Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Congresso dos Jornalistas faz de Porto Alegre centro dos debates sobre a profissão
Porto Alegre será um pólo mundial de debates sobre jornalismo, com a realização do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas – Encontro Latino Americano de Jornalistas, com o tema "O Jornalismo a Serviço da Sociedade'' que acontece de quarta (18) a domingo (22), no Hotel Plaza São Rafael. A promoção ocorre em parceria da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul.
Cerca de 400 jornalistas estão confirmados, com destaque para representantes de oito países de língua portuguesa Angola, Macau, Moçambique, Guiné Bissau, Marrocos, Cabo Verde, Portugal, Santo Tomé e Príncipe, além de outros paises como Estados Unidos, Espanha e Alemanha.
O último grande evento de Jornalismo realizadoo em Porto Alegre foi há 14 anos. Neste tempo, aconteceram mudanças no cenário para profissionais de comunicação e, mesmo que os postos de trabalho tenham se mantido estáveis nos veículos de comunicação, houve uma ampliação nas assessoria de imprensa e outras mídias. Diante desta situação, cresce a busca por novos mercados, que apontam para necessidade de se alterar a formação universitária, mas prezando sempre a ética na cobertura jornalística.
Discutir este cenário, debater a formação de empresas de prestação de serviços em comunicação, analisar a formação em novas mídias e alertar estudantes e profissionais sobre as mudanças do mercado são tarefas que se pretende concretizar por meio do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, sempre pensando o “Jornalismo a Serviço da Sociedade”.
Mais informações:
E-mail: jornalistasrs@jornalistasrs.brte.com.br
Site: http://www.jornalistas-rs.org.br
Telefones: (51) 3228-8146 / 3226-0664 / 3226-1735
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Época Colorada
O Marcelo Barreto, do SporTV, publicou em seu blog um belo texto sobre o Internacional. De imediato, blogs colorados, gaúchos e jornais o reproduziram. Eu farei o mesmo porque mexeu com o meu coração rubro. Obrigado, Marcelo. Leia do início ao fim porque vale a pena.
Marcelo Barreto
Eu nunca tinha ido a Porto Alegre até começar a trabalhar no SporTV. Hoje, a capital gaúcha talvez seja uma das cidades que mais visitei no Brasil. Uma vez, foi por causa do Grêmio, naquela final de Libertadores sob o comando de Mano Menezes. Outra, a seleção, num joguinho muquirana contra o Peru, pelas Eliminatórias. Todas as outras, quem me levou foi o Inter. No Beira-Rio, vi jogos decisivos pela Libertadores, pela Sul-Americana, pela Supercopa. E assisti às festas de todas essas conquistas, além da maior de todas, a que recebeu os jogadores campeões mundiais. Sempre voltei de lá pensando a mesma coisa: estamos vivendo uma época em que é muito bom ser colorado.
Muitos times brasileiros viveram épocas mágicas. Todos conhecemos os exemplos clássicos, recitados sempre com o nome do clube e o do seu principal jogador: o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Zico, o Inter de Falcão. Todos construíram times vencedores que – era outra época, no futebol e na economia – em torno de um grupo especial, que se manteve e criou uma cultura vencedora. A partir dos anos 90, com o comércio da bola num ritrmo mais frenético, passou a ser mais difícil fazer essa associação. O São Paulo que conquistou o mundo era o de Telê Santana. O Palmeiras vencedor era o de Wanderley Luxemburgo ou da Parmalat. Os astros em campo raramente eram os mesmos de uma temporada para outra.
No século 21, a coisa já tomou uma proporção que a gente não consegue mais acompanhar. Hoje, num papo no almoço, um colega jornalista falava sobre a situação do Flamengo e se empolgava na comparação do time atual com o que foi campeão brasileiro no ano passado: "Aquele time tinha ataque, tinha Adriano, tinha Vágner Love..." E aí caiu a ficha: não tinha. Love é representante de um novo fenômeno do futebol brasileiro, o jogador semestral. Chegou e saiu em 2010.
Como explicar, então, que o Inter, num cenário desses, se mantenha competitivo e muitas vezes vencedor durante tanto tempo?
As explicações vão parecer repetitivas. Não é nenhuma novidade citar a administração de Fernando Carvalho, o projeto sócio-torcedor (que já garantiu a lotação do Beira-Rio para o segundo jogo da final), o bom trabalho nas divisões de base. E sempre haverá quem bote defeito, quem diga que ainda falta um Campeonato Brasileiro para provar que o trabalho é mesmo vitorioso. Mas, vendo o Inter virar um jogo na casa do adversário, hoje, o que me veio à cabeça foi que todos esses assuntos, que muito torcedor acham chatos, merecem nossa atenção.
Já não se faz mais um time vitorioso só com a descoberta de um craque, mesmo que seja o maior de todos. Nem com a manutenção de um técnico, ainda que muitos o considerem também o melhor que já houve. Manter-se competitivo e vitorioso, no futebol, exige cada vez mais. O Inter não ganha todas, mas está sempre entre os candidatos. O time que virou o segundo tempo de uma final na casa do adversário tinha jogadores acostumados a grandes decisões, mas tinha também jovens promissores. Para nenhum deles, porém, aquilo era novidade. Eu acredito em cultura vencedora no futebol.
Na semana que vem, o SporTV News vai a Porto Alegre para duas edições especiais. E é bem provável que eu volte de lá pensando o que sempre penso: vivemos numa época em que é muito bom ser colorado.
Marcelo Barreto
Eu nunca tinha ido a Porto Alegre até começar a trabalhar no SporTV. Hoje, a capital gaúcha talvez seja uma das cidades que mais visitei no Brasil. Uma vez, foi por causa do Grêmio, naquela final de Libertadores sob o comando de Mano Menezes. Outra, a seleção, num joguinho muquirana contra o Peru, pelas Eliminatórias. Todas as outras, quem me levou foi o Inter. No Beira-Rio, vi jogos decisivos pela Libertadores, pela Sul-Americana, pela Supercopa. E assisti às festas de todas essas conquistas, além da maior de todas, a que recebeu os jogadores campeões mundiais. Sempre voltei de lá pensando a mesma coisa: estamos vivendo uma época em que é muito bom ser colorado.
Muitos times brasileiros viveram épocas mágicas. Todos conhecemos os exemplos clássicos, recitados sempre com o nome do clube e o do seu principal jogador: o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Zico, o Inter de Falcão. Todos construíram times vencedores que – era outra época, no futebol e na economia – em torno de um grupo especial, que se manteve e criou uma cultura vencedora. A partir dos anos 90, com o comércio da bola num ritrmo mais frenético, passou a ser mais difícil fazer essa associação. O São Paulo que conquistou o mundo era o de Telê Santana. O Palmeiras vencedor era o de Wanderley Luxemburgo ou da Parmalat. Os astros em campo raramente eram os mesmos de uma temporada para outra.
No século 21, a coisa já tomou uma proporção que a gente não consegue mais acompanhar. Hoje, num papo no almoço, um colega jornalista falava sobre a situação do Flamengo e se empolgava na comparação do time atual com o que foi campeão brasileiro no ano passado: "Aquele time tinha ataque, tinha Adriano, tinha Vágner Love..." E aí caiu a ficha: não tinha. Love é representante de um novo fenômeno do futebol brasileiro, o jogador semestral. Chegou e saiu em 2010.
Como explicar, então, que o Inter, num cenário desses, se mantenha competitivo e muitas vezes vencedor durante tanto tempo?
As explicações vão parecer repetitivas. Não é nenhuma novidade citar a administração de Fernando Carvalho, o projeto sócio-torcedor (que já garantiu a lotação do Beira-Rio para o segundo jogo da final), o bom trabalho nas divisões de base. E sempre haverá quem bote defeito, quem diga que ainda falta um Campeonato Brasileiro para provar que o trabalho é mesmo vitorioso. Mas, vendo o Inter virar um jogo na casa do adversário, hoje, o que me veio à cabeça foi que todos esses assuntos, que muito torcedor acham chatos, merecem nossa atenção.
Já não se faz mais um time vitorioso só com a descoberta de um craque, mesmo que seja o maior de todos. Nem com a manutenção de um técnico, ainda que muitos o considerem também o melhor que já houve. Manter-se competitivo e vitorioso, no futebol, exige cada vez mais. O Inter não ganha todas, mas está sempre entre os candidatos. O time que virou o segundo tempo de uma final na casa do adversário tinha jogadores acostumados a grandes decisões, mas tinha também jovens promissores. Para nenhum deles, porém, aquilo era novidade. Eu acredito em cultura vencedora no futebol.
Na semana que vem, o SporTV News vai a Porto Alegre para duas edições especiais. E é bem provável que eu volte de lá pensando o que sempre penso: vivemos numa época em que é muito bom ser colorado.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Ospa apresenta a Nona Sinfonia de Mahler
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre apresenta, no dia 17 de agosto, às 20h30min, no Salão de Atos da UFRGS, a Sinfonia nº9 em ré maior, de Gustav Mahler. É a primeira vez, em seus 60 anos de história, que a Ospa executa esta obra, que representa um grande desafio técnico tanto para os músicos como para o regente. E Karabtchevsky, diretor artístico da Ospa, é reconhecido mundialmente por ser um especialista em Mahler – será a primeira vez que ele regerá a obra à frente da Ospa, pois já a executou com outras orquestras, em Viena e Veneza, por exemplo.
Será uma das maiores formações da orquestra sobre o palco: mais de cem músicos, incluindo músicos da Ospa e convidados, que já ensaiam há cerca de um mês para esse concerto. Os músicos se organizaram em naipes e ensaiaram em diversos locais da cidade. Agora, chega o momento de reunir toda a orquestra. As sinfonias são as obras que mais destacam no legado de Mahler: são complexas e enormes, tanto na duração quanto na quantidade de músicos necessários para sua execução. A Nona Sinfonia de Mahler tem duração de 80 minutos. Mahler costumava dizer que suas sinfonias deviam representar o mundo. A Nona Sinfonia foi composta no decorrer do ano de 1909 e estreada em 1912, pouco mais de um ano após a morte e Mahler. “O final dessa sinfonia sempre me leva às lágrimas, e eu já a regi mais de cem vezes”, disse o maestro Isaac Karabtchevsky, ao término do ensaio da manhã desta quinta-feira, 12 de agosto, no Salão de Atos da UFRGS. A sinfonia tem quatro movimentos, agrupados de modo pouco ortodoxo: dois movimentos lentos emolduram dois movimentos rápidos. Esses movimentos são todos em tonalidades diferentes, coisa que jamais se ouvira em qualquer sinfonia de quatro movimentos. “Mahler estava gravemente doente quando a compôs, tanto que morreu sem tê-la ouvido. Ela é uma obra que expressa toda a tristeza do compositor, é profunda, desafiadora e exige que os músicos façam mais do que apenas ler as notas. Ela exige que a orquestra entenda o que se passa por trás das notas”, diz Karabtchevsky.
