| Um soldado da antiga Bassora, na Mesopotânia, cheio de medo, foi ao rei e lhe disse: "Meu Senhor, salva-me, ajuda-me a fugir daqui; estava na praça do mercado e encontrei a Morte vestida toda de preto que me mirou com um olhar mortal; empresta-me seu cavalo real para que possa correr depressa para Samarra que fica longe daqui; temo por minha vida se ficar na cidade". O rei fez-lhe a vontade. Mais tarde o rei encontrou a Morte na rua e lhe disse: " O meu soldado estava apavorado; contou-me que te encontrou e que tu o olhavas de forma estranhíssima". "Oh não", respondeu a Morte, "o meu olhar era apenas de estupefação, pois me perguntava como esse homem iria chegar a Samarra que fica tão longe daqui, porque o esperava esta noite lá".
Essa estória é uma parábola da aceleração do crescimento feito à custa da devastação da natureza e da exclusão das grandes maiorias. Ele nos está levando para Samarra. Em outras palavras: temos pouquíssimo tempo à disposição para entender o caos no sistema-Terra e tomar as medidas necessárias antes que ela desencadeie conseqüências irreversíveis. Já sabemos que não podemos mais evitar o aquecimento global, apenas impedir que seja catastrófico. No âmbito dos governos, não se está fazendo nada de realmente significativo que responda à gravidade do desafio. Muitos crêem na capacidade mágica da tecno-ciência: no momento decisivo ela seria capaz de sustar os efeitos destrutivos. Mas a coisa não é bem assim. Há danos que uma vez ocorridos produzem um efeito-avalanche.
A natureza no campo físico-químico e mesmo as doenças humanas nos servem de exemplo. Uma vez desencadeada, não se pode mais bloquear uma explosão nuclear. Rompidos os diques de Nova Orleans nos USA, não é mais possível frear a invasão do mar. Na maioria das doenças humanas ocorre a mesma lógica. O abuso de álcool e de fumo, o excesso na alimentação e a vida sedentária começam a princípio produzindo efeitos sem maior significação. Mas o organismo lentamente vai acumulando modificações, primeiramente funcionais, depois orgânicas e, por fim, atingindo certo patamar, surge uma doença não mais reversível.
É o que está ocorrendo com a Terra. A "colônia" humana em relação ao organismo-Terra está se comportando como um grupo de células que, num dado momento, começa a se replicar caoticamente, a invadir os tecidos circundantes, a produzir substâncias tóxicas que acaba por envenenar todo o organismo. Nós fizemos isso, ocupando 83% do planeta.
A Terra como um todo é a fronteira. Ela coloca em crise os atuais modos de produção que sacrificam o capital natural e as formações sociais construídas sobre o consumismo, o desperdício, o mau trato dos rejeitos e a exclusão social. Três problemas básicos nos afligem: a alimentação que inclui a água potável, as fontes de energia e a superpopulação. Para cada um destes problemas não temos soluções globais à vista. E o tempo do relógio corrre contra nós. Agora é o momento de crise coletiva que nos obriga a pensar, a madurar e a tomar decisões de vida ou de morte.
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Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
O caminho para Samarra
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Vamos reagir contra os desmandos de Yeda
Chegou o momento da reação contra os desmandos patrocionados pelo (des) governo de Yeda Crusis no Rio Grande do Sul. O desmonte do Estado está em curso e é necessário puxar um freio para que não sejamos entregues definitivamente na mão de aventureiros. Esse processo foi gestado no Governo Britto e suspenso nas gestões anteriores - Olívio Dutra e Germano Rigotto -, mas agora é retomado com todo o vigor pela governadora. A oposição começou a reagir na terça-feira, durante 1º Seminário em Defesa dos serviços Públicos, realizado na Assembléia Legislativa, em Porto Alegre, quando as pautas preferenciais foram a articulação de uma rede estadual em defesa dos serviços públicos e o lançamento da 12ª Marcha dos Sem, que acontece no dia 23 de novembro.O evento foi organizado por 24 sindicatos e pela Frente Parlamentar em Defesa dos Serviços Públicos e foi condenada condena a política do governo estadual responsável pela venda de ações do Banrisul, pelo desmonte da Emater e pelo corte de 30% no custeio da máquina pública envolvendo áreas relevantes como saúde, educação e segurança. Além disso, é visível a intenção da governadora de alterar as estruturas da TVE, do Theatro São Pedro, da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA) e da Procergs, além de outras fundações.
Em marcha, companheiros!
Não podemos deixar este trem do desmonte nos trilhos.
Fraco, o Estado entrará em coma irreversível.
Que a marcha dos 100 mil em 1968 (em plena ditadura militar) no Rio de Janeiro, exibida na foto acima, sirva de exemplo para todos.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
O mel e a felicidade
Recebi esta mensagem em meu celular hoje pela manhã. Desconheço a autoria, mas a remetente é uma amiga querida que me conhece muito bem. Pensei, refleti e viajei pelas fronteiras da vida. Muitas vezes ficamos esperando que a felicidade venha até nós, sem nos movimentarmos para alcançá-la, especialmente se os caminhos são tortuosos e espinhosos. Não estamos nesta vida para receber tudo de graça. Tudo tem um preço, que nem sempre estamos dispostos a pagar.
No caso do mel, vale a picada das abelhas.
No caso da felicidade, vale uma escorregada.
O que não serve é nos afastarmos da colméia ou permanecermos estirados ao chão.
Para termos direito ao mel e à felicidade.
domingo, 23 de setembro de 2007
Uma grande comemoração dos jornalistas gaúchos
Noite chuvosa em Porto Alegre, noite para comemorarmos os 65 anos do nosso Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS. Os colegas e convidados foram chegando aos poucos no clube Caixeiros Viajantes neste sábado, 22 de setembro. Nos olhos, exibiam a curiosidade do que iriam encontrar. E quem iriam rever. Foi emocionante. A homenagem a 42 profissionais gaúchos - ex-presidentes e profissionais que fizeram história no jornalismo gaúcho - proporcionou grandes momentos a ponto de confundir o cerimonial. Pessoas que não se viam nos últimos 20 ou 30 anos percorriam as mesas para abraçar companheiros com quem dividiram espaço nas redações gaúchas. Os troféus entregues e a história de cada um publicada nas páginas do jornal Versão dos Jornalistas foram uma justa homenagem de um sindicato que sempre pautou sua atuação pela luta em defesa de uma categoria que hoje já supera mais de 12 mil profissionais no RS. Tenho orgulho de participar desta história. Na foto de Luiz Abreu, ex-presidentes e familiares comemoram.
sábado, 22 de setembro de 2007
É hoje a nossa festa. Parabéns, meu sindicato!
Amigos gaúchos, participem desta festa. Hoje, quarenta e dois jornalistas serão homenageados durante as comemorações dos 65 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS. Destes, 19 são ex-presidentes e 22 são profissionais com idade igual ou superior ao do Sindicato. Com orgulho, estou no grupo de ex-presidentes..A cerimônia ocorre à noite no Clube dos Caixeiros Viajantes, na rua Dona Laura, 646, Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Entre as atrações, o debate 'O papel da Imprensa em momentos de crise política', a cargo do ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas e atual membro da Comissão de Ética da entidade, Armando Rollemberg, e convidados. A homenagem ocorre durante jantar, seguida de show com jornalistas músicos, que inclusive participam do CD produzido pelo Sindicato, entregue a todos os presentes. Estão confirmadas as presenças de Nelson Coelho de Castro, Nando Gross, Renato Mendonça e Terence Veras.
Durante a noite, circulará edição histórica do jornal Versão dos Jornalistas, contando a trajetória da entidade, na visão da maioria dos homenageados. Os ingressos estão à venda ao preço de R$ 15, para sócios em dia, e R$ 20 para não-sócios, na sede da entidade, com os integrantes da diretoria ou no local.
Quero vê-los lá. Até.....
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Atentado a jornalista: Fenaj cobra ação de empresas
Amauri estava trabalhando numa série de reportagens sobre a violência no entorno de Brasília. Há fortes indícios de crime de mando. Por isso é fundamental a prisão do autor do disparo e, principalmente, a identificação e punição, com os rigores da lei, do possível mandante.
