assegurando a qualquer pessoa o direito de obtenção de registro para exercer a profissão de jornalista. A mobilização dos estudantes de Santa Maria, cidade-natal do ministro Eros Grau, do STF, iniciou junto ao complexo que abriga os órgãos do Judiciário no Município e de lá percorreu as principais ruas da cidade.
No Calçadão central, foram recolhidas assinaturas para o abaixo-assinado em apoio aos jornalistas brasileiros. A manifestação contou com a participação do presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, e do diretor Arfio Mazzei, que se deslocaram de Porto Alegre para acompanhar o ato. "Esperamos que estudantes de outras universidades gaúchas sigam o exemplo dessa primeira manifestação, em adesão à luta de toda a categoria", afirma Nunes.

Para os diretores do Sindicato dos Jornalistas em Santa Maria, a mobilização foi extremamente produtiva. "A iniciativa partiu dos próprios acadêmicos, a maioria alunos dos primeiros semestres do curso de Jornalismo, que demonstraram conscientização, entusiasmo e disposição para essa luta que deve ser de todos nós", destaca Elisa Pereira. "O importante é que essa mobilização dos estudantes pode trazer visibilidade à questão e agendar o tema na mídia convencional, onde, em função do evidente interesse da classe patronal, o assunto não entra em pauta", avalia Ludwig Larré.
Os primeiros resultados da mobilização puderam ser sentidos no acolhimento da causa pela população santa-mariense. "Achei o ato muito interessante. Sou professora e sempre ensinei meus alunos a buscarem os seus direitos. É justamente isso que os estudantes de Jornalismo estão fazendo. Enquanto cidadã, quero profissionais que tenham capacidade e qualificação para fazer bem o seu trabalho, com competência”, ressaltou Valderes Maria Almeida de Castro, que ao passar pelo Calçadão manifestou apoio ao ato.

O pioneirismo dos acadêmicos de Jornalismo da cidade universitária gaúcha na defesa do diploma deve ter seqüência mais atividades. Eles já estão em contato para mobilizar estudantes de outras universidades do estado. O objetivo é obter adesão cada vez maior ao movimento pela não desregulamentação da profissão. "É importante a nossa união pela causa. Precisamos de mais colegas participando e defendendo o diploma de jornalista", salienta o acadêmico da Unifra Leandro Passos Rodrigues.
Foto acima de Bibiane Moreira.

Transgressores reclamam. Viva a lei!

A lei que instituiu a tolerância zero para bebidas alcoólicas aos motoristas é oportuna e só recebe crítica dos infratores contumazes. Ou seja, daqueles que bebem muito e pegam no volante em seguida. A população que teve um parente morto ou inválido por causa de um acidente que teve como ponto de partida a mesa do bar têm motivos para aplaudir. Leio que a ação das polícias nas ruas e rodovias têm sido intensa e já alcança resultados. Somente no Rio Grande do Sul, 79 condutores foram autuados no sábado e no domingo nas estradas federais, estaduais e nas cidades. Desse total, 60 foram presos por apresentarem teor alcoólico acima de 0,3 miligramas por litro de ar expelido nos pulmões. Não sou crítico ferrenho de quem gosta de uma cervejinha - também tomo eventualmente -, mas abomino aqueles que dirigem após ingerirem algumas doses. Estão colocando a sua vida ou de outras pessoas em risco. E tem gente dizendo que a lei está interferindo no direito das pessoas em beber. Não é isso. Está procurando preservar vidas.

Deixamos de vencer. E eles ganharam um gol...

