Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

STF deve explicações à Nação

Há exato um mês da decisão equivocada e impensada de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a Nação brasileira exige uma explicação da Suprema Corte que, ao contrário de defender posições em prol da qualidade do ensino e da informação, preferiu seguir os ditames dos empresários da comunicação. A não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista significa o retrocesso no Brasil, país que até então era apontado como referência em todo o mundo quando o assunto é organização profissional.


Foto: Arfio Mazzei


O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não terem conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social. Sem saber o que é o jornalismo, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.

Queremos aqui continuar buscando o apoio da categoria, dos estudantes e de toda a sociedade, para que tenhamos no Brasil uma informação de qualidade e, acima de tudo, com ética e responsabilidade. Com certeza, essa decisão não vai gerar espaços na grande mídia para aqueles que já não tinham. Ela vai sim precarizar a informação e as relações de trabalho no Brasil. Cabe agora aos deputados e senadores mostrarem força e retomar o papel que o Supremo imoralmente vem fazendo – o ato de legislar. Por isso, os representantes do povo no Congresso Nacional e no Senado devem aprovar com máxima urgência a Proposta de Emenda Constitucional que garanta a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo no Brasil.

Direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Sindicato dos Jornalistas/RS e ARI repudiam ação da BM contra profissionais da Imprensa


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) distribuíram nota oficial hoje onde repudiam a atitude da Brigada Militar no trato com os profissionais da Imprensa. Várias equipes de reportagens tiveram seu trabalho cerceado na manhã dessa quinta-feira, durante o episódio ocorrido em frente ao número 806, da Rua Araruama, Vila Jardim, residência da governadora Yeda Crusius. No entendimento destas entidades, a ação dos policiais que retiraram e isolaram os profissionais durante o manifesto promovido pelo Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul nos remete aos anos de chumbo, quando jornalistas eram proibidos de exercerem seu trabalho.

As entidades entendem que vivemos em um estado democrático de direito e que nenhuma autoridade pode tentar calar a imprensa. Lembram ainda que episódios como este tem se tornado rotineiro no Estado, em especial na cobertura dos movimentos sociais. O Sindicato e a ARI esclarecem que muitos profissionais, apesar de não estarem vinculados aos veículos da grande mídia, integram a categoria profissional e também não podem ser impedidos de exercerem suas atividades, seja como free-lance, ou assessor de imprensa.

Este tipo de ocorrência fere a todos os profissionais em exercício no Rio Grande do Sul, pois tem o objetivo de cercear a liberdade de informar. As entidades cobram providências do Comando da Brigada Militar para que não se repitam mais atos como esse contra profissionais que estão a serviço da sociedade e da qualidade de informação. Num momento em que se debate a liberdade de expressão, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação Riograndende de Imprensa querem que os jornalistas tenham o direito da liberdade profissional.

Fotos: Roberto Vinicius/Agência Freelencer

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Mais uma excelente obra sobre o Jornalismo


Olha a Internet divulgando a produção acadêmica. Sem a Web, não encontraríamos diariamente diferentes obras como Edição em Jornalismo: ensino, teoria e prática, editado pelo Universidade de Santa Cuz do Sul (UNISC). Os organizadores - Ângela Felippi, Demétrio de Azeredo Soster e Fabiana Piccinin (organizadores) - são professores destacados da instituição e produziram mais um trabalho de fôlego, abrangendo todas as mídias. Vou apresentar mais detalhes do livro, que custa R$ 30,00.

SINOPSE
O jornalismo tem passado por grandes mudanças nas últimas décadas, resultado de processos conjunturais, ligados à globalização da economia, da cultura e das comunicações. A adequação das empresas jornalísticas às novas realidades tem se refletido nas redações: na produção da notícia, nas funções do jornalista e nas relações com fontes, anunciantes e públicos.
Na esteira dessas mudanças, os processos de edição também têm se alterado. A informatização e a inserção de novas tecnologias no ambiente redacional, a redução dos quadros funcionais, associada à junção de várias funções, inclusive de editor num mesmo profissional, o surgimento da Internet e do webjornalismo, a convergência das mídias, a maior interferência do receptor na elaboração da informação, entre outras causas, têm feito com que os processos de edição não sejam os mesmos do passado e necessitem, por isso, ser revistos.
O livro Edição em Jornalismo: Ensino, Teoria e Prática vem para examinar o panorama que se apresenta e tensionar essa nova reacomodação das práticas jornalísticas. Uma leitura importante para quem faz, para quem pensa e para quem ensina jornalismo.

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO - Ainda estamos falando de jornalismo
Demétrio de Azeredo Soster
PREFÁCIO – Doze lições de jornalismo
Elias Machado

JORNAL IMPRESSO

A dupla falta do editor de jornal, nos livros e cursos de jornalismo
Beatriz Marocco e Christa Berger
Ensino de edição em jornais impressos:
uma abordagem metodológica
Demétrio de Azeredo Soster

REVISTA

Mutações nos discursos jornalísticos:
Da ‘construção da realidade’ à ‘realidade da construção’
Antônio Fausto Neto
Formando sujeitos que sabem
Thaís Furtado

RÁDIO

A edição radiofônica: aspectos históricos e técnicos
Luciano Klöckner
Edição em rádio: ensinar é preciso, escolher não é preciso
Marcos Santuário
ASSESSORIA DE IMPRENSA
Ensino da edição na assessoria de imprensa:
o uso da competência jornalística
Márcia Franz Amaral
Os processos de edição na assessoria de imprensa
Ângela Felippi

TELEVISÃO

O processo editorial na TV: as notícias que os telejornais contam
Fabiana Piccinin
Edição em TV: como contar bem uma história
Flávio Porcello

INTERNET

O desafio de aprender e de ensinar edição para webjornais
Luciana Mielniczuk
A ditadura do CTRL C + CTRL V no webjornalismo: conceitos de edição de notícias
Paulo Pinheiro

Livro "A ditadura da mídia" quer desmarcarar o poder nefasto do setor


Altamiro Borges

A mídia hegemônica vive um paradoxo. Ela nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil, em decorrência dos avanços tecnológicos nos ramos das comunicações e das telecomunicações, do intenso processo de concentração e monopolização do setor nas últimas décadas e da criminosa desregulamentação do mercado que a deixou livre de qualquer controle público. Atualmente, ela exerce a sua brutal ditadura midiática, manipulando informações e deturpando comportamentos. Na crise de hegemonia dos partidos burgueses, a mídia hegemônica confirma uma velha tese do revolucionário italiano Antonio Gramsci e transforma-se num verdadeiro “partido do capital”.
Por outro lado, ela nunca esteve tão vulnerável e sofreu tantos questionamentos da sociedade. No mundo todo, cresce a resistência ao poder manipulador da mídia, expresso nas mentiras ditadas pela CNN e Fox para justificar a invasão dos EUA no Iraque, na sua ação golpista na Venezuela ou na cobertura tendenciosa de inúmeros processos eleitorais. Alguns governantes, respaldados pelas urnas, decidem enfrentar, com formas e ritmos diferentes, esse poder que se coloca acima do Estado de Direito. Na América Latina rebelde, as mudanças no setor são as mais sensíveis.
No caso do Brasil, a mídia controlada por meia dúzia de famílias também esbanja poder, mas dá vários sinais de fragilidade. Na acirrada disputa sucessória de 2006, o bombardeio midiático não conseguiu induzir o povo ao retrocesso político. Pesquisas recentes apontam queda de audiência da poderosa TV Globo e da tiragem de jornalões tradicionais. O governo Lula, com todas as suas vacilações, adota medidas para se contrapor à ditadura midiática, como a criação da TV Brasil e a convocação da primeira Conferência Nacional de Comunicação.
Este quadro, com seus paradoxos, coloca em novo patamar a luta pela democratização da mídia e pelo fortalecimento de meios alternativos, contra-hegemônicos, de informação. Este desafio se tornou estratégico. Sem enfrentar a ditadura midiática não haverá avanços na democracia, nas lutas dos trabalhadores por uma vida mais digna, na batalha histórica pela superação da barbárie capitalista e nem mesmo na construção do socialismo. Aos poucos, os partidos de esquerda e os movimentos sociais percebem que esta luta estratégica exige o reforço dos veículos alternativos, a denúncia da mídia burguesa e uma plataforma pela efetiva democratização da comunicação.
O livro A ditadura da mídia tem o modesto objetivo de contribuir com este debate. Não é uma obra acadêmica, mas uma peça de denúncia política. Ela não é neutra nem imparcial, mas visa desmascarar o nefasto poder da mídia hegemônica e formular propostas para a democratização dos meios de comunicação. O livro foi prefaciado pelo professor Venício A. de Lima, um dos maiores especialista no tema no país, e apresenta também um comentário do jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele reúne cinco capítulos:

1- Poder mundial a serviço do capital e das guerras;
2- A mídia na berlinda na América Latina rebelde;
3- Concentração sui generis e os donos da mídia no Brasil;
4- De Getúlio a Lula, histórias da manipulação da imprensa;
5- Outra mídia é urgente: as brechas da democratização.

O exemplar custa R$ 20,00. Na venda de cotas para entidades sindicais e populares (acima de 50 exemplares), o valor unitário é de R$ 10,00. Para adquirir sua cota, escreva para: aaborges1@uol.com.br.

Força e coragem

Do site www.reflexao.com.br

Você se considera uma pessoa de coragem?

E, se tem coragem, também tem força o bastante para suportar os desafios da caminhada?

Em muitas ocasiões da vida, não sabemos avaliar o que realmente necessitamos: se de força ou de coragem.

E há momentos em que precisamos das duas virtudes conjugadas.

Há situações que nos exigem muita força, mas há horas em que a coragem se faz mais necessária.

Eis aqui alguns exemplos:

É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para não revidar.

É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro.

É preciso ter força para manter-se em forma, mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para faze-lo parar.

É preciso ter força para fazer tudo sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso força para enfrentar os desafios que a vida oferece, mas é preciso coragem para admitir as próprias fraquezas.

É preciso força para buscar o conhecimento, mas é preciso coragem para reconhecer a própria ignorância.

É preciso força para lutar contra a desonestidade, mas é preciso coragem para resistir às suas investidas.

É preciso força para enfrentar as tentações, e é preciso coragem para não cair nas suas armadilhas.

É preciso ter força para gritar contra a injustiça, mas é preciso muita coragem para ser justo.

É preciso força para pregar a verdade, mas é preciso coragem para ser verdadeiro.

É preciso força para levantar a bandeira da paz, mas é preciso coragem para construí-la na própria intimidade.

É preciso ter força para falar, mas é preciso coragem para se calar.

É preciso força para lutar contra a insensatez, mas é preciso coragem para ser sensato.

É preciso ter força para defender os bens materiais, mas é preciso coragem para preservar o patrimônio moral.

É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para aprender a viver.

Enfim, é preciso ter muita força para enfrentar as batalhas do dia-a-dia, mas é preciso muita coragem moral, para vencer-se a si mesmo.

Força e coragem: duas virtudes com as quais podemos conquistar grandes vitórias. E a maior delas é a vitória sobre as próprias imperfeições.

A coragem de vencer-se antes que pretender vencer o próximo, de desculpar antes que esperar ser desculpado e de amar apesar das decepções e desencantos, revela o verdadeiro cristão, o legítimo homem de valor.

Por essa razão a coragem é calma, segura, fonte geradora de equilíbrio que alimenta a vida e eleva o ser aos altos cumes da glória e da felicidade total.

Domingo, 12 de Julho de 2009

E Tite? E os jogadores? E Carvalho?

Perguntas que não querem calar:
- Vamos esperar por uma derrota acachapante no Gre-Nal para despacharmos o pastor Tite?
- A direção, com Carvalho à frente, é também responsável pelo declínio do Inter na medida em que apoiou - ou impôs - escalações diversas nas competições, retirando o conjunto do time?
- O vestiário do Inter está sob controle ou totalmente à mercê das ocasiões do momento?
- O preparo físico dos jogadores é mantido pela continuidade ou pelo "descanso"?
- Jogadores considerados craques funcionam apenas quando estão livres e sem marcação?
- A defesa do Inter é a que jogou contra o Corinthians (Copa do Brasil), LDU (Recopa e Flamengo e Atético Paranaense ou a do Gauchão e de boa parte dos jogos do Brasileirão?
- Por que Andrezinho joga um bolão quando entra no segundo tempo e é medíocre ao ser colocado como titular desde o início da partida?
- O que Tite pensa ao trocar um lateral por outro quase no final de um jogo em que está perdendo, tendo no banco um atacante veloz (Bolãnos)?
- Quem é titular no Inter?
- Fernando Carvalho é intocával?

Um tio feliz


Tenho um filho de 22 anos - Marco - , a quem dedico meu amor eterno. É o único. Mas a cada nascimento de um sobrinho ou sobrinha fico muito imensamente feliz. Está surgindo uma nova vida, que quero acompanhar com muito intensidade.
No dia 5 de julho nasceu a Fernanda, filha do meu irmão Zé e da Ione, e do mesmo signo meu, Câncer. É uma alemoa linda - na foto está com sete dias -, cuja vida acompanharei com o mesmo cuidado que já faço com as trajetórias do Miguel, do André, do Gabriel, da Pâmela, do Guilherme, do Gustavo e da Carolina. Filhos de meus irmãos são como se filhos meus fossem. Que Deus lhes abençoe.

Inter sob observação

Não sou menos torcedor do Internacional hoje, mas confesso que bateu uma ressaca depois da perda de dois títulos em sete dias. Quero que meu time continue ganhando, mas o jogo contra o Atlético Paranaense, na Arena da Baixa, às 16h, não está me motivando. Se vencer, pode levantar meu ânimo novamente. Mas qualquer outro resultado manterá minha distância.
É do jogo. A torcida leva o time, e o time puxa a torcida.

Vamos investigar as fundações presidenciais

Está na hora de abrirmos a caixa preta. Vamos discutir a Fundação José Sarney e o Instituto Fernando Henrique Cardoso. Ambas servem unicamente para enaltecer os ex-presidentes, seus feitos e seus legados com recursos públicos federais oriundos da renúncia fiscal da Lei Rouanet. E se outros presidentes fizeram o mesmo, vamos investigar também. Chega de sermos enrolados.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Profissões, dons e técnica...

Estou em campanha pela extinção da exigência do diploma para Juiz de Direito



Eu já estudei bastante, continuo lendo muitas obras sobre Direito e acredito ter condições de me candidatar a uma vaga para Juiz. Sem diploma. Até já encomendei a minha camiseta.

O problema não é o Sarney

Marcelo Carneiro da Cunha
De São Paulo

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3866672-EI8423,00-O+problema+nao+e+o+Sarney.html


José Sarney já estava aqui quando Cabral e frota aportaram em Porto Seguro. Na verdade, Cabral somente recebeu permissão para estacionar seus navios depois de duras negociações com o clã Sarney, porque não é de hoje que eles mandam e desmandam no que se passa do lado de baixo do Equador. E não por acaso Macapá, capital mundial do ex-presidente, fica exatamente sobre a linha que divide o mundo entre o lado de cima e o lado de baixo. Os Sarney desenvolveram uma capacidade histórica de estar sempre exatamente sobre essa linha divisória, se assegurando de estarem alinhados com quem tivesse o poder, e de que o povão ali abaixo se mantivesse na linha. Sob a linha, quero dizer. Cabral teve que prometer que, na volta a Portugal, iria explicar direitinho as normas da casa, quem mandava, quem iria mandar, sempre.

E assim o Brasil se fez.

Não sei quanto a vocês, milhares de leitores dessa coluna, mas eu tenho memória. Não lembro de tudo, nomes de tias, nomes de plantas, partes da célula humana, o valor de Pi até a vigésima casa decimal - essas coisas essenciais de alguma maneira escapam da minha cabecinha. Mas do Sarney eu não esqueço.

Lembro muito, mas muito bem que ele era presidente da Arena, sabem? Aquela Arena, a organização que servia para a direita, empresários de direita, militares de direita, todo mundo de direita, mandar e desmandar na gente, acima e abaixo do Equador, por longos e emburrecidos anos.

Nosso ex-presidente, antes de o ser, comandou a Arena e os que não deixaram passar a emenda das Diretas Já. Eu, diferentemente dos milhares de leitores dessa coluna, não sou bom. Não sou cristão, não perdôo assim, só porque o sujeito fez um monte de horrores e depois rezou vinte ave-marias. Não, e ponto. Eu lembro, guardo num cantinho e uso aquela memória, de tempos em tempos.

Esse pessoal que era do lado de lá da linha, e rapidinho passou para o lado de cá, quando a coisa começou a tremer, não é de cá, é, sempre vai ser, de lá.

E Sarney é um rei entre eles. E eu lembro disso.

Como dizia Darcy Ribeiro, o Brasil é um caso de sucesso. Aqui foi criado um paraíso tropical, desenhado para manter um grupinho assim de gente vivendo bem pra caramba, e o resto que se virasse com a sobra, se houvesse. Isso durou quinhentos anos, mas como tudo que é doce, um dia ia acabar. Sarney e sua turma são os que viveram a vida inteira dessa realidade, a criaram, mantiveram, e souberam a hora de se metamorfosear, de novo com tanta competência que já se foram os manés, aos bandos, virar fiscais do Sarney, naquele maluco plano Cruzado, alguém lembra? Eu lembro.

Hoje, o atual ex várias coisas, mas sempre atual presidente do Congresso, José Sarney, é atacado por fazer o que sempre fez. Sustentar, manter e alimentar o Brasil arcaico, na política, o que é compreensível, e na literatura, o que é imperdoável. Se vocês olham para as fotografias dele, o olhar é de espanto, como o de um menino que se vê castigado por fazer exatamente o que era motivo para tapinhas nas costas e elogios, há muito pouco.

Ele perder o cargo, ou não perder, faz diferença, mas não muita. O problema não é o José Sarney, mas o arcaico presente nas estruturas do nosso país. Nossa luta é a da modernidade versus antiguidade, nas práticas e visões. A queda do Sarney é apenas a queda de um sujeito, por mais representativo que ele seja de tudo isso que está aí. Pois que se o Sarney se vai, muita coisa fica. Por escolha de eleitores abaixo do Equador, figuras como Renan Calheiros e Fernando Collor estão ali mesmo, nesse mesmo Congresso, vivinhos - e muito - e saltitantes.

Não tenho nada contra a remoção do ex presidente José Sarney da vida pública brasileira, por meios legais e institucionais, claro. Mas, estimados leitores, isso em si vai adiantar tanto quanto aulas de natação para a minha piscina de três metros de comprimento e centímetros de profundidade. Bom para a aparência, nada bom para o conteúdo. Porque o conteúdo continua lá, aguardando pacientemente pelo desaquecimento global das notícias dos escândalos, para seguir tocando os negócios como sempre.

O que tem que sair de cena é o arcaico, nas figuras e nas práticas e isso é tanto uma questão de esforço quanto de tempo. Uma nova geração tem que surgir, está surgindo, para reformar o nosso jeito de fazer e ser. No Nordeste mesmo, por tanto tempo imagem do nosso atraso de origem colonial, surgem alguns dos melhores quadros novos da política brasileira, em lugares como Sergipe, Bahia, Piauí, Ceará. Ao mesmo tempo em que cobramos do Congresso que remova esses maus modelos, precisamos dar apoio ao novo novo, e não ao novo que se faz de novo, como um dia Collor fez, como hoje caras como o Kassab fazem. Precisamos do novo de verdade, com cara de novo, cheiro de novo, e melhor, a novidade do novo. E um novo que seja mesmo diferente do antigo no que importa! Um novo que venha finalmente colocar a gente, os debaixo da linha, sobre ela, acima dela. Esse é o Brasil que começa, no comecinho, a acontecer e que precisa de nós e do nosso apoio, pra finalmente tomar jeito.

Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe".

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Confira a lista dos deputados a favor da PEC do diploma dos Jornalistas

O deputado Federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou nesta quarta-feira (8 de junho) Proposta de Emenda à Constituição que restabelece a necessidade do curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. A PEC dos jornalistas, como ficou conhecida no Brasil, recebeu número 386/2009.

A lista dos deputados:



Sarney, Lula e PT... Entendimento?


Charge muito bem focada. Também não concordo com a preservação do presidente do Senado, José Sarney, em nome da dita governabilidade e de alianças futuras.
Exemplos passados mostraram que esta estratégia não funciona. Além de ser imoral, para não dizer mais.

Concurso da Finep e as consequências do golpe desferido pelo STF

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir o diploma para o exercício do Jornalismo já produz impacto em um concurso público. No edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finap), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, era exigido o diploma de jornalista para o cargo de Analista – Área de Informação e Informática/Subárea Comunicação Social. Trocando em miudos, Assessoria de Comunicação Social.
A instituição mudou o edital e agora exige graduação em qualquer curso superior.
No site institucional, a Finep informa a abertura de novo prazo de inscrição para adequar o processo seletivo à nova determinação. As inscrições, que seriam encerradas em junho, agora podem ser feitas no período de 5 a 14 de julho.
Vejamos o disparate. Com remuneração de R$ 4.834,08, o profissional concursado tem pela frente as seguintes tarefas, segundo o edital: recolher, redigir e registrar informações; interpretar e organizar informações e notícias, expondo, analisando e comentando os acontecimentos; selecionar, revisar e preparar matérias jornalísticas para divulgação em jornais, revistas, televisão, rádio, internet, assessorias de imprensa e quaisquer outros meios de comunicação com o público.
É simples? Não, mas isso confundiu os ministros do STF e certamente causará o mesmo impacto sobre graduados em outras profissões, que certamente não conhecem as habilidades inerentes ao trabalho jornalístico. Mas vão disputar. Advogado, médico, engenheiro, contabilista, arquiteto, assistente social, administrador e economista não saberão realizar as atividades descritas no edital da Finep. No entanto, eles podem disputar a vaga.
Se algum deles passar e for chamado, haverá um grande prejuízo para nós, brasileiros. Não digo apenas para o jornalista, como eu. Nós é que pagamos o salário deste profissional, que ficará como uma barata tonta em uma sala do Finep. Da mesma forma como eu ficaria se passasse num concurso para médico no Ministério da Saúde.
Vamos acompanhar com atenção este caso e ver que tipo de profissional ficará na linha de frente para ser chamado. Outros surgirão, e precisamos ficar atentos.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Diploma: Pimenta protocola a PEC dos Jornalistas com 191 assinaturas

O jornalista e deputado Federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou nesta quarta-feira (8 de julho) a Proposta de Emenda à Constituição que restabelece a necessidade do curso superior em Jornalismo para o exercício da profissão. A PEC dos Jornalistas, como ficou conhecida no Brasil, recebeu número 386/2009 e foi entregue com 191 assinaturas.


