Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
domingo, 19 de outubro de 2008
Sobre pesquisas eleitorais...
O Datafolha, que não fez a pesquisa para interessados locais, está mais próxima da realidade. O atual prefeito tem 50% das preferências, enquanto a deputada federal está com 37%. No primeiro turno também foi assim. Ou seja, Maria nunca esteve atrás de Manuela, como apostaram o Ibope - a pedido da RBS - e o Methodus, cujo trabalho é publicado pelo Correio do Povo.
Um centroavante, por favor

Qualquer time do Brasil tem um centroavante alto, rompedor, que incomoda a defesa. O Internacional não tem este jogador, ou o técnico não quer escalar quem dispõe no plantel. Com isso, fico dependente dos belos gols de Nilmar (oportunista) e Alex (tiro potente). O time toca bem a bola, ronda a área, mas tem poucas conclusões. Não seria o caso de escalar o Guto e deixá-lo, mesmo que perca gols ou não tenha uma boa atuação? Pelo menos vai incomodar os adversários. O jogo deste sábado contra o Atlético Paranaense foi um retrato do que afirmo. Contra um adversário que está na zona do rebaixamento e teve um jogador expulso, sofremos um gol depois de estarmos ganhando por 2 a 0. E sofremos até o final da partida. Um centroavante, portanto. Enquanto isso, os nossos goleadores, Alex e Nilmar (na foto acima, do site do Inter), comemoram seus feitos com justiça.
Provocador, mas pelo seu futebol
Observem o título abaixo, publicado no Terra:D'Alessando é provocador, diz presidente do Inter
E leiam a matéria:
"Um dos principais nomes do Internacional na vitória sobre o Atlético-PR por 2 a 1 neste sábado, o argentino D'Alessandro irritou os adversários com sua habilidade e acabou "caçado em campo". Mas o presidente do clube gaúcho, Vitório Píffero, não vê problema no futebol praticado pelo meia. Questionado, se D'Alessandro havia provocado os adversários, Píffero foi taxativo. "Diria que provocou sim. O futebol dele, as jogadas dele provocam", apontou o presidente do Inter, que acha que o meia deve continuar a jogar desta maneira "provocativa", principalmente no duelo contra o Boca Juniors, pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana."
Como jornalista, sou observador atento ao que publicam na mídia. O descompasso entre o que diz o título e o texto é notório. O presidente do Inter afirma que D´Alessandro (na foto acima, do site do Inter) provoca pelo futebol e pela sua jogadas. Em momento algum diz que que ele provoca no sentido literal da palavra. Mas a pessoa que fez o título aproveitou para oferecer ao leitor do Terra algo mais "provocativo". O jornalismo tem estes desvios eventualmente. E certamente muitos cronistas e adversários se pautarão pelo título nos próximos dias. Observem!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Em defesa da orla do Guaíba
Agradecemos os apoios recebidos pelo Movimento em Defesa da Orla do Guaíba contra a privatização de seu uso e descaracterização da paisagem da cidade. Enfatizamos a necessidade de que todos os porto-alegrenses entrem nesta luta de corpo presente, com pessoas, faixas e muita disposição para vencer.
Nesta quarta-feira, dia 15, será votada a emenda que pretende alterar a legislação municipal sobre a Ponta do Melo, a fim de permitir a construção da muralha de concreto que é chamada de Pontal do Estaleiro – seis edifícios - cada um tem volumetria similar ao Hospital de Clínicas!
Essa votação pode ocorrer a qualquer momento, a partir das 14 horas.
Decidimos, portanto, montar uma vigília ao prédio da Câmara, com acampamento, material expositivo e cidadãos de Porto Alegre, para aumentar nossa visibilidade, nossa capacidade de pressão e exercer o direito do cidadão comum ser ouvido
A vigília começa às 8 horas da manhã e se estende todo o dia. Às 14 horas, precisamos de um bom contingente para lotar o plenário da Câmara. Podem trazer a família inteira e os vizinhos, e desfrutar de alguns momentos de descontração e camaradagem no acampamento, antes do horário de votação, acertando e articulando novos passos – porque a luta ambiental e do direito do cidadão ser ouvido vai longe, esta é apenas a primeira grande batalha.
