Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
sábado, 6 de outubro de 2012
Sem comentário
Não farei qualquer comentário sobre o jogo do Inter, o rei dos empates. Seria repetitivo...
Inteligência política
Tenho convicção em todas as minhas ações e não sou sou de fugir da raia em momentos difíceis. No Facebook, fui obrigado a deletar os comentários agressivos de uma pessoa em relação à minha preferência na eleição de amanhã. Ela disse que pensava que eu fosse inteligente e que jornalista tem que ter espírito crítico, coisa que eu não teria. Quem me conhece sabe que sempre fui profissional no meu trabalho, mas nunca me dobrei aos ditames de qualquer empresa. Não preciso rezar a cartilha do grupo para realizar um bom trabalho profissional. Tenho vida própria fora, sou político na essência. Poderia deixar os comentários, que seriam rebatidos pelas pessoas que me conhecem. Mas ia gerar uma animosidade desnecessária. Ah, eu considero ela inteligente, apesar da posição política diferente da minha.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
História escrita por historiador
Pronto! Jornalista por formação e bacharelando em História, já identifico as diferenças entre um livro histórico produzido por um historiador e outro escrito por um jornalista. Um abismo!
As prioridades da segurança
As prioridades estão invertidas em Porto Alegre.
Mais de 20 soldados da BM, viaturas e motos protegem um boneco inflável no centro de Porto Alegre.
Você, cidadão, já teve um proteção igual?
O trabalho do jornalista vale mais. Proposta patronal rejeitada
Os jornalistas que participaram da reunião da categoria na sede do
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul na manhã
desta quinta-feira, 4 de outubro, rejeitaram a proposta de piso de R$
1.685 e R$ 1.420 para Capital e Interior, respectivamente, apresentada
pelos sindicatos patronais. Segundo os participantes, os
valores
estão aquém das responsabilidades e da atuação dos profissionais
gaúchos. Com a palavra de ordem 'O trabalho do jornalista vale mais', a
maioria dos jornalistas que compareceu no encontro entendeu que os
veículos de Comunicação têm capacidade financeira para garantir um piso
único de R$ 1.750.
Além de rejeitar o que foi apresentado pelos prepostos dos donos da mídia, os trabalhadores querem iniciar uma mobilização junto à sociedade, para mostrar o descaso com a profissão. "Na reunião, lembrávamos que a sociedade não tem acesso às informações da categoria porque estas são sonegadas pelos veículos", comenta o presidente do SINDJORS, José Maria Rodrigues Nunes. De acordo com os jornalistas, o primeiro passo é mostrar a insatisfação através de depoimentos e o uso das redes sociais. Não está descartada a judicialização do acordo coletivo. "Vamos repassar o conteúdo da reunião ao nosso Departamento Jurídico, para análise", explica Nunes.
Além de rejeitar o que foi apresentado pelos prepostos dos donos da mídia, os trabalhadores querem iniciar uma mobilização junto à sociedade, para mostrar o descaso com a profissão. "Na reunião, lembrávamos que a sociedade não tem acesso às informações da categoria porque estas são sonegadas pelos veículos", comenta o presidente do SINDJORS, José Maria Rodrigues Nunes. De acordo com os jornalistas, o primeiro passo é mostrar a insatisfação através de depoimentos e o uso das redes sociais. Não está descartada a judicialização do acordo coletivo. "Vamos repassar o conteúdo da reunião ao nosso Departamento Jurídico, para análise", explica Nunes.
TVE indenizará jornalista por restrição à liberdade profissional
Por determinação do Tribunal Superior do
Trabalho (TST), uma jornalista da Fundação Cultural Piratini, que atuava
na TVE, será indenizada em R$ 10 mil por danos morais. No entendimento
dos ministros, ficou comprovada a ocorrência de cerceamento da liberdade
profissional por parte da fundação. O fato que deu origem à ação
aconteceu em 2008, quando a jornalista Elisabete Lacerda, segundo o
processo, foi afastada do jornalismo político e teve a presença proibida
no Palácio Piratini, após produzir matéria sobre a saída da secretária
Mercedes Rodrigues da Secretaria de Transparência do Estado, após três
meses no cargo. A decisão unânime foi registrada no site do TST.
Conforme a jornalista, com a reportagem
sobre a troca de secretários pronta, ela foi informada que a matéria
não seria veiculada. Ao ser questionado sobre os fatos à época, Ricardo
Azeredo, então presidente da fundação, afirmou que o afastamento ocorreu
após análise de “padrão técnico para trabalhar na reportagem política”.
