Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Mídia parcial
O furacão Sandy, antes de atingir os EUA, passou pelo Caribe atingindo principalmente Cuba e o Haiti, deixando pelo menos 55 mortos, milhares de desabrigados e um rastro de destruição.
O fato não foi noticiado pela mídia, ao contrário das intermináveis reportagens apresentadas sobre a situação em Nova Iorque.
Até quando a mídia será tão parcial?
Desperto
Maldito despertador
toca na hora errada.
Quando eu precisar,
grite na hora certa.
Agora, te cale!
toca na hora errada.
Quando eu precisar,
grite na hora certa.
Agora, te cale!
Sempre
Pense sempre,
sempre fale.
Olhe sempre,
sempre ouça.
Sinta sempre,
sempre toque.
Então, feliz serás...
sempre fale.
Olhe sempre,
sempre ouça.
Sinta sempre,
sempre toque.
Então, feliz serás...
Encontros, reencontros
Pense no dia que te reencontrei.
Era praia, não era temporada,
A areia por onde andamos era lisa,
a água que os pés molhamos fervia.
Serão reencontros assim: quentes
até não evitarmos o doce beijo,
não resistirmos o forte abraço?
Se assim for, não quero encontros.
Buscarei sempre os reencontros.
Parque é melhor que desencontros.
Era praia, não era temporada,
A areia por onde andamos era lisa,
a água que os pés molhamos fervia.
Serão reencontros assim: quentes
até não evitarmos o doce beijo,
não resistirmos o forte abraço?
Se assim for, não quero encontros.
Buscarei sempre os reencontros.
Parque é melhor que desencontros.
Assado de domingo
No domingo passado, estive em Barra do Ribeiro, minha terra.
Era aniversário da sobrinha Carol, mas aproveitei para botar uma costela na brasa.
Saiu buenaço o assado.
domingo, 21 de outubro de 2012
Flu e Galo brigarão pelo título
O Fluminense e o Atlético Mineiro exibiram hoje as razões de ocuparem as melhores posições no Brasileirão. Depois de um primeiro tempo de estudos, com o Galo tendo melhores chances, os times voltaram para a segunda etapa dispostos a lutar pelos espaços e chegar no gol adversário. O resultado - 3 x 2 para os mineiros - foi uma demonstração disso. Agora, o Fluminense não é tão campeão como era, embora ainda tenha uma vantagem de seis pontos. O Atlético vai brigar pelo título nas seis rodadas restantes
Inter: sem revés no fim de semana
Tenho convicção, absoluta certeza, de que meu time não perderá neste fim de semana.
Estou certo de que o Inter tampouco empatará...
Só jogará na quarta-feira.
Estou certo de que o Inter tampouco empatará...
Só jogará na quarta-feira.
Abaixo o assassinato de índios
Mais de 500 anos depois da chegada das frotas portuguesas, os índios continuam sendo assassinados por brancos. O objetivo é o mesmo de outrora: terra. Eles colocaram cinco mil cruzes no gramado da Esplanada dos Ministérios para chamar atenção para a situação do seu povo no Brasil: 503 índígenas foram assassinados no país entre 2003 e 2011.
sábado, 20 de outubro de 2012
Mandala da natureza
Esta imagem rendeu bons comentários no Facebook.
Caminhando na vasta mata do sítio Terra e Magia, observei uma nesga de sol entre as árvores.
Preparei a máquina e disparei.
O resultado, surpreendente, é este aí...
Caminhando na vasta mata do sítio Terra e Magia, observei uma nesga de sol entre as árvores.
Preparei a máquina e disparei.
O resultado, surpreendente, é este aí...
A força das águas
Fui na cachoeira Sol da Terra, no sítio Terra e Magia. Só captei esta foto e molhei as canelas. A água gelada não me encorajou a nadar até as quedas.
Água da cachoeira corre sobre pedras aqui no sítio Terra e Magia. Sólido e líquido mantém a identidade, mesmo que um entre no terreno do outro. Caminho vagarosamente neste espelho e penso: de fato, diferentes se atraem...
As companhias na mata
Além da natureza, as companhias fazem bem numa trilha. Aqui, com as amigas Emília e Sandra junto a uma figueira exuberante da Mata Atlântica.
Posando no mirante Campo dos Ventos, encravado na Mata Atlântica.