Depois do que vi no Gre-Nal de ontem vou acompanhar o movimento de todos os goleiros nos jogos que assistir. Continuo convicto que o movimento da perna de Renan é o mesmo que fazem outros arqueiros na hora dividir uma bola pelo alto com um atacante. O bandeirinha quis aparecer e marcar falta. Contudo, a bola já estava em andamento e o juiz não poderia marcar pênalti. Contudo, parou o jogo, consultou o bandeirinha, expulsou Renan e assinalou a penalidade máxima. Muitos "entendidos" em arbitragem, disseram que ele agiu corretamente. Continuo com a minha convicção.
Com relação à partida, o Tite deu um nó tático em Roth e só não marcamos mais gols por causa do goleiro gremista e por falta de sorte quando a bola bateu na trave. Fomos melhores e poderemos crescer mais ainda. Desconheço as opiniões de comentaristas alinhados com a cor azul ao afirmarem que o Porto-Alegrense foi melhor na segunda etapa e mereceu o empate em 1 a 1. Fazem uma leitura errada do jogo que, na minha avaliação, é esta: o Inter mandou no jogo no primeiro tempo, o time da Azenha teve mais domínio no segundo. No entanto, na fase final, este "domínio" não serviu para nada porque o Inter estava bem postado na defesa. E o colorado desfrutou de chances de gols que eles não tiveram. Não há imparcialidade em parte da mídia gaúcha. Na foto de Alexandre Lops, do site do Inter, a intensa comemoração após o gol de Índio.

domingo, 29 de junho de 2008

Até quando o futebol será motivo de violência?

Impunidade. Acredito que esta palavra define com precisão a repetição de violência antes e durante os jogos de futebol, especialmente os de relevância, como o Gre-Nal. Não tenho notícia de indiciamento dos gremistas que incendiaram os banheiros químicos no Beira-Rio, mesmo que a notícia tenha ganhado contornos internacionais na época. Agora, antes de mais um clássico gaúcho, situações trágicas se repetem. A manhã de hoje foi de despedidas e homenagens a Jeferson Alves Ferreira, 21 anos, e Gabriel Eloi de Oliveira, 23 anos, colorados mortos a tiros na madrugada de sábado, em São Leopoldo, no Vale do Sinos, por uma dupla de torcedores gremistas.
Ontem, um veículo Celta branco passou em frente ao Beira-Rio por volta das 14h10min deste sábado, e um dos ocupantes disparou cerca de seis tiros contra o estádio. As balas atingiram um vestiário desativado ao lado do estádio. A polícia anotou a placa do carro e faz buscas no local. O motorista fugiu em direção à Zona Sul. E hoje pela manhã artefados explosivos - seis bananas de dinamite ligadas a um relógio - foram desativados em uma rua do bairro Menino Deus, em Porto Alegre. A via fica próxima aos estádios do Inter e do Grêmio.
Abaixo a violência, abaixo a impunidade.

É daqui a pouco, meu Inter

Faltam 9 horas para o Gre-Nal. Acordei confiante de que vais ganhar, meu Inter. Até arrisco o placar: 2 a 1. Depois é necessário ajustar a máquina, com contratações e ajustes no esquema de jogo. Mas tudo passa pelo jogo de hoje. Avante, colorado!

A importância da vírgula

Gostei bastante da campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Trata de uma situação cotidiana para quem vive da (e para) a escrita.

A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo!
ABI - 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

sábado, 28 de junho de 2008

Eu acredito em ti, Inter


O Gre-Nal será na casa do adversário e nós ocuparemos apenas 10% da lotação do estádio. O Porto-Alegre está entre os três primeiros do Brasileirão, e nós fazemos uma campanha ruim. Desânimo? Que nada! É nestas horas que mostramos a nossa força e espírito de recuperação. Afinal, em 2006, perdemos um Gauchão no qual éramos favoritos, mas conquistamos a América e o Mundo. Sempre na condição de zebras (para os secadores, é claro). Neste ano, mostramos esta faceta vencedora contra o Paraná (5x1) e contra o Juventude (8 x1). Por isso, acredito em ti, Inter. Vamos fazer festa em território inimigo, como já fizemos em outros Gre-Nais. Imagino que, no cantinho que nos reservaram, a imagem será igual a da foto acima. Vamos, Inter!

A força da internet

O Brasil ultrapassou pela primeira vez na história a marca de 40 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente, como casa, trabalho, escola, cybercafés e bibliotecas. O dado, divulgado na sexta-feira (27) pelo Ibope/NetRatings, refere-se ao primeiro trimestre deste ano.

