domingo, 29 de abril de 2012

E não precisa de legenda


Foto captada após o meia argentino Dátalo fazer o gol colorado. Ele encara a incrédula torcida gremista.

Vitória da raça e da classe


Com desfalques importantes - D'Alessandro, Oscar, Dagoberto, Nei e Cleber - o Internacional se impôs ao Grêmio hoje no Beira-Rio. Foi uma vitória consistente, da qual participei como um dos mais de 22 mil torcedores presentes. Pouco para um clássico, mas temos que considerar que o jogo teve transmissão direta para Porto Alegre.
O fato é que o colorado mostrou algumas peças importantes no jogo, como Guiñazu, Fabrício, Sandro Silva, Tinga, Dátalo, Índio, Jajá, Damião e... todo o time. O adversário entrou com um time ofensivo - três atacantes - mais isso não resolveu. Ganhamos na técnica e na garra.
No entanto, é preciso ressaltar que o campeonato não está ganho. Temos duas partidas e precisamos respeitar o time do Caxias. Acredito no meu time, especialmente com a volta dos que estiveram de fora.

Foto: Edu Andrade/ Gazeta Press

Beira-Rio fervendo


Rumando para o Beira-Rio, cujos portões já foram abertos.
Confio que retornarei de lá campeão do segundo turno e com vaga na final do Gauchão.
Vamos, Internacional.
A torcida colorada será o décimo segundo jogador.

Torcidas unidas


Aqui no Rio Grande do Sul, a flauta corre solta em dia de Gre-Nal.
Mas fica nisso.
As gurias, especialmente, vão ao jogo juntas.
Os marmanjos olham, com respeito.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Chega de mortes de jornalistas!


Durante um período superior a 20 anos, circulei por estradas de nosso Rio Grande. Muitas reportagens foram produzidas no período. Fico feliz com o que conseguimos: eu, o fotojornalista e o motorista. Era nossa missão. Tenho algo a confessar. Neste período, fui salvo mais de dezenas de vezes. Gracas aos motoristas profissionais que desviavam de caminhões e carros. Devemos a vida a eles. Por isso, ressalto a importância de contarmos com motoristas profissionais nas coberturas jornalísticas. Repórter ou cinegravistas não são motoristas profissionais. As empresas precisam entender isso! Chega de mortes!

Entidades se solidarizam e cobram medidas

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Federação Nacional dos Jornalistas manifesta sua solidariedade aos parentes e amigos de Ezequiel Barbosa, 27 anos, e Enildo Paulo Pereira, 59, repórter cinematográfico e apresentador da TV Bandeirantes, respectivamente, falecidos na manhã desta sexta-feira (27/04), quando se dirigiam para o município de Farroupilha onde iriam cobrir uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). No acidente que envolveu três carros com jornalistas e três viaturas policiais e um caminhão carregado com laranjas, deixou feridos ainda o repórter fotográfico Marcelo Oliveira, o repórter Eduardo Torres e o motorista Anderson Samuel Belmonte Alves, todos do jornal Diário Gaúcho, além do repórter Cid Martins e do motorista Lúcio Pereira de Moraes, ambos da Rádio Gaúcha.

Em face do ocorrido as entidades exigem a imediata apuração sobre o acidente e maior segurança de trabalho dadas aos profissionais, com a instituição imediata do adicional de risco de vida. No mesmo sentido cobramos do Governo do Rio Grande do Sul medidas mais eficazes para garantir a segurança de todos os cidadãos que transitam por esse local da rodovia que seguidamente vem ceifando a vida de dezenas de pessoas.

Conforme o comprovado, além da função de repórter cinematográfico, Ezequiel era obrigado também a dirigir o veículo da empresa, o que contraria normas de segurança na cobertura jornalística. Vale lembrar que esta é uma prática ilegal desta emissora que há pouco mais de 5 meses teve o repórter cinematográfico Gelson Domingos, morto em uma favela do Rio de Janeiro, sendo que na época também exercia a função de motorista. As entidades buscam esclarecer como Ezequiel era contratado, uma vez que as empresas usam o desvio de função de “operador de câmera”, recurso utilizado para burlar a regulamentação profissional dos jornalistas, registrar os profissionais indevidamente e, assim, pagar salários mais baixos.

