sábado, 10 de dezembro de 2011

Mudanças

Chega o dia da mudança
de costumes
de métodos
de atitudes
Se seguir assim agora
vou explodir
vou estourar
vou expandir
A troca de hoje envolve
cuidados
correções
vontade
Por isso, não tenho escolha.
 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Letras no papel


Letras no papel
dão às palavras
sabor de mel
de uma abelha
que aqui pousou
e não beliscou.

Letras no papel
dão às frases
visão de cordel
do romanceiro
que aqui chegou
e logo falou.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Amor

Eu só quero uma palavra tua: amor
Depois, resolvo como me viro com ela.

Os olhos

Um dia quero olhar nos olhos e sentir tua verdade.
Sei que ela está no coração, mas a escondes,
fazes ela parecer mentira que não pensas ser.
Os olhos, pense bem, não simulam, não abortam.
No momento em que são olhados, explodem, vibram.
São cristalinos no que tentaste esconder na penumbra.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Promessa cumprida e Inter é bicampeão



O dia 12 de dezembro de 1976 marcou a final do campeonato brasileiro, com o Internacional enfrentando o Corinthians em um Beira-Rio completamente lotado. Se ganhasse, o colorado seria bicampeão. Este era o problema. Durante a semana, na empresa em que trabalhávamos (Amrigs), o colega Zé Carlos chegou ao meu pé do ouvido e confessou:
- Acho que não vamos ganhar. Não cumpri a minha promessa.
- Opa, que promessa é esta, cara? – questionei, assustado.
- No ano passado, quando ganhamos o primeiro título, prometi que iria a pé de Porto Alegre ao santuário do Padre Reus, em São Leopoldo – esclareceu.
Aparício, que escutava na espreita, não teve dúvida:
- Então vamos, tchê!
O problema é que trabalhávamos durante toda a semana e o jogo era domingo. Restava o sábado. Entreolhamos-nos e concordamos que iríamos percorrer os 38 quilômetros até o santuário. No dia marcado, pegamos um ônibus na Praça Parobé e fomos até o Monumento ao Laçador, ponto de partida da marcha pela vitória. No início, os passos foram céleres, pois a temperatura era amena. Nos próximos minutos e horas seguintes, esquentou e fomos diminuindo o ritmo. Por volta das 11h, o Aparício cravou o olho num bar e sugeriu:
- Vamos iniciar os trabalhos?
Todo mundo estava pensando na cerveja gelada, para amenizar o calor. Não lembro quantas foram, mas sei que durante o trajeto, descansamos novamente em bares da rodovia para molhar a garganta com Antarctica e Brahma – as duas da época. Entre caminhadas e paradas, chegamos ao santuário por volta das 18h. Estávamos completamente extenuados e encharcados (de ceva). Rezamos bastante e, com certeza, o Padre Reus nos perdoou.
Obviamente, não voltaríamos a pé para Porto Alegre. Malandro, Zé Carlos não tinha colocado esta possibilidade na promessa. De volta a casa, fui direto para o banho e para a cama porque, no outro dia, era hora de decisão. Foi difícil, em função do cansaço e da bebedeira, mas nos encontramos no estádio por volta das 10h. O Beira-Rio estava apinhado de colorados e, incrivelmente, de uma massa de corintianos.
Sabíamos que a promessa garantia a vitória. E assim foi. Aos 29 minutos do primeiro tempo, Dario saltou alto para cabecear e abrir o placar. Na etapa final, aos 12 minutos, Valdomiro cobrou uma falta, a bola bateu no travessão e cruzou a linha do gol. O árbitro José Roberto Wright, apoiado na informação do assistente Luiz Carlos Félix, validou o gol para a explosão vermelha no Beira-Rio: 2 a 0. Os corintianos fizeram de tudo para estragar nossa festa. Torcedores ameaçaram invadir o estádio e o time queria abandonar o campo. Puro desespero. A segunda estrela estava garantida em função da campanha maravilhosa: 19 vitórias, três derrotas e um empate. E também por causa da promessa cumprida no dia anterior. Não contei quantas cevas tomamos neste dia. Mas equivaleu ao volume do dia anterior.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eu não tive medo