A jornalista possuía mais de 15 anos de experiência na área, era
concursada e especializada em televisão pela Universidad de Alicante, na
Espanha, e formada em Documentários para televisão pela Universty of
London e Westminster University, ambas no Reino Unido.
O tribunal regional considerou que a
prova testemunhal provou o dano causado à dignidade profissional da
jornalista, caracterizado através da entrevista do então presidente,
entendimento que foi confirmado pelo TST. Em 2009, o caso resultou em
advertência do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado aos
dirigentes da emissora pública.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Ainda os 70 anos do Sindicato
Mais informações da janta-baile dos 70 anos de fundação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul no último sábado. Mais de 300 pessoas estiveram no Clube do Comércio, no Centro de Porto Alegre, para jantar, reencontrar colegas e dançar ao som da banda Ego Mecanóide. O ponto alto da noite foi a entrega de medalha a jornalistas, como reconhecimento por sua contribuição à socie
dade brasileira e gaúcha.
A lista inclui o chargista Bier, o editor de Opinião de Zero Hora, Moisés Mendes, o repórter de ZH Nilson Mariano, Ayrton Kanitz, ex-integrante do Conselho de Ética do SINDJORS, o fotógrafo Valdir Friolin, Wanderley Soares, colunista de O Sul, Rafael Guimaraens, editor do Coojornal, José Bicca Larré, cronista do Diário de Santa Maria, Pedro Valério, colunista do Agora, de Rio Grande, Christa Berger, profesora da Unisinos, Elmar Bones, diretor do Já, Enir Grigol, diretora de Comunicação da Fiergs, Renato Dorneles, ex-presidente do Sindicato, Waldir Antonnio Heck, fundador do Jornal da Produção e O Interior, Lucídio Castelo Branco, ex-presidente da Fenaj, José Antonio Dios Vieira da Cunha, diretor de Coletiva.net, Luiz Cláudio Cunha, repórter do caso 'o sequestro dos uruguaios', Ciro Fabres Neto, editor de Opinião do Pioneiro, o cartunista Santiago, Jurema Josefa, chefe de reportagem do Correio do Povo, e Marques Leonan, professor da Famecos.
Na foto, além dos homenageados, estão membros da atual Diretoria e ex-presidentes da entidade. Eu, orgulhosamente, me incluo.
A lista inclui o chargista Bier, o editor de Opinião de Zero Hora, Moisés Mendes, o repórter de ZH Nilson Mariano, Ayrton Kanitz, ex-integrante do Conselho de Ética do SINDJORS, o fotógrafo Valdir Friolin, Wanderley Soares, colunista de O Sul, Rafael Guimaraens, editor do Coojornal, José Bicca Larré, cronista do Diário de Santa Maria, Pedro Valério, colunista do Agora, de Rio Grande, Christa Berger, profesora da Unisinos, Elmar Bones, diretor do Já, Enir Grigol, diretora de Comunicação da Fiergs, Renato Dorneles, ex-presidente do Sindicato, Waldir Antonnio Heck, fundador do Jornal da Produção e O Interior, Lucídio Castelo Branco, ex-presidente da Fenaj, José Antonio Dios Vieira da Cunha, diretor de Coletiva.net, Luiz Cláudio Cunha, repórter do caso 'o sequestro dos uruguaios', Ciro Fabres Neto, editor de Opinião do Pioneiro, o cartunista Santiago, Jurema Josefa, chefe de reportagem do Correio do Povo, e Marques Leonan, professor da Famecos.
Na foto, além dos homenageados, estão membros da atual Diretoria e ex-presidentes da entidade. Eu, orgulhosamente, me incluo.
Foto: Wesley Santos/PressDigital
Informações adicionais no site do Sindicato: http:// jornalistas-rs.org.br/ ?pagina=noticia-ler&id=1110
terça-feira, 2 de outubro de 2012
De que lado ficará o STF?
Ao longo da história, o Supremo Tribunal
Federal, além de bons serviços, prestou-se também a várias ignominias,
chancelando a violação de paradigmas constitucionais.
Breno Altman *
O presidente do STF em 1964, Álvaro Moutinho
Breno Altman *
O presidente do STF em 1964, Álvaro Moutinho
da Costa, foi à posse de Ranieri Mazzilli na noite do golpe militar,
quando o presidente João Goulart ainda se encontrava em território
nacional. A corte responsável pela guarda da Carta Magna fazia-se
avalista de sua ruptura.
