Finalmente, caiu a ficha. Desde sábado, discuto em muitas rodas a saída de Fernandão do Inter. Muitos o achavam ultrapassado, praticamente um ex-jogador. Estão enganados. Sou daqueles que o consideravam um líder, dentro e fora do campo. E ainda tinha muito futebol para oferecer ao Internacional. Acompanhei a trajetória de muitos ídolos colorados e nenhum deles soube tocar a alma colorada colorada como este goiano de 30 anos. Na turma do tricampeonato brasileiro, haviam craques como Falcão, Figueroa, Paulo César, Valdomiro, Manga, Lula, Mário Sérgio, Mauro Galvão, Jair, Batista, Benitez e outros tantos. Em épocas distintas, tivemos Dunga, Taffarel, Ruben Paz, Claudiomiro, Bráulio, Scala, Tinga, Daniel Carvalho, Rafael Sobis, Pato, etc.Todos chegaram e foram embora, deixando saudades pelo futebol e pelos títulos que nos deram. Contudo, nenhum levantou tantas taças como Fernandão (Mundial, Libertadores, Recopa, Dubai Cup e Gauchão). Tampouco soube mobilizar colegas e torcedores como ele. O filme Gigante exibe o meia-atacante pedindo garra e amor à camiseta colorada no vestiário, antes do jogo contra o Barcelona. Na chegada ao Beira-Rio, após o título conquistado no Japão, pegou o microfone e puxou o grito de guerra da torcida: Vamo, vamo Inter...
Fernandão será eternamente colorado, mesmo que não vai more no Rio Grande do Sul após perdurar as chuteiras. Tem outros gramados para cuidar em Goiás: os campos de suas fazendas. Mas, quando bater a saudade, voltará como torcedor. Ou como dirigente, como afirmou na ida para o Catar.



