O 35º Congresso Estadual dos Jornalistas, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, acontece em Porto Alegre nos dias 13 e 14 de julho, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. O tema será 'O Jornalismo e
as Novas Plataformas de Comunicação Como Agendamento da Opinião
Pública', e a organização do evento está a cargo da XPERTIZ - Mkt e
Experiências Promocionais.
Para se inscrever, é necessário efetuar depósito na conta do Sindicato no
Banrisul, agência 0062, conta corrente número 0602691425. Estudantes
sindicalizados pagam R$ 15, estudantes não sindicalizados pagam R$ 30, jornalistas
sindicalizados também pagam R$ 30, e os demais participantes pagam R$
60. Em seguida, basta enviar o comprovante digitalizado para o email secretaria@jornalistasrs.org,
informando nome, email, telefone, empresa ou universidade a qual é
vinculado, e se é sindicalizado ou não. A ficha pode ser acessada também
em http://www.jornalistas-rs.org.br/index.php?pagina=lerbanner.
Programação
13 de julho
17h - Credenciamento
19h - Abertura Oficial
20h - Conferência de Abertura: 'O Jornalismo Hoje num Mundo Sustentável', com Edgar Lisboa
14 de julho
9h30min - Painel: 'Mídia Tradicional e o Jornalismo praticado nas Novas
Plataformas de Comunicação', com Geraldo Canali, Luis Cláudio Cunha,
Carolina Bahia e Paulo Gilvane
13h - Almoço
14h30min - Painel: 'O Futuro do Jornalismo e o Papel da Academia', com
Flavio Fachel, Zelia Leal Adghirni, Francisco Karan e Demétrio de
Azeredo Soster
16h - Plenária Final e eleição dos Delegados para o Congresso Nacional dos Jornalistas.
Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Ela, novamente
Na outra vez, ela chegou feito furacão, me pegou desprevinido, sem ação, sem equilíbrio.
Agora, ainda impõe o mergulho no abismo, o medo do vazio.
Mas aprendi a driblá-la, a lidar com ela.
Ela tem nome, dá medo.
Tanto que usei de metáfora no outro dia, mas poucos entenderam.
Ela voltou e eu estou aqui a domá-la.
Em repouso na hora que eu não queria, no mês que não desejava.
Labirintite, eis a danada!
Agora, ainda impõe o mergulho no abismo, o medo do vazio.
Mas aprendi a driblá-la, a lidar com ela.
Ela tem nome, dá medo.
Tanto que usei de metáfora no outro dia, mas poucos entenderam.
Ela voltou e eu estou aqui a domá-la.
Em repouso na hora que eu não queria, no mês que não desejava.
Labirintite, eis a danada!
Labirintos...
Labirintos povoam minha mente.
Em momentos, não sei para onde ir.
Paro, fecho os olhos e deixo passar.
Não é novidade, mas tê-los novamente me assusta.
Para onde vou?
Em momentos, não sei para onde ir.
Paro, fecho os olhos e deixo passar.
Não é novidade, mas tê-los novamente me assusta.
Para onde vou?
domingo, 10 de junho de 2012
Futilidade atropela o Jornalismo
O
Jornalismo é atropelado pela futilidade. Ao abrir a página do Terra,
deparo com uma galeria de fotos do casamento de Dentinho com Mulher
Samabaia.
E, ao lado, como informação mais importante do dia,
informam: "Direto de SP: vestido de Samambaia realça os seios e "some"
com barriga".
Barbaridade, não tem nada importante acontecendo no momento?
Abaixo, em segundo plano, infomam que "Premiê espanhol nega ter sido pressionado a solicitar ajuda da UE" e que, após resgate, jornal francês diz que Espanha tem outras "bombas-relógio". Poxa, isso sim é informação importante porque afeta o mundo e, no curto prazo, a vidade de cada um de nós. Mas o Dentinho e a Melancia ganham a manchete, com galeria de fotos. É brabo.
sábado, 9 de junho de 2012
Proposta decente
Proponho uma revolução: pular o inverno, passando direto do outono para a
primavera.
A estação fria deprime, nos enjaula e nos engorda .
A estação fria deprime, nos enjaula e nos engorda .
Quem mais sofre com o frio
Gostando ou não do frio, devemos lembrar de quem sofre de fato com ele:
- os sem-teto, que dormem na laje e sem roupas adequadas.
- os produtores de leite que levantam às 5h para ordenhar as vacas. Nós
recebemos o leite em caixas no conforto do supermercado.
- as crianças da periferia que saem às 6h para estudar. Estas não têm carro ou van escolar.
- os portadores de doenças agravadas pelo frio, especialmente crianças e idosos.
Entidades cobram votação da PEC dos Jornalistas em segundo turno
A
Executiva da FENAJ e representantes de Sindicatos de Jornalistas voltam
a cobrar, nesta terça-feira (12), a votação da PEC 33/09, que
restabelece a exigência de diploma para o exercício profissional do
Jornalismo, em segundo turno no Senado. A proposta não foi apreciada nas
sessões dos dias 5 e 6 de junho devido à falta de quórum no plenário.
José Carlos Torves, membro da Executiva da FENAJ que acompanhou as atividades no Senado, registrou que havia aproximadamente 60 parlamentares na Casa, e número ainda menor de presenças no plenário. “O feriado de Corpus Crhisti, aliado aos festejos juninos principalmente no nordeste, fez com que muitos senadores estivessem ausentes”, avalia.
A expectativa dos dirigentes da Federação é de que nas sessões dos dias 12 e 13 de junho o quadro seja diferente no Senado. A entidade trabalha com a perspectiva de que a matéria seja votada desde que se verifique um quorum superior a 65 senadores, visto que é necessária a presença em plenário e o voto favorável de pelo menos 49 deles para aprovação da PEC em 2º turno.
“Nesta semana, em especial, precisaremos da mobilização de todos os apoiadores de nosso movimento no sentido de solicitar a presença dos parlamentares em Brasília e seu voto favorável à PEC dos Jornalistas”, comenta o presidente da FENAJ, Celso Schröder, pedindo que o esforço de contato pessoal, telefônico ou por email com os parlamentares seja reforçado.
Ele acredita que haverá uma significativa presença dos Sindicatos da categoria em Brasília, uma vez que no dia 12, às 14h, haverá audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a federalização de crimes contra jornalistas.
José Carlos Torves, membro da Executiva da FENAJ que acompanhou as atividades no Senado, registrou que havia aproximadamente 60 parlamentares na Casa, e número ainda menor de presenças no plenário. “O feriado de Corpus Crhisti, aliado aos festejos juninos principalmente no nordeste, fez com que muitos senadores estivessem ausentes”, avalia.
A expectativa dos dirigentes da Federação é de que nas sessões dos dias 12 e 13 de junho o quadro seja diferente no Senado. A entidade trabalha com a perspectiva de que a matéria seja votada desde que se verifique um quorum superior a 65 senadores, visto que é necessária a presença em plenário e o voto favorável de pelo menos 49 deles para aprovação da PEC em 2º turno.
“Nesta semana, em especial, precisaremos da mobilização de todos os apoiadores de nosso movimento no sentido de solicitar a presença dos parlamentares em Brasília e seu voto favorável à PEC dos Jornalistas”, comenta o presidente da FENAJ, Celso Schröder, pedindo que o esforço de contato pessoal, telefônico ou por email com os parlamentares seja reforçado.
Ele acredita que haverá uma significativa presença dos Sindicatos da categoria em Brasília, uma vez que no dia 12, às 14h, haverá audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a federalização de crimes contra jornalistas.
Audiência na Câmara dos Deputados discutirá federalização de crimes contra jornalistas
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime
Organizado da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (12/6),
audiência pública sobre a federalização dos crimes contra jornalistas,
uma das principais pautas do movimento sindical da categoria no momento.
A atividade contará com representantes de entidades nacionais e
internacionais.
A audiência, que será realizada às 14 horas, no Plenário 6 do Anexo II da Câmara dos Deputados, discutirá o Projeto de Lei nº 1.078, de autoria do deputado Delegado Protógenes (PCdoB/SP), que altera a Lei nº 10.446, para "dispor sobre a participação da Polícia Federal na investigação de crimes em que houver omissão ou ineficiência das esferas competentes e em crimes contra a atividade jornalística”.
Estão confirmados, como convidados para a mesa de debates, representantes da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe (FEPALC), da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). A audiência será transmitida em tempo real pela Internet e gravada para consulta posterior dos que desejarem ter acesso às discussões.
“Lembramos que este projeto é resultado de pressão e articulação da FENAJ como mais uma iniciativa para o enfrentamento da violência cada vez maior contra o exercício da profissão. Por isso, precisamos fortalecer mais esta atividade”, destacou o presidente da FENAJ, Celso Schröder, em convocação aos Sindicatos de Jornalistas para participarem da atividade em Brasília.
A audiência, que será realizada às 14 horas, no Plenário 6 do Anexo II da Câmara dos Deputados, discutirá o Projeto de Lei nº 1.078, de autoria do deputado Delegado Protógenes (PCdoB/SP), que altera a Lei nº 10.446, para "dispor sobre a participação da Polícia Federal na investigação de crimes em que houver omissão ou ineficiência das esferas competentes e em crimes contra a atividade jornalística”.
Estão confirmados, como convidados para a mesa de debates, representantes da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe (FEPALC), da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). A audiência será transmitida em tempo real pela Internet e gravada para consulta posterior dos que desejarem ter acesso às discussões.
“Lembramos que este projeto é resultado de pressão e articulação da FENAJ como mais uma iniciativa para o enfrentamento da violência cada vez maior contra o exercício da profissão. Por isso, precisamos fortalecer mais esta atividade”, destacou o presidente da FENAJ, Celso Schröder, em convocação aos Sindicatos de Jornalistas para participarem da atividade em Brasília.
A verdade
Quero conhecer tua verdade.
O inverso dela já senti e
espalmei para o lado reverso
do universo vazio, muito vazio.
Na verdade que quero conhecer,
não amparo mentira sem tira.
Tampouco, desejo covardia.
O inverso dela já senti e
espalmei para o lado reverso
do universo vazio, muito vazio.
Na verdade que quero conhecer,
não amparo mentira sem tira.
Tampouco, desejo covardia.
Dizendo...
E se eu te disser que aqui dentro de mim existe um coração pulsando?
E se eu te disser que ele pode parar se não o encheres de emoção ?
E se eu te disser que ele pode parar se não o encheres de emoção ?
