Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Mais uma voz em defesa do padre Lancelotti
Veja o leitor, há uma revista semanal que odeia pobres e quem a eles se dedica. Revista que ignora as regras básicas do bom jornalismo e nem se preocupa em bem informar o leitor. Todas as suas matérias são editorializadas, de tal modo que até mesmo uma entrevista é publicada, não segundo palavras do entrevistado, mas de acordo com a conveniência do veículo entrevistador. Semanas atrás, no encarte contido na edição destinada a São Paulo, a revista desancou uma das pessoas mais íntegras que conheci em toda a minha vida: o padre Júlio Lancellotti. Um dos raros santos vivos de quem tenho a graça de ser amigo.
Júlio se dedica, há anos, ao povo da rua da capital paulista: pedintes, doentes mentais, desempregados, catadores de papel etc. A todos serve com espírito evangélico. Quando sofrem violência por parte da polícia, é Júlio o anjo que lhes dá proteção. E abre as portas de sua igreja para que ali se sintam em casa.
Júlio faz o mesmo com a crianças de rua e os internos da Febem. E não age como quem se interessa em "catequizá-los". Sabe muito bem, graças à sua boa formação teológica, que essa gente excluída expressa de modo especial a face viva de Jesus, que com eles se identificou (Mateus 25, 31-44). Quer apenas que se sintam pessoas dotadas de dignidade e direitos, ainda que a nossa sociedade, fundada na desigualdade econômica, os tenha escorraçado para as calçadas da mendicância e os becos do desamparo.
Veja, leitor, a revista semanal, do alto de seu empertigado farisaísmo, identificou na atitude de vida do padre Lancellotti pura demagogia, levantando indagações que fazem eco às cobranças dos fariseus a Jesus. Por que o padre Júlio não vai morar debaixo da ponte? Por que não abre a igreja para servir de moradia ao povo da rua? O que revela desinformação a respeito dessa parcela sofrida da população.
Só o preconceito e a ignorância explicam a miopia de certas pessoas que confundem morador de rua com bandido e julgam que ele vive ao relento por não ter um teto que o abrigue. Há exceções, mas a maioria faz da rua uma opção de vida. Ali há liberdade, o descompromisso, o fim de opressões outrora sofridas no trabalho e na família (espancamentos, abusos sexuais, alcoolismo etc). E são raros os que mendigam. Preferem viver do próprio trabalho, como catar lixo reciclável.
Quem levaria para casa uma criança nascida com Aids e abandonada pela família? Padre Júlio já levou centenas. A revista não viu as duas unidades da Casa Vida em São Paulo, que visito com freqüência. Ali as crianças recebem cuidados médicos e terapêuticos; são educadas no asseio e escolarizadas; aprendem a ter auto-estima e ser felizes. Cega, a publicação semanal não quis ver nada disso. Nem mesmo este detalhe: cerca de 90 crianças, mesmo virtualmente condenadas à morte por uma enfermidade incurável, já foram adotadas por famílias européias. A revista que se gaba de ver não viu que há milagres no mundo: casais que, impossibilitados de procriar, escolhem adotar uma criança filha da miséria e contaminada pelo vírus HIV. Graças à evangélica dedicação do padre Júlio Lancellotti, cujo testemunho enobrece a espécie humana.
Frei Betto é escritor, autor de "A menina e o elefante" (Mercuryo Jovem), entre outros livros.
Padre Júlio Lancellotti: o apedrejamento jornalístico
Hermano Freitas, por exemplo, utilizando locuções verbais para exprimir fatos acontecidos, (ou não?), em época passada, escreveu: "ex-interno da Febem, Batista teria conhecido e iniciado um relacionamento amoroso com o padre na instituição, onde foi internado aos 16 anos por roubo" (Folha Online, 27/10/2007). A expressão "relacionamento amoroso" é o que interessa, sobretudo num momento em que casos registrados de pedofilia dentro da Igreja católica criaram e difundiram a sensação de que o mais provável é que se repitam sempre e em todo lugar.
O recurso das aspas funciona como pretexto para reproduzir a fala irresponsável de quem quer que seja sobre o que for. Na mesma matéria de Hermano Freitas, lemos, com as aspas indicando (heróica objetividade...) as palavras de um outro: "'Eles chegaram a ter relações sexuais dentro da igreja', disse o advogado de Batista. [...] O advogado afirma que o valor dos bens recebidos por seu cliente foi de 'quase 700 mil reais' e que o relacionamento entre o padre e ex-detento acabou após Batista ter se casado, em outubro de 2006. Ainda de acordo com ele, o sacerdote mantinha relações sexuais com outros meninos".
Diogo Mainardi, na Revista Veja (ed. 2031), adota outro expediente. O da pseudo-insinuação. Chamar o padre de "Michael Jackson da Mooca" é colocá-lo no banco dos réus por antecipação, e reduzir a figura do sacerdote à imagem de um astro pop tupiniquim.
Na Record, o programa "Fala que eu te escuto" emitiu seu veredicto. O problema de Júlio Lancellotti é o celibato. Se não houvesse celibato obrigatório para os padres, estes casos deixariam de existir. Não é bem uma pergunta, ou uma enquete... É condenação mesmo.
No dia 3 de novembro, divulgou-se na mídia o "desabafo público" de Padre Lancellotti, depois das pedradas: "aquelas coisas todas, que foram ditas e colocadas nas manchetes dos jornais e dos noticiários, não aconteceram".
A mídia não sente culpa. Ninguém admitirá que atirou a primeira, a segunda, todas as pedras. E sempre alimenta perversa esperança. De, antes do Natal, aplicar o golpe de misericórdia...
Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor.
Web site: www.perisse.com.br
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Dois pesos, duas medidas


Ontem, a CUT, sindicatos e outros movimentos sociais protestaram contra o aumento de impostos e as privatizações em curso no Governo Yeda Crusius. Os atos aconteceram em diversos locais de Porto Alegre e culminaram com uma forte manifestação em frente ao Palácio Piratini e à Assembléia Legislativa. Os trabalhadores conseguiram mostrar o seu descontentamento com o rumos do governo neoliberal no Rio Grande do Sul (fotos acima), mas isso não apareceu na grande mídia.
Na verdade, a imprensa seguiu a velha cartinha: atacar os movimentos sociais. Em vez de cobrir o movimento, dando voz às justas reivindicações, preferiu destacar o transtorno causado pelo engarrafamento e o protesto dos motoristas. Enormes fotos foram abertas na capa e nas páginas internas dos jornais. O espaço para mostrar os motivos da mobilização ficou resumido a um box no final de uma matéria.
Os empresários preparam um protesto contra o aumento das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e certamente terão um espaço bem maior do que o recebido pelos trabalhadores na grande mídia. E os motoristas poderão esperar....
Em tempo: Durante os atos, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denunciou o projeto de transformação da TVE e da FM Cultura em Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), forma disfarçada de privatizar bens públicos. Diretores da entidade chamaram a atenção para o abaixo-assinado que está circulando na Internet e em locais públicos, como o Brique da Redenção.
Vale a pena viver...
É desistir ou retornar
É crescer sem aparecer,
É uma grande história de amor.
Viver é uma aventura tão louca
Cada dia, um dia,
Cada sorriso, um sorriso,
Cada pessoa, um mundo,
Cada sonho, um degrau,
Cada passo, um risco,
Cada erro, uma oportunidade de aprender.
