terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fórum Social abre com marcha em Porto Alegre


Foi aberto hoje em Porto Alegre o Fórum Social Mundial, com a marcha de representantes de diversos países nas ruas centrais de Porto Alegre. Amanhã, começam os debates na capital, em Canoas, em Novo Hamburgo e em São Leopoldo. É a alternativa ao Fórum Econômico de Davos. Torna-se importante porque as discussões anteriores do fórum, mostrando os problemas da capitalismo, foram confirmadas nos últimos anos.

Fotos de Marcio de Almeida Bueno, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul.

Chuvarada depois do sol forte


Depois do sol escaldante que durou dias, um temporal tomou conta de Porto Alegre às 18h de hoje. Caiu uma chuvarada que demorou aproximadamente 30 mintuos e alagou ruas e calçadas, provocando engarrafamentos e pés molhados.
Nas fotos, a situação na José do Patrocínio, esquina com Luiz Afonso, na Cidade Baixa. Depois o sol voltou, mas a temporatura caiu um pouco. É o verão porto-alegrense.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ideia, amor

Mais do que cutucadas, quero ideias
Mais do que contatos, quero pensamentos
Mais do que toques, quero argumentos
Mais do que olhares, quero sentimentos
Mais do que o que tiveres a oferecer,
eu quero amor, sentimento, verdade.

Seriedade no jornalismo

Na sexta-feira, escrevi a seguinte nota: "Continua o esforço para venderem um jogador de um lado e comprarem um atleta do outro lado. Não preciso dizer que o vendedor é o Inter e o comprador é o Grêmio. É assim o cotidiano de dirigentes e da mídia, mas nem sempre as especulações são confirmadas. E ninguém pede desculpas depois".
Eu sabia que o Giuliano não viria para o Grêmio, mas até hoje colegas insistiam que estava tudo certo. Outra: o Dale estava vendido com toda a certeza, mas hoje ninguém mais garante.
Jornalismo é coisa séria, amigos.
Muitos repórteres se fixam em uma ou duas fontes e não investigam o que de fato está ocorrendo. Não adiantava falar com dirigentes do Grêmio e com procurador do jogador quando a palavra final era dos dirigentes do clube da Ucrânia. Alguém os ouviu? Não, as fontes eram sempre as mesmas.

Viagem curta, tempo longo

Não é só para o Litoral Norte que migram os moradores da Grande Porto Alegre no fim de semana. Ontem, os balneários de Barra do Ribeiro estão lotados. E, pelo jeito, aconteceu o mesmo com Tapes e Arambaré, também integrantes da Costa Doce. Ontem, saímos da Barra às 20h e chegamos em Porto Alegre às 9h45min. Ou seja, cumprimos em 1h45min um trajeto que, em circunstância normal, é feito em 50min. O engarrafamento foi a tônica da pequena viagem, com os apressadinhos ocupando o acostamento.

Árvores de minha mãe

O calor intenso que nos assola já era esperado. Por isso, uma boa sombra como a da casa de minha mãe em Barra do Ribeiro é atenuante. A dona Suely não sai debaixo destas árvores e não tenciona arrancá-las, como a prefeitura de Porto Alegre tem feito.

Humor de mãe

Coisas de mãe não esquecemos. Hoje, ao levantar da cama, dei alguns passos até a cozinha e encontrei a dona Suely, bem desperta. 
- Bom dia, véia - cumprimentei-a. 
De pronto, ela respondeu bem-humorada: 
- Bom dia, novo. 
Me dobrei, devolvendo: 
- Tá bom, guria.
Ela soltou boas gargalhadas. Por isso, é bom estar em Barra do Ribeiro, minha terra.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Na Barra...

Daqui a pouco, cumpro um trajeto de 55 quilômetros e estarei em Barra do Ribeiro, minha terrinha.
Comemoro o aniversário de uma irmã, fico com minha mãe e curto o Guaíba (só de fora porque dentro é poluído).
Ah, tem churrasco na brasa...
Excelente fim de semana a todos
!

