
Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Feliz Dia das Crianças

Conheça o Manual de Redação da Folha de São Paulo
Capítulo 1
1. O Serra tem razão.
2. O Serra tem sempre razão.
3. O Serra não erra, se engana.
4. Ante a improvável hipótese de que ele não tenha razão, entra em vigência os artigos 1 e 2.
5. O Serra não dorme, repousa.
6. O Serra não come, se nutre.
7 O Serra não bebe, degusta.
8 . O Serra nunca chega tarde, algo o atrasou.
9. O Serra nunca abandona o trabalho, é requerida sua presença em outro lugar.
10. O Serra nunca lê jornal no gabinete, se informa.
11. O Serra não se familiariza com a secretária... apenas a educa.
12. Quem entrar no gabinete do Serra com idéias próprias, deve ajustá-las às dele.
13. O Serra pensa por todos.
14. Quanto mais se pensa como Serra, mais se sobe na Folha.
15. Qualquer dúvida, vale o artigo 2.
Capítulo 2
1. O PT não tem razão.
2. O PT nunca tem razão.
3. O PT sempre erra.
4. Na hipótese absurda do PT acertar, valem os itens 1 e 2.
5. Se alguém do PT erra, Lula é o culpado.
6. Se a direção do PT erra, Lula é o culpado.
7 O Lula não degusta, bebe.
8 . O Lula não governa, viaja.
9. O Serra viaja e governa.
10. Escândalo no PT é mensalão.
11. Escândalo no PSDB é caixa 2.
12. Não se fala mais em juros altos.
13. Agora vamos pegar o Renan.
14. Jornalista precisa criticar o Lula.
15. Qualquer dúvida, vale o artigo 2.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Jornalismo, caminhões e tragédias
Nos acidentes simultâneos em Santa Catarina, os envolvidos diretos foram caminhões e seus motoristas. Lamento a morte de todos e, especialmente, dos colegas jornalistas Evandro Troian, da RBS TV, e Elisandra Lucotti, do jornal Folha do Oeste, além do radialista Valdik Rupolo. Morreram trabalhando num momento em que poderiam estar desfrutando da folga (aliás, saíram de casa para cobrir o primeiro acidente). Sempre digo que o Jornalismo é uma vocação e está nas veias de quem o escolhe. Não tem hora para o cumprimento da pauta. Por isso, na hora da negociação, os donos das empresas não deveriam sonegar a discussão sobre o pagamento de horas extras. O propalado banco de horas é uma farsa porque não cobre todo o período a mais trabalhado pelos profissionais.
Britto é o pedágio, Olívio é o caminho
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Scala, zagueiro de classe e garra
Eu era adolescente, morava em Barra do Ribeiro (distante 55 quilômetros de Porto Alegre) e escutava aos jogos do meu Internacional pelas ondas do rádio. Não havia aparelho de televisão em nossa casa e, mesmo que tivéssemos, os jogos não eram transmitidos. Por isso, minha paixão pelo Inter foi crescendo a partir de vozes de narradores como Pedro Carneiro Pereira, da Rádio Guaíba. Foi dessa forma que aprendi a admirar um zagueiro chamado Scala, que aliava técnica e força que causavam admiração em todo o Brasil. Tanto que o defensor colorado jogou na seleção e foi relacionado para o Copa do Mundo no México. Só não foi tricampeão por conta da política que privilegiava os jogadores do Centro do País e de uma lesão surgida na época da convocação. Um exemplo: Piazza, um meio-campista, foi nosso zagueiro. Um lugar que seria de Scala.Pois o nosso atleta morreu hoje, aos 67 anos, vítima do mal de Alzheimer. Meu respeito a ele, integrante de um time que consegui decorar durante anos e foi responsável pela retomada da hegemonia do Inter no Rio Grande do Sul e, quem sabe, foi o embrião do esquadrão que mais tarde foi tricampeão do Brasil na década de 70. Eu diria, saudoso, romântico e meio exagerado, que era um timaço: Gainete, Laurício, Scala, Luiz Carlos e Sadi, Elton e Dorinho, Carlitos (Valdomiro), Bráulio (Sérgio), Claudiomiro e Canhoto. É uma feliz lembrança no dia da partida do grande Scala (na foto, do site do Milton Neves).
Vamos à luta contra a receita de Yeda
Neste momento, o Rio Grande do Sul precisa de briga para impedir a expansão dos ímpetos estatizantes da governadora Yeda Crusius. Aliás, quem não votou nela já sabia que sua trajetória seguiria este caminho. Entre 1995 e 1997, o nosso Estado foi governado por Antônio Britto, que deu o tom da idéia neoliberal utilizada hoje pelo PSDB (aliás, aliado naquela ocasião). O homem que quebrou o Estado e a empresa Azaléia, além de ser recentemente ser impedido - graças ao apelo popular - de ser presidente do Grêmio, promoveu a renúncia fiscal e vendeu estatais, empobrecendo nosso patrimônio público, sem obter qualquer resultado. Pois agora a governadora tucana repete a receita amarga, não ingerida pelos gaúchos há mais de dez anos. Aumentando impostos e privatizando estatais - mesmo que sob outros nomes - não conseguirá recuperar o equilíbrio fiscal do Estado. Britto já mostrou isso. Por que insistem nesta opção? A elite que a elegeu pressiona por este caminho...
Prédio 100% amigo da Amazônia
Foi inaugurado em setembro, em São Leopoldo (RS), na Grande Porto Alegre, o prédio do Centro Turístico Municipal. Ele traz uma inovação: é a primeira obra pública do Brasil 100% amiga da Amazônia. Foi usada apenas madeira amazônica certificada pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC, na sigla em inglês), reduzindo o impacto ambiental e também os custos do projeto.A iniciativa é fruto de um compromisso assumido pela prefeitura local com a União Protetora do Ambiente Natural (Upan) e o Greenpeace, que criou em 2003 o programa Cidade Amiga da Amazônia, destinado a ajudar municípios e estados de todo o país a eliminarem o consumo de madeira extraída de forma ilegal ou predatória na Amazônia.
O prédio inaugurado pelo prefeito Ary Vanazzi (PT) abriga o Centro de Informações Turísticas da Rota Romântica da Serra Gaúcha, que tem seu marco zero em São Leopoldo e abrange outros 11 municípios. “A concretização dessa obra pioneira demonstra que tanto o poder público quanto a iniciativa privada podem contribuir com a preservação de nossas florestas, consumindo seus recursos de forma responsável”, diz Márcio Astrini, do programa Cidade Amiga da Amazônia.
A redução do impacto ambiental do centro turístico de São Leopoldo foi pensada desde a concepção do projeto. Captação da água da chuva, aproveitamento da iluminação natural, ventilação e aquecimento espacialmente planejados também contribuíram para baratear os custos. “Preservar nossas florestas, suas comunidades e a biodiversidade é dever de todo cidadão e obrigação do poder público”, diz Astrini.
Segundo a empresa responsável pela obra, Sawaya Construções e Incorporações, a obra custou menos da metade de um projeto que usassem matéria-prima convencional, não certificada. “Os orçamentos oferecidos pelos fornecedores locais eram mais que o dobro que o da madeira certificada que compramos diretamente de uma empresa certificada no Pará”, conta Júlio César Sawaya, diretor da empresa.
Mesmo com o pagamento do transporte da madeira certificada do Pará até Rio Grande do Sul, além da compra de ferramentas adequadas para tratar o material, a obra ficou bem mais em conta. A certificação florestal FSC é independente e adota critérios aceitos internacionalmente. O selo oferece ao consumidor a melhor garantia de que a atividade madeireira ocorre de maneira legal e não acarreta a destruição das florestas, além de ter origem em uma operação socialmente justa e economicamente viável.
Texto e foto do Greenpeace.
A mensagem atual de velhos heróis
Vale a pena ler o artigo abaixo, escrito pelo monge beneditino Marcelo Barros. Teólogo, escritor e autor de 30 livros publicados, faz uma homenagem ao revolucionário Ernesto Che Guevara, a partir da nojenta matéria publicada pela revista Veja.
Neste outubro, quando faz 40 anos da morte de Ernesto Che Guevara, a revista Veja (edição 2028, de 03/10/2007) publica um artigo rancoroso que tenta denegrir a imagem de um dos homens mais admirados pela juventude. Mas, do mundo inteiro, homens e mulheres ligados aos movimentos sociais e à busca de uma sociedade nova se reúnem no lugar em que o Che foi assassinado (Valle Grande, Bolívia) para avaliar honestamente sua trajetória e atualizar sua proposta para um mundo mais justo.