As novas gerações, especialmente as futuras, esperam isso de nós para termos uma cidade melhor, mais justa e com melhor qualidade de vida!
NÃO ESQUEÇAM: QUEM CALA, CONSENTE.
Fórum Municipal de Entidades
Porto Alegre - RS
Ainda não temos página na internet. Por enquanto acesse os Blogs:
Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho:http://goncalodecarvalho.blogspot.com/
Ong Solidariedade
Viva Gasometro
Rio Guahyba
Agapan:http://agapan.blogspot.com/
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Especulação, essência do capitalismo
A linguagem que hoje desperta a confiança popular é a de Lula quando diz que “esta crise é do Bush” e se deve ao fato “das grandes instituições financeiras viverem da especulação e da agiotagem”, ou a de Evo Morales que explica porque “expulsou o embaixador norte americano que promoveu os disturbio na Bolívia”.
A midia no Brasil tenta ridicularizar os conceitos populares do nosso Presidente citando as frases confusas em economês que Meireles usa para justificar a posição do Banco Central autônoma face ao governo brasileiro e omite as palavras de Evo. A técnica é antiga, de falar difícil e desprestigiar quem não é (e não quer ser) da elite reinante e, simplesmente, ignorar e apagar da comunicação social o que não aprecia. Assim entendem a “liberdade de expressão”. Mas os tempos são outros, graças a Deus, talvez.Há muitos anos bons economistas têm demonstrado que as finanças têm-se tornado o cerne das políticas economicas globalizadas. Mesmo um leigo pode verificar que enquanto cresce o desemprego e aumenta o custo de vida em todo o mundo, mesmo no Brasil onde o governo Lula se esforça por tirar a população da miséria, os bancos e empresas imobiliárias e de seguro multiplicam anualmente os seus lucros milionários. Só a midia tenta tapar o sol com a peneira para que não se compreenda porquê a renda está cada vez mais mal distribuida.
Agora, ficou claro para toda a gente. Até os deputados mais reacionários dos Estados Unidos foram contra a proposta inicial de Bush para salvar os seus parceiros das finanças com o dinheiro público! E no dia 8 de Outubro, até a Globo referiu a “herança maldita de Bush”. Quando a dor chega ao bolso, desperta a lucidez dos mais renitentes defensores do sistema capitalista.
Fica claro também que há uma linguagem utilizada pela elite mundial destinada a parecer democrática mesmo quando efetivamente é reacionária, isto é, defensora dos privilégios da elite às custas do sacrifício popular.
Vivemos uma época em que os velhos preconceitos – de raça, de classe, de religião, de ideologia – estão em extinção graças ao surgimento de uma linguagem transparente que desnuda os conceitos antes escondidos nas suas diferentes estruturas acadêmicas. Por isso a linguagem popular, mesmo com erros gramaticais ou outros formais, traduz melhor a realidade da vida em sociedade. Lula pergunta: “Cadê o FMI agora para explicar a crise? (...) Antes dava palpite para denunciar erros nas politicas nacionais, recomendando isto e aquilo ..”
Quem leu anteriormente o livro “Chutando a escada”, do economista Ha-Joon Chang, já pode perceber que os conselhos do FMI aos paises em desenvolvimento eram para cairem da escada que levava os mais ricos ao poder mundial. E a escada, sustentada pelo sistema financeiro, afinal despencou levando os Estados Unidos e todos os que se atrelam ao poder capitalista, para uma crise tremenda. “Cadê o FMI com os seus conselhos errados”? Está agora como um velho sismógrafo apenas indicando o gráu do desastre para cada país: os Estados Unidos terão um crescimento de 0,1%, o Brasil de 3 ou 3,5% no próximo ano.