Viver é sempre demais...
É sempre vantajoso,
É sempre seguir forte.
É sorrir por teimosia
Ou não disfarçar a alegria.
É ter certeza de que valeu a pena...
...Valeu a pena viver!
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Movimentos social e sindical fazem paralisação amanhã no RS
É com greve geral que os gaúchos vão responder à tentativa do governo Yeda de empurrar o tarifaço para a sociedade. A mobilização é a arma dos trabalhadores para dizer não a mais esta manobra da administração estadual, que prejudica a população pela falta de capacidade de resolver os problemas do Rio Grande. Depois de passar o patrimônio dos gaúchos para as mãos de investidores estrangeiros - que agora detêm 43% das ações do Banrisul - a governadora volta a prejudicar a população com a velha fórmula do aumento de impostos.É contra esse pacotaço e tantas outras medidas tomadas pela governadora Yeda Crusius que a Central Única dos Trabalhadores e entidades sindicais querem dizer chega. O dia 7 de novembro, amanhã, foi escolhido como um marco em todo este Estado. Nesta data, o Estado vai parar como forma de protestar contra este pacotaço.
A saída que ela está apresentando para solucionar os problemas do Rio Grande do Sul não poderia ser mais antiga, e o pior, está afetando diretamente quem menos deveria ser atingido pelo “pacote” que está sendo lançado pelo governo do PSDB, os trabalhadores, o desenvolvimento e a economia do Estado.
Não sabendo como resolver a falta de dinheiro do governo, Yeda faz uso da velha e surrada fórmula de aumentar os impostos como forma de arrecadar mais. Adivinha quem vai, de novo, pagar a conta?
É claro que é você mesmo, quando comprar algum produto, pode ser desde um simples pãozinho até a utilização de algum serviço como, por exemplo, quando colocar gasolina no seu carro ou mesmo quando simplesmente acender a luz de sua casa. A proposta apresentada pelo governo de Yeda aumenta a alíquota básica do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre todos os produtos e serviços de 17 para 18%.
O imposto também será ampliado sobre energia elétrica, telecomunicações, combustíveis, bebidas alcoólicas, refrigerantes e produtos considerados como supérfluos pelo governo, como perfumes, armas e munições. Obviamente, o resultado de tudo isso será um aumento generalizado de preços.
E quem mais sofrerá as conseqüências deste aumento será você, trabalhador, que irá sentir no próprio bolso os reflexos da política neoliberal imposta pela governadora em nosso Estado.
Veja alguns exemplos de aumentos no valor do ICMS sobre produtos e serviços que a governadora Yeda quer colocar em vigor:
Luz
Alíquota hoje do ICMS : 25%
Yeda quer que passe para de 28 % a 30 %, o que faria você pagar de 5,5% a 9,5% a mais na sua conta.
Gasolina
Alíquota hoje do ICMS : 25%
Yeda quer que passe para de 28 % a 30 %, o que faria você pagar de oito a 13 centavos a mais por litro.
Cerveja
Alíquota hoje do ICMS : 25%
Yeda quer que passe para de 28 % a 30 %, o que causaria reajustes de 4% a 8%.
Telefone(fixo e celular)
Alíquota hoje do ICMS : 25%
Yeda quer que passe para de 28 % a 30 %, o que causaria aumentos entre 4% e 7% na conta.
Então, vai ficar aí parado? Entre em contato com seu sindicato, vereador, deputado e pressione para que o “pacotaço” de Yeda não seja aprovado! Do contrário, o pacote vai cair diretamente em cima do seu já sofrido bolso!
A programação do protesto prevê uma concentração, às 10h, em frente à prefeitura de Porto Alegre, seguida por uma caminhada até o Palácio Piratini.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Eu quero acreditar, Inter
Ainda estou batendo na madeira. Quero acreditar que a grande vitória de ontem contra o Vasco, no Rio, não seja mais um lampejo do Internacional neste Brasileirão. Outros tantos já antecederam decepções. Mas agora eu preciso confiar porque o time deu um show de bola no campinho encharcado de São Januário. Embora tenha perdido o grande zaqueiro Sorondo a 11min de jogo, não se desesperou. Pelo contrário, sob o comando de Nilmar, o colorado foi para cima e só não goleou o time carioca por falta de sorte e preciosismo. A reestréia do garoto não poderia ser melhor.Durante os 61 minutos em que permaneceu em campo, correu, teve velocidade, partiu para cima dos zaqueiros, driblou, perdeu gols - natural para quem ficou mais de sete meses parado - e foi um assistente eficiente. É uma fora-de-série que poderá nos fazer subir na tabela nos três jogos restantes. Detalhe: foi bem assessorado pelos demais, especialmente por Fernandão, vocacionado para o gol. Vamos para cima do Cruzeiro, Inter.....
A foto de Alexandre Lops, do site do Inter, mostra o trio que está mudando o Inter: Fernandão, Nilmar e Iarley.
Perceba...
Perceba que mais um dia começou, e ele é todo seu.Perceba que tu tens o tempo em tuas mãos e, mesmo quando atolado em problemas, a vida espera que tomes as decisões para seguir em frente.
Perceba que, se ficares deitado, com medo da vida, com medo até do ar que respiras, tudo ao seu redor vai parar.
Perceba que tu és o capitão de um navio cuja rota e destino dependem de tuas atitudes.
Perceba que culpar a situação, a crise e as pessoas é a nossa primeira reação de defesa quando sentimos que perdemos o comando do nosso navio. Para retomar o timão é preciso coragem para assumir as próprias fraquezas, é preciso determinação para seguir na direção certa, determinada por ti.
Perceba que a vida o presenteou com inúmeros recursos, como a inteligência e a capacidade de comunicação.
Se tu usufruis destes recursos, já tens tudo isso e ainda sabe que é um ser privilegiado. Então, não falta nada, só falta rumo e determinação.
Perceba que todas as pessoas possuem qualidades e defeitos.
Sem respeitar o ser humano que luta ao seu lado por dias melhores, o seu navio encalha e atrapalha os outros que estão chegando.
Perceba que a felicidade talvez já não seja mais um porto distante, mas um ponto no horizonte.
sábado, 3 de novembro de 2007
A visão sensível de um fotógrafo
Recebi e-mail do colega F. Stuckert, um fotojornalista sensível e preocupado em retratar da forma mais simples o que está ocorrendo nas cadeias públicas desse nosso Brasil. É claro que o objetivo dele não é, forma alguma, "passar a mão" na cabeça dos detentos, mas como ser humano considera degradante ver um outro ser em péssimas condições de vida. Reflitam sobre isso e vejam as imagens no www.stuckert.com.br sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Somos humanos e não sabemos agir como os animais
A imprensa, que acompanhou o caso, disse que sobrou a lição de persistência. A meu ver, ficou também a prova de insensibilidade do humano, muitas vezes chamado de animal quando comete atos insanos.
Não, os animais não fariam isso.
Sentimentos
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
É tempo de abraçar....
Um abraço pode desencandear reações emocionais contidas.
Um abraço é forma de compartilhar alegria...
Um abraço acalma... libera perdão...
Um abraço derruba barreiras e preconceitos...