A maioria dos estudiosos e pesquisadores, como os diversos biógrafos do Che, confirma a motivação ética que o movia e a generosidade com a qual quis conquistar para todos os seres humanos um mundo mais igualitário. Um mínimo de honestidade histórica e de lucidez política exige que não julguemos ações da década de 60 como se a conjuntura internacional e latino-americana fossem as mesmas de hoje. Uma encíclica do papa Paulo VI, em 1967, retomava a antiga convicção teológica cristã de que " em casos de tirania prolongada e evidente que ofenda gravemente os direitos fundamentais da pessoa humana e prejudique o bem comum do país, as pessoas têm o direito moral da insurreição revolucionária para derrubá-la" (Populorum Progressio 31). Foi o que, na década de 60, muitos jovens fizeram. Na América Latina, muitas pessoas de profunda vida espiritual, e mesmo pastores evangélicos e padres católicos como Camilo Torres, na Colômbia, se engajaram em grupos que lutavam contra as ditaduras políticas e o modelo econômico assassino de tantos pobres. Ernesto Guevara renunciou ao conforto de sua vida ambientada na classe média argentina e a promissora profissão de médico para se consagrar de corpo e alma à libertação social e política dos povos do mundo. Atualmente, a maioria dos que trabalham para transformar o mundo não aceita mais a luta armada como método justo nem válido para alcançar a libertação. Entretanto, quase ninguém põe em dúvida a grande humanidade do Che e a mensagem moral que ele nos deixa para prosseguirmos o caminho da transformação.
Há poucos anos, no filme "Diários de motocicleta", Walter Salles emocionava as platéias com o relato cinematográfico da viagem que, aos 23 anos, Ernesto Guevara fez de moto, com Alberto Gramado, por grande parte da América do Sul. Naquele tempo, já aparecia clara a sua sensibilidade de justiça e sua opção por estar do lado dos mais fracos e marginalizados. Na época, ele ainda não tinha recebido o apelido carinhoso de "Che". Até hoje, na Argentina e em regiões do Rio Grande do Sul, os homens intercalam no diálogo a expressão "che", como forma de envolver o outro na conversa. "O dia hoje está bonito, che!" ou "Ninguém ganha do meu time, che!". Como em outras regiões se diz "cara", "rapaz", "homem" ou "meu" como conotação de amizade e confidência. No México, quando se engajou na luta contra a ditadura cubana, ao falar com os companheiros, Ernesto Guevara usava muito esta expressão. Por isso, os mexicanos e cubanos o apelidaram "Che". É um nome que lhe cabe muito porque é como se alguém tivesse como apelido "o companheiro".
De fato, Ernesto Guevara se tornou companheiro dos lavradores e indígenas de toda a América Latina. O que o levou a estudar o socialismo e a unir-se a grupos engajados na revolução social e política do continente foi o sonho de uma ordem mais justa com os empobrecidos do mundo. Che trabalhou muito para educar lavradores e índios. Por onde andava, parava nas aldeias e compartilhava noções de saneamento básico e saúde preventiva. Foi através deste trabalho humanitário com os mais pobres que ele acabou conhecendo e se inserindo na guerrilha dos jovens cubanos para derrubar o regime sanguinário que dominava a ilha. Quando os revolucionários tomaram o poder em Cuba, ele se tornou a segunda autoridade do país, logo a seguir de Fidel Castro. Tornou-se comandante da fortaleza de Havana, onde eram julgados e condenados os criminosos de guerra. Muitos testemunhos desmentem as lendas criadas pela imprensa ligada ao governo dos Estados Unidos, dando conta que Che chegou a desagradar a companheiros por nunca permitir vingança e por protelar, enquanto podia, sentenças de morte. Em todos os casos, exigiu novas averiguações e deu mais prazo à defesa dos prisioneiros que os próprios organismos internacionais consideraram criminosos de guerra e não apenas opositores políticos.
Poucos anos depois (1965), Che novamente renuncia ao poder conquistado e decide se juntar a grupos de libertação, primeiro no ex- Congo Belga, na África e depois na Bolívia. Ali no dia 08 de outubro de 1967, ele foi traído e preso por um comando antiguerrilha do exército boliviano e norte-americano. É levado a uma escola do lugar - La Higuera, na província de Valle Grande, estado de Santa Cruz. Ali é assassinado e seu cadáver, depois de exposto ao público, é enterrado em local secreto, só descoberto após trinta anos.
Neste aniversário de 40 anos de martírio (testemunho), homens e mulheres de todo o mundo, representando diversas raças e credos, se reúnem em Valle Grande, o local onde o Che assinou com o seu sangue a convicção de que a solidariedade e a justiça são valores dos quais não podemos abrir mão. Este encontro tem como objetivo compartilhar preocupações, refletir sobre os destinos da humanidade e proclamar as esperanças que, neste começo de milênio podemos ainda nutrir. Ele nos atesta que grande parte dos seres humanos continua a busca por uma sociedade nova. Também nos estimula a assumir a capacidade de ir à raiz das questões- a radicalidade- do Che em um caminho espiritual novo: percurso não-violento e solidário em comunhão com todos os seres vivos. O Che reavivou as brasas da esperança de uma pátria grande latino-americana que um século e meio antes Simon Bolívar tinha lançado. Neste início do século XXI, o processo democrático e não-violento da chamada revolução bolivariana está ainda no início, mas é uma realidade na Venezuela, Bolívia, Equador e em outros lugares da América Latina. É um convite paro o esforço de tornar real o sonho e a esperança da justiça.
Fonte:Adital http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=29947
terça-feira, 9 de outubro de 2007
TVE: a voz dos funcionários
A questão da TVE e da FM Cultura merece ser tratada com muita profundidade. Quem tem espaço na mídia - mesmo num blog, como eu - deve defender de forma enfática essas emissoras públicas, ameaçadas pela intenção governamental de privatizá-las. Sim, esse é o objetivo, mesmo que venha por meio de um projeto-de-lei travestido de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Nesta cruzada, reproduzo e apóio o manifesto dos funcionários das duas emissoras:"Nós, servidores da Fundação Cultural Piratini Rádio e Televisão, vimos através deste enfatizar nossa defesa da instituição como uma Fundação Pública de Direito Privado, rechaçando qualquer proposta de conversão em Organização Social (OS) ou Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Demonstramos preocupação com o atual processo de inviabilização das rotinas de trabalho nas emissoras. Também entendemos a necessidade de fortalecer a atuação do Conselho Deliberativo para que exerça suas responsabilidades estabelecidas em lei. A TVE e a FM Cultura são emissoras públicas a serviço da comunidade gaúcha. Nosso objetivo é garantir que continuem sendo janelas da multiplicidade cultural do Rio Grande do Sul. Isso só é possível se resguardadas as condições técnicas e humanas de trabalho."
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Fidel faz homenagem a Che Guevara

Fidel Castro homenageou Ernesto Che Guevara, "o predestinado e semeador de consciências que combatia conosco e por nós" em uma nota publicada nesta segunda-feira (8), na qual expressou seu respeito e gratidão ao combatente excepcional, na celebração dos 40 anos da captura e morte de Che na Bolívia (na foto, ambos em Havava).
Cuba comemora nesta segunda-feira, em Santa Clara – onde o guerrilheiro participou de sua principal batalha em 1958 e onde está seu corpo desde 1997 – o 40º aniversário da queda em combate do "Guerrilheiro Heróico".
O concerto "Homem e Amigo" de trovadores latino-americanos na Universidade de Santa Clara, dirigido pelo cubano Silvio Rodríguez, abriu formalmente à noite o tributo a Che e marcou o início também do "Ano Guevariano" que terminará na Argentina em 2008, quando o guerrilheiro iria completar 80 anos.
Confira abaixo o texto escrito por Fidel:
El Che
Faço uma pausa no combate diário para inclinar minha cabeça, com respeito e gratidão, ante o combatente excepcional que caiu em um 8 de outubro, há 40 anos. Pelo exemplo que nos deu com sua Coluna Invasora, que atravessou os terrenos pantanosos ao sul das antigas províncias do Oriente e Camagüey perseguido por forças inimigas, libertador da cidade de Santa Clara, criador do trabalho voluntário, cumpridor de honrosas missões políticas no exterior, mensageiro do internacionalismo militantes aqui e na Bolívia, semeador de consciências em nossa América e no mundo. Dou-lhe graças pelo que tratou de fazer e não pôde em seu país natal, porque foi como uma flor arrancada prematuramente de seu caule. Deixou-nos seu estilo inconfundível de escrever, com elegância, concisão e veracidade, cada detalhe do que se passava por sua mente. Era um predestinado, mas ele não sabia disso. Combateu conosco e por nós.