Porquê o Brasil recebe as “marolas” do “tsunami” que arrebentou com a economia da super-potência? (como bem disse Lula na sua linguagem clara com figuras que o povo entende). Porquê, apesar do país estar se equilibrando no sistema capitalista global, sacrificado financeiramente pelos esforços do Banco Central autonomo que sobe os juros, como convém ao mercado internacional, e agora empresta dolares (de alto valor em real) aos bancos estrangeiros que investem no Brasil para depois recebe-los com valor menor (como fazem os bons irmãos na hora do aperto geral), a orientação de Lula assegurou ao país que a produção fosse estimulada e os investimentos nos Programs de Aceleração para o Crescimento (PAC) continuassem assim como a distribuição dos socorros das bolsas de alimentação e de escola para as crianças que asseguram as condições mínimas de sobrevivência à população empobrecida pelos anteriores conselhos do FMI que exauriram a economia do Terceiro Mundo. O povo brasileiro permaneceu com os pés na terra, realisticamente enfrentando a vida dura como deve.
Quando a história é contada sem disfarces empolados do economês, fica clara a possibilidade de manter o caminho de desenvolvimento e da dignidade nacional dentro do charco do sistema capitalista para os que “não chutam a escada” como recomendou sempre o FMI. O Brasil manteve o nariz fora da lama e tudo tem feito para dar o exemplo ao Terceiro Mundo através das iniciativas no Mercosul e nos vários encontros internacionais como na última sessão da ONU em Nova York. Assim é o equilíbrio, que pode ser explicado em linguagem popular que é a mais própria.
A Bolívia tem usado uma linguagem clara para mostrar o esforça que desenvolve para equilibrar uma das economias mais empobrecidas do mundo neste sitema sugador capitalista, mas a mídia não divulga nem lá e muito menos cá e para o resto da humanidade. Evo Morales e seus companheiros traduzem para o castelhano em forma popular o que aprenderam em aymara e quetchua há mais de mil anos: como produzir em elevadíssimas altitudes com muito frio à noite e muito calor durante o dia para alimentar os seus nove milhões de habitantes mantendo a independência do país e uma cultura humanizada que conduz a sociedade pelo caminho democrático. Assim será o equilíbrio para que o país onde foram criadas mais de uma centena de variedades de milho e batata que mataram a fome dos demais paises, principalmente da Europa em períodos de crise alimentar, volte a ser auto-sustentável e a poder explorar as suas riquezas minerais que nos últimos 500 enriqueceu os colonizadores, antigos e modernos.
Vivemos um rico período histórico que favorece as mudanças na medida em que os que lutam pela independencia e pela dignidade nacionais se apoiem mutuamente. Os grandes senhores da guerra estão ocupados contando os tostões que lhes escapam das bolsas e tentando demonstrar aos seus próprios eleitores que são democráticos e humanizados. Felizmente não estão em condições de interferir na corrida para o desenvolvimento que os paises mais pobres são capazes de conduzir com palavras claras e conceitos transparentes. É uma belíssima maratona mundial de todo o Terceiro Mundo que a elite tenta dizer que não existe.
*Zillah Branco, formada em Ciências Sociais (USP), experiência de vida e trabalho no Chile,Portugal e Cabo Verde,colaboradora do jornal O Avante (PCP).
Ibope continua errando?
Livro marca nova etapa da luta pelo diploma de Jornalismo
As repercussões da pesquisa Fenaj/Sensus e o lançamento do segundo livro em defesa do diploma marcam a nova fase do movimento dos jornalistas e da sociedade por um Jornalismo qualificado. A coordenação da Campanha prepara novas peças para fortalecer a luta pela rejeição do Recurso Extraordinário que questiona o diploma como requisito para o exercício da profissão.Depois da pesquisa do Instituto Sensus que mostrou que 74,3% da população brasileira é a favor do diploma para o exercício da profissão de jornalista, um novo número revela o crescente interesse da categoria e da sociedade no tema. A matéria, feita pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) sobre a pesquisa, foi um dos 20 releases mais acessados no mês de setembro no site Maxpress Net. O site, que obteve 4.192.042 page views em setembro, publicou 5.015 matérias no período.