Informações da Assessoria de Imprensa da OSPA: imprensa@ospa.org.br
Será uma das maiores formações da orquestra sobre o palco: mais de cem músicos, incluindo músicos da Ospa e convidados, que já ensaiam há cerca de um mês para esse concerto. Os músicos se organizaram em naipes e ensaiaram em diversos locais da cidade. Agora, chega o momento de reunir toda a orquestra. As sinfonias são as obras que mais destacam no legado de Mahler: são complexas e enormes, tanto na duração quanto na quantidade de músicos necessários para sua execução. A Nona Sinfonia de Mahler tem duração de 80 minutos. Mahler costumava dizer que suas sinfonias deviam representar o mundo. A Nona Sinfonia foi composta no decorrer do ano de 1909 e estreada em 1912, pouco mais de um ano após a morte e Mahler. “O final dessa sinfonia sempre me leva às lágrimas, e eu já a regi mais de cem vezes”, disse o maestro Isaac Karabtchevsky, ao término do ensaio da manhã desta quinta-feira, 12 de agosto, no Salão de Atos da UFRGS. A sinfonia tem quatro movimentos, agrupados de modo pouco ortodoxo: dois movimentos lentos emolduram dois movimentos rápidos. Esses movimentos são todos em tonalidades diferentes, coisa que jamais se ouvira em qualquer sinfonia de quatro movimentos. “Mahler estava gravemente doente quando a compôs, tanto que morreu sem tê-la ouvido. Ela é uma obra que expressa toda a tristeza do compositor, é profunda, desafiadora e exige que os músicos façam mais do que apenas ler as notas. Ela exige que a orquestra entenda o que se passa por trás das notas”, diz Karabtchevsky.
Informações da Assessoria de Imprensa da OSPA: imprensa@ospa.org.br
Uma pequena flauta
Não é irônico ver o Renato chegar a Porto Alegre para treinar o Grêmio na mesma semana em que o Internacional - de quem se diz desafeto - encaminhou o bi da América?
Vamos conquistar a América, Inter!
Vencemos, Inter! Te vi grandioso, meu colorado. Dominamos o jogo no México, ganhamos de virada. Mostraste que és grande e estamos em vantagem para o jogo da próxima quarta-feira, no Beira-Rio.
Não ganhamos nada, mas acredito que, em casa e com apoio da torcida, vamos rumar para a conquista da América.
Vamos, Inter!!!!
A vibração de Bolívar, Índio e Sandro é justa. O time foi soberbo no México
Não ganhamos nada, mas acredito que, em casa e com apoio da torcida, vamos rumar para a conquista da América.
Vamos, Inter!!!!
A vibração de Bolívar, Índio e Sandro é justa. O time foi soberbo no México
Giuliano é predestinado. Marcou o primeiro gol da virada contra o Chivas
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Vamos, Inter, tu és Brasil
Meu coração colorado está acelerado. Falta uma hora para o primeiro jogo do Internacional na final de Libertadores, contra o Chivas, no México. Estou em casa, teclo rapidamente, mas com um pé na rua. Ouça folia na rua, foguetério, buzinas e gritos aqui na Cidade Baixa, zona festeira de Porto Alegre. Vou sair, me reunir com outros colorados e torcer para que Inter vença o time mexicano e a grama sintética do novíssimo estádio Omnilife.
Vamos Inter, acredito em ti. Depois é completar a dose no nosso Beira-Rio.
Vamos Inter, acredito em ti. Depois é completar a dose no nosso Beira-Rio.
Inverno doido
Hoje, sai cedo de casa coberto por um casacão, uma blusa de lã e um moleton. Estava menos frio do que nos demais dias, mas me precavi. Ao longo do dia, entre uma atividade e outra, fui tirando a roupa. Ou melhor, parte de dela. No meio da tarde, quando alguns termômetros marcavam 21ºC, já estava só com o moleton. Soube pela Internet que esta foi a temperatura máxima na capital gaúcha. Mas, em algumas cidades do Interior, fizera 25ºC. Agora, a temperatura é agradável: 16º C em Porto Alegre.
Uma loucura para para uma população que, há poucos dias, convivia com temperaturas abaixo de zero. Até neve graúda andou caindo. A consequência do calor em pleno inverno será a chegada de ventos e temporais amanhã e sexta-feira. E novas quedas na temperatura. Haja saúde!
Uma loucura para para uma população que, há poucos dias, convivia com temperaturas abaixo de zero. Até neve graúda andou caindo. A consequência do calor em pleno inverno será a chegada de ventos e temporais amanhã e sexta-feira. E novas quedas na temperatura. Haja saúde!
A liberdade de imprensa e a liberdade de empresa
Liberdade de Expressão X Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia , de Venício A. de Lima, 159 pp., Editora Publisher Brasil, São Paulo, 2010
As ideias centrais do livro de Venício A. de Lima não são muitas, mas são fundamentais e foram expostas de maneira bastante profunda, detalhada e didática. Ele defende a tese de que atualmente há uma diferença entre liberdade de imprensa e liberdade de empresa. Demonstra que, quando afirmam que a liberdade de imprensa está em risco, as empresas de comunicação brasileiras estão apenas reafirmando sua liberdade empresarial. Os conservadores barões da mídia querem continuar a moldar consciências e ditar a agenda política. A informação crucial do livro é a seguinte:
"Nos anos 1990, cerca de nove grupos de empresas familiares controlavam a grande mídia. As famílias eram Abravanel (SBT) Bloch (Manchete), Civita (Abril), Frias (Folhas), Levy (Gazeta), Marinho (Globo), Mesquita (O Estado de S. Paulo), Nascimento Brito (Jornal do Brasil) e Saad (Band). Hoje, este número está reduzido a cinco. As famílias Bloch, Levy, Nascimento Brito e Mesquita já não exercem mais o controle sobre seus antigos veículos."
No Brasil, os monopólios de mídia sempre dizem que o Estado coloca em risco a liberdade de expressão (confundindo, portanto, liberdade de imprensa com liberdade de expressão). Entretanto, quem na verdade coloca em risco a liberdade de expressão são as próprias empresas monopolistas. A inexistência de pluralidade de informação reduz a liberdade de consciência, expressão e informação do cidadão brasileiro, obrigando o Estado a agir para corrigir as distorções impostas pelo mercado. Venício desfaz a confusão criada e divulgada pelos barões da mídia esclarecendo quem são os titulares da liberdade de imprensa, quem são os destinatários desta liberdade e quem são os verdadeiros titulares da liberdade de expressão. Explica, também, como e por que a Constituição brasileira já possibilita combater o monopólio e limitar o poder das empresas de comunicação que exploram bandas de transmissão públicas.
"Dentro da realidade histórica globalizada do nosso tempo a censura foi em parte privatizada (cf. capítulo 4) e a origem do cerceamento da liberdade de expressão não pode ser atribuída ao Estado. Muitas vezes ela tem sua origem no poder econômico privado ou na autocensura."
Contribuição para a modernização da imprensa
A única censura que existe no Brasil é de natureza empresarial. É a censura praticada pelas próprias empresas monopolistas, que sempre procuram preservar os interesses (e os lucros) de seus anunciantes privados. Além disto, os monopólios de mídia impedem que vários grupos sociais tenham voz pública e possam, desta forma, interferir na agenda política. É através da autocensura, por exemplo, que os monopólios de mídia impedem o debate público sobre a regulamentação do art. 220, da Constituição Federal vigente:
"Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
§ 3º – Compete à lei federal:
I – regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.
§ 5º – Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
§ 6º – A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade."
O livro em questão é precioso, pois dá um amplo panorama histórico do debate sobre a liberdade de imprensa no mundo e no Brasil e contribui para desfazer os mitos que têm sido criados e divulgados pelas empresas monopolistas de mídia brasileiras. Apesar de tratar de questões filosóficas e jurídicas delicadas, o autor adotou uma linguagem acessível. Portanto, este livro é uma grande contribuição teórica e prática para a modernização da imprensa no Brasil.
Por Fábio de Oliveira Ribeiro, no Observatório de Imprensa
As ideias centrais do livro de Venício A. de Lima não são muitas, mas são fundamentais e foram expostas de maneira bastante profunda, detalhada e didática. Ele defende a tese de que atualmente há uma diferença entre liberdade de imprensa e liberdade de empresa. Demonstra que, quando afirmam que a liberdade de imprensa está em risco, as empresas de comunicação brasileiras estão apenas reafirmando sua liberdade empresarial. Os conservadores barões da mídia querem continuar a moldar consciências e ditar a agenda política. A informação crucial do livro é a seguinte:
"Nos anos 1990, cerca de nove grupos de empresas familiares controlavam a grande mídia. As famílias eram Abravanel (SBT) Bloch (Manchete), Civita (Abril), Frias (Folhas), Levy (Gazeta), Marinho (Globo), Mesquita (O Estado de S. Paulo), Nascimento Brito (Jornal do Brasil) e Saad (Band). Hoje, este número está reduzido a cinco. As famílias Bloch, Levy, Nascimento Brito e Mesquita já não exercem mais o controle sobre seus antigos veículos."
No Brasil, os monopólios de mídia sempre dizem que o Estado coloca em risco a liberdade de expressão (confundindo, portanto, liberdade de imprensa com liberdade de expressão). Entretanto, quem na verdade coloca em risco a liberdade de expressão são as próprias empresas monopolistas. A inexistência de pluralidade de informação reduz a liberdade de consciência, expressão e informação do cidadão brasileiro, obrigando o Estado a agir para corrigir as distorções impostas pelo mercado. Venício desfaz a confusão criada e divulgada pelos barões da mídia esclarecendo quem são os titulares da liberdade de imprensa, quem são os destinatários desta liberdade e quem são os verdadeiros titulares da liberdade de expressão. Explica, também, como e por que a Constituição brasileira já possibilita combater o monopólio e limitar o poder das empresas de comunicação que exploram bandas de transmissão públicas.
"Dentro da realidade histórica globalizada do nosso tempo a censura foi em parte privatizada (cf. capítulo 4) e a origem do cerceamento da liberdade de expressão não pode ser atribuída ao Estado. Muitas vezes ela tem sua origem no poder econômico privado ou na autocensura."
Contribuição para a modernização da imprensa
A única censura que existe no Brasil é de natureza empresarial. É a censura praticada pelas próprias empresas monopolistas, que sempre procuram preservar os interesses (e os lucros) de seus anunciantes privados. Além disto, os monopólios de mídia impedem que vários grupos sociais tenham voz pública e possam, desta forma, interferir na agenda política. É através da autocensura, por exemplo, que os monopólios de mídia impedem o debate público sobre a regulamentação do art. 220, da Constituição Federal vigente:
"Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
§ 3º – Compete à lei federal:
I – regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.
§ 5º – Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
§ 6º – A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade."
O livro em questão é precioso, pois dá um amplo panorama histórico do debate sobre a liberdade de imprensa no mundo e no Brasil e contribui para desfazer os mitos que têm sido criados e divulgados pelas empresas monopolistas de mídia brasileiras. Apesar de tratar de questões filosóficas e jurídicas delicadas, o autor adotou uma linguagem acessível. Portanto, este livro é uma grande contribuição teórica e prática para a modernização da imprensa no Brasil.
Por Fábio de Oliveira Ribeiro, no Observatório de Imprensa
domingo, 8 de agosto de 2010
Filho, também és responsável
Marco, meu filho querido, me fazes sentir pai de verdade.
Obrigado por existires, por rires e chorares comigo.
Sinal de que estamos vivendo.
Te amo!
Obrigado por existires, por rires e chorares comigo.
Sinal de que estamos vivendo.
Te amo!
PAZ
Em passeata que cruzou a minha rua, crianças e jovens do Colégio Mãe Admirável, da Cidade Baixa, em Porto Alegre, erguem faixas, cartazes e vozes em torno da PAZ, palavrinha mágica muitas vezes esquecida em todos os cantos de nosso planeta. Parabéns à gurizada!
Meu pai
Pai, não estás mais entre nós. Sinto saudade dos bons momentos que partilhamos. Por isso e muito mais, tens uma presença constante no meu coração. Foste um grande homem, carinhoso, de caráter reto e lutador.
Sei que aí do céu, teu lugar desde 2006, zelas por nós.
Te amo, velho Otacílio!
* Meu abraço a todos os pais e aos pais de meus amigos e amigas. Valorizem eles acima de tudo!
Sei que aí do céu, teu lugar desde 2006, zelas por nós.
Te amo, velho Otacílio!