Pimenta (foto de Fabrício Carbonel), que tem participado de manifestações e reuniões com jornalistas, professores e estudantes de Jornalismo, destacou a mobilização que vem ocorrendo em todo o país no sentido de reverter a decisão do STF, que no mês passado, derrubou a exigência do diploma por 8 votos a 1.
“Foi extremamente importante a rápida reação da sociedade, desaprovando o absurdo cometido pela Corte Suprema brasileira, e que abriu precedente para a desregulamentação de outras profissões. No caso do Jornalismo, essa atividade é mais do que a simples prestação de informação ou a emissão de uma opinião pessoal. Ela influencia na decisão dos receptores da informação, por isso não pode ser exercida por pessoas sem aptidão técnica e ética”, afirma Pimenta, em defesa da formação superior no curso de Jornalismo.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

A veneração do colunismo

Quem é mais importante: a informação ou o responsável por apurá-la?
Qualquer jornalista - ou mesmo quem não é - sabe que a notícia vale muito mais, não interessando quem a produz. Isso nós aprendemos na academia ou com veterenos colegas de redação.
No entanto, nos últimos anos, alguns jornais criaram a cultura do colunismo. Com ela, a veneração de quem escreve. No início, algumas colunas receberam um 3x4 do colunista. Hoje, o tamanho aumentou e aparece até na capa ou na contracapa dos diários. E a notícia? Muitas vezes é menor que a foto, ou é pouco importante. Interessa é que a cara do "artista" apareça.
Convém ressaltar que esta veneração é oferecida exclusivamente ao colunista, que muitas vezes se vale da informação de colegas ou mesmo de releases que chegam por e-mail. O repórter, que exerce a função mais nobre do jornalismo, aparece apenas na assinatura. Se tiver. Está certo: a reportagem que apurou é mais importante que ele.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Boa notícia: inflação para consumidor de baixa renda tem forte queda em junho

A inflação para famílias com renda entre um e dois salários mínimos e meio caiu em junho para 0,14% na comparação com maio (0,69%). Os dados são da Fundação Getulio Vargas, que divulgou hoje o Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPCP-C1).
No acumulado do ano, a inflação para os consumidores de baixa renda é de 2,99%. Nos 12 meses fechados em junho, é de 4,35%. Desde 2006, o IPC-C1 em 12 meses não ficava abaixo do índice geral (4,87%) no mesmo período.
Contribuíram para a queda no resultado de junho as quedas de tarifas de energia, no grupo habitação, e de cigarros, no grupo despesas diversas. Por outro lado, pesou o reajuste de preços no grupo alimentação. Os aumentos mais expressivos foram nos preços de aves e ovos, laticínios e adoçantes.

Famílias de sem terra são assentadas, apesar da criminalização de que são vítimas

Cinquenta famílias sem terra deixaram hoje o acampamento Jair Antônio da Costa, em Nova Santa Rita (RS), para serem assentadas nas cidades de São Gabriel e Alegrete, na Fronteira. No decorrer da semana, mais famílias de trabalhadores rurais deverão ter os seus lotes. O assentamento é uma conquista das famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e somente foi conseguido com muita luta.
A conquista foi obtida apesar da crimizalização feita por representantes do Ministério Público e do governo estadual, que perseguiram as escolas itinerantes, e da forte repressão policial. Com apoio da grande mídia!

A grande mídia afunda...

Mais uma genial charge do Bessinha. Não é necessário dizer mais nada.

A natureza como refúgio



Já escrevi algumas vezes aqui sobre o conjunto turístico Vô Arthur (cabana, pousada e área para camping) localizado em Barra do Ribeiro, minha terra natal.
Gosto muito de lá porque tem muito verde e serve de refúgio para espantar o estresse.
Poderia escrever e descrever. Mas, nas fotos, tu tens uma ideia do que pude captar nos dias em que lá fiquei (quinta a domingo).
Valeu a pena. Como sempre!





Nada como um dia depois do outro

O ditado do título acima serve para mostrar o que foi a quinta-feira dos gremistas. Estive fora de Porto Alegre e, por consequência do computador. Por isso, só faço agora menção à vitória do Cruzeiro contra o Grêmio. Ou melhor o empate conseguido pelos tricolores, igual ao do Inter na noite anterior. Para nós significou a perda do título da Copa do Brasil. Para eles, ficou impossibilitada a ida à final da Libertadores. No mais, o time da Azenha continua sem ganhar qualquer título fazem dois anos e agora só têm uma chance. Nós, colorados, temos algumas possiblidades. Ah, somos líderes do Brasileirão, que queremos ganhar muito no ano de nosso Centenário. Acredito, Inter.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Hoje é azul do Cruzeiro


Foguetórios, buzinaços e gritinhos histéricos de gremistas ao final da partida de ontem me deixam sem alternativa. Vou torcer de forma entusiasmada pelo Cruzeiro do Ramires, do Kléber, do Wagner, do Wellington, do Fábio...
Os mineiros estarão na final da Libertores com ajuda do meu grito solidário.

Vamos em frente, INTERNACIONAL. Algo maior nos espera no fim do ano


Já tinha sentido este gosto amargo em algumas ocasiões, como na final do Brasileirão de 89 contra o Bahia e na semifinal da Libertadores contra o Olímpia em 90. Mas também tinha vencido os três títulos brasileiros dos anos 70 e o da Copa do Brasil de 91. Mais recentemente, tivemos sucesso no Beira-Rio ou fora dele em seis finais consecutivas: Libertadores (2006), Mundial FIFA (2006), Recopa (2007), Gauchão (2008 e 2009), Dubai Cup (2008) e Copa Sul-Americana (2008). O Inter é o único clube brasileiro a vencer competições continentais desde 2006.
Isso não serve de consolo porque um colorado quer vencer sempre. Temos outras competições pela frente como a Recopa, a Copa Sul-Americana, a Copa Suruga e, especialmente, o Brasileirão. Estamos na liderança junto com o Atlético Mineiro do cavalo paraguaio Celso Roth. Esta será uma batalha longa, mas vamos em frente para ganhá-la. Aí o plantel qualificado do Inter mostrará sua força.
Desta vez, não perdemos ontem, quando a torcida compareceu em peso e deu espetáculo do início do fim do jogo (foto acima, de Jefferson Bernardes/VIPCOMM.
A decisão foi em São Paulo, quando não estávamos com o time desfigurado, especialmente de Nilmar, levado pelo "colorado" Dunga para um passeio na África.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Rumo ao Beira-Rio

Em grupos ou sozinhos, os torcedores colorados já começam a se dirigir ao Beira-Rio. Não falta emoção e não são esquecidos os cânticos que embalam as arquibancas do estádio.
Os portões abrem às 19h e ninguém quer perder a festa. Estou fardado e com um pé na rua.
Quero voltar campeão!!!!
Fui....

Chegou o Versão dos Jornalistas


O Versão dos Jornalistas, jornal do Sindicato gaúcho, acaba de sair do forno. A edição de junho/julho traz cobertura completa da votação do STF no dia 17de junho, que arrancou das mãos de mais de 80 mil jornalistas brasileiros o diploma que garante o exercício da profissão. E mostra com destaque as manifestações que pipocaram em todo o Rio Grande do Sul em protesto contra a ação de Gilmar Mendes e seus comandados no Corte. A marcha histórica do dia 24 de junho em Porto Alegre, com centenas de profissionais e estudantes, é a linha de frente. Vá no sindicato e busque seu exemplar. Ou acesse o site da entidade:

http://www.jornalistas-rs.org.br/

É hoje, Inter!

Acordei nervoso, tenso. É o dia da grande virada. Precisamos fazer escore contra o Corinthians, um time que os paulistas já dizem campeão. Vamos calá-los.
Entre as muitas mensagens de colorados que recebi, selecionei esta da turma do Movimento InterAção, que traduz o sentimento de todo torcedor vermelho hoje.
Estou com camiseta, abrigo, meias e toca do Inter. Pronto para a guerra.
Mas vamos ao texto que citei:




Nosso Centenário chega ao seu momento mais importante até agora. Nesta quarta, dia 1º de julho, vamos enfrentar o maior desafio deste ano. Teremos o derradeiro embate com o Corinthians, valendo o título da Copa do Brasil.
Foi com um tropeço que iniciamos essa jornada. Mas o placar de 2 a 0 sofrido no Pacaembu não é, nem de longe, o fim da nossa luta.
Neste dia 1º, auge do inverno gaúcho, o Beira-Rio vai arder. Será o inferno orintiano.
Os guerreiros de Tite e a brava torcida colorada vão empurrar o time de Mano Menezes para dentro do gol.
Estamos prontos para a ajudar na virada, que entrará para história com mais uma façanha do nosso Colorado.
Não haverá Ronaldo, nem Felipe, nem ninguém que vista preto e branco capaz de parar nosso time na busca pelos gols necessários para reverter a vantagem paulista.
Haverá, sim, Lauro, Bolívar, Índio, Danny, Kleber, Guiñazu, Magrão, D'Alessandro, Taison, Nilmar, Andrezinho, Alecsandro, Danilo Silva, Álvaro, Sorondo, Marcelo Cordeiro, Glaydson, Maycon, Talles Cunha, Giuliano...
Por isso, te prepara, Colorado, que o teu grito engasgado será solto nesta quarta.

Saudações Coloradas!
Movimento InterAção
www.movimentointeracao.com.br

A foto acima,do site do Inter, mostra quem será o 12º jogador colorado na partida. A torcida vermelha vai incendiar o Beira-Rio.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Inter, amanhã é o dia do coração


Está chegando o dia da grande final contra o Corinthians. O Internacional, em desvantagem no placar - 2 a 0 para os paulistas no primeiro jogo -, vai colocar o coração no bico da chuteira e amassará o adversário. Nunca como agora o binômio time/torcida foi tão importante. Amanhã será uma guerra da qual espero que sejamos vencedores. Já conseguimos virar disputas ditas impossíveis em outras ocasiões. E, agora, podemos fazer o mesmo. Quem estiver lá verá. Eu estarei.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

O material para a nossa luta

Companheiros jornalistas, a nossa luta não pode parar.
Ela é feita em diversas trincheiras, como as manifestações públicas, a participação em sites, blogs e comunidades na internet ou mesmo com um vizinho do lado ou um desconhecido na rua.
Na rede, podemos usar o material novo que chegou agora da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
Usem e abusem na distribuição.




Sábado, 27 de Junho de 2009

E Gilmar Mendes reconhece que não analisou o currículo do curso de Jornalismo


A cada dia, surgem indícios de que a votação contra o diploma de jornalista no dia 17de junho foi um golpe, uma farsa difícil de engolir.
Em entrevista à rádio Roquete Pinto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes admitiu que nenhum dos ministros do tribunal analisou o currículo dos cursos de Jornalismo para tomar a decisão que tornou não obrigatório o diploma do curso superior para o exercício da profissão de jornalista.
A informação é da colega Ivete Depelegrim Ribeiro, publicada na rede Jornalista, só com diploma! - http://jornalista-so-com-diploma.ning.com/

Foto de Arfio Mazzei

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A cobertura da mídia cresce

Um fato auspicioso vem acontecendo depois que o Supremo Tribunal Federal (STF), capitaneado por Gilmar Mendes, nos retirou o diploma de jornalista das mãos. A grande mídia, que tinha ignorado a nossa mobilização antes do dia 17 de junho (data fatídica da sessão no Supremo) não recebíamos nenhuma nota.
Eles estão noticiando como se apenas agora estivéssemos molizados. Em Porto Alegre, todos os jornais noticiaram a marcha de ontem. O Sul (reprodução abaixo) foi o mais generoso, reservando uma página para o ato. O Correio do Povo chamou na capa a deu uma boa matéria na página 9. O Jornal do Comércio garantiu espaço equivalente a meia página, com foto. Zero Hora divulgou o ato com dois parágrafos e uma boa foto do amigo Emílio Pedroso. E a RBS mostrou imagens da manifestação na noite de quarta-feira, embora sem repórter.
Que continuem assim porque nós também somos notícia. A extinção do nosso diploma - que acredito temporária - também interessa à sociedade.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Diploma de jornalista: emoção de milhares de pessoas pelas ruas de Porto Alegre



Mais de 400 jornalistas, estudantes, professores, representantes de movimentos sociais e parlamentares protestaram nesta quarta-feira, 24 de junho, no Centro de Porto Alegre, contra a extinção do diploma para exercício do Jornalismo, promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ato, que se iniciou ao meio-dia, ficaria restrito à Esquina Democrática, mas tomou novas proporções. Transformou-se em marcha pela Rua da Praia e nova manifestação em frente à redação do jornal Correio do Povo. Depois de nova caminhada, os manifestantes foram ao Palácio da Justiça e à Assembléia Legislativa, onde receberam o apoio do presidente da casa, deputado Ivar Pavan.



Durante os atos, movidos pela emoção, foram exibidas dezenas de faixas com críticas à decisão tomada pelo STF no dia 17 de junho, 'pirulitos' com imagens demonizadas dos oito ministros que votaram contra o diploma - Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello - e apitos, narizes de palhaço, panelas e colheres. Algumas pessoas se vestiram com aventais e chapéu, em alusão ao comentário de Gilmar Mendes, presidente do STF, que comparou a profissão de jornalista à atividade de cozinheiro. As palavras de ordem, como 'STF não vale nada! Jornalista sem diploma é palhaçada!' e 'População, preste atenção! Querem roubar teu direito à informação!', chamavam a atenção para o golpe desferido pelo Supremo, que atinge toda a sociedade. Populares aplaudiram e apoiaram a manifestação em todos os momentos.



Na Esquina Democrática, aconteceram as manifestações de dirigentes, estudantes e políticos. Para o vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, Celso Schröder, a manifestação é uma prova de que a união entre jornalistas, estudantes e professores pode modificar a situação da regulamentação profissional via Congresso Nacional. Manifestaram apoio os deputados estaduais Adão Villaverde e Dionilso Marcon, ambos do PT, os vereadores Carlos Todeschini e Sofia Cavedon (PT) e Fernanda Melchionna (PSOL). A secretária de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sônia Santos Viana, alertou que a extinção do diploma de Jornalismo pode ser estendido para outras profissões. Também participaram dos atos o deputado estadual e jornalista Paulo Borges (DEM) e o prefeito de Estância Velha, José Waldir Dilkin. Dirigentes dos sindicatos dos Bancários e do Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul também estivaram nas manifestações.



Em frente ao Correio do Povo, na esquina da Rua da Praia com a Caldas Júnior, os manifestantes sentaram no asfalto e chamaram os colegas que estavam nas janelas do veículo. A maioria aplaudiu, e alguns desceram para participar do ato. No Tribunal de Justiça do Estado, foi feito novo protesto, e as portas foram fechadas. Na Assembléia Legislativa, a concentração foi realizada no hall de entrada até a chegada do presidente da Casa, Ivar Pavan, que garantiu apoio pessoal a novas manifestações da categoria. Também os deputados Edson Brum (PMDB) e Heitor Schuch (PSB) fizeram questão de apoiar o movimento.

Fotos de Arfio Mazzei

Leia mais no site do Sindicato dos Jornalistas/RS:

http://www.jornalistas-rs.org.br/

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Nem chuva impedirá protesto contra extinção do diploma de jornalista nesta quarta



É amanhã, companheiros! Nem a chuva nos fará recuar...
Jornalistas, estudantes e representantes da sociedade civil promovem nesta quarta-feira, 24 de junho, ao meio-dia, protesto contra a extinção do diploma de jornalistas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida no dia 17.
No ato, marcado para a Esquina Democrática, Centro de Porto Alegre, exibirão suas posições por meio de faixas, cartazes, bonecos, apitos e narizes de palhaço. Os ministros que votaram a favor da extinção do diploma serão devidamente "homenageados".
A promoção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e do Núcleo de Estudantes da entidade também conta com a participação de delegações do Interior do Estado. O evento se realiza mesmo em caso de chuva.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Vote na enquete do portal Imprensa

O portal Imprensa está realizando enquete para saber a posição de seus leitores sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, que golpeou mais de de 80 mil jornalistas no Brasil. Até o momento, o resultado da enquete é este:
O STF derrubou a necessidade do diploma para o exercício do Jornalismo. Você concorda com a decisão?
- Sim.
355 votos - 32%
- Não.
764 votos - 68%
Total de votos: 1119
Vá no endereço do Imprensa e vote:
http://portalimprensa.uol.com.br/

Domingo, 21 de Junho de 2009

A cozinha do Gilmar


Criativa e inteligente a criação da colega jornalista Cristine Pires em seu blog A cozinha do Gilmar, mais um espaço para protesto contra a ação do presidente do STF. Vale a pena acompanhá-lo. O endereço do blog é http://acozinhadogilmar.blogspot.com

Manifestações em todo o Brasil contra o fim da exigência do diploma de jornalismo

Estudantes de Jornalismo de diversas cidades do país organizam novas manifestações de desagravo à decisão do STF que aboliu a obrigatoriedade da formação universitária para a profissão de jornalista. Os atos estão marcados para esta segunda-feira, dia 22, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Teresina e Caxias do Sul. Serão simultâneos, a partir das 10h. Em Porto Alegre, haverá manifestação na quarta.
A FENAJ, os Sindicatos de Jornalistas e o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo se engajaram na mobilização e estão convocando profissionais e professores a participarem ativamente.
Também conclamam demais segmentos profissionais, movimentos sociais, parlamentares, autoridades a comparecerem às atividades, levando às ruas o apoio e preocupações que já vêm externando aos jornalistas.



Em luto pela decisão do STF, mas vivos para protestar

Conforme os Diretórios Acadêmicos dos Cursos de Jornalismo que lideram a organização, serão promovidas passeatas que culminarão com atos e a orientação é para que todos participantes vistam preto, usem nariz de palhaço, levem apitos e empunhem colheres de pau, além de faixas e banners da campanha pela valorização da formação e profissão de jornalista. As manifestações serão simultâneas em todas estas cidades, a partir das 10h desta segunda-feira. Já em Porto Alegre, o Sindicato está convocando mais um ato para quarta-feira.

Veja, a seguir, as informações, cidade por cidade, sobre locais de concentração e trajetos das passeatas.

SÃO PAULO (SP)

DIA: 22/06 – segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: em frente ao metrô Consolação - av. Paulista, altura do nº 2163
PASSEATA: até Hotel Reinascence
* Para quem é de Campinas, às 8h sairá um ônibus da PUC levando os manifestantes até a capital.

BRASÍLIA (DF)

DIA: 22/06 - segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: Praça dos Três Poderes
PASSEATA : até a Esplanada dos Ministérios

RIO DE JANEIRO (RJ)

DIA: 22/06 - segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: ABI
PASSEATA: até o Palácio Tiradentes

TERESINA (PI)

DIA: 22/06 - segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: Av Frei Serafim (ponto de encontro: Hiperbompreço)

CAXIAS DO SUL (RS)
DIA 22/06 - segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: UCS

PORTO ALEGRE (RS)
DIA 24/06, quarta-feira
HORÁRIO: 13h
CONCENTRAÇÃO: Esquina Democrática

Fonte: Fenaj

Sábado, 20 de Junho de 2009

Em defesa do diploma, estudantes trancam avenida em Porto Alegre

Dezenas de estudantes da Faculdade de Comunicação (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), de Porto Alegre, promoveram um protesto nesta sexta-feira à noite contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Eles interromperam o fluxo de veículos na Avenida Ipiranga, no sentido centro-bairro, por volta das 19h20min, exibindo faixas, cartazes, narizes de palhaço e palavras de ordem contra a decisão.


Foto de Elson Sempé Pedroso

Também entregaram a estudantes e à população um panfleto preparado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, que denunciava o golpe orquestrado pelo presidente do STF, Gilmar Mendes. No material, denunciaram que oito ministros definiram o destino de 80 mil jornalistas profissionais diplomados no País, além de prejudicarem uma população de 180 milhões de brasileiros, que podem ficar sem informação qualificada.
Um pelotão de choque do 11º Batalhão da Polícia Militar foi até o local para negociar a liberação da via. O protesto na avenida durou 20 minutos entre intervalos com pista total interditada e meia liberada. Para o segundo vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas, Jorge Correa, essa é a primeira ação de estudantes e da entidade em defesa da formação para o exercício do Jornalismo. O dirigente convoca outros estudantes e profissionais para a manifestação que será realizada ao meio-dia de quarta-feira, 24 de junho, na Esquina Democrática, Centro da Capital.
Leia mais, inclusive com mais fotos, no site do Sindicato:
http://www.jornalistas-rs.org.br/

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Jornalistas: grande mobilização em Porto Alegre

Seguindo orientação da Fenaj, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e o Núcleo de Estudantes de Jornalismo da entidade marcaram um grande evento em defesa do diploma de jornalista. O ato, que contará a presença de profissionais e estudantes de todo o Estado, será na Esquina Democrática, Centro de Porto Alegre, na quarta-feira - 24 de junho - ao meio-dia.
Com faixas, cartazes, bonecos, apitos e narizes de palhaço, os manifestantes mostrarão a inconformidade com a decisão do Supremo Tribunal federal, que considerou inconstitucional a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. A sociedade, que também saiu prejudicada com a decisão, está sendo convidada para participar.
Mais informações no site do Sindicato:
http://www.jornalistas-rs.org.br/

Publicação importante

Companheiros, recebi este anúncio de uma "importante" publicação destinada para não-jornalistas. Olhem todos os detalhes.