Com Cat Stevens
No embalo de "Father and Son", com Cat Stevens.
Lembram desta balada de nossa juventude?
Um barato, diziamos!
Lembram desta balada de nossa juventude?
Um barato, diziamos!
quinta-feira, 7 de junho de 2012
A força das mulheres
Muitos marmanjos arranjaram muitas desculpas para não enfrentarem o frio de ontem no Beira-Rio. Mas estas amigas da Força Feminina Colorada estavam lá. Não é , querida Wali Petry?
Vitória consistente do Inter no frio intenso
Ainda não tive coragem de sair debaixo de meu cobertor com lã de ovelha.
É muito quente. Mereço, pois ontem enfrentei um frio de renguear cusco
no Beira-Rio. Eu e pouco mais de 14 mil colorados fomos compensados com uma boa vitória sobre o São Paulo.
Não foi uma grande partida, mas vi o "vendido" D'Alessandro (foto) fazer um belo gol de falta. Bom retorno do gringo. E o time, com desfalques importantes, mostrou consistência e poder de grupo, fatores essenciais para quem almeja o título. Com as voltas de Damião, Oscar e Guina - mais as contratações - estaremos mais fortes. Avante, colorado.
Não foi uma grande partida, mas vi o "vendido" D'Alessandro (foto) fazer um belo gol de falta. Bom retorno do gringo. E o time, com desfalques importantes, mostrou consistência e poder de grupo, fatores essenciais para quem almeja o título. Com as voltas de Damião, Oscar e Guina - mais as contratações - estaremos mais fortes. Avante, colorado.
Mapa artístico do RS será exposto em Londres no jubileu da rainha
Gostei do mapa, muito bonito, mas que ressalta demais o lado rural do Estado. Já foi mais. Hoje, nem tanto.
O mapa ilustrado do Rio Grande do Sul, produzido pelo estúdio Romeu
& Julieta, por meio da Agência Escala para a secretaria do Turismo
(Setur), fará parte da exposição denominada
Art Below, em Londres, de 06 até 11 de junho, na estação de metrô
London Bridge. De 19 de junho até 1º de julho, estará em Convent Garden.
O Art Below é uma exposição de arte contemporânea que vai exibir as obras de aproximadamente 60 artistas, de mais de 12 países, em 20 estações do metrô de Londres durante o mês de junho, no jubileu de diamante da rainha Elizabeth II, celebração dos 60 anos de ascensão ao trono.
Texto: Valeria Pereira (Secon/Governo do Estado)
O mapa ilustrado do Rio Grande do Sul, produzido pelo estúdio Romeu
& Julieta, por meio da Agência Escala para a secretaria do Turismo
(Setur), fará parte da exposição denominada
Art Below, em Londres, de 06 até 11 de junho, na estação de metrô
London Bridge. De 19 de junho até 1º de julho, estará em Convent Garden.
O Art Below é uma exposição de arte contemporânea que vai exibir as obras de aproximadamente 60 artistas, de mais de 12 países, em 20 estações do metrô de Londres durante o mês de junho, no jubileu de diamante da rainha Elizabeth II, celebração dos 60 anos de ascensão ao trono.
Texto: Valeria Pereira (Secon/Governo do Estado)
O livro-abelha
Recebi a seguinte imagem em forma de linda mensagem da amiga Lu Vilela, de Bamboletras. De fato, não vivo sem os livros-abelhas...
Mês de estudos e sem tempo para a web
Estou começando o último mês do quinto semestre de História na PUC. Será
um período puxado, com trabalhos e provas na pauta.
Amanhã, já tenho prova de História da Arte, com abordagens de temas como Realismo, Simbolismo, Impressionismo, Fauvismo e Cubismo.
Portanto, menos presença nas redes sociais neste mês.
Fiquem bem e tenham uma boa semana.
Abreijos!
Amanhã, já tenho prova de História da Arte, com abordagens de temas como Realismo, Simbolismo, Impressionismo, Fauvismo e Cubismo.
Portanto, menos presença nas redes sociais neste mês.
Fiquem bem e tenham uma boa semana.
Abreijos!
Barra do Ribeiro, capital do Mundo
Frio maravilhoso em Barra do Ribeiro, capital do Mundo, segundo visão
apaixonada de minha mãe Suely. Não ouso discordar, especialmente quando
estou aqui.
O frio é mais intenso do que em Porto Alegre, distante 55 km e, de fato e direito, capital do Rio Grande do Sul.
Tenham um belo domingo. Abreijos!
O frio é mais intenso do que em Porto Alegre, distante 55 km e, de fato e direito, capital do Rio Grande do Sul.
Tenham um belo domingo. Abreijos!
terça-feira, 29 de maio de 2012
“A Veja deve explicações ao país”, diz presidente da Fenaj
A CPI realizada pelo Congresso Nacional que tenta investigar a influência do bicheiro Carlinhos Cachoeira sobre o poder público acabou suscitando um debate tão inesperado quanto necessário no país: a relação da mídia com as esferas de poder, sejam elas políticas ou econômicas.
"A Veja acaba de nos produzir um dos piores momentos do jornalismo" | Fotos: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Samir Oliveira, Sul 21
A Polícia Federal identificou cerca de 200 conversas telefônicas entre o diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e o contraventor. A divulgação dessas escutas mostra que Cachoeira pautava a publicação da editora Abril, que se deixava levar pelos interesses políticos de um empresário fortemente ligado ao senador Demóstenes Torres (ex-DEM).
Diante desse cenário, alguns parlamentares têm defendido a convocação de Policarpo para depor na CPI, mesmo que o relator Odair Cunha (PT-MG) já tenha rejeitado pedido de informações a respeito. Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, a revista precisa explicar o que guiou sua prática jornalística nesse episódio. “A Veja tem que dar explicações ao Brasil. É preciso explicar como ela exerce a atividade jornalística com essas veleidades, com descompromisso e irresponsabilidade em relação a princípios éticos e técnicos consagrados pelo jornalismo”, entende.
Nesta entrevista ao Sul21, Schröder avalia a conduta da revista nesse e em outros episódios e defende a necessidade de um marco regulatório para a comunicação no país.
“Não é só um repórter, mas é a organização, a chefia da empresa, que conduz e encaminha uma atividade tecnicamente reprovável e eticamente inaceitável”
Sul21 – O que a CPI do Cachoeira pode nos dizer sobre a mídia brasileira?
Celso Schröder – A CPI está nos mostrando que a mídia é uma instituição como qualquer outra e precisa estar submetida a princípios públicos, na medida em que a matéria-prima do seu trabalho é pública: a informação. Quanto menos pública essa instituição for e mais submetida aos interesses privados dos seus gestores ela estiver, mais comprometida ficará a natureza do jornalismo. Como qualquer instituição, a mídia não está acima do bem e do mal, dos preceitos republicanos do Estado de Direito e do interesse público. Do ponto de vista político, a Veja confundiu o público com o privado. Do ponto de vista jornalístico, comete um pecado inaceitável: estabelecer uma relação promíscua entre o jornalista e a fonte. Não é só um repórter, mas é a organização, a chefia da empresa, que conduz e encaminha uma atividade tecnicamente reprovável e eticamente inaceitável. Todo jornalista sabe, desde o primeiro semestre da faculdade, que a fonte é um elemento constituidor da notícia na medida em que ela for tratada como fonte. A fonte tem interesses e, para que eles não contaminem a natureza da informação, precisam ser filtrados pelo mediador, que é o jornalista. A fonte, ao mesmo tempo em que dá credibilidade e constitui elemento de pluralidade na matéria, por outro lado, se não for mediada e relativizada pelo jornalista, pode contaminar o conteúdo.
"Os
jornalistas não estão acima da lei e não podem estar acima dos
princípios republicanos" | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Sul21 – Em que pontos a relação entre Policarpo Júnior e Cachoeira extrapolaram uma relação saudável entre repórter e fonte?Schroder – Ele não tratou o Cachoeira como fonte. O problema é um jornalista ou uma empresa jornalística atribuir a alguém uma dimensão de fonte única, negociando com ela o conteúdo e a dimensão da matéria e, principalmente, conduzindo a Veja para uma atuação de partido político. Esse é um pecado que a Veja vem cometendo há algum tempo. A oposição no Brasil é muito frágil. Por não existir uma oposição forte, a imprensa assume esse papel, o que é uma distorção absoluta. A imprensa não tem que assumir essa função, a sociedade não atribui a ela uma dimensão político-partidária, como a Veja se propõe. A Veja acaba de nos produzir um dos piores momentos do jornalismo. Quando houve o episódio da tentativa de invasão do apartamento do ex-ministro José Dirceu (PT) por um repórter da Veja, eu escrevi um artigo dizendo que, assim como Watergate tinha sido o grande momento do jornalismo no mundo, a atuação da Veja no quarto de Dirceu foi um anti-Watergate. Mal sabia eu que teríamos um momento ainda pior. Não foi a ação individual de um repórter sem capacidade de avaliação. Foi uma ação premeditada e sistêmica de uma empresa de comunicação, de um chefe que conduzia seu repórter para uma ação imoral, tangenciando perigosamente a ilegalidade.
“A Veja é uma revista que coloca em jogo a matéria-prima básica da sua existência: a credibilidade. Parece-me um suicídio”
Sul21 – O mesmo pode ser dito para o episódio recente entre Policarpo Júnior e Cachoeira?Schröder - Neste momento, isso se consolida. É uma revista que coloca em jogo a matéria-prima básica da sua existência: a credibilidade. Parece-me um suicídio, inclusive do ponto de vista de um negócio jornalístico. A não ser que a Veja esteja contando com um outro tipo de financiamento, ou já esteja sendo subsidiada por outro mecanismo que não seja decorrente da credibilidade e da inserção no público. Não temos dados concretos sobre isso, mas tudo leva a crer que, nesse momento, o financiamento da Veja esteja se dando por outro caminho. O comprometimento e o alinhamento inescrupuloso da revista a uma determinada visão de mundo conduz à ideia de que a Veja possa ter aberto mão de ser um veículo de comunicação para ser um instrumento político com financiamento deste campo.
Sul21 – Mas a revista já passou por períodos em que era mais comprometida com o jornalismo. Como ocorreu essa mudança?