* Meu abraço a todos os pais e aos pais de meus amigos e amigas. Valorizem eles acima de tudo!
Vão apostar no Plínio?
A mídia não aprende. Depois do debate dos presidenciáveis na Band, apressou-se em dizer que a candidata petista Dilma Rousseff foi mal (preferiu a linguagem técnica, abusou de números, cometeu alguns erros). Como o tucano José Serra não sai do marasmo de sempre, os colegas dos grandes veículos escolheram o vencedor: Plínio de Arruda Sampaio. Não vi para concordar ou discordar, apesar de admitir que o ex-petista tem o dom da retórica e do sarcasmo. Pergunta: virou o queridinho da mídia, a ponto de alcançar um ponto nas próximas pesquisas. Pode até que consiga, tirando vantagem sobre Marina Silva, do PV, que não decola. Mas este é o teto do Plínio, e os jornalistas continuarão procurando defeitos na Dilma. Os de Serra já são visíveis e não são de hoje. Até a eleição, muita vai rolar...
Alegria colorada
Sabem as razões de o Inter estar jogando solto, alegre? Pois vejam os meninos Taison e Dale com os bumbos da popular no final do jogo contra o São Paulo no Morumbi...
sábado, 7 de agosto de 2010
Dilma, mais alguns passos na frente
Pesquisa Sensus dá 10 pontos de vantagem para a Dilma. O Ibope, cinco. Como fica o Datafolha, que apresenta o tucano um ponto na frente? Terá que ajustar.
Votação da PEC dos Jornalistas é adiada para setembro
O Senado adiou para setembro a votação da Proposta de Emenda à Constituição 33/09, mais conhecida como PEC dos Jornalistas. Os senadores Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Inácio Arruda (PC do B-CE), autor e relator da proposta, retiraram a matéria da pauta na sessão desta quarta-feira (04/08) por não terem certeza da aprovaçã
A PEC continua na pauta do plenário e deverá ser votada no próximo esforço concentrado, previsto para a primeira semana de setembro. Mesmo com o adiamento da votação, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, acredita que a proposta poderá ser aprovada e sancionada até o final de 2010.
"É difícil, mas estou confiante que a exigência do diploma para profissão, algo que nos foi furtado pelo Supremo Tribunal Federal, volte a valer ainda este ano", disse Andrade.
Ele também diz que a Fenaj está lutando para mobilizar sindicatos e jornalistas sobre a importância da aprovação da PEC. Andrade informou que o site da entidade vai disponibilizar, a partir desta quinta-feira (05/08), uma tabela com a tendência de voto dos 81 senadores, além de divulgar o e-mail de cada um. O objetivo é fazer com que estudantes e jornalistas entrem em contato com os parlamentares para cobrar apoio ao projeto.
Fonte: site Comunique-se
A PEC continua na pauta do plenário e deverá ser votada no próximo esforço concentrado, previsto para a primeira semana de setembro. Mesmo com o adiamento da votação, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, acredita que a proposta poderá ser aprovada e sancionada até o final de 2010.
"É difícil, mas estou confiante que a exigência do diploma para profissão, algo que nos foi furtado pelo Supremo Tribunal Federal, volte a valer ainda este ano", disse Andrade.
Ele também diz que a Fenaj está lutando para mobilizar sindicatos e jornalistas sobre a importância da aprovação da PEC. Andrade informou que o site da entidade vai disponibilizar, a partir desta quinta-feira (05/08), uma tabela com a tendência de voto dos 81 senadores, além de divulgar o e-mail de cada um. O objetivo é fazer com que estudantes e jornalistas entrem em contato com os parlamentares para cobrar apoio ao projeto.
Fonte: site Comunique-se
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Isso é Inter...
Isso foi o Inter no Morumbi, território do São Paulo. Será assim no México e em Abu Dhabi. Sem falar na nossa casa, o Beira-Rio...
Este time é INTERNACIONAL
Jogadores vibram com passagem à final da Libertadores e ida ao Mundial de clubes. Esta camiseta honra o Brasil, seja no México ou nos Emirados Árabes, palcos das próximas disputas internacionais do colorado. Aliás, o time honra o nome...
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Sangue vermelho
Lembre-se, torcedor. A soberba sempre vestiu três cores. Não façamos que ela mude de camisa nesse momento. É preciso termos os pés no chão. Nada está ganho. Nosso adversário é de um valor mundialmente reconhecido. Se faz necessária toda consideração à sua qualidade e tradição. Respeitando sempre. Temendo, nunca. Somos Farrapos de um novo tempo.
Eu jamais vivi noites como aquelas de 2006. Parecia que o Gigante havia guardado sua mística por anos e resolvera libertá-las, de uma só vez. Pela Padre Cacique, nos dias de guerra, era possível sentir a estrutura viva urrando, como um titã alvi-rubro. E nada podia contra ele. Erguida por asas vermelhas, a mágica que emanava das margens do Guaíba ganhou os céus e pintou a América. Depois, brincando de Deus, mudou a cor do mundo. E nós dormimos chorando o domingo mais feliz da história. Mas chegou a hora de acordar. Abre teus olhos, guerreiro!
Eu jamais vivi noites como aquelas de 2006. Parecia que o Gigante havia guardado sua mística por anos e resolvera libertá-las, de uma só vez. Pela Padre Cacique, nos dias de guerra, era possível sentir a estrutura viva urrando, como um titã alvi-rubro. E nada podia contra ele. Erguida por asas vermelhas, a mágica que emanava das margens do Guaíba ganhou os céus e pintou a América. Depois, brincando de Deus, mudou a cor do mundo. E nós dormimos chorando o domingo mais feliz da história. Mas chegou a hora de acordar. Abre teus olhos, guerreiro!
Hoje é dia de guerra outra vez. E eu vou pelear contigo. Porque eu sou um seguidor. E nada me separa. Nessa madrugada, meu povo fingiu ser Zeus e, munido de trovões, fez o sono deles virar um estrondoso pesadelo. Como as bombas de Waldomiro, os fogos explodiram nas nuvens e deram o recado: “Essa é a terra do Internacional, dono da América e do Mundo. Bem vindo ao inferno”. No crepúsculo do dia, o céu e o chão serão rubros como um demônio. A sinfonia ensurdecedora, a gritaria intermitente, o brado enlouquecedor e sem fim provará que, nas horas ruins, eu estou contigo. E os charruas dobrarão a espinha. Uma, duas, três vezes! Ou quantas forem necessárias.
Tal qual Jorge, eu vestirei minhas armas. Meu manto escarlate é mil vezes bendito. Purificado com o suor de Tesourinhas, Larrys e Figueroas. Imaculado pelo sangue de Índios, Bodinhos e Caçapavas. Eu trarei no peito o escudo que identifica o meu destino, traçado antes do berço. Por onde eu andar, nesse ou em qualquer mundo, ele estará comigo. É meu maior dever. Minha maior honraria. Eu não quero orações. Não preciso delas. Vou rezar meu grito, não importa a religião. Vou gritar minha reza, não importa o meu pulmão.
Embaixo do placar, sob a benção das barras. Na curva sul, tocado pelas bandeiras de quase quatro décadas. Não interessa o que passou. Não interessa o que disseram. A essência é sempre Inter. E nada mais.
Eu não quero milagres. Não preciso deles. Quem ergue um Gigante sobre as águas pode tudo. Eu não quero santos. Não preciso deles. Minha divindade é vermelha e feita de concreto. É só nela que eu creio. À sua frente, eu me ajoelho e reverencio sua grandeza infinita. Eu não quero promessas. Não preciso delas. Meu juramento de colorado é eterno e irrevogável. Enquanto o pendão encarnado e branco dançar no sopro do Minuano, eu sei que o Impossível duvidará de si mesmo.
Faz tua parte, guerreiro. Abre teus olhos. Porque hoje é dia de guerra outra vez.
E eu vou pelear contigo.
Vamos, vamos, Inter!!!!
Meu Internacional, eu acredito na garra e na determinação do jogadores que vestem tua camiseta.
Hoje, é dia de superação e garra contra o São Paulo no Morumbi.
Eu quero conquistar mais uma Libertadores e rumar em busca do título mundial.
Vamos, vamos, Inter!!!!!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Passado e presente
A compreensão do passado do homem é uma importante ajuda para entendermos as pessoas de hoje.
O presente não nos basta.
Muita coisa seria diferente se percebêssemos isso.
O presente não nos basta.
Muita coisa seria diferente se percebêssemos isso.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Sol e Inter: boa combinação
O Sol volta a iluminar Porto Alegre, depois de um sábado chuvoso e chato.
É prenúncio de Beira-Rio lotado no Gre-Nal das 16 horas.
Acredito em vitória colorada, mesmo com o misto que entrará em campo.
Vamos, Inter!
sábado, 31 de julho de 2010
Chuva sem cheiro de terra molhada.
Chove em Porto Alegre neste sábado.
Abro a janela, vejo os pingos e, para meu desgosto, não sinto cheiro de terra molhada.
Quem mandou morar rodeado de asfalto.
Abro a janela, vejo os pingos e, para meu desgosto, não sinto cheiro de terra molhada.
Quem mandou morar rodeado de asfalto.
Mulheres filósofas?
Estou lendo "O que os filósofos pensam sobre as mulheres", coletânea organizada por Maria Luísa Ribeiro Ferreira. Muito interessante para ambos os sexos. É polêmico porque inclui, entre outros pensamentos, a seguinte pergunta: "Por que não há mulheres filósofas". Meu questionamento: será que eles - homens filósofos - deixariam?
Vale a pena ler a obra...
Vale a pena ler a obra...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Celso Schröder é o primeiro gaúcho a presidir a FENAJ
O gaúcho Celso Schröder foi eleito presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Em votação realizada em todo o Brasil, junto a 29 sindicatos, a Chapa 1 – Virar o Jogo – Em Defesa do Jornalismo e do Jornalista recebeu 2.944 votos, obtendo um percentual de 68,25% dos votos válidos (4.313). A Chapa 2 – Luta Fenaj recebeu 1.369 votos, com 31,75%. Os números do pleito, realizado de 27 a 29 de julho, são extra-oficiais e serão divulgados assim que a Comissão Eleitoral receber as atas de todos os Estados.
Schröder é o primeiro jornalista nascido no Rio Grande do Sul a presidir a FENAJ. Entre 1966 e 1969, o paiuiense Lucídio Castello Branco, que construiu carreira profissional e sindical no Rio Grande do Sul, comandou a entidade. Schröder teve um apoio sólido dos gaúchos, tendo recebido 296 votos, com um percentual expressivo de 90,24% sobre os votos válidos. “Nossa votação confirma que a opção da Federação em defesa dos jornalistas e do Jornalismo é a mais acertada”, destaca o presidente eleito, lembrando que sua escolha é uma distinção a todos os profissionais gaúchos. “Isso evidencia a qualidade da militância dos jornalistas do Rio Grande do Sul. O Estado sempre produziu grandes quadros”, ressalta.
Os projetos de Schröder já estão delineados e não fogem do que já vinha sendo adotado, como a luta pela aprovação das PECs dos Jornalistas no Congresso Nacional, permitindo a retomada da exigência do diploma para o exercício da profissão. “Mas não basta apenas a aprovação. Queremos que a opinião pública assimile a idéia de que a formação é imprescindível para um bom Jornalismo”, diz.
O novo presidente, que assumirá durante o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, de 18 a 22 de agosto, em Porto Alegre, aponta que outra meta será o encaminhamento de um projeto para criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ). A criação de um piso nacional de seis salários mínimos também é prioridade.
Além de Schröder, outros gaúchos integram a composição da chapa vencedora. O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Nunes, foi eleito vice-presidente Regional Sul. José Carlos Torves é o segundo suplente da Executiva e Luiz Armando Vaz integra a Comissão de Mobilização dos Jornalistas de Produção e Imagem.