Oito contra 80 mil. Oito contra 180 milhões

Golpe 1

Perplexos e indignados os jornalistas brasileiros enfrentam neste momento uma das piores situações da história da profissão no Brasil. Contrariando todas as expectativas da categoria e a opinião de grande parte da sociedade, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, acatou, nesta quarta-feira (17/6), o voto do ministro Gilmar Mendes considerando inconstitucional o inciso V do art. 4º do Decreto-Lei 972 de 1969 que fixava a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Outros sete ministros acompanharam o voto do relator. Perde a categoria dos jornalistas e perdem também os 180 milhões de brasileiros, que não podem prescindir da informação de qualidade para o exercício de sua cidadania.

A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país. A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira. Ao contrário do que querem fazer crer, a desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem aos interesses da sociedade. A desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas.

O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos. Em sua lamentável manifestação, Gilmar Mendes defende transferir exclusivamente aos patrões a condição de definir critérios de acesso à profissão. Desrespeitosamente, joga por terra a tradição ocidental que consolidou a formação de profissionais que prestam relevantes serviços sociais por meio de um curso superior.

O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não ter conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social. Sem saber o que é o jornalismo, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), como entidade de representação máxima dos jornalistas brasileiros, esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão. Dessa forma, o registro profissional continua sendo condição de acesso à profissão e o Ministério do Trabalho e Emprego deve seguir registrando os jornalistas, diplomados ou não.

Igualmente, a FENAJ esclarece que a profissão de jornalista está consolidada não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. No caso brasileiro, a categoria mantém suas conquistas históricas, como os pisos salariais, a jornada diferenciada de cinco horas e a criação dos cursos superiores de jornalismo. Em que pese o duro golpe na educação superior, os cursos de jornalismo vão seguir capacitando os futuros profissionais e, certamente, continuarão a ser a porta de entrada na profissão para a grande maioria dos jovens brasileiros que sonham em se tornar jornalistas.

A FENAJ assume o compromisso público de seguir lutando em defesa da regulamentação da profissão e da qualificação do jornalismo. Assegura a todos os jornalistas em atuação no Brasil que tomará todas as medidas possíveis para rechaçar os ataques e iniciativas de desqualificar a profissão, impor a precarização das relações de trabalho e ampliar o arrocho salarial existente.

Neste momento crítico, a FENAJ conclama toda a categoria a mobilizar-se em torno dos Sindicatos. Somente a nossa organização coletiva, dentro das entidades sindicais, pode fazer frente a ofensiva do patronato e seus aliados contra o jornalismo e os jornalistas. Também conclama os demais segmentos profissionais e toda a sociedade, em especial os estudantes de jornalismo, que intensifiquem o apoio e a participação na luta pela valorização da profissão de jornalista.

Somos 80 mil jornalistas brasileiros. Milhares de profissionais que, somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o jornalismo.

Para o bem do jornalismo e da democracia, vamos reagir a mais este golpe!

Brasília, 18 de junho de 2009.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ

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Golpe 2

FIJ: decisão da Justiça brasileira é retrocesso de repercussão internacional

A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) apoia a FENAJ diante da sentença que anula a obrigatoriedade do diploma em jornalismo.

A FIJ respalda seu filiado no Brasil, em sua vontade de continuar lutando pela qualidade das notícias e do jornalismo, depois que o Supremo Tribunal Federal declarou a anulação da exigencia do diploma para obter o correspondente reconhecimento profissional.

No Brasil, nos últimos 40 anos, a obrigatoriedade do diploma tem estado ligada tanto às reivindicações trabalhistas dos trabalhadores da comunicação como a exigência de uma informação de qualidade.

O patronato brasileiro batalhava há mais de uma década junto aos tribunais para tornar desnecessária a exigencia do diploma em jornalismo.

Neste período de desregulamentação, os meios de comunicação abrem caminho para uma crescente precarização dos jornalistas e criam um prejuizo para a informação democrática.

A FIJ estará atenta as ações promovidas pela FENAJ em defesa da informação de qualidade, do direito do cidadão da ser bem informado de forma profissional e de condições dignas no exercício da profissão.

Paco Audije - Secretario General Adjunto da Federación Internacional de Periodistas

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Golpe 3

Diploma: ABI repudia a decisão do STF

Nesta quarta-feira, 17, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a exigência de diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista.

O Ministro Gilmar Mendes foi o relator do Recurso Extraordinário nº 511961, e votou contrariamente à exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão. Na opinião dele, a Constituição Federal de 1988, ao garantir a ampla liberdade de expressão, não recepcionou o Decreto-Lei nº 972/69, que exigia o diploma.

O voto do relator foi acompanhado pelos Ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Cezar Peluso e Celso de Mello. O Ministro Marco Aurélio de Melo votou pela permanência da exigência do diploma. Os Ministros Joquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.

Em Brasília, onde foi participar da entrega de uma premiação, o Presidente da ABI, Maurício Azêdo, foi informado da decisão do STF e emitiu a seguinte declaração:

“A ABI lamenta e considera que esta decisão expõe os jornalistas a riscos e fragilidades e entra em choque com o texto constitucional e a aspiração de implantação efetiva de um Estado Democrático de Direito entre nós, como prescrito na Carta de 1988.

A ABI tem razões especiais para lamentar esse fato porque, já em 1918, há mais de 90 anos portanto, organizou o 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas e aprovou como uma das teses principais a necessidade de que os jornalistas tivessem formação de nível universitário. Com esse fim, chegou a aprovar a possível grade curricular do curso de Jornalismo a ser implantado.

A ABI espera que as entidades de jornalistas, à frente a Federação Nacional dos Jornalistas-Fenaj, promovam gestões junto às lideranças do Congresso Nacional, para restabelecer aquilo que o Supremo Tribunal está sonegando à sociedade: um jornalismo feito com competência técnica e alto sentido cultural e ético”.

Maurício Azêdo, Presidente da ABI

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Desinformação do senhor ministro


Ontem, ao proferir o seu voto contra o diploma de Jornalismo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, citou alguns jornalistas destacados que não têm diploma. Entre, eles relacionou o gaúcho Caco Barcellos, da Rede Globo.
Hoje, no twiiter, o próprio jornalista tratou de desmentir o todo poderoso Mendes:
"Vi algumas mensagens no twitter falando que não tenho diploma. Aos desinformados, eu sou formado em Jornalismo pela PUCRS."
Ou seja, o maior desinformado é o homem que acabou com a formação acadêmica para exercício do Jornalismo. A informação correta é um dos fundamentos mais importantes da profissão.

Só a luta faz a lei

Por Elaine Tavares - jornalista

Paulo Freire, o grande educador brasileiro que é praticamente desconhecido no Brasil, sempre foi enfático com relação à alfabetização. “Não basta saber ler, é preciso saber ler o mundo”. Queria dizer com isso que aprender era coisa que ia muito além da compreensão sobre como se juntavam as letras. Era necessário estar capacitado também para uma leitura crítica do mundo. E como é que se consegue isso? Não basta unicamente estudar, ler, ter acesso a múltiplas fontes de informação, múltiplos pontos de vista. É preciso fundamentalmente saber de onde se é. E o que isso quer dizer? Que a pessoa precisa ter bem claro o lugar que ocupa no mundo, o que, no mundo capitalista, nos leva a uma compreensão da nossa posição de classe.
A votação sobre a não exigência do diploma para a profissão de jornalista, que aconteceu no STF brasileiro, diz bem desta questão. Ali estavam os senhores togados, representantes da classe dominante. São homens nomeados pelos presidentes de plantão para defender os interesses dos que mandam. Nada mais que isso. Vez ou outra acontece uma decisão com base na lei, mas sempre é coisa pequena, que não mexe nas estruturas, porque como bem diz o professor Nildo Ouriques, da UFSC, a democracia liberal é um regime sem lei. Neste modo de governo, as leis são mudadas ao bel prazer da minoria que tem o comando.
Vejamos os argumentos do ministro Gilmar Mendes para que a profissão prescinda de uma formação universitária: “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até a saúde e à vida dos consumidores. Logo, um jornalista não precisa de formação para fazer bom jornalismo.” Alguém entendeu?
Pois claro. Vamos supor que o que tivesse em questão fosse a necessidade de uma faculdade de Direito para que o juiz pudesse julgar a vida de outras pessoas. Poderíamos, qualquer um, argumentar o seguinte: “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores. Logo um juiz não precisa de formação para ser um bom juiz. Basta que ele tenha um bom senso de justiça e estude muito. ” Simples não?
Num país onde a maioria da população, desprovida do acesso à cultura e a educação, que se informa pela Globo, este simplório argumento representa uma vergonha. E nos causa profundo pesar ouvir isso de alguém que está acima de praticamente todos os habitantes da nação, o presidente do STF. É um argumento anti-intelectual, anti-cultural, anti-vida.
Minha mãe era uma grande cozinheira, mas sua comida divina nos era servida em casa, para a família. Não estava ela inserida no sistema de super-exploração capitalista, atuando numa empresa transnacional, na qual imperam os conceitos de competição, baixos salários e disputas intestinas. Não estava ela submetida a patrões, organogramas e metas de produtividade. Não estava também integrada num regime de divisão do trabalho aos moldes de garantir maiores lucros aos patrões. Logo, a decisão tomada nesta quarta-feira pelo STF foi uma decisão de classe. A defesa intransigente dos donos de jornais e empresários da comunicação que querem apenas gente minimamente capacitada para ler, não para ler o mundo. Porque o ser crítico, desejado por Paulo Freire, é um indivíduo perigoso demais. Ele reclama, ele reivindica, ele luta e ele ensina. A elite brasileira não quer isso para o seu povo. Há que mantê-lo sempre atado ao cabresto da ignorância, ao entretenimento, a mais-valia ideológica promovida pelos meios de comunicação de massa. Dá-lhe Big Brother, a Fazenda e outros quetais.

Voltando aos tempos do início do capitalismo

Quando a Idade Média terminou, foi-se chegando um jeito de organizar a vida que mais tarde viria a ser chamado de capitalismo. É o supra-sumo da liberdade, dizem os seus defensores. Nele, o trabalhador tem escolhas. Como era naqueles dias em que as fábricas passaram a dominar a vida. O povo empobrecido dos burgos tinha como escolher: ou se submetia a trabalhar vinte horas em condições insalubres e de quase escravidão, ou estava morto. Grande escolha.
Agora, no mundo capitalista da mídia selvagem e cortesã estamos no mesmo patamar. Os profissionais não precisam de formação específica, só vocação. Depois, uma vez dentro da empresa terão escolhas. Ou se submetem a salários mais baixos, condições precárias, opressão, assédio moral e tudo o que vem de lambuja no processo de super-exploração, ou não entram nesta profissão tão simples quanto fritar um bife.
Bueno, e não é por acaso que o futuro esteja praticamente na mão da empresas de mídia, visto que hoje em dia a produção de informação é o xodó do planeta. Logo, aquilo que é a coisa mais importante para um povo, o conhecimento das coisas da vida, ficará entregue a sanha do capital. Aos trabalhadores restará a opção democrática: aceitar ou cair fora. Não precisa ser vidente para prever o futuro: profissionais capacitados serão substituídos por quem aceitar submeter-se a salários menores. Será o “lindo” mundo habermasiano do consenso. A livre negociação entre empresários e trabalhadores. O tubarão dialogando com a sardinha.

Alternativas

Quem acompanha a vida cotidiana dos jornalistas nos locais de trabalho sabe que as coisas vão piorar muito. Até agora ainda havia um mínimo de regulação, uma pequena fatia de direitos com a qual o sindicato podia mover-se. Era possível fazer a luta através da Justiça ou da delegacia do trabalho. Havia um amparo mínimo. Agora não há mais. Os trabalhadores estão entregues a sua sorte, porque até que se crie uma nova lei com algum tipo de regulamentação a vida seguirá seu curso inexorável.
Mas, como dizem os cubanos – acostumados a bloqueios e vicissitudes – às vezes o horror pode servir para o passo adiante. Nos últimos tempos estávamos entregues a um trabalho sindical burocratizado, limitado às ações na Justiça. Havia uma apatia dos trabalhadores frente às lutas, uma espécie de “deixa que o sindicato resolva”. E os sindicatos, esvaziados de vida, iam arrastando-se, ganhando uma coisinha aqui e outra ali, amansando o monstro.
Agora estamos no chão. Os empresários ganharam esta batalha. Desregulamentados totalmente, estamos entregues aos desejos dos patrões. Sem medidas compensatórias via Justiça só cabe uma ação: a luta mesma, renhida e dura. Voltarmos aos tempos em que os trabalhadores se reuniam nos sindicatos para conspirar e organizar batalhas contra o capital. Então, é chegada a hora. De volta às ruas, de volta à organização, de volta a vida! Foi só uma batalha...Outras virão.
Por isso, agora, estamos num momento de viragem. Ou inventamos ou morremos, como dizia Simón Rodrigues. Para novas liras, novas canções. Nada de soluções atrasadas como a do Conselho Federal de Jornalismo que só engessa e institucionaliza a luta. Nada temos a perder, apenas nossos corpos nus, como dizia Marcos Faermann. Só os trabalhadores unidos e organizados podem mudar o seu destino. Por isso, vamos à luta. Refazer os mapas, reorientar rumos, mas organizados no sindicato.
Os patrões talvez não tenham se dado conta, mas ao nos tirarem tudo podem estar criando “cuervos”. Nada mais perigoso que um homem sem esperança!


Existe vida no Jornalismo
Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com
América Latina Livre - www.iela.ufsc.br
Desacato - www.desacato.info
Pobres & Nojentas - www.pobresenojentas.blogspot.com

Vamos resistir!

Vamos resistir, colegas jornalistas e estudantes.
Estamos esperando as decisões que sairão da reunião que está acontecendo agora na Fenaj em Brasília para partirmos para a ação.
Tem que ser rápida porque já tem gente sem preparo pedindo registro no Sindicato dos Jornalistas.
Temos que continuar mostrando que jornalismo de qualidade só é obtido com profissionais graduados.
Com certeza, o senho Gilmar Mendes e seus pares não irão nos calar.

STF derruba exigência do diploma para o exercício do Jornalismo

Em julgamento realizado nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, STF pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. A Executiva da FENAJ se reúne nesta quinta-feira para avaliar o resultado do julgamento e traçar novas estratégias da luta pela qualificação do Jornalismo.
Às 15h29min desta quarta-feira, o presidente do STF e relator do Recurso Extraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal contra a União, tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Após a manifestação dos representantes do Sindicato patronal e da Procuradoria Geral da República contra o diploma, e dos representantes das entidades dos trabalhadores - FENAJ e SJSP - e da Advocacia Geral da União, houve um intervalo. No reinício dos trabalhos em plenário, às 17h5min, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma.

Golpe contra a sociedade

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, lamenta a decisão, dizendo que "oito ministros foram responsáveis por desrespeitar uma categoria com 80 mil profissionais no Brasil". A seu ver, a atitude representa um golpe contra a sociedade e a educação no Brasil.
"O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de Comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista", reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. "Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o Jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação", completou, informando que a Executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta, às 13h, para definir novas estratégias.
Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. "Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua", disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas, as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. "A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso", proclamou.
Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em Jornalismo, a luta pela democratização da Comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas.

Votaram contra a formação profissional:

- Gilmar Mendes
- Carmen Lúcia Antunes Rocha
- Ricardo Lewandowski
- Eros Grau
- Carlos Ayres Britto
- Cezar Pelluso
- Ellen Grace
- Celso de Mello

O único voto favorável ao diploma:

- Marco Aurélio Mello

Exemplo de dignidade

A RW Mídias/Agência Radioweb, que transmitiu o julgamento, encerrou desta forma o seu trabalho:

"Agradecemos a sua companhia. A RW Mídias/Agência Radioweb permanecerá admitindo apenas jornalistas formados".

Jornalistas, não vamos calar!

Indignados com o STF na sua decisão com relação ao diploma de jornalista, alunos do segundo semestre do curso de jornalismo da UNIFRA decidem fazer uma manifestação. A intenção é mostrar que a formação acadêmica é fundamental para uma imprensa com credibilidade.
O protesto será nesta quinta-feira, dia 18 de junho, na Praça Saldanha Marinho. Os manifestantes se reunirão às 11h30min próximos ao chafariz da praça. Para expor sua insatisfação, os acadêmicos de jornalismo usarão roupas pretas.
Os manifestantes seguirão pelas principais ruas da cidade com faixas e palavras de ordem que façam com que a sociedade entenda e apóie a luta dos jornalistas por formação.
Os estudantes convidam a todos para que participem deste ato a favor de um jornalismo de qualidade.

O QUE: MANIFESTAÇÃO PARA DEMONSTRAR A INDIGNAÇÃO DE JORNALISTAS E ACADÊMICOS COM A DECISÃO DO STF QUE VOTOU CONTRA A OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA PARA EXERCER A PROFISSÃO DE JORNALISTA

QUANDO: 18 DE JUNHO DE 2009

ONDE: PRAÇA SALDANHA MARINHO - EM FRENTE AO CHAFARIZ - SANTA MARIA, RS

HORÁRIO: 11h30min

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Inter precisa de técnica e garra. Além de gol...

Sem Nilmar e Kleber (ambos na seleção), Bolívar (suspenso) e D`Alessandro (machucado), além da dúvida de Magrão, o Internacional entrará na primeira decisão da Copa do Brasil, hoje, com intuito de mostrar a força do grupo. Além de futebol, precisa mostrar garra e coragem. Necessita voltar do Pacaembu, em São Paulo, com um bom resultado frente ao Corithians. Não tomar gol é preciso, fazer gol é necessário. Se seguir esta cartilha, jogará mais tranquilo a final no Beira-Rio, no dia 1º de julho. Vai, Inter, tua torcida confia em ti!

Diploma de Jornalismo: decisão no STF é hoje

Depois de dois adiamentos, a votação da liminar que questiona o diploma de Jornalismo poderá ser votada hoje no STF, em Brasília. Por isso, é imperioso destacar a colegas e amigos a importância de mantermos a nossa legislação.



A exigência do diploma de Curso Superior em Jornalismo para o exercício independente e ético da profissão de jornalista é uma conquista histórica não só desta corporação, mas de toda a população brasileira. A luta pela criação de Escolas de Jornalismo começou no início do século passado. O primeiro Curso foi implantado 40 anos atrás e a profissão, regulamentada há 70 anos, desde 1969 exige a formação superior na sua legislação.
Este requisito representou um avanço para a imprensa do país ao democratizar o acesso à profissão, antes condicionado por relações pessoais e interesses outros que não o de atender o direito da sociedade de ser bem informada. Setores sem compromisso com a construção de um jornalismo responsável e realmente cumpridor de sua função social vêm questionando este fundamental instrumento para a seriedade, democracia e liberdade na imprensa. O diploma em Jornalismo, bem ao contrário de ameaçar a liberdade de expressão, é uma das garantias que conferem à mídia brasileira qualidade e compromisso com a informação livre e plural .

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Um mau exemplo

O homem que chegou à Presidência por conta da morte de Tancredo Neves e tornou-se "imortal" na Academia Brasileira de Letras por conta dos marimbondos continua dando um mau exemplo para o Brasil. José Sarney, morador do Maranhão e eleito senador pelo Acre, contrata parentes, amigos e amigos dos amigos na calada do noite. Tem que ser apeiado do cargo de presidente do Senado. Caso contrário, a instituição continuará envolta em lama.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Caso Escola Base – o (não) cuidado jornalístico com a publicação de denúncias

Texto de Issaaf Karhawi
Do site Curiofísica
http://curiofisica.com.br

Março de 1994. A Escola de Educação Infantil Base, em São Paulo, sofre uma denúncia de abuso sexual contra menores. Mães desesperadas de alunos contatam a Rede Globo. Dá-se início ao escândalo que mais marcou a imprensa brasileira nos últimos 15 anos.
Durante dois meses, jornais, revistas, emissoras de rádio e tevê publicaram rotineiramente notícias sobre o Caso Escola Base apontando seis pessoas (dentre elas, pais de alunos e os donos da escola) como, indubitavelmente, culpadas.
Toda a acusação baseou-se em fontes oficiais, além de pais de alunos e vizinhos da escola. Sem nenhuma investigação ou prova concreta os envolvidos no caso foram estampados como monstros. A história toda foi noticiada de forma bastante parcial e distorcida, mas muito enfaticamente. O resultado? Linchamento social dos acusados, depredação de suas moradias e da escolinha além de muito falatório.
Transcorridos os dois meses o inquérito foi arquivado com a conclusão de que os acusados eram todos inocentes. Friso: todos inocentes. Ficou nas mãos da mídia, a contadora da história, limpar o entulho esparramado pelos corredores da escolinha. Nunca a imprensa brasileira foi tão criticada (incluo aqui auto-criticada) como no Caso Escola Base.