Fidel Castro Ruz
Fonte: Granma
Nossa força é infinita, camarada Che
A frase é de um comandante - Ernesto Che Guevara -, pintado como sanguinário por dois repórteres da direitosa revista Veja. Deveriam lavar suas mãos....
São servis aos seus donos, mas nada os impedia de serem imparciais, tributos dos verdadeiros jornalistas.
SOS TVE e Rádio FM Cultura
Amigos, vamos defender as nossas emissoras públicas da sanha privativista do Governo estadual. O tão temido projeto que entrega a TVE e a Rádio FM Cultura, de Porto Alegre (RS), para serem gerenciadas por uma ONG - Organização Social de Interesse Público (OSCIP) - deve ser enviado essa semana para a Assembléia Legislativa. Funcionários e sindicatos já estudaram o assunto, fizeram seminários e ouviram especialistas. A conclusão é uma só: a OSCIP significa, na prática, a privatização das duas emissoras.Foi criado um abaixo-assinado para ser entregue aos deputados. Já foram conseguidas 700 assinaturas, e a idéia é chegar a 10 mil!
A foto de Arfio Mazzei mostra os funcionários da TVE mobilizados e colhendo assinaturas.
Basta acessar o link abaixo:
http://www.petitiononline.com/TVE_FM/petition.html
Tem também uma versão em papel do abaixo assinado, caso seja necessário passar para quem não tem acesso à Internet.
Abaixo, os argumentos no documento com as assinaturas que será entregue aos deputados:
A TVE (canal 7) e a Rádio FM Cultura (107.7), emissoras da Fundação Piratini, vêm sofrendo um período de desgastes que pode culminar na sua extinção. O orçamento vem sendo reduzido a cada ano e os equipamentos não têm manutenção. Por causa disso, a programação foi afetada e o sinal da TV já não chega a boa parte do interior do Estado do RS. Para piorar, há falta de pessoal: não foram chamados todos os aprovados no último concurso, que sequer foi renovado. Devido às más condições de trabalho, muitos profissionais de alta qualificação se demitiram. Preocupados com essa situação, os funcionários lançaram um Manifesto denunciando a precarização do serviço e, principalmente, sugerindo alternativas para viabilizá-las economicamente, propondo uma mudança radical no modelo de gestão em maio de 2007 (vide em http://docs.google.com/View?docID=ddt9tm2b_22d47jrr&revision=_latest).
A governadora Yeda Crusius tem demonstrado desinteresse em manter a TVE e a FM Cultura. Pelo contrário, elaborou um projeto de lei para ceder os serviços públicos para OSCIPs – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - o que, na verdade, é uma forma de PRIVATIZAÇÃO. Trata-se de entregar a TVE e a FM Cultura para uma entidade privada: uma espécie de ONG ou associação. Qual será o compromisso dessa entidade com o conteúdo que deve ser veiculado em uma TV e uma rádio públicas? Quais os interesses comerciais que estarão por trás dela?
A TVE e a FM Cultura são dos gaúchos! Têm história, têm cultura, fazem cultura, e, mesmo com poucos recursos, produzem e veiculam uma programação qualificada e alternativa às emissoras comerciais.
Nós, funcionários, queremos construir uma verdadeira TV e uma rádio públicas, que atendam aos interesses de todas as parcelas da sociedade com autonomia perante os governos. Mas para isso, o primeiro passo é EVITAR A PRIVATIZAÇÃO da TVE e da FM Cultura. Por isso, encaminhamos o abaixo-assinado pedindo o seu apoio contra a entrega da TVE/FM Cultura para uma OSCIP.
PROGRAMAÇÃO QUE PRIMA PELA QUALIDADE
A TVE produz: o "Pandorga", único programa infantil do Estado. O "Hip Hop Sul", dedicado à comunidade hip hop, vencedor do Prêmio Lança de Ouro. O "TVE Repórter", o único programa de grandes reportagens produzido no Estado, e que só em 2006 ganhou 6 prêmios jornalísticos. O "TV Cine", que toda semana apresenta um curta-metragem. O "Radar", espaço mais democrático da cultura jovem gaúcha. O "Estação Cultura", revista diária aberta às mais diversas manifestações artísticas. O "Paralelo Sul", que retrata a cultura do povo gaúcho em seu sentido amplo, costumes, história, economia. O "Palcos da Vida", com shows de artistas da musica popular gaúcha e brasileira. O "Concertos TVE", dando acesso à música clássica na TV aberta. O "Galpão Nativo", expressão sensível da genuína cultura rio-grandense. "Primeira Pessoa", entrevista aprofundada com personalidades do RS. Viva Bem, programa de saúde e qualidade de vida. "Cidadania", refletindo os direitos do cidadão. "Consumidor em Pauta", com direitos do consumidor. Dois telejornais diários. Somos a segunda emissora em rede instalada no estado. Transmitimos eventos como o Fórum Social Mundial, Fórum da Liberdade, Festival de Gramado, os desfiles da Semana da Pátria e da Semana Farroupilha. Coberturas especiais da Expointer e Feira do Livro, entre outras.
Dentro do mesmo espírito, a rádio FM Cultura oferece uma programação de alta qualidade e valorização da produção cultural gaúcha e brasileira:
AS MÚSICAS QUE FIZERAM A SUA CABEÇA
AVENIDA CULTURA
BRASILIANA
CLÁSSICOS DA MANHÃ
CONCERTOS FM CULTURA
CONTEMPORÂNEA
CONTRACULTURA
CONVERSA DE BOTEQUIM
CULTURA DA INFÂNCIA
CULTURA DOCUMENTA
CULTURA HIP HOP
CULTURA NA MESA
ENSAIO ABERTO
ESTAÇÃO CULTURA
ESTÚDIO B
FILARMONIA
FM CULTURA INFORMA
MANHÃ POPULAR BRASILEIRA
NA TRILHA DA TELA
ÓPERA DA SEMANA
RADIOTEATRO
SESSÃO JAZZ
TARDE POPULAR BRASILEIRA
TONS E NOTAS
UM BOM DIA MEU RIO GRANDE
UNIRÁDIO
domingo, 7 de outubro de 2007
Vida, nas palavras do gênio Chaplin
esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei
com pessoas quando nunca pensei decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei para proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos
eternos, amei e fui amado mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Quebrei a cara muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já
liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que
fosse morrer de tanta saudade, tive medo de perder alguém especial (e acabei
perdendo). Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida. Bom mesmo é ir à
luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe
e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve, a vida é
muito para ser insignificante!
Charles Chaplin
sábado, 6 de outubro de 2007
Caminhada, chuva e abrigo da natureza



Sábado, 15h, tarde cinzenta e quente em Porto Alegre. Para me livrar do abafamento, resolvi caminhar pelo Parque Farroupilha - a tradicional Redenção. Andei cerca de meia hora em meio a belas e frondosas árvores até que notei a mudança do tempo. A chuva caiu miúda e logo se transformou em chuvarada. De pronto, sentei à mesa do tradicional Zé do Passaporte, encravado no mercadinho do Bom Fim, um dos mais belos bairros da capital gaúcha. Para minha sorte, o pequeno bar fica em meio a floriculturas, onde centenas de folhagens e flores servem de deleite para nossos olhos. Enquanto tomava uma cerveja gelada e papeava com colorados e gremistas que convivem de forma civilizada no local, aproveitei para tirar algumas fotos, três das quais exibo para vocês.
De tudo, restou uma licão: muitas vezes saímos de casa com um objetivo, mas nos deparamos com uma situação que, a princípio, não nos agrada. Em seguida, desfrutamos de algo tão bom como aquilo que planejamos. O resultado de minha experiência foram estes flagrantes fotográficos. Espero que gostem.
SOS Amazônia

Segundo o jornal, imagens de satélite mostraram "grandes nuvens de fumaça" causadas pela disseminação das queimadas. "A cada ano, no fim da estação seca, em antecipação às primeiras chuvas do inverno, fazendeiros e pecuaristas em toda a América do Sul fazem queimadas para 'renovar' as áreas de pasto", escreve o repórter do diário. "Mas esse ciclo histórico saiu do controle, porque o desflorestamento e a mudança climática criaram um barril de pólvora."