Um abraço acalenta, mostra apoio, transmite segurança... mata a saudade...
Num abraço se divide a alegria ou a dor com o outro...
Muito do que jamais poderia ser traduzido em palavras pode facilmente ser expresso num abraço.
O avanço tecnológico tem sido responsabilizado pelo aumento do distanciamento entre as pessoas. Conversas virtuais, amizades e namoros virtuais...
É possível ‘’mandar’’ abraço, mas isto em nada se compara à sensação de abraçar e ser abraçado.
Os efeitos psicológicos do abraço têm sido amplamente analisados.
O ser humano precisa do toque do outro para o seu suprimento emocional. Há pessoas que não se deixam abraçar, talvez por terem sido enrijecidas pelas dificuldades da vida. É preciso ajudá-las a superar essa distância.
O abraço é terapêutico. Aproxima do outro, faz sentir-se aceito, incluído.
O abraço é a indicação de que, além de braços entrelaçados, há corações e mentes envolvidas.
Abraços em pessoas conhecidas há anos, pessoas queridas, familiares antes distantes. Isso é comum.
Porém, quero propor um novo desafio: abraçar pessoas que têm pouco acesso a abraços, pessoas que quase não são abraçadas, idosos isolados num asilo, adolescentes rebeldes, crianças carentes, doentes enfraquecidos, viúvas cheias de lembranças, pessoas solitárias.
Este é o tempo de abraçar, abraçar com os braços e com o coração.
Muitas pessoas estão, neste momento, precisando sentirem-se amadas, protegidas, acolhidas, agasalhadas afetivamente. Deus pode usar nossos braços para lhes transmitir amor.
É preciso ter cuidado para não atarefar-se tanto a ponto de não sobrar tempo para abraçar alguém que precisa de carinho. Sempre há tempo para um abraço, desde que haja esta disposição no coração.
Não economize abraços. É tempo de abraçar!
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Diferença de polegadas...
Sete jornalistas e uma pauta
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul informa aos participantes da festa dos 65 anos da entidade, ocorrida em 22 de setembro no Clube Caixeiros Viajantes, em Porto Alegre, que o CD promocional alusivo à data já está disponível. É possível retirar gratuitamente seu disco na sede do Sindicato - Rua dos Andradas, 1270, 13º andar, sala 133, em Porto Alegre - ou informar endereço para remessa via Correios, sem custo. Em locais próximos ao Centro da Capital, o CD também pode ser entregue pessoalmente, em horário comercial. Contatos pelo jornalistasrs@jornalistasrs.brte.com.br ou 51-3226-0664. O CD (foto ao lado) foi totalmente produzido por jornalistas: organização de Juarez Fonseca, ilustração de Santiago e músicas de Arthur de Faria, Gustavo Telles, Jimi`Joe, Nando Gross, Nelson Coelho de Castro, Renato Martins e Renato Mendonça. São 14 faixas de boa música.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Zeca Baleiro contesta 'texto fútil' de Huck
Em resposta a Luciano Huck, o cantor Zeca Baleiro pergunta na edição desta segunda-feira - 29 de outubro – da Folha de S.Paulo: por que um cidadão vem a público mostrar sua revolta com a situação do país, alardeando senso de justiça, só quando é roubado?” E conclui, para elevar o debate: “o problema do mundo é mesmo um só – uma luta de classes cruel e sem fim". Vale a pena ler o artigo na íntegra, já reproduzido também em outros sites e blogs. Afinal, nesta guerra é preciso usar todas as armas.
O rolo do Rolex
Por Zeca Baleiro
No início do mês, o apresentador Luciano Huck escreveu um texto sobre o roubo de seu Rolex. O artigo gerou uma avalanche de cartas ao jornal (Folha de S.Paulo), entre as quais uma escrita por mim. Não me considero um polemista, pelo menos não no sentido espetaculoso da palavra. Temo, por ser público, parecer alguém em busca de autopromoção, algo que abomino. Por outro lado, não arredo pé de uma boa discussão, o que sempre me parece salutar. Por isso resolvi aceitar o convite a expor minha opinião, já distorcida desde então.
Reconheço que minha carta, curta, grossa e escrita num instante emocionado, num impulso, não é um primor de clareza e sabia que corria o risco de interpretações toscas. Mas há momentos em que me parece necessário botar a boca no trombone, nem que seja para não poluir o fígado com rancores inúteis. Como uma provocação.
Foi o que fiz. Foi o que fez Huck, revoltado ao ver lesado seu patrimônio, sentimento, aliás, legítimo. Eu também reclamaria caso roubassem algo comprado com o suor do rosto. Reclamaria na mesa de bar, em família, na roda de amigos. Nunca num jornal.
Esse argumento, apesar de prosaico, é pra mim o xis da questão. Por que um cidadão vem a público mostrar sua revolta com a situação do país, alardeando senso de justiça social, só quando é roubado? Lançando mão de privilégio dado a personalidades, utiliza um espaço de debates políticos e adultos para reclamações pessoais (sim, não fez mais que isso), escorado em argumentos quase infantis, como "sou cidadão, pago meus impostos". Dias depois, Ferréz, um porta-voz da periferia, escreveu texto no mesmo espaço, "romanceando" o ocorrido. Foi acusado de glamourizar o roubo e de fazer apologia do crime.
Antes que me acusem de ressentido ou revanchista, friso que lamento a violência sofrida por Huck. Não tenho nada pessoalmente contra ele, de quem não sei muito. Considero-o um bom profissional, alguém dotado de certa sensibilidade para lidar com o grande público, o que por si só me parece admirável. À distância, sei de sua rápida ascensão na TV. É, portanto, o que os mitificadores gostam de chamar de "vencedor". Alguém que conquista seu espaço à custa de trabalho me parece digno de admiração.
E-mails de leitores que chegaram até mim (os mais brandos me chamavam de "marxista babaca" e "comunista de museu") revelam uma confusão terrível de conceitos (e preconceitos) e idéias mal formuladas (há raras exceções) e me fizeram reafirmar minha triste tese de botequim de que o pensamento do nosso tempo está embotado, e as pessoas, desarticuladas
Vi dois pobres estereótipos serem fortemente reiterados. Os que espinafraram Huck eram "comunistas", "petistas", "fascistas". Os que o apoiavam eram "burgueses", "elite", palavra que desafortunadamente usei em minha carta. Elite é palavra perigosa e, de tão levianamente usada, esquecemos seu real sentido. Recorro ao "Houaiss": "Elite - 1. o que há de mais valorizado e de melhor qualidade, especialmente em um grupo social [este sentido não se aplica à grande maioria dos ricos brasileiros]; 2. minoria que detém o prestígio e o domínio sobre o grupo social [este, sim]".
A surpreendente repercussão do fato revela que a disparidade social é um calo no pé de nossa sociedade, para o qual não parece haver remédio -desfilaram intolerância e ódio à flor da pele, a destacar o espantoso texto de Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, notório reduto da ultradireita caricata, mas nem por isso menos perigosa. Amparado em uma hipócrita "consciência democrática", propõe vetar o direito à expressão (represália a Ferréz), uma das maiores conquistas do nosso ralo processo democrático.