Uma das manchetes do caso Escola Base


O mínimo que se espera de um jornalismo relevante e confiável é a apuração dos dados. Em um trabalho investigativo, ou tratando assuntos delicados, é mais que necessária a apuração precisa das informações. Escutar os dois lados do fato, por exemplo, é imprescindível. No entanto, a ânsia pelo furo jornalístico, pela notícia de capa - pelo escândalo - acaba falando mais alto que a ética.
Presenciamos a era do entretenimento na qual a transgressão é prato cheio de qualquer meio de comunicação que mede sua aceitação através de vendas, ibope, enfim, através do alcance de seu produto.
A informação, na pós-modernidade, se confunde com o espetáculo. A credibilidade da informação pode até ser violada, mas a notícia não deixa de ser transformada em um grande show que envolve acusados, inocentes, repórteres, delegados, promotores…
É através da imprensa que a população, na maioria das vezes, molda a sua percepção do real. É praticamente impossível se isentar dessa responsabilidade. Não identificar contradições na investigação policial, nos laudos do IML ou nos depoimentos de crianças de quatro anos e suas mães, é, no mínimo, questionável.
O jornalista deve em seu cotidiano colocar em prática o bom-senso. O furo, a disputa pela audiência, a investigação são necessárias e saudáveis, mas não devem ser legitimadas quando de costas para a ética.
No Caso Escola Base as mea culpas da imprensa não foram suficientes para reestruturar a vida dos acusados já prejudicados financeira e psicologicamente. Há um enorme abismo entre as desculpas e o impacto das notícias. Durante todo o caso foi possível teorizar um anti-jornalismo debruçado em fontes contraditórias e nada profissionais, matérias sem crédito, acusações sem embasamento.
Em 2005, onze anos após o ocorrido, a Rede Globo foi condenada a pagar cerca de 450 mil reais para cada acusado no Caso Escola Base. Isso, sem dúvidas, mostra que o país protege o cidadão dos abusos da imprensa. Mas será isso suficiente? Os danos que ficam e a credibilidade que esvai são marcas muito mais profundas no caráter da imprensa nacional.
É papel do jornalista informar e isso inclui, sem dúvidas, noticiar denúncias. No entanto, prevalece a lei máxima do Direito Penal: “In dúbio pro reo” (Em dúvida a favor do réu, ou o nosso adaptado, “todo mundo é inocente até que se prove o contrário”). Não sendo assim a grande vilã da história será sempre a imprensa.

Jornalista, a mobilização continua!

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Julgamento do diploma de Jornalismo adiado para o dia 17 de junho

Na postagem de ontem eu coloquei no título que a apreciação do STF "pode".... Tinha razão em ser precavido. Adiado na tarde desta quarta-feira, o julgamento do Recurso Extraordinário 511961, que questiona a exigência do diploma em curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, foi remarcado para o dia 17 de junho (próxima quarta-feira). Detalhe: é a quarta pauta do dia!
Diante da situação, a Executiva da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) está reunida neste feriado de Corpus Christi para traçar novas estratégias da campanha em defesa do diploma neste momento decisivo para o futuro do Jornalismo brasileiro.

Mais informações no site da FENAJ:

http://www.fenaj.org.br

Contra a grilagem na Amazônia


Na quarta-feira, dia 02 de junho, o senado brasileiro aprovou a MP 458. Esta medida presenteia todos aqueles que fizeram grilagem na Amazônia com a regularização de terras ocupadas ilegalmente.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar a MP 458, 67 milhões de hectares de terras públicas da Amazônia serão privatizados. Um patrimônio estimado em 70 bilhões de reais irá parar nas mãos dos grileiros.
O Gabinete de Lula está recebendo milhares de ligações pedindo para que a MP 458 não seja aprovada. Faça sua parte, ligue e espalhe os números e o e-mail do presidente Lula para seus amigos. Peça para que eles digam NÃO A MP 458.

Telefone do Gabinete de Lula:

(61) 3411.1200 ou (61) 3411.1201

Ou envie um e-mail através do link:

https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php

Para saber mais sobre o assunto acesse:

www.greenblog.org.br

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Diploma de Jornalismo: decisão no STF pode sair hoje

Hoje, a partir das 14h, as atenções dos jornalistas brasileiros e dos defensores do direito da sociedade à informação de qualidade estarão voltadas para o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Estará em pauta o julgamento do Recurso Extraordinário 511961, que questiona a exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista. A FENAJ convocou ato público para acompanhamento da sessão em Brasília. Paralelamente, manifestações e vigílias acontecem em todo o país.
Não deixe de participar.
O futuro de nossa profissão está em jogo!

O jornalista precisa de formação

Artigo meu publicado hoje no Jornal do Comércio, de Porto Alegre. É mais uma chamada para acompanharmos hoje a votação do STF sobre a obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo.

Deputados se engajam na luta em defesa do diploma de Jornalismo

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) conclamou ontem toda a sociedade a se mobilizar em torno do julgamento da obrigatoriedade do diploma de jornalista. A matéria está na pauta de hoje do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento de recurso extraordinário questiona a formação superior para exercício da profissão e registro profissional.
Paulo Pimenta, que é jornalista formado, mostrou-se indignado com o julgamento do fim de diploma para profissão. Ele disse que, além da desregulamentação da atividade profissional, o tema interessa somente ao poder econômico. “Significa impor barreiras para a educação e limitar a qualidade do ensino superior”.
Para o petista, a não obrigatoriedade do diploma significa o fim das faculdades de jornalismo, da pesquisa e da reflexão acadêmica. “Acontece no momento em que as tecnologias inovam, são complexas, e precisamos ter profissionais qualificados que, do ponto de vista dos aspectos humanos e do direito ao contraditório, tenham em sua formação conhecimentos básicos que permitam o exercício desta profissão a partir de princípios éticos fundamentais”, disse. O deputado citou pesquisas segundo as quais 74,3% da população é a favor do diploma de jornalista.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) também defendeu a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. “Derrubar a exigência de formação superior específica em jornalismo é algo que não interessa à sociedade brasileira. A população tem direito de receber informações apuradas por profissionais com formação apropriada. Dizer que o diploma ameaça a liberdade de expressão é uma falácia”, disse.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

STF define a regulamentação do Jornalismo. Que os ministros sejam iluminados!


Companheiros jornalistas, façamos vigília nesta quarta-feira à tarde.
O STF estará votando em Brasília o Recurso Extraordinário 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista.
Vamos torcer para que os ministros estejam iluminados e votem em defesa de nossa regulamentação e do direito da sociedade de receber uma informação bem apurada e de qualidade.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Diploma de Jornalismo: é a hora da mobilização total em todo o Brasil

A executiva da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e o GT Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma convocam os jornalistas, entidades e instituições apoiadoras do movimento a intensificarem as iniciativas de fortalecimento desta luta e de sensibilização dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista, foi incluído na pauta da sessão do STF do dia 10 de junho. A FENAJ prepara nova manifestação em Brasília para o dia do julgamento.
Organizar caravanas para o ato em Brasília e manifestações públicas nos estados são as duas principais orientações da FENAJ e Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma. A Federação solicita que os Sindicatos, faculdades e demais apoiadores desta campanha encaminhem informações sobre as atividades a serem realizadas para o e-mail boletim@fenaj.org.br.
Enviar mensagens aos ministros do STF (a sugestão de texto e os endereços eletrônicos podem ser acessados por www.fenaj.org.br) e postar apoios também no site da FENAJ são, também, ações recomendadas. Até o momento já foram postadas 3.356 mensagens.
Derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista só interessa àqueles que desprezam o livre exercício do jornalismo com qualidade e ética e o direito da sociedade à informação. Por isso, neste momento decisivo é fundamental ampliar os apoios sociais a esta campanha. Neste sentido deve-se buscar, nos estados, manifestações de parlamentares e personalidades que fortaleçam esta luta, bem como estimular a adesão à rede social "Jornalista, só com diploma", a favor da obrigatoriedade da formação específica e de nível superior para o exercício da profissão.

Inter com garra e coragem



Desta vez, o Inter jogou como um time candidato a todos os campeonatos que disputar este ano. Sem quatro jogadores importantes - Nilmar, D´Alessandro, Álvaro e Kleber -, jogou de igual para igual contra o Cruzeiro no Mineirão. Por não jogado apenas no seu campo, esperando o adiversário - como ocorreu contra o Flamengo no Maracanã e o Coritiba no Couto Pereira - saiu na frente, com gol de Magrão (na foto acima, do site do Inter, festeja com Alecsandro) e poderia ter marcado mais gols. É verdade que o time mineiro teve mais posse de bola e também perdeu oportunidades, além do gol de empate. Mas o Inter foi compacto, guerreiro e exibiu um bom futebol. É um lenitivo a mais para a primeira decisão da Copa do Brasil contra o Corinthians no dia 17 de junho.


A grande torcida que esteve no Mineirão (outra foto do site do Inter) festejou o empate contra um dos melhores times brasileiros.

O golpe dos tucanos na Petrobras




A coluna abaixo desnuda, publicada no dia sábado, no jornal Folha de São Paulo, desnuda como age na surdina o tucanado golpista. Estão sempre prontos para produzir falsidades que certamente são acolhidas por parte da mídia golpista. É o jogo deles até a eleição. Elegeram a Pretobras porque a estatal só estava gereando notícias boas para a economia brasileira. São contra, portanto, o povo brasileiro.


Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Não esqueçamos de 2005

O ano de 2005 está logo ali.
As falcatruas que tiraram o título do Inter naquele ano serão lembradas na final da Copa do Brasil.
Vamos, Inter!

Decisão será no Beira-Rio

Vencemos a primeira. Em sorteio realizado a pouco na CBF, no Rio, o primeiro jogo da final da Copa do Brasil será em São Paulo, no dia 17 de junho. No dia 1º de julho, no Beira-Rio, Inter e Corinthians fazem a segunda e decisiva partida. O esquema é o seguinte: daqui a duas semanas, é necessário fazer gol fora e, se possível, ganhar. Depois, é tudo com o fator campo, unindo time e torcida em nosso estádio. Vai faltar lugar! Mas eu estarei lá, com certeza.

Classificação com derrota pode ser benéfica ao Internacional


Estou festejando a classificação do Internacional à final da Copa do Brasil, contra o Corinthians. O time jogou ontem a pior partida deste ano, foi dominado pelo Coritiba e acabou beneficiado pelos 3 x 1 do Beira-Rio. Porém, a má jornada pode ser benéfica para o clube. Perdeu pelo placar que poderia perder e afastou aquela situação de invicto que acumulou durante meses. Ninguém é invencível e o Inter teria que perder em algum momento. Foi ontem, quando o time não agrediu como deveria.
Tenho certeza de que a situação mudará contra o Corinthians, time que vale mais pelo seu treinador do que pela qualidade do time. Passou à final com dois empates com o Vasco da Gama, time que está amargando a segunda divisão do futebol brasileiro. E poderia ter ficado fora se o juiz tivesse assinalado um pênalti a favor dos cariocas.
Acredito no Inter, que não jogará novamente como ontem. Os jogadores (na foto acima, do site do clube) fazem bem em festejar, mantendo a cabeça erguida.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Não te ausentes

Não te ausentes de mim
Para que os dias não se façam vazios
Para que as tardes não se esmoreçam
Deixando as prímulas da janela em pálida cor
Não te ausentes...
Pois o escuro da noite traz um
Silêncio que me assusta
Me pondo em sobressalto constante
Deixando meu corpo em febre
Deixa comigo sua presença
E com ela, o azul celeste a colorir
As manhãs do meu viver
Sentindo o brilho do teu olhar
A me conduzir em rumo certo
Te quero próximo!
Caminhando no solo firme dos meus sonhos
Onde te busco em cada ponto do universo
Procurando teu rosto com carícias de seda
Não te ausentes!
Para que eu não viva a tatear tua imagem
Sentindo-me como constante sol a buscar-te
Te vendo como eterna sombra a fugir-me.

(Simplesmente Teresa)

© Proteja os direitos autorais

Colunismo: os melhores

O Blog do Emir, sempre criativo em suas propostas, publicou uma lista das melhores e das piores colunas da imprensa brasileira. Boa análise.

Piores

Editoriais da Folha
Editoriais do Estadão
Editoriais do Globo
Painel da Folha
Radar da Veja
Dora Kramer
Miriam Leitão
Merval Pereira
Clovis Rossi
Eliane Catanhede
Arnaldo Jabor
Ali Kamel
Lucia Hipólito
FHC
Diogo Mainardi


Melhores

Verissimo
Zé Simão
Tutty Vasquez
Mauro Santayana
Mino Carta
Luis Nassif
Paulo Henrique Amorim

Agora, eu acrescento as minhas, concordando com todas do Emir.

Piores: Arnaldo Jabor, Ana Amélia Lemos, Ricardo Noblat, Alexandre Garcia, Carta do Editor de alguns jornais, Augusto Nunes, Claudio Humberto

Melhores: Leandro Fortes, Ancelmo Gois, Janio de Freitas, Eduardo Guimarães, Emir Sader, Marcos Nobre, Gilson Caroni Filho, Altamiro Borges, Mario Marcos de Souza, Juremir Machado da Silva, Denise Nunes

Quem quiser, pode acrescentar outros.

Domingo, 31 de Maio de 2009

Sol, Copa do Mundo e Inter

Publicações da mídia indicavam chuva ao longo do dia em Porto Alegre. Acompanhada do frio, que chegou aqui na sexta-feira. No entanto, no momento em que escrevo, olho pela janela, e não contenho o sorriso ao avistar o sol brilhando sobre a capital gaúcha. Tomara que a chuva se mantenha nas zonas de produção do Rio Grande do Sul, onde ela faz muita falta. Mas aqui em Porto Alegre é dia de festa e o sol é bem-vindo.
No início da tarde, no Parque da Redenção, começam os preparativos para comememorar a indicação de Porto Alegre como uma das sedes do Mundial de 2014, a ser anunciada por volta das 15h30min pela Fifa. Mais tarde, às 19h30min, o Internacional, recheado de reservas, enfrenta o Avaí em sua quarta partida pelo Brasileirão. Vai em busca da quarta vitória consecutiva e da liderança absoluta no campeonato que todos os colorados almejam no ano do Centenário.
Portanto, que fique o sol e que venham a Copa do Mundo e a vitória colorada.

Coxas ameaçam torcida do Inter em Curitiba

Leio em diversos espaços da internet que as torcidas organizadas do Coritiba estão ameaçando os torcedores colorados que irão ao Couto Pereira, em Curitiba, na quarta-feira, quando o Inter e o time da cidade decidem um vaga para a final da Copa do Brasil. Um dos argumentos utilizados é que eles foram "maltratados" no Beira-Rio, na primeira partida, vencida pelo Inter por 3 a 1.
Estas informações não são verdadeiras. Eu estava nas cadeiras e pude ver que a torcida deles estava com bom espaço, com muita folga. Não havia ninguém apertado, como alegam. Mais: havia proteção nas laterais e na parte de cima da arquibancada destinada ao Inter. E mais a Brigada Militar separando as duas torcidas, a ponto de ali serem vistos os únicos clarões em um estádio lotado.
Sobre os banheiros químicos, de que não gostaram, já sabemos as razões que levaram a direção a colocá-los lá. Se não fizesse isso, eles iriam destruir os banheiros tradicionais. Aliás, como a torcida amiga deles em Porto Alegre - do Grêmio - costuma fazer.
Mais: eles tiveram todo o acompanhamento de BM em Porto Alegre. E os caras legais deles circularam livremente pela cidade. Sentei ao lado de um grupo coritibano no Shopping Praia de Belas, na tarde do jogo, e até trocamos algumas ideias. Ao final do jogo, três caras da torcida deles entraram em um bar na frente do Beira-Rio - onde eu estava - e foram bem recebidos. Nos cumprimentaram, agradecemos e eles foram embora com as cervejas. Na maior paz. Me espanta que estejam armando este clima.

Sábado, 30 de Maio de 2009

As escolhas de Tite

É de domínio público que o time reserva - ou misto - do Internacional não tem o mesmo poder de fogo do grupo titular. No entanto, o colorado tem um jogo decisivo na quarta-feira contra o Coritiba, em Curitiba, e não pode correr o risco de perder jogadores por lesão. Já não contará com Nilmar e Kléber, cedidos para a Seleção Brasileira, e mais ausências poderão ser decisivas.
Criaram agora um teste de sangue capaz de medir a condição física do atleta e sua propensão para lesões. Não discordo desta estratégia, mas ela não pode ser usada para que o Inter entre em campo com jogadores que podem comprometer o desempenho contra o Avaí amanhã, às 18h30min, no Beira-Rio. O Brasileirão é tão ou mais importante que a Copa do Brasil e pontos perdidos em casa agora poderão fazer a diferença lá em dezembro, quando buscaremos o tetracampeonato. Por isso, defendo que o Inter vá a campo com um time misto. Não dá para abrir mão de Guiñazu, Magrão, Taison e Alecsandro. Nada de Maycon e Leandrão.


Tite, na foto da assessoria de imprensa do Inter, parece carregado de dúvidas. Tanto que respondeu desta forma no site do colorado:
"Estamos analisando caso a caso, individualizando ao máximo. A minha vontade era de usar a equipe titular, mas sei que alguns jogadores estão mais desgastados do que os outros e podem correr o risco de lesão".

Nossa fala

Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio,
e lembre-se que alto deve ser o valor de suas idéias, não o volume de sua voz.
Falar sem pensar é disparar sem apontar"

(George Herbert)

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Devolvam o auxílio-moradia, senadores

É um absurdo esta informação de que senadores recebiam auxílio-moradia de R$ 3,8 mil mensais, mesmo que tenham residência em Brasília ou morem em residências funcionais da casa. O presidente da casa, José Sarney (PMDM-AP), chega a dizer que não sabia que estava recebendo. Mas ele não olhava o seu comprovante de pagamento a cada mês? Esta não cola, senador!
Outros que estão na mesma situação são os senadores João Pedro(PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT). Ou seja, de cores partidárias diferentes. Não há ideologia na hora da falcatrua.

Lula não quer terceiro mandato, apesar das mentiras da mídia

Parlamentares obscuros em busca de notoriedade e mídia ávida para detonar o governo formam um componente explosivo. É o que está acontecendo na questão do propalado terceiro mandato. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou, de forma clara e definitiva, que é contra esta proposta por considerá-la casuística. Tem, inclusive, a candidata a sua sucessão: a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef.
No entanto, já circula no Congresso proposta para um terceiro mandato para presidente da República, governadores e prefeitos, inclusive com apoio de parlamentares da oposição. Não prospera porque líderes do PT já orientaram seus deputados a votarem contra. Afinal, o partido sempre foi contra. Quem apresentou a proposta foi um parlamentar do PMDB. Mas o que tenho lido em muitos veículos - jornais, revistas, sites - é que Lula e o PT querem dar o golpe. Na verdade, são eles - colunistas e repórteres alinhados com o Partido da Imprensa Golpista (PIG) - que querem ver a casa caindo, jogando tudo no colo de Lula. Definitivamente: o presidente não quer um terceiro mandato. Ponto final.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

O petróleo é nosso



A gente vê com os olhos que Deus nos deu e a terra há de comer, mas enxerga com a alma que o diabo pode prender.

O senador zapeava seu telecinevisor de 52”, imagem digital de última geração. Na mão direita, o controle remoto; na esquerda, fino scotch em finíssimo copo de cristal; na bunda, couro lustrado de bisão abafando os flatos. Cansado de procurar alguma coisa que valesse a pena assistir, o senador parou de clicar o controle e deixou rolar na tela um comercial da Petrobras, no qual um frentista da BR Distribuidora convida um freguês a conferir a tecnologia da empresa espiando através do duto de abastecimento do tanque de combustível de um carro. O cliente se inclina e olha pelo bocal. Surgem imagens de laboratórios, plataformas offshore, plantas petroquímicas, técnicos e trabalhadores em geral em atividade.

Delirando sob o efeito das doses de scotch e de alguns papelotes que cafungara, o senador saltou bruscamente do sofá e se pôs a ziguezaguear pela sala vociferando colérico:

– O apedeuta está enganando o povo! Isso é enganação! Propaganda enganosa! Marketing eleitoreiro!

O fleumático mordomo se aproxima e tenta acalmar o patrão:

– Tranquilize-se, Sirrr... Lembre-se do seu colesterol, tenha calma, excelência...

– Calma?! Como posso ficar tranquilo diante de tão ardiloso embuste?!

– Do que vossa excelência está falando?

– Não lhe interessa, seu pachorrento! Avise ao motorista que vou sair.

– Sim, meu amo, já estou indo... – diz o mordomo deixando a sala.

Minutos depois o senador entra na limusine blindada.

– Pra onde vamos, excelência? – pergunta o motorista.

– Toca para o posto BR mais próximo.

– Mas eu já abasteci o carro hoje, senhor...

– Não lhe perguntei nada, dei apenas uma ordem!

– Perdão, excelência...

Chegando a um posto de bandeira BR, o motorista estacionou ao lado de uma das bombas e, atendendo orientação do senador, mandou completar o tanque.

Durante o trajeto, o senador havia cheirado mais um papelote e bebericado seu scotch preferido. Sua mente atingiu um pico de devaneio somente experimentado no dia em que, discursando na tribuna do Senado, ameaçou dar uma surra no presidente da República.

Concluído o abastecimento, o frentista se preparava para colocar a tampa no bocal do tanque, o senador saiu do carro e ordenou:

– Segura aí, ô da bomba, quero dar uma espiadinha nesse fosso...

“?!”, “!?”, pensaram o motorista e o frentista.

Com o olho colado no bocal do tanque, o senador sentiu a limusine tremer... Alucinante espetáculo projetou-se em sua mente: gigantesco meteoro se choca contra a Terra provocando catastrófico terremoto de amplitude global e abrindo gigantesca cratera, pela qual manadas de dinossauros vão sendo tragadas! Ele vê terópodes, saurópodes, anquilossauros, estegossauros, ceratopsídeos, ornitópodes, paquicefalossauros, enfim, todas as jurássicas famílias que se pode encontrar na Wikipédia, despencando no rombo provocado pelo asteroide na crosta terrestre. Sob efeitos especiais e ao som de “Abertura 1812”, de Tchaikovsky, que serve de trilha sonora para o alucinogênico flashback do senador, em câmera lenta as monstruosas criaturas vão se contorcendo e derretendo, como numa surrealista pintura de Salvador Dali, até se transformarem em viscosa substância hidrocarbônica...