Amigas Sandra, Bebel e Emília se refrescam num córrego no meio da mata...
Eu, Emília e Bebel com cajados na mata. Para equilibrar nas subidas e descidas...
E olha a bromélia ao lado
Imagens rurais
A cabrita exibe carinho no trato com o filhote nascido na quarta-feira...
Nas caminhadas no sítio, encontramos ambientes bucólicos como este...
Imagem da janela... Aqui no Morro da Borússia venta bastante, mas o sol brilha forte e o céu é de brigadeiro. Domingo de trilhar na mata...
Nas caminhadas no sítio, encontramos ambientes bucólicos como este...
Imagem da janela... Aqui no Morro da Borússia venta bastante, mas o sol brilha forte e o céu é de brigadeiro. Domingo de trilhar na mata...
Este recanto do sítio Terra e Magia propicia descanso e boas lembranças lá de fora...
A quinta-feira já exibe um céu claro aqui no sítio Terra e Magia. Venta forte no morro, mas nada tira a solidez da guardiã deste espaço. Visitei-a bem cedo...
Magias da terra
No dia 11, rumei para o sítio Terra e Magia, no morro da Borússia, em Osório. Mais uma vez, em busca de uma vivência antiestresse e de emagerecimento. Tive belos dias no local. Registro-os por meio de fotos.
No amenhecer do dia 12, o sol apareceu e o vento forte embalou a vegetação exuberante no morro.
Ao acordar hoje, abri a janela de meu quarto no sítio Terra e Magia, no Morro da Borússia, e fui brindado com este paredão verde. Os galos cantavam, gansos e patos agitavam e dezenas de pássaros entoavam cânticos que pareciam sinfonia. Ah, o cheiro desta natureza contagia...
No amenhecer do dia 12, o sol apareceu e o vento forte embalou a vegetação exuberante no morro.
O clima era este nos aparece na parede nos dias em que lá fiquei.
Na outra vez, apareceu uma. Era a Jasmin. Depois, veio outra. Chamava-se Maria Clara. Hoje, pela primeira vez, chegaram juntas para o meu lado no Sítio Terra e Magia. E ficaram...
Ao acordar hoje, abri a janela de meu quarto no sítio Terra e Magia, no Morro da Borússia, e fui brindado com este paredão verde. Os galos cantavam, gansos e patos agitavam e dezenas de pássaros entoavam cânticos que pareciam sinfonia. Ah, o cheiro desta natureza contagia...
Beleza vermelha na trilha da mata...
O mugido da vaca
Era noite de domingo no sítio Terra e Magia, no Morro da Borússia. Os hóspedes que tinham ficado no local conversavam animadamente ao redor do fogão de lenha da cozinha, mas já sinalizavam que o dia fora corrido. Uns começavam a bocejar, outros caminhavam, tentavam esconder o sono. Chegou a hora em que não deu mais e todos rumaram para seus quartos. A noite prometia: seria agradável e propícia para belos sonhos.
Nem bem deitaram, perceberam que sonho viria sob forma de pesadelo. Uma vaca leiteira, de raça mista, se aboletou entre o Espaço Fênix (casa principal) e o templo redondo destinado a atividades físicas e mentais. Chegou devagar e deu o primeiro mugido, mais parecido com um choro. Veio o segundo, o terceiro e não parava mais. Cada mugido rompia as grossas paredes rústicas e se instalava nos ouvidos de cada um. Ninguém dormiu até que os gritos da vaca ficaram distantes. Passavam duas horas da meia-noite.
Pela manhã, na hora do café, Sônia, a dona do espaço, comentou que já estava acostumada com os mugidos noturnos, que surgiam quando a fêmea estava no cio. O casal hospedado no aposento junto ao templo chegou, explicando o sumiço dos sons bovinos. Sabedores de que precisavam fazer alguma coisa, sob pena de não dormir, Emílio e Andréa abriram uma cancela e viram a vaca sair em disparada descomunal em direção à mata. Riva, funcionário faz-tudo no sítio, chegou, trazendo nova surpresa: a vaca estava de volta e acompanhada. Em plena madrugada, avançara uma propriedade vizinha e trouxera de arrasto um touro da raça nelore. Um animal que lhe dobrava o tamanho. Pela manhã, estavam calmos no potreiro. Só não permitiam qualquer aproximação. “Minha vaquinha ficou delgada perto deste macho”, brincou a proprietária.