Uma ONG ouvida pelo Independent estima que há mais de 10 mil focos de incêndio em uma área de 2 milhões de quilômetros quadrados nos lados brasileiro e boliviano da Amazônia, e que "90% deles" resultam da expansão da criação de gado. Além disso, afirma o jornal, a atividade pecuária tem se expandido para dentro de áreas de floresta, levando consigo a técnica de "limpar" a terra com as queimadas.
O diário nota que a atividade econômica na Amazônia se expande com o apoio e os benefícios do governo brasileiro, e que o país não tem metas de redução de emissões de gases que causam o efeito estufa, embora esteja entre os primeiros em emissões de gás carbônico por causa do desflorestamento.
O ranking da corrupção, segundo o TSE

Não li esta notícia nos grandes jornais e nas revistas semanais. Aliás, não tenho esperança de vê-la publicada na grande mídia, por motivos óbvios. O MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)) lançou o dossiê Políticos Cassados por Corrupção Eleitoral, relacionando 623 pessoas cassadas em 339 processos julgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entre 2000 e 2006. O blog Vermelho publicou com exclusividade o ranking dos partidos que mais se envolveram. O primeiro colocado é o DEM (ex-PFL), com 69 casos, mais de um quinto do total. DEM, PMDB e PSDB somam 193 casos, 57% do total. O PT tem 10 casos (2,9%) e o PCdoB nenhum.
As cassações ocorreram em todas as unidades da Federação, com destque para Minas Gerais (11,4% do total), Rio Grande do Norte (9,6%) e São Paulo (8,8%). Foram cassados quatro governadores e vices, seis senadores e suplentes, oito deputados federais, 13 estaduais e 58 vereadores, mas o grosso dos cassados foram prefeitos e vices, que somaram 508 casos.
A onda dos fãs clubes
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Sociólogo quer um grande jornal de esquerda no país
Sob o título "A necessidade de uma nova imprensa", o sociólogo Gilson Caroni Filho, professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e colaborador do Jornal do Brasil e Observatório da Imprensa, divulgou um artigo, onde defende a construção de um grande jornal de esquerda no país.
Veja a íntegra do artigo de Caroni:
A necessidade de uma nova imprensa
O deputado federal Ciro Gomes (PSB) foi certeiro ao definir a importância do holofote no comportamento político da oposição, em entrevista concedida à revista Imprensa, em dezembro de 2005. Em meio a crises que pareciam anunciar novos retrocessos político-institucionais, o então ministro da Integração Nacional diagnosticou com precisão: "eu participo da vida pública brasileira há 30 anos e é a primeira crise pautada por garotos alucinados por aparecer na televisão. E eles estão tocando a República! Eu acompanho a CPI, vejo parlamentares que olham para a câmera e dizem: "senhor presidente, senhores deputados, senhores depoentes e senhores telespectadores"! O que é isso? Os excessos são mais prováveis, pois há uma sensação de que as informações são descartáveis. Só que não é bem assim, há valores imateriais fundamentais em jogo e eu gostaria de ressaltar aqui a importância da linguagem".
Dois anos se passaram, os atores fizeram novas oficinas, ensaiaram textos no plenário, armazenaram informações, mas, a julgar pelos resultados, a teatralização da política não logrou os resultados esperados. A construção de representações sociais dominantes não obteve o êxito habitual. A velha mídia não descobriu o novo público. E foi aí que começou a história de sua coleção de derrotas.
Alguma fratura travou o espetáculo. Ao contrário das últimas décadas, produções como o " Mensalão", " Aloprados" e " Apagão Aéreo" se tornaram, passado o impacto inicial, fracassos de crítica e de público. Organizaçôes Globo, Civitas, Mesquitas e outros barões da imprensa brasileira parecem não ter acertado a mão, e o resultado são melancólicos folhetins sem qualquer vestígio de arte. Farsas baratas para produções que exigiram vultuosas somas e transformismos colossais.
Péssima direção e elenco de baixíssimo nível? Certamente, mas isso não é tudo. Nem sempre basta a imagem como critério da história. Às vezes, a trama, por mais recurso visuais que disponha, requer retórica convincente. Sem ela, inexiste a legitimação que precede o êxtase, e o plano que oculta o golpismo latente das elites se torna se torna visível demais.
A crença em um desmesurado poder manipulatório da mídia revela indigência de análise. O espetáculo só é possível porque a produção simbólica não se esgota em seu campo. Como destaca Silverstone, a circulação de significados, sua rica intertextualidade, não faz do senso comum um alvo passivo de versões deliberadamente distorcidas. Ele também produz, significa a partir de mediações da sua própria vida concreta. Não auscultar seu cambiante sistema simbólico custa caro aos pretensos "formadores de opinião".
Em suma, o êxito de qualquer projeto ideológico depende de profunda afinidade eletiva entre produtores-consumidores e consumidores-produtores de bens simbólicos. Sem troca não há fluxo eficaz.
O que a grande imprensa ignorou - e parece continuar ignorando - é a crescente organização da sociedade civil. Sua capacidade de não só recusar a narrativa oferecida, como construir uma eficiente articulação contra-hegemônica. A mídia se perdeu de si mesma quando acreditou que seus estatutos de verdade eram imunes a qualquer alteração substantiva da formação social onde pretende interferir.
Cabe ao campo democrático-popular não alimentar ilusões. Se os meios de comunicação são fatores centrais e constitutivos de uma nova esfera pública em formação, não se deve esperar conversões éticas de uma imprensa cuja estruturação está umbilicalmente ligada ao destino de conhecidas oligarquias. Trabalhar com contradições internas do campo comunicativo existente é uma aposta fadada ao fracasso.
Com a experiência acumulada em veículos como Carta Maior, Caros Amigos e Brasil de Fato, entre tantos outros, talvez tenha chegado a hora de investir em um grande jornal de esquerda. Como viabilizá-lo operacionalmente não cabe no espaço desse artigo, mas com a massa crítica acumulada já passou da hora. Essa é a questão central da democracia brasileira. Precisamos inventar a imprensa democrática.
Fonte: Agência Carta Maior
Big Brother lidera o 13º Ranking da Baixaria na TV

A coordenação da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania" divulgou ontem o 13º Ranking da Baixaria na TV, que analisa os programas televisivos que receberam maior número de reclamações. O campeão de denúncias foi o Big Brother Brasil 7, da Rede Globo, em razão de reclamações que incluem a exposição de pessoas ao ridículo, discriminação, vocabulário inadequado e apelo sexual.
Em segundo lugar, vem o programa Pra Valer, da Rede Bandeirantes, que recebeu muitas das reclamações, a maioria por incitar a discriminação religiosa e a violência contra animais. A novela Pé na Jaca (Rede Globo) ficou em terceiro lugar no ranking da baixaria, seguido pelo programa A Tarde é Sua (Rede TV). Em quinto lugar, figurou outra novela Paraíso Tropical, da Globo.
A campanha foi lançada em novembro de 2002 e já registrou um total de 31.875 denúncias, sendo que, de janeiro a agosto deste ano, foram contabilizadas aproximadamente 2 mil reclamações de telespectadores insatisfeitos com a qualidade e a falta de ética da programação televisiva, além do desrespeito aos direitos humanos. As denúncias foram analisadas pelo Comitê de Acompanhamento da Programação, formado por representantes das mais de 60 entidades que assessoram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara na campanha.
O presidente da comissão, deputado Luiz Couto (PT-PB), destacou que a sociedade brasileira "quer dar um basta" à baixaria. "Os resultados mostram que a campanha é muito importante para o país. A população não aceita mais cenas de sexo, desonestidades e incitação à violência", afirmou.
Segundo Luiz Couto, a população está atenta à programação da televisão. "Ela quer programas de qualidade. Quer programas que tragam o reforço a valores como honestidade, liberdade, paz, justiça e dignidade do ser humano. Isso prova que a própria campanha vai levando as pessoas a perceber que é preciso combater esse tipo de programa. Afinal de contas, somos nós que estamos financiando", disse.
Couto defendeu ainda a necessidade de classificação indicativa dos programas de televisão. "É preciso ter algum critério. Não podemos aceitar que um programa como o Big Brother, que em Brasília passa às 21h, passe no Acre às 19h. É preciso ter adequação do horário de acordo com o fuso horário", disse.
Para o presidente da comissão, a TV Pública, anunciada pelo governo federal, deve provocar a elevação da qualidade da programação. "Será um elemento de confronto. E isso explica a reação da mídia privada, que não quer um sistema público de comunicação", afirmou.
