sábado, 27 de outubro de 2007

Bem-vinda, Feira do Livro


Quando cheguei a Porto Alegre, em 1972, morei por alguns meses na casa de meus tios Luiz a Aracy. Por intermédio dele, marceneiro, tive os primeiros contatos com a feira do livro de Porto Alegre. Ele construía as barracas das editoras que iam para a praça da Alfândega ofertar seus livros. Lembro que eram menos de 50 estandes, mas a quantidade de livros expostos me fascinava. Ontem, passados 35 anos de minha chegada à capital gaúcha, foi inaugurada a 53ª Feira do Livro de Porto Alegre, com 165 expositores e um número extraordinário de obras. E com desconto....

A feira mudou, expandiu-se e perdeu seu lado romântico de décadas atrás, quando podíamos circular livremente pelas bancas e escolher cuidadosamente uma obra sem sermos empurrados. Dava tempo para ler um pequeno livro se o dono permitisse. Atualmente, visitar a feira no fim de semana é inadequado para quem não tem paciência, como eu. Na primeira folhada, somos convidados a devolver a obra ao seu lugar. O ideal é ir durante a semana para poder olhar tudo - e comprar o livro bom e barato. Afinal, a nossa feira do livro é uma das principais festas populares da cidade e devemos valorizá-la.

4 comentários:

Plinio Nunes disse...

De onde vieste?

Plinio Nunes disse...

Lendo os outros post, percebi que és de Barra do Ribeiro. Vieste direto de lá ou foi antes para alguma outra cidade?

Jorge Correa disse...

Plínio, colega e amigo, agradeço a participação constante aqui no blog. Olha, vim com 17 anos de Barra do Ribeiro para esctudar e trabalhar em POA. Depois de ficar com meus tios, passei a morar em pensões ou dividindo o aluguel de apartamento com amigos.
Abraço e bom fim de semana!

Adriana disse...

Jorge, certamente você leu a matéria de hoje no caderno da feira no jornal zero Hora. Ali, mostra porque a Feira do livro perdeu o seu charme, o seu romantismo. Afinal, como diz no texto, as editores e os distribuidores tomaram conta da praça, deixando livreiros tradicionais fora da praça. Você acha justo isso. Pior: os donos das livrarias são reféns das livrarias. Uma pena,né?
Beijo
Adri