quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O Brasil é um foguete, segundo os ingleses

A ascensão econômica do Brasil é o tema da capa, de um editorial e de um especial de 14 páginas da edição desta semana da revista britânica The Economist, divulgada nesta quinta-feira. Intitulado Brazil Takes Off (“O Brasil Decola”, em tradução literal), o editorial afirma que o país parece ter feito sua entrada no cenário mundial, marcada simbolicamente pela escolha do Rio como sede olímpica em 2016.
A revista diz que, se em 2003 a inclusão do Brasil no grupo de emergentes Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) surpreendeu muitos, hoje ela se mostrou acertada, já que o país vem apresentando um desempenho econômico invejável.
A The Economist afirma também que o Brasil chega a superar outros Bric. “Ao contrário da China, é uma democracia, ao contrário da Índia, não possui insurgentes, conflitos étnicos, religiosos ou vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais que petróleo e armas e trata investidores estrangeiros com respeito.”


É interessante comparar o Brasil governado pelo operário "analfabeto e burro" com o que que foi comandado pelo sociólogo "letrado e intelectual".
Isso tudo na visão do The Economist... 

Segundo o The Economist  

Situação do Brasil antes e depois. 
 

Itens


Nos tempos de FHC


Nos tempos de LULA
Risco Brasil
2.700 pontos
200 pontos
Salário Mínimo
78 dólares
210 dólares
Dólar
Rs$ 3,00
Rs$ 1,78
Dívida FMI
Não mexeu
Pagou
Indústria naval
Não mexeu
Reconstruiu
Universidades Federais Novas
Nenhuma
10
Extensões Universitárias
Nenhuma
45
Escolas Técnicas
Nenhuma
214
Valores e Reservas do Tesouro Nacional
185 Bilhões de Dólares Negativos
160 Bilhões de Dólares Positivos
Créditos para o povo/PIB
14%
34%
Estradas de Ferro
Nenhuma
3 em andamento
Estradas Rodoviárias
90% danificadas
70% recuperadas
Industria Automobilística
Em baixa, 20%
Em alta, 30%
Crises internacionais
4, arrasando o país
Nenhuma, pelas reservas acumuladas
Cambio
Fixo, estourando o Tesouro Nacional
Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central
Taxas de Juros SELIC
27%
11%
Mobilidade Social
2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
Empregos
780 mil
11 milhões
Investimentos em infraestrutura
Nenhum
504 Bilhões de reais previstos até 2010
Mercado internacional
Brasil sem crédito
Brasil reconhecido como investment grade

5 comentários:

Alexsander disse...

No artigo original a data da inclusão do Brasil no BRIC é 2001, não 2003 -- durante o governo FHC, portanto. E mais: o artigo original não apresenta esta tabela, qual a fonte dela?

Helio Evaldt disse...

Realmente a revista The Econamist publicou vários desses elogios ao Brasil, mas não fez aquela comparação lá do final com o FHC, pelo contrario, na revista fala que o governo lula teve um pouco de sorte pois nos anos 90 o FHC conseguiu controlar a inflação e construir alicerces sólidos para a economia.
Além disso a revista fala em problemas graves do governo lula como o grande aumento dos gastos públicos como no trecho a seguir

Assim como seria um erro subestimar o novo Brasil, também seria encobrir as suas fraquezas. Os gastos do governo estão crescendo mais rapidamente do que a economia como um todo, mas ambos os sectores privado e público ainda investem muito pouco, plantando um ponto de interrogação sobre as previsões de crescimento animadoras. Muito dinheiro público está indo sobre as coisas erradas. Folha de pagamento do governo federal aumentou em 13% desde setembro de 2008. Segurança social e da despesa com pensões aumentou 7% no mesmo período, embora a população é relativamente jovem. Apesar das melhorias recentes, educação e infra-estrutura continuam atrás da China ou da Coréia do Sul. Em algumas partes do Brasil, o crime violento ainda é galopante.

Guerchmann disse...

Que o Brasil cresceu é verdade, mas não é sensato fazer comparação entre este ou aquele governo. Até porque, o sucesso econôminco do governo Lula vem da politica economica herdada dos tucanos. Somados os 16 anos de governo FHC e Lula, somente agora o mundo "globalizou" efetivamente e foi possível esta inserção do BR no cenário mundial... A reportagem é TENDENCIOSA.

Idevan Lopes disse...

Só gostaria de esclarecer que o quadro abaixo não faz parte da matéria do ecomist.
Além disto, a comparação é ridícula, pois primeiro o Lula só conseguiu o que conseguiu em face do que o FHC (não votei nele inclusive) já tinha feito, ou seja a base. Segundo ele manteve a mesma linha do FHC.
O dólar só chegou naquele preço de medo do Lula, assim como o risco Brasil. Dívida do FMI, reservas e outro pontos abaixo só foi possível pela política do FHC que o Lula e PT sempre criticaram.
É tão absurdo quadro comparativo que coloca que o dólar do FHC era fixo, quando foi ele que iniciou o dólar flutuante que era criticado pelo Lula.

Sergio disse...

Mesmo assim, com a avaliação positiva contraposta com alguma negativa (obrigação da imparcialidade jornalistica), jamais se viu tamanha visibilidade positiva com relação á nossa economia, por parte da comunidade interncional. A economia herdada dos tucanos, convenhamos, está bem ilustrada no quadro comparativo, o qual, que se tem questionamentos, também tem a maioria de seus números muito fáceis de serem confimados. A debelação da inflação n Brasil, qualquer economista sabe, foi a conjunção de uma série de fatores (globalização, abertura de mercados, aprendizado dos planos fracassados anteriores). E, na verdade, o Plano Real não foi obra dos tucanos, sequer do PMDB (Sarney era o presidente), mas sim de uma escola de economistas que, após muito judiar de nossa economia com medidas risíveis e irresponsáveis (quem não sofreu com os sucessivos planos e não lebra da frase "estamos trabalhando no limite da irresponsabilidade") aprenderam que certas coisas não davam certo (da pior forma, para a apopulação), e encontraram como debelar a inflação de nossa cultura. Pouco mérito, assim, tem o governo FHC com relção ao controle da inflação, que viria naturalmente, mais cedo ou mais tarde.
O Brasil de hoje é, sem dúvida e com um mínimo de méito ao controle da inflação, um país que, pela política implementda nos últimos anos, promete, de fato, mais dignidade para nossos filhos e netos. Basta que não retrocedamos às eras do neo-liberalismo, e mantenhamos um estado forte, que olha para o desenvolvimento não só de uma parcela, mas de toda a comunidade brasileira. Há crítica a revista com o aumento do gasto com servidores e diminuição dos investimentos em educação, por exemplo. Mas será que um economista nõ sabe como se entrega educação, saúde e segurança para a população? Não é com professores, mestres, médicos, enfermeiros, policiais, investigadores, enfim, servidores públicos. O Brasil tem metade dos servidores públcos per capita, que a maioria dos países europeus, inclusive a Inglaterra, sede da revista.