Preocupa a Fenaj e seus sindicatos filiados a freqüência com que casos semelhantes têm ocorrido no Brasil, especialmente em regiões de alta densidade urbana, como São Paulo, Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte, DF ou em áreas de conflito pela posse da terra, como no Pará e Maranhão. Os relatórios produzidos anualmente pela FENAJ demonstram que a mesma violência que atinge diariamente milhares de cidadãos brasileiros também faz vítimas, às vezes fatais, entre os profissionais da imprensa. Por essa razão, a Federação e Sindicatos têm reivindicado a adoção, por parte das empresas de comunicação, de medidas que garantam a proteção, saúde e a vida dos jornalistas e demais integrantes das equipes de reportagens em coberturas que envolvam riscos.
A Diretoria da FENAJ soma-se à iniciativa do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal de propor a realização de seminário sobre a segurança da profissão de jornalista em Brasília e nas cidades satélites, envolvendo o sindicato patronal e a Secretaria de Segurança do DF.
Exposição mostra as riquezas do Lami

A Zona Sul de Porto Alegre é um mundo à parte em relação ao centrão da Capital gaúcha. Quem já teve a oportunidade de visitar regiões como Belém Novo, Belém Velho, Lami e Itapuã, voltou de lá fascinado. A flora e a fauna destes locais são de uma beleza exuberante. Por isso, é oportuna a Exposição Fotográfica Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger, do fotógrafo Ricardo Stricher, que começa hoje no Shopping Iguatemi e vai até o dia 30. Veja ao lado o cartaz da divulgação, que recebi e repasso com muito gosto. Chega lá, tchê. Na exposição e depois no Lami e arredores...
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Jornalismo ambiental: congresso tem inscrições com desconto
Para profissionais, o valor é de R$ 100 e para estudantes, R$ 50. Após 21 de setembro, os valores passam para R$ 120 e R$ 70, respectivamente. As inscrições devem ser feitas pelo site www.cjba2007.com.br até 5 de outubro. Após essa data, apenas no local do evento. Informações podem ser obtidas pelo e-mail 2cbj2@cemcerimonia.com.br e pelo tel. (51) 3362 2323.
Com o tema "Aquecimento Global: Um Desafio para a Mídia", o Congresso terá sede no complexo do Salão de Atos da UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Av. Paulo Gama, 110, Centro). Serão cinco conferências, cinco painéis, oficinas, mostra de vídeos e reportagens ambientais seguida de debates, apresentação de trabalhos acadêmicos, plenária da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e encontros paralelos.
Haverá também um debate sobre Atualidade e Perspectivas da RedCalc – Rede de Comunicação Ambiental da América Latina e do Caribe -, com a participação de jornalistas do México, Panamá, Cuba e Uruguai, entre outros países. A realização é do Núcleo de Ecojornalistas do Rio
Grande do Sul – NEJRS e da EcoAgência de Notícias (www.ecoagencia.com.br), com patrocínio BR - Petrobras, Correios, Eletrobras, Caixa Econômica Federal, CentroEstadual de Vigilância em Saúde, Coza, CPRM - Serviço Geológico do Brasil e Ministério do Meio Ambiente e apoio da UFRGS, Fenaj, Sindicato dos Jornalistas do RS, ARI e Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Comemore os 65 anos do Sindicato dos Jornalistas/RS
Amigos gaúchos, participem desta festa. Quarenta e dois jornalistas serão homenageados durante as comemorações dos 65 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS no próximo sábado, dia 22 de setembro. Destes, 19 são ex-presidentes e 22 são profissionais com idade igual ou superior ao do Sindicato. Mais de 400 jornalistas e convidados são esperados para esta confraternização.A cerimônia ocorre no Clube dos Caixeiros Viajantes, na rua Dona Laura, 646, Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Entre as atrações, o debate 'O papel da Imprensa em momentos de crise política', a cargo do ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas e atual membro da Comissão de Ética da entidade, Armando Rollemberg, e convidados. A homenagem ocorre durante jantar, seguida de show com jornalistas músicos, que inclusive participam do CD produzido pelo Sindicato, entregue a todos os presentes. Estão confirmadas as presenças de Nelson Coelho de Castro, Nando Gross, Renato Mendonça e Terence Veras.
Durante a noite, circulará edição histórica do jornal Versão dos Jornalistas, contando a trajetória da entidade, na visão da maioria dos homenageados. Os ingressos estão à venda ao preço de R$ 15, para sócios em dia, e R$ 20 para não-sócios, na sede da entidade e com os integrantes da diretoria. Confira abaixo a relação dos homenageados.
Ex-presidentes
Arlindo Pasqualini
Darcy Varnieri Ribeiro
Adail Borges Fortes
João Bergmann
Adil Borges Fortes
Firmino Bimbi
Cícero Soares
Lucídio Castelo Branco
Antônio Carlos Porto
Antônio Gonzales
João Borges de Souza
Antônio Oliveira
Lauro Hagemann
Remi Baldasso
Vera Spolidoro
Celso Schröder
Renato Dorneles
Jorge Correa
José Carlos Torves
In memoriam
João Baptista Aveline
Jornalistas homenageados
Ademar Vargas de Freitas
Affonso Ritter
Alceu Feijó
Anibal Bendati
Carlos Alberto Kolecza
Carlos Bastos
Celito De Grandi
Darci Demétrio
Dirceu Chirivino Gomes
Ema Reginatto Belmonte
Ercy Torma
Isnar Ruas
Ivete Brandalise
João Batista Marçal
Jorge Mendes
Lauro Quadros
Luiz Arnim Schuch
Luiz Pilla Vares
Raul Quevedo
Renato Gianuca
Ronny Blas
Tânia Carvalho
domingo, 16 de setembro de 2007
Venda de Fernandão é coisa de empresário
Olha a Primavera chegando...
Acordei cedo neste domingo, abri a janela da sala, ouvi o canto dos pássaros e vi a cor da Primavera na minha frente. Resolvi captar a imagem para dividir com vocês o momento. A estação Primavera ainda não chegou - iniciará às 6h51min do dia 23 de setembro, no próximo domingo -, mas nas ruas, nos parques e nas residências de minha Porto Alegre as suas cores já estão exuberantes. Vermelha, verde, rosa, roxa... Em frente à minha janela é amarela. Que beleza!
sábado, 15 de setembro de 2007
Recomeçar
Em que momento da vida você cansou…
O que importa é que sempre é possível recomeçar...
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
É renovar as esperanças na vida e, o mais importante acreditar em você de novo...
Sofreu muito neste período? Foi aprendizado…
Chorou muito? Foi limpeza da alma…
Ficou c om raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora…
Onde você quer chegar? Ir alto?
Sonhe alto... Queira o melhor do melhor...
Se pensarmos pequeno coisas pequenas teremos…
Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida...
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.
Carlos D. de Andrade
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Calheiros sim, mas como ficam FHC e os outros?
No entanto, a mesma mídia que está jogando pesado com o pai da filha da Mônica esquece do filho do FHC com a jornalista Miriam Dutra. Tomás Dutra Schmidt, o tal guri, nasceu no dia 26 de setembro de 1991, quando FHC era senador pelo PSDB-SP, e Miriam atuava como correspondente do Jornal Nacional em Brasília. Anos depois, para abafar o escândalo, a repórter foi "exilada" na Europa à custa da TV Globo. Viveu confortavelmente com o filho e uma irmã, sobretudo em Barcelona, onde moraram num dos mais luxuosos bairros espanhóis.
No último dia 6, Miriam voltou ao Brasil. A mídia é que, até agora, não se fez a pergunta-chave: por que sempre tratou o filho caçula de FHC como um assunto pessoal, sem relevância jornalística? Ou seja, a imprensa brasileira está moralmente obrigada a fazer um 'mea culpa' no caso do filho adulterino do ex-presidente FHC.