De acordo com a pesquisa, nos primeiros três meses deste ano, 41,565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais declararam ter acesso à internet, o maior nível atingido no Brasil desde setembro de 2000, quando a empresa começou a fazer a medição no Brasil.
Dado que o Brasil tem aproximadamente 184 milhões de habitantes, o número de internautas já equivale a 22,5% da população.
"Os dados refletem as políticas públicas de abertura de pontos de acesso à internet em escolas, bibliotecas, telecentros e muitos outros locais, além da avalanche de facilidades para adquirir computadores novos, como financiamentos e equipamentos mais baratos", afirmou o gerente de análise do Ibope, Alexandre Sanches Magalhães
Em maio deste ano, o número de usuários residenciais ativos --que acessam a rede ao menos uma vez por mês-- também foi recorde: chegou a 23,1 milhões de pessoas, uma alta de 29% em relação aos 17,9 milhões de maio de 2007. O número de pessoas com acesso residencial, mas que não necessariamente usaram a rede, chegou a 35,5 milhões de pessoas, afirma o Ibope.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Beira-Rio: as obras que eu quero


Falam que as obras da popular e da cobertura do Beira-Rio começarão em breve. Prefiro deixá-las para depois.

A obra que eu quero tem que ser construída no miolo da defesa do meu Inter. Ela precisa de um muro intransponível onde os atacantes rivais sejam barrados a cada investida.

A obra que eu quero não pode ter uma cerquinha de madeira, derrubada a cada bola alçada para nossa área.

A obra que eu quero deve ter um corredor de concreto no meio de campo, capaz de impedir o avanço de jogadores de qualidade discutível.

A obra que eu quero precisa de cobertura para suprir os avanços tresloucados de nossos laterais em direção ao ataque.

A obra que eu quero precisa de uma ligação firme entre o meio de campo e o ataque, sem a qual não teremos gols para comemorar.

A obra que eu quero necessita de uma ponte aérea entre e Europa e Porto Alegre, capaz de trazer para jogadores como Fabiano Eller, Tinga, Daniel Carvalho e Sobis, entre outros.

Depois de erguidas estas obras, podem começar a derrubar o fosso que separa a coréia do campo e erguer as estruturas de cobertura de nosso estádio.

Pauta Rural: Imprensa, o coronel e o Jeca Tatu

Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa


O olhar continuado e observador sobre a imprensa brasileira permite destacar alguns temas recorrentes em praticamente todas as mídias que tratam da economia: a inflação, quase sempre associada à escalada de preços dos alimentos e de outros produtos básicos; a questão dos combustíveis, que envolve a permanência do preço do petróleo em patamares superiores a 130 dólares o barril e coloca sobre a mesa a questão da bioenergia; e, como pano de fundo, o desafio da preservação do patrimônio ambiental. Paralelamente, o noticiário sobre o mundo rural apresenta eventualmente a sobrevivência de práticas inaceitáveis na relação entre capital e trabalho.

Teoricamente, esse noticiário deveria oferecer ao público essencialmente urbano dos jornais e revistas uma visão ampla da economia brasileira e de sua extrema dependência das atividades rurais. Afinal, quando se fala de alimentos ou de combustíveis, está-se tratando de questões que afetam diretamente a qualidade de vida nas cidades, onde a grande densidade populacional também representa a concentração maior de opiniões, os maiores mercados e a grande fonte de poder político.

No entanto, por sua dificuldade de apresentar uma visão abrangente, sistêmica e interconectada desses temas, a imprensa não consegue mostrar a seus leitores a relevância do mundo dos agronegócios, ao quais eles se relacionam. Assim, o leitor fica privado de entender a natureza de questões que afetam diretamente sua vida, continua distanciado da realidade no campo e se mantém desinformado para formar opinião a respeito de políticas públicas que podem definir o futuro do Brasil.

Questões sonegadas

A dificuldade para interligar essas questões e colocar as notícias num contexto que interesse mais o leitor – ou que o faça avaliar corretamente esses fatos – deriva em parte da falta de especialistas nas redações, mas há muitas indicações de que a verdadeira causa dessa falha é pura falta de interesse ou preconceito. Jornais como a Folha de S.Paulo ou o Estado de S.Paulo – este com grande tradição na cobertura rural – não deveriam descuidar desse elemento essencial ao entendimento de como funciona o Brasil. Afinal, a economia paulista depende em grande parte da força do campo.

