sábado, 1 de novembro de 2008

Piso: professores protestam (com razão) contra Adin de governadores

Um absurdo o que estão fazendo governadores capitaneados pela tucana Yeda Crusius (RS), ao recorrerem ao Supremo Tribunal Federal (STF) para não pagarem o piso de R$ 950 pela lei aprovada em julho. Finalmente, um governo federal - Lula, obviamente - reconheceu o trabalho de uma categoria responsável pela educação de todos os brasileiros. Mas os responsáveis pelo retrocesso estão sempre de plantão.
O negócio é protestar. É isso que fizeram ao longo da semana sindicatos ligados à área da educação e parlamentares em todo o Brasil. O ingresso no STF de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin), assinada pelos governadores do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, do Mato Grosso do Sul e do Ceará, contra a implementação da lei do Piso Salarial Nacional para o magistério tem que ser bombardeado.
“Ao ingressar no STF contra a lei a governadora Yeda Crusius (PSDB) deixa claro que o seu governo não tem nenhuma preocupação com a qualidade do ensino prestado aos gaúchos”, critica em nota o Cepers-Sindicato (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul). A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), em resposta a Adin dos governadores, também ingressou com uma outra ação no STF para garantir a implementação do piso.
A Lei 11.738, de julho deste ano, fixou o piso salarial nacional de R$ 950,00 para os professores da rede pública. A mesma lei diminuiu o número de horas que a categoria passa dentro da sala de aula e aumentou o tempo para atividades extraclasse - como qualificação profissional, correção de provas e preparação de material.
Quem tomou a iniciativa do movimento judicial contra o piso foi a governadora tucana. Yeda se encontrou com o vice-presidente do STF, Carlos Ayres Brito para debater o assunto. Ela alega que o estado não tem como contratar mais 27 mil professores para substituir aqueles que estiverem em atividades extraclasse. Mentira: é só concede menos benefícios fiscais para grandes multinacionais e cobrar impostos dos poderosos que o dinheiro aparecerá.

2 comentários:

Cínthia disse...

Dinheiro tem, todos sabemos,ainda mais que a Governadora se auto-concedeu um aumento de mais de 100% e a sangria fincaeira do Detran foi descoberta. Além disso sua 'economia porca' fechou escolas, não fez concursos, cancelou matrículas deixando famílias e suas crianças desatinadas aumentando a evasão e infrequência escolar. PELO PISO NACIONAL SIM E JUNTO A MANUTENÇÃO DO PLANO DE CARREIRA O QUE PROPORCIONARÁ UMA REMUNERAÇÃO DIGNA E A "ECONOMIA" DE MUITAS GREVES NA EDUCAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL.

Júlia Leite disse...

Já postei comentários em vários blogs, e aqui também vou deixar um registro.Concordo com a Cintia, tem dinheiro sim.Para usar e abusar, da grana que NÓS pagamos de altos impostos.Mas, quando se trata das áreas sociais ,principalmente da educação, lá vem a famosa LEI de responsabilidade fiscal.Que lei é esta, que não funciona quando se trata de aumentar salários dos deputados, vereadores,decorar aptos funcionais, etc...
Obs:(sempre na calada da noite).Os dissidentes do PMDB ( atuais PSDB), O PFL que trocou o nome DEM,prá se safar perante o povo e os insatisfeitos do PMDB se uniram e viraram tudo URUBUS.Temos que ter muita paciência. Até quando?????