Mais: pelo menos cinco senadores do PSDB e um do DEM respondem por processos na Justiça. Vamos acompanhar abaixo como funcionar o esquema:
PSDB
Eduardo Azeredo
(PSDB-MG)
INVESTIGADO: em inquérito no STF por suposto benefício ao empresário Marcos Valério, quando governador de Minas Gerais
DEFESA: Afirma que não houve benefício às agências de Valério
Marconi Perillo
(PSDB-GO)
INVESTIGADO: por fraude em licitação e corrupção ativa e passiva no Supremo Tribunal Federal (STF). Responde a processo eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás por irregularidades em gastos de campanha
DEFESA: Diz que pediu a apuração do caso de fraude e abriu seu sigilo bancário. No caso eleitoral, atribui a denúncia a adversários
Lúcia Vânia
(PSDB-GO)
RESPONDE: a processo por peculato no Supremo Tribunal Federal
DEFESA: Atribui as acusações à disputa eleitoral em Goiás
Flexa Ribeiro
(PSDB-PA)
RESPONDE: a processo no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de receber irregularmente R$ 20 milhões do governo do Pará por intermédio de sua empreiteira, a Engeplan. Responde a outro processo por fraude em licitação no Amapá
DEFESA: A assessoria jurídica do senador nega seu envolvimento nos dois crimes
Cícero Lucena
(PSDB-PB)
RESPONDE: a processo por crime contra a administração pública (organização criminosa responsável por desvio de verbas) e por irregularidade em licitação. Enfrenta também recurso no Tribunal Superior Eleitoral contra sua diplomação. Em 2005, Lucena foi preso pela Polícia Federal, acusado de comandar um esquema de fraude em licitações que desviou cerca de R$ 100 milhões
DEFESA: O senador não respondeu
DEM
Jayme Campos
(DEM-MT)
CONDENADO: pelo Tribunal de Justiça de MT por gastos irregulares com publicidade
DEFESA: De acordo com sua assessoria, não houve gasto irregular. Ele recorre no Supremo Tribunal Federal
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Pausa, por favor
Mas vale a pena a pausa que dou no blog porque participo da organização das comemorações dos 65 anos do meu sindicato. Estou com toda a corta toda e não a largarei tão cedo. Quem me conhece, sabe que voltarei a postar com a assiduidade de sempre em poucos dias. Falta pouco ...
Imprensa vira partido político
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.
- A imprensa no Brasil é um partido político. É o que diz o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos
- A imprensa no Brasil se considera indestrutível porque ela resiste à democratização, à republicanização do Brasil.
- Os militares brasileiros hoje se submetem mais à lei do que a imprensa.
Para Wanderley Guilherme dos Santos, restou à imprensa brasileira ter a capacidade de gerar crises, instabilidade política.
No Governo Lula, a imprensa pratica o “quanto pior melhor”, que, antes, atribuía à esquerda: ela combate políticas que, sabe, são benéficas ao país, mas não tolera que sejam praticadas por um líder comprometido com as classes populares.
Leia mais em no blog do Paulo Henrique Amorim:
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/454501-455000/454586/454586_1.html
terça-feira, 11 de setembro de 2007
A emoção de contar histórias
Está difícil condensar porque o material colhido é vasto e valioso. Enquanto escrevo, me emociono. Primeiro, por aumentar o meu orgulhoso de ser jornalista. Segundo, por ter a oportunidade de contar estas histórias de vida. Isso emociona, meus amigos. Hoje, começaremos a edição do jornal Versão dos Jornalistas, que circulará no dia 22 e contará com trabalhos de outros colegas da Direção do Sindicato.
Esperamos todos - jornalistas ou não - na homenagem do dia 22, no Caixeiros Viajantes, em Porto Alegre, que contará ainda com distribuição de CD com músicos jornalistas, debate, show, jantar e baile.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
O que a Veja não diz: venda da TVA faz de Civita 'laranja' da Telefônica
O que a Veja diz: a venda da TVA foi aprovada pela Anatel.
O que a Veja esconde: a venda foi aprovada por três votos a dois, mas "com ressalva relacionada aos serviços da TVA em São Paulo".
E qual é essa ressalva? O relatório do conselheiro da Anatel Plínio de Aguiar Júnior explica. Plínio votou contra a negociação por considerá-la ilegal e pediu que seu voto fosse tornado público pelo site da Anatel ( Clique aqui para ler o relatório do conselheiro ).
Em seu relatório, Plínio afirma que a transação viola a Lei do Cabo (Lei nº 8.977, de 6 e janeiro de 1995).
Resumidamente, o relatório afirma o seguinte: na fachada, o controle ficaria nas mãos de Civita (Grupo Abril), mas as decisões tomadas (segundo o contrato) deveriam apenas confirmar o que ficasse estabelecido em uma "Reunião Prévia", em que todos teriam direito a voto – o que tornaria, na prática, Civita um laranja da Telefônica, que tem 86,7% do capital total da Comercial Cabo e 91,5% da TVA Sul.
Por isso, o conselheiro da Anatel Plínio de Aguiar Júnior votou contra a aprovação da transação:
"O artigo 7º da Lei nº 8.977, de 6 e janeiro de 1995 (Lei do Serviço de TV a cabo) não estaria sendo observado, uma vez que o seu objeto é assegurar que as decisões em concessionárias de TV a Cabo sejam tomadas exclusivamente por brasileiros, o que não ocorrerá no presente caso".
É isso que a CPI da TVA quer investigar. E a Abril, através da Veja, não quer que seja investigado.
E não esqueça de visitar o Blog do Mello:http://blogdomello.blogspot.com/
Sonegação de impostos chega a 30%
Para chegar a essa conclusão, ele considerou informações de cinco setores que integram o instituto - combustíveis, fumo, medicamentos, bebidas e tecnologia - e projetou os dados para a economia. Nesses setores, a sonegação chega a 30%.
Se o País acabasse com a sonegação, diz Montoro Filho, a carga tributária poderia subir de 35% para 50% do PIB. Com isso, argumenta, seria possível reduzir as alíquotas dos impostos em 20%, em média. Mesmo assim, a carga seria de 40% do PIB, maior que atual. “Todos pagariam menos imposto individualmente e o governo arrecadaria mais.”
Leia mais no site Uai, matéria da Agência Estado
Ao contrário do que dizem vários economistas dos principais veículos de comunicação, a carga tributária ainda está baixa, apesar das pessoas individualmente estarem pagando mais impostos do que deveriam. E quem diz isso é o insuspeito André Franco Montoro Filho!
Tudo isso por causa da sonegação em larga escala. Muita gente é contra a CPMF porque não dá para sonegar, é taxada na fonte, na movimentação do dinheiro.
Se acabarmos com a sonegação, o governo arrecadará mais e terá mais recursos para alocar em investimentos de infra-estrutura de transportes, que é o que o governo e a sociedade brasileira querem.
Leia outras matérias interessantes no blog Logística e Transportes:
http://logisticaetransportes.blogspot.com/
O encanto das mensagens, acompanhado de belas imagens
domingo, 9 de setembro de 2007
Literatura em evidência
Goleada colorada ...

O Internacional fez aquilo que eu esperava ontem no Beira-Rio. Com boa atuação da maioria dos jogadores, goleou o Flamengo por 3 x0 e subiu para a oitava posição, sem contar com os jogos de hoje. Foi um belo treino antes do Gre-Nal do próximo domingo na casa do adversário da Azenha. Não foi apenas o resultado que me agradou. O atacante Gil, que estreava, teve uma boa atuação. E Fernandão, de volta após mais de 100 dias parado, se movimentou, deu passes, cabeceou e mostrou que está recuperado da lesão. Além disso, confirmaram minhas expectativas o argentino Guiñazu (guerreiro atrás e de boa assistência na frente), o guri Roger (marcou o seu primeiro gol e manteve o bom futebol que lhe garantiu a titularidade), o Sidnei, o Granja (na foto de Alexandre Lops, vibra com os companheiros), o Alex, o Monteiro e o Edinho. Aliás, poderia relacionar todos. Que venha o Grêmio!
sábado, 8 de setembro de 2007
Fernandão: a liderança volta ao Inter

A voz que "incendiou" o vestiário, elevando o brio dos jogadores colorados em dezembro de 2006 no Japão, está de volta. Os centenas de torcedores que foram ao Beira-Rio ontem à tarde, assistir ao treino do Inter, presenciaram o capitão Fernandão conversar, apontar o melhor caminho e "gritar" com companheiros (a foto de Alexandre Lops no site do Inter, reproduzida aqui, diz tudo). Como no inesquecível 17 de dezembro, quando nos tornamos campeões do Mundo, pode ser este o prenúncio de uma nova vitória rubra. Desta vez, será o momento de passar pelo Flamengo, neste sábado, para avançar na tabela. Não esperem o capitão na sua melhor forma física, mas contem com a sua liderança, essencial para o Inter neste momento. A ausência do jogador por mais de 100 dias foi, certamente, uma das razões pelo mal desempenho do time no atual Brasileirão. Vamos, Inter! Eu estarei lá te apoiando.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Boa notícia: exercício do jornalismo exige diploma
Para o reconhecimento da condição de jornalista, é necessário que o trabalhador comprove o preenchimento das formalidades legais que a profissão exige para seu desempenho: o prévio registro no órgão regional do Ministério do Trabalho e o diploma do curso superior de Jornalismo ou de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Seguindo este entendimento, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso de revista de uma ex-empregada da produtora X-Virtual S/A que pedia reconhecimento de vínculo de emprego na condição de jornalista. O relator da matéria foi o ministro Carlos Alberto Reis de Paula.