Foto: Arfio Mazzei
Obs: texto originalmemte publicado no site do Sindicato - http://www.jornalistas-rs.org.br/
Chapa Orgulho de ser Jornalista recebe mais de 90% dos votos na eleição do Sindicato dos Jornalistas/RS
O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Nunes, foi reeleito na eleição encerrada na noite de ontem (29 de julho) com 306 votos, representando 92,44% dos eleitores votantes (331). Vitoriosa, a Chapa Orgulho de ser Jornalista elegeu ainda 29 diretores e os membros da Comissão de Ética do Sindicato. O primeiro colocado foi Antônio Hohlfeldt, com 227 votos, seguido de Erci Torma (214), Cristiane Finger (167), Carlos Bastos (138) e Flávio Porcello (132). São suplentes José Antônio Vieira da Cunha, Sandra de Deus, Marcos Santuário, Edelberto Behs e Celestino Meneghini.
Para Nunes, a votação evidenciou o papel desempenhado pela direção do Sindicato na gestão iniciada em 2007, junto à categoria, aos professores de Jornalismo e aos estudantes. “Estivemos na linha de frente em defesa do diploma e isso valorizou a entidade como instituição. É compromisso de todos os eleitos dar continuidade a esta luta”, destaca.
O dirigente ressalta que, no novo triênio, serão priorizados projetos que fortaleçam o sindicato junto aos jornalistas e à sociedade. “No âmbito da categoria, vamos promover uma campanha de sindicalização e trazer de volta quem já foi associado. Durante a eleição, percebemos esta disposição de muitos colegas”, explica Nunes.
“Estamos bastante satisfeitos, pois cumprimos com 70% das metas propostas em 2007. Nosso desafio é ampliar este percentual na próxima gestão”, diz o dirigente, sabendo que o índice de aprovação mostrado na eleição transforma-se em compromisso. A posse da nova diretoria será realizada durante o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, que se realiza em Porto Alegre, de 18 a 22 de agosto. “É uma satisfação ser reconduzido à presidência durante um evento que bancamos no início da gestão e vamos realizar com sucesso”, afirma.
Nunes também destaca a eleição de Celso Schröder na presidência da FENAJ como uma demonstração da força da militância dos gaúchos. Também eleito vice-presidente da Regional Sul da Federação, diz que pretende resgatar o espírito de unidade entre os sindicatos dos três Estados do Sul, além do de Londrina.
Confira os diretores eleitos:
Executiva
Presidente - José Nunes
Primeiro vice-presidente - Milton Simas
Segundo vice-presidente - José Carlos Torves
Primeiro secretário - Salvador Tadeo
Segundo secretário - Jorge Correa
Primeiro tesoureiro - Antônio Barcellos
Segundo tesoureiro - Marco Antônio Chagas
Suplentes da Executiva
- Cláudio Fachel - Vera Daisy Barcellos
Diretoria geral
- Celso Sgorla
- Ludwig Larré
- César Augusto
- Renato Bohusch
- Mauro Saraiva Jr
- Léo Nuñes
- João Silvestre
- Robinson Estrasulas
- Cláudio Garcia
- Luiz Armando Vaz
- Márcia Carvalho
- Márcia Martins
- Pedro Luiz Osório
- Elisa Pereira
- Alan Bastos
Conselho Fiscal
- Celso Schröder
- Neusa Nunes
- Arfio Mazzei
- Jeanice Ramos
- Cleber Moreira
- Thaís D´Ávila
Obs: texto originalmente publicado no site do Sindicato - http://www.jornalistas-rs.org.br/
Para Nunes, a votação evidenciou o papel desempenhado pela direção do Sindicato na gestão iniciada em 2007, junto à categoria, aos professores de Jornalismo e aos estudantes. “Estivemos na linha de frente em defesa do diploma e isso valorizou a entidade como instituição. É compromisso de todos os eleitos dar continuidade a esta luta”, destaca.
O dirigente ressalta que, no novo triênio, serão priorizados projetos que fortaleçam o sindicato junto aos jornalistas e à sociedade. “No âmbito da categoria, vamos promover uma campanha de sindicalização e trazer de volta quem já foi associado. Durante a eleição, percebemos esta disposição de muitos colegas”, explica Nunes.
“Estamos bastante satisfeitos, pois cumprimos com 70% das metas propostas em 2007. Nosso desafio é ampliar este percentual na próxima gestão”, diz o dirigente, sabendo que o índice de aprovação mostrado na eleição transforma-se em compromisso. A posse da nova diretoria será realizada durante o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, que se realiza em Porto Alegre, de 18 a 22 de agosto. “É uma satisfação ser reconduzido à presidência durante um evento que bancamos no início da gestão e vamos realizar com sucesso”, afirma.
Nunes também destaca a eleição de Celso Schröder na presidência da FENAJ como uma demonstração da força da militância dos gaúchos. Também eleito vice-presidente da Regional Sul da Federação, diz que pretende resgatar o espírito de unidade entre os sindicatos dos três Estados do Sul, além do de Londrina.
Confira os diretores eleitos:
Executiva
Presidente - José Nunes
Primeiro vice-presidente - Milton Simas
Segundo vice-presidente - José Carlos Torves
Primeiro secretário - Salvador Tadeo
Segundo secretário - Jorge Correa
Primeiro tesoureiro - Antônio Barcellos
Segundo tesoureiro - Marco Antônio Chagas
Suplentes da Executiva
- Cláudio Fachel - Vera Daisy Barcellos
Diretoria geral
- Celso Sgorla
- Ludwig Larré
- César Augusto
- Renato Bohusch
- Mauro Saraiva Jr
- Léo Nuñes
- João Silvestre
- Robinson Estrasulas
- Cláudio Garcia
- Luiz Armando Vaz
- Márcia Carvalho
- Márcia Martins
- Pedro Luiz Osório
- Elisa Pereira
- Alan Bastos
Conselho Fiscal
- Celso Schröder
- Neusa Nunes
- Arfio Mazzei
- Jeanice Ramos
- Cleber Moreira
- Thaís D´Ávila
Obs: texto originalmente publicado no site do Sindicato - http://www.jornalistas-rs.org.br/
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Vamos votar, companheiros jornalistas!
Vamos às urnas, companheiros.
Hoje é o último dia para votação nas eleições da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas/RS.
O voto de todos é importante!
Hoje é o último dia para votação nas eleições da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas/RS.
O voto de todos é importante!
Inter faz um gol e tem vantagem na Libertadores
O Internacional dominou o São Paulo e mal foi ameaçado pelo time tricolor no confronto desta quarta-feira, no Estádio do Beira-Rio, pelo jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores. Porém, o massacre colorado só representou em vantagem mínima - foi 1 a 0 . Com isso, o colorado levou para a partida de volta, no Morumbi um boa vantagem, graças a um gol de Giuliano na segunda etapa (foto).
Com o resultado, o Inter joga pelo empate na capital paulista e pode até perder por um gol, desde que balance as redes do São Paulo no Morumbi. A partida de volta acontece no dia 5 de agosto, quinta-feira da próxima semana. Quem passar enfrenta Chivas Guadalajara ou Universidad de Chile na decisão da competição continental.
Vamos, Inter.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Ser jornalista é...
Eles são meus amigos, são jornalistas e defendem as causas da categoria. Têm o meu voto pelas razões expostas abaixo:
terça-feira, 27 de julho de 2010
A lua cheia....
Sozinho, olho a lua cheia. Sozinha, olhas a lua cheia. Será que ela não merece a nossa companhia?
Em busca de votos e de reencontros...
Hoje, estou feliz por reencontar amigos (as) queridos (as) nas redações durante as eleições da Fenaj e do Sindicato dos Jornalistas. A democracia também promove isso.
O dia foi longo e cansativo, em busca de votos, mas o abraço e o carinho de colegas que não eu via faz tempo me deixou mais leve. E com a certeza de que, unidos, somos mais fortes.
Ouvi críticas à atuação do movimento sindical. Algumas justas, outras improcedentes. Mas respeitei-as todas. Em nome de uma categoria que precisa, mais do que nunca, se fortalecer.
Amanhã e na quinta-feira-feira tem mais eleição. Com satisfação, estarei na luta. Em busca da vitória de nosso grupo político no Sindicato e na Fenaj...
O dia foi longo e cansativo, em busca de votos, mas o abraço e o carinho de colegas que não eu via faz tempo me deixou mais leve. E com a certeza de que, unidos, somos mais fortes.
Ouvi críticas à atuação do movimento sindical. Algumas justas, outras improcedentes. Mas respeitei-as todas. Em nome de uma categoria que precisa, mais do que nunca, se fortalecer.
Amanhã e na quinta-feira-feira tem mais eleição. Com satisfação, estarei na luta. Em busca da vitória de nosso grupo político no Sindicato e na Fenaj...
Hoje é dia de democracia entre os jornalistas. Vote nas eleições!
De hoje a quinta-feira, os jornalistas brasileiros darão um exemplo de democracia direta. As urnas circularão em redações, assessorias e nas sedes das entidades de todo o Brasil para a escolha dos novos dirigentes da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Alguns sindicatos, como o gaúcho, realizam eleição paralela.
No pleito da FENAJ, concorrem dois grupos.
A Chapa 1 – Virar o jogo: em defesa do Jornalismo e do Jornalista, é liderada pelo gaúcho Celso Schröder, atual vice-presidente da entidade. É a chapa que tem o meu apoio.
A Chapa 2 – Luta Fenaj tem como candidato à presidência o paulista Pedro Pomar.
A eleição no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul tem chapa única e é liderada pelo atual presidente, José Nunes. Integro a nominata como segundo secretário. As urnas estarão na sede da entidade e circularão em Porto Alegre e nas delegacias do Sindicato em Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul, Passo Fundo e Vale do Sinos.
Não deixe de votar, mostrando a força dos profissionais em todo o Brasil no momento em que a Câmara dos Deputados aprovou em comissão especial a PEC dos Jornalistas, que torna o diploma universitário uma exigência para o exercício da profissão. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou esta obrigatoriedade, depois de 40 anos de regulamentação do Jornalismo no Brasil.
No pleito da FENAJ, concorrem dois grupos.
A Chapa 1 – Virar o jogo: em defesa do Jornalismo e do Jornalista, é liderada pelo gaúcho Celso Schröder, atual vice-presidente da entidade. É a chapa que tem o meu apoio.
A Chapa 2 – Luta Fenaj tem como candidato à presidência o paulista Pedro Pomar.
A eleição no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul tem chapa única e é liderada pelo atual presidente, José Nunes. Integro a nominata como segundo secretário. As urnas estarão na sede da entidade e circularão em Porto Alegre e nas delegacias do Sindicato em Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul, Passo Fundo e Vale do Sinos.
Não deixe de votar, mostrando a força dos profissionais em todo o Brasil no momento em que a Câmara dos Deputados aprovou em comissão especial a PEC dos Jornalistas, que torna o diploma universitário uma exigência para o exercício da profissão. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou esta obrigatoriedade, depois de 40 anos de regulamentação do Jornalismo no Brasil.
domingo, 25 de julho de 2010
Inter continua 100% depois da Copa
O Internacional chegou hoje à quarta vitória consecutiva pós-Copa do Mundo. Venceu o Flamengo com um time misto (praticamente reserva). O Taison (foto) continua em alta, tendo marcado um belo gol de fora da área e levado perigo constante à zaga flamenguista. Agora, o colorado pega o São Paulo, pela Libertadores. Que as vitórias do time de Celso Roth continuem, especialmente porque o adversário está em baixa. Vamos, Inter!!!!
Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm/Divulgação
Vergonha na Fórmula 1
Foto: AFP
sábado, 24 de julho de 2010
Dilma amplia vantagem
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem sobre o rival do PSDB, José Serra, na pesquisa Vox Populi, divulgada ontem pela rede Bandeirantes. Agora, tem 41%, contra 33% do segundo colocado e 8% da terceira, a candidata Marina Silva, do PV. Surge a tendência de que a eleição possa ser decidida no primeiro turno, se for mantida a atual tendência.
Este é o primeiro cenário depois que a campanha iniciou oficialmente. Cresce também a possibilidade de ampliação dos ataques de Serra e de seus companheiros à candidata apoiada pelo presidente Lula. Ninguém duvide disso... A ligação do PT às Farcs e ao narcotráfico foi o ponta-pé inicial da baixaria que está sendo orquestrada. Mas também pode representar um tiro no pé dos tucanos e de seus aliados.
Jornalistas acreditam no fim da comunicação convencional
Pesquisa feita com mais de 750 jornalistas de 21 países revelou que cerca de 50% deles acreditam no fim do veículo em que atua em algum ponto do futuro, seja publicação impressa, canal de rádio ou TV. Em outras palavras, acreditam que os veículos offline serão extintos. O levantamento do instituto Oriella PR Network revelou também que 25% dos entrevistados acredita que a mídia - seja ela digital ou não - irá diminuir drasticamente.
Em relação às novas mídias, a opinião dos participantes do estudo se divide. No geral, creem que elas devem oferecer novas oportunidades, o que não significa necessariamente que o Jornalismo será beneficiado. Segundo informa o site Blue Bus citando o Social Times, a pesquisa mostra que os jornalistas apostam nos novos meios digitais. Apenas 15% dos entrevistados não estão presentes em redes sociais; melhora substancial se comparado ao ano passado, quando 25% deles não faziam.
Fonte: portal IMPRENSA
Criei gosto pela História
No semestre passado, resolvei estudar História na PUCRS. Era um curso sonhado pela sua proximidade com a minha profissão, o Jornalismo. Sabia das dificuldades, pois tinha saído do meio acadêmico em 1983, quando me colei grau na Unisinos. Vinte e sete anos é uma distância grande. Mas consegui aproximar o tempo...
A experiência foi gratificante, pois exercitei duas coisas que amo: a leitura e a escrita. E mergulhei no passado, frequentando disciplinas como Pré-História e a Antiguidade Clássica. Também potencializei meu gosto pela argumentação teórica, como nas aulas de Filosofia e Ética. Ontem, me matriculei para o segundo semestre, que começa em 2 de agosto, com uma vontade de guri. Ou seja, louco para começar.
Novamente, o passado estará ao meu alcance, por meio de matérias como História da Antiguidade Oriental, História Medieval e Prática da Pesquisa Histórica. Ao mesmo tempo, tendo que cursar matérias eletivas e fora do currículo do curso, vou exercitar meu espanhol. Será mais uma semestre de muito conhecimento e vivência com professores e alunos de diversas faixas etárias. Este é o outro ponto positivo de muita volta à academia. Que cheguem logo as aulas!
A experiência foi gratificante, pois exercitei duas coisas que amo: a leitura e a escrita. E mergulhei no passado, frequentando disciplinas como Pré-História e a Antiguidade Clássica. Também potencializei meu gosto pela argumentação teórica, como nas aulas de Filosofia e Ética. Ontem, me matriculei para o segundo semestre, que começa em 2 de agosto, com uma vontade de guri. Ou seja, louco para começar.
Novamente, o passado estará ao meu alcance, por meio de matérias como História da Antiguidade Oriental, História Medieval e Prática da Pesquisa Histórica. Ao mesmo tempo, tendo que cursar matérias eletivas e fora do currículo do curso, vou exercitar meu espanhol. Será mais uma semestre de muito conhecimento e vivência com professores e alunos de diversas faixas etárias. Este é o outro ponto positivo de muita volta à academia. Que cheguem logo as aulas!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Vamos votar nas eleições da FENAJ e dos sindicatos
De 27 a 29 de julho os jornalistas brasileiros estão convocados a fortalecer o movimento sindical nacional da categoria. Única Federação a realizar eleição direta, a FENAJ terá processo eleitoral para renovação de sua direção e da Comissão Nacional de Ética nos dias 27, 28 e 29 de julho. O processo conta com a participação de duas chapas.
O envolvimento da categoria no fortalecimento de suas entidades é fundamental neste momento em que tramitam no Congresso Nacional duas Propostas de Emenda Constitucional prevendo o retorno da exigência do diploma de curso superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão. Considerado um dos pilares da regulamentação profissional dos jornalistas, após vigir por 40 anos no Brasil este requisito foi derrubado pelo STF que, no ano passado, acatou recurso impetrado por entidades patronais.
Urnas fixas e volantes estarão presentes nas capitais e principais cidades dos 26 estados e do Distrito Federal para coletar votos da categoria. Poderão votar os jornalistas em dia com seus sindicatos até o mês de junho, como também jornalistas aposentados.
Em reunião realizada no dia 14 de julho, a Comissão Eleitoral Nacional definiu que o quorum mínimo para validação da eleição em primeira convocação é de 30% dos jornalistas sindicalizados e em dia com suas obrigações sindicais. Disputam o pleito para a FENAJ a chapa 1, “Virar o jogo: em defesa do Jornalismo e do Jornalista”, liderada por Celso Schröder, e a chapa 2, “Luta Fenaj”, liderada por Pedro Pomar. Cinco candidaturas estão inscritas para as cinco vagas da Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas.
Os Sindicatos dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Ceará, Londrina e Goiás realizarão eleição para renovação de suas direções simultaneamente à eleição para a FENAJ.
O envolvimento da categoria no fortalecimento de suas entidades é fundamental neste momento em que tramitam no Congresso Nacional duas Propostas de Emenda Constitucional prevendo o retorno da exigência do diploma de curso superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão. Considerado um dos pilares da regulamentação profissional dos jornalistas, após vigir por 40 anos no Brasil este requisito foi derrubado pelo STF que, no ano passado, acatou recurso impetrado por entidades patronais.
Urnas fixas e volantes estarão presentes nas capitais e principais cidades dos 26 estados e do Distrito Federal para coletar votos da categoria. Poderão votar os jornalistas em dia com seus sindicatos até o mês de junho, como também jornalistas aposentados.
Em reunião realizada no dia 14 de julho, a Comissão Eleitoral Nacional definiu que o quorum mínimo para validação da eleição em primeira convocação é de 30% dos jornalistas sindicalizados e em dia com suas obrigações sindicais. Disputam o pleito para a FENAJ a chapa 1, “Virar o jogo: em defesa do Jornalismo e do Jornalista”, liderada por Celso Schröder, e a chapa 2, “Luta Fenaj”, liderada por Pedro Pomar. Cinco candidaturas estão inscritas para as cinco vagas da Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas.
Os Sindicatos dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Ceará, Londrina e Goiás realizarão eleição para renovação de suas direções simultaneamente à eleição para a FENAJ.
Jornal do Brasil: sugestões para sobreviver e críticas ao monopólio
Na manifestação desta quarta-feira (21) em protesto contra o fechamento do JB, políticos, sindicalistas e jornalistas falaram sobre alternativas para que o jornal impresso continue a circular. Além do deputado federal Fernando Gabeira e de Suzana Blass, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio, outras lideranças expressaram suas opiniões, como Chico Alencar, Alessandro Molon, Aspásia Camargo, Beth Costa, Mario Augusto Jakobskind e Darby Igayara.
Crítico e criativo
Professor de História, o deputado federal Chico Alencar (Psol) contou que o livro de sua autoria, Brasil Vivo, fala de primeiras páginas históricas do Jornal do Brasil, como ao noticiar a edição do AI-5 no Brasil em 1968 e no dia seguinte ao golpe no Chile em 1973, quando estampou um texto corrido e único sobre o assunto, sem foto.
Com o livro nas mãos, falou sobre a reação do jornal. “No período mais obscurantista da ditadura, o jornal driblava a censura com textos sobre a previsão do tempo: ‘a temperatura está sufocante ou o ar está irrespirável’. O JB era sempre muito crítico e criativo”, disse.
As queixas dos manifestantes se referem ao fato de os jornais da chamada grande imprensa serem muito semelhantes em suas linhas editoriais e excessivamente opinativos nas páginas do noticiário. “O pensamento único vigora nas bancas, os jornalões estão iguais”, segundo Alencar.
Alternativa ao monopólio
Para atestar que o JB ainda é uma alternativa à pluralidade de opiniões, o deputado do Psol lembrou que o jornal realizou um debate entre os candidatos a prefeito no período que antecedeu as últimas eleições para prefeito no Rio.
“Até o Eduardo Paes (eleito e atual prefeito), que já avançava nas pesquisas, compareceu, e a edição do dia seguinte foi muito boa. Foi outra edição histórica. É lamentável o monopólio no Rio de Janeiro. Quanto menos jornais no País, mais obscurantista ele fica”, explicou.
O deputado estadual Alessandro Molon (PT) concorda que o fim do JB representa um golpe contra a pluralidade de opiniões e está preocupado com o risco das demissões e os empregados não serem indenizados corretamente.
Ajuda a um patrimônio
A intervenção do governo seria uma solução para evitar o fechamento da versão impressa do Jornal do Brasil, segundo a vereadora Aspásia Camargo (PV). A nova lei de falência, na sua opinião, abre muitas alternativas para preservar o jornal. Citou o exemplo do auxílio financeiro que o governo dá a bancos, financeiras e grandes indústrias em situação de insolvência.
“Até frigorífico quebra e o governo ajuda. Mas a gente nunca sabe por que eles foram ajudados. Agora, se houver intervenção no caso do JB aí saberemos que ela está sendo feita em nome da cultura e da preservação de capítulos importantes de nossa história. O JB está vivo e pela sua importância precisa até ser tombado. Esta é uma luta política e não devemos deixar que seja jogado fora”, completou a vereadora.
Exemplo do Le Monde
Segundo pesquisas do Dieese, os empresários mais retrógrados e menos transparentes com relação aos seus negócios são os donos dos veículos de comunicação, garantiu a jornalista Beth, diretora da Fenaj.
“A exemplo dos demais empresários, o Tanure (Nelson Tanure, dono do JB) se recusa a abrir suas contas, a chegar a um acordo com os trabalhadores. Claro que existem saídas. O Le Monde na França é um exemplo de que os jornalistas podem administrar um veículo com linha editorial independente. Mas falta transparência e eles preferem acabar com tudo, como se fosse impossível negociar”, disse Beth Costa, lembrando o fechamento recente da Gazeta Mercantil, também ligado ao grupo liderado por Tanure.
Claudia Duarte, em nome da chapa 2, Luta Fenaj!, também defendeu a possibilidade de criação de uma cooperativa formada pelos empregados do JB. “Não podemos deixar morrer esta idéia”, alertou.
Jornalismo de mercado
Nos últimos 10 anos, vários jornais faliram por inoperância administrativa, entre os quais o Monitor Campista, com 175 anos de fundação e circulação no Norte Fluminense, lembrou o jornalista Mario Augusto Jakobskind, diretor do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro.
“Os empresários decidem que é hora de acabar e não tem jeito. Essa postura é produto do jornalismo de mercado em que prevalece a ótica do pensamento único”, queixou-se.
O “clima de unidade política” da manifestação, que reuniu pessoas de variadas correntes ideológicas do pensamento, foi ressaltado por Chico Alencar e pelo presidente da CUT do Rio de Janeiro, Darby Igayara, que também criticou o risco de monopólio e de demissões e referiu-se ao caso da falência da Manchete e de Bloch Editores em 2001.