Já o jornal Correio de Uberlândia realizou uma enquete no seu site, no período de 23 a 30 de setembro, sobre a questão do diploma para os jornalistas. A maioria dos 335 internautas - 79% - foi a favor da obrigatoriedade do diploma, enquanto 14% são contra e 5% responderam não saber. A Coordenação Nacional da campanha orienta os integrantes do movimento a realizarem lançamentos do livro 'Formação Superior em Jornalismo -Uma exigência que interessa à sociedade', editado pela Fenaj com contribuições de acadêmicos, juristas e profissionais, como instrumento de mobilização e divulgação da campanha. Com o apoio da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, já foram impressos mais 2 mil exemplares. Pedidos de remessa dos livros devem feitos pelo fone 61-3244-0650 ou fenaj@fenaj.org.br
Abaixo-Assinado em Defesa da Orla do Guaíba
NÃO ao projeto Pontal do Estaleiro!
O projeto prevê a construção de um complexo arquitetônico (seis prédios) de 60 mil metros quadrados na área do antigo Estaleiro Só. Cada prédio terá volume igual ao nosso Hospital das Clínicas.
1 - Questão ambiental -Se aprovado, causará grande impacto ao ambiente natural da região: formarão uma barreira artificial impedindo a passagem dos ventos para a cidade e da luz do sol para a vizinhança, aumento da produção de esgoto cloacal que na região é ligado ao pluvial.
2 - Questão urbanística - problemas de trânsito pela Av. Padre Cacique, que já terá aumento de fluxo de automóveis pela inauguração do Barra Shopping Sul.
3 - Vocação da orla - Lazer e recreação é a vocação de qualquer orla no mundo. A construção do empreendimento inviabilizaria a implantação de um grande Parque, que é um anseio da população, independente de classe social.
A Orla do Guaíba pertence a toda população da cidade.
4 - Questão ética e legal - O empreendedor quando adquiriu o terreno em leilão, pagou um valor mais baixo por estar impedida por lei municipal a construção de prédios residenciais na área. Agora quer que se mude a lei para auferir maiores lucros. Caso a lei seja alterada, o município estará sendo irresponsável com as pessoas que morarão ali!
Depois de 20 anos de luta, a orla do Guaíba, o mais nobre, valioso e cobiçado patrimônio público de Porto Alegre, continua ameaçada pelos poderes Executivo e Legislativo municipais, a serviço dos interesses dos setores imobiliário e da construção civil.
Precisamos coletar 5 mil assinaturas para que nosso voto tenha força de lei e esta área seja definitivamente reservada aos Parques Públicos de Porto Alegre e área de preservação ambiental.
Diante dessa realidade, nós abaixo-assinados subscrevemos esta campanha de assinaturas:
Clique aqui:
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Pesquisas manipuladoras: Manuela nunca esteve à frente de Rosário
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu muita coisa nesta eleição, mas encontrou a resistência da grande mídia para terminar com pesquisas manipuladoras, que visam a indução do voto. O quarto poder venceu, perderam os leitores. Será que alguém acredita no falatório dos colunistas e repórteres de que a a virada aconteceu em função da militância - que ressurgiu -, do bom desempenho no último debate ou da mudança no estilo do programa? Vamos ficar mais atentos no segundo turno.
Ser pobre e morar na rua agora é ilegal, segundo o comando da Brigada Militar
O vereador está convocando uma reunião para tratar desta ilegalidade, na próxima semana, em data a ser confirmada.
O temor de Barbosa é que esses atos que estão se repetindo de forma sucessiva, sob as ordens do Coronel Mendes - que agora decidiu que ser pobre é ilegal – acabará revertendo na prisão de qualquer pessoa que se enquadre nessa categoria.
Guilherme lembra que essas prisões ferem a Constituição Federal, que este ano completa 20 anos, e o Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 60 anos no próximo dia 10 de dezembro.
No dia 2/10, a Comissão recebeu diversas denúncias, entre elas do Conselho Municipal da Assistência Social informado que moradores de rua haviam sido presos por PMs e mantidos no quartel, sem qualquer formalização de culpa por mais de quatro horas. Ao se dirigir ao local, a assessoria do Conselho foi impedida de comunicar com as pessoas detidas. As denúncias também foram encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa.