Ainda conforme narrado na inicial, a empregada atuava como repórter e editora de alguns programas e, nessa condição, afirmou ser responsável pelo roteiro de programas de viagem veiculados na Net, operadora de TV a cabo, desde a redação até a edição final, passando pelas demais etapas da produção. Na reclamação, pediu o reconhecimento de vínculo, a aplicação de reajustes salariais referentes aos jornalistas, horas extras além da quinta diária (uma vez que a legislação prevê, para os jornalistas, jornada de cinco horas), indenização por danos morais pelo uso indevido de sua imagem em material promocional e rescisão indireta do contrato de trabalho.
Leia mais no site do Sindicato dos Jornalistas/RS:
http://www.jornalistas-rs.org.br
Pavarotti vive!


Ainda triste com a morte do gigante Luciano Pavarotti na madrugada de ontem, consigo ressuscitá-lo na minha memória ouvindo parte de sua obra. Enquanto escrevo, ouço O Sole Mio, Passione, Mamma, Ave Maria, Volare, Panis Angelicus - algumas das grandes interpretações deste italiano de voz robusta, ressonante e reconhecível. E leio no Terra que o tenor de 71 anos teria deixado, na página principal de seu site, a última frase antes de morrer, em italiano e inglês:
"Penso que uma vida pela música é uma vida bem vivida, e foi a isto que me dediquei".
De fato, um dos maiores tenores de todos os tempos viveu em torno da música como poucos. E emocionou multidões ao redor do mundo, algo inimaginável para um artista clássico. Ou seja, ao lado dos espanhóis Plácido Domingos e José Carreras (na foto da AFP, os três em concerto memorável), tornou popular a ópera, espetáculo antes limitado a poucos. Foi criticado pelos puristas, mas nunca se incomodou com isso e seguiu exibindo seu vozeirão privilegiado em teatros e estádios de futebol, como o Beira-Rio, em Porto Alegre, em 1998. Ao lado de Roberto Carlos, cantou para mais de 50 mil pessoas. Quem foi, retornou emocionado de lá. Até hoje sinto culpa por não ter ido ao espetáculo por causa de um capricho bobo.
Restam agora os CDs, como Os Três Tenores In Concert, The Christimas Concert e Turandot, que guardo com especial carinho para ouvi-los hoje e sempre. Pavarotti vive!
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Brasil reduz extrema pobreza pela metade, diz ONU
Relatório produzido pelo governo federal, em parceria com a ONU (Organização das Nações Unidas), revela que o Brasil já cumpriu algumas das mais importantes metas acordadas entre 189 países durante a Cúpula do Milênio, realizada em 2000.
Uma das mais significativas foi a redução pela metade da extrema pobreza no País. Isso significa que, entre 1990 e 2005, 4,7 milhões de brasileiros deixaram essa condição. Houve ainda avanços expressivos em todos os oito Objetivos do Milênio fixados para serem alcançados até 2015, como a erradicação da fome, a promoção da igualdade entre os sexos, a redução da mortalidade na infância, o alcance do ensino primário universal etc.
As metas estabelecidas pelos oito Objetivos do Milênio, nas quais o País apresentou significativa melhora, dizem também respeito a temas como a erradicação da fome, a promoção da igualdade entre os sexos, a redução da mortalidade na infância, o enfrentamento de doenças como a AIDS e a malária, a universalização do ensino fundamental e a sustentabilidade ambiental.
Leia mais em:
http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=3215
Os homenageados nos 65 anos do Sindicato do Jornalistas/RS
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul já escolheu os colegas que serão homenageados durante o jantar-baile comemorativo aos 65 anos da entidade, marcado para o próximo dia 22. Depois de minuciosa pesquisa em seu arquivo de associados, o sindicato selecionou 22 profissionais que representam todos os segmentos da categoria, como reportagem, colunismo, fotografia e arquivo, rádio, televisão e assessoria.A cerimônia será no clube Caixeiros Viajantes (Rua Dona Laura, 646 - Moinhos de Vento). Entre as atrações da festa, estão um show com músicos jornalistas e uma conferência sobre o tema ‘O papel da Imprensa em momentos de crise política’, com o ex-presidente da Fenaj, Armando Rollemberg, e convidados. Também haverá homenagem a ex-presidentes do sindicato e ao jornalista e ex-vice-presidente da entidade, João Aveline, falecido no ano passado.
Os ingressos estão à venda por R$ 15 para sócios em dia e R$ 20 para não-sócios, na sede da entidade e com integrantes da diretoria. O convite dá direito a um CD que reúne faixas de jornalistas, como Nelson Coelho de Castro, Nando Gross, Arthur de Faria, Gustavo Telles, Jimi Joe, Renato Martins e Renato Mendonça, que ferão apresentação ao vivo.
Homenageados, em ordem alfabética
- Ademar Vargas de Freitas
- Affonso Ritter
- Alceu Feijó
- Anibal Bendati
- Carlos Alberto Kolecza
- Carlos Bastos
- Celito de Grandi
- Darci Demétrio
- Dirceu Chirivino Gomes
- Ema Belmonte
- Ercy Torma
- Isnar Ruas
- Ivette Brandalise
- João Batista Marçal
- Jorge Mendes
- Lauro Quadros
- Luiz Armin Schuch
- Luiz Pilla Vares
- Raul Quevedo
- Renato Gianuca
- Ronny Blass
- Tânia Carvalho
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Como funcionam os blogueiros ligados à grande mídia
Resposta deste blogueiro independente ao Edinho:
Sim, não temos ainda um Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ) por pressão das grandes empresas, de seus colunistas e de jornalistas mais graduados. Confundem liberdade de imprensa com liberdade de empresa. Mas nós, jornalistas da planície, continuamos a luta.
Mídia sempre quis governar
O movimento de boa parcela da mídia nos recentes episódios envolvendo o governo brasileiro não é novidade para quem tem memória. Não esqueçamos que, na história da República, isso é rotineiro e parece não ter fim. A imprensa brasileira, conservadora e elitista, tem um lado, é parcial e age de acordo com os seus interesses. Sempre aconselho a leitura de dois livros essenciais e reveladores do papel decisivo da mídia nos destinos do País. Chatô, o Rei do Brasil, de Fernando de Morais, e Notícias do Planalto, de Mario Sergio Conti, são obras que exibem tanto o conchavo de governos com a imprensa como o papel desta na derrubada de presidentes. Foi assim com Getúlio Vargas, com Juscelino Kubitschek e com Jango Goulart (na foto, em comício na Central do Brasil, um de seus últimos atos antes do golpe militar). E até com Fernando Collor de Mello, endeusado quando necessário e demonizado no momento em que não servia mais. O povo já estava nas ruas.A grande imprensa é controlada por meia dúzia de famílias "tradicionais". Foi assim no passado, é no presente e será no futuro, se não houver a necessária democratização dos meios de comunicação. Fazem décadas que a imprensa de São Paulo é controlada pelas famílias Frias, Mesquita e Civita, e a do Rio, pela família Marinho. Mandam e desmandam, elegem e derrubam governantes. Apoiaram ostensivamente o golpe militar de 64, responsável por atrocidades, centenas de mortos e desaparecidos, muita dor...