O que é
A campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania" tem como um de seus principais instrumentos de atuação a divulgação do ranking dos programas que receberam maior número de reclamações, fazendo assim ecoar a voz da opinião pública que é decisiva para provocar mudanças na programação televisiva.
A décima terceira sistematização dos programas mais denunciados estão disponíveis no site www.eticanatv.org.br.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Quinze anos do massacre de Carandiru
Nesta terça-feira, 2 de outubro, quando o relógio marcou 11 horas, o início de um dos episódios de maior violência e desrespeito aos direitos humanos da história do Brasil completou 15 anos: o massacre do Carandiru, quando 111 presos foram assassinados em 1992 por policiais na casa de detenção da Zona Norte paulistana. A UNE, ao lado de entidades estudantis de todo país, fez uma matéria especial para lembrar o massacre e cobrar justiça nesta terça em sua página, o EstudanteNet.A data servirá também para lembrar que serão completados 15 anos de impunidade dos policiais envolvidos nos crimes. Mais de 80 deles, acusados de homicídio, ainda esperam pela decisão do júri e a defesa quer estender a absolvição. Ninguém até hoje foi punido. Pelo contrário. A cidade de São Paulo entregou, na sede da Câmara Municipal de São Paulo, no último dia 21 de setembro, o título de cidadão paulistano ao coronel aposentado da Polícia Militar Luiz Nakaharada.
Nakaharada, um dos denunciados pelo Ministério Público pelos crimes no Carandiru, teria entrado atirando com uma metralhadora Beretta 9 milímetros. Ele comandou 74 homens, dos 325 policiais militares que ingressaram no pavilhão 9 da casa de detenção, todos sem as respectivas insígnias e crachás de identificação.
O massacre
Em 2 de outubro de 1992, uma briga entre dois presos -Coelho e Barba- deu início a um tumulto no pavilhão 9, que culminou com o Massacre do Carandiru. Segundo a pesquisa das professoras Sandra Carvalho e Evanize Sydow, tendo como fonte o estudo "Massacre do Carandiru, Chega de Impunidade", elaborado pela Comissão Organizadora de Acompanhamento para os Julgamentos do Caso do Carandiru, apesar do tumulto e de sinais de fogo, não havia perigo de fuga de presos.
Os presos, inclusive, quando perceberam a chegada da polícia começaram a jogar estiletes e facas para fora, demonstrando que não resistiriam à invasão. Alguns colocaram faixas nas janelas, pedindo trégua. A tomada do térreo do prédio pelos policiais foi feita sem resistência ou reação com armas de fogo por parte dos presos, segundo o depoimento dos próprios oficiais envolvidos na ação.
Mas soldados do Grupo de Ações Táticas Especiais –desrespeitando a ordem das autoridades reunidas de tentar uma última negociação– quebram o cadeado e correntes do portão do pavilhão e invadiram o local. Não foi permitida a presença de autoridades civis durante a invasão.
111 mortos, todos detentos
"Os PMs dispararam contra os presos com metralhadoras, fuzis e pistolas automáticas, visando principalmente a cabeça e o tórax. Na operação também foram usados cachorros para atacar os detentos feridos. Ao final do confronto foram encontrados 111 detentos mortos: 103 vítimas de disparos (515 tiros ao todo) e 8 mortos devido a ferimentos promovidos por objetos cortantes", constatou a pesquisa. Houve ainda 153 feridos, sendo 130 detentos e 23 policiais militares. Nenhum policial foi morto.
Cerca de 80% das vítimas do massacre esperavam por uma sentença definitiva da Justiça, ou seja, não tinham sido condenados. Só nove deles haviam recebido penas acima de 20 anos. Do total de presos mortos, 51 deles tinham menos de 25 anos e 35 tinham entre 29 e 30 anos. Dos detentos recolhidos na Casa de Detenção, 66% eram condenados por assalto e 8% por homicídio.
Quando a perícia chegou ao local da violência policial, os responsáveis pelo massacre haviam modificado a cena do crime, destruindo provas valiosas que teriam possibilitado a atribuição de responsabilidade pelas mortes a indivíduos específicos. Civis foram proibidos de irem até os andares superiores do Pavilhão 9, enquanto a PM dava ordens aos detentos para que removessem os corpos dos corredores e celas a fim de empilhá-los no 1° andar.
Intenção de matar
De acordo com a análise da perícia, só 26 detentos foram mortos fora de suas celas. A maioria deles foi atingida na parte superior do corpo, em regiões letais como cabeça e coração. Dos 103 mortos por arma de fogo, 126 receberam balas na cabeça. O pescoço foi alvo de 31 balas, e as nádegas 17. Os troncos tiveram 223 tiros. "Os exames de balística informam que os alvos sugerem a intenção premeditada de matar", disse a pesquisa.
O estudo acrescenta ainda: "A tese de que houve confronto armado entre policias militares e detentos não é sustentada pelas provas dos autos do processo. A legítima defesa alegada pela cúpula da Polícia Militar não tem fundamento nos fatos". O laudo do Instituto de Criminalística concluiu que: "Em todas as celas examinadas, as trajetórias dos projéteis disparados indicavam atirador (es) posicionado(s) na soleira das celas, apontando sua arma para os fundos ou laterais. Não se observou quaisquer vestígios que pudessem denotar disparos de armas de fogo realizados de dentro para fora das celas".
Na justiça
No comando da operação policial estava o coronel Ubiratan Guimarães, morto em setembro do ano passado. Em 2001, ele chegou a ser condenado a 632 anos de prisão por co-autoria em 102 mortes e em cinco tentativas de homicídio. Ele recorreu da condenação em liberdade e, cinco anos mais tarde, a sentença foi anulada e Ubiratan absolvido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Os desembargadores entenderam que o coronel agiu em estrito cumprimento da ordem e em legítima defesa. "A Justiça já reconheceu que não ocorreu esse massacre. Houve um confronto entre 2.069 presos que atacaram 80 e poucos policiais que estavam cumprindo ordens superiores para salvar presos de um incêndio", diz o advogado Vicente Cascione, que defendeu o coronel nos tribunais.
"Para nós, continua existindo o massacre porque há 84 réus no processo. Mortes de presos não têm um grande clamor social, por isso até hoje ninguém foi punido. Existe omissão por parte da Justiça", acusa Ariel de Castro Alves, coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos. Nem mesmo por meio da PM os policiais receberam qualquer tipo de punição, segundo Norberto Jóia, promotor do caso. "O pior é saber que ninguém foi punido. Ou que a tentativa de punição do comandante foi frustrada", lamenta ele. O promotor aponta que o resultado da ação é citado em "estatuto" da organização criminosa que age a partir dos presídios paulistas como uma motivação para a união dos presos.
Dano moral
Na outra ponta, familiares dos mortos reclamam até hoje ressarcimento na Justiça. A extinta Procuradoria de Assistência Judiciária de São Paulo ajuizou 59 ações, acompanhadas atualmente pela Defensoria Pública. De acordo com o órgão, quase 20% delas ainda estão em discussão nos tribunais. Os demais casos obtiveram de cem a 200 salários mínimos por dano moral, de R$ 38 mil a R$ 76 mil em valores atuais. Mas quem teve sentença favorável entrou na chamada "fila do precatório" (dívida judicial do estado) e teve a indenização dividida em dez parcelas. As primeiras famílias começaram a receber o ressarcimento há quatro anos – 11 anos após as mortes. Alguns parentes conseguiram ainda na Justiça direito à pensão mensal vitalícia.
"Nada substitui uma vida. Independente de ser pouco ou muito (o valor do dano moral) não vai trazer ele de volta. Se for por danos morais é pouco, eu tenho três filhos com ele. Bem ou mal, de lá de dentro ele me ajudava", diz uma viúva de um preso que preferiu não ter a identidade revelada.
Livro, filme, musica e uma triste memória
Passados 15 anos, a história tratou de registrar para sempre o massacre do Carandiru. O triste episódio virou música pelas letras de Mano Brown; livro pelas mãos do médico Drauzio Varella e filme pelas lentes dos diretores Hector Babenco e Paulo Sacramento.
Fonte: Portal Vermelho
www.vermelho.org.brsegunda-feira, 1 de outubro de 2007
Doando Vida em fotografia

Uma iniciativa meritória de profissionais de fotografia merece o apoio de todos. Na quarta-feira, dia 3 de outubro, será lançado em Porto Alegre o livro Doando Vida - Livro e Mostra Fotográfica.