Fatos como esse já foram denunciados junto a Superintendência Regional do Trabalho (SRT-RS), que infelizmente tem preferido fazer a fiscalização protocolar, sem ao menos verificar a atual atribuição do profissional. O Sindicato e a FENAJ conclamam os jornalistas brasileiros e a sociedade a denunciarem essa prática ilegal dos empresários da comunicação. Juntamente com os demais Sindicatos de Jornalistas, trabalharemos para fazer com que este episódio seja um marco nacional na luta para que as empresas de comunicação definitivamente abram mão de sua negligência, adotem normas de segurança em comum acordo com as entidades sindicais representativas da categoria e assegurem aos profissionais condições de trabalho dignas, além da imediata inclusão do adicional de risco de vida a todos os jornalistas brasileiros.

Aliada à crescente violência contra jornalistas no Brasil, a ausência de proteção aos profissionais na cobertura de atividades de risco atinge um momento inaceitável e preocupante, exigindo das entidades representativas dos profissionais e daquelas representativas das empresas da comunicação uma atitude inadiável. Para que se assegure o direito da sociedade à informação de qualidade, faz-se necessária maior proteção e segurança aos profissionais de comunicação. Por isso os Sindicatos de Jornalistas do Brasil e a FENAJ cobram das entidades empresariais de comunicação a imediata discussão e negociação de um Protocolo Nacional de Segurança aos jornalistas.

Igualmente, as entidades cobram das autoridades federais iniciativas neste sentido, convicta de que para que chegue a mensagem é preciso proteger o mensageiro.

Porto Alegre, 27 de abril de 2012

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

Feirão de livros

 Um feirão de livros com descontos superiores a 90%. Quase de graça. Foi o que encontramos esta semana em um estande da EdiPUCRS, no prédio 5 da universidade, onde curso História. Os valores vão até R$ 3,00. Um livro de R$ 70,00 vendido por este preço provocou filas no local. São obras importantes de professores meus, de colegas jornalistas e de outras áreas do conhecimento.
Eu queria uma feira nestes moldes todos os dias. Saí de lá com duas sacolas e investi pouco mais de R$ 20,00. Na livraria da EdiPUCRS, no prédio 41, também são encontradas estas barbadas. Só até hoje...
Foto: Bruno Todeschini - Ascom/PUC

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Escrever

Sinta o que escrevo,
respire cada palavra,
ouça cada letra.
Agora, una-as.
Não é belo tê-las?

Ser, ver, sentir

Eu tenho cara, pessoa.
Se não tivesse uma,
não te encararia
e nada seria.

Eu tenho olhar, pessoa.
Se não tivesse um,
não te espiaria
e nada veria.

Eu tenho ouvido, pessoa
Se não tivesse um,
não te ouviria
e nada sentiria.

Pessoa, eu sou
eu vejo,
eu sinto.
Sinta!

domingo, 22 de abril de 2012

União colorada

 Hoje, o argentino Dátolo fez o primeiro dos 4 x 0 contra o Veranópolis e chamou os companheiros para o abraço. É união de que precisaremos na quarta (Fluminense, pela Libertadores) e no domingo (Gre-Nal, pelo Gauchão). É força total. Ao lado da torcida, com certeza.
Foto: Índio Balboa
 

Inocentes são enganados

Está acontecendo algo triste no Brasil. Sob um pretexto justificável, aceita-se voltar ao tempo das trevas. Como se lá, além do terror, não acontecessem os mesmos problemas de hoje.
Eram mascarados, escondidos, usurpados. Pessoas inocentes estão entrando nesta jogada sem saber. Lamentável!

A colonização do Brasil

Hoje, no ano de 1500, um português chamado Cabral chegou à terra que hoje se chama Brasil. Aprendemos desde pequenos que ele DESCOBRIU o lugar. Não é bem assim. A História é dinâmica e revê conceitos. Eu diria que ele COLONONIZOU a região onde viviam mais de 5 milhões de índios. Ou CONQUISTOU. Outros dirão que ele e sua esquadra INVADIRAM o Brasil. Portanto, descobrir ficou no passado.

sábado, 21 de abril de 2012

Veja o preconceito


Eu já não lia a revista Veja e mando para a lixeira todas as propostas de assinatura, inclusive pela metade do preço, que recebo por e-mail. Agora, tenho mais um motivo para passar distante da revista não-jornalística dos Civita. Na matéria principal, de capa, a publicação pratica o preconceito descarado contra os baixinhos. Sou um deles e acredito que a maioria da população brasileira seja. De onde tiraram que as pessoas mais altas tendem a ser mais bem-sucedidas? Só publico a capa para comprovar o que estou falando. Não vejo!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

FENAJ convoca mobilização pelo piso dos jornalistas e votação da PEC 33

A Executiva da FENAJ prossegue seus esforços para viabilizar a votação no Senado, em segundo turno, da PEC 33/09, que restabelece o diploma para exercício da profissão. Nesta semana houve reuniões com lideranças partidárias e membros da Mesa Diretora da Casa. A direção da Federação convocou os Sindicatos de jornalistas para novo esforço concentrado no dia 25 de abril, quando também haverá reunião com parlamentares visando o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Jornalistas.