Na semana passada, policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar, também usando da truculência, invadiram residências e estabelecimentos na Vila Maria da Conceição, sob a justificativa de desmantelar a quadrilha que opera o tráfico de drogas na região.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Em seu artigo XV (14º) diz que "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoas, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;"
O artigo LIV (54º), destaca que "ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal".
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Artigo 1
"Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade."
Artigo 2
" Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição."
Artigo 6
"Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei."
Artigo 9
"Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado."
Fonte: CUT-RS e www.sintrajufe.org.br
sábado, 27 de setembro de 2008
Participe deste debate sobre o Jornalismo
A reunião vai apreciar as conclusões do Grupo de Estudos tripartite nomeado pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a partir de indicações feitas pelas entidades de representação dos jornalistas profissionais, das empresas de comunicação e do próprio Ministério.
O objetivo é propor alterações na legislação em vigor, conforme Portaria 342, de 23 de julho de 2008.
Não deixe de participar!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Mais de 70% da população brasileira quer jornalista com diploma
A pesquisa de opinião nacional CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira, 22, em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte - CNT, registra que a grande maioria da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dos dois mil entrevistados em todo Brasil, 74,3% se disseram a favor do diploma, 13,9% contra e 11,7% não souberam ou não responderam.
Os dados foram muito comemorados pela Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj - e pelos sindicatos de jornalistas. Para o presidente da Fenaj, Sergio Murillo de Andrade, este é melhor apoio que a campanha poderia obter e o resultado da pesquisa renova as forças dos que estão lutando pela regulamentação profissional. "Esses números da pesquisa CNT/Sensus mostram que a população brasileira tem a real dimensão da importância do Jornalismo para o País e que quer receber informações de qualidade, apuradas por jornalistas formados".
Murillo afirmou, também, que esses dados ficam ainda mais importantes com a proximidade da votação da exigência do diploma pelo STF e espera que ministros percebam o desejo da sociedade. "O STF tem a chance de mostrar à população que anda junto com seus anseios, reconhecendo que Jornalismo precisa ser feito por profissionais com formação teórica, técnica e ética e que o Jornalismo independente e plural é condição indispensável para a verdadeira democracia".
A Pesquisa CNT/Sensus quis saber, também, o que a população acha da criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Para a pergunta 'o sr. (a) acha que deveria ou não deveria ser criado um Conselho Federal dos Jornalistas, para a regulamentação do exercício da profissão no País - como as OABs para os advogados e os CREAs para os engenheiros?', o resultado foi que 74,8 % acham que o Conselho deveria ser criado, 8,3% que não deveria ser criado, para 6,5% depende e 10,4% não sabem ou não responderam.
sábado, 20 de setembro de 2008
Tradicionalismo x Carnaval
O que me chama a atenção é a comparação com o Carnaval, festa popular em todo o Brasil, inclusive na terra dos ferroupilhas. Ocorre que, ao lado do mesmo parque em que são montadas centenas de barracas e galpões para para comemorar o 20 de setembro, uma aveniva era palco do Carnaval de Porto Alegre. Com intuito de dar mais conforto para os carnavalescos, a prefeitura projetou a criação do sambódromo no local. Foi o que bastou para que entidades de todas as matizes se erguessem contra o projeto. Justificavam que tal empreendimento resultaria em transtorno e barulho para os moradores da região. Resultado: o sambódromo foi transferido para um bairro bem distante do Centro da capital gaúcha, apesar do protesto dos carnavalescos.
A mesma justificativa não é usada contra o sambódromo não foi utilizada quando o acampamento farroupilha ganhou corpo. E olhem que o baraulho e os transtornos se assemelham. Para mim, esta atitude coletiva tem um nome: discriminação. Me apresso em dizer que também não gosto de carnaval de rua. Aceito o contraditório.
Brasil vive a década da redução da desigualdade social

A redistribuição de renda e o aumento da classe média foram as características principais do período de dez anos fechado em 2007. A constatação é do estudo “Miséria e a Nova Classe Média na Década da Igualdade”, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
No período, a classe média cresceu 15 pontos percentuais. Em 1992, 32,52% da população se enquadrava na classe média e esse contingente chegou a 47,06% em 2007. Nos quatro anos finais do período, o crescimento passou de 37,06% para 47,06%. Só em 2007, 1,5 milhão de pessoas saíram da linha de pobreza.