Schroder – Não é de agora que a Veja vem dando indícios de que abre mão de um papel de referência jornalística. A Veja foi fundamental para a redemocratização do país, foi referência para jornalistas de várias gerações e teve em sua direção homens como Mino Carta. Depois de um certo tempo, a revista começa a alinhar-se a um determinado grupo social brasileiro. É claro que os editores da revista têm opiniões e cumprem um papel conservador no país. Tudo bem que isso aconteça nas dimensões editoriais. Agora, que se reserve ao jornalismo informativo um espaço de discussão com contrapontos. Princípios elementares do jornalismo foram sendo abandonados e essa revista, que foi importante para a democracia e para o jornalismo, passa a ser um exemplo ruim que precisa ser enfrentado.
Sul21 – Como o senhor vê a possibilidade de Policarpo Júnior ser convocado para depor na CPI?
Schroder – Tenho visto declarações de alguns políticos, como da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), que diz que o envolvimento do Policarpo nisso representa um ataque à imprensa. Os jornalistas não estão acima da lei e não podem estar acima dos princípios republicanos. Se ele for convocado pela CPI, tem o direito de não ir. Se ele for, tem o direito de exercer a prerrogativa do sigilo de fonte. Mas a convocação não representa uma ameaça. A Veja tem que dar explicações ao Brasil. É preciso explicar como ela exerce a atividade jornalística com essas veleidades, com descompromisso e irresponsabilidade em relação a princípios éticos e técnicos consagrados pelo jornalismo. Questionar isso é fundamental. Os jornalistas e a academia têm obrigação de fazer esse questionamento.
Sul21 – Nesse sentido, não seria válido também convocar o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita?
Schroder – Parece que seria deslocar o problema. Na CPI, a Veja é um dos pontos. O problema é a corrupção entre o Cachoeira e o Parlamento brasileiro. Um depoimento do Civita geraria um debate que desviaria os trabalhos da CPI. Não há dúvida de que a Veja praticou um mau jornalismo e deve prestar contas. A CPI tem gravações de integrantes da revista com o bicheiro. Que eles sejam convocados, então. Não é pouca coisa trazer o chefe da sucursal da Veja em Brasília para depor.
“A Fenaj não vai proteger jornalistas criminosos”
Sul21 – As críticas à Veja costumam ser rebatidas com argumentos que valorizam o trabalho supostamente investigativo feito pela revista, com diversas denúncias de corrupção. Entretanto, as gravações entre Policarpo e Cachoeira revelam como funcionava a engenharia que movia algumas dessas denúncias.Schroder – Há uma certa sensação de que estamos vivendo um momento de corrupção absoluta no país. E isso está longe de ser verdade. Basta olhar a história e ver que agora temos instituições democráticas funcionando. A imprensa cumpre um papel democrático e fiscalizador importante com a denúncia. O problema é que alguns setores, ao fazerem denúncias, atribuem um papel absoluto à ideia da corrupção. No caso da Veja, o pior de tudo é que a própria revista estava envolvida. Não é só um mau jornalismo sendo praticado. Há indícios perigosos de uma locupletação – que não precisa ser necessariamente financeira. Pode ser uma troca de favores, onde o que a Veja ganhou foi a constituição de argumentos para uma atuação política, não jornalística. Como se fosse o partido político que a oposição não consegue ser. Se a imprensa se propõe a esse tipo de coisa, volta a um patamar de atuação do século XVIII. Se é para ser assim, que a revista mude de nome e assuma o alinhamento a determinado partido. Agora, ao se apresentar como um espaço informativo, a Veja precisa refletir a complexidade do espaço político brasileiro. Se ela não faz isso, está comprometendo o jornalismo e tangenciando uma possibilidade de ilegalidade que, se houver, precisa ser esclarecida. A Fenaj não vai proteger jornalistas criminosos.
Sul21 – A revelação desse modus-operandi da Veja está gerando uma discussão quase inédita no país: a mídia está debatendo a mídia. A revista Carta Capital tem dedicado diversas capas ao tema e a Record já fez uma reportagem sobre o assunto. É um fenômeno comum em outros países, mas até então não ocorria no Brasil.
Schroder – Nos anos 1980, quando a Fenaj propôs uma linha para a democratização da comunicação, partimos da compreensão de que a democratização do país não havia conseguido chegar à mídia. O sistema midiático brasileiro, ao contrário de todas as outras instituições, não havia sido democratizado. Temos cinco artigos da Constituição nessa área que não estão regulamentados. Durante 30 anos tivemos diversas iniciativas de tentar construir esse debate. A lógica da regulamentação existe em todos os países do mundo. Mas, no Brasil, isso enfrenta resistências de uma mídia poderosa, que fez os dois primeiros presidentes da República após a democratização. Sarney e Collor são dois políticos que saíram dos quadros da Rede Globo. Na presidência do Congresso tivemos outros afilhados da Rede Globo, como Antonio Carlos Magalhães, que também foi ministro das Comunicações. A mídia não só está concentrada, no sentido de ter monopólios, como está desprovida de qualquer controle público. Está absolutamente entregue à ideia de que a liberdade de expressão é a liberdade de expressão dos donos da mídia. Enquanto que o preceito constitucional diz que a liberdade de expressão é do povo, e o papel da mídia é assegurar isso.
“O espírito conservador está no DNA da Rede Globo. Ela acostumou-se à ideia de que para o seu negócio não deve existir nenhuma regra”
Sul21 – Quanto se conseguiu avançar nesse debate desde então?
Schroder – Estamos há 30 anos pautando esse debate até chegarmos a Confecom (Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009). A Fenaj consegue constituir a ideia de que esse debate precisa ser público, já que ele é omitido pela mídia, que atribui à essa discussão uma tentativa de censura. A Confecom, no início, teve a anuência das empresas. Eu fui junto com os representantes da RBS e da Globo aos ministros Helio Costa (Comunicações), Tarso Genro (Justiça) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) propor a conferência. As empresas compreendiam que, naquele momento, a telefonia estava chegando e ameaçava um modelo de negócios. Mas, durante a Confecom, a Rede Globo e todos os seus aliados se retiraram, tentando sabotar mais uma vez o debate. O espírito conservador está no DNA da Rede Globo. Ela acostumou-se à ideia de que para o seu negócio não deve existir nenhuma regra. Acostumou-se a impor seus interesses ao país e, portanto, é ontológicamente contra qualquer regra. Naquele momento em que a Globo se retirou da Confecom ficou claro que não é possível contar com esses empresários para qualquer tipo de tentativa de atribuir à comunicação no Brasil uma dimensão pública, humana e nacional, regida por princípios culturais, democráticos e educacionais, não simplesmente pelo lucro fácil e rápido.
Sul21 – O editorial do jornal O Globo defendendo a revista Veja é um indício de que há um corporativismo muito grande entre os donos da mídia tradicional?
Schroder – O princípio que os une é aquele verbalizado pela Sociedade Interamericana de Imprensa: Lei melhor é lei nenhuma. As empresas alinhadas à ideia de que não podem estar submetidas à lei protegem-se. Abrigadas no manto de uma liberdade de expressão apropriada por elas, protegem seus interesses e seus negócios, atuando de uma maneira corporativa e antipública. O jornalismo é fruto de uma atividade profissional, não é fruto de um negócio. Jornalismo não é venda de anúncios. Jornalismo é, essencialmente, o resultado do trabalho dos jornalistas. Portanto, a obrigação dos jornalistas é denunciar sempre que o jornalismo for maculado, como ocorreu com a Veja. Seria, também, uma obrigação das empresas jornalísticas, na medida em que elas não estejam envolvidas com esse tipo de prática. Ao tornarem-se cúmplice e acobertarem esse tipo de prática, as empresas aliam-se a elas. Essas empresas disputam o mercado, mas protegem-se no que consideram essencial, no sentido de inviabilizar a ideia de que exercem uma atividade submetida aos interesses públicos, como qualquer outra.
Gilmar sem credibilidade
Do colega Mário Marcos de Souza:
"Da série 'Tenho visto coisas': primeiro foi o grampo da conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres, lembram? O áudio nunca apareceu e a polícia não comprovou grampo. Depois, foi a história dos telefones do Supremo, que estariam grampeados. Mais uma vez, a perícia mostrou que era fantasia. Agora, vem a história da conversa de Lula tentando influenciar decisão do Supremo, que teria sido revelada por Gilmar Mendes à Veja. Nelson Jobim, que participou da conversa, desmentiu tudo. É o tipo de situação que determina o seguinte: cada um escolhe o lado em que acreditar."
Ou seja, o Gilmar Mendes não tem credibilidade. E os veículos da grande mídia continuam correndo atrás dele para ele dizer a mesma coisa. Vai virar santo para os veículos.
"Da série 'Tenho visto coisas': primeiro foi o grampo da conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres, lembram? O áudio nunca apareceu e a polícia não comprovou grampo. Depois, foi a história dos telefones do Supremo, que estariam grampeados. Mais uma vez, a perícia mostrou que era fantasia. Agora, vem a história da conversa de Lula tentando influenciar decisão do Supremo, que teria sido revelada por Gilmar Mendes à Veja. Nelson Jobim, que participou da conversa, desmentiu tudo. É o tipo de situação que determina o seguinte: cada um escolhe o lado em que acreditar."
Ou seja, o Gilmar Mendes não tem credibilidade. E os veículos da grande mídia continuam correndo atrás dele para ele dizer a mesma coisa. Vai virar santo para os veículos.
Jornais entupidos de anúncios e ruas de carros
Páginas dos jornais são fartas na publicação de anúncios de automóveis.
Ruas de Porto Alegre abarrotadas de veículos, a maioria apenas com o condutor.
Eu, que não gosto de dirigir, sou vítima da tranqueira, mesmo usando lotação ou táxi.
De bicicleta, é inseguro. Ciclovias são limitadas.
Ruas de Porto Alegre abarrotadas de veículos, a maioria apenas com o condutor.
Eu, que não gosto de dirigir, sou vítima da tranqueira, mesmo usando lotação ou táxi.
De bicicleta, é inseguro. Ciclovias são limitadas.
Índia da boca pequena
Lembrei do pedaço de uma canção cujo autor não recordo.
"Índia da pele morena
Sua boca pequena
eu quero beijar."
"Índia da pele morena
Sua boca pequena
eu quero beijar."
sábado, 26 de maio de 2012
Empate com gosto de vitória
O Inter, desfalcado e mal escalado pelo treinador, esteve duas vezes em
desvantagem de dois gols.
Com ajustes no segundo tempo, achou técnica e raça para empatar o jogo em 3 a 3.
Os gols de Fabrício e Dátolo de fora da área mostram que o time passa por cima das adversidades.
Valeu, Inter. E a torcida colorada presente no Engenhão festejou muito.
