sexta-feira, 5 de setembro de 2008

5 de setembro: qual o presente ideal para a Amazônia?

Hoje, 5 de setembro, é comemorado o Dia da Amazônia. Instituída em 2007 pelo presidente Lula, a homenagem, que lembra a data em que foi criada a Província do Amazonas por D. Pedro II, em 1850, é mais uma oportunidade para refletir sobre políticas e ações de desenvolvimento sustentável, que possam garantir e valorizar a preservação da natureza e as necessidades socioeconômicas dos povos que habitam a floresta.

Assim como em outras datas comemorativas no Brasil, nas quais é costume presentear o homenageado (pais, mães, crianças etc.), a Amazônia também merece ser presenteada. Por isso, o site Amazônia.org.br perguntou a diversos ambientalistas que atuam na região: qual é o melhor presente para acabar com os problemas que atingem a Amazônia? Veja abaixo quais as opiniões dos especialistas.

Dê a sua opinião: Clique aqui e escreva qual é o melhor presente para a Amazônia.

Presente dos especialistas:

"No dia da Amazônia, a região mereceria um presente de retribuição: um fundo para zerar o desmatamento da região. Esse fundo financiaria duas ações principais: o combate ao desmatamento ilegal e a compensação daqueles que deixam de desmatar, embora tivessem o direito legal de poder fazê-lo. Dessa forma, a região continuaria a presentear o mundo com benefícios ambientais e produtos florestais das áreas florestadas e produtos agropecuários daquelas já desmatadas. O Brasil e o planeta que recebem esses benefícios deveriam "fazer uma vaquinha" para financiar o fundo pelo desmatamento zero" - Paulo Barreto, pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)


"Eu presentearia a Amazônia com a decretação do Desmatamento Zero até que seja realizado um Zoneamento Ecológico Econômico regional" - Sarney Filho, senador e ex-ministro do meio ambiente

"Eu daria algo muito simples: as reservas extrativistas que já têm um processo de criação concluído e estão emperradas na Casa Civil. Porque o reconhecimento da terra e dos direitos da floresta dessa gente que lá vive, e que é a grande responsável por manter a floresta em pé, esbarra no interesse de usinas e minerações. É muito simples, o decreto está pronto e elaborado, só falta assinar" - Mauricio Torres, pesquisador do departamento de geografia humana da Universidade de São Paulo (USP)

"O presente perfeito para a Amazônia seria um pacto nacional para desmatamento zero, firmado entre setor agropecuário, empresas madeireiras, governos estaduais e federal, bem como movimentos sociais e ambientais do Brasil. Seria um presente para a Amazônia que ela fosse protegida e envolvida num projeto de desenvolvimento econômico sustentável. Como a região tem um papel fundamental para a manutenção do equilíbrio hídrico mundial e a purificação do ar, combatendo a ação do efeito estufa, esse presente não seria somente para a nossa floresta, mas para todo o mundo" - Paulo Adário, coordenador da Campanha de Amazônia do Greenpeace

"O melhor presente seria garantir que daqui pra frente a Amazônia tenha de gerar riqueza em primeiro lugar para os amazônidas, em vez que para o resto do Brasil ou do mundo. Isso se deu até hoje com minério, energia, carne, madeira, grãos, terra para reforma agrária, e pode continuar também no futuro com biodiversidade e carbono, sempre deixando a população local marginalizada." - Roberto Smeraldi, diretor da organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira

"O melhor presente para a floresta e os seus povos seria o reconhecimento, por parte do governo e do setor empresarial, de que a Amazônia não deveria virar uma grande mina, uma mega-turbina -para gerar energia para as fábricas de alumínio- nem um reservatório (com águas estagnadas e peixes mortos), muito menos uma hidrovia industrial. Para isso acontecer, não poderemos contar com a altruísmo das autoridades e investidores - precisaria uma evolução de consciência em todos os brasileiros, o povo mostrando a sua indignação com clareza e firmeza" - Glenn Switkes, diretor do Programa da International Rivers na América Latina

"Daria a capacidade de 'Produzir sem destruir', fazendo com que toda a riqueza que a Amazônia possui e todo o potencial de suas comunidades fossem usadas, sem que fosse preciso destruir a floresta" - Bertha Becker, geógrafa e pesquisadora