Súbito, o senador se ergue e urra qual jurássico animal feroz:

– Incrível! Fantástico! Extraordinário!

O frentista fala para o motorista:

– É isso aí, companheiro, o petróleo é nosso, meu!

Ao que o alucinado senador rebate:

– Nosso?! Muito mais que isso, seu protegido do apedeuta! – batendo no peito, berra a plenos pulmões: – O petróleo somos nós!

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Utopia

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia, então? Serve para isso: para caminharmos".

Eduardo Galeano

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Goiás é colorado, com Chico no comando


Esta é a caricatura do Francisco Martins, gaúcho de Ijuí e morador em Goiânia(GO). A troca de ares não mudou o coração do Chico, que é o grande incentivar do Internacional no Estado localizado no Centro-Oeste do Brasil. No fim de semana, a sua felicidade foi grande, tanto que ele enumera as razões do júbilo em sua página no Orkut.

- 700 colorados presentes no CTG Saudade dos Pampas no sábado, quando os colorados festajam o Centenário do clube.
- Mais de 3 mil colorados no Serra Dourada no domingo, quando o Inter ganhou por 1 a 0 do Goiás.
- A oficialização do Consulado do Inter pela Diretoria comandada pelo presidente Victorio Piffero.
- O reconhecimento da Confraria do Inter em Goiás como representante oficial do colorado.
- Chico reproduz as palavras de Piffero: "Eu nunca havia visto uma torcida assim do nosso colorado em todo o Brasil(na festa e no estádio), tirando a região Sul (Rio Grande do Sul,Paraná e Santa Catarina). Em quantidade e em entusiasmo, vocês estão de parabéns!
- O colorado goiano saiu gratificado do fim de semana, especialmente com a vitória do seu Inter, a invencibilidade, a liderança isolada no campeonato brasileiro e a classificação para as semifinais da Copa do Brasil.

Assim como ele e eu, todos os colorados querem mais. Com futebo, força e humildade, vamos subir ainda mais. Vamos, Chico. Vamos, Inter.

MATANDO A SAUDADE


No CTG Saudade dos Pampas, a direção do Inter foi representada pelo presidente Vitorio Piffero, pelo assessor de futebol, Cuca Lima, pelo vice-presidente Mario Sergio Martins e pelo vice-presidente de Comunicação Social, Gelson Pires. Cerca de 700 olorados vibraram com a presença da comitiva do Inter em Goiânia. O evento contou com sorteio de brindes e um grande almoço para todos os presentes. O ex-zagueiro do Inter Nena, único representante vivo do lendário Rolo Compressor, também esteve no local e foi homenageado. Antes do cerimonial, todos cantaram os hinos do Rio Grande do Sul e do Internacional.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Colorado Dunga tira dois jogadores do Internacional de partidas importantes

A convocação da Seleção Brasileira ainda mexe com os colorados. O argumento utilizado pelo técnico Dunga é que, em partidas oficiais, os clubes são obrigados a ceder seus jogadores, mesmo que estejam disputando campeonatos importantes. É o caso do Inter, que teve Nilmar e Kleber convocados para a Seleção Brasileira, mesmo que o colorado esteja na semifinal da Copa do Brasil, disputará a final da Recopa e tem o Brasileirão em que todas as partidas são importantes. Três competições.
Pois o Dunga, colorado declarado, resolver desfalcar o Inter neste momento. A seu favor pode-se argumentar que ele já vinha chamando Kleber e Nilmar é, de fato, o melhor atacante brasileiro do momento. Porém, existem outros bons atacantes que jogam em clubes europeus e que poderiam ser convocados. Detalhe: faz tempo que um clube brasileiro não tem dois jogadores convocados simultaneamente. Poderia ser motivo de orgulho, mas neste momento penso no meu clube. Afinal, a tal Copa das Confederações, travestida de oficial, é um verdadeiro caça-níquel para a CBF.
Faz bem a direção do Inter em querer atrasar a apresentação dos dois jogadores para que possam atuar na segunda partida da semifinal da Copa do Brasil. Afinal, estarão fazendo apenas exames médicos e treinando leve dois dias após se apresentarem.

Petrobrax para iniciantes


A manchete da Folha de S.Paulo estampa: "Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anos". Tiro à queima roupa. Vamos, portanto, à CPI. Quem for brasileiro que siga Arthur Virgílio. Mas, aí, vem o maldito segundo parágrafo: "Amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso em 1998 e em decisões do Supremo Tribunal Federal, a petroleira contratou sem licitação....". Entre 2001 e 2002, no governo FHC, a empresa contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados. O artigo é de Leandro Fortes, no blog Brasília, eu vi.

Leandro Fortes
Do blog Brasília, eu vi

Eu estava mesmo querendo falar sobre essa incrível cruzada ao fundo do poço que a oposição, PSDB à frente, decidiu empreender contra a Petrobras, justo no momento em que a empresa se posiciona como uma das grandes do planeta. Sim, a inveja é uma merda, todo mundo sabe disso, mas mesmo a mais suntuosa das privadas tem um limite de retenção. Como não se faz CPI no Brasil sem um acordo prévio com publishers e redações, fiquei quieto, aqui no meu canto, com meus olhos de professor a esperar por um bom exemplo para estudo de caso, porque coisa chata é ficar perdido em conjecturas sem ter um mísero emblema para oferecer aos alunos ou, no caso, ao surpreendente número de pessoas que vem a este blog dar nem que seja uma olhada. Pois bem, esse dia chegou.

Assinante do UOL há cinco anos, é com ele que acordo para o mundo, o que não tem melhorado muito o meu humor matutino, diga-se de passagem. De cara, vejo estampada, em letras garrafo-digitais, a seguinte manchete:

Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anos

Teca, minha cocker spaniel semi-paralítica, se aninha nos meus pés, mas eu não consigo ficar parado. Piso nas patas traseiras dela, mas, felizmente, ela nada sente. A dedução, de tão lógica, me maltrata o ânimo. Se tamanha safadeza ocorreu nos últimos seis anos, trata-se da Era Lula, redondinha, do marco zero, em 2003, até os dias de hoje. Nisso, pelo menos, a matéria não me surpreende. Está lá:

"Desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras gastou cerca de R$ 47 bilhões em contratos feitos sem licitação, informa reportagem de Rubens Valente, publicada na Folha desta quarta-feira" (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Pá-pá-pá. Preto no branco. Tiro à queima roupa. Um lead jornalístico seco como biscoito de polvilho. Desde que chegou ao Planalto, Lula deixou a Petrobrás gastar 47 bilhões de reais em contratos sem licitação. Vamos, portanto, à CPI. Nada de chiadeira. Demos e tucanos, afinal, têm razão. Bilhões delas. Dane-se o Pré-Sal e o mercado de ações. Quem for brasileiro que siga Arthur Virgílio!

Mas, aí, vem o maldito segundo parágrafo, o sublead, essa réstia de informação que, pudesse ser limada da pirâmide invertida do texto jornalístico, pouparia à oposição tocar a CPI sem o constrangimento de ter que bolar malabarismos retóricos em torno das informações que se seguem. São elas, segundo a Folha On Line:

Amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso em 1998 e em decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), a petroleira contratou sem licitação serviços como construção, aluguel e manutenção de prédios, vigilância, repasses a prefeituras, gastos com advogados e patrocínios culturais, entre outros. O valor corresponde a 36,4% do total de gastos com serviços (R$ 129 bilhões) da petroleira de janeiro de 2003 a abril de 2009.

A prática não começou com Lula. Somente entre 2001 e 2002, sob a administração de Fernando Henrique (PSDB-SP), a petroleira contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados.

Parem as rotativas digitais! Contenham as massas! Abatam os abutres! Como é que é? Volto à minha sala de aula imaginária (só poderia ser, porque hoje eu nem dou aula). Vamos fazer uma análise pontual do texto jornalístico, menos pelo estilo, impecável em sua dureza linear, diria até cartesiana, mas pela colocação equivocada das informações. Depois caem de pau em cima de mim porque defendo a obrigatoriedade do diploma. Vamos lá:

1) Na base da pirâmide invertida, há uma informação que deveria estar no lead e, mais ainda, no título da matéria. Senão, vejamos. Se entre 2001 e 2002 a Petrobras gastou 25 bilhões, “em valores não atualizados” (???), em contratos sem licitações, logo, a matéria deveria começar, em seu parágrafo inicial, com a seguinte informação: “Nos últimos oito anos, a Petrobras gastou R$ 72 bilhões (R$ 47 bilhões + R$ 25 bilhões, “em valores não atualizados”) em contratos sem licitações. Então, CPI nessa cambada! Mas que cambada? Sigamos em frente.

2) O mesmo derradeiro parágrafo informa que a “prática” se iniciou “sob a administração” de Fernando Henrique Cardoso, aquele presidente do PSDB. Aliás, reflito, só é “prática” porque começou com FHC. Se tivesse começado com Lula, seria bandalha mesmo. Mas sou um radical, não prestem atenção em mim. Continuemos a trabalhar dentro de parâmetros técnicos e jornalísticos. Logo, a CPI tem que partir para cima do PT e do PSDB. Um pouco mais em cima do PSDB. Por quê? Explico.

3) Ora, até eu que sou jornalista e, portanto, um foragido da matemática, sou capaz de perceber que se a Petrobrax de FHC gastou R$ 25 bilhões (em valores não atualizados!) em contratos sem licitação em apenas dois anos, e a Petrobras de Lula gastou R$ 47 bilhões em seis anos, há um desnível de gastos bastante razoável entre um e outro. Significa, por exemplo, que FHC gastou R$ 12,5 bilhões por ano. E Lula gastou R$ 7,8 bilhões por ano. Ação, segundo a reportagem da Folha, “amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e em decisões do STF (Supremo Tribunal Federal)”. Poderia até acrescentar que a Petrobras vale no mercado, hoje, R$ 300 bilhões, e que valia R$ 54 bilhões quando FHC deixou o governo. Mas é preciso manter o foco jornal

4) Temos, então, uma lógica primária. Com base em uma lei de FHC, amparada pelo STF, a Petrobras tem feito contratos sem licitações, de 2001 até hoje. A “prática” é irregular? CPI neles! Todos. Mas, antes, hora de refazer o título e o lead!

Petrobrás gastou R$ 72 bi em contratos sem licitação, em oito anos

Desde 2001, durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), até abril deste ano, a Petrobras gastou cerca de R$ 72 bilhões em contratos feitos sem licitação. Os gastos foram autorizados, em 1998, por um decreto presidencial assinado por FHC e, posteriormente, amparados por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre 2001 e 2002, a empresa, sob administração tucana, gastou R$ 25 bilhões em contratos do gênero, em valores não atualizados, uma média de R$ 12,5 bilhões por ano. No governo Lula, esses gastos chegaram a R$ 47 bilhões, entre 2003 e abril de 2009, uma média de R$ 7,8 bilhões anuais.

Bom, não sei vocês, mas eu adoro jornalismo. Em valores atualizados, claro.

CPI já

Ela não quer e articula nos bastidores, como mostra a charge do Kayser. Mas vai sair a CPI contra a Corrupção no governo de Yeda Crusius.

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

PSDB x DEM

Quem não é gaúcho deve estar pasmo com as últimas notícias políticas do Rio Grande do Sul. O vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM) já protagonizou diversas denúncias contra assessores da governadora Yeda Crusius (PSDB). Inclusive, apóia a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para julgar o governo. Pois o PSDB faz o mesmo. Parlamentares do partido estão avaliando o pedido de impeachment contra o vice. Detalhe: Feijó é um empresário que não é político, e Yeda é uma política que admite ingerência no seu governo. Por isso, estamos assistindo à maior baixaria no Estado que se considerava o mais polítizado e ético do Brasil. Sinal dos tempos!

Colorado acredita sempre


Eu estava no estádio e assisti a mais uma partida dramática do meu Inter contra o Flamengo. O gol de falta do Andrezinho aos 44 minutos do segundo tempo foi um prêmio para um equipe que tem um pegador como o Guiñazu, que desmarca como ninguém e arma com qualidade. Foi uma justiça para um clube que tem um trio como D´Alessandro, Nilmar e Taison (os dois últimos foram artífices do primeiro gol). E um prêmio para um grupo que é realidade e não está apenas no papel. Afinal, o reserva Andrezinho entra, surge uma falta e pede ao líder D´Alessandro para bater. O argentino tinha confiança no carioca. E não deu outra: 2 a 1 para o colorado. Aí foram comemorar juntos (foto acima, de Edu Andrade/Futura Press).


O resto foi explosão da massa presente no Beira-Rio e em todo o Brasil. Na foto acima (Alexandre Lops/Inter), o guri Taison comemora com parte dos 50 mil colorados que estavam no estádio. Estamos na semifinal da Copa do Brasil, mas não devemos baixar a guarda. O Coritiba não é time morto.
Mas eu acredito no Inter, como acreditei ontem nos minutos finais do jogo. O jogo foi uma espécie de eletrocardiograma para mim e para milhares de colorados. Passamos!

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Agora, a CRISE é amenizada pelo empresariado que DEMITIU em nome dela

O empresariado é o avalista da economia brasileira. É ele quem é chamado a opinar na grande mídia sobre o crescimento ou queda do PIB, da inflação, do emprego. Ao trabalhador é destinado um papel secundário. Ou nenhum. Mesmo que ele tenha sido o maior prejudicado por uma crise superdimensionada, que resultou em desemprego e congelamento de salários.
Nos últimos dias, contudo, tenho lido nos grandes jornais que o pior da crise já passou porque houve estabilização na taxa do desemprego, o consumo aumentou e o número de pobres continua diminuindo. Pergunta: será que houve um motivo real para que muitos grupos promovessem demissões em massa? Outra: será que o consumo caiu muito nos últimos meses? Pois agora os mesmos empresários que demitiram estão dizendo que a economia brasileira está recuperando o seu fôlego.
Dois dados publicados recentemente chamam a atenção por terem acontecido em meio à suposta crise. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no período de outubro de 2008 a março deste ano, 316 mil pessoas saíram da pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil em relação ao fim de setembro de 2008. Isso aconteceu em plena "crise".
Outra informação que valoriza atuação do Governo brasileiro. Estudo da escola suíça de negócios IMD, em parceria com a Fundação Dom Cabral, mostra que o Brasil ficou em este ano em 40º lugar entre as 57 nações analisadas. No ano passado, estava em 43º lugar. A pesquisa mostrou a melhora na performance econômica brasileira, que ganhou 10 posições nesses item e ocupa agora o 31º lugar.
Pois é, tudo isso em plena crise. Ou seja, o Brasil do presidente Lula estava preparado para a crise e foi afetado menos do que grandes potências. Algo que muitos analistas da grande mídia e opositores tradicionais não reconhecem.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

À vitória, Inter!


O Beira-Rio estará assim amanhã, no jogo contra o Flamengo. Nosso time e a torcida colorada (eu no meio dela) serão os grandes vitoriosos.
Vamos, vamos Inter....

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Governo Yeda será avaliado em CPI

Com o surgimento de novas denúncias, a tendência é que a CPI do Governo Yeda seja instalada e todas as denúncias feitas na mídia sejam analisadas com rigor. Os parlamentares do PDT - fiel da balança - tendem a colocar suas assinaturas no requerimento proposto pelo PT. As irregularidades são tantas que não dá mais para segurar. Nem mesmo a mídia apoiadora poderá freiar o desejo que não é da oposição, mas da população gaúcha, cansada de ver o Estado dito politizado ser transformado em símbolo de falcatruas, caixas dois e corrupções. Os atores já estão prontos para entrarem no palco e apontarem os desvios. Tomara que o palanque não seja eleitoreiro, como é o da CPI da Petrobrás criada em Brasília.

Inter volta a ser o Inter contra o Palmeiras

Gostei de ver o Internacional diante do Palmeiras. Hoje, o time iniciou a partida sem alguns titulares que estarão em campo na próxima quarta-feira, na decisão com o Flamengo por vaga às semifinais da Copa do Brasil. Magrão, lesionado, e os zagueiros Índio e Álvaro ficaram de fora da partida. D'Alessandro, Guiñazu, Nilmar e Kléber também ficaram no banco. Com isso, o Inter começou o jogo com apenas quatro titulares: Lauro Bolívar, Sandro e Taison. E deu conta do recado, fazendo um gol logo no início - com Danny Moraes, após jogada magistral de Taison, o melhor em campo. Obviamente, o Palmeiras completo foi para cima no segundo tempo, mas encontrou a fortaleza defensiva do Inter, que não leva gol a mais de 500 minutos.


Criticados nos dois últimos jogos, D´Alessandro e Taison foram importantes hoje


Contudo, com o perigo rondando a área, Tite fez Guiñazu, D´Alessandro e Nilmar entrarem em campo na metade final do segundo tempo e não deu outra. Uma jogada iniciada pelo cholo argentino no meio de campo foi parar nos pés de Taison na ponta esquerda. O guri cruzou, Nilmar chutou à queima-roupa para defesa parcial de Marcos e D´Ale estufou as redes, selando o marcador e colocando o Inter na liderença do Brasileirão. Agora, é repetir - ou melhorar - a atuação contra o Flamengo que estaremos a quatro partidas do título da Copa do Brasil e com passaporte garantido para a Libertadores 2010.
Eu confio e estarei lá apoiando meu time centenário.

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Inter: chega de oba-oba

O Internacional não é o mesmo time que levantou do Gauchão 2009, com algumas léguas de distância sobre os demais participantes. O conjunto que enfrentou o Corinthians, ganhando graças ao golaço de Nilmar, e empatou no sufoco com o Flamengo está sentindo falta dos craques D´Alessandro e Taison. Sim, os jogadores que brilharam no Gauchão e em alguns jogos da Copa do Brasil não apareceram em campo nos últimos jogos. Marcação? Cansaço? Lesão? Não sei quais as razões, mas está na hora de chamar os dois a um canto e cobrar mais atitude Caso contrário, o Inter pode parar no Flamengo em pleno Beira-Rio. Afinal, o alardeado trio de ouro do Inter, que o colocara como principal time do País fazem dez dias, não pode ser desmanchado. Viver só de Nilmar não dá.
O empate em 0 a 0 no Maracanã não foi ruim pois transfere a decisão para o caldeirão do Beira-Rio na próxima quarta-feira. Pode até ter ajudado porque acaba com o oba-oba em cima do Inter, cantado em prosa e verso como o bicho-papão do ano. Não é! O negócio é voltar a jogar bem como vinha fazendo anteriormente, especialmente em sua casa.

Pediatra e jornalista...

Muito interessante este anúncio feito pela agência Síntese, a pedido do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Paraná. Vai ao encontro do que sempre defendemos: o diploma não é essencial apenas para o profissional que o obtém, mas para toda a sociedade.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Desabafo em Paraíso

Li ontem no Observatório de Imprensa um belo texto produzido pela colega Emanuelle Najjar, São José do Barreiro (SP). Ela fala de novelas e de Jornalismo. Ou seja: personagens falando da nossa bela profissão e fazendo comparações entre os jovens que chegavam ontem às redações e os que estão entrando hoje. Pura realidade!


Emanuelle Najjar


Ontem, quarta feira (6/5), me surpreendi assistindo a uma novela.
Não, não foi a atual menina dos olhos Caminho das Índias. A surpresa que eu tive ficou por conta de Paraíso, novela de Benedito Ruy Barbosa. E meu espanto não tem nada a ver com algo que chame a atenção na história, ou atitudes questionáveis de personagens. Pelo contrário, me surpreendi com a função social do texto apresentado em uma das cenas. Não uma função comum, ou merchandising social, como já é hábito de alguns autores. Mas a força do que foi dito e a quem essas palavras possam ter sido dirigidas.
Em uma cena, um antigo jornalista conversa com um novato recém-saído da faculdade. O jovem é sócio de um amigo na criação de uma rádio para a pequena cidade de Paraíso, cenário da trama. Não tenho a transcrição dos diálogos, mas posso oferecer algo bem próximo disso. Talvez o bastante para entender, já que prestei bastante atenção na cena, quando percebi o que ia acontecer.

As três premissas da profissão

Houve comparações...

"No meu tempo, os novatos começavam limpando o chão da redação enquanto viam os mestres trabalhando. (…) Os de hoje saem da faculdade cheios de sonhos e planos, achando que sabem tudo e querendo mudar o mundo... e no primeiro tombo, acabam desistindo."

E lamentos...

"O problema é que os outros não querem saber de mudar o mundo. Dá muito trabalho. Esse povo quer é pão e circo."

"Mas não precisamos dar o que eles querem. Podemos oferecer mais. Podemos oferecer discernimento."

"Discernimento? Mas será que esse povo sabe o que é discernimento?"

"Não sei, mas nós podemos ensinar. Ensinar é uma das funções do jornalista, não é?"

Quando eu estava na faculdade, tinha um professor que falava isso. E como ouvi. Durante dois anos, ouvi que a profissão tinha três premissas: educar, criar memória, e transformar a realidade. Essas seriam as obrigações dos jornalistas. E era justamente nessa tecla que os personagens estavam batendo.

Um desafio e tanto

E é a verdade. Parece romântico, mas a realidade é dura.

A princípio, os recém-formados saem mesmo das salas de aula com a cabeça cheia de teorias e sonhos. E no primeiro obstáculo acabam emperrando. Às vezes, por encarar como primeira função uma cobertura de crimes de rua, obituários ou plantonistas de delegacia.