Solicitações para que a PEC dos Jornalistas seja votada em segundo turno no Senado foram feitas por diversos parlamentares na semana comemorativa ao Dia do Jornalista. E a expectativa de que a matéria fosse colocada na pauta cresceu com a reunião das lideranças, na tarde da última terça-feira (17). Mas o adoecimento do presidente do Senado, José Sarney, e os debates em torno da CPI envolvendo agentes públicos e o bicheiro Carlinhos Cachoeira prejudicaram tal perspectiva.

Para o presidente da FENAJ, Celso Schröder, as possibilidades são mais positivas para os próximos dias. “No dia 25 já teremos a participação de deputados e senadores em uma atividade pelo lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Jornalistas”, lembra, considerando que isto favorecerá, também, a mobilização pela aprovação da PEC 33/09.

Por isso, Schröder convoca os Sindicatos de Jornalistas e a categoria a ampliarem os esforços pela aprovação da PEC. “É importantíssimo que os Sindicatos, além de intensificarem o contato com os senadores em seus estados nos próximos dias, também enviem representantes a Brasília para o ato da Frente Parlamentar do Piso”, diz. A ideia é que, com mais representantes da categoria presentes, se reforce o corpo a corpo pela votação da PEC dos Jornalistas.

Raulzito em Porto Alegre


Eu caminhava pela Lima e Silva, efervecente nesta sexta-feira. Gente conversando, centenas de pessoas nos bares. Meu passo ficou lento quando enxerguei o Raul. Não eram os amigos Pont ou Carrion...
Mas o Raulzito, que chegou hoje a Porto Alegre. No Guion Cinemas, está sendo exibido Raul - O Início, o Fim e o Meio, uma homenagem ao nosso metamorfose ambulante que foi embora em 1989 e deixou um grande legado. Ouvi muitas exclamações de passantes: "Olha o Raul". Eram pessoas de todas as idades querendo saber sobre o documentário cinematográfico do nosso cara.
Eu registrei os horários e amanhã estarei no cinema vizinho para dialogar com o Raul. Eu e um monte de porto-alegrenses..

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Índios, os donos desta terra

 Eles eram 5 milhões na época da colonização do Brasil pelos portugueses. Foram massacrados e hoje estão reduzidos a um contingente inferior a 100 mil. Os índios tem um dia - hoje -, mas ainda não encontraram sossego. A terra do qual já foram donos é constantemente invadida por todos os motivos e por grupos diversos.
Nós ainda não aprendemos a respeitar o direito dessas populações. No Dia do Índio, vamos lembrar do destino deste povo nos últimos 500 e poucos anos. Talvez, assim, possamos achar um destino para eles. É o que pedem os olhos desta menina.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Diário de uma corrida cara

                    Apaguei. Uma tênue luz é mantida graças aos abomináveis diários a que minha mulher me submete quando chego em casa. Prazer dela, desconforto meu. Dia após dia, depois de deixar o carro na garagem, sou obrigado a relatar minhas andanças pelas ruas de Porto Alegre. Não basta enfrentar o tenso trânsito da cidade, que mexe com meus nervos, que me deixa tenso. Vontade de parar. Ela não compreende nada disso. É confissão à mesa da cozinha, no sofá e até na cama. Ela insiste, é teimosa e tem uma justificativa: “Isso dá um livro”. Muitas vezes, sonolento, sou obrigado a concordar. Vinte anos rodando de táxi - aguentando passageiros chatos, conversadores, sorridentes, que querem saber da temperatura ou que levam o roteiro num papel - dá história. Têm os mudos, os de cara amarrada e os que querem entrar no veículo de qualquer jeito. De supetão. Tudo vai para o caderninho dela.