"Um presente seria ver um dia um processo participativo e democrático para a inclusão econômica e social dos povos da Floresta e, com este dia, ver a nossa sociedade percebendo o valioso serviço prestado por este exército de bons brasileiros e brasileiras, sejam as populações locais, tradicionais ou os povos indígenas, estes que cuidam, manejam e protegem o nosso maior manancial de riqueza" - Rubens Gomes, presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)

"Eu quero dar de presente para a Amazônia o cumprimento da legislação ambiental brasileira, principalmente a resolução 01/1986 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e a paralisação das obras de rodovias até que sejam feitos os estudos de alternativas" - Marcos Mariani, presidente da Associação Preserve a Amazônia

"Um presente perfeito para a Amazônia seria um cuidado especial com os jovens da floresta, que são os gestores da Amazônia do futuro. Escolas técnicas de qualidade, formação de gestores, desenvolvimento de lideranças, educação profissional em florestas, advocacia, antropologia, medicina, enfermagem, biologia e tantas outras áreas necessárias para a profissionalização de quem mora na floresta - seria o melhor presente que a região poderia receber" - Mary Helena Allegretti, antropóloga


Fonte: http://www.amazonia.org.br

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Globo contra o diploma

Recebi um e-mail da companheira jornalista Lesia Aguiar, que merece ser dividido com todos aqueles (jornalistas ou não) que defendem a formação acadêmica para termos uma boa informação. Assino embaixo:

"Meus amigos, fiquei pasma ao ver a Rede Globo levar ao ar um capítulo da novela A Favorita, onde um grande empresário contrata uma ex-presidiária, ex-cantora sertaneja, sem formação nenhuma (Patrícia Pillar, linda como sempre), para ser chefe da área de Comunicação Social da empresa! Justamente agora, quandoa categoria dos jornalistas está em campanha para que seja mantida a obrigatoriedade do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista.
É o recado que a Rede Globo manda para a população brasileira: "Nós não gostamos de jornalista diplomado!" Continua, portanto, a loira platinada a mandar suas mensagens subliminares ao povão em um país onde a concessão de TV é feita por compadrio e ninguém tem força nem coragem de enfrentar o poder da família Marinho."

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Fernandão escreve seu amor ao Inter no seu site

MUITO OBRIGADO !

Foram quatro anos maravilhosos. Inesquecíveis. Desde o meu primeiro jogo no Inter, tive uma certeza: a passagem por Porto Alegre me marcaria muito. E, temporada após temporada, foi isso o que vi e vivi. Do GOL 1000 em Grenais ao título do Mundial de Clubes da FIFA, experimentei o sentido mais amplo do que todos costumam falar muito no futebol: espírito de grupo. Jogadores, dirigentes e torcedores absorveram um sentimento único: juntos, seríamos praticamente imbatíveis.

E assim foi. O Beira-Rio virou um caldeirão para os adversários. Nós tínhamos confiança suficiente para fazer o resultado que fosse preciso. Isso vai ficar para sempre na minha memória.

Estou me encaminhando para viver uma fase diferente. Longe do país que amo e da torcida que aprendi a ter ao meu lado. Mas a minha relação com os colorados vai continuar a mesma. Mesmo não defendendo mais o Inter, seguirei acompanhando, vibrando com as conquistas.

E a identificação vai estar sempre comigo. Na minha primeira ida ao Catar, ainda no aeroporto, antes de embarcar para São Paulo, me perguntaram se eu tinha a intenção de voltar ao clube como jogador ou como dirigente. Respondi que, se não voltasse como jogador ou como dirigente, seria como torcedor, porque me considero um colorado.

Obrigado por tudo.

Beijos e abraços do Fernandão

Direito à verdade

As violações dos Direitos Humanos na América Latina têm relação direta com as ditaduras militares articuladas pela Operação Condor. Para debater o tema “Direito à Memória e à Verdade” estarão reunidos dois ministros – Paulo de Tarso Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e Eduardo Duhalde, que ocupa a mesma pasta no governo argentino – além do procurador da República Domingos Sávio Silveira, o embaixador paraguaio Mário Sandoval e os jornalistas Roger Rodriguez (La República, Uruguai) e Nilson Mariano (Zero Hora, Brasil). O painel acontece hoje, 2 de setembro, às 19h30min, no auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e tem entrada franca.
Integrado à programação da Reunião das Altas Autoridades em Direitos Humanos e Chacelaria do Mercosul, o evento é promovido pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do RS (Ufrgs), Fundação Luterana de Diaconia e Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (Alice). Painéis como este estão acontecendo em diversas capitais brasileiras. Eles complementam o projeto “Direito à Memória e à Verdade”, inaugurado pela publicação do livro homônimo, em agosto de 2007, e que relata as conclusões dos processos envolvendo mortos e desaparecidos durante a ditadura brasileira. O projeto também envolve exposições fotográficas sobre o tema e memoriais instalados em locais públicos de grande circulação. O objetivo é resgatar esta passagem histórica, fundamental para a formação do pensamento crítico do cidadão.