Naquele dezembro quente de 1975, eu estava com medo. Tinha chegado no Beira-Rio às 10h de um jogo que começaria às 16h. Mas era assim, não tinha jeito. O estádio, ainda novinho, recebia quase 100 mil pessoas, que ficavam espremidas e levavam comida e bebida na sacola. Então, os nervos ficavam à flor da pele pela espera. Quando Figueroa fez o gol de cabeça e tornou do Inter campeão do Brasil pela primeira vez, pensei que tinha alcançado a glória. Ouvi muitos colorados mais vetaranos dizerem: "pronto, agora posso morrer."
Mal sabiam eles que aquele dia em que saímos em carnaval do Beira-Rio até o centro de Porto Alegre era o começo de uma longa trajetória de vitórias. Tínhamos deixado de ser um clube regional para ser nacional e, mais recentemente, internacional, fazendo jus ao nome. Ontem, com pouco mais de 35 mil pessoas que chegaram quase em cima da hora do jogo, ninguém mais ousou dizer aquela frase de 1975. Todos sabem que novas glórias virão. E eu não estava com medo.

Sonho de guri

Quando eu era guri sonhava com dinheiro.
Não era dinheiro meu, mas do banqueiro.
Queria ser bancário, profissão bacana
lá fora onde havia um banco de tijolos
que ficava na praça de outros bancos.

Quando virei gurizote, só vi números
no curso secundário de contabilidade.
Cuidava do dinheiro das empresas,
numa entrada e saída sem fim
de balanços que não eram da praça.

Amadureci e vi letras no meu caminho.
Juntei-as, formei palavras e textos
de muitos reportagens de anos e anos.
Números e dinheiro ficaram na memória
de um guri que bancário sonhou ser.

Colorado, feliz 2012

Inter gigante

Inter, mais uma vez, na Libertadores


Bah, como é bom ser colorado.
E sempre Internacional, sempre Libertadores na agenda.
A vitória no Gre-Nal foi minguada, mas valeu nossa passagem para a principal competição da América.
Esta rotina é boa, mas exige que tenhamos um time cada vez melhor.
Em 2011, fomos campeões (Gauchão e Recopa) e conseguimos vaga à Libertadores.
Quantos gostariam de estar no nosso lugar.
Em 2012, quero mais. O Brasileirão tem que ser meta de todos.
Valeu, Inter.
Valeu, torcida admirável.
Valeu, adversário que valorizou nossa conquista.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Chico é colorado



Amigos e amigas gremistas, esta nós ganhamos. Um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos recebeu uma homenagem do Sport Club Internacional na noite da última segunda-feira, em Porto Alegre, depois do seu primeiro show na capital. Chico Buarque foi presenteado com uma camisa oficial do Inter com seu nome às costas das mãos do escritor Luis Fernando Verissimo. Chico é torcedor do Fluminense, mas tem simpatia pelo Inter no Rio Grande do Sul. Quando recebeu a camisa, Chico ouviu de um gremista próximo que esta atitude estaria dividindo o Rio Grande. Chico então mostrou todo seu apreço do Inter ao responder que "pelo que sei, o Rio Grande é bem mais vermelho". Depois da homenagem, Chico, um grande fã de futebol, disse ainda que está torcendo pela classificação do Inter para a próxima Libertadores. Portanto, Chico é colorado.

Morre Sócrates, meu ídolo no futebol e fora dele

Fiquei impactado com a morte de Sócrates, um dos nossos grandes jogadores. Ao lado de Falcão e Zico, formou o memorável meio-de-campo do Brasil na Copa do Mundo de 1982, onde encantamos o mundo e fomos eliminados pela Itália. Sócrates foi mais do que um jogador. Participou da conhecida Democracia Corintiana e atuou políticamente, com destaque na época das Diretas Já. Um cidadão, acima de tudo.
 Foto: Getty Images
Do Terra