Uma das escritoras que o apresentam é a colega Claudia Cardoso, enquanto as fotografias são assinadas pelos profissionais Elda franco, Júlio Appel, Maria Clara Adams, Marta Morales e Walter Karwatzki. O convite ao lado é uma mostra da qualidade do trabalho, que será mostrado em primeira mão para quem for ao coquetel na quarta-feira, a partir das 18h30min, na Letras e Cia Livraria-Café, na Avenida Osvaldo Aranha, 444.
Detalhe: o preço da obra custará R$ 30 e sua venda auxiliará na manutenção da Pousada Via Vida.
Não percam, portanto!
Inter: caminho difícil pela frente
Ontem, saí orgulhoso do Beira-Rio, onde meu time lutou e suou muito no embate contra o São Paulo, virtual campeão brasileiro de 2007. Ao lado das quase 40 mil pessoas que estavam no estádio, gritei, vibrei e incentivei meu time. Pulei de alegria com o nosso gol, e lamentei a expulsão do Índio em seguida. Depois, xinguei o juiz no momento em que deixou de expulsar o Dagoberto e quando não marcou pênalti em Alex. Nós merecíamos mais porque o time lutou muito, mesmo com um jogador a menos em campo.No entanto, ao acordar hoje e ler os jornais, fui direto na tabela de classificação e confirmei que estamos em situação difícil. A primeira imagem que vi à frente foi a de uma cerca com arame farpado, como a foto acima, tentando impedir nosso avanço. Sei que faltam dez rodadas e temos jogadores para reverter a situação. Mas os obstáculos serão difíceis e teremos que vibrar com cada vitória a partir de agora como se fosse igual a que obtivemos no campeonato mundial do ano passado. Vamos ultrapassar esta cerca, Inter!
domingo, 30 de setembro de 2007
"Veja" mira Guevara e dá tiro no pé
Importante a leitura do companheiro Celso Lungaretti, jornalista, escritor e ex-preso político, no site do jornal o Rebate sobre a última capa da tendenciosa Veja. É uma recuperação da história...Os 40 anos da morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, a se completarem no próximo dia 9, dão ensejo a uma nova temporada de caça ao mito Che Guevara por parte da imprensa reacionária, começando por Veja, que acaba de produzir uma das matérias-de-capa mais tendenciosas de sua trajetória.
"Veja conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas”, afirma a revista, numa admissão involuntária de que não praticou jornalismo, mas, tão-somente, produziu uma peça de propaganda anticomunista, mais apropriada para os tempos da guerra fria do que para a época atual, quando já se pode olhar de forma desapaixonada e analítica para os acontecimentos dos anos de chumbo. Não houve, em momento algum, a intenção de se fazer justiça ao homem e dimensionar o mito. A avaliação negativa precedeu e orientou a garimpagem dos elementos comprobatórios. Tratou-se apenas de coletar, em todo o planeta, quaisquer informações, boatos, deturpações, afirmações invejosas, difamações, calúnias e frases soltas que pudessem ser utilizadas na montagem de uma furibunda catalinária contra o personagem histórico Ernesto Guevara, com o propósito assumido de se demonstrar que o mito Che Guevara seria uma farsa.
Assim, por exemplo, a Veja faz um verdadeiro contorcionismo retórico para tentar tornar crível que, ao ser preso, o comandante guerrilheiro teria dito: "Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto". Ora, uma frase tão discrepante de tudo que se conhece sobre a personalidade de Guevara jamais poderá ser levada a sério tendo como única fonte a palavra de quem posou como seu captor, um capitão do Exército boliviano (na verdade, eram oficiais estadunidenses que comandavam a caçada).
É tão inverossímil e pouco confiável quanto a “sei quando perco” atribuída a Carlos Lamarca, também capturado com vida e abatido como um animal pelas forças repressivas. E são simplesmente risíveis as lágrimas de crocodilo que a Veja derrama sobre o túmulo dos “49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório na Bolívia” e morreram perseguindo os guerrilheiros. Além de combater um inimigo que tinha esmagadora superioridade de forças e incluía combatentes de elite da maior potência militar do planeta, Guevara ainda deveria ordenar a seus comandados que fizessem uma cuidadosa triagem dos alvos, só disparando contra oficiais...
É o mesmo raciocínio tortuoso que a extrema-direita utiliza para tentar fazer crer que a morte de seus dois únicos e involuntários mártires (Mário Kozel Filho e Alberto Mendes Jr.) tenha tanto peso quanto a de quatro centenas de idealistas que arriscaram conscientemente a vida e a liberdade na resistência à tirania, confrontando a ditadura mais brutal que o Brasil conheceu.
Típica também – e não por acaso -- da retórica das viúvas da ditadura é esta afirmação da Veja sobre o legado de Guevara: “No rastro de suas concepções de revolução pela revolução, a América Latina foi lançada em um banho de sangue e uma onda de destruição ainda não inteiramente avaliada e, pior, não totalmente assentada. O mito em torno de Che constitui-se numa muralha que impediu até agora a correta observação de alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas”.
Assim, a onda revolucionária que se avolumou na América Latina durante as décadas de 1960 e 1970 teria como causa “as concepções de revolução pela revolução” de Guevara e não a miséria, a degradação e o despotismo a que eram submetidos seus povos. E a responsabilidade pelos banhos de sangue com que as várias ditaduras sufocaram anseios de liberdade e justiça social caberia às vítimas, não aos carrascos.
É o que a propaganda enganosa dos sites fascistas martela dia e noite, tentando desmentir o veredicto definitivo da História sobre os Médicis e Pinochets que protagonizaram “alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas”.
Não existe muralha nenhuma impedindo a correta observação desses episódios, tanto que ela já foi feita pelos historiadores mais conceituados e por braços do Estado brasileiro como as comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos. Há, isto sim, a relutância dos verdugos, de seus cúmplices e de seus seguidores, em aceitarem a verdade histórica indiscutível. E a matéria-de-capa da Veja não passa de mais um exercício do jus esperneandi a que se entregam os que têm esqueletos no armário e os que anseiam por uma recaída totalitária, com os eventos desastrosos e os banhos de sangue correspondentes.
* Celso Lungaretti é jornalista, escritor e ex-preso político.
Mais artigos em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com
Obrigado pelo vice, gurias
As jogadoras brasileiras estão de parabéns. Não importa se pararam diante da marcação alemã e, especialmente, da excelente goleira Angerer. Tampouco se Marta, nossa camisa 10 e melhor jogadora da Copa do Mundo, perdeu um pênalti. O importante é que as atletas brasileiras mostraram ao mundo que sabem jogar um refinado futebol e deixam a China com a sua melhor campanha na história da competição. Antes, o melhor desempenho havia sido o terceiro lugar na edição de 1999, nos Estados Unidos. Espero que as vice-campeãs mundiais sejam recepcionadas no retorno ao Brasil, e a CBF cumpra a promessa de organizar um campeonato nacional. Sim, nós temos futebol feminimo e da melhor qualidade. Avante, Brasil. Na foto da Reuters, Marta enfrenta a muralha Angerer.Mundo pede paz em Mianmar

Não podemos ficar calados enquanto a ditadura militar manda espancar e matar cidadãos que protestam de forma pacifica em Mianmar (antiga Birmânia). Liderados por monges budistas, dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas do país, pedindo democracia e o fim da repressão militar .Os protestos, realizados há vários dias consecutivos, já são considerados o maior levante popular dos últimos anos contra a junta militar que governa o país do Sudeste Asiático.O governo já impôs um toque de recolher nas duas principais cidades do país, Yangun (a antiga capital) e Mandalay, proibiu a reunião de grupos de mais de cinco pessoas e colocou tropas para patrulhar ruas e templos. Há temores de que se repitam os episódios de 1988, quando as últimas manifestações pró-democracia realizadas em Mianmar foram reprimidas violentamente pela junta militar, em confrontos que deixaram cerca de 3 mil mortos. Os protestos são contra o aumento de alimento de 500% nos combustíveis e, por conseqüência, nos alimentos.
As passeatas dos monges começaram para pedir que o Governo se desculpasse pela agressão a vários bonzos pelas forças de segurança, no princípio deste mês, em Pakokku. No entanto, tornaram-se um clamor pela liberdade política no país, onde os militares estão no poder há mais de 40 anos.