O que – Debate “Direito à Memória e à Verdade”
Quando – hoje, 2 de setembro, às 19h30min
Onde – Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do RS

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Uma obra com a cara do autor


O colega jornalista Renato Dornelles está lançando um livro que certamente traduz com perfeição os seus anos de labuta no jornalismo policial. Não li Falange Gaúcha, mas já garanto que é uma obra indispensável. O lançamento é na quarta-feira, dia 4 de setembro, conforme o anúncio acima. Estarei lá.

Justiça Criminal condena Mainardi, mas grande mídia absolve

Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada

O PiG (Partido da Imprensa Golpista) não deu uma única linha sobre a condenação de Diogo Mainardi na Justiça Criminal de São Paulo. Diogo Mainardi foi condenado a três meses de cadeia. Se tiver dinheiro, pode converter a pena em dinheiro.

O mais importante, porém, foi Mainardi perder a “primariedade”. O que significa que, se for condenado de novo, por não ser mais primário, vai ter que ir, obrigatoriamente, em cana. Do ponto de vista das instituições, a decisão por 3 x 0 manda um sinal a todos os colonistas e “jornalistas” do PiG.

A “liberdade de imprensa” não é escudo para se “censurar pela calúnia”, como disse um dos juízes da ação. A “liberdade de imprensa” não é escudo para cometer crimes. A “liberdade de imprensa” não é “liberdade DA imprensa” — ou seja, não é só o PiG que tem direito à liberdade.

O PiG e a Associação Nacional dos Jornais — seu lobby em Brasília — tentam impor a doutrina de que a liberdade de imprensa é ilimitada. A dupla condenação de Mainardi no Crime — já tinha sido condenado no Cível, também em segunda instância e também por unanimidade — fixa limites legais à liberdade do PiG.

Tanto assim que o PiG preferiu ignorar a condenação. Mainardi escreve na revista de maior circulação do país, a Veja, a última flor do Fascio, uma revista inescrupulosa, em que o leitor não distingue comércio de informação.

Mainardi escreveu um livro best-seller, que, no título, chama o Presidente da República de anta. Mainardi participa de um programa na tevê a cabo, de alcance nacional. Não é um desconhecido. Ele é um símbolo dessa imprensa que flagela o Brasil. E, por isso, por ela foi absolvido.

Folha é condenada por erro na publicação de fotografia

A empresa Folha da Manhã Ltda. deve pagar indenização de R$ 250 mil por erro na publicação de fotografia. Numa de suas edições de domingo, em 2001, o jornal Folha de S. Paulo publicou a matéria intitulada “Bairro de São Paulo atrai vizinhança homossexual”, na qual incluiu a foto de um advogado numa suposta insinuação de se tratar de público gay.

A foto foi publicada no caderno Cotidiano e fazia referência aos gays “de armário” que agendavam encontros noturnos pela internet. A foto, segundo a defesa, foi tirada furtivamente, no momento em que o advogado abraçava um conhecido em frente a um café. Havia indicação de que o fotógrafo eliminou do enquadramento as respectivas esposas, que se encontravam no local. Apesar da imagem escura, era plenamente possível a identificação.

O jornal foi condenado em primeira instância a pagar RS 90 mil. Esse valor foi reduzido no Tribunal de Justiça de São Paulo para R$ 60 mil, valor considerado irrisório pelo STJ, que fixou a indenização em R$ 250 mil. A intervenção da Corte Superior no arbitramento do valor da indenização por danos morais só se dá por exceção, quando, por exemplo, o valor é considerado irrisório.

Para o ministro Ari Pargendler, relator do processo, a despeito de nenhum preconceito, ser identificado como homossexual pode, em determinados setores, ser extremamente negativo à imagem pública de um homem. O advogado, que sustentou a defesa no STJ, ressaltou que até hoje responde a piadas em tom jocoso a respeito do assunto. A fotografia, aliada ao teor da reportagem, levava a crer, segundo o advogado, que ele pertencia ao público GLS.