Não cabendo em si, dispara esta pérola: "Sem ela [a propriedade privada], estaríamos de tacape na mão, puxando as moças pelos cabelos". Confesso que me peguei a imaginar esse sr. de tacape em mãos, lutando por seu lugar à sombra sem o escudo de uma revista fascistóide. Os idiotas devem ter direito à expressão, sim, sr. Reinaldo. Seu texto é prova disso.
Igual direito de expressão foi dado a Huck e Ferréz. Do imbróglio, sobram-me duas parcas conclusões. A exclusão social não justifica a delinqüência ou o pendor ao crime, mas ninguém poderá negar que alguém sem direito à escola, que cresce num cenário de miséria e abandono, está mais vulnerável aos apelos da vida bandida.
Por seu turno, pessoas públicas não são blindadas (seus carros podem ser) e estão sujeitas a roubos, violências ou à desaprovação de leitores, especialmente se cometem textos fúteis sobre questões tão críticas como essa ora em debate.
Por fim, devo dizer que sempre pensei a existência como algo muito mais complexo do que um mero embate entre ricos e pobres, esquerda e direita, conservadores e progressistas, excluídos e privilegiados. O tosco debate em torno do desabafo nervoso de Huck pôs novas pulgas na minha orelha. Ao que parece, desde as priscas eras, o problema do mundo é mesmo um só - uma luta de classes cruel e sem fim.
Vida
Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida...!"
William Shakespeare
Em sete anos, Brasil precisará mostrar condições para ter a Copa do Mundo
O anúncio já esperado foi feito hoje (às12h36min, horário de Brasília). O Brasil, sempre um dos favoritos de cada Copa do Mundo de futebol, desta vez não encontrou adversários. Ao mostrar, de forma protocolar, o nome do Brasil como sede da disputa em 2014, em Zurique, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, deixou claro que as exigências serão as mesmas de outros anos. Ou seja, no período de sete anos, a entidade máxima do futebol analisárá itens como uso da verba disponível, esquema da venda de ingressos, estádios, estrutura para treinamentos, facilidades para a mídia, possibilidade de realização de congressos e eventos, segurança, telecomunicações, transportes e capacidade de acomodação.Por enquanto, o Brasil é carente em todos os setores e terá que se valer de recursos públicos e privados para ter a Copa do Mundo. Tanto que o mal-humorado presidente da CBF, Ricardo Teixeira, respondeu de forma pouco polida a pergunta de uma repórter sobre a situação da criminalidade no Brasil. Citou situações em outros países e minimizou a do seu próprio. Lula, embora ressaltando que não estará mais no Planalto em 2014 e será apenas torcedor, destacou que o Brasil e o seu povo farão tudo por uma grande festa. "O fato do País ter sido escolhido aumenta a responsabilidade dos governantes. Estou convencido de que o Brasil vai realizar uma Copa extraordinária", disse, antes de fazer brincadeiras com o francês Platini e com os argentinos.
Agora, esperamos que os investidores realmente apareçam e que não hajam obras superfaturadas, como aconteceu recentemente no Pan do Rio.
Na foto da AFP (acima), Lula, Dunga, Romário e Teixeira comemoraram a escolha do Brasil.
Democracia no Grêmio?
Durante as transmissões das rádios, um jornalista e conselheiro esbravejou aos microfones sua preferência pelo regime ditatorial. Quando um repórter o entrevistou, ele começou a atacar as demais chapas, dizendo não entender como havia oposição para um presidente que tinha sido campeão da segunda divisão, bicampeão gaúcho, vice da Libertadores e terceiro lugar no Brasileirão (na verdade, está em quinto). O repórter foi direto, dizendo que a existência de disputa é resultado da democracia. "Que democracia! Por causa dela, o país está como está", desdenhou o conselheiro, misturando a eleição do seu clube com a política nacional.
Este é o Grêmio, que tenta ser democrata sem afastar o fantasma de um tempo em que um presidente encerrava o mandato e indicava o outro, sem participação de conselheiros e, muito menos, de associados. Agora, caminha para a eleição direta, como já faz o Internacional há muito tempo. Dará certo?
domingo, 28 de outubro de 2007
Viajar é sinônimo de felicidade
Gosto de viajar, embora as minhas preferências não batam com as opções de outras pessoas em certas ocasiões. Para muitos, viajar significa varar fronteiras, atravessar oceanos, cruzar os céus. Exterior.... Não condeno estes sonhos (até já visitei outros países), mas constantemente espio o mapa do meu Brasil e observo muitas coisas que ainda não vi neste país-continente. Já viajei muito por razões profissionais ou por lazer, mas sinto que ainda existe território a ser desbravado. Inclusive no Rio Grande do Sul, onde já visitei mais de 300 cidades. Um exemplo: sempre que posso, vou à região serrana gaúcha, peculiar pelos cenários maravilhosos, pela arquitetura preservada e pelo acolhimento da população local. De lá, sempre volto com algumas histórias para contar. Já percorri quatro vezes o Vale dos Vinhedos e o Caminho de Pedras (foto ao lado), em Bento Gonçalves, e não hesitarei em voltar. Sempre há uma novidade e um fato novo para guardar na memória ou contar aos amigos. Enfim, viajar é sinônimo de felicidade.
Sem legenda...
sábado, 27 de outubro de 2007
Bem-vinda, Feira do Livro

Quando cheguei a Porto Alegre, em 1972, morei por alguns meses na casa de meus tios Luiz a Aracy. Por intermédio dele, marceneiro, tive os primeiros contatos com a feira do livro de Porto Alegre. Ele construía as barracas das editoras que iam para a praça da Alfândega ofertar seus livros. Lembro que eram menos de 50 estandes, mas a quantidade de livros expostos me fascinava. Ontem, passados 35 anos de minha chegada à capital gaúcha, foi inaugurada a 53ª Feira do Livro de Porto Alegre, com 165 expositores e um número extraordinário de obras. E com desconto....
A feira mudou, expandiu-se e perdeu seu lado romântico de décadas atrás, quando podíamos circular livremente pelas bancas e escolher cuidadosamente uma obra sem sermos empurrados. Dava tempo para ler um pequeno livro se o dono permitisse. Atualmente, visitar a feira no fim de semana é inadequado para quem não tem paciência, como eu. Na primeira folhada, somos convidados a devolver a obra ao seu lugar. O ideal é ir durante a semana para poder olhar tudo - e comprar o livro bom e barato. Afinal, a nossa feira do livro é uma das principais festas populares da cidade e devemos valorizá-la.
Boa notícia: juiz que rejeitou Lei Maria da Penha pode responder a processo
O magistrado classificou a lei como "conjunto de regras diabólicas" e negou proteção a mulheres que foram vítimas de violência doméstica, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo.
Por unanimidade, o CNJ decidiu nesta terça-feira, 23, encaminhar ao corregedor nacional de Justiça, Cesar Asfor Rocha, cópia de um despacho do magistrado. O CNJ recebeu um ofício da secretária especial de Políticas para Mulheres, ministra Nilcéia Freire. E seguiu decisão da relatora do caso, a juíza Andréa Pachá.
A partir das conclusões do corregedor, o conselho vai decidir se abre a investigação administrativa. A punição máxima que ele pode sofrer é a aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais. Não há prazo para a decisão.