“Mais de 3 mil ex-empregados só foram indenizados 10 anos depois e muitos ainda nem receberam”, criticou Igayara.
“A parte mais trágica dessa história é o risco de haver demissões, dezenas de trabalhadores ficarem sem emprego”, observou a jornalista Paula Máiran, representante do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj.
“O que não se pode é defender o negócio do Tanure”, sugeriu.
Fonte: site do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Foto: Alberto Jacob Filho
Crítico e criativo
Professor de História, o deputado federal Chico Alencar (Psol) contou que o livro de sua autoria, Brasil Vivo, fala de primeiras páginas históricas do Jornal do Brasil, como ao noticiar a edição do AI-5 no Brasil em 1968 e no dia seguinte ao golpe no Chile em 1973, quando estampou um texto corrido e único sobre o assunto, sem foto.
Com o livro nas mãos, falou sobre a reação do jornal. “No período mais obscurantista da ditadura, o jornal driblava a censura com textos sobre a previsão do tempo: ‘a temperatura está sufocante ou o ar está irrespirável’. O JB era sempre muito crítico e criativo”, disse.
As queixas dos manifestantes se referem ao fato de os jornais da chamada grande imprensa serem muito semelhantes em suas linhas editoriais e excessivamente opinativos nas páginas do noticiário. “O pensamento único vigora nas bancas, os jornalões estão iguais”, segundo Alencar.
Alternativa ao monopólio
Para atestar que o JB ainda é uma alternativa à pluralidade de opiniões, o deputado do Psol lembrou que o jornal realizou um debate entre os candidatos a prefeito no período que antecedeu as últimas eleições para prefeito no Rio.
“Até o Eduardo Paes (eleito e atual prefeito), que já avançava nas pesquisas, compareceu, e a edição do dia seguinte foi muito boa. Foi outra edição histórica. É lamentável o monopólio no Rio de Janeiro. Quanto menos jornais no País, mais obscurantista ele fica”, explicou.
O deputado estadual Alessandro Molon (PT) concorda que o fim do JB representa um golpe contra a pluralidade de opiniões e está preocupado com o risco das demissões e os empregados não serem indenizados corretamente.
Ajuda a um patrimônio
A intervenção do governo seria uma solução para evitar o fechamento da versão impressa do Jornal do Brasil, segundo a vereadora Aspásia Camargo (PV). A nova lei de falência, na sua opinião, abre muitas alternativas para preservar o jornal. Citou o exemplo do auxílio financeiro que o governo dá a bancos, financeiras e grandes indústrias em situação de insolvência.
“Até frigorífico quebra e o governo ajuda. Mas a gente nunca sabe por que eles foram ajudados. Agora, se houver intervenção no caso do JB aí saberemos que ela está sendo feita em nome da cultura e da preservação de capítulos importantes de nossa história. O JB está vivo e pela sua importância precisa até ser tombado. Esta é uma luta política e não devemos deixar que seja jogado fora”, completou a vereadora.
Exemplo do Le Monde
Segundo pesquisas do Dieese, os empresários mais retrógrados e menos transparentes com relação aos seus negócios são os donos dos veículos de comunicação, garantiu a jornalista Beth, diretora da Fenaj.
“A exemplo dos demais empresários, o Tanure (Nelson Tanure, dono do JB) se recusa a abrir suas contas, a chegar a um acordo com os trabalhadores. Claro que existem saídas. O Le Monde na França é um exemplo de que os jornalistas podem administrar um veículo com linha editorial independente. Mas falta transparência e eles preferem acabar com tudo, como se fosse impossível negociar”, disse Beth Costa, lembrando o fechamento recente da Gazeta Mercantil, também ligado ao grupo liderado por Tanure.
Claudia Duarte, em nome da chapa 2, Luta Fenaj!, também defendeu a possibilidade de criação de uma cooperativa formada pelos empregados do JB. “Não podemos deixar morrer esta idéia”, alertou.
Jornalismo de mercado
Nos últimos 10 anos, vários jornais faliram por inoperância administrativa, entre os quais o Monitor Campista, com 175 anos de fundação e circulação no Norte Fluminense, lembrou o jornalista Mario Augusto Jakobskind, diretor do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro.
“Os empresários decidem que é hora de acabar e não tem jeito. Essa postura é produto do jornalismo de mercado em que prevalece a ótica do pensamento único”, queixou-se.
O “clima de unidade política” da manifestação, que reuniu pessoas de variadas correntes ideológicas do pensamento, foi ressaltado por Chico Alencar e pelo presidente da CUT do Rio de Janeiro, Darby Igayara, que também criticou o risco de monopólio e de demissões e referiu-se ao caso da falência da Manchete e de Bloch Editores em 2001.
“Mais de 3 mil ex-empregados só foram indenizados 10 anos depois e muitos ainda nem receberam”, criticou Igayara.
“A parte mais trágica dessa história é o risco de haver demissões, dezenas de trabalhadores ficarem sem emprego”, observou a jornalista Paula Máiran, representante do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj.
“O que não se pode é defender o negócio do Tanure”, sugeriu.
Fonte: site do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Foto: Alberto Jacob Filho
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Jornalistas vão às urnas. Mostremos a nossa força!
Nos dias 27, 28 e 29 de julho - na próxima semana - os jornalistas brasileiros vão escolher os novos dirigentes da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Duas chapas disputam a eleição em todo o Brasil. A chapa 1, de situação, é liderada pelo companheiro gaúcho Celso Schröder, e tem o meu apoio como dirigente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul. Em nome da democracia, entretanto, é importante divulgar que a chapa de oposição é liderada pelo jornalista Pedro Pomar, de São Paulo.
Também o Sindicato gaúcho fará sua eleição nos mesmos dias, com chapa única, liderada por José Nunes, atual presidente. Integro a chapa como segundo secretário.
É importante a participação dos colegas no pleito, especialmente no período em que lutamos pela retomada do diploma para o exercício da profissão, via Legislativo. Vamos mostrar a nossa força.
Também o Sindicato gaúcho fará sua eleição nos mesmos dias, com chapa única, liderada por José Nunes, atual presidente. Integro a chapa como segundo secretário.
É importante a participação dos colegas no pleito, especialmente no período em que lutamos pela retomada do diploma para o exercício da profissão, via Legislativo. Vamos mostrar a nossa força.
Jornal do Brasil: adeus ao papel
Não se trata da morte de um jornal, mas sim, do prenúncio de um novo tempo para a imprensa brasileira e para a sociedade. É impossível esconder a tristeza ou encontrar meios de disfarçá-la. Porém, depois de algumas cacetadas da vida, já aprendi que devemos achar sempre os aspectos positivos dos acontecimentos – embora, convenhamos, pareça piada achar algo de positivo numa crise financeira com mais de 100 milhões acumulados em passivos e que leva ao fim a versão impressa daquele que é, sem dúvida, um patrimônio da sociedade, este JB, como é carinhosamente conhecido o nosso Jornal do Brasil.
Depois de 119 anos (começou a circular em 1891) registrando em tinta e papel a nossa história, através das penas dos mais importantes nomes da imprensa brasileira, teremos que, de uma hora para outra, nos acostumar a ir às bancas de jornal e não mais ver ali, entre os principais diários, as páginas sempre pioneiras do JB. Isto significa que os cafés da manhã não serão mais o mesmo, sem o papel do JB sobre nossas mesas, ali entre o leite e o açucareiro. Não mais teremos as colunas do Villas-Bôas durante a travessia da barca entre Rio e Niterói e vice-versa. Não mais as análises políticas de Mauro Santayana, lidas em mesa de escritórios; não mais, também, o refino cultural dos textos do Caderno B, sempre devorado em preguiçoso sofá, numa biblioteca ou cafeteria. JB, a partir do dia 1º de setembro, só mesmo nas telas pixadas do computador, do notebook, do iPod e dos leitores digitais.
É, será uma virada abrupta de página. Mas engana-se, contudo, quem pensa que o JB virará uma página de história para uma página em branco. Não se trata da morte de um jornal, mas sim, do prenúncio de um novo tempo para a imprensa brasileira e para a sociedade. Está aí o tal aspecto positivo de que falava lá em cima.
Um parâmetro, um modeloO fim da versão impressa do JB, por mais doloroso que nos possa parecer, já era uma mudança pré-anunciada, tanto pela crise do mercado jornalístico em todo o mundo – o francês Le Monde também foi posto à venda recentemente –, quanto pelas mudanças provocadas pela comunicação social pós-internet. Esta – ainda que os jornalões resistam por cinco ou mais décadas, como nos querem fazer crer as associações do setor – vem forçando um ajoelhar desses que outrora eram sócios majoritários da notícia (e da publicidade).
O que acontece com o JB hoje é um exemplo do que virá para muitos outros periódicos e um reflexo da transformação do produto notícia, cada vez mais abundante, cada vez mais veloz, cada vez mais democrático e gratuito – devo dizer, graças à internet. A diferença é que muitos só enxergam isso diante do extremo de uma crise financeira já em estado avançado.
O JB foi pioneiro em muitas coisas. Contadas as suas histórias, faltaria papel para tanta tinta a ser escrita. Fez grandes coberturas, nacionais e internacionais, formou opiniões e comportamentos na sociedade, escreveu e reescreveu a história deste país e, especialmente, a do Rio de Janeiro. Isso fez dele um parâmetro, uma escola, um modelo, pois, afinal, que jornalista em sã consciência um dia não desejou trabalhar no Jornal do Brasil? Eu sempre quis, e continuo querendo, mesmo que este venha a ser só eletrônico.
Uma reticência, sim, mas nunca ponto finalO JB, é bom lembrar, foi o primeiro jornal brasileiro a incluir seu conteúdo no mundo virtual. Essa é outra mostra de seu pioneirismo. Agora, mesmo que visto por grande parte da imprensa como um gigante que joga a toalha, ele mais uma vez tenta transformar adversidade em inovação. Dá adeus ao papel, mas não à sua missão. Será o primeiro grande jornal a manter-se apenas de seu conteúdo em campo virtual. Rende-se a um novo tempo, mas moderno, rende-se à nova realidade que, com algum tempo (dez anos, quem sabe), será vista por outro ângulo e melhor aceita, querendo ou não. Ser um órgão de imprensa apenas na web não é algo ruim, tendo em vista um catálogo de exemplos de sites de notícia que já surgiram desta forma e esbanjam fôlego financeiro – o meio ambiente agradece.
Ao longo se sua história, junto de leitores, colaboradores, jornalistas e demais funcionários, o JB já enfrentou todo tipo de adversidade. E as superou. Esta é apenas mais uma. E desejamos que não seja a última, uma vez que se trata de um patrimônio vivo, imaterial e, portanto, livre daquilo que chamamos de morte. O JB será sempre o JB. E as páginas de sua história podem conter até uma reticência, mas nunca um ponto final.
Fonte: Thiago Mercier, Observatório da Imprensa
Depois de 119 anos (começou a circular em 1891) registrando em tinta e papel a nossa história, através das penas dos mais importantes nomes da imprensa brasileira, teremos que, de uma hora para outra, nos acostumar a ir às bancas de jornal e não mais ver ali, entre os principais diários, as páginas sempre pioneiras do JB. Isto significa que os cafés da manhã não serão mais o mesmo, sem o papel do JB sobre nossas mesas, ali entre o leite e o açucareiro. Não mais teremos as colunas do Villas-Bôas durante a travessia da barca entre Rio e Niterói e vice-versa. Não mais as análises políticas de Mauro Santayana, lidas em mesa de escritórios; não mais, também, o refino cultural dos textos do Caderno B, sempre devorado em preguiçoso sofá, numa biblioteca ou cafeteria. JB, a partir do dia 1º de setembro, só mesmo nas telas pixadas do computador, do notebook, do iPod e dos leitores digitais.