Mas o inusitado aconteceu em 2002, quando o eleito não fora ungido nos gabinetes dos barões da mídia. Lula, um operário e não um doutor, desafiou o domínio do poderosos e não encontrou mais paz. Voltou em 2006 numa campanha em que o bordão "deixem o homem trabalhar" tinha o endereço certo. Não adiantou: novamente, a mídia avança e ataca com o objetivo de controlar o pensamento da nação. Nada interessa a não ser a opinião dos donos de grupos empresariais. Liberdade de imprensa? Não, de empresa!
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Dallari: há uma epidemia chamada Lulofobia
Como o senhor vê a tentativa da oposição em associar o presidente Lula com os escândalos de corrupção que convulsionaram o governo nestes dois mandatos?
Dalmo Dallari: Eu estou convencido de que estamos vivendo no Brasil uma epidemia do que eu chamaria de Lulafobia. Há uma verdadeira Lulafobia. O que se verifica é que as elites, ditas elites ou pretensas elites tradicionais, até hoje não se conformaram em ver um operário na Presidência da República. E têm muito medo de que isso crie um hábito, de que isso se repita, e querem de qualquer maneira desmoralizar o presidente Lula, para impedir que na sua sucessão se repita alguma coisa parecida.
Quer dizer, o que se quer é desmoralizar o Lula para reconquistar o terreno perdido pelas elites tradicionais. E o que se verifica, é que, infelizmente, grande parte da imprensa age segundo essa Lulafobia. Grandes jornais brasileiros se tornaram verdadeiros boletins anti-Lula. Hoje não se pode ler com confiança o noticiário político dos grandes jornais. Eu mesmo tenho feito uma observação que durante anos utilizei os jornais como matéria de aula.
Na minha disciplina de Teoria Geral do Estado, eu levava jornais para comentar com os meus alunos. Hoje eu não faria isso, porque não confio naquilo que sai na grande imprensa. Sei que há muita invencionice, muita distorção, mentira, exatamente por causa da Lulafobia. Então, é um dado muito negativo da nossa realidade de hoje.
Íntegra em: http://poemaseconflitos.blogspot.com/
domingo, 2 de setembro de 2007
Mundo insano, justiça branda
Criança é violentada e morta a pedradas em Minas
É um absurdo que isso continue acontecendo.
Um sujeito que comete tal barbaridade com uma inocente não merece conviver com a sociedade. Seu destino deveria ser o mofo de uma cadeia. Mas a lei penal brasileira prevê um máximo de 30 anos, com possibilidade de redução.
É triste!
sábado, 1 de setembro de 2007
Denúncia de mensalão tucano sai até dia 10
Relatório da Polícia Federal sobre o mensalão do PSDB é devastador, atingindo 70 personalidades políticas e empresariais Até o dia 10 de setembro. Esta é a previsão da Procuradoria da República para apresentação da denúncia contra o senador mineiro Eduardo Azeredo.Aos que tiveram acesso ao relatório da Polícia Federal (PF), ficou uma impressão de que se trata, talvez, da mais perfeita investigação realizada nos últimos 20 anos no país. As conclusões são baseadas em uma farta documentação e depoimentos que comprovam a efetiva utilização, em 1998, de uma enorme quantidade de dinheiro público a financiar a campanha eleitoral de Azeredo.
A cautela excessiva adotada, neste procedimento, pela Procuradoria da República é fruto do amadurecimento das relações com a Polícia Federal, que teria pedido ao procurador para não apresentar a denúncia no Supremo antes da conclusão do relatório do inquérito.
Quase a totalidade do primeiro escalão do governo de Azeredo está envolvida e será denunciada. A famosa lista de Cláudio Mourão foi tremendamente investigada, comprovando a veracidade da mesma. Se confirmado, o prazo previsto para apresentação da denúncia pela Procuradoria da República, que servirá de base para representação do PSOL no Senado, é bem possível que o julgamento de Azeredo saia antes ou, no máximo, junto com a do presidente da Casa, Renan Calheiros. Nos últimos dias ainda foi tentado uma manobra política para evitar a apresentação da denúncia pelo ministro Walfrido dos Mares Guia. Porém, a mesma, foi afastada, diante da determinação de membros da Polícia Federal e da Procuradoria da República.
Se a lista do Cláudio Mourão foi realmente "tremendamente investigada" o procurador terá que denunciar o atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que consta como recebedor de R$ 110.000 em 1998. Será que ele terá coragem? Como será que reagirão os formadores da opinião tucana?
Mônica (ex-Renan) continua vestida
O Rovai fica aqui:
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/texto_blog.asp?id_artigo=885
Emater: demissões atingem área técnica
Informação publicada na sexta-feira (31 de agosto) no blog do deputado Elvino Bohn Gass (PT) confirma que as demissões na Emater atingem a área técnica, que abriga aqueles servidores que prestam atendimento de extensão rural aos agricultores. E que boa parte deles não ganhava altos salários, já que até faxineiras e técnicos agrícolas foram demitidos. A constatação do deputado parte da análise da lista dos primeiros dispensados no município de Pelotas.O parlamentar faz um apelo, inclusive, para que sejam enviados ao blog outras listas de demitidos. Durante a campanha eleitoral, a campanha Yeda Crusius chegou a enviar correspondência aos funcionários, comprometendo-se a não efetuar dispensas na empresa. Quando anunciou que demitiria cerca de 300 servidores, afirmou que apénas aposentados e empregados do setor administrativo seriam atingidos e que a extensão rural não seria afetada pelos cortes.
Nos últimos dias, circula entre os servidores a versão de que serão demitidos mais de 400 servidores. A governadora foi vaiada na sexta-feira, na Expointer, pelos funcionários da Emater.
Confira o comentário do deputado
As provas da mentira
Começam a surgir as provas de que o governo Yeda mentiu quando disse que as demissões na Emater seriam apenas de aposentados e servidores do setor administrativo. Recebi agora uma lista dos funcionários que já foram demitidos na região de Pelotas e constato que, ao contrário do que o governo anunciou, a maioria dos dispensados atuava na área técnica, ou seja, diretamente com os agricultores. Ah! E que boa parte deles não ganhava altos salários já que até faxineiras e técnicos agrícolas foram demitidos.
Neste ritmo, o governo Yeda vai desmantelar totalmente um dos melhores, mais eficientes e fundamentais serviços públicos do Rio Grande do Sul: a extensão rural. O momento é gravíssimo. Solicito que todos os que souberem de alguma demissão na Emater remetam os nomes dos servidores para este blog. Precisamos unir forças e reagir. Na próxima quinta-feira, a Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa vai debater o desmonte da assistência técnica rural pública em nosso Estado. Todos estão convidados.
A lista (parcial) das demissões na Região Sul – Pelotas
1. Arzelinda Alice Diogo Rodrigues - Arroio Grande - faxineira
2. Neiva Brahm Lopes - Jaguarão – auxiliar administrativa
3. Vera Maria Coelho - Morro Redondo – extensionista de Bem Estar Social
4. Neli Enilda da Silva - Pinheiro Machado - extensionista de Bem Estar Social
5. José Luiz Borges - Santana da Boa Vista – técnico agrícola
6. Jair Seidel - Pelotas - zootecnista
7. Geraldo Büttow Torchelsen - Pelotas – agrônomo
8. Luiz Carlos Migliorini - Pelotas - técnico agrícola
9. Vera Lúcia Gonçalves Botelho - Pelotas – auxiliar administrativo
10. Vera Lúcia Schreinert - Pelotas - extensionista de Bem Estar Social
11. Clair Marilei Cruz - Rio Grande - extensionista de Bem Estar Social
12. James Arlen Souza Meireles - Rio Grande - agrônomo
13. Terezinha Rodrigues de Freitas - Capão do Leão - faxineira
14. Ariovaldo da Rocha Goularte - Piratini - agrônomo
15. Mario Andrade Porto - Piratini - Agrônomo
16. Flávia Tourinho Vargas - Piratini - extensionista de Bem Estar Social
17. Jussara Lopes Furtado - Piratini – auxiliar administrativo
18. Bruno Alfredo Miritz - ESREG - agrônomo
19. Luiz Adilson dos Santos – ESREG - agrônomo
20. Fernando Antônio Alves - ESREG - agrônomo
21. Luiz Alberto Nickel – ESREG - contador
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Luz

Amigos, alguém pode estar só, acabrunhado no seu canto, com vontade de chorar...