Outra afronta ocorrera quando o Tribunal Superior Eleitoral, em maio de 1947, cancelou o registro do Partido Comunista. Aceitou alegação de que se tratava de organização comandada por potência estrangeira, a União Soviética. O STF indeferiu recurso e afiançou a degola. Deixou-se levar pela mesma intolerância ideológica com a qual refutou habeas corpus contra a extradição de Olga Benário Prestes, em 1936, para ser assassinada na Alemanha de Hitler.
Novamente assistimos, no curso da ação penal 470, publicamente tratada como "mensalão", poderosa tendência a um julgamento de exceção, em pleno regime democrático.
Os monopólios da comunicação exercem pressão para que a corte endosse sua versão e condene a qualquer custo. Mais que preocupação eleitoral imediata, a batalha se trava para legitimar a velha mídia, verdadeiro partido das elites, como senhora da opinião pública, além de impor gravame ético ao PT e ao governo Lula.
Apesar da resistência de alguns juízes, vem à baila comportamento que remonta a práticas inquisitoriais. Jurisprudências estão sendo alteradas por novas interpretações. Magistrados que absolveram o ex-presidente Fernando Collor da denúncia de corrupção passiva, inexistindo ato de ofício, agora apregoam que essa já não é exigência seminal.
Fala-se abertamente em "flexibilização de provas", eufemismo para que condenações possam ser emitidas a despeito da materialidade dos fatos, ampliando de forma quase ilimitada a subjetividade de opinião dos que têm o dever de julgar.
Também apela-se à tese de "domínio funcional do fato". Por esse conceito, pode-se condenar sem provas cabais de autoria, bastando que o cargo do réu, mais evidências latu sensu, corrobore ilação de responsabilidade, na prática eliminando a presunção de inocência.
Essa novidade suscita curiosa comparação. Nos idos de 1933, em Berlim, foi incendiada a sede do parlamento alemão, o Reichstag. Os nazistas, no poder, prontamente acusaram os comunistas. A polícia prendeu o holandês Marinus Van Der Lubbe e três búlgaros pertencentes aos quadros da Internacional Comunista. Entre eles, Georgi Dimitrov, um dos dirigentes máximos da organização.
Os réus foram julgados por uma das câmaras criminais da Suprema Corte, localizada em Leipzig e presidida pelo juiz Wilhelm Bürger. Apenas Van Der Lubbe acabou condenado, à pena de morte.
Apesar de estar convencido de que se tratava de conspiração comunista e da função de Dimitrov, o magistrado considerou que não havia prova contundente que o ligasse, ou a qualquer de seus companheiros, salvo o holandês, à execução do delito concreto.
O processo de Leipzig, embora outras as circunstâncias, impôs fronteira doutrinária para os direitos constitucionais. O STF, ao decidir sobre a ação penal 470, escolherá o lado no qual deseja escrever esse capítulo de sua conturbada história.
* BRENO ALTMAN, 50, é jornalista e diretor editorial do site "Opera Mundi" e da revista "Samuel"
Outra afronta ocorrera quando o Tribunal Superior Eleitoral, em maio de 1947, cancelou o registro do Partido Comunista. Aceitou alegação de que se tratava de organização comandada por potência estrangeira, a União Soviética. O STF indeferiu recurso e afiançou a degola. Deixou-se levar pela mesma intolerância ideológica com a qual refutou habeas corpus contra a extradição de Olga Benário Prestes, em 1936, para ser assassinada na Alemanha de Hitler.
Novamente assistimos, no curso da ação penal 470, publicamente tratada como "mensalão", poderosa tendência a um julgamento de exceção, em pleno regime democrático.
Os monopólios da comunicação exercem pressão para que a corte endosse sua versão e condene a qualquer custo. Mais que preocupação eleitoral imediata, a batalha se trava para legitimar a velha mídia, verdadeiro partido das elites, como senhora da opinião pública, além de impor gravame ético ao PT e ao governo Lula.
Apesar da resistência de alguns juízes, vem à baila comportamento que remonta a práticas inquisitoriais. Jurisprudências estão sendo alteradas por novas interpretações. Magistrados que absolveram o ex-presidente Fernando Collor da denúncia de corrupção passiva, inexistindo ato de ofício, agora apregoam que essa já não é exigência seminal.
Fala-se abertamente em "flexibilização de provas", eufemismo para que condenações possam ser emitidas a despeito da materialidade dos fatos, ampliando de forma quase ilimitada a subjetividade de opinião dos que têm o dever de julgar.
Também apela-se à tese de "domínio funcional do fato". Por esse conceito, pode-se condenar sem provas cabais de autoria, bastando que o cargo do réu, mais evidências latu sensu, corrobore ilação de responsabilidade, na prática eliminando a presunção de inocência.