A alegação de que o leitor urbano tem pouco interesse nos fatos da zona rural, presente nos debates sobre gestão das empresas de comunicação, não sobrevive à constatação de que todos os temas da pauta rural apresentados pela imprensa afetam diretamente a vida nas cidades. Desde a questão da produção e da produtividade agrícola até a oferta de alternativas para o petróleo, tudo o que se noticia sobre o campo deveria interessar o leitor das grandes cidades. Tudo isso é agronegócio.

Também está relacionada ao agronegócio a questão ambiental, que afeta o clima global e, portanto, interessa a todos. O problema do trabalho infantil nas carvoarias, o trabalho escravo na pecuária extensiva da Região Norte, as jornadas em condições desumanas no corte da cana, tudo isso representa estados de tensão que acabam empurrando levas de retirantes da zona rural para as cidades. Isso tem tudo a ver com o leitor de jornais.

Se praticamente todas as notícias da zona rural vão afetar de alguma forma a qualidade de vida dos moradores das cidades, leitores de jornais e revistas, por que razão a imprensa persiste no equívoco de mostrar os problemas do campo como questões alienadas da problemática econômica, política e social?

Olhar desorientado

Segundo alguns observadores, a imprensa brasileira ainda se orienta pela visão oferecida nos anos 1950 e 60 pelos pesquisadores da Cepal – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe –, segundo a qual a ação das oligarquias rurais em todas as expressões de poder no campo seria o principal obstáculo ao desenvolvimento dos países do continente. Se isso ainda pode ser constatado em algumas regiões, em especial nas fronteiras agrícolas onde o Estado é refém de aventureiros, há muito tempo deixou de ser um bom retrato da realidade no campo.

Essa interpretação alimentou a figura do Jeca Tatu como estereótipo do lavrador, que persiste até hoje, e pinta um cenário no qual o homem do campo oscila entre o papel de vítima do capitalismo rural e o de elemento subversivo que invade e depreda propriedades produtivas. Da mesma forma, essa visão fragmentada deixa espaço para a idéia de que a defesa do patrimônio ambiental corresponde a uma atitude contrária ao desenvolvimento econômico.

O pensamento da Cepal evoluiu a partir dos anos 1980, como se pode constatar com a leitura da coletânea Cinquenta anos de pensamento na Cepal, organizada por Ricardo Bielschowski e publicada pela Editora Record. O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vocalizou essa nova perspectiva, há mais de dez anos, quando sugeriu que seus críticos esquecessem o que havia escrito. Se o texto Dependência e Desenvolvimento na América Latina, que ele publicou em 1969 em parceria com o sociólogo chileno Enzo Faletto, parece antiquado na economia globalizada, o olhar da imprensa sobre o mundo rural parece mais do que desorientado. Parece que a imprensa não sabe e não quer saber.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Trilogia do amor à vida

Viver é tão difícil que amedronta!
Até sonhar, às vezes, é uma afronta,

Ao medo, com seu dolo a castigar...
Como a avalanche desce da montanha,
Sem reservar recurso de artimanha,

Sinto que posso até me enregelar...

Nesses momentos tão cruéis e insanos,

Os sonhos e esperanças são tiranos,

Em nada nos é dado acreditar...
É triste ter o abraço tão vazio,
Sentir no coração, cáustico frio,
Do desamor pungente a nos rondar...
Porém, viver é dádiva sublime! Busquemos a razão que nos anime,
Sem deixar nunca o medo nos vencer!

A natureza ajuda nesse instante...

É ela que retarda o meu levante,

Amando a vida assim, até morrer!
(Tere Penhabe)

domingo, 22 de junho de 2008

Da janela de minha sala...


À tardinha deste domingo cheguei à janela de minha sala e vislumbrei um quadro emoldurando o bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Peguei o celular, cliquei e resolvi dividir a imagem com vocês.
O céu límpido e azul é lindo, mas as nuvens são capazes de proporcionar retratos como este.