Formado em medicina na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira iniciou a carreira de jogador de futebol no Botafogo-SP, clube o qual também revelou o irmão do ex-jogador Raí, campeão do mundo em 1992 e 1993 pelo São Paulo, no ano de 1974, depois de terminar o curso de graduação.
Com a camisa tricolor no interior, Sócrates mostrou um enorme talento, especialmente na troca de passes. Sem muita velocidade e explosão, o ex-meio-campista notabilizou o toque de calcanhar e a categoria com a bola nos pés. No Botafogo-SP, a principal campanha ocorreu em 1977, quando terminou como artilheiro da competição.
A boa passagem durante os quatro anos pelo clube do interior rendeu a transferência para o clube do Parque São Jorge no ano de 1978, quando se firmou no cenário nacional, conquistando espaço, inclusive, na Seleção Brasileira. Com a camisa alvinegra, o "Doutor", como ficou conhecido no mundo do futebol por conta da formação acadêmica, disputou 298 jogos e assinalou 172 gols - ocupa a oitava colocação no ranking de artilheiros da história do clube. Além das conquistas individuais, o ex-meio-campista se consagrou ao vencer os Campeonatos Paulistas de 1979, 1982, 1983
Além das conquistas esportivas com o Corinthians, Sócrates também teve um papel fundamental na política do clube, atingindo até um nível nacional. O ex-meio-campista acabou sendo um dos líderes da Democracia Corintiana, um movimento de cunho ideológico que transformou o ambiente normal do dia a dia de um clube. Os jogadores, anteriormente submissos às decisões da comissão técnica, passaram a também participar das decisões, como em caso de concentrações, viagens, entre outros.
As atitudes da equipe modificaram a hierarquia dentro do Corinthians. Sob o período da democracia, o voto do presidente em uma decisão interna teria o mesmo peso da opção de um roupeiro. Com tamanha politização fora dos gramados, o ex-jogador se tornou um símbolo, inclusive, da luta contra o regime militar, que acabou abolida no País no ano de 1985.
O movimento criado internamente no clube acabou transferido para o público, especialmente quando o Corinthians vestiu uma camisa com o "patrocínio" das "Diretas Já", variando para frases como "Dia 15, vote", por conta da eleição direta para o governo de São Paulo, e "Eu quero votar para presidente".
Um dos atletas mais influentes dentro do grupo, Sócrates nunca escondeu a insatisfação em relação à ditadura, e externava a liderança dentro da equipe com opiniões fortes em um dos períodos mais tensos da história recente brasileira.
Tal movimento não atrapalhou o desempenho da equipe alvinegra dentro dos gramados. Durante o período da "Democracia", o Corinthians venceu o bicampeonato paulista (1982 e 1983), em uma das formações mais exaltadas pela torcida. O desempenho de Sócrates, inclusive, rendeu ao meio-campista a convocação para a Copa do Mundo de 1982, quando o Brasil perdeu para a Itália nas quartas de final.
Dono de um estilo elegante dentro de campo, Sócrates deixou o Corinthians no ano de 1984 e se transferiu para a Fiorentina, da Itália. No futebol europeu, o ex-jogador não apresentou o mesmo nível de jogo, e retornou ao País um ano depois para defender o Flamengo. No Rio de Janeiro, ele acabou convocado para a Copa do Mundo de 1986.
No Mundial do México, Sócrates ficou marcado por errar a penalidade na disputa por pênaltis contra a França, nas quartas de final. Eliminado com o time nacional, o ex-meio-campista perdeu espaço no elenco. Antes de encerrar a carreira, o "Doutor" ainda vestiu a camisa do Santos e do Botafogo de Ribeirão Preto.
Em 2004, o carismático médico-jogador ainda "voltou" aos gramados. Aos 50 anos de idade, Sócrates acabou contratado pelo Garforth Town, uma equipe semi-profissional do norte da Inglaterra. Com um contrato de um mês, o ex-atleta da Seleção Brasileira atuou por menos de 15 minutos, em partida contra Tadcaster Albion, por um campeonato regional.
Apesar da aposentadoria e do estilo de vida do "momento", como declarou no último dia 19 de agosto o amigo e jornalista Juca Kfouri, Sócrates continuou perto do futebol. O ex-jogador trabalhou como articulista na revista Carta Capital, como comentarista no programa Cartão Verde, da TV Cultura, e foi blogueiro do Terra durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Apucari

Um dia apostei na minha ousadia.
Não a queria tênue e nem porcaria.
De aposta, estava cheio e rançoso,
mas não me imaginei balançoso.
Ah, como balancei, tremi e sorri
daquilo que tinhas na Apucari.