É, será uma virada abrupta de página. Mas engana-se, contudo, quem pensa que o JB virará uma página de história para uma página em branco. Não se trata da morte de um jornal, mas sim, do prenúncio de um novo tempo para a imprensa brasileira e para a sociedade. Está aí o tal aspecto positivo de que falava lá em cima.
Um parâmetro, um modeloO fim da versão impressa do JB, por mais doloroso que nos possa parecer, já era uma mudança pré-anunciada, tanto pela crise do mercado jornalístico em todo o mundo – o francês Le Monde também foi posto à venda recentemente –, quanto pelas mudanças provocadas pela comunicação social pós-internet. Esta – ainda que os jornalões resistam por cinco ou mais décadas, como nos querem fazer crer as associações do setor – vem forçando um ajoelhar desses que outrora eram sócios majoritários da notícia (e da publicidade).
O que acontece com o JB hoje é um exemplo do que virá para muitos outros periódicos e um reflexo da transformação do produto notícia, cada vez mais abundante, cada vez mais veloz, cada vez mais democrático e gratuito – devo dizer, graças à internet. A diferença é que muitos só enxergam isso diante do extremo de uma crise financeira já em estado avançado.
O JB foi pioneiro em muitas coisas. Contadas as suas histórias, faltaria papel para tanta tinta a ser escrita. Fez grandes coberturas, nacionais e internacionais, formou opiniões e comportamentos na sociedade, escreveu e reescreveu a história deste país e, especialmente, a do Rio de Janeiro. Isso fez dele um parâmetro, uma escola, um modelo, pois, afinal, que jornalista em sã consciência um dia não desejou trabalhar no Jornal do Brasil? Eu sempre quis, e continuo querendo, mesmo que este venha a ser só eletrônico.
Uma reticência, sim, mas nunca ponto finalO JB, é bom lembrar, foi o primeiro jornal brasileiro a incluir seu conteúdo no mundo virtual. Essa é outra mostra de seu pioneirismo. Agora, mesmo que visto por grande parte da imprensa como um gigante que joga a toalha, ele mais uma vez tenta transformar adversidade em inovação. Dá adeus ao papel, mas não à sua missão. Será o primeiro grande jornal a manter-se apenas de seu conteúdo em campo virtual. Rende-se a um novo tempo, mas moderno, rende-se à nova realidade que, com algum tempo (dez anos, quem sabe), será vista por outro ângulo e melhor aceita, querendo ou não. Ser um órgão de imprensa apenas na web não é algo ruim, tendo em vista um catálogo de exemplos de sites de notícia que já surgiram desta forma e esbanjam fôlego financeiro – o meio ambiente agradece.
Ao longo se sua história, junto de leitores, colaboradores, jornalistas e demais funcionários, o JB já enfrentou todo tipo de adversidade. E as superou. Esta é apenas mais uma. E desejamos que não seja a última, uma vez que se trata de um patrimônio vivo, imaterial e, portanto, livre daquilo que chamamos de morte. O JB será sempre o JB. E as páginas de sua história podem conter até uma reticência, mas nunca um ponto final.
Fonte: Thiago Mercier, Observatório da Imprensa
terça-feira, 20 de julho de 2010
Canção da América
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.
Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.
Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Sobis, Tinga e Renan na Libertadores
A FIFA antecipou a janela de transferência de jogadores repatriados do exterior. Com isso, Sobis, Tinga e Renan serão inscritos pelo Internacional para jogar a semifinal da Libertadores contra o São Paulo. Acredito ainda mais no colorado. Acima, bela montagem do blog Beco do Sapulha.
A chuva e o amor
Já que chove em Porto Alegre desde sexta-feira, lembrei de uma frase, cujo autor desconheço:
"Ame como a chuva fina, que cai silenciosa, mas faz transbordar rios."
domingo, 18 de julho de 2010
Um pouco de Galeano
Casualidade. Ontem, ganhei de presente o livro "Dias e Noites de Amor e de Guerra", do escritor uruguaio Eduardo Galeano e um dos maiores do mundo. Hoje, a companheira Raquel Aguirre recomendou o blog Bolívariana, de Alex Dancini, que trata da obra de Galeano. É um texto tão bom quando o do escritor em suas obras. Vale a pena acessar o blog:
http://alexdancini.blogspot.com/
Ler Eduardo Galeano é viajar pelo continente americano sem sair do lugar. Seja uma obra com característica mais teórica como é o caso de “As veias abertas da América Latina”, ou uma obra que reúne contos, poemas em prosa e relatos de sua vida, percorrendo a América Latina, escondendo-se das torturas da ditadura como é o caso de “Dias e Noites de Amor e de Guerra”.
http://alexdancini.blogspot.com/
Ler Eduardo Galeano é viajar pelo continente americano sem sair do lugar. Seja uma obra com característica mais teórica como é o caso de “As veias abertas da América Latina”, ou uma obra que reúne contos, poemas em prosa e relatos de sua vida, percorrendo a América Latina, escondendo-se das torturas da ditadura como é o caso de “Dias e Noites de Amor e de Guerra”.
A primeira obra acima citada mostra-nos a história de uma América assaltada, escravizada. Tomada do povo que tão bem cuidou destas terras e que não tinha outro objetivo senão cultivá-la numa relação de divinização. A história de colonização e exploração da América Latina pelos europeus num primeiro momento, e depois pelos Estados Unidos, perde-se no eco das perfurações em busca de prata na Ilha de Potosí, na Bolívia. E está presa também no silêncio dos oito milhões de cadáveres de índios da sociedade potosiana, que morreram para sustentar o desenvolvimento econômico europeu e estadunidense. Apenas para citar um minúsculo exemplo da devastação natural e humana aqui deixada pelos invasores.
A herança deixada pelos nobres colonizadores, como assim os tratam inúmeros nobres professores de história, foi o esgotamento de riquezas naturais como o ouro, a prata e o diamante; o atraso econômico; a subserviência à hegemonia capitalista; e a miséria, na qual vivem milhões de latinos americanos que pouco se diferem dos índios domesticados, quando da colonização, que segundo Galeano, “comiam as sobras da comida do cachorro, com quem dormiam lado a lado”. Pouco mudou. Ainda segundo Galeano, “até hoje, podem ver-se, por todo altiplano, carregadores aimarás e quéchuas, levando fardos até os dentes em troca de um pão duro”.
A pobreza latina americana ao menos encanta os turistas, em sua maioria latinos também, que “adoram fotografar os indígenas no altiplano vestidos com suas roupas típicas”, ou mesmo fechar os olhos à pobreza paraguaia, se o que mais importante é que nesse país podemos nos sentir sujeitos tipicamente pós-modernos com “poder de compra”. Após tirar fotos e comprar mercadorias, jamais podemos deixar de saudar a Virgem de Guadalupe. Afinal, estamos no continente que reúne o maior número de cristãos do mundo, e a pobreza do povo paraguaio alivia-nos a alma.
“Dias e Noites de Amor e de Guerra” é uma viagem pelos países latinos a bordo da imaginação e da memória de Eduardo Galeano, que resolveu reunir num livro, as histórias por ele vividas nos anos de chumbo deste continente. As ditaduras militares, nos países em que tal regime foi instalado, forraram o fundo do mar com cadáveres de homens e mulheres inconformados com a injustiça social e com a nossa dependência econômica e política dos Estados Unidos. Elas faziam brotar das águas dos rios o perfume de uma vida rebelde ceifada da pior maneira possível. Levaram-nos operários, jornalistas e artistas. Sempre nos tomaram o que de melhor existiu por essas bandas. Ainda continuam tomando, roubando, expropriando quem não tem mais o que oferecer a não ser a liberdade, a sua humanidade.
sábado, 17 de julho de 2010
Memória de 1989
A foto mostra uma cena da campanha presidencial de 1989. Uma passeata pelas ruas de Porto Alegre é liderada pelo prefeito de Porto Alegre, Olívio Dutra, pelo candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-prefeito da capital, Tarso Genro. Depois desta cena, Olívio ainda foi governador dos gaúchos, Lula foi eleito duas vezes presidente da República e Tarso foi prefeito de Porto Alegre em duas ocasiões e agora é candidato ao governo gaúcho.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Assassinarem o meu ipê amarelo
Este ipê amarelo era meu vizinho. Ficava em frente da janela de meu apartamento e suas flores amarelas brotavam ainda no inverno. Veja a foto abaixo e acompanhe a minha tristeza...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Jornal do Brasil: vamos dizer não ao fechamento
Na quarta-feira, dia 21, ao meio-dia, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio vai fazer uma manifestação em frente à atual sede do Jornal do Brasil - Avenida Paulo de Frontin 568 -, no Rio Comprido, para tentar evitar o fechamento daquele que já foi um dos mais importantes jornais da imprensa brasileira. A FENAJ vai participar da manifestação.
Sabemos que o Jornal do Brasil de hoje nada tem a ver com aquele jornal que durante mais de um século escreveu boa parte da história do nosso país. Um jornal que ousou, que foi cantado pelos tropicalistas e acima de tudo não seguiu à risca a cartilha da ditadura militar, como outros jornais fizeram.
Mesmo assim, a notícia de que o Jornal do Brasil vai deixar de circular é um golpe para toda uma geração de jornalistas que lá trabalharam ou simplesmente foram seus leitores. O dono da marca, Nelson Tanure, que arrendou o jornal em 2001, anunciou esta semana que o JB passará a ter apenas uma versão na internet. Ele alega que tentou vender o jornal, mas não encontrou compradores. Mas e o direito dos funcionários, como fica?
A manifestação do Sindicato pretende também alertar as autoridades da área do Trabalho para que não deixem acontecer com os empregados da empresa o mesmo que aconteceu com os ex-funcionários da TV Manchete e Bloch Editores. Muitos morreram sem receber seus direitos trabalhistas. O JB tem hoje 180 empregados, entre os quais 60 jornalistas. Qual será o futuro deles? Quantos serão reaproveitados na versão online? E o passivo trabalhista? É bom lembrar que muitos ex-funcionários estão na Justiça lutando por direitos que não foram respeitados.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas, Suzana Blass, está tentando marcar um encontro com Tanure. O objetivo, diz Suzana, é garantir uma empregabilidade mínima e os pagamentos da rescisão. Portanto, não se esqueça: quarta-feira dia 21 ao meio-dia, em frente ao Jornal do Brasil, na Avenida Paulo de Frontin 568, no Rio Comprido.
Ao ser informado da confirmação do fechamento da versão impressa do JB, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, reagiu. "Fred Ghedini e Aziz Filho, ex-presidentes dos Sindicatos de São Paulo e do Município do Rio, foram processados pelo Tanure há alguns anos porque disseram que o empresário era um predador de empregos e salários. O tempo provou que ambos estavam absolutamente certos. Além de empregos e salários, Tanure é um predador de veículos jornalísticos. Já matou a Gazeta Mercantil e agora assassina o JB", disse.
Fonte: site do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, com informações da FENAJ
Sabemos que o Jornal do Brasil de hoje nada tem a ver com aquele jornal que durante mais de um século escreveu boa parte da história do nosso país. Um jornal que ousou, que foi cantado pelos tropicalistas e acima de tudo não seguiu à risca a cartilha da ditadura militar, como outros jornais fizeram.
Mesmo assim, a notícia de que o Jornal do Brasil vai deixar de circular é um golpe para toda uma geração de jornalistas que lá trabalharam ou simplesmente foram seus leitores. O dono da marca, Nelson Tanure, que arrendou o jornal em 2001, anunciou esta semana que o JB passará a ter apenas uma versão na internet. Ele alega que tentou vender o jornal, mas não encontrou compradores. Mas e o direito dos funcionários, como fica?