Fonte: Coordenadoria de Editoria e Imprensa do Superior Tribunal de Justiça

Mainardi é condenado a três meses de prisão

O colunista Diogo Mainardi foi condenado, por injúria e difamação, a uma pena de três meses e 15 dias de detenção, mas pode revertê-la em multa de três salários mínimos (R$ 1.245) e 11 dias-multa. A decisão é da 13ª Câmara Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em ação movida pelo jornalista Paulo Henrique Amorim contra o colunista da revista Veja. A informação é do site Última Instância.

O motivo da condenação foi a publicação do texto "A voz do PT", em 6 de setembro de 2006, no qual afirmou, sem provar, que o jornalista Paulo Henrique Amorim mantinha sua página no portal IG com dinheiro de fundos de pensão estatais. Amorim, que havia perdido em primeira instância, recorreu e ganhou no TJ.

Agressivo

O Ministério Público de São Paulo apresentou parecer pela condenação de Mainardi, ao considerar que as afirmações do colunista de Veja ultrapassam o limite razoável do "jornalismo agressivo". A argumentação do MP-SP foi acolhida pelo relator do caso, desembargador Miguel Marques e Silva, acompanhado pelos outros dois desembargadores da 13ª Câmara, Sanjuan França e França Carvalho.

A defesa de Mainardi, feita pelo advogado Alexandre Fidalgo, alegou liberdade de opinião para sustentar a inexistência de crime. Haverá recurso contra a decisão do TJ-SP, infoma o site jurídico.

sábado, 30 de agosto de 2008

Competição desleal

Jornalismo impresso e online dão mais satisfação a jornalistas

Pesquisa realizada pela FSB Comunicações constatou que profissionais que trabalham com jornalismo impresso e online são os mais felizes com as carreiras entre os entrevistados, com mais de 50% de satisfação. As informações são do Comunique-se.

De acordo com o estudo realizado com 509 jornalistas de todo o Brasil, os que atuam em rádio e TV são menos satisfeitos: apenas 38,2% afirmaram estar felizes. Do total de entrevistados, 44% informaram que as condições de vida melhoraram no último ano.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O que te falta, Inter?

Mesmo vibrando com as desilusões adversárias, não me furto de avaliar os problemas do próprio Inter. O time estava ganhando de 2 a 0, e jogo seguia para o seu final. O treinador Tite, mais uma vez, mexeu errado. Adotou o esquema "chama adversário", colocando Edinho em campo e sacando D´Alessandro. Em tese, com três zaqueiros e três volantes, o time seguraria o resultado. A prática tem mostrado o contrário, mas o técnico colorado insistiu no erro. Resultado: os dois gols do rival aconteceram pelo miolo da zaga colorada. Onde estavam os seis jogadores encarregados de conter os avanços gremistas? A bola, nesta altura do campeonato, deveria estar na frente, longe da nossa área. Foi com este mesmo argumento que o ex-presidente Fernando Carvalho esbravejou aos microfines das rádios no final da partida. Vai ter que dar uma carraspana no Tite da mesma forma como fez com Abel em 2006, nos garantindo o título da Libertadores da América.

Adeus, tricolor. Avante, Inter!


O Internacional empatou ontem com o Grêmio em 2 a 2 e garantiu a continuidade na Copa Sul-Americana. Os gremistas ficaram, mais uma vez, pelo caminho neste ano. Aliás, em cinco meses, o chamado "imortal tricolor" foi eliminado de uma competição pela terceira vez em pleno Olímpico. Vejam a trajetória do Grêmio:
04 de abril - cai fora do Gauchão ao perder para o Juventude por 3 a 2

10 de abril - é eliminado da Copa do Brasil pelo "poderoso" Atlético-GO, que o bate nos pênaltis por 4 a 3

28 de agosto - não segue na Copa Sul-Americana depois de empatar com o Sport Club Internacional em 2 a 2

Este é o tricolor treinado pelo "insuperável" Celso Roth, que ainda tem um campeonato para perder este ano. Mas, como sempre, a mídia evidencia a garra do clube da Azenha. Que continue assim, e as quedas se acumulem.