Foto inédita mostra Dilma em interrogatório em 1970

A revista Época publica na edição desta semana uma imagem da presidente Dilma Rousseff aos 22 anos, na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro. Dilma está na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: reprodução que consta no processo da Justiça Militar). 

 A vida quer coragem (Editora Primeiro Plano), do jornalista Ricardo Amaral, chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro. A foto abaixo, inédita, está no livro que conta a trajetória de Dilma Rousseff da guerrilha ao Planalto. Amaral, que foi assessor da Casa Civil e da campanha presidencial, desencavou a imagem no processo contra Dilma na Justiça Militar. A foto foi tirada em novembro de 1970, quando a hoje presidente da República tinha 22 anos. Após 22 dias de tortura, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro. 

Véspera de sofrimento

Chegou a véspera. Como sempre, ela carrega incertezas, dúvidas. Mesmo eu, confiante eterno, fico nervoso, sinto o coração bater mais acelerado, vejo minha testa franzir. Sei tenho que relaxar e pensar que, nos últimos anos, o dia depois da véspera foi melhor e cheio de glórias. Mas eu fico assim na véspera desde que gritei pela primeira vez: Interrrrrrr. Passei pelos três títulos nacionais nos anos 70, pela Copa do Brasil, pelas duas Libertadores, pelo Mundial, pelo título da Sul-Americana, pelas Recopas. Por muitos Gauchões, que antes valiam muito.
Mas agora é outro Gre-Nal, com o adversário de sempre. Perigo: ele vale muito para nós, nada para eles. Bah, já vi este filme. Não existe favorito neste clássico. Minhas mãos tremem ao escrever isso. É véspera. Dá uma vontade danada de ir logo para o Beira-Rio, pegar um banquinho e ficar lá, na espreita. Sentir o clima, que amanhã será quente.
Amanhã, eu falo nisso novamente. Deixa eu cuidar dos nervos, do coração, da testa, das mãos. Porque hoje é véspera.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Raul Pont, o novo e o moderno

Raul Pont foi meu professor na Unisinos no mesmo período em que articulava a fundação do PT. Meio tímido, fui junto. Desde aquela época, ele foi um cara coerente. Mostrou, mais uma vez esta faceta com a retirada de sua candidatura à prefeitura de Porto Alegre nesta semana. Nunca me arrependi de votar nele, seja no âmbito Executivo quanto no Legislativo. O texto abaixo, do Marco Weissheimer, reforça minhas convicções. Vale a pena ler.
Como se sabe, Raul Pont desistiu de concorrer à prefeitura de Porto Alegre. O candidato do PT será mesmo o deputado Adão Villaverde, atual presidente da Assembleia Legislativa. Raul não queria ser candidato. Entrou nessa em função do crescimento dentro do PT de Porto Alegre dos discursos contra a candidatura própria. Emprestou, mais uma vez, seu nome, sua cara e energia para garantir a candidatura própria. Teve a grandeza de sempre, tratada com desprezo e utilitarismo rasteiro pelos filisteus habituais que agora derretem-se em elogios ao “velho dinossauro”.
Sinceramente, não tenho mais nenhuma paciência, disposição ou, para usar um termo jurídico, saco, para escrever sobre a vida (sic) interna do PT. Como a inadequação é minha, vou enfiar a viola no saco e procurar a minha turma. Gostaria de fazer dois registros somente: em primeiro lugar, lembrar as palavras do historiador Russel Jacoby, no livro “o Fim da Utopia – Política e Cultura na era da Apatia” (Ed. Record): . 
“O problema não é a derrota, mas o desânimo e a dissimulação intelectual, fingir que cada passo para trás ou para o lado significa dez passos à frente”. 
E em segundo, mandar um grande abraço ao Raul Pont que, além de ser um quadro político de primeira grandeza da esquerda brasileira, é um homem extraordinário. A política é uma estrada cheia de armadilhas e desvios. Um dos ganhos em andar ao lado do Raul é a confiança e a fortaleza que se conquista para atravessar essa estrada. Pode-se até errar o caminho aqui e ali, mas não se perderá nunca de vista qual é o horizonte, como ele próprio lembrou no dia em que lançou sua pré-candidatura à prefeitura de Porto Alegre:
“Para nós, a democracia não fica velha, não se aposenta. Estamos vendo agora, na Europa e nos Estados Unidos, as pessoas pedindo democracia real, já. Elas não estão pedindo um novo aparelho tecnológico ou algo do tipo, estão pedindo democracia real. Porto Alegre tornou-se referência para o Fórum Social Mundial por causa disso e essa referência foi tão forte que hoje há redes de democracia participativa espalhadas por vários países. Isso é que é novo e moderno. O capitalismo é incapaz de sobreviver com democracia. Estamos vendo isso acontecer agora na Grécia, que foi impedida pelo mercado de realizar uma consulta junto à população. Somos internacionalistas, mas não podem os aceitar um sistema mundial dominado pelo capital financeiro. É por isso que não podemos ficar presos a mesquinharias e coisas pequenas”.