Para os técnicos da FGV, o resultado se deve ao bom desempenho da economia e da geração de emprego formal a partir de 2004.
Fonte: Agência Brasil
domingo, 14 de setembro de 2008
Lula deixa a oposição e seus aliados sem discurso
Ricardo Kotscho
Ficou mais difícil a vida dos líderes da oposição e seus fiéis aliados na grande mídia depois da publicação da nova pesquisa "Datafolha" sobre o presidente Lula. "Aprovação a Lula bate recorde histórico - Pela primeira vez, presidente obtém a maioria em todos os segmentos, incluindo os mais ricos e escolarizados", mancheteia a "Folha" desta sexta-feira.
Não por acaso, nenhum dos seus colunistas tocou no assunto. Preferiram falar de Bolívia, Petrobras, tropas nas favelas cariocas. O problema é que o "Datafolha" simplesmente desmontou todos os argumentos utilizados pelos partidos de oposição e a maior parte dos meus colegas colunistas desde a reeleição de Lula em 2006.
O que eles argumentavam? Que Lula só se reelegeu graças aos votos dos pobres, nordestinos e analfabetos beneficiados pela Bolsa Família, chamada de "bolsa esmola", os mesmos que depois seriam responsáveis pelos seus altos índices de aprovação nas faixas de menor renda, nas regiões mais carentes e entre os menos escolarizados.
Era esse o discurso. O que eles irão dizer agora? Com 64% de índice de avaliação ótimo/bom e apenas 8% de ruim/péssimo (incluindo aí certamente muitos amigos jornalistas), um recorde depois da redemocratização do país, fico pensando no que eles irão dizer e escrever amanhã.
Segundo o jornal, "Lula também acaba de obter, pela primeira vez, a aprovação da maioria absoluta da população brasileira em todos os segmentos sociais, econômicos e geográficos do país".
Ainda de acordo com a pesquisa, "pela primeira vez, Lula tem o apoio da maioria do Sudeste, nas regiões metropolitanas, entre os que têm curso superior e entre os que vivem em famílias com renda familiar superior a dez salários mínimos".
Imagino que nem o próprio Lula poderia sonhar com estes números no sexto ano de seu governo, depois de pegar o país numa situação muito difícil em 2003, com a economia em frangalhos e sem credibilidade no exterior, e tendo que enfrentar uma crise política após a outra em seu primeiro mandato.
Para falar a verdade, ninguém, nem eu, poderia prever este cenário em 2008. Faz 30 anos no mês que vem que voltei da Alemanha, onde era correspondente do "Jornal do Brasil", virei correspondente da "Istoé" do Mino Carta no ABC, conheci Lula e me tornei seu amigo.
Trabalhei com ele em três campanhas presidenciais e durante dois anos na Secretaria de Imprensa do governo e nunca o vi tão bem, tranqüilo e satisfeito como no último fim de semana quando passei três dias com Lula no Palácio da Alvorada.
Não falamos de política, mas da vida, lembrando de momentos difíceis que passamos juntos nestas três décadas em que o Brasil saiu da ditadura para o mais longo período de liberdades, com crescimento econômico e distribuição de renda, o que explica sua aprovação popular pesquisa após pesquisa.
De dieta, sem poder provar o bom chope que serviu aos amigos, cercado de filhos, noras e netos, todos sob o comando da implacável Marisa, até comentei com ele como agora tudo parece normal, natural, a gente ali em volta da piscina do belíssimo palácio de Niemeyer restaurado recentemente pelo casal, mas teve hora, muitas horas, em que isso simplesmente poderia parecer delírio de sonhadores malucos.
Lula está colhendo agora os frutos da sua própria determinação, da fé no seu taco com o que plantou no primeiro mandato e do compromisso com suas origens nordestinas e operárias que fizeram dele um líder político diferente de todos os outros em nossa história de mais de 500 anos - e por isso cavou nela, literalmente, o seu lugar.