O CNJ é responsável pelo controle externo do Poder Judiciário. As decisões do conselho só podem ser revistas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Lei Maria da Penha
A lei nº 11.340, sancionada em agosto de 2006, aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir a violência doméstica.
O nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia, que sofreu duas tentativas de de assassinato em 1983 e ficou paraplégica. O marido, Marco Antonio Herredia, só foi preso após 19 anos de julgamento.
Fonte: Revista Fórum
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Comissão de Fábrica na Volks no ABC comemora 25 anos de luta
Valdir Freire, o Chalita, atual coordenador, divide a existência da Comissão em três fases. A primeira vai da sua conquista até 1987, quando ocorre a consolidação da Comissão.Depois, recorda ele, vem a fase da Autolatina, a união de Volks e Ford, que durou até 1993, como um período de embate contra demissões em massa.Por fim, vem a reestruturação da montadora, marcada com a luta dos trabalhadores pela manutenção da fábrica aqui no ABC, e que vai até o último acordo de investimentos, em setembro do ano passado.
Democracia
O importante dessa trajetória é o compromisso da Comissão com os trabalhadores', salientou Chalita. 'Foram muitas batalhas, embates, greves, protestos, lutas, avanços e alguns recuos no período, nas quais os trabalhadores sempre foram os atores principais dessa história', destaca ele.
O dirigente ressalta a mudança na relação de trabalho, de um ambiente autoritário para um estágio de democracia, como um dos mais importantes avanços. 'Antes, não opinávamos sobre nada na produção. Hoje tudo o que a fábrica pensa para o ambiente de trabalho é tratado com a Comissão. E a Comissão leva para ela toda reivindicação ou necessidade dos trabalhadores' completa.
Para o diretor do Sindicato Wagner Santana, o Wagnão, esse espaço não se deve à responsabilidade social da fábrica, mas ao poder de organização, da luta dos companheiros por respeito e cidadania. ' Na maior parte do País, os sindicatos mal conseguem chegar na porta das fábricas. Que dizer então de estar presente dentro delas', finaliza.
Disputa envolveu comissão da Volks
Logo após romper a greve dos companheiros na Scania, em maio de 1978, a diretoria do Sindicato intensificou o trabalho de base junto aos militantes sindicais para elevar o nível de mobilização da categoria. O resultado foi a primeira grande greve da categoria já no ano seguinte. Em resposta ao avanço sindical, a Volks contra atacou. Aproveitando a intervenção do Ministério do Trabalho no Sindicato, em 1980, a montadora comandou uma eleição para montar uma representação dos trabalhadores a seu favor.
Os seus objetivos eram o de antecipar a luta por uma comissão autêntica e esvaziar a influência do Sindicato e mantê-lo à distância. No entanto, com poucos votos e distante da base, a comissão da Volks teve vida curta. Em 1982, a empresa foi obrigada a ceder à pressão e abriu negociações com o Sindicato. O processo culminou com a conquista da Comissão de Fábrica dos Trabalhadores. O acordo com o estatuto da CF foi assinado em 25 de outubro de 1982 e a primeira gestão tomou posse no dia 17 de dezembro, com 21 de seus 24 membros eleitos com o apoio do Sindicato.
Na foto acima, do arquivo do metalúrgicos do ABC, o protesto dos trabalhadores na WW em 1992.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Bamboletras não vai à feira, mas oferece desconto
Uma pena, mas a Livraria Bamboletras não estará na Feira do Livro, que inicia-se neste sexta-feira no centro em Porto Alegre. A proprietária, colega jornalista Lu Vilela, manda dizer que a feira será na loja mesmo, no Centro Comercial Nova Olaria, na Cidade Baixa (foto ao lado). E tem novidades: as editoras Record, Cia das Letras e Jorge Zahar estarão oferecendo 20% de desconto nos livros comprados à vista. As demais, 10%. A Bamboletras, minha livraria preferida, também colocará CDs e DVDs na promoção, com redução de 10%.
Humor é essencial
O grande amigo e colega Pinheiro manda e-mail sugerindo uma visita a um blog importante para todo mundo que gosta de humor. Trata-se do Tinta China, espaço oficial da Grafar, associação aberta a cartunistas, caricaturistas, ilustradores e quadrinistas gaúchos. Tem muita gente boa lá: Santiago, Edgar Vasques, Verissimo, Bier, Moa, Juska, Fraga, Edu, Kayser, Eugênio Neves, Rodrigo Rosa, Canini, Rafael Sica, Uberti e Nik, entre outros.
Visite o blog.
Afinal, humor é essencial...
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Eles pregam o extermínio de menores
- Tem que matar ela e esse banco de vagabundos que infernizam a nossa zona - bradou, recebendo o apoio dos amigos beberrões.
Eu estava na mesma mesa, que freqüentei por longo tempo, e bati em retirada para nunca mais voltar. Não discuti as questões sociais que levam menores a trabalharem à noite e tampouco a atitude daquela "tropa de elite" cujo lema é matar para curar um "câncer" da sociedade. Tal como no filme que está em cartaz em todo o Brasil e cujo capitão Nascimento foi transformado em herói por uma elite igual a dos amigos que correram a menina.
Versão dos Jornalistas online já pode ser visitado

Já está no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul a versão online do jornal Versão dos Jornalistas comemorativa aos 65 anos anos da entidade, completados no dia 22 de setembro. Em 16 páginas, a história da entidade e do jornalismo gaúcho é contada por alguns dos protagonistas de um período marcado por democracia, ditaduras, eleições e cerceamento à liberdade de expressão. Vale a pena relembrar a memória de um tempo em que circularam projetos de veículos ousados e independentes, e surgiram profissionais que marcariam época em jornais, na televisão e no rádio.
O endereço do site é:
www.jornalistas-rs.org.br
Aquecimento pode causar extinção em massa, diz estudo
Diariamente, nos deparamos com notícias sobre os estragos provocados pelo aquecimento global. Alguém dirá que estamos sempre batendo na mesma tecla, mas entendo é nossa obrigação multiplicar informações sobre uma situação que já nos prejudica e representará um mal maior para as futuras gerações. Vejam só esta informação colhida no site da BBC Brasil:
As temperaturas globais previstas para os próximos séculos podem desencadear uma extinção em massa, de acordo com estimativas de cientistas britânicos. Um estudo, publicado na revista científica Proceedings of The Royal Society, aponta que as temperaturas atuais estariam dentro da mesma faixa das registradas em outras fases quentes da história da Terra, em que até 95% das plantas e animais teriam morrido.
Os especialistas analisaram a relação entre clima e espécies ao longo de 520 milhões de anos e descobriram que houve uma maior biodiversidade durante os períodos mais frios do planeta.
"Esta pesquisa fornece a primeira clara evidência de que o clima global pode explicar variações dos registros fósseis de maneira simples e consistente", afirmou Peter Mayhew, da Universidade de York. "Se os nossos resultados se aplicarem ao aquecimento que ocorre atualmente, é possível que a extinções aumentem." A pesquisa comparou dados da biodiversidade marinha e terrestre com a temperatura da superfície da água do mar em diferentes períodos ao longo dos 520 milhões de anos.