Na foto acima, de Alexandre Lops, do site do Internacional, a festa colorada no estádio do rival.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Presidente da AMB defende a exigência do diploma de Jornalismo

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Airton Mozart Valadares Pires, declarou na tarde de terça-feira (26 de agosto), total simpatia e apoio à luta dos jornalistas em defesa da formação específica como critério de acesso à profissão. “Tenho defendido o exame da Ordem porque acho fundamental a qualificação do exercício profissional no direito, seria no mínimo incoerência propor o contrário para os jornalistas”, afirmou.
Com 18 anos de magistratura, Mozart Valadares lutou pelo fim do nepotismo, denunciando casos praticados no Judiciário de Pernambuco. Conseguiu grandes vitórias no Conselho Nacional de Justiça, como a recente determinação de demissão de casos de nepotismo-cruzado. Também recentemente, a AMB protagonizou uma polêmica nacional com a divulgação da “lista suja” com os candidatos a prefeito e vice-prefeito das capitais que respondem a ações penais, de improbidade administrativa e eleitoral.
Mozart Valadares pretende formalizar o apoio da AMB à campanha em defesa do diploma no começo do próximo mês. “Dia 09 temos reunião do Conselho Executivo em São Paulo e vou encaminhar um posicionamento da nossa Associação”, informou. Participaram da audiência os diretores da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade e José Carlos Torves.

Fonte: FENAJ

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Receitas dos jornais crescem quase 20%. E os salários?

Os proprietários de jornais têm dois discursos. Quando estão à mesa de negociação para discutir o acordo coletivo com seus empregados dizem que a situação é difícil, o que dificulta a concessão de aumentos reais além da inflação. Contudo, para exibir a boa performance do setor aos seus leitores, não hesitam em usar títulos como 'Receita publicitária de jornais cresce 20%' nas páginas de seus diários. Foi assim que Zero Hora exaltou na edição de segunda-feira, 25 de agosto, o desempenho da venda de espaço para anúncios e classificados no primeiro semestre deste ano na comparação com 2007. Usando dados do grupo Meio & Mensagem, ZH destaca que, de janeiro a junho passado, a receita foi 19,8% maior do que na primeira metade de 2007.
Detalhe importante apontado pelo veículo - a fatia dos jornais no bolo publicitário passou a ser de 17,25%, acima dos 16,3% em dezembro e dos 16,7% em junho de 2007. Zero Hora diz ainda, "os dados do Meio & Mensagem confirmam um processo de recuperação dos jornais, que começou no ano passado, quando o setor voltou a ampliar a fatia no bolo publicitário nacional". Tem mais notícia boa para o meio empresarial. "Além do faturamento com anúncios em alta, o bom momento do setor revela-se também nos números de circulação", propaga a matéria de ZH. Dados do Instituto Verificador de Circulação - IVC - mostram que, no primeiro semestre, a média diária dos 103 jornais filiados - incluindo o jornal da RBS e a maioria dos diários gaúchos - cresceu 8,1% ante à média de igual período em 2007.
Em 2007, ainda de acordo com o IVC, o jornal Zero Hora ocupava o sétimo lugar em circulação paga no Brasil, enquanto o Diário Gaúcho aparecia em oitavo e o Correio do Povo em nono. A expectativa é de um crescimento ainda maior do setor para este ano, sempre atrelado ao mercado publicitário. A realidade também é de otimismo nos veículos com circulação fora de Porto Alegre. O Grupo de Diários aponta um crescimento de 58,09% no faturamento comercial dos jornais do interior.
Portanto, se as fatias do bolo cresceram para o lado empresarial, é justo que elas sejam divididas com os empregados que produzem os jornais diariamente. O discurso da mesa de negociação serve apenas para que os salários fiquem estacionados, enquanto as receitas evoluem de forma acelerada. Repor a inflação não repassa os altos lucros do setor. Tampouco serve de consolo a oferta de 1% de aumento real para o piso da Capital e de 2% para o Interior. Ou então o investimento em mão-de-obra é pequeno na comparação com outros custos de uma empresa jornalística. Está na hora de aumentar esta fatia!
Diante de tanta fartura pelo lado empresarial, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul convoca a categoria a se mobilizar e lutar por um aumento real de salário. Os profissionais precisam recuperar seus ganhos, defasados nos últimos anos em função das constantes perdas.