É o momento de despertar e sentir que existe muita luz na sua frente. É esta onda eletromagnética que nos faz sentir que existe muita gente olhando para nós. E são estes olhares que nos fazem enxugar as lágrimas, que nos permitem levantar e encarar o caminho com alegria e força.
A vida é um caminho de duas vias: ou é trilhado com um sorriso no lábios ou com um tristeza na alma, dependendo das circunstância. Mas a vida nos foi dada e isso é que importa.
Vivamos, portanto!
A Vale é nossa: participe do plebiscito
Entre 1º e 7 de Setembro de 2007, decida se a Vale do Rio Doce deve permanecer nas mãos do capital privado ou voltar aos mãos do povo brasileiro! A Vale, até 1997 era uma empresa pública, propriedade do povo brasileiro. Era a maior mineradora do mundo! Sem contar o valor imensurável das riquezas naturais que ela explora, apenas suas estruturas físicas eram avaliadas em 1997 em R$ 92 bilhões de reais! Mas FHC a vendeu ao capital estrangeiro por R$ 3 bilhões!!De 98 pra cá, ela já gerou de lucro pra seus proprietários R$ 33 bilhões ,ou seja, 10 vezes o valor gasto na sua compra! Se esta riqueza seguisse nas mãos o povo, poderiam ser construídas mais de 500 universidades ou hospitais, assentar mais de 1 milhão de famílias sem-terra ou gerar 13 milhões de Postos de Trabalho pelos projetos do MTD!
As urnas podem ser organizadas em todos os cantos do país.Para saber onde votar, procure o comitê estadual (a lista de contatos está no site da campanha). Se precisar de mais orientações sobre os locais de votação, procure uma das organizações mais próximas de você que estão engajadas na campanha, como: Assembléia Popular, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Grito dos Excluídos Continental, Movimento Pequenos Produtores (MPA), Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Movimento Evangélico Progressista, Via Campesina, Pastoral Operária (PO), Pastoral Carcerária, Central de Movimentos Populares (CMP), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Cáritas, Comissão Pastoral da Terra (CPT), sindicatos ligados a CUT, Conlutas, Intersindical, Corrente Sindical Classista (CSC), entre outros.
Como eu ajudar no plebiscito popular?
Você pode montar um Comitê Local para o Plebiscito Popular (no seu bairro, sindicato, condomínio, lugares de grande circulação de pessoas, etc). É simples e ajuda a gerar debates e organizar a população. Para formar um comitê local, promova um debate na sua comunidade, trabalhando as quatro perguntas do plebiscito, com a ajuda dos materiais da campanha.
O Comitê Local deve ser responsável pelas urnas e pelo contato com o comitê estadual.As urnas podem ser montadas em qualquer local. Você pode formar até mesmo uma urna móvel, circulando de carro e coletando votos em lugares de grande circulação de pessoas.
Mais informações no site www.avaleenossa.org.br
Walden ou a Vida nos Bosques
Tá aí a sugestão da Lu. Boa leitura a todos...
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Continua o desrespeito ao Jornalismo

Não é de hoje que o Jornalismo virou saco de pancada, especialmente por parte dos barões da mídia. Agora, uma importante instituição de ensino superior, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo, assume esta postura ao decidir que só publicitário pode fazer jornal. Uma licitação para produção de informativo só está aceitando a participação de agências de publicidade. É um absurdo e deve ser combatido por todos os jornalistas.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Donos da mídia atendidos - do Blog do Mino
http://blogdomino.blig.ig.com.br
Festança dos jornalistas gaúchos
Colegas jornalistas e amigos em geral, no dia 22 de setembro vai ter festança aqui em Porto Alegre. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul estará completando 65 anos de luta e promoverá o seu tradicional baile no Clube Caixeiros Viajantes, no Bairro Moinhos de Vento, na capital gaúcha. O evento será mais do que uma oportunidade para dançarmos. A partir das 20h, teremos uma conferência com o ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Armando Rollemberg, sob o tema "O papel da imprensa em momentos de crise política".Depois, vamos homenagear os ex-presidentes da entidade e 20 profissionais gaúchos que fizeram a história do Jornalismo, seguido de show com músicos gaúchos que também são jornalistas. Após, vem o baile que servirá para confraternização da categoria.
Os ingressos estarão à venda a partir desta sexta-feira, dia 31 de agosto, ao preço de R$ 15 para sócios em dia e R$ 20 para não-sócios, na sede da entidade e com os integrantes da diretoria. O convite dá direito a um CD produzido pelo Sindicato, reunindo faixas de jornalistas músicos, como Nelson Coelho de Castro, Nando Gross, Arthur de Faria, Gustavo Telles, Jimi Joe, Renato Martins e Renato Mendonça, que também estarão no local dando uma mostra de seus trabalhos.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Questionada a constitucionalidade do decreto que institui o Sistema de TV Digital
Leia mais no site da Federação Nacional dos Jornalistas:
http://www.fenaj.org.br
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Demissões na Emater afetam a agricultura familiar
Ao ler e ouvir notícias sobre as demissões na Emater, que começaram hoje, lembro das longas jornadas que empreendi por centenas de municípios gaúchos em busca de fontes e casos de sucesso para minhas matérias. Sempre tive em um escritório da empresa o apoio irrestrito. A Emater é, sem dúvida, o sustentáculo da economia agrícola por meio de seu trabalho de extensão rural. A agricultura familiar do Rio Grande do Sul é hoje modelo no Brasil por causa do trabalho desenvolvido por técnicos que enfrentam o sol e a chuva para levar ensinamentos a pequenos e médios produtores.É esse público o maior prejudicado pelo canetaço dado pela governadora Yeda Crusis ao demitir 287 funcionários, ou quase 10% de seu efetivo. Os discursos governistas tentam amenizar o impacto da medida que exigirá um desembolso de R$ 10 milhões dos cofres públicos. No entanto, quem conhece sabe que a economia familiar sentirá a falta de apoio técnico na hora de começar o plantio da lavoura, de utilizar uma tecnologia adequada ao solo disponível e na preservação ambiental.
E não é apenas a agricultura familiar que sentirá o peso do remédio neoliberal. Parte dos quilombolas, pescadores artesanais, indígenas e assentados - que formam um contingente superior a 250 mil famílias de assistidos com áreas em 483 municípios - sentirão o impacto. Que crescerá como bola de neve ao longo dos próximos anos.
Por isso, o Governo federal age corretamente ao buscar alternativas, como a formação de parcerias com cooperativas, universidades e organizações não-governamentais. O ordem é suprir excelente trabalho que a Emater sempre realizou por todos os cantos do Rio Grande do Sul. Mas vamos ter que reerguer a empresa.
Gerente preconceituoso da Ford Bahia é demitido por justa causa
Depois de ofender os metalúrgicos da Ford Camaçari, com xingamentos e frases preconceituosas contra negros e nordestinos, o gerente do prédio de montagem Gilberto Albuquerque, contratado da Ford há 23 anos, foi demitido por justa causa pela direção da empresa, após a paralisação de 1,5 mil funcionários da planta, que protestaram contra os atos na quinta-feira (23 de agosto).
Segundo relato dos trabalhadores, o gerente do prédio de montagem Gilberto Albuquerque tentou 'premiar', na quinta-feira, um dos setores da montagem, considerado por ele como o mais sujo da planta, com um pequeno porco de cerâmica envolto em uma caixa de acrílico, deixando o objeto exposto sobre um armário. Indignado com a tentativa de humilhação, Souza questionou o gerente sobre sua atitude e ouviu deste expressões como 'filho da p...' e 'vá tomar...'. Além disso, proferiu frases preconceituosas contra nordestinos e negros, o que gerou a revolta dos metalúrgicos.