À tarde, tudo parecia normal no sítio. Isso até até a vaca se cansar do parceiro, que passou a andar a esmo. “Jorgeeeeeeee, olha o touro!, gritou Sônia, dando de cara com o enorme animal no janelão de vidro da cozinha. Foi uma gritaria danada de funcionários e hóspedes para espantar o macho, que seguiu procurando a fêmea. Até desistir e sumir na mata. No outro dia, pastava com outros bovinos em seu território. Representava o fim de uma aventura que só acontece com quem ruma para os prazeres do interior e desfruta da companhia de animais tão ou mais sensíveis que os humanos.
Nem bem deitaram, perceberam que sonho viria sob forma de pesadelo. Uma vaca leiteira, de raça mista, se aboletou entre o Espaço Fênix (casa principal) e o templo redondo destinado a atividades físicas e mentais. Chegou devagar e deu o primeiro mugido, mais parecido com um choro. Veio o segundo, o terceiro e não parava mais. Cada mugido rompia as grossas paredes rústicas e se instalava nos ouvidos de cada um. Ninguém dormiu até que os gritos da vaca ficaram distantes. Passavam duas horas da meia-noite.
Pela manhã, na hora do café, Sônia, a dona do espaço, comentou que já estava acostumada com os mugidos noturnos, que surgiam quando a fêmea estava no cio. O casal hospedado no aposento junto ao templo chegou, explicando o sumiço dos sons bovinos. Sabedores de que precisavam fazer alguma coisa, sob pena de não dormir, Emílio e Andréa abriram uma cancela e viram a vaca sair em disparada descomunal em direção à mata. Riva, funcionário faz-tudo no sítio, chegou, trazendo nova surpresa: a vaca estava de volta e acompanhada. Em plena madrugada, avançara uma propriedade vizinha e trouxera de arrasto um touro da raça nelore. Um animal que lhe dobrava o tamanho. Pela manhã, estavam calmos no potreiro. Só não permitiam qualquer aproximação. “Minha vaquinha ficou delgada perto deste macho”, brincou a proprietária.
À tarde, tudo parecia normal no sítio. Isso até até a vaca se cansar do parceiro, que passou a andar a esmo. “Jorgeeeeeeee, olha o touro!, gritou Sônia, dando de cara com o enorme animal no janelão de vidro da cozinha. Foi uma gritaria danada de funcionários e hóspedes para espantar o macho, que seguiu procurando a fêmea. Até desistir e sumir na mata. No outro dia, pastava com outros bovinos em seu território. Representava o fim de uma aventura que só acontece com quem ruma para os prazeres do interior e desfruta da companhia de animais tão ou mais sensíveis que os humanos.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
A força das ideias de um revolucionário
Faz
46 anos que Ernesto Che Guevara foi executado nas selvas da Bolívia. As
imagens e, especialmente, ideais e ideias do médico revolucionário
continuam vivas.
Algumas de suas frases:
- "O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor."
- "Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura."
- "A reforma agrária radical é a única forma de dar a terra ao camponês."
- "A revolução acontence através do homem, mas o homem tem de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário."
- "A argila principal de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar o futuro."
Algumas de suas frases:
- "O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor."
- "Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura."
- "A reforma agrária radical é a única forma de dar a terra ao camponês."
- "A revolução acontence através do homem, mas o homem tem de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário."
- "A argila principal de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar o futuro."
Cutucão nas redações
A
ombudsman da Folha, Susana Singer, faz os elogios de praxe ao veículo,
mas toca em muitas feridas de uma redação jornalística hoje. O seu texto
vale para o diário paulista ou para qualquer jornal do Brasil. Vejamos
algumas constatações preciosas delas:
"O que esse monte de
teses de vida curta mostra é que falta reportagem. As pesquisas ganharam
tanta importância na cobertura eleitoral que "dispensaram" os
jornalistas de correr a cidade, ouvir eleitores e tentar captar mudanças
de humor."