Segue a nota de Raul Pont à imprensa e ao Partido dos Trabalhadores, divulgada hoje:

1) Minha pré-candidatura foi colocada ao Diretório Municipal do PT-POA na defesa da tese de que o Partido deveria ter candidato próprio à Prefeitura da capital. Isso se justificava por não encontrarmos em outras candidaturas a integralidade do nosso projeto político programático e a existência de posições de que devíamos abrir mão da cabeça de chapa.
2) Afirmamos, igualmente, que esta candidatura deveria ser fruto de uma construção consensual ou largamente majoritária para garantir a maior unidade possível no Encontro Municipal do PT e para a difícil campanha eleitoral de 2012.
3) Chegamos ao Encontro Municipal com uma grande vitória. A tese da candidatura própria sai vitoriosa e é hoje um consenso partidário. Todas as correntes e os pré-candidatos a defenderam na plenária com mais de 800 militantes ocorrida no final de outubro. Fomos importantes para essa definição.
4) Isso não ocorreu entre os pré-candidatos. O debate e as decisões parciais das correntes não construiu o mesmo consenso. Chegamos ao Encontro com os pré-candidatos tendo apoio em torno de 50 % dos delegados para cada candidatura. O consenso que perseguimos na candidatura própria orientava para que o foco da escolha do candidato fosse nos elementos objetivos do reconhecimento público, da densidade eleitoral, da experiência administrativa acumulada e também do programa e da tática eleitoral que defendemos no último período. Vimos, no entanto, nas declarações à imprensa, que algumas correntes definiram-se mais por compromissos passados ou futuros do que acreditamos ser o centro da disputa que realizaremos: nosso compromisso com a cidade de Porto Alegre, a defesa dos governos Dilma e Tarso na eleição 2012 e num contexto de candidaturas fortes de outros Partidos.
5) Diante deste quadro, por não ter alcançado um consenso que julgamos necessário para uma boa representação partidária no pleito eleitoral, retiro a minha pré-candidatura ao Encontro, em comum acordo com as correntes que me apoiaram nesse processo. É nossa intenção e gesto para ajudarmos na construção da unidade partidária.
6) No dia 3, próximo sábado, todos (as) nossos (as) delegados (as) e correntes estarão fortalecendo o Encontro Municipal do PT e cumprindo sua pauta. Defendemos no Encontro uma política de alianças apoiada em um programa democrático-popular, a manutenção da tese da candidatura própria, as diretrizes de um programa de governo municipal, os avanços aprovados no 4º Congresso do PT e, principalmente, para construir a unidade em torno da candidatura do PT à Prefeitura de Porto Alegre.
Porto Alegre, 30/11/2011
Raul Pont
Correntes: Democracia Socialista, Articulação de Esquerda, PT Amplo e Democrático, Esquerda Democrática, O Trabalho

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Caminhos

Pontes que aproximam caminhos.
Caminhos que conduziam à vida.
Vida que produz afeto e amor.
Amor que estufa de felicidade.
Felicidade que produz sorrisos.
Sorrisos que te trazem para mim.