Compras e vendas no futebol

O esforço continua para venderem um jogador de um lado e comprarem um atleta do outro lado. Não preciso dizer que o vendedor é o Inter e o comprador é o Grêmio. É assim o cotidiano de dirigentes e da mídia, mas nem sempre as especulações são confirmadas. E ninguém pede desculpas depois....

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cortaram meu coração

A Prefeitura de Porto Alegre arrancou parte do coração de Porto Alegre. Derrubou metade da área verde de uma praça central em nome de um projeto arquitetônico.
 

Voar

Como vou te tirar do chão se não queres voar?

Dia

Um dia
outro dia
dia após dia.
Diariamente,
vives o teu dia.
Quem não souber,
é simples:
D
I
A
para viver!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O sonho, a máscara e a mata

                                  Numa noite destas, sonhei que descia um desfiladeiro acompanhado de uma pessoa que nunca descobri quem era. Comumente, sonho é assim: a máscara se sobrepõe ao rosto. Mas o fato é que descíamos agarrados em tênues galhos de arbustos. Não sabíamos para onde íamos, mas temíamos cair, despencar lá embaixo. Acordei antes de colocarmos os pés no chão. Ainda bem. Ou não?
                                  Agora, estou frente à mata que tanto me cativa e tem feito minha rotina desde que perdi o medo de cobra. Mas ainda levo o meu cajado – pedaço de pau – como precaução. Não mato, pois aquele é seu habitat. Mas afugento quando vejo uma peçonhenta (muitas vezes não é). O ingresso entre arbustos e árvores frondosos é a entrada no paraíso. As folhas ainda estão úmidas e sinto as finas gotas do orvalho pingando no meu rosto. Varam meu corpo e se acomodam em minha alma.
                                  Seguir trilhas produz um imenso prazer, difícil de descrever. Olho à frente e admiro cada espécie. Cada uma mais bonita que a outra. Quisera descobrir os nomes para guardar num pote e um dia plantar minha floresta. Não será grande, mas suficiente para caminhar, dar voltas e, quem sabe, descer o desfiladeiro do sonho. Mais: descobrir quem me acompanhava naquela jornada. Agora, sem máscara.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Domingo seco

O céu está nublado, mas não chove.
Vejo aparecerem nesgas de azul
e, no horizonte, um grande clarão.
O sol está chegando na capital,
alegrando os tensos caminhantes
depois de dias de chuva abundante.

Noite escura

Da sacada, procuro e não encontro a lua.
Tampouco observo as estrelas na noite.
Mas vejo a chuva contínua e miúda
caindo de nuvens densas e tensas.
As plantas nos campos é que brilham
com a água bendita que do céu cai.
Sei que ela, a lua, voltará em breve
trazendo junto estrelas cintilantes
para o brilho de olhares nossos
.

Estrada sem fim

Quero pegar a estrada e seguir sem fim. 
No trajeto, ouvir histórias de quem cruzou por mim. 
E de quem ousou passar adiante. 
Serão contos diferentes, mas atraentes. 
Na minha vida, encontros enfim.

Verissimo e BBB

Amigos continuam postando em diversas redes um artigo do Verissimo sobre o BBB. Embora bem escrito e crítico em relação ao programa do Globo, o texto não é do escritor gaúcho. Ele já explicou várias vezes isso. Em um programa de TV, inclusive, negou a autoria, mas disse bem humorado que concordava com as posições do autor anônimo e gostaria de tê-lo escrito. É mais um texto atribuído a famosos que são escritos por outras pessoas e jogados na internet. Tem gente que entra na história e publica. Por isso, é importante verificar com cuidado a autoria.

Chuva de domingo

Turma da praia, não fique triste
com a chuva que lá fora cai.
Triste está quem o milho perdeu,
que a soja secou e, do pasto
para os animais, pouco sobrou.

Chuva de sábado

Chuva miúda lá fora, som leve nos ouvidos.
A temperatura é de 23,2ºC em Porto Alegre,
mas a umidade supera os 90%.
Está abafado.
Que permaneça a chuva para amenizar
os efeitos da seca no Interior.