Essa novidade suscita curiosa comparação. Nos idos de 1933, em Berlim, foi incendiada a sede do parlamento alemão, o Reichstag. Os nazistas, no poder, prontamente acusaram os comunistas. A polícia prendeu o holandês Marinus Van Der Lubbe e três búlgaros pertencentes aos quadros da Internacional Comunista. Entre eles, Georgi Dimitrov, um dos dirigentes máximos da organização.
Os réus foram julgados por uma das câmaras criminais da Suprema Corte, localizada em Leipzig e presidida pelo juiz Wilhelm Bürger. Apenas Van Der Lubbe acabou condenado, à pena de morte.
Apesar de estar convencido de que se tratava de conspiração comunista e da função de Dimitrov, o magistrado considerou que não havia prova contundente que o ligasse, ou a qualquer de seus companheiros, salvo o holandês, à execução do delito concreto.
O processo de Leipzig, embora outras as circunstâncias, impôs fronteira doutrinária para os direitos constitucionais. O STF, ao decidir sobre a ação penal 470, escolherá o lado no qual deseja escrever esse capítulo de sua conturbada história.
* BRENO ALTMAN, 50, é jornalista e diretor editorial do site "Opera Mundi" e da revista "Samuel"
Sindicato convoca categoria para reunião nesta quinta-feira
Em face da intransigência dos patrões e da não aceitação da proposta
apresentada pela categoria, a direção do Sindicato dos Jornalistas
Profissionais do Rio Grande do Sul convoca todos os profissionais para
nova reunião de negociação. O encontro está marcado para as 13h desta
quinta-feira, 4 de outubro, na sede da entidade. O objetivo será avaliar
os índices propostos de R$ 1.685 e R$ 1.420 para piso na Capital e
Interior, respectivamente. Com validade de um ano, representa 1% e 1,6%
de ganho real.
Destacando que a proposta afronta a categoria e
rebaixa o Jornalismo gaúcho, o presidente da entidade, José Nunes,
aponta a falta de vontade do patronato em negociar. "É importante
informar à categoria que os prepostos das empresas rejeitam inclusive
qualquer tipo de aumento fora do piso. Para eles, quem ganha um pouco
mais deve ter seus salários rebaixados", comenta. A partir da reunião
desta quinta-feira, a direção do SINDJORS quer iniciar o planejamento e
organizar um calendário de lutas futuras.
Esses presidentes
Muitas vezes, dá uma vontade de brincar com os
gremistas, pedindo: "fica Odone".
Mas posso dar um tiro no pé, pois levarei como réplica um "fica Luigi".
Não tem solução
Mas posso dar um tiro no pé, pois levarei como réplica um "fica Luigi".
Não tem solução
Vizinhança
Vivo
rodeado de animais, embora em meu apartamento só vivam pessoas e
plantas. O som me aproxima dos pássaros que cantam no raiar do dia.
Estão aninhados nas árvores que me cercam. Dos apartamentos vizinhos,
ouço o latido dos cães insatisfeitos com a saída dos donos. Ficaram
presos e não devem gostar. Não raras vezes, ouço o barulho de animais
nas calçadas agredindo um semelhante. São animais-homens movidos pelo
álcool e, por isso, batendo numa mulher acuada. Destes, prefiro o canto
dos pássaros, sonoros ao acordar. Não soam mal aos meus ouvidos.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Os pingos da chuva
Que bom acordar no primeiro dia de outubro ouvindo os constantes pingos da chuva caírem nos telhados.
Pode ser ruim para quem cedo vai trabalhar, mas é uma sonora melodia aos ouvidos de quem pode ficar mais tempo na cama.
É também uma benesse para nossos campos onde alimentos brotam.
Bom dia, amigos e amigas!
Pode ser ruim para quem cedo vai trabalhar, mas é uma sonora melodia aos ouvidos de quem pode ficar mais tempo na cama.
É também uma benesse para nossos campos onde alimentos brotam.
Bom dia, amigos e amigas!
História está de luto. Morre Eric Hobsbawm
Morreu um dos escritores que conduziram minhas leituras antes e mais agora, que faço História. Eric Hobsbawm era e continuará imprescindível.
Fonte: Terra
Foto: Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
Crédito: Getty Images
Crédito: Getty Images
Um dos maiores historiadores do século XX e famoso marxista, Eric Hobsbawm morreu nesta segunda-feira em Londres, aos 95 anos, segundo um comunicado da família divulgado pelo jornal britânico The Guardian. Hobsbawm morreu no começo da manhã nesta segunda-feira no hospital Royal Free de Londres, onde estava internado.