Em reação imediata, os diretores sindicais, juntamente com os trabalhadores que testemunharam a agressão, interromperam suas atividades. Só voltariam após a retratação do gerente. Em instantes, a paralisação se estendeu por toda a montagem final. A fábrica só voltou a funcionar quando Albuquerque, natural de São Paulo, pediu desculpas publicamente ao diretor ofendido e aos trabalhadores da empresa em geral. Mas isso não impediu sua demissão.
Agora, a FETIM-BA entrará com uma ação na Justiça por assédio moral e danos morais contra Albuquerque e a Ford Bahia.
O mistérios das privatizações
Na obra, é destacado que as empresas estatais desempenhavam papel de singular destaque. Como sabem todos, e particularmente os que se empenhavam na privatização das empresas, a siderugia é a base dos processos industriais. Daí a importância da siderurgia estatal para o desenvolvimento do Brasil. Por isso mesmo, contra ela foi montada uma demolidora seriação de operações.
A siderurgia comanda a mineração, o transporte, o parque automobilístico - das autopeças às montadoras -, a indústria de eletrodoméstico, a da construção naval, a militar. Destruir a siderurgia estatal, pois, era meta perseguida desde o primeiro momento da insânia privatista ditada do exterior e aqui acompanhada pelos que dela se beneficiariam e pelo coro de espertos e ingênuos. Destruí-la era debilitar sem remédio a intervenção do Estado na propulsão da indústria em nosso País. Ou seja, privá-lo de uma das mais poderosas alavancas para o desenvolvimento.
Tu sabias que:
1) A Vale do Rio Doce foi vendida (doada) em 1997 por menos de US$ 4 bilhões, mas estava avaliada em US$ 92 bilhões na época. Hoje, vale quase US$ 200 Bilhões. Mais: conforme afirmou seu diretor de Finanças, em 2005 possuía um patrimônio de US$ 40 bilhões, ou 12 vezes o valor pago pelos compradores no leilão-doação.
2) Em 1995, a Vale declarou a SEC da Bolsa de Nova York ter reservas de minério de ferro de 7,9 bilhões de toneladas no Sistema Sul (MG) e de 4,9 bilhão de toneladas no Sistema Norte (Carajás). No dia do leilão, foi informado que cada uma tinha apenas de US$ 1,4 bilhão de toneladas.
Detalhe: A SEC equivale a nossa CVM ( Comissão de Valores Mobiliários), órgão que regula o mercado acionário e deve ser informado da realidade de cada empresa.
sábado, 25 de agosto de 2007
Índia é agredida por jovens. Como isso ainda acontece?
Segundo testemunhas, os garotos invadiram a casa de Adélia, dentro da reserva, e começaram a agredi-la com facões. Ela teve ferimentos graves no olho esquerdo e a mão esquerda foi decepada. A índia está internada no Hospital Evangélico de Dourados. Quatorze 14 índios foram assassinados no Estado neste ano.
Um absurdo que merece a atenção de nossas autoridades.
Confissões de um piloto
Apreciem porque vale a pena....
Aos pilotos do TAM 3054
Quaisquer que sejam as conclusões da investigação em curso do
recente e trágico acidente da TAM, estou convicto de que Kleyber e
Stephanini não o desejavam; que envidaram seus melhores esforços
no sentido de evitá-lo; que esperavam entregar seus passageiros sãos e salvos a
seus familiares e amigos.
Descansem em paz, companheiros, e um bom vôo para o novo destino.
Não conheci pessoalmente nem Kleyber nem Stephanini, mas isso não importa. Eram
aviadores como eu. Com eles compartilhei o mesmo céu, os mesmos aeroportos,os
mesmos prazeres e tensões da profissão. Talvez um deles, numa tarde perdida no
tempo, estivesse na cadeira da esquerda daquele avião alinhado na cabeceira da
pista 35L do Aeroporto de Congonhas, aguardando autorização da torre para
decolar, enquanto eu, de meu Boeing 737-500, esperava, numa longa fila, a minha
vez de entrar na arena.
A cada decolagem, a cabeceira era ocupada pelo avião seguinte, e o mesmo ritual
se repetia. Era uma sucessão de momentos solenes e mágicos, como aquele em que o
touros encaram os toureiros antes dos embates finais.
Naqueles momentos, éramos todos irmãos. De tribos diferentes, mas irmãos.
Sabíamos dos perigos que diariamente nos rondavam.
Eram ossos de um ofício perigoso, no qual as conseqüências de falhas humanas são
muitas vezes catastróficas.
Éramos todos dependentes emocionais da aviação. Ela nos atraíra desde meninos
com força irresistível. Não houve como escapar a seu fascínio.
Chegara minha vez. Da cabeceira da pista, observando a fila de aviões que
aguardavam minha partida, sabia que os olhares de meus companheiros estavam
postos no Boeing azul e branco prestes a se lançar aos céus.
Éramos novamente os meninos de calças curtas que passavam os sábados e domingos
nas varandas abertas dos antigos aeroportos admirando os DC-3, Curtiss Commando,
Convair e Constellations pousando e decolando. Éramos os mesmos, apenas nossos
postos de observação agora eram melhores.
Nunca foi fácil ser aviador. Enfrentar tempestades, pistas curtas e
escorregadias, quase-colisões com outros aviões, acordar de madrugada, dormir
tarde, passar noites voando, sacrificar vida pessoal, familiar e sentimental,
não ver os filhos crescerem, não ter feriados, natal, ano novo, carnaval, fins
de semana com a família
nem com os amigos, comer apressado antes das descidas, sofrer de gastrite ou
úlcera, embranquecer prematuramente os cabelos.
De muita coisas nos privamos, mas jamais traímos aqueles
meninos que um dia olharam para o céu e se deslumbraram; que não concebiam outra
profissão que não a de aviador.
Não era um veterano de cinqüenta e muitos anos quem pilotava o avião azul e
branco naquela tarde distante; era o menino que eu
um dia fora.
Aceitávamos os riscos. Sabíamos que um dia talvez a sorte nos fizesse despencar
do céu. Mas valia a pena. Em que outra profissão nos sentiríamos como águias
ágeis e velozes?
Que outro trabalho nos brindaria com mágicas noites de luar em catedrais de
alvas nuvens?
Onde mais achar crepúsculos assim?
Comandante Carlos Ari César Germano da Silva
30/07/2007
Inter, com chuva e tudo
Chuva e futebol são incompatíveis. É a primeira frase que surge quando olho para a rua e noto que não pára de chover aqui em Porto Alegre. Faltam duas horas para o jogo em que o Internacional enfrentará o Atlético-PR em busca de uma vitória que o fará subir na tabela do Brasileirão. A vontade é de ficar em casa, de não me expor à umidade deste prolongado inverno que me deixa em estado gripal desde maio. Mas estou decidido a ir ao Beira-Rio para incentivar meu clube. O jogo será encardido, com chutões e desfavorável para quem está com melhor plantel no momento (o Inter). As arquibancadas certamente estarão vazias, como na foto ao lado. Contudo, a paixão pelo time rubro é mais forte. Um sócio não pode ir só nas boas. Pronto: me convenci e vou ao jogo. Depois eu relato se o sacrifício valeu a pena. Isso implica numa vitória colorada, na qual acredito. Vamos, Inter....
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Editorial JB: invasão de privacidade d´O Globo
“Assim como a sociedade não tolera qualquer tipo de censura, tampouco aceita excessos da parte de veículos de comunicação. A violação do conteúdo de mensagens particulares trocadas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), estampada ontem na primeira página de um jornal carioca, é um desses exageros que ultrapassam os limites éticos do jornalismo.
Enquanto ouviam os argumentos dos advogados de defesa na primeira sessão de julgamento dos 40 denunciados pela formação do esquema do mensalão, na quarta-feira, dois integrantes da Suprema Corte - o ministro Ricardo Lewandowski e a ministra Carmen Lúcia - tiveram a tela de seus computadores devassada pelas lentes de um repórter-fotográfico. Por meio de correio eletrônico instantâneo, trocavam mensagens de cunho profissional, acerca da audiência em questão e sobre outros temas pertinentes ao STF. Atitude trivial e rotineira em qualquer ambiente de trabalho - seja um escritório, uma redação de jornal ou mesmo um tribunal.