Os estudiosos concluíram que quatro dos cinco episódios de extinção em massa ocorreram em fases quentes da Terra, em que o calor e a umidade eram predominantes. Em um desses episódios, relataram os cientistas, ocorrido há 251 milhões de anos, foi verificada a extinção de 95% das espécies. "Na pior das hipóteses, poderemos vivenciar o mesmo no próximo século, a algumas gerações a frente da nossa", disse Mayhew, que pretende agora investigar como as temperaturas os casos de extinção estão relacionados.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
É difícil definir "amigo"
Amigo é quem lhe dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que lhe faz falta.
Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.
É quem tentou e fez, e não é egoísta para não querer compartilhar o que aprendeu.
É aquele que ajuda e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer já o realimenta e satisfaz.
Amigo é quem entende seu sentimento porque já sentiu, ou um dia vai sentir, o mesmo que você. Um amigo é compreensão para o seu cansaço e complemento para as suas reticências.
É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir de vez em quando, sua sede de inovar sempre.
É ao mesmo tempo espelho que o reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas.
O amigo se compadece pelos seus erros, e vibra com o seu sucesso.
É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais o seu sorriso.
Amigo é aquele que toca suas feridas com mãos de veludo; acompanha suas vitórias com euforia e faz piada para amenizar seus problemas.
Amigo é aquele que sente medo, dor, náusea, cólica, e chora, como você. E, se pudesse, sofreria no seu lugar.
Um amigo sabe que viver é ter história para contar.
É quem sorri para você sem motivo aparente, sofre com seu sofrimento, e é o padrinho natural dos seus filhos.
É aquele que encontra para você aquilo que nem você sabia que buscava. Amigo é quem lhe envia cartas, esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas.
É aquele que lhe ouve ao telefone mesmo quando a ligação parece caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se estivesse olhando em seus olhos.
Amigo é aquele que entende o que seus olhos dizem, sem precisar de palavras.
É aquele que adivinha seus desejos, seus disfarces, suas alegrias, e percebe seus medos.
Amigo é quem aguarda pacientemente que surja aquele brilho no seu olhar e se entusiasma quando o vê surgir. É quem tem sempre uma palavra sob medida quando seus olhos se cobrem de lágrimas. E é também aquele que sabe quando você está lutando para sufocá-las na garganta.
Amigo é como lua nova, é como a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores, que cabem todas na sua íris.
Amigo é verdade e razão, sonho e sentimento...
Amigo é aquele que lhe diz: "eu amo você" sem qualquer medo de má interpretação.
Enfim, amigo é quem ama você e ponto final.
Equipe do site www.momento.com.br, com base em texto de Marcelo Batalha, intitulado "Amigo, um Ensaio", disponível no site http://www.velhosamigos.com.br, e em verbetes do livro Dicionário da Alma, de Francisco Cândido Xavier, Ed. FEB.
domingo, 21 de outubro de 2007
Tiramos a touca verde no Beira-Rio


Lavamos a alma hoje no Beira-Rio. Ao vencermos o Juventude - filial gremista - por 3 a 0, avançamos na tabela e estamos em 11º lugar no Brasileirão. Tiramos a touca verde da cabeça. Pelo que o time apresentou e pela qualidade técnica de nossos jogadores - com show de Fernandão - , deveríamos estar disputando o título. Mas isso é conversa para outra hora. O momento é de perguntar aos torcedores da Azenha que encontrarmos: "O que é segunda divisão?". Afinal, nós não sabemos.
Quanto ao jogo, foi um festa. Milhares de colorados estavam no estádio apoiando o time do início ao fim da partido. Aliás, como pedi em postagem anterior. O que me emociona é ver o programa traz crianças para o estádio. São centenas de meninos e meninas que recebem o time e depois vão para as arquibancadas torcerem para o time. Trata-se de uma iniciativa com resultado garantido no futuro. As fotos que captei no jogo mostram os dois momentos: a torcida enfezada e a gurizada vibrando.
Opa, não estamos na água....
- O Hamilton estacionou o seu barco... Opa, o seu carro.
E continuou a narrativa.
Isso acontece com repórteres de TV acostumados com gravação de reportagens e, ocasionalmente, são submetidos a entradas ao vivo.
Absurdo: juiz considera lei Maria da Penha inconstitucional e "diabólica"
De acordo com a reportagem, o juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras. A lei é considerada um marco na defesa da mulher contra a violência doméstica.
"Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (...) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!", diz Rodrigues, segundo a reportagem.
A Folha teve acesso a uma das sentenças do juiz que chegou ao Conselho Nacional de Justiça. Em 12 de fevereiro, ele sugeriu que o controle sobre a violência contra a mulher "tornará o homem um tolo".
Segundo a reportagem, Rodrigues usou uma sentença-padrão, repetindo os mesmos argumentos nos pedidos de autorização para adoção de medidas de proteção contra mulheres sob risco de violência por parte do marido.
A Folha procurou ouvi-lo. A 1ª Vara Criminal e de Menores de Sete Lagoas informou que ele está de férias e que não havia como localizá-lo.
Sancionada em agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (nº 11.340) aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir esse tipo de violência.
Perguntar não ofende
A nota abaixo é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo:
Novo endereçoA jornalista Miriam Dutra, da TV Globo, deixou Barcelona depois de 11 anos na cidade. Ela foi transferida para Londres, onde passa a integrar a equipe de Marcos Losekan, chefe do escritório da Globo na Cidade.
A pergunta que não quer calar é simples: alguém sabe qual foi a última matéria realizada pela jornalista para algum dos telejornais da TV Globo?
Para quem não sabe, Miriam Dutra é mãe de um menino chamado Tomás. O pai dele atende pelo nome de Fernando Henrique Cardoso. A imprensa brasileira achou um horror que Renan Calheiros tenha usado um amigo lobista para pagar a pensão alimentícia de sua filha com Mônica Veloso.
Mas nunca deu um pio sobre o caso de FHC. Não é no mínimo esquisito que a TV Globo, uma concessionária de serviço público, pague salários e mantenha uma jornalista no exterior sem que ela realize uma mísera pauta para seus telejornais?
Como diria o gaiato: cada um com seus problemas.
Não tem saída: Inter sobe, Ju despenca
Hoje à tardinha, no Beira-Rio, o torcedor colorado assistirá a um jogo de duplo propósito. O objetivo do Internacional é subir na tabela, chegando à zona da Sul-Americana e afastando-se do perigo da segunda divisão. O outro objetivo é derrubar ainda mais o Juventude, "toca" do Inter e filial do Grêmio em muitos campeonatos. Assim, no próximo ano, o time da Azenha não terá seis pontos garantidos na tabela.Acho que eles já estão da divisão de baixo, mas precisamos enterrá-los de vez. E isso só será possível com o apoio maciço da torcida colorada. Nem mesmo a chuva prevista para o horário da partida será capaz de afastar os colorados de nosso estádio. Eu estarei lá. E tu?
A foto ao lado é uma mostra de como devemos nos comportar na partida contra eles. Até a vitória, colorados!!!!
Tu já disseste "eu te amo" hoje?
Olha, não é difícil como parece.
Tente, mostre o teu carinho.
Não estou falando apenas de amor no sentido físico da paixão, da atração, do sexo.
Me refiro ao amor puro, ao amor universal, aquele que brota espontaneamente do coração e jorra sem controle, somente para extravasar, somente pelo prazer de se doar.
Não importa se o outro retribui ou não.