O velho Collor

O velho Fernando Collor de Mello continua o mesmo. O senador do PTB de Alagoas, mais uma vez, deu mostras de sua truculência e intolerância com a imprensa, durante a votação, nesta quarta-feira (30), da PEC 33, que estabelece a exigência de diploma para o exercício do jornalismo. Ao manifestar seu voto, o ex-presidente começou argumentando que a PEC impede a "total liberdade da expressão" da sociedade. O senador também criticou os cursos de jornalismo, que estariam formando "analfabetos funcionais" profissionais que não conhecem a Língua Portuguesa, nem cumprem as regras básicas do jornalismo, como apurar bem uma notícia. É lógico que o tom do breve voto de Collor foi marcado pelo rancor, voz alterada e os olhos esbugalhados de sempre. Ele começa com uma tese tresloucada, chamando a atenção para o "risco" da PEC 33 ser o "embrião" do projeto de controle dos veículos de comunicação, mas termina se rendendo mesmo ao seu desabafo pessoal contra a imprensa de um modo geral.

Fenaj: aprovação da PEC do Diploma no Senado é uma vitória dos jornalistas e da sociedade brasileira

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), os Sindicatos de Jornalistas e os jornalistas brasileiros saúdam o Congresso Nacional pela votação, ocorrida no dia 30 de novembro, no Senado, da PEC 33/2009, que restabelece a obrigatoriedade da formação de nível superior específica para o exercício da profissão.

A FENAJ identifica neste ato soberano do Senado brasileiro uma identidade indiscutível entre o parlamento nacional e a opinião pública do país, que reconhece a importância do jornalismo e da profissão de jornalista.

Em favor do fortalecimento da profissão, da qualidade do jornalismo e da democracia, a FENAJ agradece o esforço da Mesa do Senado em conduzir a votação, que foi fruto da disposição de partidos, do acordo de líderes e da mobilização de parlamentares.

A FENAJ destaca a iniciativa do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) em propor a emenda constitucional e distingue o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), por seu relatório que encaminhou para esta decisão histórica, e os líderes dos partidos que compreenderam a necessidade do restabelecimento da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional.

A FENAJ agradece, ainda, a Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Diploma, presidida pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e criada pela deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que aglutinou parlamentares -- deputados e senadores -- e constituiu o ambiente para esse desenlace altamente positivo para a qualidade do jornalismo no Brasil.

A FENAJ identifica na mobilização dos jornalistas e na condução dos seus sindicatos a força que derrotou a tentativa conservadora e obscurantista de acabar com a profissão organizada e regulamentada. Esta articulação garantiu a vitória no Senado assentando, de vez, o fazer jornalístico numa profissão validada pelas instituições de ensino superior.

A FENAJ destaca, ainda, a participação dos professores, estudantes e cursos de jornalismo que aderiram a este movimento e possibilitaram a retomada da obrigatoriedade da formação universitária, algo que consideramos, sem dúvida, irreversível.

É preciso manter a mobilização para a votação do segundo turno no Senado e a continuação do processo na Câmara dos Deputados. A FENAJ, portanto, convoca seus sindicatos, os jornalistas brasileiros, as centrais sindicais e sindicatos parceiros, os cursos de jornalismo e todos aqueles que acreditam no conhecimento como forma de qualificação profissional, para um último esforço de mobilização, de forma a garantir um jornalismo de qualidade, assentado na pluralidade, na verdade e na ética profissional.

Brasília, 1º de dezembro de 2011.
Diretoria da FENAJ

Último dia de aula

Hoje, com a entrega do último trabalho, cumpro meu último dia do ano na PUC. Festejo porque o desempenho foi bom, o nível do saber cresceu e o convívio com os colegas em aula, em trabalhos e fora da universidade foi excelente. Por isso, sinto um misto de contentamento pelas férias acadêmicas e tristeza porque ficarei longe de algo que virou minha paixão. São três meses longe. Que março me espere!