"Ele morreu de pneumonia nas primeiras horas da manhã em Londres", afirmou a filha do historiador, Julia Hobsbawm. "Ele fará falta não apenas para sua esposa há 50 anos, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também por seus milhares de leitores e estudantes ao redor do mundo".
Hobsbawm é autor de quatro volumes considerados definitivos sobre a história dos séculos XIX e XX, abordando a trajetória europeia da Revolução Francesa à queda da União Soviética, entre outras obras.
Sua análise começa com a publicação de Era das Revoluções, que abrange o período de 1789 a 1848. Na sequência vêm A Era do Capital (1848-1875) e A Era dos Impérios (1875-1914). As três obras abrangem o que ele denominou "o longo século XIX".
Em 1994 ele publicou A Era dos Extremos, obra que abrange o período subsequente à Revolução Russa de 1917 e que vai até queda do regime soviético, em 1991. O livro sobre o "breve século XX" foi traduzido para quase 40 línguas e recebeu muitos prêmios internacionais. O historiador Niall Ferguson, colega de Hobsbawm, classificou a obra como "o melhor ponto para qualquer um que queira começar a estudar história moderna.
Em suas obras, Hobsbawm defendeu o poder das ideias de Karl Marx para analisar o mundo comtemporâneo. Seu compromisso com os princípios comunistas o converteram em uma figura controversa, especialmente por sua filiação ao Partido Comunista britânico - que continuou mesmo depois da invasão soviética na Hungria, em 1956.
Anos depois, ele disse que "nunca tentou diminuir o que aconteceu na Rússia", mas que acreditou, durante os primeiros anos de comunismo, que "um novo mundo estava nascendo em meio a sangue, lágrimas e horror: revolução, guerra civil fome. Obrigado ao Ocidente, nós tínhamos a ilusão de que mesmo este brutal sistema iria funcionar melhor do que o Ocidente. Era isso ou nada".
O historiador nasceu em uma família judia em Alexandria, no Egito, em 1917, e cresceu em Viena e Berlim antes de se mudar para Londres em 1933, ano em que Hitler subiu ao poder na Alemanha. Sua trajetória acadêmica começou em Marylebone, passando por Kings College, Cambridge até se tornar professor na Universidade de Birkbeck em 1947, o começo de uma parceria que culminou na reitoria da instituição. Também foi professor convidado na Universidade de Stanford, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e na Universidade Do Poema de Cornel.
Universidade Do Poema de Cornel.
Foto: Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
Crédito: Getty Images
Foto: Eric Hobsbawm, em foto de 1976; o historiador escreveu obras consideradas definitivas sobre a história moderna
Crédito: Getty Images
domingo, 30 de setembro de 2012
Reencontro nos 70 anos do Sindicato
O bom de tudo é o reencontro. É impagável
podermos abraçar forte quem não víamos há muito tempo. Melhor ainda é
conversar e até bailar. Aconteceu de tudo ontem e nesta madrugada na
festa dos 70 anos do Sindicato dos Jornalistas do RS. Um sucesso!
Falamos tanto que até os ausentes foram lembrados. Para o bem, frise-se. Publico fotos clicadas pela colegas Carla Seabra.
Com Marques Leonam, José Nunes, Enir Grigol. Carla Seabra e Márcia Martins
Com Santa Irene Lopes e Márcia Martins
Jornalistas homenageados e ex-presidentes ensaiam pose para fotógrafos
Com Marques Leonam, José Nunes, Enir Grigol. Carla Seabra e Márcia Martins
Com Santa Irene Lopes e Márcia Martins
Jornalistas homenageados e ex-presidentes ensaiam pose para fotógrafos
sábado, 29 de setembro de 2012
Vamos, Inter
Daqui a pouco, o colorado vai mostrar se tem bala na agulha contra o Cruzeiro.
Eu acredito. Vamos, Inter!!
Choro pelas crianças
Não esqueçamos: hoje, morreram de fome milhares de crianças em todos os cantos do mundo.
Também merecem o nosso choro.
O efeito das pesquisas
O enredo não muda. A cada eleição, as
pesquisas encomendadas pelos veículos inflam uma candidatura, induzindo a
possibilidade de decisão no primeiro turno. Tem gente que vai na onda.
Depois, na véspera do pleito, fazem um ajuste. O argumento é que a
militância de outra - ou outras candidaturas - acordou. E dá segundo
turno.
Ah, os ventos
Ventos uivantes
passam dilacerantes.
Levas tristezas,
trazes esperança
de dias andantes.
passam dilacerantes.
Levas tristezas,
trazes esperança
de dias andantes.
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