Mais uma do Santiago

O Santiago apresenta mais um trabalho bacanéssimo. Dentro do seu projeto de um álbum com causos de infância quadrinizados ("Memocausos vai se chamar) está este relato que saiu do forno nesta semana. Aqui a parte um da historinha.

Nike exploradora é condenada

Um das multinacionais que mais explora a mão de obra em países subdesenvolvidos levou um tombo. Um grupo de trabalhadores da fábrica da Nike na Indonésia ganhou uma batalha jurídica contra a empresa americana e receberá US$ 1 milhão por horas extras não pagas, segundo divulgou nessa quarta-feira a ONG Educating for Justice. Em tempo: a Nike é a nova parceira do Internacional de Porto Alegre.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mario Quintana

De Mario Quintana para Cecília Meireles:

Senhora, eu vos amo tanto
Que até por vosso marido
Me dá um certo quebranto

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O temporal

O teto do céu mostra o incerto
pois nuvens escuras espiam
e o azul fica encoberto.
Por favor, tirem do varal
as roupas antes do temporal
que Porto Alegre atingirá.

Egiptomania no Brasil

Amigos e amigas, tenham um bom dia. Saindo já porque daqui a pouco começa um seminário sobre Egiptomania no Brasil, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da PUCRS. Hoje, nos dias 18 e 25 estarei envolvido em palestras e oficinas sobre o tema em diversos aspectos. A história e a presença da cultura egípcia no Brasil, hieróglifos e mumificação são alguns dos assuntos. Até mais!

Mudança de paradigma

Chega o momento de agir, de mudar paradigmas.
Se pensava de uma forma ontem,
preciso raciocinar de outra a partir de hoje.
Não posso esperar para amanhã.
Se hoje a gangorra está em queda para um lado,
é preciso revertê-la.
E lá deixar...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O poder das mãos

Sabem esta história de namorar? Sempre existem os códigos e senhas de que algo vai bem ou não. Não falo no diálogo, na conversa, no olho no olho, no beijo. É nas mãos mesmo. Como é bom andar de mãos dadas no parque, no shopping, em qualquer lugar. Ah, mas existem formas de dar aos mãos. Andar com os dedos entrelaçados é mais do que um simples ato que mantém as mãos unidas. É uma forma de trocar energia, de dizer que a relação vai vem. Conheço mulheres que já vão soltando os dedos e permitindo no máximo as palmas coladas. Homens fazem isso. É tão frio, parece que um está conduzindo o outro. Ou que está esfriando mesmo. É uma das minhas formas de sentir o calor do romance, sem levar em conta as demais, mas valorizadas em geral. Falei bobagem? Largue a minha mão.

Grande lua cheia

Daqui, olho a lua cheia.
Daí, espias a lua cheia.
Não está ela querendo
a nossa companhia
para mais forte brilhar
e seu dourado mostrar?

Saia daí...

Morcegos habitam o sótão de tua casa,
formigas invadem a tua cozinha,
moscas tomam conta dos vasos
e lagartixas passeam pelas paredes.
Larga isso, saia daí e voa até aqui.

Sorondo: azar ou mal crônico?

Estamos diante de uma crônica da lesão anunciada. No Inter, o zagueiro Sorondo frequentou mais o Departamento Médico do que os campos de futebol. Embora sendo um grande jogador, tem uma questão genética que favorece lesões. O Inter chegou no limite e não renovou o contrato. O Grêmio aproveitou o momento e resolveu apostar, mais na disputa Gre-Nal do que em qualquer outra coisa. Até cláusula de redução salarial tinha em caso de lesão. Não deu outra. Em um treino leve, ontem, o jogador lesionou-se novamente. É um drama que só revela o caráter do jogador. Trata-se de um batalhador. Cai e levanta. Com a idade que tem, acho difícil nova chance. Uma pena.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A realidade das prostitutas

 Estou gratificado com meu fim de semana nas salas de cinema. Hoje, fui ver 'L'Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância", obra que mostra o sorriso trágico das prostitutas do século XIX na França. Na foto, de divulgação, cenas do filme
Achei-o soberbo porque revela aos espectadores que nunca entraram num trostíbulo a realidade das moças que estão lá. É muito real. Quem já foi, conhece os sonhos e as decepções delas. A obra acontece na entrada do ano 1900 e vale ainda para os dias de hoje.
É triste como é "O Garoto da Bicicleta", também francês, que assisti ontem. Com temáticas diferentes, me satisfizeram plenamente. Dou nota 9 para ambos. Aconselho para quem gosto do bom cinema.