O empate não deve esconder os erros da defesa nos três gols dos Flamengo. Tampouco a escalação com três volantes. Mas o poder de reação do time foi contagiante..
Com ajustes no segundo tempo, achou técnica e raça para empatar o jogo em 3 a 3.
Os gols de Fabrício e Dátolo de fora da área mostram que o time passa por cima das adversidades.
Valeu, Inter. E a torcida colorada presente no Engenhão festejou muito.
O empate não deve esconder os erros da defesa nos três gols dos Flamengo. Tampouco a escalação com três volantes. Mas o poder de reação do time foi contagiante..
Assembleia de jornalistas gaúchos defende piso nacional de R$ 3,7 mil
Os jornalistas gaúchos que participaram na manhã desta sexta, 25, da
Assembleia Geral Extraordinária, aprovaram por unanimidade a pauta de
negociação a ser apresentada ao Sindicato das Empresas Proprietárias de
Jornais e Revistas do Rio Grande do Sul e das Empresas de Rádio e
Televisão no Estado do Rio Grande do Sul. Em um total
de 62 clausulas, os profissionais defenderam a implantação imediata do
piso nacional da categoria no valor de R$ 3.732,00, que começa a ser
discutido no Congresso Nacional, além de garantir melhor qualidade de
vida aos jornalistas. Para quem recebe acima do piso, a assembléia
aprovou a reposição do INPC, além do percentual do Produto Interno Bruto
(PIB) do Brasil no ano de 2011, equivalente a 2,7%, e um percentual de
15,4% a título de recuperação de perdas inflacionárias dos últimos cinco
anos. Entre as cláusulas sociais, destaca a implementação de uma
comissão paritária composta por membros dos três sindicatos, para
criação de um protocolo de saúde e segurança dos jornalistas gaúchos.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, a indicação do piso nacional é um marco da luta dos jornalistas brasileiros em defesa da dignidade profissional da categoria. Ele aponta que a pauta deve ser apresentada até o dia 31 aos presidentes dos dois sindicatos patronais. Como a data base dos jornalistas gaúchos é 1º de junho, Nunes ressalta que todos os profissionais poderão contribuir para garantir a aplicação das reivindicações aprovadas em assembleia, que permanece aberta até o fechamento do Acordo Coletivo.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, a indicação do piso nacional é um marco da luta dos jornalistas brasileiros em defesa da dignidade profissional da categoria. Ele aponta que a pauta deve ser apresentada até o dia 31 aos presidentes dos dois sindicatos patronais. Como a data base dos jornalistas gaúchos é 1º de junho, Nunes ressalta que todos os profissionais poderão contribuir para garantir a aplicação das reivindicações aprovadas em assembleia, que permanece aberta até o fechamento do Acordo Coletivo.
Hoje tem jogo do colorado na Europa e no Rio. Daqui a pouco, 10h30min,
contra a Dinamarca, a seleção brasileira terá Damião e Oscar, além de
Sandro e Juan, crias do Beira-Rio. Mais o Giuliano no banco. É jogo
decisivo para o Mano Menezes, que está com a corda no pescoço.
À tarde, 18h30min, teremos o jogo contra o Flamengo no Engenhão. O time estará desfalcado e mal escalado pelo treinador. Mas confio no meu Inter!
À tarde, 18h30min, teremos o jogo contra o Flamengo no Engenhão. O time estará desfalcado e mal escalado pelo treinador. Mas confio no meu Inter!
Teatro da Ospa sai
Festejemos o andamento das obras do Teatro da Ospa, no Parque da
Harmonia, em Porto Alegre. Trata-se de um espaço para a cultura que
demorou para ser aprovado. Agora vai!
Menos imposto, mais carros
Não vejo com bons olhos a decisão do Governo de reduzir o IPI dos
carros. Com isso, mais gente comprará o seu, andará sozinha (um
absurdo!), entupirá as ruas e aumentará a poluição. Ah, a cultura do
automóvel...
Quem aproveita a situação são os jornais, que estão hoje repletos de anúncios de concessionárias de veículos. A apelo é a medida adotada pelo Governo.
Quem aproveita a situação são os jornais, que estão hoje repletos de anúncios de concessionárias de veículos. A apelo é a medida adotada pelo Governo.
Veto parcial ao Código Florestal agrada pequenos
A manchete do jornal Zero Hora a respeito dos vetos do Governo ao Código
Florestal é clara: "Veto irrita grandes e agrada a pequenos." Perfeito.
Anistiar desmatadores e não obrigar a recuperação de margens de rios
seria absurdo. Foi parcial o veto de Dilma, mas a decisão mostrou que a
grande campanha dos brasileiros funcionou. Viva nossas florestas!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Desrespeito aos direitos humanos não pode abrigar-se na liberdade de imprensa
A
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) torna público seu veemente
repúdio à produção e exibição, no programa "Brasil Urgente", da TV Band
Bahia, de entrevista que expõe à humilhação um jovem negro detido pela
polícia, acusado de assalto e estupro. Programas policialescos,
irresponsáveis e sensacionalistas não podem ser tolerados pela sociedade
por se travestirem de produções jornalísticas. Na verdade, estes
programas ferem os princípios e a ética do Jornalismo e configuram abuso
das liberdades de expressão e de imprensa, por violarem os direitos
constitucionais da cidadania.
A entrevista “Chororô na Delegacia: acusado de estupro alega inocência”, veiculada no programa "Brasil Urgente", foi feita por Mirella Cunha, que não é jornalista profissional, na 12ª Delegacia de Itapoã. As atitudes da entrevistadora, que em nada segue a técnica e a ética jornalísticas, deixam evidente a intenção de constranger e humilhar o jovem detido. Diante da sua alegação de inocência da acusação de estupro e de sua disposição de submeter-se a exame pericial para comprová-lo, a entrevistadora debocha do jovem por ele não saber o nome do exame que poderia ser feito para compravar sua inocência e dá gargalhadas.
A entrevista ganhou repercussão nacional pelo YouTube, onde foi postada sob o título “Acusado de estupro quer fazer exame de próstata”. A Band, diante da repercussão negativa na rede mundial de computadores, divulgou nota em que anuncia que “a postura da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora". Informações extraoficiais dão conta de que ela foi demitida.
A FENAJ defende, quando couber, a aplicação de medidas disciplinares aos profissionais do Jornalismo. Entretanto, a Federação dos Jornalistas alerta a sociedade brasileira para a necessidade de responsabilização das empresas da mídia, que definem os formatos de seus programas e os impõem aos profissionais e ao público.
Infelizmente, o caso em voga, registrado na Bahia, não se esgota em si. Práticas semelhantes ocorrem cotidianamente na produção pseudojornalística da grande imprensa – principalmente em programas popularescos de cobertura policial transmitidos em rádios e TVs –, ferindo a dignidade humana.
Diante de tamanho desrespeito aos direitos humanos e transgressão aos princípios do Jornalismo e à ética jornalística, cometidos não só pelos profissionais que se sujeitam a tais práticas, como também pelas empresas que as promovem e pelos agentes do Estado que cometem abuso de poder, a FENAJ reivindica do governo da Bahia a apuração dos fatos e das responsabilidades, no âmbito dos órgãos de segurança pública, e do Conselho Estadual de Comunicação medidas para coibir práticas semelhantes, acionando, no que couber, o Ministério Público Estadual e os poderes constituídos.
Brasília, 23 de maio de 2012.
Diretoria da FENAJ
A entrevista “Chororô na Delegacia: acusado de estupro alega inocência”, veiculada no programa "Brasil Urgente", foi feita por Mirella Cunha, que não é jornalista profissional, na 12ª Delegacia de Itapoã. As atitudes da entrevistadora, que em nada segue a técnica e a ética jornalísticas, deixam evidente a intenção de constranger e humilhar o jovem detido. Diante da sua alegação de inocência da acusação de estupro e de sua disposição de submeter-se a exame pericial para comprová-lo, a entrevistadora debocha do jovem por ele não saber o nome do exame que poderia ser feito para compravar sua inocência e dá gargalhadas.
A entrevista ganhou repercussão nacional pelo YouTube, onde foi postada sob o título “Acusado de estupro quer fazer exame de próstata”. A Band, diante da repercussão negativa na rede mundial de computadores, divulgou nota em que anuncia que “a postura da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora". Informações extraoficiais dão conta de que ela foi demitida.
A FENAJ defende, quando couber, a aplicação de medidas disciplinares aos profissionais do Jornalismo. Entretanto, a Federação dos Jornalistas alerta a sociedade brasileira para a necessidade de responsabilização das empresas da mídia, que definem os formatos de seus programas e os impõem aos profissionais e ao público.
Infelizmente, o caso em voga, registrado na Bahia, não se esgota em si. Práticas semelhantes ocorrem cotidianamente na produção pseudojornalística da grande imprensa – principalmente em programas popularescos de cobertura policial transmitidos em rádios e TVs –, ferindo a dignidade humana.
Diante de tamanho desrespeito aos direitos humanos e transgressão aos princípios do Jornalismo e à ética jornalística, cometidos não só pelos profissionais que se sujeitam a tais práticas, como também pelas empresas que as promovem e pelos agentes do Estado que cometem abuso de poder, a FENAJ reivindica do governo da Bahia a apuração dos fatos e das responsabilidades, no âmbito dos órgãos de segurança pública, e do Conselho Estadual de Comunicação medidas para coibir práticas semelhantes, acionando, no que couber, o Ministério Público Estadual e os poderes constituídos.
Brasília, 23 de maio de 2012.
Diretoria da FENAJ
Sofrimento de secador
O futebol é fascinante até para o secador (eu, ontem).
Os dois jogos da Libertadores foram decididos nos minutos finais e gostei de um resultado.
No outro, passou quem eu menos queria.
Coisas do futebol ...
Os dois jogos da Libertadores foram decididos nos minutos finais e gostei de um resultado.
No outro, passou quem eu menos queria.
Coisas do futebol ...
Verdades e mentiras
Quantas verdades já golpeaste?
Quantas mentiras já acolheste?
Verdade de uns, mentira de outros.
Quantas mentiras já acolheste?
Verdade de uns, mentira de outros.
Sem trabalho escravo
Por que será que parlamentares da bancada ruralista resistiram tanto à
emenda constitucional que estabelece punição para quem ainda pratica o
trabalho escravo?
Afinal, quem não o pratica não deve temer nada...
Afinal, quem não o pratica não deve temer nada...