Agora ele se veste bem, cumpre os rituais do poder e viaja pelo mundo com a sem-cerimônia de quem antes ia passar fim de semana na Praia Grande, mas na essência não mudou sua forma de se relacionar com todos, humildes ou poderosos, sempre questionando, provocando, desconfiado das velhas verdades absolutas.
Valeu, Lula.
Em tempo: estreou na semana passada o blog "Balaio do Kotscho". Tem entrevistas exclusivas com os presidenciáveis Ciro Gomes e Aécio Neves falando sobre 2010 e o Brasil pós-Lula.
Estão todos convidados a fazer uma visita.
Se gostarem, coloquem entre seus preferidos no endereço: colunistas.ig.com.br/ricardokotscho.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
A candidata à vice-presidente pelos Republicanos nos EUA é pró-armas
Obviamente, a foto ao lado é uma montagem. Mas todo mundo sabe que a candidata dos Republicanos à vice-presidência do EUA, Sarah Palin, sempre defendeu a posse de armas para toda a população americana, é ultra-conservadora, pró-guerra e nacionalista ao extremo. É o novo xodó da eleição norte-americana, mas isso vai durar pouco. Obama será o presidente que não mudará muita coisa no império. Mas é menos belicista que o Bush filho.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
É jogando futebol que se responde a críticas
Em primeiro lugar, só afirmou isso porque o presidente Lula foi um dos tantos brasileiros que lutou para acabar com a uma ditadura que impedia qualquer pessoa de se manifestar. Se vivesse durante os anos de chumbo, Júlio César teria perdido o lugar na seleção e não se sabe que outro destino tomaria. A democracia pela qual Lula e tantos brasileiros brigaram permite que qualquer cidadão diga que a seleção estava jogando um "futebolzinho". E que um jogador diga besteira, divulgada com destaque pela mídia. Lá atrás não era possível isso.
Pois a seleção brasileira jogou com disposição, garra e futebol vistoso ontem contra o Chile em Santiago. Ao aplicar 3 a 0 nos donos da casa se redimiu do futebol que a tinha colocado em sexto lugar nas Eliminatórias e deu uma resposta convincente a Lula e aos brasileiros. Eu estou feliz, e certamente o presidente também está. É dessa forma que a gente reage diante das críticas. E não de forma grosseira e desproporcional como fez o goleiro Júlio César. Aliás, ele não reclamou do presidente da Fifa, Joseph Blatter, que também criticou o selecionado brasileiro. Ah, este certamente está acima de Lula na escala de valores do jogador brasileiro e é intocável.
sábado, 6 de setembro de 2008
Inflação oficial cai quase pela metade em agosto, mostra IBGE
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
5 de setembro: qual o presente ideal para a Amazônia?
Hoje, 5 de setembro, é comemorado o Dia da Amazônia. Instituída em 2007 pelo presidente Lula, a homenagem, que lembra a data em que foi criada a Província do Amazonas por D. Pedro II, em 1850, é mais uma oportunidade para refletir sobre políticas e ações de desenvolvimento sustentável, que possam garantir e valorizar a preservação da natureza e as necessidades socioeconômicas dos povos que habitam a floresta.
Assim como em outras datas comemorativas no Brasil, nas quais é costume presentear o homenageado (pais, mães, crianças etc.), a Amazônia também merece ser presenteada. Por isso, o site Amazônia.org.br perguntou a diversos ambientalistas que atuam na região: qual é o melhor presente para acabar com os problemas que atingem a Amazônia? Veja abaixo quais as opiniões dos especialistas.
Dê a sua opinião: Clique aqui e escreva qual é o melhor presente para a Amazônia.