A manifestação do Sindicato pretende também alertar as autoridades da área do Trabalho para que não deixem acontecer com os empregados da empresa o mesmo que aconteceu com os ex-funcionários da TV Manchete e Bloch Editores. Muitos morreram sem receber seus direitos trabalhistas. O JB tem hoje 180 empregados, entre os quais 60 jornalistas. Qual será o futuro deles? Quantos serão reaproveitados na versão online? E o passivo trabalhista? É bom lembrar que muitos ex-funcionários estão na Justiça lutando por direitos que não foram respeitados.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas, Suzana Blass, está tentando marcar um encontro com Tanure. O objetivo, diz Suzana, é garantir uma empregabilidade mínima e os pagamentos da rescisão. Portanto, não se esqueça: quarta-feira dia 21 ao meio-dia, em frente ao Jornal do Brasil, na Avenida Paulo de Frontin 568, no Rio Comprido.
Ao ser informado da confirmação do fechamento da versão impressa do JB, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, reagiu. "Fred Ghedini e Aziz Filho, ex-presidentes dos Sindicatos de São Paulo e do Município do Rio, foram processados pelo Tanure há alguns anos porque disseram que o empresário era um predador de empregos e salários. O tempo provou que ambos estavam absolutamente certos. Além de empregos e salários, Tanure é um predador de veículos jornalísticos. Já matou a Gazeta Mercantil e agora assassina o JB", disse.
Fonte: site do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, com informações da FENAJ
Anunciada a morte do tradicional Jornal do Brasil
A morte do tradicional Jornal do Brasil - anunciada para 31 de agosto, quando circulará apenas a versão online - é um golpe no Jornalismo brasileiro. O diário carioca já agonizava fazem duas décadas, mas a esperança na sua recuperação continuava. A reprodução acima, do anúncio do JB em página dupla nesta quarte-feira (14 de julho), deixa tristes os jornalistas brasileiros.
PEC dos Jornalistas é aprovada na Comissão Especial da Câmara
Os jornalistas brasileiros com formação alcançaram mais uma vitória. A proposta que restabelece a necessidade do diploma de jornalismo no Brasil, de autoria do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), foi aprovada por unanimidade nesta quarta-feira (14), pela Comissão Especial da Camara dos Deputados. A PEC dos Jornalistas, como é conhecida, segue agora para votação no plenário da Câmara.
De acordo com Pimenta, a intenção é votá-la após o recesso parlamentar, que termina no final do mês de julho. "Todos aqui nesta Casa estão tendo a mesma compreensão que tive quando apresentei a PEC dos Jornalistas, ou seja, que houve uma confusão de conceitos por parte do Supremo Tribunal Federal, entre liberdade de expressão e informação jornalística. O jornalismo não é uma atividade intelectual como afirmou de forma equivocada o Ministro Gilmar Mendes, pois um jornalista não deve, e por dever ético não pode, exercer a sua liberdade de expressão ao reconstruir a realidade", disse Pimenta.
Para evitar novas interpretações semelhantes à do Supremo, o relator da PEC dos Jornalistas na Comissão Especial, deputado Hugo Leal (PSC-RS), incluiu no texto uma referência expressa ao inciso XIII do artigo 5° da Constituição Federal. Esse dispositivo determina que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. "Queremos deixar claro que o jornalismo é uma profissão que exige qualificação e isso não impede a liberdade de informação e de imprensa", ressaltou.
Fenaj aprova medida
Presente à votação desta quarta-feira, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, afirmou que a entidade também vai procurar os líderes para garantir a continuidade da proposta. Ele destacou a importância da volta da exigência do diploma: "Nossa profissão não pode ficar do jeito que está. Vivemos uma situação absurda. Hoje não há critério nenhum para ser jornalista. No Distrito Federal, para ser flanelinha é necessário um registro no Ministério do Trabalho. No caso dos jornalistas, nem isso é preciso".
Histórico da PEC dos Jornalistas
A PEC dos Jornalistas foi apresentada pelo deputado federal Paulo Pimenta no dia 8 de julho de 2009, 20 dias após a decisão do STF. Em novembro de 2009, ela já havia sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisou se o teor da matéria proposta feria algum princípio constitucional. Agora, recebeu também voto favorável na Comissão Especial. A PEC dos Jornalistas será submetida a votação em dois turnos na Câmara e após seguirá para o Senado Federal.
Fonte: Assessoria do Deputado Pimenta com a colaboração da Agência Câmara
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Não desista...
Não desista nunca de seus sonhos.
Não desista da verdade, por mais dura que seja!
Não desista das conquistas.
Não desista de ir, mesmo que um dia você volte!
Não desista de enfrentar as ondas.
As ondas são fortes, mas quebram...
Não desista de enfrentar seus medos.
Seus medos são fracos perto da tua coragem.
Não desista de suas escolhas, de suas vontades.
Não desista do difícil, do diferente.
Não desista do novo.
Não desista de consertar um erro!
Não desista de amar!
Não desista de viver!
Não desista sempre de ser você.
Não desista da verdade, por mais dura que seja!
Não desista das conquistas.
Não desista de ir, mesmo que um dia você volte!
Não desista de enfrentar as ondas.
As ondas são fortes, mas quebram...
Não desista de enfrentar seus medos.
Seus medos são fracos perto da tua coragem.
Não desista de suas escolhas, de suas vontades.
Não desista do difícil, do diferente.
Não desista do novo.
Não desista de consertar um erro!
Não desista de amar!
Não desista de viver!
Não desista sempre de ser você.
domingo, 11 de julho de 2010
Forlán, com justiça
O uruguaio Diego Forlán foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo. Trata-se de justiça porque os demais concorrentes não foram bem em determinados momentos e especialmente nas decisões de sábado e domingo. Ele foi demais. Parabéns aos hermanos pelo quarto lugar e por esta escolha.
Arriba, Espanha!
Parabéns, Espanha. Fazia tempo que a "fúria" merecia este título. Agora, integra o seleto grupo dos oito campeões mundiais. Com merecimento, porque mostrou um grande futebol, com ressalvas.
A equipe perdeu a primeira partida da competição para a inexpressiva Suiça e hoje fez parte de um dos jogos mais violentos de uma final de Copa do Mundo. Para um time técnico, isso é ruim.
Mas mereceu pelo conjunto da obra.
sábado, 10 de julho de 2010
Liberdade em debate
Esta deve ser uma importante obra. O autor, Venício A. de Lima, é uma garantia de debate profundo. Pena que eu não estivesse em São Paulo para o lançamento. Mas vou adquiri-lo na primeira livraria que o encontrar...
Censura e truculência contra jornalistas. Onde estão a ANJ e a ABERT?
Editorial - Carta Maior
As demissões de jornalistas na TV Cultura de São Paulo e o silêncio dos grandes meios de comunicação sobre as causas destas demissões evidenciam mais uma vez um preocupante comportamento cínico, submisso e hipócrita. Mais uma vez, são blogs e sites de jornalistas independentes que cumprem o dever de informar ao público o que é de interesse público. Entidades como a Associação Nacional de Jornais, supostamente comprometidas com a defesa da liberdade de expressão, exibem um silêncio ensurdecedor.
O comportamento cínico e hipócrita da maioria das grandes empresas de comunicação do Brasil ficou mais uma vez evidenciado esta semana, e de um modo extremamente preocupante. Não se trata apenas de valores ou sentimentos, mas sim de fatos objetivos e de silêncios não menos objetivos. O relato sobre demissões na TV Cultura de São Paulo, causadas pelo interesse de jornalistas no tema dos pedágios, justifica plenamente essa preocupação. Um desses relatos, feito nesta sexta-feira pelo jornalista Luis Nassif, chega a ser assustador. Em apenas uma semana, dois jornalistas perderam o emprego, escreve Nassif, em função de uma matéria sobre pedágios. Ele relata:
Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura. Ontem (7), planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.
Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.
Hoje (8) , Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.
Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra (ver vídeo abaixo). Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.
Não é o primeiro relato sobre a truculência do ex-governador de São Paulo com jornalistas. Nos últimos meses, há pelo menos dois outros episódios, um deles envolvendo a jornalista Miriam Leitão, na Globonews, e outros envolvendo jornalistas da RBS TV, em Porto Alegre. A passagem da truculência à ameaça ao trabalho dos jornalistas é algo que deveria receber veemente manifestação da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), sempre prontas a denunciar tais ameaças. No entanto, ao invés disso, o que se houve é um silêncio ensurdecedor.
Mais uma vez, são blogs e sites de jornalistas independentes que cumprem o dever de informar ao público o que é de interesse público. E, mais uma vez também, os chamados jornalões e seus braços no rádio e na TV, calam-se, aliando submissão e cumplicidade com a truculência e o desrespeito ao trabalho de experientes profissionais. O mesmo silêncio, a mesma submissão e a mesma cumplicidade manifestadas nos recentes casos de assassinatos de jornalistas em Honduras, em função de sua posição crítica ao golpe de Estado ocorrido naquele país.
Esse triângulo perverso que une cinismo, hipocrisia e silêncio não é um privilégio da imprensa brasileira. Um outro caso, esta semana, envolveu uma das maiores cadeias de televisão do mundo. A CNN demitiu a jornalista Octavia Nasr, editora de noticiário do Oriente Médio, por causa de uma mensagem publicada por ela em sua página no Twitter onde manifestou “respeito” pelo ex-dirigente do Hezbollah, Sayyed Mohammed, que morreu no final de semana passado. Octavia tinha 20 anos de trabalho CNN. O que ela escreveu no twitter e causou sua demissão foi: “(Fiquei) triste por saber do falecimento do Sayyed Mohammed Hussein Fadlallah…Um dos gigantes do Hezzbollah que eu respeito muito”. Parisa Khosravi, vice-presidente-sênior da CNN International Newsgathering, afirmou em um memorando interno que “teve uma conversa” com a editora e “decidimos que ela irá deixar a companhia”.
Essa mesma CNN não hesita em denunciar agressões à liberdade de imprensa em outros países quando isso é do interesse de sua linha editorial e dos interesses geopolíticos da empresa. Crime de opinião? Segundo as versões oficiais, isso só existe em países do chamado eixo do mal.
Esse mesmo triângulo perverso ajuda a entender por que essas grandes corporações midiáticas não querem debater com a sociedade a sua própria atuação. Colocam-se acima do bem e do mal como se fossem portadores de legitimidade pública. Não são. Ao cultivarem esse tipo de comportamento e prática, o que estão fazendo, na verdade, é auto-atribuir-se, de modo fraudulento, uma suposta representação pública. Representam, na verdade, os interesses dos donos das empresas e, cada vez menos, o interesse público.
Neste exato momento, o planeta vive aquele que pode vir a se confirmar como o maior desastre ecológico de sua história. O acidente com a plataforma da British Petroleum no Golfo do México e o vazamento diário de milhões de litros de óleo no mar tem proporções ainda incalculáveis. No entanto, a cobertura midiática sobre o caso nem de longe é proporcional, em quantidade e qualidade, à gravidade e importância do caso. Organizações ambientalistas já denunciaram que a BP vem operando pesadamente nos bastidores para bloquear e filtrar informações.
É preciso ter clareza que são os dirigentes e porta-vozes dessas corporações midiáticas e seus braços políticos e empresariais que não hesitam em denunciar qualquer proposta de tornar transparente à sociedade o seu trabalho, supostamente de interesse público. O bloqueio e seleção de informações, a demissão de jornalistas incômodos e a truculência com aqueles que ousam fazer alguma pergunta fora do script são diferentes faces de um mesmo cenário: o cenário da privatização da informação, da deformação da verdade e da destruição do espaço público.
Editorial Carta Maior
Assinar:
Postagens (Atom)

