Nuvens sem pingos
Na vida tua de cada dia,
passam nuvens escuras,
temporais que anunciam,
pingos que não caem.
passam nuvens escuras,
temporais que anunciam,
pingos que não caem.
A verdade
No jornalismo, na história e na literatura não existe apenas uma
verdade.
Os bons profissionais perseguem múltiplas versões.
A sociedade agradece.
Os bons profissionais perseguem múltiplas versões.
A sociedade agradece.
Planícies e alturas
Ando na planície à procura
de um lugar para sentar
e garantir silêncio.
Depois, com certeza,
poderei gritar por liberdade
nas alturas da vida.
de um lugar para sentar
e garantir silêncio.
Depois, com certeza,
poderei gritar por liberdade
nas alturas da vida.
Sem amarras
Livrei-me das amarras. Tirei a tala que imobilizava meu braço esquerdo
por conta de uma tendinite. Sou canhoto e não conseguia fazer nada com a
mão direita. Tortura!
Agora, seguirei outros tratamentos..
Agora, seguirei outros tratamentos..
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Mais uma "ite"
E
mais uma "ite" me atinge. Desta vez, trata-se de uma tendinite nos
tendões do braço esquerdo. Estava sendo tratado com antiinflamatórios,
que não resolveram. Agora, imobilizaram meu braço e devo ficar longe do
computador e de atividades físicas por pelo menos uma semana. Pior: a mão esquerda é a do mouse. Este post está sendo escrito de forma
horrível com a mão direita, como se eu estivesse catando milho. Agora, vou me ausentar. Fiquem bem e até breve.
domingo, 20 de maio de 2012
Minha mãe e a neta caçula
Encontro de gerações na casa de minha mãe Suely, 75 anos, em Barra do Ribeiro (RS). Na foto, ela é toda sorriso ao lado da neta caçula Fernanda, dois anos e dez meses. A guria sapeca, minha sobrinha e afilhada , fez pose.
Inter joga bem e Damião é destaque
Estou retornando do Beira-Rio, onde torrei com o
sol no primeiro tempo e vi dois belos gols do meu time. O Inter jogou
bem, teve atuações individuais importantes e o coletivo também
funcionou. Leandro Damião fez um golaço, deu assistência para o de
Dagoberto e infernizou a zaga do Coritiba. Uma bola na trave, após um
petardo do atacante, foi outro destaque. Ele merecia o gol.
Enfim, o Inter iniciou bem o Brasileirão e fez o dever de casa. Agora, vamos ver como se comporta sem Damião e Oscar (ambos na foto) no domingo. Ambos estarão de seleção e farão imensa falta. Vamos, Inter! Rumo a tetra nacional.
Foto: Jefferson Bernardes/ Preview.com/Gazeta Press
Enfim, o Inter iniciou bem o Brasileirão e fez o dever de casa. Agora, vamos ver como se comporta sem Damião e Oscar (ambos na foto) no domingo. Ambos estarão de seleção e farão imensa falta. Vamos, Inter! Rumo a tetra nacional.
Foto: Jefferson Bernardes/ Preview.com/Gazeta Press
O dom
O dom, sabe o dom?
Não é para todos.
Insista, porém não canto.
Mas guardo no canto
olhar, toque e sentido
do lindo encanto teu.
Que não é para todos.
Não é para todos.
Insista, porém não canto.
Mas guardo no canto
olhar, toque e sentido
do lindo encanto teu.
Que não é para todos.
Feira ecológica
Feira ecológica na Redenção ferve, pois o dia é propício. Já fiz parte
de meu rancho de legumes, grãos e sementes, inclusive quinoa, que me
indicaram. Tomo um cafezinho num local bacana e retorno às compras. Até!
Na hora certa
Um dia, no momento certo, na hora exata, estarás aqui para desatar os
nós que, naquela noite de péssimas lembranças e desatino teu, amarraste
as possibilidades se seguir em frente.
Vou ao jogo, quero título
O Internacional, meu clube, lança campanha para mobilizar a torcida nos jogos do Brasileirão.
Eu, torcedor, lanço campanha para que o clube não venda jogadores e contrate peças para posições carentes.
Alguma coisa está errada quando um clube com mais de 100 mil associados precisa contratar uma agência de publicidade para chamar o torcedor. Nos anos 70, sem este montante de sócios, o Beira-Rio botava 80 mil, 90 mil, 100 mil pessoas nos jogos. Agora, é 23 mil no Gre-Nal e na final do Gauchão. Minha crítica é construtiva, até porque eu estarei no estádio hoje, apoiando o time.
Eu, torcedor, lanço campanha para que o clube não venda jogadores e contrate peças para posições carentes.
Alguma coisa está errada quando um clube com mais de 100 mil associados precisa contratar uma agência de publicidade para chamar o torcedor. Nos anos 70, sem este montante de sócios, o Beira-Rio botava 80 mil, 90 mil, 100 mil pessoas nos jogos. Agora, é 23 mil no Gre-Nal e na final do Gauchão. Minha crítica é construtiva, até porque eu estarei no estádio hoje, apoiando o time.
Mundo insano
É triste abrir o jornal no início do dia e levar um soco no estômago.
Uma menina do interior gaúcho é morta com várias facadas no caminho para a escola.
Um sonho interrompido e a sensação de impotência diante de um mundo insano.
Mentes doentes.
Uma menina do interior gaúcho é morta com várias facadas no caminho para a escola.
Um sonho interrompido e a sensação de impotência diante de um mundo insano.
Mentes doentes.
Tua imagem
Pintei tua imagem bela e cheia de luz.
Um dia, ela sumiu sem pista deixar.
Quando a reencontrei tempos depois,
estava desfocada e sem o brilho teu.
Terei chance de te pintar novamente?
Ou será fantasia de uma noite insone?
Um dia, ela sumiu sem pista deixar.
Quando a reencontrei tempos depois,
estava desfocada e sem o brilho teu.
Terei chance de te pintar novamente?
Ou será fantasia de uma noite insone?
Perdi o sol
Eu já sabia, mas fui conferir. Há dois anos, no outono, uma Nogueira
centenária e frondosa - além de outras árvores menores - garantiam o sol
na minha janela até 18h.
Hoje, com a eliminação das vegetações e a construção de um espigão de 19 andares no lugar, o sol é escondido às 16h. No meio da tarde, fica escuro e mais triste na minha janela.
Irrito ou não?
Hoje, com a eliminação das vegetações e a construção de um espigão de 19 andares no lugar, o sol é escondido às 16h. No meio da tarde, fica escuro e mais triste na minha janela.
Irrito ou não?
Andando
Serás capaz de esperar quando ando devagar?
Serás capaz de correr quando apresso o passo?
Serás capaz de andar ao meu lado quando ao teu lado estou?
Sim, submeta a mim as mesmas questões.
Então, saberemos se podemos andar juntos.
Serás capaz de correr quando apresso o passo?
Serás capaz de andar ao meu lado quando ao teu lado estou?
Sim, submeta a mim as mesmas questões.
Então, saberemos se podemos andar juntos.
Minha vitamina
Pela manhã, uma delícia: vitamina com leite desnatado, linhaça, aveia e mamão.
Substitui o pão, o queijo, a margarina e outros ingredientes do tradicional desjejum.
Garcia Márques não morreu
O escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, 85 anos, não morreu, como
noticiaram algumas redes sociais hoje. A notícia foi desmentida pela
presidente Fundação de Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI),
instituição fundada por Márquez). As informações são da Rádio Nacional
da Colômbia. A notícia teria sido postada por um correspondente da Al
Jazeera e se espalhou pela conta do Twitter @UmbertoEcoOffic.
O jornalista tem obrigação de não acreditar na primeira fonte e correr atrás de outras. O imediatismo da internet faz com que sejam divulgadas notícias erradas todos os dias. Depois, o espaço para correção não é o mesmo da primeira.
O jornalista tem obrigação de não acreditar na primeira fonte e correr atrás de outras. O imediatismo da internet faz com que sejam divulgadas notícias erradas todos os dias. Depois, o espaço para correção não é o mesmo da primeira.
Bicampeões na raça
Somos bicampeões gaúchos, Inter. Ganhamos do Caxias por 2 a 1, mas poderia ter sido mais.
Valeu o título, a virada, a luta e o apoio da torcida.
Agora, temos que buscar o título nacional, não esquecendo de que precisamos de reforços para a árdua disputa.
Vamos em frente, colorado. Acredito em ti!
Agora, temos que buscar o título nacional, não esquecendo de que precisamos de reforços para a árdua disputa.
Vamos em frente, colorado. Acredito em ti!
sábado, 12 de maio de 2012
Mãe
Mãe deve ser festejada o ano todo. Um dia especial foi criado e
disseminado pelos magos do marketing. Então, a gente segue o andar da
carruagem. Estou indo para Barra do Ribeiro, onde está a dona Suely, em
cujo ventre encontrei meu primeiro caminho. Antes, porém, deixo abraços e
beijos para todas as amigas mães e para as mães de vocês. Também para
aquelas que partiram, pois sempre estarão na lembrança e no coração de
cada filho(a).
Noite de chuva
Que noite!
Fui acordado por volta das 3h da madrugada por uma chuva forte que batia na janela. Custei a dormir - acho que isso aconteceu depois que os pingos ficaram miúdos.
E, no raiar do dia, fui obrigado a puxar a coberta. Esfriou e dei 346 espirros, que acordaram a vizinhança. Não sei quando sairei daqui. Afinal, é sábado frio.
Bom dia, amig@s.
Fui acordado por volta das 3h da madrugada por uma chuva forte que batia na janela. Custei a dormir - acho que isso aconteceu depois que os pingos ficaram miúdos.
E, no raiar do dia, fui obrigado a puxar a coberta. Esfriou e dei 346 espirros, que acordaram a vizinhança. Não sei quando sairei daqui. Afinal, é sábado frio.
Bom dia, amig@s.
Love of my life
Escutando Love of my life, do Queen.
É o tipo de hino eterno, que permanece na nossa memória e no coração.
A voz estupenda do Freddie Mercury é tudo de bom.
É o tipo de hino eterno, que permanece na nossa memória e no coração.
A voz estupenda do Freddie Mercury é tudo de bom.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
É impedimento
Impedido!
Não adianta chorar, não mudará nada.
Mas o Leandro Euzébio, autor do gol de empate do Flu, está na banheira.
Um corpo à frente.
E o auxiliar?