Bendito sol

Sábado, 20h15min.
O sol invade o bar onde estou, na Lima e Silva, em Porto Alegre.
Somente uma ceva para aliviar este calor.

Falta da praia

Quem estiver à beira do mar, faça-me um favor.
Coloque um pé, bote o outro na água morna.
Pense que eu também estou ali, divindo o gesto.
Porque tão cedo não irei à praia de mar ou não.
Caminhe muito na areia fofa ou dura da beira
e sinta meu caminhar parceiro por longos metros.
Por que este teu favor ameniza a vontade
que tenho de estar na praia daqui ou de Santa.

sábado, 7 de janeiro de 2012

A bicicleta do garoto


Eu sempre faço isso quando vou ao cinema. Hoje, estava decidido a ver as estrepolias das prostitutas do borbel L'Apollonde, em exibição no Guion, aqui ao lado de casa. Cheguei mais cedo e mudei de filme. Fui motivado pelos comentários em torno da obra francesa "O Garoto da Bicicleta", drama que envolve um menino órfão que busca o pai e, mesmo o encontrando, não é reconhecido. Acaba sendo "adotado" por um cabelereira, mas sofre as inconstâncias de uma vida sem pai. O filme é triste e provoca dor do início ao fim, mas transmite uma grande mensagem. Na próxima semana, vou ver os "Amores da Casa de Tolerância", que revela o dia a dia das gurias em um cabaré francês no início do século 20. Ainda bem que o Guion nos oferece múltiplas opções.

Pensar

Acordei pensando do mesmo jeito que ontem dormi. São temas diferentes, mas o fato é que pensamos muito. Tudo porque lemos, conversamos, dialogamos e debatemos o dia todo. Fui dormir abraçado no livro "A Privataria Tucana", que li até os olhos começarem a fechar. Antes de cair em sono profundo pensei em muitas coisas que as 125 páginas lidas em duas horas me jogaram na cara. Falcatruas.
Ao acordar, feito robô, peguei os jornais colocados na madrugada embaixo de minha porta. Folhei, de cabo a rabo, antes do café. E pensei nos aposentados com reajuste menor do que a inflação, na festa dos torcedores da dupla Gre-Nal na Serra gaúcha, no guri que foi para a Rússia estudar medicina e morreu em um lago congelado. Sacanagem.
Mais: pensei na economia, na política, na vida dos outros. Ou seja, pensei antes de ler todo conteúdo. E faço isso com algumas décadas de vida nas costas. É algo que não fazia quando brotava a juventude e tampouco fazem os nossos jovens. Ah, como é boa a maturidade, a idade do pensar. Pois agora estou pensando em acabar este texto para não encher a cabeça de amigos que acordam e têm a coragem de lê-lo.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Beleza russa


Rússia - 15h - Parque Kolomenskoye amanhece coberto pela neve em Moscou e moradores aproveitam para passear. Este inverno tem registrado temperaturas relativamente altas, acima de 0°C (Terra). Foto: EFE

Novo ano chuvoso

Novo ano, chuva insistente. Bom para ficar na cama, ouvindo os pingos lá fora. Bom 2012, amig@s.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Aquela moça


Onde anda aquela moça sapeca
que revirou minha vida e sumiu?
Onde anda aquela moça rebeca
que me fez sonhar e partir?
Onde anda aquela moça asteca
que me fez viajar e saiu?
Onde estava eu que não
sumi, parti, saí? Fiquei!

FENAJ: balanço de 2011 e desafios dos jornalistas para o ano novo



O ano de 2011 termina com uma importante vitória dos jornalistas brasileiros, a aprovação da PEC 33/09 em 1º turno no Senado. Ao lançar um olhar retrospectivo sobre os últimos 12 meses, o presidente da FENAJ, Celso Schröder, registra os avanços do movimento sindical dos jornalistas e seus principais desafios para 2012.