                      Situação desagradável vira folclore no diário. Imposição da dona. Dias destes, 1h da tarde, minha barriga roncava de fome. Pela manhã, sorvera apenas uma xícara de café preto. Estava na Cidade Baixa e queria chegar rápido no Tudo pelo Social, restaurante barato e farto no cardápio. É almoço e janta. Passava pela Lima e Silva quando um sujeito estabanado fez um sinal, dois sinais, três sinais.  Quase se jogou na frente do carro. Ele viu, com olhos furiosos, que eu não levava passageiro. Segui, aumentei a velocidade, reduzi. Pensei que uma síncope poderia estar atingindo o homem. Parecia ter pressa. Dei ré, abri a porta e perguntei:

                 - Para onde o senhor vai?
                 - Vou até a PUC - disse, com respiração entrecortada e já metendo o pé dentro do carro.
                - Espera um pouco, não poderei conduzi-lo. Pensei que fosse uma corrida curta - expliquei, para surpresa dele.
                - Mas... - gritou histericamente.
                - É que eu vou almoçar - justifiquei, com calma.
                - Mas como? Tu estás trabalhando ou não? Vais morrer de fome. Tens que carregar tijolo. Levantar saco à cabeça. Catar merda de vaca – vociferou, emendando outros impropérios que nem lembro mais.
                 Ele desceu rápido, raivoso e impediu que eu lhe devolvesse a gentileza. Ou pior: engatasse uma direita em qualquer olho daquela cara emburrada. Pisei fundo, sem olhar para trás. Mas não esqueci mais do homem, mesmo quando dava boas garfadas na comida que fizera de meu prato um bolo de aniversário. Pensei que recusara uma corrida com valor médio de R$ 20,00 por causa de um almoço. Este dinheiro pagaria até três refeições. Enojei, e metade da comida ficou no prato.
                Segui adiante, circulando a esmo. Levei uma senhora na Cavalhada, Zona Sul de Porto Alegre. Calada entrou, muda saiu. De lá, fiz outra corrida até Ipanema. Era um guri, que também não falou. Não recebi com duas corridas o que ganharia com o cara da PUC. Fiquei me perguntando se ele era professor, aluno ou funcionário. Afinal, devia ter uns 40 e poucos anos. Ou mais quando surtou. Tirei-o do pensamento quando ouvi uma chamada pelo rádio:
                - Preciso de um carro grande, com ar condicionado, no Estádio Beira-Rio.
                - É comigo - avisei, já pensando numa bela corrida que ultrapassasse os limites de Porto Alegre.
                Chegando ao estádio do Internacional, exultei. Dois homens bem vestidos, paletó e gravata, levando pastas James Bond e sacolas de compras, me esperavam. Ao entraram, fiz a pergunta básica:
                - Onde os levo?
                - No Shopping Praia de Belas - disse um deles, para minha decepção.
                Afinal, percorrera cerca de três quilômetros para fazer uma corrida de pouco mais de 500 metros.
                Passados três minutos, estava no shopping anunciando o valor registrado no taxímetro: R$ 6,50. Recebi R$ 10,00 de um deles e pensei que ficaria assim. Não, os homens esperaram o troco. E se enfiaram no centro de compras. Tive prejuízo e não pude discutir ou xingá-los na hora. Desgraçados, filhos da puta, aproveitadores: soltaria o verbo no diário da noite. O homem da PUC ficou pequeno diante dos dois.
                Pensei na vida de taxista. Na minha vida, que se arrasta por duas décadas. Lembrei o que já fiz ou deixei de fazer. Tem motorista que recusa corrida por questão de consciência ou por medo. Em anos passados, me instalei num dos pontos mais concorridos de Porto Alegre, mas troquei de lugar porque recusei fazer trabalhos “sujos”.  Consumidores de drogas rondavam o ponto. Ali, solicitavam que motoristas se deslocassem até locais tradicionais para buscar o produto. A maioria aceitava, mas eu evitei. Não é meu trabalho. E se eu sou pego com o bagulho?
                   Naquele dia, vindo do shopping dos bacanas, passei pelo ponto. Não tinha ninguém e, não sei a razão, decidi estacionar. Não demorou 15 minutos para que um homem bem vestido se aproximasse e fizesse a proposta:
                   - Te dou R$ 20,00 e na volta recebes o dobro. Toma o endereço. No envelope, está apontada a quantidade que preciso e o dinheiro deles – propôs.
                   Pensei, repensei, e nem respondi. Engatei e segui adiante. Pela segunda vez num mesmo dia neguei uma boa corrida.

Ciúmes

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Eleições e suas nuances

Misturas ideológicas prometem marcar eleições municipais. 
O difícil será explicar aos leitores como aglutinar programas tão díspares. 
Mortos históricos se remexem nos túmulos diante de tais casamentos eleitoreiros e oportunistas. 
É a realidade, contra a qual o povo não tem ingerência. É mero espectador.