Eliminação, apesar do bom futebol
O Inter jogou bem, como time grande. Desbravou o campo do Fluminense,
como um verdadeiro Libertador da América -, perdeu gols e merecia a
classificação. Mas, como já aconteceu em outras ocasiões, foi abatido
pelo ataque aéreo. No domingo, porém, seremos campeões.
Lamento que alguns vizinhos sofridos, carentes de títulos, mantenham a arrogância e a empáfia. E, às vezes, o preconceito. Repito: alguns. Pelo menos se livraram dos estoques de foguetes nesta madrugada.
Lamento que alguns vizinhos sofridos, carentes de títulos, mantenham a arrogância e a empáfia. E, às vezes, o preconceito. Repito: alguns. Pelo menos se livraram dos estoques de foguetes nesta madrugada.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Repita a façanha, Inter
O
jogo contra o Fluminense se aproxima. Com ele, a tensão. A dúvida. A
incerteza. Peraí, já tivemos um jogo parecido com este. Corria o mês de
dezembro de 1975 e o Inter foi ao Maracanã enfrentar a chamada
"máquina", que tinha Félix, Carlos Alberto Torres, Edinho, Marco
Antônio, Rivelino, Paulo César Caju, Gil. Jogo ganho este do dia 7 ,
segundo os cariocas. O Inter passeou no maior do mundo, aplicando 2 a 0
ao natural, com gols de Lula e Paulo César Carpegiani. O nosso time:
Manga, Valdir, Figueroa, Hermínio e Chico Fraga, Caçapava, Falcão e
Paulo César, Valdomiro, Flávio e Lula. Os laterais titulares Cláudio
Duarte e Vacaria, machucados, não jogaram.
Então, colorados, é hora
de repetir a "façanha" contra um time que já está vendendo pacotes para o
jogo contra o Boca. É hoje, Internacional!!!
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Oscar joga
Oscar vai para o jogo do Inter amanhã contra o Flu pela Libertadores.
Pressionada, a CBF mandou para a Conmebol o ofício que deveria ter encaminhado desde o início.
Chega de falcatrua!
Vejam o documento definitivo:
Pressionada, a CBF mandou para a Conmebol o ofício que deveria ter encaminhado desde o início.
Chega de falcatrua!
Vejam o documento definitivo:
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Volta, gol e choro de Oscar
O Inter estava sem jogadores titulares em todos os setores do time - seis atletas - , mas contava com o retorno de Oscar depois de 47 dias impedido pela Justiça. O garoto jogou bem, fez o gol de empate que dá certa vantagem ao Inter, e se emocionou muito. Nem poderia ser diferente, depois de toda a carga de tensão no período em que ficou fora.
Parabéns, Oscar! És colorado, com certeza! E vamos Inter!!!
Inter lota o estádio do Caxias
Esta foi a torcida do Inter em Caxias.
Se não lotou, não foi culpa nossa...
E vamos entupir o Beira-Rio no domingo.
Nada está ganho, mas vamos gritar pela nossa vitória.
Vamos, Inter!
domingo, 6 de maio de 2012
Viva a França, viva o socialismo, viva a vitória de Hollande
François Hollande, do Partido Socialista, foi eleito neste domingo
presidente da República da França. Hollande derrotou Sarkozy no segundo
turno das eleições presidenciais com 51,9 % dos votos, contra 48,1 %,
segundo as estimativas feitas pelo instituto Ipsos para o jornal Le
Monde", a France Télévision e a Radio France a partir dos primeiros
boletins de apuração.
Depois de François Mitterrand, em 1981 e em 1988, François Hollande é o segundo presidente socialista da Quinta República francesa, fundada em 1958.
Os demais institutos deram resultados semelhantes : TNS Sofres (52% para Hollande) ; Ifop (52,7%) ; Harris (52,1%) e CSA (51,8%).
Multidões se reúnem diante da sede do PS, no tradicional Bairro Latino e na histórica Praça da Batilha, onde manifestam entusiasmo pela vitória dos socialistas. A derrota de Sarkozy é vista pelas principais forças de esquerda, entre elas o Partido Comunista, agrupadas na Frente de Esquerda, como um passo importante para inicar o enfrentamento às políticas neoliberais e conservadoras que levaram a França à beira do abismo.
O presidente derrotado Nicolas Sarkozy admitiu a derrota dizendo que agora voltará a ser "um francês entre os franceses... sabendo que a vida é feita de sucessos e derrotas".
Manuel Valls, um dos dirigentes do Partido Socialista, disse estar emocionado com a vitória de Hollande. Para ele, a partir de agora a tarefa será "ardente e magnífica".
Depois de François Mitterrand, em 1981 e em 1988, François Hollande é o segundo presidente socialista da Quinta República francesa, fundada em 1958.
Os demais institutos deram resultados semelhantes : TNS Sofres (52% para Hollande) ; Ifop (52,7%) ; Harris (52,1%) e CSA (51,8%).
Multidões se reúnem diante da sede do PS, no tradicional Bairro Latino e na histórica Praça da Batilha, onde manifestam entusiasmo pela vitória dos socialistas. A derrota de Sarkozy é vista pelas principais forças de esquerda, entre elas o Partido Comunista, agrupadas na Frente de Esquerda, como um passo importante para inicar o enfrentamento às políticas neoliberais e conservadoras que levaram a França à beira do abismo.
O presidente derrotado Nicolas Sarkozy admitiu a derrota dizendo que agora voltará a ser "um francês entre os franceses... sabendo que a vida é feita de sucessos e derrotas".
Manuel Valls, um dos dirigentes do Partido Socialista, disse estar emocionado com a vitória de Hollande. Para ele, a partir de agora a tarefa será "ardente e magnífica".
Não a vi
Sou um desalmado. Sonhei com ela, pensei nela ao longo do dia, mas não a
vi. A lua, que tanto amo e por quem faço prosas e versos, foi deixada
de lado. Tudo para que eu ficasse trancado dentro de casa, diante do
computador, para concluir um trabalho acadêmico. E, irônicamente, meu
artigo para a disciplina de História da Arte enfoca a Modernidade, onde
um dos momentos principais é o Mundo Romântico na pintura, na literatura, na filosofia, na música e na arquitetura. Ou seja, nas artes e nas ideias.
Não, não fui ver a lua porque não me bastava um minuto para admirá-la. Eu precisaria de muito mais. Passei rápido aqui e vejo que está todo mundo pasmo com a visão. Gente, desligo novamente o Face porque o trabalho continua. Tenho ainda o intervalo para o jogo do meu Inter desfalcado à tarde. À noite, me dedicarei à lua. Somente a ela!
Não, não fui ver a lua porque não me bastava um minuto para admirá-la. Eu precisaria de muito mais. Passei rápido aqui e vejo que está todo mundo pasmo com a visão. Gente, desligo novamente o Face porque o trabalho continua. Tenho ainda o intervalo para o jogo do meu Inter desfalcado à tarde. À noite, me dedicarei à lua. Somente a ela!
Lua muito cheia
Sonhei com ela, acordei pensando nela. Certamente, passarei o dia esperando por ela.
À noite, não tirem os olhos do céu: veremos a maior lua cheia de todos os tempos.
É de namorar!
À noite, não tirem os olhos do céu: veremos a maior lua cheia de todos os tempos.
É de namorar!
Amar
Não consigo viver sem amar, sem tocar onde menos imaginas, sem voar sem
ti nas minhas asas, sem andar pelas ruas sem a tua mão, sem olhar em
olhos que não sejam os teus. Ah, o teu beijo não existe outro, não
existe toque como o teu, carinho igual... Assim vivo ou não!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Na adolescência
No túnel do tempo. A amiga Dudu Baum enviou um documento histórico: o convite de formatura no curso ginasial, da Escola São José, de Barra do Ribeiro, em 1970. Eu tinha 15 anos. Lembro de todos, embora não tenha mais visto alguns. Outros, lamentavelmente, partiram para outro plano. Quem estiver na relação, no Face ou em outra rede social, se apresente!
Estes momentos são importantes, pois era a adolescência de cada um de nós. Cada um seguiu o seu rumo, mas o tempo não apaga as boas lembranças, especialmente de amigos que não estão mais aqui, como o Antônio da Rosa Pereira e o Jean Luiz da Silva. Ainda bem que estivemos juntos várias vezes que fui na Barra. Ah, muitos continuam lá.
domingo, 29 de abril de 2012
E não precisa de legenda
Foto captada após o meia argentino Dátalo fazer o gol colorado. Ele encara a incrédula torcida gremista.
Vitória da raça e da classe
Com desfalques importantes - D'Alessandro, Oscar, Dagoberto, Nei e
Cleber - o Internacional se impôs ao Grêmio hoje no Beira-Rio. Foi uma
vitória consistente, da qual participei como um dos mais de 22 mil
torcedores presentes. Pouco para um clássico, mas temos que considerar que o jogo teve transmissão direta para Porto Alegre.
O fato é que o colorado mostrou algumas peças importantes no jogo, como Guiñazu, Fabrício, Sandro Silva, Tinga, Dátalo, Índio, Jajá, Damião e... todo o time. O adversário entrou com um time ofensivo - três atacantes - mais isso não resolveu. Ganhamos na técnica e na garra.
No entanto, é preciso ressaltar que o campeonato não está ganho. Temos duas partidas e precisamos respeitar o time do Caxias. Acredito no meu time, especialmente com a volta dos que estiveram de fora.
Foto: Edu Andrade/ Gazeta Press
O fato é que o colorado mostrou algumas peças importantes no jogo, como Guiñazu, Fabrício, Sandro Silva, Tinga, Dátalo, Índio, Jajá, Damião e... todo o time. O adversário entrou com um time ofensivo - três atacantes - mais isso não resolveu. Ganhamos na técnica e na garra.
No entanto, é preciso ressaltar que o campeonato não está ganho. Temos duas partidas e precisamos respeitar o time do Caxias. Acredito no meu time, especialmente com a volta dos que estiveram de fora.
Foto: Edu Andrade/ Gazeta Press
Beira-Rio fervendo
Rumando para o Beira-Rio, cujos portões já foram abertos.
Confio que retornarei de lá campeão do segundo turno e com vaga na final do Gauchão.
Vamos, Internacional.
A torcida colorada será o décimo segundo jogador.
Confio que retornarei de lá campeão do segundo turno e com vaga na final do Gauchão.
Vamos, Internacional.
A torcida colorada será o décimo segundo jogador.
Torcidas unidas
Aqui no Rio Grande do Sul, a flauta corre solta em dia de Gre-Nal.
Mas fica nisso.
As gurias, especialmente, vão ao jogo juntas.