“Não por acaso a luta em defesa do diploma foi um dos pontos centrais de nossa agenda neste ano”, destaca Schröder. “A exigência do diploma é um dos pilares de nossa regulamentação profissional e sem ela o que prevalece é a barbárie nas relações trabalhistas”, avalia. Segundo ele, a decisão tomada pelo STF em 2009, de tornar desnecessária a exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo, além de aviltar a profissão, deteriora o direito da sociedade à informação de qualidade.

Para Schröder, o amplo respaldo que a PEC 33/09 obteve na votação em 1º turno no Senado, em novembro passado, e o acordo de lideranças para a votação da matéria em 2º turno em fevereiro de 2012 devem ser comemorados como vitórias significativas da categoria, que desenvolveu ações de sensibilização do Congresso Nacional durante todo o ano. “Mas esta vitória política dos jornalistas e da sociedade só se consolidará com a aprovação da matéria também na Câmara dos Deputados”, sentencia, convocando a categoria a preparar-se para intensificar as mobilizações em defesa desta bandeira já a partir do início do ano que vem.

A ampliação da visibilidade da organização sindical dos jornalistas brasileiros no plano internacional também é destacada pelo presidente da FENAJ. “A minha recondução para a presidência da FEPALC – Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe – se deu principalmente pelo reconhecimento da atuação da FENAJ e dos Sindicatos dos Jornalistas do Brasil”, aponta Celso Schröder. “E nossa movimentação foi brindada, também, com a seleção da Beth Costa para a Secretaria Executiva da Federação Internacional dos Jornalistas”, complementa, destacando os méritos da ex-presidente e atual diretora de Relações Institucionais da FENAJ, que concorreu ao cargo na FIJ com dezenas de profissionais de diversos países.

Entre outras atividades positivas do movimento sindical dos jornalistas em 2011, Celso Schröder aponta a campanha “Jornalista de verdade assume a sua identidade!”, onde em parceria com a ONU Mulheres, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas buscaram dar maior visibilidade às questões étnicas nos meios de comunicação e no mercado de trabalho, e a campanha “Ponto Final na violência contra as mulheres”, conduzida sob a coordenação da Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe.

Destacou, também, a realização do XVIII Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Imprensa (ENJAC), realizado em Natal (RN) e a defesa permanente da liberdade de expressão e de democracia nas comunicações, bem como os movimentos pelo respeito à jornada especial de trabalho dos jornalistas no Serviço Público. - Fizemos contatos com as direções de diversos órgãos e obtivemos boa receptividade em alguns deles. Mas em outros, se o bom senso não prevalecer, a alternativa será recorrer às instâncias judiciais”.

No plano das lutas gerais dos jornalistas e da sociedade, o presidente da FENAJ destaca a presença da FENAJ e dos Sindicatos de Jornalistas nas discussões sobre a democratização da comunicação. “Juntamente com outras entidades da sociedade civil, lideradas pelo FNDC, ajudamos a definir os 20 pontos prioritários para o marco regulatório das comunicações no Brasil”, diz. No entanto, considera lamentável ter se passado mais um ano sem que o governo federal anunciasse seu projeto. “Continuamos insistindo que, ao invés de nos dispersarmos no debate de projetos de lei específicos de um ou outro segmento da comunicação, que muitas vezes acaba favorecendo interesses privados, o fundamental é que o governo federal dialogue com a sociedade e deixe claro que modelo de política de comunicação pretende para o Brasil”, sustenta.

Outra situação lamentada pelo presidente da FENAJ é o desrespeito das empresas jornalísticas à segurança e condições de trabalho dos profissionais. “Infelizmente, a morte de um colega, o repórter cinematográfico Gelson Domingues, acabou evidenciando para toda a sociedade um dos aspectos das péssimas condições de trabalho dos jornalistas brasileiros”, afirma Schröder. Ele lembra que a negligência patronal em adotar normas de segurança em cobertura em áreas de risco não é recente. “Além da necessidade de definir normas acordadas com as entidades sindicais da categoria, assegurando aos profissionais condições de trabalho dignas, é fundamental que os patrões abram mão da mesquinharia de registrarem repórteres fotográficos como operadores de câmera só para pagar salários mais baixos”, protesta.