E nessa profissão, os que se destacam são aqueles que não desistem ao descobrir que muito do que pensavam sobre salário, respeito e glamour eram ilusórios. Ser jornalista exige paciência e persistência. É, sim, uma profissão bela, mas é bem mais que ler notícias no JN ou apresentar a previsão do tempo.

Jornalista ganha pouco, engole muito sapo, trabalha muito e sem hora marcada. Carrega responsabilidades imensas. Mudar o mundo não é uma coisa fácil, mas faz parte das nossas funções. Por ela passamos por grandes dificuldades. Os sonhos dos novatos são necessários. Mas ter os pés no chão também é o requisito.

Ensinar, não é fácil. Oferecer discernimento idem. Transformar a realidade em plena era de "pão e circo"? Um desafio e tanto.

Quem se habilita?

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Grande mídia assume papel de situação no Escândalo Yeda

Ao ler os jornais, ver e escutar programas de televisão e rádio nos últimos dias, não é difícil concluir que parte da mídia gaúcha assumiu o papel de situação no escândalo envolvendo a governadora Yeda Crusius e seus assessores. O objetivo é diminuir o papel dos denunciantes e oferecer espaço generoso para a turma que está no poder. O caso do "marido" da governadora é um exemplo. Quem pautou e continua informando com mais isenção o caso é a grande imprensa do Centro do País. O escândalo virou assunto nacional, mas parte da mídia local o trata como "denuncismo da oposição". Não foi assim que agiu no Governo Olívio Dutra, quando comentaristas vociferavam nas rádios e televisões contra o petista. Alguns canais chegaram a transmitir ao vivo, por longas horas, da Assembléia Legislativa. Agora, os interesses são outros...

Finalmente a chuva "deu o ar da graça"



Da janela de meu apartamento, em Porto Alegre, vislumbrei um grande espetáculo hoje pela manhã. Depois de uma estiagem que fez secar pastos e provocou estragos significativos na agricultura, ocorreram precipitações em todo o Estado. Nada que possa ajudar o campo, mas já é um sinal de que a seca pode estar indo embora. Fala-se que amanhã choverá novamente. Tomara que aconteça isso, para o bem dos agricultores e para nós, consumidores. Falta de água prejudica lavouras e pastagens, provocando escassez em série de alimentos (arroz, feijão, milho, carne, frango, leite, queijo, etc) e, consequentemente, aumento nos preços.




Entidades pedem retratação de deputado

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) manifestaram, em nota oficial conjunta, a exigência de uma retratação imediata do deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS). Na semana passada, o parlamentar classificou o trabalho dos jornalistas como de "pouca vergonha" e insinuou que muitos profissionais fazem “falsas afirmações” em suas reportagens. As duas entidades exigem também que, se for o caso, o parlamentar gaúcho que aponte quais são os profissionais que falseiam a verdade no exercício da profissão.
O artigo 11º do Código de Ética do Jornalista aponta que o profissional não pode divulgar informações obtidas de maneira inadequada que visam interesse pessoal ou vantagem econômica. Isto é, reproduzir reportagens com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração. O sindicato e a ARI afirmam ser contra o uso desta prática e esclarecem que, no caso do deputado, ele fez questão de fazer todas as ofensas sem qualquer resguardo público e decoro parlamentar.
A nota oficial ainda aponta que “por ser uma profissão de caráter social, os jornalistas brasileiros têm obrigação de mostrar a toda população o trabalho de seus representantes, mesmo que estes tenham atitudes como a do parlamentar, que faz questão de dizer que ‘se lixa para a opinião pública’”. As entidades defendem que o deputado terá que ser responsabilizado pelos seus atos, sendo prioritária a sua saída da relatoria do processo de cassação do deputado Edmar Moreira e consequentemente do Conselho de Ética da Câmara.

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

E se o seu time fosse uma banda?

Muito boa esta. Meu time está bem colocado....



Grêmio = Sepultura
Um de nossos sucessos internacionais.
Mas na terra do molejo e do samba faceiro, muitos acham que
eles pegam pesado demais.



Internacional = Led Zeppelin
Reinou nos anos 70 e morreu nos 80.
Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.



Corinthians = Michael Jackson
Um dos mais populares da história, envolveu-se em escândalos e até mudou de cor.
Têm apostado em criancinhas como Lulinha e Dentinho.


Palmeiras = Aerosmith
A banda tem enorme tempo de estrada.
Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.


São Paulo = Queen
Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes.
E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.


Santos = Beatles
Nos anos 60, não tinha pra ninguém.
Só que até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.


Vasco = Oasis
Banda de qualidade e importância inquestionáveis.
Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do ex-líder faz muita gente ainda sentir aversão.


Fluminense = Titãs
Banda charmosa e simpática e, no Brasil, é querida por muitos.
O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.


Botafogo = Rolling Stones
Seria o maior da década de 60, se não houvesse um rival mais popular.
Teve seu Satisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.


Cruzeiro = Paralamas do Sucesso
Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas.
Mas quando participa de um festival com bandas européias é café com leite.


Flamengo = Jorge Ben Jor
Há muito tempo não produz um grande sucesso.
Mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.


Coritiba = Banda Blitz & Ewandro Mesquita
Um raro sucesso nos anos 80, que os seus fãs ainda cantam nos dias atuais, por falta de outras músicas boas...


Ponte Preta & Guarani = Chitãozinho e Xororó
Quando apareceram, ganharam muitos fãs pelo Brasil, viraram febre, mas nunca foram unanimidade.
Depois de um tempo, e de tantas imitações, se relegaram aos seus poucos fãs do interior.


Goiás = Leonardo
Tomou espaço de outros similares, e vez ou outra emplaca um sucesso, mas nunca chegando ao topo como seus inspiradores.


América-RJ = Erasmo Carlos
Parceiro na panela Jovem (RJ) da década de 60, hoje em dia vive só de nome e de lembranças dos saudosistas e dos poucos fãs malucos que são diretores de TV.


Remo = Calypso
Orgulho do Pará, e só do Pará.


Atlético Paranaense = Amy Winehouse
Já foi muito badalada e considerada a estrela mais promissora dos últimos tempos.
Mas atualmente é boçal, desperta ódio em todos e está para morrer a qualquer momento.


Paraná Clube = Los Hermanos
Seus poucos fãs juram que a banda é muito boa.
Mas, fora eles, ninguém mais no mundo sabe que ela existe.

Chuva é alimento...

Os corredores e as pessoas que caminham ou passeiam nos parques estão felizes da vida. Não chove faz tempo e isso é bom para o cultivo de seus prazeres. Contudo, lembro que temos que comer para nos manter vivos. E a falta de chuva aqui no Sul do Brasil significa quebras nas produções de arroz, feijão, soja, milho, carne, leite, hortigranjeiros e outros alimentos.
Ontem, passei rapidamente pelos campos onde o gado pasta e onde o milho deveria estar bonito para ser colhido. É uma desolação. As pastagens estão secas, e o gado tenta arrancar o ralo alimento amarelado.
Por tudo isso, torço para que os meteorologistas estejam certos e que, a partir de amanhã, chova muito forte nas regiões produtoras gaúchas. E que continue chovendo nos próximos dias. Azar da nossa caminhada ou do passeio no parque. Temos outros dias ao longo do ano para isso. A consciência é mais importante neste momento.

Nilmaravilha, Nilmaradona...



O atacante colorado Nilmar já entrou para a história do Estádio Pacaembu (São Paulo), dos conflitos contra o Corinthians, do campeonato brasileiro de 2009 e, quem sabe, de todas a competições já realizadas no Brasil. O gol que fez ontem foi uma pintura, uma obra de gênio. Se fosse Ronaldo o autor, já estaria canonizado. Mas a turma do eixo Rio/São Paulo não costumava tratar da mesma forma jogadores que atuam em clubes periféricos, como eles consideram os grandes do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais.

Bem, o gol foi demais. A ponto de me deixar vibrando como se tivesse ganho mais um campeonato. Nilmar recebeu um lançamento de D´Alessandro para Nilmar e partiu da ponta direita em alta velocidade, sua caracterísitca. Passou por um, dois, três, quatro, cinco marcadores. Entrou na área, deu um corte no sexto defensor e chutou rasteiro e colocado no canto do goleiro Felipe. Um gol antológico deste guri criado no Beira-Rio, de onde nunca deveria ter saído. Nilmar é Inter. O Inter é candidato ao título. Basta jogar um pouco mais do que ontem. Eu acredito que na quarta-feira contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, D´Alessandro e Taison acordem e voltem a desenvolver o grande futebol das partidas anteriores. Vamos, Inter.

Mexicanos excluídos garante dois WO na Libertadores

Sempre achei um absurdo que clubes mexicanos que participem da Copa Libertadores da América e, se ganharem a competição, não disputem o Campeonato Mundial Interclubes no final do ano. Não concordo que eles sejam convidados porque estão filiados à Concacaf, – a Confederação que reúne os clubes das Américas Central e do Norte e do Caribe. Esta disputa já dá o passaporte para a competição da FIFA. Então, se não podem ir ao Mundial, não deveriam disputar a Libertadores. Erro da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
Agora, a entidade comete nova bobabem. Na definição dos 16 clubes que passaram para a fase de mata mata do torneio, os mexicanos Chivas e San Luis estão incluídos. Com justiça, na bola e na competência. Aí surge a gripe que começou em território mexicano e assusta o mundo. Como agiu a Conmebol? Primeiro, adiou em uma semana a realização das primeiras partidas em território mexicano. Depois, tentou marcar os jogos, mas São Paulo e Nacional (URU) avisaram que não viajariam para o México, exitando expor suas delegações ao vírus.
Com intenção de agradar seus afiliados sul-americanos - os mexicanos não são - a Conmebol sugeriu que fossem realizadas uma partida única nos territórios brasileiro e uruguaio, valendo a classificação para as quartas de final do torneio. A Federação Mexicana de Futebol não aceitou e anunciou a retirada dos clubes mexicanos da Copa Libertadores da América. São Paulo e Nacional se classificam automaticamente para a próxima fase.
Pergunta que faço, para não me alongar mais: por que a Conmebol agiu rapidamente, desclassificando os mexicanos - que são convidados - e convocando os terceiros colocados para substituí-los? Isso impediria as vitórias por WO de São Paulo e Nacional e não levantaria dúvidas sobre o torneio. Agora, se um destes clubes for campeão, sempre vai pairar uma dúvida sobre a legalidade das ações da Confederação. Ou, no mínimo, legitimidade.

Sábado, 9 de Maio de 2009

Mãe

Todos que estão lendo esta mensagem sabem o imenso valor de uma pequena palavra na vida de cada um.

Com a MÃE, há sempre a garantia de colo, de um dengo, de uma ternura em sua voz, de um toque de amor e da doação que acalma e nos deixa em paz.

Estou consciente que este dia, sempre marcado no segundo domingo de maio, é prioritariamente comercial. É hora de dar presente. Que seja assim, mas que tenha a companhia do carinho.

Que este dia sirva de reflexão para os demais dias do ano. Afinal, MÃE é para sempre e não pode apenas de um dia. Lembrando minha mãe Suely, com quem vou estar neste domingo, quero abraçar a todas as minhas amigas que são avós, mães e filhas. Todas são especiais.

Beijão e bom domingo!

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Algumas verdades sobre Lula

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores...
Lula, que não entende de economia, e pagou a conta do entreguista FHC, zerou a dívida externa e ainda dá algum aos ricos…
Lula, que não entende de educação, pois é analfabeto, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos e ainda criou o PROUNI, que permite que filho de pobre vá à universidade…
Lula, que não entende de finanças, nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a Previdência, como dizia FHC…
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo… Mas o Partido da Imprensa Golpista – PIG (Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, Época, Rede Globo), que entende de tudo, acha que não… (Monopolizada por meia dúzia de famílias aristocráticas, essa imprensa, que tanto distorce a imagem do governo Lula perante a nação, está a cada dia mais desacreditada e, para felicidade geral, já entrando em falência.)
Lula, que não entende de pesquisa, nem de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Pró-Álcool, acreditou no biodisel e levou o país à liderança mundial em combustíveis renováveis…
Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, e ainda enterrou o G8…
Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou a Alca às favas, olhou para os parceiros do Sul e especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança sem ser imperialista, e tem trânsito livre com Chaves, Fidel, Obama, Evo etc…
Lula, que não entende de mulher nem de preto, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), pôs uma mulher no cargo de primeira-ministra e deu a eles todo o poder que seus cargos lhe conferem, sem preconceito...
Lula, que não entende de etiqueta, foi colocado sentado ao lado da rainha do Reino Unido e afrontou nossa fidalguia branca de olhos azuis...
Lula, que não entende de desenvolvimento e nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise…
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre…
Lula que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado como uma das pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual…
Lula não entende nada de nada mais ainda é melhor que os outros…
Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha uma empatia e uma relação direta com Bush, notada até pela imprensa norte-americana, e agora já tem a simpatia do Obama...
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá nos States...
Lula, que não entende de geografia, pois nunca viu um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas...
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal...
Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado dentro e fora do Brasil...
Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel...

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Quinze anos sem Ayrton Senna do Brasil



O homem que aparece acima, erguendo um troféu, é meu ídolo. Morreu trabalhando no Dia do Trabalhador. Faz hoje 15 anos da morte de Ayrton Senna, para mim o piloto mais talentoso, brilhante e destemido que conduziu um Fórmula 1. Lembro como se fosse hoje. Diferentemente do que sempre ocorria em algumas manhãs de domingo ao longo de uma década, naquele lº de maio de 1994 eu não estava em frente ao televisor. Fora visitar meus pais em Barra do Ribeiro (RS), minha terra natal, e me encontrava no interior de um ônibus. Se não tinha televisão, havia o radinho de pilha. Foi através das ondas radiofônicas que ouvi as palavras assustadas do locutor ao informar do grave acidente com Senna.
Cheguei na casa dos meus "velhos" e sintonizei o canal de televisão. Bastaram alguns minutos para que eu ouvisse o Reginaldo Leme dizer, com voz embargada: "Ayrton Senna está morto". Foi um choque para todos, que se olhavam sem entender nada.
Aquele 1º de maio foi dedicado totalmente a Senna. Ou melhor: aquele dia e os demais, até que fosse enterrado, depois de uma despedida emocionante e justa pelas ruas de São Paulo.
Importante lembrar: Senna disputava o GP de San Marino, na pista italiana de Ímola, e o quadro era estranhamente desfavorável para ele. Schumacher, com a Benetton, ganhara as duas primeiras corridas da temporada, e o brasileiro, favorito ao título, não tinha qualquer ponto. Precisa vencer aquela prova de qualquer maneira. Entretanto, alguma coisa dizia que o fim-de-semana seria diferente, e trágico. Começou com um acidente violento de Rubens Barrichello nos treinos de sexta-feira e foi marcado tragicamente pela morte do austríaco Roland Ratzenberger no sábado. No domingo, dia da corrida, o ambiente era pesado. Senna parecia tenso. A partida teve logo um acidente com Pedro Lamy como protagonista. No recomeço, Senna era líder e, inesperadamente, na curva Tamburello, o seu Williams guinou e foi bater no muro de betão a 300 quilômetros/hora. O resto da história é conhecido: o caso seguiu para os tribunais, nasceu um mito. Não haverá outro.
E as manhãs de domingo nunca mais foram as mesmas...

Em tempo

É importante e necessário informar que consegui entregar minha declaração do Imposto de Renda. Nos minutos finais, quase na prorrogação...
Desta vez, porém, não me aventurei a fazer sozinho o trabalho. Um anjo da guarda - a contadora Adelina - se encarregou da tarefa e me colocou em dia com o Leão.
Até o ano que vem!

FIJ denuncia Governos europeus que "vigiam" jornalistas

O secretário-geral da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), Aidan White, denunciou hoje que Governos de países europeus vigiam o trabalho dos jornalistas do Velho Continente, o que, segundo sua opinião, "põe em perigo" o importante papel que esses informadores desempenham na democracia.
White defendeu que se generalizou na Europa a vigilância por parte das autoridades policiais de contas de e-mail e de ligações telefônicas de profissionais de comunicação sob o pretexto da segurança nacional e da luta contra o terrorismo.
Em entrevista coletiva realizada por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que será celebrado domingo (3 de maio), o secretário-geral citou, concretamente, Dinamarca, Itália, Reino Unido e Alemanha, embora tenha dito que essa é uma tendência com registros em toda a Europa.
Além disso, acrescentou que os meios de comunicação europeus enfrentam vários desafios, como a crise econômica, as mudanças na forma de transmitir e receber a informação e a queda na venda de jornais.
Para White, estão ocorrendo "mudanças históricas" no mundo da imprensa que devem servir para "restaurar o papel dos meios de comunicação europeus" e, desse modo, "evitar que as democracias sofram um dano real".
No entanto, disse que, em todo o mundo, os Governos caem na "hipocrisia, na censura e na negligência", já que assumem compromissos e declarações para garantir a liberdade de imprensa que, finalmente, não cumprem.
A FIJ também apresentou durante a coletiva de imprensa de hoje seu relatório anual sobre a situação do jornalismo no mundo árabe.
O relatório lamenta a situação da região como consequência dos diferentes conflitos locais, assim como as legislações de determinados países que, em geral, limitam e inclusive, "castigam", os jornalistas.
A FIJ também anunciou que não participará das celebrações pelo Dia Mundial da Liberdade de Imprensa que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) organizará na próxima semana no Catar.

Fonte: EFE

Aos que vierem depois de nós


Bertolt Brecht
(Tradução de Manuel Bandeira)



Realmente, vivemos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.

Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranqüilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?

É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.
Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
[(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"

Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.

Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.


Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.

Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.

E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Esqueci do "leão"

Hoje, 29 de novembro, estou em movimentação intensa para fazer a minha declaração do Imposto de Renda. Todo o ano é assim. Deixo para a última hora e tudo fica um atropelo. Segundo a Receita Federal, um em cada quatro gaúchos ainda não fez a declaração. Sou, lamentavelmente, um deles...
Agora, não tem jeito de postergar. Amanhã, meia-noite, é o prazo fatal. Depois, só com multa.

Imprensa cínica

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."
(Joseph Pulitzer)

Domingo, 26 de Abril de 2009

Rendas dos jogos lá e aqui

É impressionante a diferença das rendas nas partidas realizadas no Beira-Rio com as do campeonato paulista. Ontem, 17.259 pessoas pagaram ingresso para ver o clássico entre Santos e Corinthians, resultando em um montante de R$ 1,044 milhão. No jogo entre Inter e Guarani pela Copa do Brasil, 21.410 pagaram ingresso, o que rendeu apenas R$ 286 mil. Não sei o preço dos ingressos lá, mas aqui os valores subiram em relação aos cobrados no Gauchão. A diferença pode estar na questão dos sócios colorados. Uma parcela não paga, e outra desembolsa a metade. Sobram poucos ingressos à venda para não-sócios. De qualquer forma, chama a atenção o fato de que, no jogo paulista, a arredação foi três vezes superior com público menor.

O marketing de Ronaldo e do Corinthians, com apoio da mídia

Não há qualquer dúvida de que o gol de Ronaldo marcado hoje pelo Corinthians contra o Santos foi bonito e fruto de sua imensa intimidade com a bola. Entretanto, é preciso ressaltar que o jogador não é mais um atleta e dificilmente voltará a sê-lo. No jogo, fez duas jogadas: o primeiro gol e o segundo, ambos fruto de sua natural vocação para o chute. Foi o suficiente para programas esportivos e sites já decidissem que o segundo gol foi o mais bonito do ano, esquecendo que outros jogadores já fizerem outros tão ou mais belos que o de Ronaldo. Também não levam em conta que o goleiro do Santos, Fábio Costa, estava perdido no meio da área. Se estivesse em baixo dos paus, como era de se esperar, o gol não seria marcado.



Então, é necessário dizer que Ronaldo (na foto acima, de Adriano Vizoni, do Futura Press, publicada pelo site Terra) e o Corinthians são frutos do marketing, com a parceria da mídia. Com certeza, a imagem da jogada será repetida à exaustão durante toda a semana. Até que Ronaldo faça outro. Os gols de Ronaldo valem mais do que os de outro jogador em atividade no Brasil. Afinal, o investimento que fizeram Corinthians e a mídia parceira precisa de retorno.
Preocupa-me o momento em que esta parceria se estander aos árbitros. Estamos todos lembrados de 2005, quando o time queridinho da mídia foi favorecido por uma ridícula decisão do desembargador Luiz Zveiter, então proprietário do STJD e torcedor fanático do...Corinthians. Fiquemos de olhos bem abertos nos próximos meses, quando o time paulista, recém chegado da segunda divisão, estará disputando jogos da Copa do Brasil e do Brasileirão.

A outra luta das mulheres americanas no Iraque

CADELA, PUTA OU LÉSBICA

Eliakim Araújo, blo Direto da Redação

http://www.diretodaredacao.com/


As mulheres que servem ao exército norte-americano no Iraque têm que enfrentar dois inimigos: os iraquianos , que querem matá-las, e os próprios americanos, que querem violentá-las se elas não os atendem em seus instintos sexuais. Leia o relato de Mickiela Montoya, que passou onze meses na guerra.

Montoya conta que, certa noite, quando terminava sua guarda, o companheiro que veio substitui-la lhe disse:

"Sabe de uma coisa, eu poderia te possuir agora mesmo e ninguém te ouviria gritar ou ficaria sabendo do que aconteceu".

Com presença de espírito, Montoya respondeu: "se você tentar, eu mato você com o meu punhal ".

Ela não tinha o punhal, mas daquele dia em diante passou a andar com um punhal amarrado à perna. Não para se defender dos iraquianos, mas dos próprios companheiros.

Montoya termina seu depoimento com uma afirmação que é, ao mesmo tempo, um desafio aos comandantes militares e ao próprio governo dos EUA: “Só há três coisas que eles deixam a mulher ser no exército: cadela, puta ou lésbica”.