Amigos, amo vocês!
sábado, 20 de outubro de 2007
O que muda com a reforma da língua portuguesa
Veja abaixo quais são as mudanças.
HÍFEN
Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes
ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra",
"infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r - ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma
vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o
artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da
preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e
"pera" (preposição arcaica)
ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos
verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem",
"deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDO
Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia",
"idéia", "heróica" e "jibóia"
2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo.
Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Armadilhas de língua portuguesa
É o termo usado para um dos vícios de linguagem.
Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'.
Mas há outros, como tu podes pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É
óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias.
Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
Verifique se não está caindo nesta armadilha.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Momentos
Sonha o que tu queres sonhar; vá aonde tu queres ir; seja o que tu queres ser porque só tens uma vida e uma oportunidade para fazer todas as coisas que queres fazer.
Que tenhas suficiente felicidade para ser doce; suficientes provas para ser forte; suficiente dor para ser humano; suficiente esperança para ser feliz.
Sempre se coloque no lugar dos demais. Se te dói, provavelmente doa também à outra pessoa. As pessoas mais felizes não necessariamente têm o melhor de tudo; simplesmente desfrutam ao máximo de tudo que está em seu caminho. A felicidade aguarda aqueles que choram, aqueles que sofrem, aqueles que buscam, aqueles que têm se esforçado, porque só essas pessoas podem apreciar a importância daqueles que têm deixado marcas em suas vidas.
O amor nasce com um sorriso, cresce com um beijo, e acaba com uma lágrima.
O futuro mais brilhante se faz quando não se valoriza demais o passado, pois não vencerás se não deixares para trás teus fracassos e tristezas.
As duas capas da revista dos Civita
Goebbels inspira Veja
Luciano Rezende*Quais são as razões dessa pretensa disparidade? O local da apuração das informações e a origem das fontes de consulta já seriam boas justificativas, caso se tratasse de outra revista que não essa máquina de doutrinação da direita. Há um “toque de classe” que necessita ser levado em consideração para entender a metodologia empregada e, mais que isso, seus interesses.
A revista Veja faz parte dessa rede mundial de comunicação neomacartista na eterna campanha da desinformação. Um olhar mais atento nos mostra outro fator importante na análise sobre a tática usada por todos os veículos de comunicação e formação da burguesia na satanização de ícones e referências da esquerda : a cronologia dos fatos.
Há uma passagem muito interessante no livro “Stalin, um novo olhar” do escritor belga Ludo Martens em que o mesmo chama atenção para as despudoradas campanhas empreendidas pela burguesia contra figuras ligadas ao socialismo. Na maioria das vezes são investidas grosseiras com objetivo de desmanchar biografias de personalidades cujas vidas foram dedicadas à luta pelo socialismo (ou mesmo contra o imperialismo).
No caso específico de Stalin as acusações de assassinato de inocentes civis por parte da burguesia variam, através de estudos “científicos”, de 500 mil a até 50 milhões, oscilando, entre outras coisas, de acordo com a ordem cronológica da publicação. Uma margem de erro grotesca que com o passar dos anos aumentou vertiginosamente.
Continuando sua linha de raciocínio, Ludo relata um artifício utilizado em suas palestras. Um texto sobre Stálin é distribuído para a classe a qual é solicitada a comentar sobre o teor do artigo logo após a leitura. Todos revelam que se trata de um escrito anti-stalinista embora reconheça os enormes êxitos alcançados pela URSS com Stálin à frente e que relata abertamente o entusiasmo dos jovens e dos pobres pelo bolchevismo. Ludo Martens então revela que o panfleto é uma publicação nazista distribuída em plena Segunda Guerra Mundial e daí conclui que com o passar dos anos, sem a URSS para fazer um contraponto a toda sorte de calúnias, ou mesmo com uma nova geração de russos que não viveram essa época para contestar muitas dessas acusações, vai-se aumentando a dose das acusações, confirmando a tese de Goebbels de que uma mentira dita mil vez pode se tornar verdade. Martens conclui afirmando que as campanhas anti-stalinistas promovidas pelas democracias ocidentais em 1989-1991 eram muitas vezes mais violentas e caluniosas que aquelas levadas no curso dos anos 30 pelos nazistas. Ontem a defesa de Stálin era espontânea a qualquer comunista, hoje é quase uma heresia.
Não é o caso aqui de inocentar ou culpar Stalin (ou quem quer que seja), mas de fazer um simples esforço de raciocínio de entender como a burguesia age para destruir figuras de esquerda em geral, usando os meios de comunicação para “provar” suas teses e outros “estudos científicos” com o passar do tempo. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Da mesma forma aqui no Brasil, se daqui a cinqüenta anos um estudante qualquer de mestrado ou doutorado pesquisar sobre os dois governos Lula tendo como fonte referencial a revista Veja, chegará, inequivocamente, à conclusão de que fomos governados por um despreparado (numa versão mais moderada) que nos solapou a oportunidade histórica de desenvolvimento e outras coisas mais. Particularmente não me espantarei se, chegando aos meus oitenta anos, deparar com algum “diário secreto” descoberto por alguém em que “revele” uma lista sortida de barbaridades cometidas por Lula. É salutar frisar que até mesmo investigações científicas sérias não podem ser concebidas como completamente desinteressadas ou neutras.
Com Che não é diferente. Mesmo gozando de grande reputação, ter uma trajetória distinta de outras figuras comunistas (ou de esquerda) e se tornado um verdadeiro mito, a burguesia não descansará até destruir sua imagem. Mesclando erros verídicos (e naturais) de outros inventados, descolam o personagem de seu contexto e realidade históricos com o objetivo de desmoralizar seu passado.
Ainda hoje temos centenas de pessoas que conviveram com Che em Cuba, Congo, Bolívia e até mesmo no México ou Argentina para fazerem esse importante contraponto através de testemunhos pessoais detalhados. Maioria absoluta delas é convicta em refutar todas as barbaridades disparadas por Veja e outras publicações de direita - como as ilações esboçadas pelo fútil Carlos Heitor Cony em sua coluna do dia 11 de outubro na Folha de São Paulo em que diz que Che foi um péssimo administrador público, o que é refutado pelos cubanos que trabalharam com ele nos primeiros anos da Revolução Cubana. Aí há outro ponto que também merece atenção: as variadas táticas de ataque. Enquanto o ataque da Veja é aberto, o de articulistas da estirpe de Cony é mais velado e mesclado com a defesa de certas qualidades. O bombardeio inimigo é intenso, o arsenal variado e os alvos bem definidos.
Nessa peleja a atuação da UJS do Rio de Janeiro foi exemplar. Não se pode vacilar ante a máquina de formação e (des)informação da burguesia. Uma das expressões da luta de classes é a luta de idéias. A defesa de Che é a defesa do socialismo e a denúncia do imperialismo que assassina e oprime povos por todo o mundo. A sentença da Veja de que ''Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história arremessou há tempos outros teóricos do comunismo'' é válida tão-somente sob sua ótica de classe. Uma vigorosa reciclagem mostrará, mais cedo ou mais tarde, o poder daquilo que a burguesia pensa poder descartar.