Segundo Celso Schröder, a crescente violência contra jornalistas no Brasil é um desafio a ser enfrentado coletivamente. O relatório da FENAJ “Violência e Liberdade de Imprensa no Brasil”, relativo a 2010, registrou 40 casos. “E sabemos que os dados referem-se apenas aos casos que foram mais evidenciados. Isto revela que o jornalismo e os jornalistas continuam sendo vítimas da violência e que ainda há muito para avançar na construção de uma imprensa livre, democrática e regulamentada em bases democráticas”, diz. Uma das alternativas para combater esta situação é o projeto de federalização de crimes contra jornalistas, que tramita na Câmara dos Deputados. “Outra, e mais fundamental, é a aprovação de uma nova e democrática Lei de Imprensa, que regule as relações entre os profissionais, os donos dos veículos de comunicação e a sociedade”, defende.

Entre os principais desafios da categoria para 2012, Celso Schröder aponta a ampliação do movimento pela aprovação da PEC do Diploma, o prosseguimento do movimento por um novo Marco Regulatório das Comunicações no Brasil, e o combate à precarização das relações de trabalho e à violência contra jornalistas. Essas e muitas outras lutas culminarão com um aprofundamento do debate sobre a profissão no 35º Congresso Nacional dos Jornalistas, a realizar-se em Rio Branco (AC).

“Nossos desafios não são poucos e desejamos a todos muitas felicidades em 2012”, conclui o presidente da FENAJ, considerando que para a categoria alcançar novas vitórias “o caminho da luta é irrenunciável e é preciso que a categoria fortaleça ainda mais sua Federação e os Sindicatos de Jornalistas”.

Felicidade

2011
Feliz foste
2012
Serás feliz

Rosas e espinhos

Naquele dia, rosas nos aproximavam.
Perfume, cor e significado inebriavam.
Olhos nos olhos, troca mútua de beijos.
Depois, tocamos espinhos que separavam.
Caminhos trocados, esquinas viradas
deixaram sonhos no cheiro e na cor
Que ainda sinto e vejo como consolo.

Último dia de 2011

Último dia do ano desperta com o céu nublado.
Não vejo o rei Sol, mas ele surgirá ao longo do dia.
Porto Alegre está vazia, sem carros e pouca gente.
Maioria tomou o rumo da praia e ou do interior.
Muitos gostam desta realidade, pois não há fila.
É clima de final de festa, que será festa na virada.
Então, quem ainda está na rede, BOM DIA!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Falo

Falo porque necessito dividir minha vida. Quem quiser, a acolha. Quem não quiser, a espie.

Ano que vai, ano que vem

Se quiseres, dê 362 passos atrás
e recorde as conquistas, os momentos
e as boas coisas de um ano que vai.
Se quiseres, dê 2 passos à frente
e projete tua vida, pense nos sonhos
e naquilo que farás no ano que vem.

Lição de ética no jornalismo


Leio "O Jornalista e o Assassino", obra da jornalista norte-americana Janet Malcolm que debate dois temas muito caros a um jornalista: ética de do jornalismo e liberdade de imprensa. O livro foi lançado pela primeira vez no Brasil em 1990 e agora a Companhia das Letras o apresenta em versão de bolso. O achei em um estante de um bar que frequento a um preço bem camarada.
A obra essencial analisa com profundidade a relação profissional do jornalista Joe McGinniss com o presidiário Jeffrey MacDonald - condenado pelo assassinato da mulher e duas filhas -, que se tornou uma espécie de código de ética da dinâmica entre entrevistador e entrevistado. Em certos momentos, é um soco no estômago.
Gosto que meus amigos leiam minhas indicações e, por isso, não entrarei em mais detalhes. Vale a pena, especialmente para nós, jornalistas.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Voei

E hoje sonhei.
Batia asas
na tua direção.
Não vi, ao acordar,
se tinha recebido
o teu abraço.
Voei.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Os quatro dias