"Quanto mais se afasta do centro da cidade, mais
evidente fica a fragilidade da reportagem. A Folha não entende e não
conhece a periferia de São Paulo, que responde por 40% dos votos. Talvez
seja um reflexo da própria Redação, formada majoritariamente por
brancos (e brancas), de alta escolaridade, que vivem no cinturão
privilegiado de São Paulo - composição que se repete nas grandes
redações."
Perfeito! Só precisa colocar em prática.. .
Sorry, periferiaSusana Singer*
O que prometia ser uma cobertura sem emoção, com o veterano José Serra confortavelmente à frente dos concorrentes, acabou se mostrando um grande desafio. A primeira fase da corrida eleitoral em São Paulo termina hoje sem que tenha ficado claro o que motivou o sobe-desce dos candidatos.
A cada reviravolta nas pesquisas, surgia uma nova teoria. Celso Russomanno se desidrataria quando começasse o horário eleitoral gratuito na televisão, já que tinha bem menos tempo que o PT e o PSDB. Não aconteceu.
A rejeição a Serra era condenatória porque traduzia o descontentamento com a gestão de Kassab na prefeitura. Nas últimas semanas, o tucano recuperou vários pontos.
O crescimento de Fernando Haddad estava lento, muito inferior ao desempenho dos candidatos petistas do passado. Agora, ele tem chance de passar para o segundo turno.
Uma vez na liderança, Russomanno era explicado como representante do novo consumidor da classe C. Sem que nenhum escândalo surgisse, despencou dez pontos.
O que esse monte de teses de vida curta mostra é que falta reportagem. As pesquisas ganharam tanta importância na cobertura eleitoral que "dispensaram" os jornalistas de correr a cidade, ouvir eleitores e tentar captar mudanças de humor.
A forte rejeição a Kassab, que pode ter contaminado Serra, surpreendeu a todos. Por que a população está tão insatisfeita? Para entender isso, a Folha oferece mais pesquisa, numa série de seis cadernos, chamados de "DNA paulistano". É um levantamento rico, cheio de dados de cada região da cidade, mas não ajuda a entender o macro.
Para medir a influência da religião, do mensalão, do Lula, da Dilma, dá-lhe pesquisa. É verdade que nem um exército de repórteres conseguiria ouvir tanta gente a ponto de concluir algo estatisticamente relevante. Só que a frieza dos índices não é suficiente.
A queda de Russomanno, por exemplo, pode estar ligada à sua proposta para a tarifa de ônibus (cobrar proporcionalmente ao trecho percorrido). Quando isso foi divulgado, a Folha deu pouco destaque, sem se dar conta de que esse é um tema sensível aos mais pobres.
Quanto mais se afasta do centro da cidade, mais evidente fica a fragilidade da reportagem. A Folha não entende e não conhece a periferia de São Paulo, que responde por 40% dos votos. Talvez seja um reflexo da própria Redação, formada majoritariamente por brancos (e brancas), de alta escolaridade, que vivem no cinturão privilegiado de São Paulo -composição que se repete nas grandes redações.
O sucesso de um artigo publicado em julho no "Tendências/Debates" mostra o tamanho do buraco a ser preenchido (http://migre.me/b1mRc). Leandro Machado, que contribui para o site "Mural", descreveu, em primeira pessoa, o que é ser da nova classe C. "Sou ex-pobre. Todos querem me vender geladeira agora. O trem ainda quebra todo dia, o bairro alaga. Mas na TV até trocaram um jornalista para me agradar", contou.
Para entender o que está acontecendo na cidade e decifrar o que dizem os números das pesquisas, é preciso dar voz à periferia.
BEM NA FOTO
O trabalho dos fotógrafos na campanha eleitoral está difícil. Os candidatos não se expõem, nem nos passeios de rua. Os assessores chegam primeiro, mantêm à distância os inconvenientes e apressam o passo se acham que o cenário renderá uma foto duvidosa.
Até os incidentes têm razão de existir. Serra caiu de um skate e perdeu o sapato ao chutar uma bola, porque precisava mostrar jovialidade. Russomanno aderiu às carreatas, que rendem sempre a foto de um aceno de longe.
Com tanta limitação, nenhum veículo se destacou. Do primeiro turno, as imagens que ficaram na memória são o encontro petista-malufista, o beijo inesperado em Serra e Russomanno provando uva, na mesma semana em que circulou um vídeo antigo no qual ele apalpava uma modelo fantasiada com a fruta.
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