Essa história real está narrada no livro "O soldado solitário: a guerra particular das mulheres que servem no Iraque", da professora de jornalismo Helen Benedict, da Universidade de Columbia, recentemente lançado nos EUA.

No livro, a professora reuniu os depoimentos de quarenta mulheres soldados que foram apresentados no mês de março em teatros de NY, em forma de monólogos. Das quarenta ouvidas pela autora, todas ex-combatentes no Iraque, 28 foram violentadas, agredidas ou assediadas sexualmente.

Este é um dos lados mais sombrios e cruéis da guerra no Iraque, a que reune o maior contingente feminino da história das guerras norte-americanas, numa proporção de uma para cada dez homens.

Além da cultura machista, por si só origem do tratamento diferenciado entre os dois sexos a partir das próprias organizações militares, as mulheres são vítimas da discriminação dos homens que não as respeitam porque a elas são atribuídas tarefas de apoio, embora pelas características próprias da guerra no Iraque elas corram os mesmos riscos que os combatentes homens.

Essa discriminação e o isolamento em que vivem faz com que elas não consigam criar um espírito de camaradagem, o que as torna vulneráveis à perseguição sexual dos companheiros.

A estatística do Departamento de Veteranos, aparentemente mais favorável do que as quarenta ouvidas por Benedict, indica que 30% das mulheres que servem no Iraque foram violentadas por seus próprios companheiros. Em compensação revela que 90% dos casos de ataques não são denunciados por várias razões, a principal delas o medo de denunciar os estupradores e agressores, que são muitas vezes seus superiores hierárquicos. E assim, muito do que acontece nos bastidores da guerra no Iraque não chegam ao conhecimento do público.

Daí a importância do livro de Helen Benedict que é implacável em denunciar os vários tipos de discriminação de que são vítimas as mulheres soldados americanas. Ela aconselha as mulheres a resistirem, a denunciarem os violadores custe o que custar, como única forma de luta pela igualdade de direitos dentro das organizações militares.

Por último, Helen Benedict acusa os recrutadores de serem coniventes e mentirem para as mulheres quando elas se apresentam para o voluntariado. Eles só falam das “vantagens” de se alistar nas forças armadas, tais como carreira, boa remuneração, benefícios de saúde e ensino para ela e a família. Mas não as alertam para os riscos da guerra e a indiferença da burocracia em cumprir os compromissos assumidos.

Certamente o hábito de tratar a mulher como um ser inferior não deve ser um “privilégio” das forças armadas americanas. Penso que essa luta deve ser também das mulheres brasileiras engajadas em organizações militares. Está mais do que na hora delas se unirem e exigirem uma mudança radical na mentalidade e no comportamento masculino, para que não se ouça novamente depoimentos como este, extraido do livro de Helen Benedict:

“Acabei de lutar a minha própria guerra, contra um inimigo vestido com o mesmo uniforme que o meu”.

Sábado, 25 de Abril de 2009

Os "capangas" do ministro Gilmar Mendes

Do Blog do Miro

No recente bate-boca no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa lavou a alma de muitos brasileiros indignados com a postura autoritária e elitista do presidente da casa, Gilmar Mendes. “Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral a mim. Saia à rua, saia à rua... Você Excelência não está na rua, não. Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do judiciário brasileiro... Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar”, desabafou.

A atitude corajosa do ministro Joaquim Barbosa alegrou milhões de brasileiros que se revoltaram com o habeas-corpus, cedido em tempo recorde pelo presidente do STF, para libertar o banqueiro Daniel Dantas, acusado de inúmeros crimes financeiros. Ela também animou os lutadores sociais do MST, que sempre foram tratados como “bandidos” por Gilmar Mendes, e os sindicalistas, que até já protocolaram pedido de impeachment contra o ministro. Muitos juízes e agentes da Polícia Federal também deram gargalhadas. Afinal, alguns já foram taxados de “canalhas” e “gangsters” por Gilmar Mendes, na tentativa de desqualificar as investigações contra os crimes de ricaços.

Os advogados do “juristucano”

Mas a reação altiva do ministro Joaquim Barbosa também despertou o ódio dos “capangas” de Gilmar Mendes. Alguns já saíram da tocaia para defendê-lo. Os tucanos exigem uma punição rigorosa ao ministro rebelde. Não é para menos. Afinal, Gilmar Mendes sempre esteve ligado a FHC. Ele foi subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil (1996-2000) e galgou o posto de advogado-geral da União no seu triste reinado (2000-2002). Só chegou ao STF por indicação de FHC e após sofrer forte resistência no Senado. Dos 11 ministros em atividade no Supremo, ele teve o maior número de votos contrários (15) na história recente desta casa legislativa.

Apesar da rejeição, a sua indicação foi confirmada em junho 2002 graças ao apoio da bancada do PSDB, o que justifica o apelido de “juristucano” dado ao ministro Gilmar Mendes pelo jornalista Elio Gaspari. Na véspera da sessão, Dalmo de Abreu Dallari, um dos mais renomados juristas do país, até alertou: “Se essa indicação vier a ser aprovado pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sérios riscos a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. Sua advertência mais parece uma profecia!

As desqualificações da mídia

Mas os tucanos não estão sozinhos no seu ódio. Na mídia venal também já surgem os “capangas” para desqualificar Joaquim Barbosa. “O Jornal Nacional da TV Globo interveio depois [do bate-boca], dando a entender que o confronto teria começado porque Barbosa faltou a uma sessão”, registrou uma notinha de Nelson de Sá na Folha. Já Renata Lo Prete, que assina uma coluna no mesmo jornal, destilou o seu veneno: “Encerrada a altercação com Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes saiu do plenário do Supremo e, cercado pelos ministros, dirigiu-se ao elevador. Barbosa veio depois... Quando se aproximou, os colegas haviam lotado o espaço e a porta se fechou”.

Os editorais do Estadão e da Folha deixaram ainda mais explícita a solidariedade ao juristucano Gilmar Mendes. Para o jornalão da família Mesquita, Barbosa “carece de toda e qualquer razão quando submete o Poder ao qual pertence a constrangimento”. Já o jornaleco dos Frias afirmou que “o ministro Barbosa abandonou a compostura e rompeu de vez o protocolo”. Como se observa, a elite e mídia não vacilam em acionar seus “capangas” para defender os expoentes da sua classe. Gilmar Mendes parece que realmente vai ocupando o papel do “Berlusconi” tupiniquim.

Folha assume que fez reportagem sobre Dilma com material de um spam

Do Blog do Mello

Sabe aquele spam que corre a internet há vários meses, que diz que Dilma Roussef roubou, matou, sequestrou, derrubou a casa dos Três Porquinhos, deu a maçã envenenada para a Branca de Neve e maltratou a Cinderela? Pois é, foi a ficha fake de Dilma que ilustrava o spam que a Folha usou em sua reporcagem, com reprodução até na primeira página.

É o porcalismo de resultados em ação. Tudo ali era fake. A reporcagem dizia que grupo de Dilma iria sequestrar Delfim Netto, à época ministro da ditadura. O sequestro não houve, Dilma nunca soube dele, nem de várias das outras acusações contidas na até o momento mais forte candidata a Reporcagem do Ano (pau a pau com a de O Globo sobre Brizola).

Hoje a Folha publica um mea culpa compriiiido, que pode ser resumido assim: a reporcagem é falsa, errada da cabeça aos pés, baseada em informações de um spam distribuído por grupos que assumidamente defendem a ditadura de 1964 e se dizem combatentes do terrorismo, quando terroristas são eles, que derrubaram um governo legitimamente eleito, sequestraram, torturaram, mataram, censuraram, colocaram o país nas trevas durante 20 anos.

Eis o texto da Folha, um verdadeiro FEBEAPES (Festival de Besteiras Assumidas Para Eleger Serra):



Autenticidade de ficha de Dilma não é provada
Folha tratou como autêntico documento, recebido por e-mail, com lista de ações armadas atribuídas à ministra da Casa Civil
Reportagem reconstituiu participação de Dilma em atos do grupo terrorista VAR-Palmares, que lutou contra a ditadura militar
DA SUCURSAL DO RIO
A Folha cometeu dois erros na edição do dia 5 de abril, ao publicar a reprodução de uma ficha criminal relatando a participação da hoje ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no planejamento ou na execução de ações armadas contra a ditadura militar (1964-85).
O primeiro erro foi afirmar na Primeira Página que a origem da ficha era o "arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebeu a imagem por e-mail. O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada - bem como não pode ser descartada.
A ficha datilografada em papel em tom amarelo foi publicada na íntegra na página A10 e em parte na Primeira Página, acompanhada de texto intitulado "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto".
Internamente, foi editada junto com entrevista da ministra sobre sua militância na juventude. Sob a imagem, uma legenda ressaltou a incorreção dos crimes relacionados: "Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu".
O foco da reportagem não era a ficha, mas o plano de sequestro em 1969 do então ministro Delfim Netto (Fazenda) pela organização guerrilheira à qual a ministra pertencia, a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Ela afirma que desconhecia o plano.
Em carta enviada ao ombudsman da Folha anteontem, Dilma escreve: "Apesar da minha negativa durante a entrevista telefônica de 30 de março (...) a matéria publicada tinha como título de capa "Grupo de Dilma planejou sequestro do Delfim". O título, que não levou em consideração a minha veemente negativa, tem características de "factóide", uma vez que o fato, que teria se dado há 40 anos, simplesmente não ocorreu. Tal procedimento não parece ser o padrão da Folha."
A reportagem da Folha se baseou em entrevista gravada de Antonio Roberto Espinosa, ex-dirigente da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e da VAR-Palmares, que assumiu ter coordenado o plano do sequestro do ex-ministro e dito que a direção da organização tinha conhecimento dele.
Três dias depois da publicação da reportagem, Dilma telefonou à Folha pedindo detalhes da ficha. Dizia desconfiar de que os arquivos oficiais da ditadura poderiam estar sendo manipulados ou falsificados.
O jornal imediatamente destacou repórteres para esclarecer o caso. A reportagem voltou ao Arquivo Público do Estado de São Paulo, que guarda os documentos do Dops. O acervo, porém, foi fechado para consulta porque a Casa Civil havia encomendado uma varredura nas pastas. A Folha só teve acesso de novo aos papéis cinco dias depois.
No dia 17, a ministra afirmou à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, que a ficha é uma "manipulação recente".
Na carta que enviou ao ombudsman, Dilma escreveu: "Solicitei formalmente os documentos sob a guarda do Arquivo Público de São Paulo que dizem respeito a minha pessoa e, em especial, cópia da referida ficha. Na pesquisa, não foi encontrada qualquer ficha com o rol de ações como a publicada na edição de 5.abr.2009. Cabe destacar que os assaltos e ações armadas que constam da ficha veiculada pela Folha de S. Paulo foram de responsabilidade de organizações revolucionárias nas quais não militei. Além disso, elas ocorreram em São Paulo em datas em que eu morava em Belo Horizonte ou no Rio de Janeiro. Ressalte-se que todas essas ações foram objeto de processos judiciais nos quais não fui indiciada e, portanto, não sofri qualquer condenação. Repito, sequer fui interrogada, sob tortura ou não, sobre aqueles fatos."
A ministra escreveu ainda: "O mais grave é que o jornal Folha de S.Paulo estampou na página A10, acompanhando o texto da reportagem, uma ficha policial falsa sobre mim. Essa falsificação circula pelo menos desde 30 de novembro do ano passado na internet, postada no site www.ternuma.com.br ("terrorismo nunca mais"), atribuindo-me diversas ações que não cometi e pelas quais nunca respondi, nem nos constantes interrogatórios, nem nas sessões de tortura a que fui submetida quando fui presa pela ditadura. Registre-se também que nunca fui denunciada ou processada pelos atos mencionados na ficha falsa."
Fontes
Dilma integrou organizações de oposição aos governos militares, entre as quais a VAR-Palmares, um dos principais grupos da luta armada. A ministra não participou, no entanto, das ações descritas na ficha. "Nunca fiz uma ação armada", disse na entrevista à Folha de 5 de abril. Devido à militância, foi presa e torturada.
Na apuração da reportagem do dia 5, o jornal obteve centenas de documentos com fontes diversas: Superior Tribunal Militar, Arquivo Público do Estado de São Paulo, Arquivo Público Mineiro, ex-militantes da luta armada e ex-funcionários de órgãos de segurança que combateram a guerrilha.
Ao classificar a origem de cada documento, o jornal cometeu um erro técnico: incluiu a reprodução digital da ficha em papel amarelo em uma pasta de nome "Arquivo de SP", quando era originária de e-mail enviado à repórter por uma fonte.
No arquivo paulista está o acervo do antigo Dops, sigla que teve vários significados, dos quais o mais marcante foi Departamento de Ordem Política e Social. Na ditadura, era a polícia política estadual.
Entre as imagens reproduzidas pelo arquivo, a pedido da Folha, não estava a ficha. "Essa ficha não existe no acervo", diz o coordenador do arquivo, Carlos de Almeida Prado Bacellar. "Nem essa ficha nem nenhuma outra ficha de outra pessoa com esse modelo. Esse modelo de ficha a gente não conhece."
Definitivamente, tanto erro assim não pode ser casual, você não acha?

Registro aqui que se a Folha tivesse lido o blog do jornalista Celso Lungaretti, poderia ter evitado esses erros (se é que os pretendia evitar). Pois assim que o spam infame começou a circular, Lungaretti registrou em seu blog, ainda em novembro, em título premonitório:Ficha da ditadura é munição para ataque virtual a Dilma Rousseff.

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Até onde tu chegarás, INTER?

Ontem, ouvi algumas vezes a pergunta acima durante a narração do jogo em que o Inter aplicou 5 a 0 no Guarani de Campinas pela Copa do Brasil. Hoje, abro os jornais e leio títulos como "A fábrica de gols" e "Novo show do Inter no Beira-Rio". Na segunda-feira, um dia após o colorado despachar o Caxias por 8 a 1 e conquistar, de forma invicta, o Gauchão, a capa de um jornal anunciava: "Um Rolo Compressor". Fico feliz que meu time esteja mostrando neste início de ano um futebol de alta categoria e aplicação técnica. É emocionante ver que os jogadores jogam como se fossem engrenagens de uma máquina bem azeitada.



Sou torcedor do Inter, mas também tenho os pés no chão. Até o momento, o Inter enfrentou adversários menores no universo do futebol brasileiro. É claro que as goleadas revelam alguma coisa. Afinal, em 2009, o time marcou 76 gols em 25 jogos, o que significa uma média excelente de 3,04 gols por partida. Importante que isso esteja acontecendo, mas precisamos esperar pelos próximos adversários na Copa do Brasil, no Brasileirão e na Sul-Americana.

No ano passado, a campanha não foi tão impressionante, mas todos os críticos nos colocavam como favoritos em todas as competições. Só ganhamos a Sul-Americana. Preciamos de um título brasileiro com urgência. Faz tempo que não ganhamos, apesar dos bons times que montamos. O atual certamente é superior e sobre suas costas já está sendo jogado o peso do favoritismo. É importante que os dirigentes, o técnico Tite e os jogadores saibam administrar a situação e possamos festejar muitas glórias nacionais ao final do ano.

Ministro Barbosa diz que Gilmar Mendes está destruindo a "credibilidade do Judiciário"

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa bateram boca nesta quarta-feira no plenário do tribunal. Barbosa acusou o presidente da Corte de estar "destruindo a credibilidade da Justiça brasileira" durante o julgamento de duas ações - referentes ao pagamento de previdência a servidores do Paraná e à prerrogativa de foro privilegiado. Veja o vídeo da discussão.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u554762.shtml

"Vossa excelência me respeite. Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim. Saia à rua, ministro Gilmar. Faça o que eu faço", afirmou Barbosa.
Em resposta, Mendes disse que "está na rua". Barbosa, por sua vez, voltou a atacar o presidente do STF. "Vossa Excelência não está na rua, está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro."
Irritado, Mendes também pediu "respeito" a Barbosa. "Vossa Excelência me respeite", afirmou. "Eu digo a mesma coisa", respondeu o ministro.
Os ministros Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello atuaram como "bombeiros" para tentar encerrar o bate boca. "A discussão está descambando para um campo que não coaduna com a disciplina do Supremo", disse Marco Aurélio ao pedir o encerramento da sessão.
Barbosa chegou a afirmar que Mendes não estava falando com os seus "capangas de Mato Grosso". O ministro disse que decidiu reagir depois que Mendes tomou decisões incorretas sobre os dois processos analisados pela Corte.
"É uma intervenção normal, regular. A reação brutal, como sempre, veio de Vossa Excelência. Eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as consequências dessa decisão", afirmou Barbosa.

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Altamiro Borges: "TV Globo e jagunços disparam contra o MST"

O Fantástico, da TV Globo, disparou covardemente contra o MST na noite de domingo (19). Ao noticiar os violentos confrontos na Agropecuária Santa Bárbara, na região de Xinguara, no sul do Pará, ele acusou os sem-terra de terem invadido a fazenda, atirado em “seguranças” da empresa e de terem feito jornalistas de “reféns”, usando-os como “escudo humano” no meio de um tiroteio. Num espetáculo deprimente, a emissora exibiu cenas de sangue, agressões e humilhações. Só faltou acusar os líderes do MST de “terroristas” e “bandidos”. As imagens induziram a isto!


Por Altamiro Borges*

A TV Globo só não realçou que a fazenda ocupada desde fevereiro por 120 famílias de sem-terra pertence ao Banco Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros e que se jacta da sua influência sobre a mídia. Também não explicou porque os quatro jornalistas chegaram ao local num avião fretado pela Santa Bárbara, o que poderia indicar a encenação de uma emboscada. E não esclareceu que os tiros diante das câmeras de TV foram disparados por jagunços contratados pela empresa — e não meros seguranças. Os jornalistas ficaram sempre atrás dos jagunços. Nem sequer entrevistaram os líderes do MST para entender as razões do conflito.

Uma emboscada televisionada

Diante desta abjeta manipulação, a coordenação do MST-Pará emitiu nota oficial, que também não foi divulgada pela emissora privada. Ela comprova que a violência neste final de semana foi provocada pelos jagunços de Daniel Dantas. “Os sem-terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda e nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados”. Ela informa que na manhã do sábado, quando 20 sem-terra recolhiam palha para reforçar seus barracos, jagunços chegaram fortemente armados e passaram a provocar. “O trabalhador Djalme Ferreira foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. Ele foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas”.

No retorno ao acampamento, as sem-terra decidiram em assembléia realizar uma marcha. “Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de ‘escudo humano’, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Santa Bárbara, o que mostra que ela tinha tramado uma emboscada”. A própria Polícia Militar negou as notícias sobre “reféns” e “escudo humano”.

Segundo a direção estadual, “os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento da região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os sem-terra foram recebidos à bala e saíram correndo — como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre. Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O sem-terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Levou quatro tiros. Depois de atirar contra os sem-terra, os seguranças ainda fizeram três reféns”.

Queda de audiência e de credibilidade

Mais esta manipulação grosseira da TV Globo, desta vez a serviço do banqueiro Daniel Dantas, até poderia motivar a abertura de processo jurídico. Os sem-terra foram exibidos como bandidos, enquanto os verdadeiros bandidos permanecem em liberdade — inclusive com a ajuda de habeas-corpus do STF.

A edição do Fantástico, “a revista eletrônica da Globo”, foi totalmente distorcida, um exemplo do pior jornalismo. Isto talvez ajude a explicar a queda constante de audiência deste programa, que perde credibilidade a cada semana. Neste mesmo domingo, ele teve o pior Ibope desde que foi levado ao ar pela primeira vez em 1973. Alcançou apenas 19 pontos em São Paulo.

* Altamiro Borges é jornalista, editor da revista Debate Sindical e autor do livro As encruzilhadas do sindicalismo (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).

Domingo, 19 de Abril de 2009

Inter impõe mais uma goleada com oito gols na final. Desta vez, campeão invicto.





É campeão! Aliás, bicampeão! Ou melhor, bicampeão invicto.
Assim foi a conquista do Sport Club Internacional na tarde deste domingo, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O time amassou o Caxias por 8 a 1, repetindo o placar do ano passado contra o Juventude, outro rival caxiense. O colorado teve um primeiro tempo de intenso brilho e resolveu descansar no segundo tempo. Senão, teria feito mais de dez gols. O grande capitão, El Cholo Guiñazu, fez gol e levantou a taça, para a alegria da massa colorada, que viu seu time ganhar 18 partidas no campeonato, sendo dez por goleada. Empatou apenas três e registrou um belo aproveitamento de 90,5%.


Este grupo tem muita qualidade



O Inter é o legítimo campeão gaúcho porque fez a melhor campanha entre todos os adversários, venceu três Gre-Nais, fez 67 gols (média 3,2 por partida) e garantiu os dois maiores goleadores do campeonato (Taison com 15 gols e Nilmar com 13). Foi uma campanha notável em que o seu técnico - Tite - alcançou o feito de ter sido campeão do Rio Grande do Sul por três times, jamais alcançado por outro colega.


Grande torcida apoiou o time



Agora, o Inter deve manter a pegada e seguir sua campanha vitoriosa na Copa do Brasil, cujo compromisso seguinte é na quarta-feira contra o Guarani de Campinas. Como é mata-mata, nenhum tropeço é admissível. E a partir de maio vem o longo Campeonato Brasileiro. Confio no Inter, especialmente pela força de sua torcida, da qual sou fiel integrante.

Sábado, 18 de Abril de 2009

Esgoto



A charge explica tudo.
Não é preciso dizer mais nada para quem está bem informado sobre as tramóias da política.