Supunham os ministros que a intimidade de suas conversas estaria preservada - senão pela distância obsequiosa dos presentes à sessão, ao menos pelos mais elementares direitos do homem, o livre pensar. Estavam enganados. O conteúdo dos textos privados tornou-se público e ganhou as manchetes, carregadas em tintas sensacionalistas. O ato, imediatamente, despertou o repúdio da sociedade. Faz pensar numa reedição, generalizada, do odioso macarthismo - que assombrou a sociedade americana no auge da Guerra Fria.”
Adeus, Dedé!
Os jornalistas gaúchos estão de luto pela perda de um brilhante colega e grande amigo de luta e alegria. Infelizmente, Dedé Ferlauto, 56 anos, morreu na manhã desta sexta-feira, 24 de agosto, em Florianópolis, Santa Catarina. Nascido como José Otávio da Rosa Ferlauto, sofria de câncer no fígado e teve uma vida dedicada ao Jornalismo e à arte: era também poeta, escritor, artista gráfico e artesão. Tudo.....O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, do qual sou diretor, lamenta sua morte porque Dedé passou parte de sua vida na sede da entidade. Em algumas gestões foi diretor e, no período de 1993 a 1996. foi assessor de Imprensa, tendo editado o jornal Versão do Jornalistas.
Foi letrista de várias músicas em parceria com Léo Ferlauto, um de seus cinco irmãos, além de outros músicos. Sua rotina recente era caminhar todos os dias na praia ao raiar do sol. Dedicava-se à casa e a plantas, fazendo bonsais e mosaicos. Sua casa sempre foi um núcleo de amigos e da arte, com saraus freqüentes, onde, além de música e poesia, se compartilhavam alimentos integrais, vivências, projetos, sonhos e planos. A rua São Luiz, onde passou seus últimos anos na Capital gaúcha, era um templo de criação, acolhimento e amizade. Era também a extensão do lar dos tantos amigos da família.
Natural de Porto Alegre, onde passou a maior parte da sua vida, Dedé morava na praia do Campeche, em Florianópolis, há dois anos com a companheira Usha - Maria Lúcia, com quem compartilhou os últimos 34 anos. Deixou quatro filhos e dois netos - Ananda, 35, Tiana, 31, Emanuel, 30, Liza, 28, e os netos Lea, 4, e Téo, de 1 ano. Também deixou órfãos inúmeros amigos. Além de Porto Alegre e Florianópolis, morou também em Novo Hamburgo e Sapiranga.
O velório ocorre na Capela São Sebastião, no Campeche, em Florianópolis, com cremação do corpo no final da tarde desta sexta, em Camboriú. Ouvia música do despertar ao adormecer. A seu pedido, todo o velório foi acompanhado por música. Nós, aqui distantes, estamos ouvindo aquilo que gostavas, parceiro ...
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Acordo coletivo é bom para outras categorias. E os jornalistas?
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Disputa favorece a Usina do Gasômetro

Uma saudável disputa - intencional ou não - entre dois grupos de comunicação está tornando ainda mais belo um dos cartões de visita e ponto de referência cultural de Porto Alegre. A Usina do Gasômetro, prédio histórico localizado às margens do lago Guaíba, ganhou novas cores na parte externa por meio de iniciativa que contou com participação do Grupo Record, recém incorporado ao universo midiático gaúcho. A entrega foi realizada no domingo (19 de agosto) com realização de shows durante o dia.
E a parte interna também receberá retoques e pinturas para abrigar a exposição No AR - 50 Anos de Vida. A Prefeitura de Porto Alegre e o grupo RBS assinaram contrato que permite a utilização de parte da Usina do Gasômetro entre os dias 1º de setembro e 18 de novembro deste ano. O valor que será investido pelo grupo da família Sirotsky na pintura do interior da Usina do Gasômetro está estimado em R$ 250 mil. A exposição ocupará 4,3 mil metros quadrados do complexo.
A foto acima, ainda com o prédio sem a nova pintura, é do site http://nutep.adm.ufrgs.br



A internet traz para as pessoas inúmeras vantagens que a televisão sequer sonha em disponibilizar. Cito duas, que na minha opinião, são arrebatadoras: a possibilidade de questionar os fatos, as versões, os jornalistas e os próprios meios de comunicação; a possibilidade de se buscar outras versões para os fatos que não sejam apenas a “grande verdade” que a televisão, os jornais e as revistas tentam nos empurrar goela a baixo diariamente e/ou semanalmente.
Dito isso, gostaria que a senhora Miriam Leitão aproveitasse o espaço democrático da internet e expressasse sua opinião sobre três assuntos. Listo-os:
1º - Creio que todos sejamos a favor da cassação do mandato do senador Renan Calheiros, não só pelos crimes cometidos, mas pela representatividade de sua imagem como um dos modelos ainda existentes da velha politicalha que se pratica no país. Contudo, o que se tem como maior prova, é o “financiamento” indevido de seu filho com uma jornalista (que se aceitou o dinheiro de fonte indevida e sabia de tal fato também é criminosa, então, por que não julgá-la?). Porém, lá pelos idos de 1994 um candidato à presidência também deu sua pulada de cerca e, justamente, com uma jornalista. Consta que mãe e filho foram enviados à Europa e sustentados por uma empresa privada de modo que não se criassem motivos para desestabilizar o governo deste senhor. A pergunta: não são casos idênticos? Então, por que não julgar (e expor) também o caso deste ex-candidato/ex-presidente?
2º - Em setembro ocorrerá um plebiscito questionando a validade do leilão da Companhia Vale do Rio Doce. Ocorre que, no edital do leilão (em 1999), literalmente sumiram mais de 9 bilhões de toneladas de minério de ferro de suas reservas (estimadas em mais de 12 bilhões de toneladas pela própria empresa em documento encaminhado à Securities and Exchange Commission em 1995). O presidente daquele período, é réu no processo de nº 1999.39.00.007303-9, acusado de dilacerar o patrimônio público. Pergunta: como a senhora vê tal acusação e este sumiço de grande parte do patrimônio da empresa? Faltou competência do governo, ou houve má fé?
3º - No final do seu mandato (em 2001), o antecessor de Lula, assinou um decreto ampliando o foro privilegiado para ex-ocupantes da cadeira do executivo. Todos sabemos que o maior instrumento da impunidade, no Brasil, é o foro privilegiado. Pergunta: como a senhora interpreta a ampliação de tal prerrogativa em benefício próprio do presidente daquele período e será que existe alguma relação com os casos anteriores?
Aguardo respostas ansiosamente.
Abraços, Edinho.
Também, pegando uma carona com o Edinho. Por quê Fernando Henrique também não foi julgado por crime de ética quando dentro Palácio do Planalto, ou seja, dentro dem orgão público e uma pessoa pública, chamou eu você e toda nação de tupiniquins sem cultura?
Respostas que não calam: Será que ainda há esses paradigmas de quando tem um presidente que tabalha para o social tem que persegui-lo de todas formas?
Abraços
Mandou bem Edinho Carlos,
ela vai fingir que não leu, tenho certeza, mas a gente tá sabendo que no fundo, no fundo ela vai ficar incomodada rss
Essa mulher não presta como profissional.
Santa Maria, RS, 04 de setembro de 2007 (já se passaram 5 dias)… respostas???
À propósito!
O QUE é, PARA QUE, e PARA QUEM serve a liberdade de imprensa?
Para os donos dos meios de comunicação falarem aos quatro ventos O QUE querem, COMO querem e contra (ou a favor) DE QUEM querem?
Ou é a liberdade dos leitores/ouvinte/telespectadores em ter acesso às várias versões sobre os fatos (só lembrando que ninguém é dono da verdade factual; cada um tem a sua versão e a mídia brasileira, com raríssimas exceções, é especialista em misturar fato com opinião e vender como verdade factual, sempre apoiada na tal imparcialidade - seria herança da imparcialidade do planejamento político do regime militar?)?
E, por que a função de jornalista não tem regulamentação? E também não existe um conselho (assim como CREA, por exemplo) de jornalistas, que lute por seus interesses profissionais? Seria por pressão dos patrões?