Organizações étnicas como a União Nacional Karen, que representa 7 milhões de membros da minoria Karen e é o braço político da maior guerrilha do leste de Mianmar, aderiram aos protestos. As últimas manifestações também contaram com a presença de membros da Liga Nacional pela Democracia (LND), partido de oposição liderado por Aung San Suu Kyi, sob prisão domiciliar desde 2003 e Prêmio Nobel da Paz. As fotos da Reuters e da AFP (acima) mostram momentos da repressão.
sábado, 29 de setembro de 2007
Caros Amigos nas bancas

Uma grande idéia que merece ser apoiada: a revista Caros Amigos está republicando edições antigas. Trazem grandes entrevistas como as de Caco Barcellos, Leonardo Boff, Chico Buarque, Sócrates, Franklin Martins, Ciro Gomes e outros. A que está à venda agora é a de Ariano Suassuna, edição 75, de junho de 2003 (capa ao lado). Entrem no site da revista e se abasteçam:
http://carosamigos.terra.com.br/
Jornalista é trabalhador
Recentemente, coloquei uma enquete nas quatro comunidades que administro na Internet querendo saber em que patamar social o jornalista se colocava. Pelo resultado, há dúvida na cabeça dos colegas. Vejam os números:Jornalista é intelectual ou trabalhador?
Intelectual: 23 - 6% das respostas
Trabalhador: 66 - 17,3%
As duas opções: 293 - 76,7%
Total: 383
Entendo que a maioria preferiu optar pela opção mais cômoda porque, na verdade, boa parcela dos jornalistas não se vê como um trabalhador. Se acha um intelectual porque freqüentou a faculdade e se graduou. Ou um profissional liberal, muitas vezes sendo contratado como pessoa jurídica. No entanto, tenho convicção de que somos tão trabalhadores quanto os profissionais de outras categorias e, portanto, sujeitos aos mesmos atropelos praticados por alguns grupos empresariais ou pelos poderes públicos.
Diante deste cenário, vemos indiferença às lutas sindicais que, na prática, significa a defesa do salário e das condições de trabalho de cada um. Na hora da pauta, é recomendável que companheiros jornalistas refletirem sobre o importante papel social que representam perante a sociedade. E olhem também para o meio em que atuam. Ou seja, estão vendendo sua força de trabalho, mesmo que dedilhem no teclado de um computador. São trabalhadores, portanto.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Eles não querem ser demônios.....
Isso porque porque DEM no Nordeste está sendo associado como partido do demônio. Alguma mentira nisso?
Economia brasileira naveja tranqüila, apesar da turbulância norte-americana
Enquanto a economia norte-americana está em desaceleração, a brasileira se mostra sólida.
Ontem, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) subiu 61 mil pontos pela primeira vez - quarto recorde consecutivo - e o dólar comercial fechou negociado a R$ 1,8430 na venda, menor valor em sete anos.
Ou seja, turbulência lá fora, navegação tranqüila aqui.
Isso não é obra do acaso e sim de uma bem planejada condução da economia.
Cadê a crise propalada por alguns?
Elas ganharam manchete e foto nas capas dos jornais

Como eu já previra ontem, os jornais, televisões, rádios e Internet dedicaram generosos espaços para a brilhante vitória da seleção feminina do Brasil contra os EUA. Deixaram os rodapés e cantos de página para exibirem fotos das gurias nas capas dos periódicos. É sempre assim. Nas últimas Olimpíadas - onde foram medalha de prata - e no recente Pan do Rio - medalha de ouro - o futebol feminino ganhou minutos de fama. Depois foi esquecido. Agora, a sempre oportunista CBF anuncia a criação de uma campeonato brasileiro. Não é novidade porque já tinha feito o mesmo antes. Tudo ficou no blá-blá-blá dos dirigentes. Para nós, brasileiros amantes da arte e da garra no futebol, resta esperar o confronto contra a organizada seleção da Alemanha no domingo. Como já escrevi antes, o que vier é lucro. Mas uma vitória de Marta & Cia nos encherá de orgulho. Ou isso só acontece quando os homens alcançam triunfos? Na foto da Reuters, a vibração da melhor jogadora do Mundo - nossa camisa 10- ao lado das companheiras.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Participe do congresso ambiental
Vai de 10 a 12 de outubro em Porto Alegre.
Confirme tua presença.
Valeu, Marta & Cia. O que vier agora é lucro
Tive o privilégio de ver a seleção brasileira feminina de futebol hoje pela manhã. Escrevo só agora porque o dia foi corrido, mas pude constatar que muito mais gente está maravilhada com a mistura de talento e força demonstrada pelas nossas atletas. O Brasil goleou os EUA por 4 a 0, exibindo um futebol de encher os olhos, com direito a dois golaços de Marta - especialmente o último. Com justiça, é a maior jogadora do Mundo. Na foto da Reuters ao lado, ela vibra depois de um dos gols.Para mim, basta. O que vier na final da Copa do Mundo com a Alemanha às 8h da "madrugada" de domingo, na China, será lucro. Afinal, as jogadas do Brasil já estão sendo mostradas em todo o mundo e nossas representantes chegaram onde nunca tinham ido. O bom desta partida foi ver a habilidade de nossas atletas diante do burocrático futebol norte-americano. Foi uma resposta ao técnico deles, que acusara a violência do Brasil. O troco foi um show de bola. E legal que tenha sido contra um time com um currículo de causar inveja: desde 2004, não teve nenhum revés em 49 jogos.
Avante Marta, Cristiane, Formiga, Andréia e Pretinha, entre outras. Tomara que, agora, os jornais dêem mais destaque do que vinham oferecendo à campanha brasileira: rodapés e cantos de páginas. Afinal, as gurias merecem mais espaço que muitos times de machos que disputam o atual Brasileirão.
O caminho para Samarra
| Um soldado da antiga Bassora, na Mesopotânia, cheio de medo, foi ao rei e lhe disse: "Meu Senhor, salva-me, ajuda-me a fugir daqui; estava na praça do mercado e encontrei a Morte vestida toda de preto que me mirou com um olhar mortal; empresta-me seu cavalo real para que possa correr depressa para Samarra que fica longe daqui; temo por minha vida se ficar na cidade". O rei fez-lhe a vontade. Mais tarde o rei encontrou a Morte na rua e lhe disse: " O meu soldado estava apavorado; contou-me que te encontrou e que tu o olhavas de forma estranhíssima". "Oh não", respondeu a Morte, "o meu olhar era apenas de estupefação, pois me perguntava como esse homem iria chegar a Samarra que fica tão longe daqui, porque o esperava esta noite lá".
Essa estória é uma parábola da aceleração do crescimento feito à custa da devastação da natureza e da exclusão das grandes maiorias. Ele nos está levando para Samarra. Em outras palavras: temos pouquíssimo tempo à disposição para entender o caos no sistema-Terra e tomar as medidas necessárias antes que ela desencadeie conseqüências irreversíveis. Já sabemos que não podemos mais evitar o aquecimento global, apenas impedir que seja catastrófico. No âmbito dos governos, não se está fazendo nada de realmente significativo que responda à gravidade do desafio. Muitos crêem na capacidade mágica da tecno-ciência: no momento decisivo ela seria capaz de sustar os efeitos destrutivos. Mas a coisa não é bem assim. Há danos que uma vez ocorridos produzem um efeito-avalanche.
A natureza no campo físico-químico e mesmo as doenças humanas nos servem de exemplo. Uma vez desencadeada, não se pode mais bloquear uma explosão nuclear. Rompidos os diques de Nova Orleans nos USA, não é mais possível frear a invasão do mar. Na maioria das doenças humanas ocorre a mesma lógica. O abuso de álcool e de fumo, o excesso na alimentação e a vida sedentária começam a princípio produzindo efeitos sem maior significação. Mas o organismo lentamente vai acumulando modificações, primeiramente funcionais, depois orgânicas e, por fim, atingindo certo patamar, surge uma doença não mais reversível.
É o que está ocorrendo com a Terra. A "colônia" humana em relação ao organismo-Terra está se comportando como um grupo de células que, num dado momento, começa a se replicar caoticamente, a invadir os tecidos circundantes, a produzir substâncias tóxicas que acaba por envenenar todo o organismo. Nós fizemos isso, ocupando 83% do planeta.