Regulamentação é destaque no 33º Congresso Nacional dos Jornalistas

Com mais de 300 participantes, o 33º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado em São Paulo de 20 a 24 de agosto, definiu a pauta política do movimento sindical nacional da categoria para o próximo período. Entre as prioridades destacam-se a manutenção e atualização da regulamentação profissional, a qualidade da formação acadêmica, a liberdade de expressão e de Imprensa, e a luta pela democratização da Comunicação. Um dos momentos marcantes do evento foi o lançamento da Comenda da Fenaj. No final do congresso foi aprovada a Carta de São Paulo.
No campo da formação acadêmica, o Congresso atualizou o programa de estímulo à qualidade de ensino de Jornalismo e reafirmou-se a reivindicação que vem sendo feita ao MEC desde 2004, de suspender a abertura de novos cursos de Jornalismo. Tal proposta deve-se à necessidade de reavaliar os cursos existentes ou em implantação, buscando assegurar melhorias na qualidade do ensino. A idéia é envolver entidades profissionais e acadêmicas do campo do Jornalismo e da Comunicação para reforçar tal pleito junto ao Governo Federal.
Os delegados do 33º Congresso aprovaram, também, a proposta de Programa de Estágio Acadêmico, formulada no Seminário Nacional realizado em março em Florianópolis. Seu objetivo é acabar com os estágios irregulares nas empresas de comunicação. Uma comissão vai negociar uma proposta geral junto ao Fórum dos Professores de Jornalismo e Enecos.
Já quanto à regulamentação profissional do jornalista, além de defender sua manutenção a proposta aprovada foi de buscar aperfeiçoá-la com o reconhecimento das novas funções surgidas no meio profissional nos últimos trinta anos - inclusive com o advento das novas tecnologias, dialogando com radialistas e relações públicas para superar conflitos nas legislações das três categorias, atuando junto ao grupo de estudos formado pelo Ministério do Trabalho e Emprego com tal objetivo e estabelecendo critério nacional único para o encaminhamento de registro de funções jornalísticas que não requeiram diploma. Nesse debate, foi relevante a presença, no Congresso, do ministro do Trabalho, Carlos Lupi que reafirmou a disposição do Governo de atualizar a regulamentação da profissão de jornalista.
A ampliação do movimento pela realização da Conferência Nacional de Comunicação também foi uma das diretrizes aprovadas. Os delegados presentes ao 33º Congresso Nacional consideram que a democratização da comunicação passa por uma discussão ampla da sociedade com o governo, empresários, parlamento e judiciário sobre a legislação das comunicações diante das novas tecnologias e da Internet, os critérios para concessões de rádio e de televisão e o fortalecimento do Conselho de Comunicação Social, entre outras medidas.
Resgatando um histórico dos 200 anos de Imprensa no Brasil e luta pelas liberdades de expressão e de imprensa, os congressistas apontaram os caminhos centrais do movimento sindical dos jornalistas. Entre eles está a luta pela revogação da atual Lei de Imprensa e aprovação de uma nova legislação, de caráter democrático, o combate à censura e medidas para proteger os jornalistas nas coberturas de risco e quanto ao assédio judicial, que ainda dificultam o livre exercício do Jornalismo no País. Definiram também propor à sociedade uma ampla campanha em defesa do Jornalismo como necessidade social.

Lançamento de livro e homenagem a jornalistas

A noite de sexta-feira, 22, foi um dos momentos de maior emoção do 33º Congresso Nacional dos Jornalistas. Primeiro com o lançamento do livro 'Formação Superior em Jornalismo - Uma exigência que interessa à sociedade', editado pela Fenaj com contribuições de acadêmicos, juristas e profissionais. O livro terá, agora, lançamentos estaduais, constituindo-se em importante reflexão sobre a formação específica para o exercício da profissão.
Em seguida, houve o lançamento da Comenda da Fenaj, com homenagens a dois profissionais com longa trajetória de dedicação à profissão e à organização da categoria: a cearense Adísia Sá e José Hamilton Ribeiro. Adísia, que esteve presente no Congresso, foi a primeira mulher a atuar na Imprensa daquele Estado, fundadora do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará e é jornalista atuante no Sindicato do Ceará e na Fenaj. Já o paulista José Hamilton Ribeiro, premiado repórter há 52 anos e ex-diretor do Sindicato de São Paulo e da Fenaj, não pôde comparecer por motivo de viagem profissional. Jorge dos Santos, repórter cinematográfico da TV Globo, recebeu a comenda representando José Hamilton.
O 33º Congresso Nacional homenageou, em sua abertura, o jornalista Délio Rocha, um dos grandes guerreiros das lutas da categoria nas últimas décadas, que faleceu no dia 16 de agosto. Délio era vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e ex-vice-presidente Regional Sudeste da Fenaj. O congresso foi dedicado à memória deste incansável batalhador.