Presente dos especialistas:
"No dia da Amazônia, a região mereceria um presente de retribuição: um fundo para zerar o desmatamento da região. Esse fundo financiaria duas ações principais: o combate ao desmatamento ilegal e a compensação daqueles que deixam de desmatar, embora tivessem o direito legal de poder fazê-lo. Dessa forma, a região continuaria a presentear o mundo com benefícios ambientais e produtos florestais das áreas florestadas e produtos agropecuários daquelas já desmatadas. O Brasil e o planeta que recebem esses benefícios deveriam "fazer uma vaquinha" para financiar o fundo pelo desmatamento zero" - Paulo Barreto, pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)
"Eu presentearia a Amazônia com a decretação do Desmatamento Zero até que seja realizado um Zoneamento Ecológico Econômico regional" - Sarney Filho, senador e ex-ministro do meio ambiente
"Eu daria algo muito simples: as reservas extrativistas que já têm um processo de criação concluído e estão emperradas na Casa Civil. Porque o reconhecimento da terra e dos direitos da floresta dessa gente que lá vive, e que é a grande responsável por manter a floresta em pé, esbarra no interesse de usinas e minerações. É muito simples, o decreto está pronto e elaborado, só falta assinar" - Mauricio Torres, pesquisador do departamento de geografia humana da Universidade de São Paulo (USP)
"O presente perfeito para a Amazônia seria um pacto nacional para desmatamento zero, firmado entre setor agropecuário, empresas madeireiras, governos estaduais e federal, bem como movimentos sociais e ambientais do Brasil. Seria um presente para a Amazônia que ela fosse protegida e envolvida num projeto de desenvolvimento econômico sustentável. Como a região tem um papel fundamental para a manutenção do equilíbrio hídrico mundial e a purificação do ar, combatendo a ação do efeito estufa, esse presente não seria somente para a nossa floresta, mas para todo o mundo" - Paulo Adário, coordenador da Campanha de Amazônia do Greenpeace
"O melhor presente seria garantir que daqui pra frente a Amazônia tenha de gerar riqueza em primeiro lugar para os amazônidas, em vez que para o resto do Brasil ou do mundo. Isso se deu até hoje com minério, energia, carne, madeira, grãos, terra para reforma agrária, e pode continuar também no futuro com biodiversidade e carbono, sempre deixando a população local marginalizada." - Roberto Smeraldi, diretor da organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira
"O melhor presente para a floresta e os seus povos seria o reconhecimento, por parte do governo e do setor empresarial, de que a Amazônia não deveria virar uma grande mina, uma mega-turbina -para gerar energia para as fábricas de alumínio- nem um reservatório (com águas estagnadas e peixes mortos), muito menos uma hidrovia industrial. Para isso acontecer, não poderemos contar com a altruísmo das autoridades e investidores - precisaria uma evolução de consciência em todos os brasileiros, o povo mostrando a sua indignação com clareza e firmeza" - Glenn Switkes, diretor do Programa da International Rivers na América Latina
"Daria a capacidade de 'Produzir sem destruir', fazendo com que toda a riqueza que a Amazônia possui e todo o potencial de suas comunidades fossem usadas, sem que fosse preciso destruir a floresta" - Bertha Becker, geógrafa e pesquisadora
"Um presente seria ver um dia um processo participativo e democrático para a inclusão econômica e social dos povos da Floresta e, com este dia, ver a nossa sociedade percebendo o valioso serviço prestado por este exército de bons brasileiros e brasileiras, sejam as populações locais, tradicionais ou os povos indígenas, estes que cuidam, manejam e protegem o nosso maior manancial de riqueza" - Rubens Gomes, presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)
"Eu quero dar de presente para a Amazônia o cumprimento da legislação ambiental brasileira, principalmente a resolução 01/1986 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e a paralisação das obras de rodovias até que sejam feitos os estudos de alternativas" - Marcos Mariani, presidente da Associação Preserve a Amazônia
"Um presente perfeito para a Amazônia seria um cuidado especial com os jovens da floresta, que são os gestores da Amazônia do futuro. Escolas técnicas de qualidade, formação de gestores, desenvolvimento de lideranças, educação profissional em florestas, advocacia, antropologia, medicina, enfermagem, biologia e tantas outras áreas necessárias para a profissionalização de quem mora na floresta - seria o melhor presente que a região poderia receber" - Mary Helena Allegretti, antropóloga
Fonte: http://www.amazonia.org.br