A Terra como um todo é a fronteira. Ela coloca em crise os atuais modos de produção que sacrificam o capital natural e as formações sociais construídas sobre o consumismo, o desperdício, o mau trato dos rejeitos e a exclusão social. Três problemas básicos nos afligem: a alimentação que inclui a água potável, as fontes de energia e a superpopulação. Para cada um destes problemas não temos soluções globais à vista. E o tempo do relógio corrre contra nós. Agora é o momento de crise coletiva que nos obriga a pensar, a madurar e a tomar decisões de vida ou de morte.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Vamos reagir contra os desmandos de Yeda
Chegou o momento da reação contra os desmandos patrocionados pelo (des) governo de Yeda Crusis no Rio Grande do Sul. O desmonte do Estado está em curso e é necessário puxar um freio para que não sejamos entregues definitivamente na mão de aventureiros. Esse processo foi gestado no Governo Britto e suspenso nas gestões anteriores - Olívio Dutra e Germano Rigotto -, mas agora é retomado com todo o vigor pela governadora. A oposição começou a reagir na terça-feira, durante 1º Seminário em Defesa dos serviços Públicos, realizado na Assembléia Legislativa, em Porto Alegre, quando as pautas preferenciais foram a articulação de uma rede estadual em defesa dos serviços públicos e o lançamento da 12ª Marcha dos Sem, que acontece no dia 23 de novembro.O evento foi organizado por 24 sindicatos e pela Frente Parlamentar em Defesa dos Serviços Públicos e foi condenada condena a política do governo estadual responsável pela venda de ações do Banrisul, pelo desmonte da Emater e pelo corte de 30% no custeio da máquina pública envolvendo áreas relevantes como saúde, educação e segurança. Além disso, é visível a intenção da governadora de alterar as estruturas da TVE, do Theatro São Pedro, da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA) e da Procergs, além de outras fundações.
Em marcha, companheiros!
Não podemos deixar este trem do desmonte nos trilhos.
Fraco, o Estado entrará em coma irreversível.
Que a marcha dos 100 mil em 1968 (em plena ditadura militar) no Rio de Janeiro, exibida na foto acima, sirva de exemplo para todos.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
O mel e a felicidade
Recebi esta mensagem em meu celular hoje pela manhã. Desconheço a autoria, mas a remetente é uma amiga querida que me conhece muito bem. Pensei, refleti e viajei pelas fronteiras da vida. Muitas vezes ficamos esperando que a felicidade venha até nós, sem nos movimentarmos para alcançá-la, especialmente se os caminhos são tortuosos e espinhosos. Não estamos nesta vida para receber tudo de graça. Tudo tem um preço, que nem sempre estamos dispostos a pagar.
No caso do mel, vale a picada das abelhas.
No caso da felicidade, vale uma escorregada.
O que não serve é nos afastarmos da colméia ou permanecermos estirados ao chão.
Para termos direito ao mel e à felicidade.
domingo, 23 de setembro de 2007
Uma grande comemoração dos jornalistas gaúchos
Noite chuvosa em Porto Alegre, noite para comemorarmos os 65 anos do nosso Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS. Os colegas e convidados foram chegando aos poucos no clube Caixeiros Viajantes neste sábado, 22 de setembro. Nos olhos, exibiam a curiosidade do que iriam encontrar. E quem iriam rever. Foi emocionante. A homenagem a 42 profissionais gaúchos - ex-presidentes e profissionais que fizeram história no jornalismo gaúcho - proporcionou grandes momentos a ponto de confundir o cerimonial. Pessoas que não se viam nos últimos 20 ou 30 anos percorriam as mesas para abraçar companheiros com quem dividiram espaço nas redações gaúchas. Os troféus entregues e a história de cada um publicada nas páginas do jornal Versão dos Jornalistas foram uma justa homenagem de um sindicato que sempre pautou sua atuação pela luta em defesa de uma categoria que hoje já supera mais de 12 mil profissionais no RS. Tenho orgulho de participar desta história. Na foto de Luiz Abreu, ex-presidentes e familiares comemoram.
sábado, 22 de setembro de 2007
É hoje a nossa festa. Parabéns, meu sindicato!
Amigos gaúchos, participem desta festa. Hoje, quarenta e dois jornalistas serão homenageados durante as comemorações dos 65 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS. Destes, 19 são ex-presidentes e 22 são profissionais com idade igual ou superior ao do Sindicato. Com orgulho, estou no grupo de ex-presidentes..A cerimônia ocorre à noite no Clube dos Caixeiros Viajantes, na rua Dona Laura, 646, Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Entre as atrações, o debate 'O papel da Imprensa em momentos de crise política', a cargo do ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas e atual membro da Comissão de Ética da entidade, Armando Rollemberg, e convidados. A homenagem ocorre durante jantar, seguida de show com jornalistas músicos, que inclusive participam do CD produzido pelo Sindicato, entregue a todos os presentes. Estão confirmadas as presenças de Nelson Coelho de Castro, Nando Gross, Renato Mendonça e Terence Veras.
Durante a noite, circulará edição histórica do jornal Versão dos Jornalistas, contando a trajetória da entidade, na visão da maioria dos homenageados. Os ingressos estão à venda ao preço de R$ 15, para sócios em dia, e R$ 20 para não-sócios, na sede da entidade, com os integrantes da diretoria ou no local.
Quero vê-los lá. Até.....
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Atentado a jornalista: Fenaj cobra ação de empresas
Amauri estava trabalhando numa série de reportagens sobre a violência no entorno de Brasília. Há fortes indícios de crime de mando. Por isso é fundamental a prisão do autor do disparo e, principalmente, a identificação e punição, com os rigores da lei, do possível mandante.
Preocupa a Fenaj e seus sindicatos filiados a freqüência com que casos semelhantes têm ocorrido no Brasil, especialmente em regiões de alta densidade urbana, como São Paulo, Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte, DF ou em áreas de conflito pela posse da terra, como no Pará e Maranhão. Os relatórios produzidos anualmente pela FENAJ demonstram que a mesma violência que atinge diariamente milhares de cidadãos brasileiros também faz vítimas, às vezes fatais, entre os profissionais da imprensa. Por essa razão, a Federação e Sindicatos têm reivindicado a adoção, por parte das empresas de comunicação, de medidas que garantam a proteção, saúde e a vida dos jornalistas e demais integrantes das equipes de reportagens em coberturas que envolvam riscos.
A Diretoria da FENAJ soma-se à iniciativa do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal de propor a realização de seminário sobre a segurança da profissão de jornalista em Brasília e nas cidades satélites, envolvendo o sindicato patronal e a Secretaria de Segurança do DF.
Exposição mostra as riquezas do Lami

A Zona Sul de Porto Alegre é um mundo à parte em relação ao centrão da Capital gaúcha. Quem já teve a oportunidade de visitar regiões como Belém Novo, Belém Velho, Lami e Itapuã, voltou de lá fascinado. A flora e a fauna destes locais são de uma beleza exuberante. Por isso, é oportuna a Exposição Fotográfica Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger, do fotógrafo Ricardo Stricher, que começa hoje no Shopping Iguatemi e vai até o dia 30. Veja ao lado o cartaz da divulgação, que recebi e repasso com muito gosto. Chega lá, tchê. Na exposição e depois no Lami e arredores...
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Jornalismo ambiental: congresso tem inscrições com desconto
Para profissionais, o valor é de R$ 100 e para estudantes, R$ 50. Após 21 de setembro, os valores passam para R$ 120 e R$ 70, respectivamente. As inscrições devem ser feitas pelo site www.cjba2007.com.br até 5 de outubro. Após essa data, apenas no local do evento. Informações podem ser obtidas pelo e-mail 2cbj2@cemcerimonia.com.br e pelo tel. (51) 3362 2323.
Com o tema "Aquecimento Global: Um Desafio para a Mídia", o Congresso terá sede no complexo do Salão de Atos da UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Av. Paulo Gama, 110, Centro). Serão cinco conferências, cinco painéis, oficinas, mostra de vídeos e reportagens ambientais seguida de debates, apresentação de trabalhos acadêmicos, plenária da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e encontros paralelos.
Haverá também um debate sobre Atualidade e Perspectivas da RedCalc – Rede de Comunicação Ambiental da América Latina e do Caribe -, com a participação de jornalistas do México, Panamá, Cuba e Uruguai, entre outros países. A realização é do Núcleo de Ecojornalistas do Rio
Grande do Sul – NEJRS e da EcoAgência de Notícias (www.ecoagencia.com.br), com patrocínio BR - Petrobras, Correios, Eletrobras, Caixa Econômica Federal, CentroEstadual de Vigilância em Saúde, Coza, CPRM - Serviço Geológico do Brasil e Ministério do Meio Ambiente e apoio da UFRGS, Fenaj, Sindicato dos Jornalistas do RS, ARI e Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.