Fonte: Fenaj

Mulher...

Um homem simples

"Eu não quero fazer-me nem de mártir, nem de herói.
Creio ser um simples homem comum, que tem suas convicções profundas, e que não as renega por nada ao mundo..."

Antônio Gramschi

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Um dia você aprende que ...

Pesquisas e pesquisas...


Estava acompanhando de longe a campanha às eleições municipais. Só agora me interesso, especialmente aqui em Porto Alegre, onde moro e voto. E minha motivação é provocada pela indignação. Mais uma vez, as pesquisas eleitoriais estão sendo usadas como fator de indução ao eleitor, como já aconteceu em anos anteriores (mostro isso no fac-simile acima e por meio de exemplos práticos no final desta postagem). Três pesquisas, divulgadas no fim de semana em jornais da capital, dão margem a dúvidas.

A mais recente pesquisa do Datafolha, encomendada pela TV Globo e jornal Folha de S.Paulo, divulgada neste domingo (24), revela que Maria do Rosário venceria o atual prefeito no 2º turno. Pela simulação, Maria tem 44% contra 42% de Fogaça. Na pesquisa espontânea, a taxa dos que citam Maria do Rosário subiu, de 8% para 13%. Fogaça tem 17% e Manuela, a terceira colocada, tem 8%. Na induzida, Maria do Rosário também está em segundo lugar, com 20%. Fogaça tem 31% e Manuela tem 19%. Contudo, outra pesquisa de intenção de voto também foi divulgada na Capital, realizada por aquele instituto que tem errado em todas eleições no Estado, nos últimos anos. E errado feio. Pelo levantamento do Ibope, divulgado também no domingo em Zero Hora, Fogaça tem 33%, Manuela 21% e Maria do Rosário 16%.
Já a pesquisa do Instituo Methodus, divulgada hoje pelo Correio do Povo, mostra uma reviravolta, em relação ao trabalho mostrado no dia 11 de agosto. Fogaça cai de 27,8% para 23,4% e Rosário de 21,1% para 19%. Manuela sobe de 15,4% para 20,4%.
Dependendo da origem da pesquisa, o atual prefeito vai de 27,8% a 33%, Maria do Rosário de 16% a 20% e Manuela de 20,4% para 23,4% (é a que menos oscila).

Para recordar

Na última eleição para o governo do Estado, em 2006, este mesmo instituto colocava Rigotto em primeiro lugar. Foram para o 2º turno os candidatos Olívio e Yeda. O diretor geral de um grande grupo de comunicação disse na época: “Quem acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e no Ibope?”
Em 2002, o Ibope colocou Rigotto com 15% de diferença sobre Tarso. No final, Rigotto venceu por cerca de 5%. Entrevistado pela TV Com, o diretor do Ibope, Carlos Montenegro, disse sobre mais um erro grotesco: “Acho que escapou da margem de erro e tivemos um problema no final”.
Mas os erros deste instituto não param por aí. Em 1998, o jornal Zero Hora deu de manchete, três dias antes da eleição, pesquisa do Ibope dando uma vantagem de dez pontos para Antonio Britto sobre Olívio Dutra. O resultado todos conhecemos: Olívio governador!
Uma verdade é inconteste: pesquisas não ganham eleições e nada substitui o nosso voto na urna. Mas elas induzem, sim, parcela da população indecisa. É nisso que joga a mídia em relação aos seus candidatos preferenciais.

domingo, 24 de agosto de 2008

Os ianques não sabem perder

Historicamente, o EUA sempre rivalizaram com o URSS em Olimpíadas. Com a queda do regime comunista no último país, a hegemonia norte-americana foi total nos últimos jogos. E ninguém constestava que a posição na tabela leva em conta, primeiramente, o número de medalhas de ouro. Bastou a China avançar e conquistar o maior número de "douradas" nos jogos de Pequim, encerrados hoje, para que boa parte da mídia dos EUA passasse a valorizar a classificação pelo número total de medalhas.
Estes ianques não sabem perder. Por isso, levam tombos como no Vietnã e no Iraque.

Em tempo: o número de medalhas dos dois países:
1º - China - 51 ouros, 21 pratas e 28 bronzes. Total: 100
2º - EUA - 36 ouros, 38 pratas e 36 bronzes. Total: 110