Os marmanjos olham, com respeito.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Chega de mortes de jornalistas!
Durante
um período superior a 20 anos, circulei por estradas de nosso Rio
Grande. Muitas reportagens foram produzidas no período. Fico feliz com o
que conseguimos: eu, o fotojornalista e o motorista. Era nossa missão.
Tenho algo a confessar. Neste período,
fui salvo mais de dezenas de vezes. Gracas aos motoristas profissionais
que desviavam de caminhões e carros. Devemos a vida a eles. Por isso,
ressalto a importância de contarmos com motoristas profissionais nas
coberturas jornalísticas. Repórter ou cinegravistas não são motoristas
profissionais. As empresas precisam entender isso! Chega de mortes!
Entidades se solidarizam e cobram medidas
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a
Federação Nacional dos Jornalistas manifesta sua solidariedade aos
parentes e amigos de Ezequiel Barbosa, 27 anos, e Enildo Paulo Pereira,
59, repórter cinematográfico e apresentador da TV Bandeirantes,
respectivamente, falecidos na manhã desta sexta-feira (27/04), quando se
dirigiam para o município de Farroupilha onde iriam cobrir uma operação
do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). No acidente
que envolveu três carros com jornalistas e três viaturas policiais e um
caminhão carregado com laranjas, deixou feridos ainda o repórter
fotográfico Marcelo Oliveira, o repórter Eduardo Torres e o motorista
Anderson Samuel Belmonte Alves, todos do jornal Diário Gaúcho, além do
repórter Cid Martins e do motorista Lúcio Pereira de Moraes, ambos da
Rádio Gaúcha.
Em face do ocorrido as entidades exigem a
imediata apuração sobre o acidente e maior segurança de trabalho dadas
aos profissionais, com a instituição imediata do adicional de risco de
vida. No mesmo sentido cobramos do Governo do Rio Grande do Sul medidas
mais eficazes para garantir a segurança de todos os cidadãos que
transitam por esse local da rodovia que seguidamente vem ceifando a vida
de dezenas de pessoas.
Conforme o comprovado, além da função
de repórter cinematográfico, Ezequiel era obrigado também a dirigir o
veículo da empresa, o que contraria normas de segurança na cobertura
jornalística. Vale lembrar que esta é uma prática ilegal desta emissora
que há pouco mais de 5 meses teve o repórter cinematográfico Gelson
Domingos, morto em uma favela do Rio de Janeiro, sendo que na época
também exercia a função de motorista. As entidades buscam esclarecer
como Ezequiel era contratado, uma vez que as empresas usam o desvio de
função de “operador de câmera”, recurso utilizado para burlar a
regulamentação profissional dos jornalistas, registrar os profissionais
indevidamente e, assim, pagar salários mais baixos.
Fatos como
esse já foram denunciados junto a Superintendência Regional do Trabalho
(SRT-RS), que infelizmente tem preferido fazer a fiscalização
protocolar, sem ao menos verificar a atual atribuição do profissional. O
Sindicato e a FENAJ conclamam os jornalistas brasileiros e a sociedade a
denunciarem essa prática ilegal dos empresários da comunicação.
Juntamente com os demais Sindicatos de Jornalistas, trabalharemos para
fazer com que este episódio seja um marco nacional na luta para que as
empresas de comunicação definitivamente abram mão de sua negligência,
adotem normas de segurança em comum acordo com as entidades sindicais
representativas da categoria e assegurem aos profissionais condições de
trabalho dignas, além da imediata inclusão do adicional de risco de vida
a todos os jornalistas brasileiros.
Aliada à crescente
violência contra jornalistas no Brasil, a ausência de proteção aos
profissionais na cobertura de atividades de risco atinge um momento
inaceitável e preocupante, exigindo das entidades representativas dos
profissionais e daquelas representativas das empresas da comunicação uma
atitude inadiável. Para que se assegure o direito da sociedade à
informação de qualidade, faz-se necessária maior proteção e segurança
aos profissionais de comunicação. Por isso os Sindicatos de Jornalistas
do Brasil e a FENAJ cobram das entidades empresariais de comunicação a
imediata discussão e negociação de um Protocolo Nacional de Segurança
aos jornalistas.
Igualmente, as entidades cobram das
autoridades federais iniciativas neste sentido, convicta de que para que
chegue a mensagem é preciso proteger o mensageiro.
Porto Alegre, 27 de abril de 2012
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul
Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Feirão de livros
Um
feirão de livros com descontos superiores a 90%. Quase de graça. Foi o
que encontramos esta semana em um estande da EdiPUCRS, no prédio 5 da
universidade, onde curso História. Os valores vão até R$ 3,00. Um livro
de R$ 70,00 vendido por este preço provocou filas no local. São obras
importantes de professores meus, de colegas jornalistas e de outras
áreas do conhecimento.
Eu queria uma feira nestes moldes todos os
dias. Saí de lá com duas sacolas e investi pouco mais de R$ 20,00. Na
livraria da EdiPUCRS, no prédio 41, também são encontradas estas
barbadas. Só até hoje...
Foto: Bruno Todeschini - Ascom/PUC
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Escrever
Sinta o que escrevo,
respire cada palavra,
ouça cada letra.
Agora, una-as.
Não é belo tê-las?
respire cada palavra,
ouça cada letra.
Agora, una-as.
Não é belo tê-las?
Ser, ver, sentir
Eu tenho cara, pessoa.
Se não tivesse uma,
não te encararia
e nada seria.
Eu tenho olhar, pessoa.
Se não tivesse um,
não te espiaria
e nada veria.
Eu tenho ouvido, pessoa
Se não tivesse um,
não te ouviria
e nada sentiria.
Pessoa, eu sou
eu vejo,
eu sinto.
Sinta!
domingo, 22 de abril de 2012
União colorada
Hoje, o argentino Dátolo fez o primeiro dos 4 x 0 contra o Veranópolis e chamou os companheiros para o abraço. É união de que precisaremos na quarta (Fluminense, pela Libertadores) e no domingo (Gre-Nal, pelo Gauchão). É força total. Ao lado da torcida, com certeza.
Foto: Índio Balboa
Inocentes são enganados
Está acontecendo algo triste no Brasil. Sob um pretexto justificável,
aceita-se voltar ao tempo das trevas. Como se lá, além do terror, não
acontecessem os mesmos problemas de hoje.
Eram mascarados, escondidos, usurpados. Pessoas inocentes estão entrando nesta jogada sem saber. Lamentável!
Eram mascarados, escondidos, usurpados. Pessoas inocentes estão entrando nesta jogada sem saber. Lamentável!
A colonização do Brasil
Hoje, no ano de 1500, um português chamado Cabral chegou à terra que hoje se chama Brasil. Aprendemos desde pequenos que ele DESCOBRIU o lugar. Não é bem assim. A História é dinâmica e revê conceitos. Eu diria que ele COLONONIZOU a região onde viviam mais de 5 milhões de índios. Ou CONQUISTOU. Outros dirão que ele e sua esquadra INVADIRAM o Brasil. Portanto, descobrir ficou no passado.
sábado, 21 de abril de 2012
Veja o preconceito
Eu já não lia a revista Veja e mando para a
lixeira todas as propostas de assinatura, inclusive pela metade do
preço, que recebo por e-mail. Agora, tenho mais um motivo para passar
distante da revista não-jornalística dos Civita. Na matéria principal,
de capa, a publicação pratica o preconceito descarado contra os
baixinhos. Sou um deles e acredito que a maioria da população brasileira
seja. De onde tiraram que as pessoas mais altas tendem a ser mais
bem-sucedidas? Só publico a capa para comprovar o que estou falando. Não
vejo!
sexta-feira, 20 de abril de 2012
FENAJ convoca mobilização pelo piso dos jornalistas e votação da PEC 33
A
Executiva da FENAJ prossegue seus esforços para viabilizar a votação no
Senado, em segundo turno, da PEC 33/09, que restabelece o diploma para
exercício da profissão. Nesta semana houve reuniões com lideranças
partidárias e membros da Mesa Diretora da Casa. A direção da Federação
convocou os Sindicatos de jornalistas para novo esforço concentrado no
dia 25 de abril, quando também haverá reunião com parlamentares visando o
lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos
Jornalistas.
Solicitações para que a PEC dos Jornalistas seja votada em segundo turno no Senado foram feitas por diversos parlamentares na semana comemorativa ao Dia do Jornalista. E a expectativa de que a matéria fosse colocada na pauta cresceu com a reunião das lideranças, na tarde da última terça-feira (17). Mas o adoecimento do presidente do Senado, José Sarney, e os debates em torno da CPI envolvendo agentes públicos e o bicheiro Carlinhos Cachoeira prejudicaram tal perspectiva.
Para o presidente da FENAJ, Celso Schröder, as possibilidades são mais positivas para os próximos dias. “No dia 25 já teremos a participação de deputados e senadores em uma atividade pelo lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Jornalistas”, lembra, considerando que isto favorecerá, também, a mobilização pela aprovação da PEC 33/09.
Por isso, Schröder convoca os Sindicatos de Jornalistas e a categoria a ampliarem os esforços pela aprovação da PEC. “É importantíssimo que os Sindicatos, além de intensificarem o contato com os senadores em seus estados nos próximos dias, também enviem representantes a Brasília para o ato da Frente Parlamentar do Piso”, diz. A ideia é que, com mais representantes da categoria presentes, se reforce o corpo a corpo pela votação da PEC dos Jornalistas.
Solicitações para que a PEC dos Jornalistas seja votada em segundo turno no Senado foram feitas por diversos parlamentares na semana comemorativa ao Dia do Jornalista. E a expectativa de que a matéria fosse colocada na pauta cresceu com a reunião das lideranças, na tarde da última terça-feira (17). Mas o adoecimento do presidente do Senado, José Sarney, e os debates em torno da CPI envolvendo agentes públicos e o bicheiro Carlinhos Cachoeira prejudicaram tal perspectiva.
Para o presidente da FENAJ, Celso Schröder, as possibilidades são mais positivas para os próximos dias. “No dia 25 já teremos a participação de deputados e senadores em uma atividade pelo lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Jornalistas”, lembra, considerando que isto favorecerá, também, a mobilização pela aprovação da PEC 33/09.
Por isso, Schröder convoca os Sindicatos de Jornalistas e a categoria a ampliarem os esforços pela aprovação da PEC. “É importantíssimo que os Sindicatos, além de intensificarem o contato com os senadores em seus estados nos próximos dias, também enviem representantes a Brasília para o ato da Frente Parlamentar do Piso”, diz. A ideia é que, com mais representantes da categoria presentes, se reforce o corpo a corpo pela votação da PEC dos Jornalistas.