Hoje e sempre faremos a defesa de Che. Talvez com o passar dos anos os ataques sejam mais virulentos diante de um mundo que não terá mais as testemunhas oculares das grandes lutas empreendidas a favor dos povos levadas a cabo por Che. Todavia, seguiremos difundindo seus ideais e lutando pelos mesmos sonhos de nosso comandante, que vai se tornando mais real com as vitórias alcançadas pela esquerda em nosso continente na atualidade.
Artigo originalmente publicado no Blog do Rodrigo Moraes (www.blogdorodrigomoraes.blogspot.com)
terça-feira, 16 de outubro de 2007
A defesa da TVE é incentivada
Se estiveres a fim de colaborar e repassar para outros amigos, conhecidos, vizinhos ou até transeuntes, faça isso. As equipes das emissoras agradecem. Veja o link abaixo, onde tu poderás participar do abaixo-assinado eletrônico:
http://www.petitiononline.com/TVE_FM/petition.html
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Vamos mudar a manchete dos feriadões
Gostaria que, em cada feriadão, lêssemos uma manchete diferente. É como aquela que aprendemos nas faculdades de jornalismo: a notícia que deve ser perseguida é a do cão mordido pelo homem, e não o contrário. Mas, na questão de acidentes, os veículos de comunicação precisam noticiar o óbvio. Ou seja, a cada feriado mais prolongado, o número de mortos é destacado. Aqui no Rio Grande do Sul, 17 pessoas pereceram na guerra do trânsito nas rodovias no último feriado. Em todos o país, foram mais de 50 vítimas. Eu e tu gostaríamos que ler a manchete ideal: "Trânsito sem mortes no feriadão". Mas isso não depende apenas de nós, mas de quem está no volante ou daquele que se encontra do outro lado da rodovia. Detalhe: são motoristas que leram as informações sobre os cuidados na direção. Tomara que um dia aprendam...
Professor, curta o teu dia
Pena que ainda tenhamos que ouvir ironias de alguns pais, sugerindo que os mestres estão de folga hoje. Ninguém reclama quando os professores saem da aula e vão para casa corrigir provas e preparar a aula do dia seguinte. Fora do seu expediente e, muitas vezes, tendo que atender simultaneamente aos filhos pequenos.
Muitos são obrigados a trabalhar três turnos, em escolas diferentes, atendendo dezenas de alunos em um único dia. O baixo salário não oferece outra alternativa para estes profissionais.
Parabéns, professores. Eu e muitos de seus ex-alunos os reconhecemos muito.
domingo, 14 de outubro de 2007
A qualidade de vida é essencial
Retornei hoje à tardinha de um período de reclusão no conjunto Vô Arthur, que reúne cabanas, pousada e camping em um único lugar. Fica em Barra do Ribeiro, a terra em que nasci e onde ainda moram a minha mãe e outros familiares. Mesmo enfrentando o "choro" da dona Suely, vou para lá compartilhar com a natureza e desfrutar de lazer. Volto a meia, dou um pulo na casa da minha velhinha. O bacana é que acordo de manhã cedo ouvindo o canto dos galos e dos pássaros, o barulho dos gansos e de outras aves e ainda tenho a oportunidade de vislumbar a natureza junto à janela do quarto (vejam a foto que tirei numa das manhãs em que fiquei lá). É impagável e sugiro a mesma rotina para quem tiver oportunidade. Fica a 55 quilômetros de Porto Alegre. Logo ali....
Mais uma vez, Inter deixa adversário empatar no final
Parece sina, mas o Internacional tem feito a alegria de times medíocres. Ontem, no Pacaembu, a torcida do Corinthians vibrou com o gol de empate aos 42 minutos da segunda etapa. Como já ocorrera nas partidas contra o Náutico e o Atlético Mineiro, o colorado perdeu gols e, no final do jogo, teve que buscar a bola no fundo de sua rede. sábado, 13 de outubro de 2007
Ele (FHC) não cansa de mentir
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso continua viajando mundo à fora, sempre exibindo sua imensa cara de pau. Mente, mente, mente.... Acha, certamente, que o povo já não o conhece suficientemente para se deixar enganar. Desta vez, FHC disse que "nunca interferiu" para que a Procuradoria Geral da República arquivasse processos contra membros de seu governo e que – durante seu período na Presidência – o procurador era "totalmente independente" do poder Executivo. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa de TV Hard Talk, que foi ao ar no canal de notícias internacional BBC World na quinta-feira.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e líderes do PT têm argumentado com freqüência que acusações de corrupção envolvendo membros do governo e do partido seriam resultado de uma postura mais independente do procurador-geral e da Polícia Federal. Durante a campanha eleitoral de 2006, Lula disse que, no seu governo, "procurador-geral da República indicia. Em outros governos, ele engavetava".
A primeira parte da entrevista, em que o repórter da BBC World "aperta" FHC, pode ser conferida no link abaixo:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071004_fhchardtalk1.shtml
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Feliz Dia das Crianças
Conheça o Manual de Redação da Folha de São Paulo
Capítulo 1
1. O Serra tem razão.
2. O Serra tem sempre razão.
3. O Serra não erra, se engana.
4. Ante a improvável hipótese de que ele não tenha razão, entra em vigência os artigos 1 e 2.
5. O Serra não dorme, repousa.
6. O Serra não come, se nutre.
7 O Serra não bebe, degusta.
8 . O Serra nunca chega tarde, algo o atrasou.
9. O Serra nunca abandona o trabalho, é requerida sua presença em outro lugar.
10. O Serra nunca lê jornal no gabinete, se informa.
11. O Serra não se familiariza com a secretária... apenas a educa.
12. Quem entrar no gabinete do Serra com idéias próprias, deve ajustá-las às dele.
13. O Serra pensa por todos.
14. Quanto mais se pensa como Serra, mais se sobe na Folha.
15. Qualquer dúvida, vale o artigo 2.
Capítulo 2
1. O PT não tem razão.
2. O PT nunca tem razão.
3. O PT sempre erra.
4. Na hipótese absurda do PT acertar, valem os itens 1 e 2.
5. Se alguém do PT erra, Lula é o culpado.
6. Se a direção do PT erra, Lula é o culpado.
7 O Lula não degusta, bebe.
8 . O Lula não governa, viaja.
9. O Serra viaja e governa.
10. Escândalo no PT é mensalão.
11. Escândalo no PSDB é caixa 2.
12. Não se fala mais em juros altos.
13. Agora vamos pegar o Renan.
14. Jornalista precisa criticar o Lula.
15. Qualquer dúvida, vale o artigo 2.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Jornalismo, caminhões e tragédias
Nos acidentes simultâneos em Santa Catarina, os envolvidos diretos foram caminhões e seus motoristas. Lamento a morte de todos e, especialmente, dos colegas jornalistas Evandro Troian, da RBS TV, e Elisandra Lucotti, do jornal Folha do Oeste, além do radialista Valdik Rupolo. Morreram trabalhando num momento em que poderiam estar desfrutando da folga (aliás, saíram de casa para cobrir o primeiro acidente). Sempre digo que o Jornalismo é uma vocação e está nas veias de quem o escolhe. Não tem hora para o cumprimento da pauta. Por isso, na hora da negociação, os donos das empresas não deveriam sonegar a discussão sobre o pagamento de horas extras. O propalado banco de horas é uma farsa porque não cobre todo o período a mais trabalhado pelos profissionais.