Senado aprova PEC do Diploma com 65 votos. Agora é a Câmara

Em votação realizada na sessão desta quarta-feira (30), o Senado aprovou, com 65 votos favoráveis e 7 contrários, a PEC 33/2009, do Senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), que restitui a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De norte a sul do país a categoria comemora.
A sessão do Senado foi acompanhada com apreensão pelo diretor da FENAJ José Carlos Torves e por José Nunes, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Francisco Nascimento, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco, e Lincoln Macário, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, que comemoraram após a divulgação do resultado no placar do plenário.

Para o presidente da FENAJ, Celso Schröder, a expressiva votação foi emblemática. “Representou o desejo do Senado de corrigir um erro histórico do STF contra a categoria profissional dos jornalistas”, disse. Ele agradeceu o esforço de todos os parlamentares que se empenharam pela aprovação da matéria, especialmente o autor da PEC, senador Valadares, e o relator, senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), e parabenizou a categoria e os Sindicatos de Jornalistas pela persistência nas mobilizações em defesa do diploma.

O diretor de Relações Institucionais da Federação, Sérgio Murillo de Andrade, também avalia que o Senado corrigiu um erro grave do STF, cometido em 2009, e que “surpreendeu toda a sociedade, que visivelmente passou a apoiar nossa luta pelo resgate da dignidade da profissão”.

Temporariamente “de alma lavada”, Sérgio Murillo lembra que o “primeiro round” desta luta foi vencido. “Devemos e merecemos comemorar, mas nossa mobilização tem que prosseguir cada vez mais forte para assegurar a vitória da restituição da exigência do diploma para o exercício da profissão tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados”, concluiu.
 

domingo, 27 de novembro de 2011

Ainda dá, Inter!

Eu acredito que o Inter ainda conseguirá a vaga na Libertadores, mesmo que hoje tenha perdido uma grande oportunidade de chegar lá. Não podemos perder muitos gols. E tínhamos metade do time pendurado nos cartões. Quem levasse o amarelo, não jogaria o Gre-Nal. Muitos tiraram o pé e raros reclamaram. Mas, colorado, estarei no Beira-Rio no domingo, torcendo como sempre pelo meu time e contra Flamengo e Coritiba. Não tem jeito.

Frouxidão

Agora, a coisa afrouxou mesmo. Tudo pode, mesmo o que não era compatível e ético. Um presidente de um clube vira diretor da Confederação. Não irá ela beneficiar o time dele? Um treinador de futebol hospeda seu blog na rede de uma empresa de comunicação. Não irá esta se abster de criticar o clube do "colega"? Alguns dirão "não", que tudo é profissional. Pois é deste mesmo profissionalismo que têm brotado as falcatruas, as corrupções. Quando tudo era mais ou menos amador, cada um ficava na sua. Tratava de cuidar de seu pedaço. Hoje, o profissionalismo une até água com vinho.

O meu amor por ti

O meu amor por ti
não cabe no poema.
Assim como não cabem
a minha paixão por letras,
por frases, por textos.

O meu amor por ti
não cabe no poema.
Assim como não cabem
meu amor pelo filho,
pela minha família,
pelos amigos todos.

O meu amor por ti
não cabe no poema.
Assim como não cabem
a minha paixão pelo Inter,
pelo Jornalismo diário,
pelo curso de História.

O meu amor por ti
não cabe no poema.
Assim como não cabem
o desprezo, a solidão,
a tristeza, minhas e outras.

sábado, 26 de novembro de 2011

Manhã boêmia

7h34min de sábado, sol brilhando.
De minha janela, ouço a garota, voz trôpega, perguntar para o cara: "tu bebeste?"
Ele, agarrado nela, emite um simmmmmm ouvido pelo quarteirão.
Viver em bairro boêmio, por opção, assegura este tipo de cena.
Comum, banal.