Olho o calendário e vejo quatro dias metidos no meio dos sonhos de muitas pessoas. Esperam 2012 os que venceram e querem avançar a conquista.
Esperam o novo ano os que tiveram derrotas e querem transformar o novo ano em retomada.
Mas faltam quatro dias. O que fazer deles?
Já ouvi foguetes espocarem pela cidade. Apressada esta gente.
Já vi despedidas de pessoas que saíram de mala e cuia para outros rincões do Brasil ou fora dele. Organizada esta gente.
Mas a maioria ainda olha na folhinha a imagem que vislumbrei.
Faltam quatro dias, balbuciam angustiados. E como demora a passagem destes dias. Muitos gostariam de dormir e acordar em 2012, com seus sonhos em plena realização.
Sabe que não seria uma má ideia. Afinal, muitos não pegariam seus carros e correriam para a praia, sujeitos a engrossarem aquela estatística que costuma pegar os desprevenidos, os imprudentes, os alcoolizados.
Não seria melhor ficar olhando o calendário, deixando o tempo passar?
Afinal, amanhã faltarão três dias. Depois, dois. E um.
Os fogos espocam por todo lado, a bebida jorra, o carro acelera.
Não pensa nisso: congela o tempo e não olha os dias que faltam.
E os sonhos?
Que vida!

Menina dos versos

Naquela época, comias bergamota
e corrias para a lapiseira à mesa.
Com lápis, escrevias lindos versos
que aos adultos pareciam fábula.
Era teu jeito do mundo belo ver.
Caramelo, elo, libelo, amarelo
Tudo era fonte de teus poemas,
com rima, sem rima, métricos,
mas sempre embalados e ternos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Quero escolas e hospitais no lugar de viadutos

Uma inversão de valores está em curso. Leio que documento com projetos para a Copa de 2014 foi entregue ontem pelo Centro das Indústrias do Estado (Ciergs) à prefeitura de Porto Alegre. A entidade entende que são necessárias obras como passagens subterrâneas e viadutos. Eu, como cidadão, prefiro investimentos em escolas e hospitais. A Copa passa, as necessidades ficam.

Jornalistas brasileiros têm representação nacional única

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) alerta à categoria e à sociedade que é a única entidade sindical constituída legalmente para defender os jornalistas brasileiros. Com seus 31 Sindicatos de Jornalistas filiados, a FENAJ é a entidade máxima de representação da categoria em nível nacional e também internacional, por meio de sua fil...iação à Federação de Jornalistas da América Latina e do Caribe (Fepalc) e à Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ).
Tal manifestação faz-se necessária tendo em vista a criação de um suposto sindicato nacional dos jornalistas, com sede na cidade paulista de Carapicuíba, mas com base territorial nacional. A entidade busca sustentar-se na equivocada decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 19 de junho de 2009, extinguiu a exigência de diploma de curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão. Para atrair filiados, oferece "curso de habilitação em jornalismo" e "carteira de jornalista" a quem se dispuser a pagar sua anuidade.
A FENAJ esclarece que é a única entidade com autorização legal para expedir a Carteira de Identidade de Jornalista, que tem validade como documento de identidade. Esclarece também que, apesar da decisão do STF, a formação para o exercício profissional do jornalismo continua se dando pelos cursos superiores de jornalismo, oferecidos por instituições de ensino superior. Portanto, cursos rápidos não garantem a ninguém o acesso à profissão.
A FENAJ destaca ainda que o aparecimento repentino de novas entidades sindicais, sem a observância dos aspectos legais, tem o claro objetivo de enfraquecer a organização dos jornalistas que, na atualidade, lutam para restabelecer a exigência da formação de nível superior específica em jornalismo para o exercício da profissão. Lembra que a primeira vitória desta grande luta já foi obtida com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 33/2009, em primeira votação, no Senado Federal.
A FENAJ reafirma a defesa do jornalismo como bem público essencial à democracia e à garantia da liberdade de expressão e reitera que, como única e legítima entidade de representação nacional dos jornalistas brasileiros, vai continuar a defender a categoria e a profissão.
 
Brasília, 21 de dezembro de 2011. 
Diretoria da FENAJ