Raulzito em Porto Alegre
Eu caminhava pela Lima e Silva, efervecente nesta sexta-feira. Gente conversando, centenas de pessoas nos bares. Meu passo ficou lento quando enxerguei o Raul. Não eram os amigos Pont ou Carrion...
Mas o Raulzito, que chegou hoje a Porto Alegre. No Guion Cinemas, está sendo exibido Raul - O Início, o Fim e o Meio, uma homenagem ao nosso metamorfose ambulante que foi embora em 1989 e deixou um grande legado. Ouvi muitas exclamações de passantes: "Olha o Raul". Eram pessoas de todas as idades querendo saber sobre o documentário cinematográfico do nosso cara.
Eu registrei os horários e amanhã estarei no cinema vizinho para dialogar com o Raul. Eu e um monte de porto-alegrenses..
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Índios, os donos desta terra
Eles
eram 5 milhões na época da colonização do Brasil pelos portugueses.
Foram massacrados e hoje estão reduzidos a um contingente inferior a 100
mil. Os índios tem um dia - hoje -, mas ainda não encontraram sossego. A
terra do qual já foram donos é constantemente invadida por todos os
motivos e por grupos diversos.
Nós ainda não aprendemos a respeitar
o direito dessas populações. No Dia do Índio, vamos lembrar do destino
deste povo nos últimos 500 e poucos anos. Talvez, assim, possamos achar
um destino para eles. É o que pedem os olhos desta menina.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Diário de uma corrida cara
Apaguei. Uma tênue luz é
mantida graças aos abomináveis diários a que minha mulher me submete quando
chego em casa. Prazer dela, desconforto meu. Dia após dia, depois de deixar o
carro na garagem, sou obrigado a relatar minhas andanças pelas ruas de Porto
Alegre. Não basta enfrentar o tenso trânsito da cidade, que mexe com meus
nervos, que me deixa tenso. Vontade de parar. Ela não compreende nada disso. É confissão
à mesa da cozinha, no sofá e até na cama. Ela insiste, é teimosa e tem uma
justificativa: “Isso dá um livro”. Muitas vezes, sonolento, sou obrigado a
concordar. Vinte anos rodando de táxi - aguentando passageiros chatos,
conversadores, sorridentes, que querem saber da temperatura ou que levam o
roteiro num papel - dá história. Têm os mudos, os de cara amarrada e os que
querem entrar no veículo de qualquer jeito. De supetão. Tudo vai para o caderninho
dela.
Situação desagradável vira folclore no diário. Imposição da dona. Dias destes, 1h da tarde, minha barriga roncava de fome. Pela manhã, sorvera apenas uma xícara de café preto. Estava na Cidade Baixa e queria chegar rápido no Tudo pelo Social, restaurante barato e farto no cardápio. É almoço e janta. Passava pela Lima e Silva quando um sujeito estabanado fez um sinal, dois sinais, três sinais. Quase se jogou na frente do carro. Ele viu, com olhos furiosos, que eu não levava passageiro. Segui, aumentei a velocidade, reduzi. Pensei que uma síncope poderia estar atingindo o homem. Parecia ter pressa. Dei ré, abri a porta e perguntei:
- Para onde o senhor vai?
- Vou
até a PUC - disse, com respiração entrecortada e já metendo o pé dentro do
carro.
- Espera um pouco, não poderei conduzi-lo.
Pensei que fosse uma corrida curta - expliquei, para surpresa dele.
- Mas... - gritou
histericamente.
- É que eu vou almoçar - justifiquei, com
calma.
- Mas como? Tu estás
trabalhando ou não? Vais morrer de fome. Tens que carregar tijolo. Levantar saco
à cabeça. Catar merda de vaca – vociferou, emendando outros impropérios que nem
lembro mais.
Ele desceu rápido, raivoso e impediu que eu
lhe devolvesse a gentileza. Ou pior: engatasse uma direita em qualquer olho
daquela cara emburrada. Pisei fundo, sem olhar para trás. Mas não esqueci mais
do homem, mesmo quando dava boas garfadas na comida que fizera de meu prato um
bolo de aniversário. Pensei que recusara uma corrida com valor médio de R$ 20,00
por causa de um almoço. Este dinheiro pagaria até três refeições. Enojei, e metade
da comida ficou no prato.
Segui adiante, circulando a
esmo. Levei uma senhora na Cavalhada, Zona Sul de Porto Alegre. Calada entrou,
muda saiu. De lá, fiz outra corrida até Ipanema. Era um guri, que também não
falou. Não recebi com duas corridas o que ganharia com o cara da PUC. Fiquei me
perguntando se ele era professor, aluno ou funcionário. Afinal, devia ter uns
40 e poucos anos. Ou mais quando surtou. Tirei-o do pensamento quando ouvi uma
chamada pelo rádio:
- Preciso de um carro grande,
com ar condicionado, no Estádio Beira-Rio.
- É comigo - avisei, já pensando numa
bela corrida que ultrapassasse os limites de Porto Alegre.
Chegando ao estádio do
Internacional, exultei. Dois homens bem vestidos, paletó e gravata, levando
pastas James Bond e sacolas de compras, me esperavam. Ao entraram, fiz a pergunta
básica:
- Onde os levo?
- No Shopping Praia de Belas -
disse um deles, para minha decepção.
Afinal, percorrera cerca de
três quilômetros para fazer uma corrida de pouco mais de 500 metros.
Passados três minutos, estava
no shopping anunciando o valor registrado no taxímetro: R$ 6,50. Recebi R$ 10,00
de um deles e pensei que ficaria assim. Não, os homens esperaram o troco. E se
enfiaram no centro de compras. Tive prejuízo e não pude discutir ou xingá-los
na hora. Desgraçados, filhos da puta, aproveitadores: soltaria o verbo no
diário da noite. O homem da PUC ficou pequeno diante dos dois.
Pensei na vida de taxista. Na
minha vida, que se arrasta por duas décadas. Lembrei o que já fiz ou deixei de
fazer. Tem motorista que recusa corrida por questão de consciência ou por medo.
Em anos passados, me instalei num dos pontos mais concorridos de Porto Alegre,
mas troquei de lugar porque recusei fazer trabalhos “sujos”. Consumidores de drogas rondavam o ponto. Ali,
solicitavam que motoristas se deslocassem até locais tradicionais para buscar o
produto. A maioria aceitava, mas eu evitei. Não é meu trabalho. E se eu sou
pego com o bagulho?
Naquele dia, vindo do
shopping dos bacanas, passei pelo ponto. Não tinha ninguém e, não sei a razão,
decidi estacionar. Não demorou 15 minutos para que um homem bem vestido se
aproximasse e fizesse a proposta:
- Te dou R$ 20,00 e na volta
recebes o dobro. Toma o endereço. No envelope, está apontada a quantidade que
preciso e o dinheiro deles – propôs.
Pensei, repensei, e nem
respondi. Engatei e segui adiante. Pela segunda vez num mesmo dia neguei uma
boa corrida.
Ciúmes
Rejeito o ciúme, a marcação cerrada e as conclusões infundadas.
Apoio a confiança, a liberdade e o diálogo.
Apoio a confiança, a liberdade e o diálogo.
Busca
Busque intensamente e vais encontrar o vazio que a busca te deixou.
Melhor aguardar o que nunca buscaste.
Melhor aguardar o que nunca buscaste.
Eleições e suas nuances
Misturas ideológicas
prometem marcar eleições municipais.
O difícil será explicar aos
leitores como aglutinar programas tão díspares.
Mortos históricos se
remexem nos túmulos diante de tais casamentos eleitoreiros e
oportunistas.
É a realidade, contra a qual o povo não tem ingerência. É
mero espectador.
sábado, 7 de abril de 2012
7 de abril - Dia Nacional do Jornalista
Jornalista - fora as exceções - ganha mal. Infelizmente, sim. Jornalista, portanto, é pobre? Felizmente, não. Pelo menos, não pobre de espírito, nem de esperança, nem de resistência, nem de determinação. Esperança em dias (inclusive noite, que ninguém é de ferro) melhores para nossa profissão e para nossa sociedade. Resistência ao que julgamos desumano e antiético. Durante minha vida profissional, atuei majoritariamente como repórter, função nobre da profissão, que tem a tarefa de buscar a informação onde ela estiver. Que permite entrevistar a fonte olho no olho, trazendo a informação clara, límpida e original para o leitor, telespectador e ouvinte. Isso apaixona.
Mas, neste Dia Nacional do Jornalista, quero homenagear todos os companheiros presentes nas redações de jornais, revistas, estúdios de rádio e TV, nas mídias eletrônicas, escolas e assessorias de imprensa. A todos que reporteiam, escrevem, editam, pautam, desenham, fotografam, diagramam, revisam, filmam, narram, apresentam notícias, pesquisam e realizam outras funções desta bela profissão. Permitam: a melhor do mundo!
Na foto, um momento sublime do jornalista. Ao lado das/dos colegas Thais D'Avila, Lisiana "Tuca" dos Santos, Adriana Melo Langon, Eduardo Fehn Teixeira e Horst Eduardo Knak (fotografando o grupo), participo da cobertura de um remate em uma cabanha de Uruguaiana, fronteira do Brasil com a Argentina, nos anos 90. Todos com bloco e caneta na mão, ferramentas essenciais do Jornalismo. Estas andanças me emocionam e me fazem sentir orgulho de ser jornalista. Sempre!
Lembrando estes colegas da foto, homenageio todos os jornalistas brasileiros, muitos dos quais conviveram e convivem amiúde comigo. Vou parar por aqui para não me emocionar mais do que estou. Obrigado, companheiros!
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Dupla de peso
Esta fotografia foi feita por Frederico Mendes em 19 de março de 1980, durante a única visita ao Brasil do rei do reggae Bob Marley. A gravadora Ariola organizou às pressas uma partida de futebol para Marley com alguns artistas e jogadores, e assim os times foram formados: Bob Marley, Junior Marvin, Paulo César Caju, Toquinho, Chico Buarque e Jacob Miller, de um lado, e de outro lado Alceu Valença, Chicão, e mais quatro funcionários da gravadora. O time de Bob deu uma goleada de 3 x 0.
© Foto de Frederico Mendes. Chico Buarque e Bob Marley sorriem antes de uma partida de futebol. Rio de Janeiro, 1980.
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