Resistir é preciso

Da série "textos que eu queria ter escrito":
"No botequim não há grifes, não há o corpo-máquina, o corpo-em-si-mesmo, a vitrine, o mercado pairando como um deus a exigir que se cumpram seus rituais. O buteco é a casa do mal gosto, do disforme, do arroto, da barriga indecente, da porrada, da grosseria, do afeto, da gentileza, da proximidade, do debate, da exposição das fraquezas, da dor de corno, da alegria do novo amor, do exercício, enfim, de uma forma de cidadania muito peculiar. O botequim é o anti-shopping center, é a anti-globalização, é a recusa mais veemente ao corpo-máquina dos atletas olímpicos ou ao corpo doente das anoréxicas - doença comum nesse mundo desencantado. Ali, entre garrafas vazias, chinelos de dedo, copos americanos, pratos feitos e petiscos gordurosos, daquele mar de barrigas indecentes, onde São Jorge é o deus e mercado é só a feira da esquina, a vida resiste aos desmandos da uniformização e o ser humano é restituído ao que há de mais valente e humano na sua trajetória - a capacidade de sonhar seus delírios e afogar suas dores e medos na próxima cachaça. É onde a alma da cidade grita: - Não passarão!"(não sei quem é o autor)

Internacional perto de coroar uma campanha brilhante. Mas nada está ganho ainda

Dezessete vitórias em 20 jogos (três terminaram empatados), 59 gols (quase três por partida), 13 contra e três triunfos no Gre-Nal por 2 a 1. Trata-se de uma campanha impecável do Internacional no ano em que completa 100 anos de glórias.
Tal campanha torna o colorado favoritaço para o jogo de amanhã contra o Caxias? Não, e por isso o futebol é um esporte diferenciado dos demais. Por isso, também, estou novamente nervoso na véspera. Já cansei de ver times imensamente superiores sucumbirem diante de uma marcação bem feita ou mesmo perante a própria soberba.
Vou para o jogo de amanhã confiante de que o Internacional está perto de coroar uma grande campanha no Campeonato Gaúcho e poderá ganhá-la vencendo os dois turnos. Mas só ficarei tranquilo quando o juiz apitar o final do jogo. Não acredito em nova goleada, como a que o Inter aplicou na final do ano passado ante ao Juventude (8 a 1) e no primeiro turno deste campeonato frente ao próprio Caxias (5 a 1). Se vier, premiará o time que mais lutou por vitórias no certame.


Vamos, Inter! A tua torcida estará contigo mais uma vez.

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Carajás: 13 anos de um massacre sem punição



Graças ao Jornalismo, o dia 17 de abril de 1996 continua vivo na memória dos brasileiros. Naquele dia, 150 policiais militares tentaram desobstruir a rodovia PA-150, em Eldorado dos Carajás, no Pará, ocupada por sem-terras. A ação dos policiais foi truculenta e resultou na morte de 19 pessoas e mais de 60 feridos. Os corpos dos sem-terra apresentavam indícios de execução, sendo que vários deles tinham sido baleados pelas costas. Na tarde desta sexta-feira, 17, na Esquina Democrática, em Porto Alegre, 19 integrantes de um grupo teatral lembraram a matança de 13 anos atrás que teve repercussão mundial, mas que permanece impune.

A manifestação na Capital gaúcha era acompanhada por panfletos, distribuídos aos pedestres que passavam pelo local. Caracterizados como agricultores, de preto, os manifestantes do grupo 'Cambada de Teatro em Ação Direta Levante Favela' ficaram cerca de 30 minutos inertes em um pano vermelho, como se estivessem mortos. O grupo argumentava que nenhum dos policiais que participou da ação ou o Governo pagaram pelo crime. "Exigimos justiça. Nossa memória não esquece e nem perdoa!", dizia o manifesto.

Ainda em 1996, o Masssacre de Eldorado dos Carajás - como ficou conhecido - emocionou os jornalistas e convidados que participavam da abertura do 27º Congresso Nacional dos Jornalistas, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. No dia 1º de março, um filme do episódio, realizado durante a cobertura jornalística do confronto, foi exibido e todos pediram justiça. "O coronel que ordenou a matança foi condenado a mais de 200 anos de prisão e, graças a vários recursos, está solto até hoje. Como naquele Dia dos Trabalhadores, voltamos a clamar por justiça. Chega de impunidade", pede Jorge Correa, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul à época e hoje segundo vice-presidente da entidade.

Publicada originalmente no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul: http://www.jornalistas-rs.org.br/

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

O acerto no erro

* Susana Vernieri

O prédio era destinado a ser um almoxarifado e foi transformado a fórceps em Faculdade. A sala de redação era recheada com máquinas de escrever antigas. As câmeras de TV eram pesadas e velhas. A ilha de edição, quase que analógica. O laboratório fotográfico, uma peneira. A biblioteca desatualizada. Nada parecia convidar a entrada naquela casa.

O atrativo era o erro. A liberdade de exercitar a falha. Não é teoria, técnica, arte que a Universidade de Jornalismo ensina, mas a possibilidade de se acreditar ser um humano. É esta sua justificativa maior. Dentro dela encontramos a geléia real da vida. O professor bom ensaia o espelho do futuro chefe exemplar. O ruim, nos alerta para os perigos do futuro. O coleguismo é amostra do que se poderá contar no ombro a ombro da jornada. Como norte de toda esta experiência está a tão desgastada palavra Ética.

O diploma serve para que se ateste perante a nós mesmos e aos outros, que empreendemos uma aventura ao centro da questão e estamos aptos a seguir viagem. Ele é documento imprescindível, passaporte para um mundo onde há menos tolerância para o erro. O espaço do profissionalismo não perdoa os fracos. A sociedade, muito em breve, irá cobrar do Supremo a decisão de acabar com a exigência do diploma para o exercício legal da profissão de jornalista caso isso venha acontecer. Toda população, em seu íntimo, quer uma Imprensa forte, pois sem palavra forte, o povo é escravo.

* Doutora pela Ufrgs, ex-professora de Jornalismo da Famecos, Fabico e Unisinos, trabalhou dez anos em Zero Hora

- Publicado originalmente no site do Sindicato dos Jornalistas/RS (http://www.jornalistas-rs.org.br/)

Os 15 filmes clássicos mais influentes

Para celebrar os 15 anos do TCM (Turner Movie Classics), o canal apresentou uma lista com os 15 filmes clássicos mais influentes do cinema. A relação segue de acordo com a ordem cronológica e, segundo a emissora esclareceu, não se trata, necessariamente, dos títulos mais importantes, mas, sim, daqueles que moldaram o cinema e o público que os assistiram.

1. O Nascimento de uma Nação (1915), de D.W. Griffith
2. O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei M. Eisenstein
3. Metrópolis (1927), Fritz Lang
4. Rua 42 (1933), de Lloyd Bacon
5. Aconteceu Naquela Noite (1934), de Frank Capra
6. Branca de Neve e os Sete Anões (1937), de David Hand
7. …E o Vento Levou (1939), de Victor Fleming
8. No Tempo das Diligências (1939), de John Ford
9. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles
10. Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio De Sica
11. Rashomon (1950), de Akira Kurosawa
12. Rastros de Ódio (1956), de John Ford
13. Intriga Internacional (1959), de Alfred Hitchcock
14. Psicose (1960), de Alfred Hitchcock
15. Guerra nas Estrelas (1977), de George Lucas

Quantos filmes desta lista você já assistiu?

Eu respondo de imediato: assisti O Encouraçado Potenkin,...E o Vento Levou, Cidadão Kane, Ladrões de Bicicleta, Psicose e Guerra nas Estrelas. Ou seja: 40% da lita do TCM.

Razoável!

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009


Ética, Jornalismo e Nova Mídia - uma moral provisória", de Caio Túlio Costa, investiga como o jornalismo tem sido praticado do ponto de vista da moralidade, desde seu surgimento até os dias de hoje, marcados por um intenso fogo cruzado de novos meios de comunicação, a nova mídia. Na obra, o autor sustenta que, apesar de todas as novidades na mídia, o modo de fazer jornalismo não mudou. O que tem mudado, diz, "é a forma de comunicação e o grau de importância atribuído ao jornalista".

Redação - Carta Maior

Já está nas livrarias o mais recente livro do jornalista e professor Caio Túlio Costa, "Ética, Jornalismo e Nova Mídia - uma moral provisória". Editado pela Zahar, está à venda por R$ 39,90. O livro emerge da tese de doutorado defendida na USP em junho de 2008 e é fruto do curso de ética jornalística que Caio Túlio Costa ministra na Cásper Líbero desde 2003 - quando herdou a disciplina de Eugênio Bucci, inspirador do curso e da tese.

Conforme a apresentação da obra, o objetivo não é apresentar um manual com listas de certo e errado nem oferecer lições de conduta para os profissionais da mídia. "Longe disso, o objetivo é investigar como o jornalismo tem sido praticado do ponto de vista da moralidade – desde seu surgimento até os dias de hoje, marcados por um intenso fogo cruzado de novos meios de comunicação, a nova mídia".

A pedra fundamental dessa reflexão sobre a imprensa foi lançada em 1690, quando o alemão Tobias Peucer defendeu uma pioneira tese de doutorado sobre o tema. Nesta pesquisa, ele já apontava questões que continuam na ordem do dia e são abordadas no livro de Caio Túlio Costa. Entre elas destacam-se as contradições do jornalismo como “negócio” e como atividade de interesse público, os limites da objetividade e da imparcialidade; a busca da precisão num cotidiano premido pela urgência, os ideais de verdade, justiça e credibilidade.

"O grande desafio do jornalismo no século XXI", diz ainda a apresentação, "é manter sua identidade em uma rede saturada de informações emitidas pelos mais diversos meios. Nessa rede intrincada, nunca foram tão tensas as relações entre “fonte”, jornalista, empresa de comunicação e público – e não por acaso, ética e antiética têm andado assustadoramente próximas".

Ao relacionar filosofia, dramaturgia e literatura, estabelecendo surpreendentes ligações entre eventos distintos – como o julgamento de Sócrates, na Antiguidade, e recentes atentados promovidos em São Paulo pelo crime organizado –, o autor sustenta que, apesar de todas as novidades na mídia, o modo de fazer jornalismo não mudou.

O que tem mudado, defende, "é a forma de comunicação e o grau de importância atribuído ao jornalista, já que agora qualquer indivíduo pode criar e veicular produtos noticiosos, atingindo on-line milhões de pessoas". "Essa possibilidade sim é inédita e espantosa. Mais do que nunca, portanto, é oportuno manter em pauta uma discussão aprofundada sobre ética, jornalismo e novas mídias".

Veja o que diz a quarta capa do livro:

Jean-Paul Sartre dizia que, para conseguir administrar tantas namoradas, era obrigado a recorrer constantemente a um “código moral temporário”, que envolvia mentirinhas e meias verdades. Partindo dessa saborosa revelação do grande filósofo, o jornalista Caio Túlio Costa afirma que um “código” semelhante costuma ser utilizado no jornalismo, em situações diversas, para justificar comportamentos tidos como condenáveis.

Por exemplo quando se usam gravadores e câmeras ocultos para investigar um assassinato ou fraudes no mercado financeiro. Nesse caso, vale mentir, ocultar e omitir porque a causa é nobre? Essa “moral provisória” – oportunista, para uns; necessária, para outros –, que se adequa às circunstâncias, não faz parte apenas do dia-a-dia do repórter. Integra o fazer da própria indústria da comunicação. Num mercado saturado de informações digitalizadas, no qual o consumidor também as produz e veicula, a pergunta é: verdade, justiça e ética ainda são os pilares do jornalismo?

Yeda... Humor do amigo Eugênio Neves

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Lula é o presidente mais popular das Américas, mostra pesquisa


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em primeiro lugar na lista de líderes com melhor aprovação da América, com 70% de popularidade, de acordo com um estudo publicado hoje na internet pela empresa mexicana Consulta Mitofsky.

O relatório, correspondente a abril, indica que pouco atrás de Lula está o governante colombiano, Álvaro Uribe, com 69%, seguido pelo mexicano Felipe Calderón, com 68%, e pelo salvadorenho Elías Antonio Saca, com 66%. Em um segundo bloco aparecem os presidentes de Estados Unidos, Barack Obama, com 61%; Equador, Rafael Correa, e Paraguai, Fernando Lugo, com 60%; Chile, Michelle Bachelet, com 59%; e Bolívia, Evo Morales, com 58%.

Pouco atrás estão o governante uruguaio, Tabaré Vázquez, com 53%; o costarriquenho Óscar Arias, com 49%; o panamenho Martín Torrijos, com 48%; o guatemalteco Álvaro Colom, com 45%; o dominicano Leonel Fernández e o nicaraguense Daniel Ortega, com 48%; e o peruano Alan García, com 34%. No fim da lista estão a argentina Cristina Kirchner, com 29%, e o hondurenho Manuel Zelaya, com 25%.

A Consulta Mitofsky destacou que a aprovação média dos presidentes americanos em março foi de 52%, só superada pelos resultados de janeiro e maio de 2007, que alcançaram 53% e 54%, respectivamente. No estudo anterior, divulgado em janeiro, Lula, Uribe e Correa dividiam o primeiro lugar, com 70% de aprovação.

EFE

A gramática não foi feita para humilhar ninguém

Recebi o texto abaixo e vesti a carapuça. Muitas vezes cometi o "golpe baixo" de corrigir a gramática ou a ortografia do outro. Só porque tive a pretensão de entender que sabia mais. É claro que, no dia-a-dia do meu exercício profissional - o Jornalismo -, a gramática, a ortografia e sintaxe são essenciais. Nunca na conversa com parentes ou amigos. Ou num bate-papo na internet. Foi bom ler este artigo encontrado no endereço:

http://www.interney.net/blogs/lll/2009/02/06/gramatica/

Prometo me policiar para não cometer novos deslizes deste tipo. Espero que tu, leitor, faço o mesmo caso tenha entrado neste jogo. Vamos à leitura:



Alex Castro

Um dos golpes mais baixos (e mais idiotas) que alguém pode fazer durante uma discussão é criticar a gramática, ortografia ou sintaxe do outro.

É baixo sobretudo por ser inútil.

Pra começar, ou sua platéia viu o erro ou não viu. Se viram, já sabiam que o outro cara errou, já sabiam que ele não domina as regras básicas da língua e isso já ficou registrado - a seu favor. Mencionar ou zombar do erro não vai fazê-los ficar mais ao seu lado do que já estão, mas pode fazê-los pensar que você é um idiota arrogante. Eu sou assim.

Pior ainda, se a sua platéia não viu o erro, então há boas chances de eles serem tão ignorantes quanto a pessoa que você está corrigindo. Ao lhe ver corrigindo o outro, eles vão se colocar no lugar dele e se imaginar também sendo humilhados por você. Gol contra.

Mais importante, a não ser que a discussão seja sobre gramática, sintaxe ou ortografia (às vezes, nem mesmo nesses casos), tais erros não fazem diferença prática alguma. Seja num debate sobre política, engenharia química ou klingons em Star Trek, alguém que diz "nós vai" tem tanta possibilidade de estar certo, ou de ter uma boa idéia, ou de ter toda a razão do mundo, quanto qualquer outro.

Tanto sua platéia quanto seu interlocutor vão perceber que você, de forma pedante e arrogante, está apenas querendo desviar a discussão do seu verdadeiro assunto para um outro campo não relacionado, irrelevante para a assunto, mas que você domina.

Você não prova nada e ainda aliena os espectadores. Sempre uma má estratégia.
Na verdade, não dominar as sutilezas da língua não faz de ninguém burro. Talvez somente num aspecto.

A gramática, a sintaxe e a ortografia (e também a crase) não foram feitas para humilhar ninguém. Elas não são perversas nem aleatórias. A existência de normas padronizadas e universalmente aceitas tem como único objetivo facilitar a comunicação entre o maior número possível de falantes.
Enquanto cumprem esse objetivo, são úteis e saudáveis. Quando já não comunicam, tornam-se obsoletas.
E mesmo quando a língua torna-se um dialeto, como a das meninas ki falaum axxim, o novo dialeto também obedece à regras próprias e intrínsecas, para que possa ser mutuamente inteligível pelos falantes.
Então, não dominar essas regras não faz uma pessoa ser burra. Ou melhor, faz, mas só se você considerar que é uma burrice não se preocupar em aprender as regras que regem (e sobretudo facilitam) a comunicação entre seus pares.

Da próxima vez em que você vir alguém corrigindo publicamente qualquer pessoa, seja em fóruns, blogs ou até mesmo em chats, não diga nada.

Fale que conhece um site muito legal, que ele vai adorar, e mande o link desse post: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/02/06/gramatica/

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Jornalismo: só com diploma

Tite, único técnico campeão gaúcho por três equipes diferentes


O técnico Adenor Bacchi, o Tite, poderá conquistar no domingo um título especial. Levantando a taça pelo Internacional, será o primeiro técnico a ganhar o campeonato gaúcho por três equipes diferentes. Foi vitorioso em 2000 com o Caxias - desbancando o Grêmio de Ronaldinho -, voltando a ganhar em 2001 com o adversário do ano anterior. Agora, seria com o colorado. É um título no qual eu acredito muito, mesmo respeitando o Caxias. Discordo de Tite em muitas decisões, mas o considero um bom treinador. Merece continuidade!
Contando com a providencial ajuda do professor Raul Pons, colorado que habita como eu a comunidade do Inter no Orkut, relaciono abaixo os treinadores campeões por dois clubes até o ano passado:

Teté
9º Regimento (atual Farroupilha) - 1935
Internacional - 1951, 1952, 1953 e 1955

Ricardo Díaz
Santanense - 1937
Internacional - 1942

Sérgio Moacir Torres
Internacional - 1961
Grêmio - 1962, 1963 e 1968

Rubens Minelli
Internacional - 1974, 1975 e 1976
Grêmio - 1985

Otacílio Gonçalves
Internacional - 1984
Grêmio - 1988

Celso Roth
Internacional - 1997
Grêmio - 1999

Lori Sandri
Juventude - 1998
Internacional - 2004

Tite
Caxias - 2000
Grêmio - 2001

Vidas jovens perdidas

Na internet ou nos jornais impressos, as notícias são as mesmas: jovens gaúchos perdem a vida por razões diversas:
- um, drogadito, é morto pela própria mãe.
- outro, amante do surf, fica enredado em rede de pesca no mar.
- um terceiro, jornalista como eu, morre afogado enquanto pescava no Uruguai.
- Mais um: voltava da praia, adormece e sai da pista na auto-estrada.
- três são atropelados por um motorista que fugiu.

As idades variam entre 14 e 24 anos. Gente que tinha um imenso horizonte pela frente, mas o destino cortou-lhes a frente. Alguém dirá que muitos deles foram ao encontro dele (destino). Eu digo: estavam vivendo. Mesmo o dependente de drogas.
Uma pena que não tenham podido viver tanto como o escultor Xico Stockinger, que faleceu ontem em pleno sono, aos 89 anos, deixando como herança uma invejável obra.

Internacional: em busca de mais um campeonato invicto no ano do Centenário

O Internacional poderá sagrar-se bicampeão gaúcho no próximo domingo se ganhar do Caxias, conquistando o segundo turno do campeonato gaúcho. Como já venceu o primeiro, torna desnecessárias as duas partidas finais. Ontem à noite, domingo de Páscoa, o time passeou em campo para dobrar a Ulbra por 4 a 0 no Beira-Rio. Os gols foram de Nilmar, Alecsandro, D'Alessandro e Rosinei. O goleiro Lauro ainda fez duas defesas espetaculares na mesma cobrança de pênalti da Ulbra.
Com a vitória, o colorado chega à décima sétima vitória na competição em 20 jogos (empatou três). O Inter tem agora a incrível marca de 59 gols em 20 partidas, o que equivale a quase três gols por jogo. Taison, com 14 gols, e Nilmar, com 11, são os principais goleadores do Inter na competição até o momento. Poderá repetir o feito de 1974, quando ganhou o campeonato de forma invicta - a diferença é que o time de Minelli ganhou todas as 18 partidas disputadas na época.
O detalhe é que ontem não estavam em campo dois dos melhores jogadores da atual campanha: Taison e Guiñazu. Diante do Caxias, teremos mais poderio ofensivo com o guri pelotense e segurança defensiva e garra com El Cholo argentino.
Avante, Inter. Este será mais um ano de glórias. Na aldeia e fora dela...


D'Alessandro, o irrequieto craque argentino, foi um dos mais importantes jogadores na goleada e marcou um gol de pênalti
(foto: Lucas Uebel/Vipcomm)

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Dia do Jornalista, dia de luta



Hoje, 7 de abril, é o Dia do Jornalista. Comemoramos porque escolhemos uma profissão muito especial, que nos dá prazer e a possibilidade de expressarmos nossos princípios democráticos, éticos e morais onde trabalhamos. Como é bom fecharmos uma matéria rica em fontes, imparcial e recheada de lados (no caso, dando oportunidade para que todos se manifestem). Como é gratificante vermos publicada uma foto que prescinde de leganda. Ou um título que convida o leitor a ler a matéria com interesse.
Companheiros, o dia também é de luta sem tréguas. E devem festejar todos aqueles que estão na trincheira em defesa da manutenção da exigência do diploma para o exercício do Jornalismo. São eles colegas aposentados ou da ativa. Juntos, estudantes das diversas faculdades de Jornalismo do Estado. Todos têm participado de reuniões, palestras e manifestações nas redações, nas assessorias ou na rua com o mesmo ideal de quando conquistamos a nossa regulamentação há 40 anos.
Não tivemos a votação do Recurso Extraordinário 511961 - que questiona a legitimidade de nossa regulamentação - no dia 1º de abril, mas não devemos baixar a guarda. As mobilizações devem continuar em todo o Brasil, visando convencer os 11 juízes do Supremo Tribunal Federal que o diploma é essencial para nós, jornalistas, e também para a sociedade.