Blog destinado ao Jornalismo, com informações e opiniões nas seguintes áreas: política, sindical, econômica, cultural, esportiva, história, literatura, geral e entretenimento. E o que vier na cabeça... Leia e opine, se quiseres!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Governo Lula tem 72% de aprovação
Avaliação positiva do governo Lula se manteve entre março e junho.
Aprovação do governo soma 72%, aponta pesquisa da CNI/Ibope.
Nota pessoal do presidente é 7.
A pesquisa CNI/Ibope revelou nesta segunda-feira (30) que a avaliação positiva do governo oscilou um ponto percentual para baixo. Há três meses, o levantamento mostrou que 73% dos entrevistados aprovavam a performance do governo Lula. Agora, esse percentual é de 72%.
A avaliação conceitual do governo se manteve inalterada. Assim como em março, 58% dos entrevistados o avaliam como ótimo ou bom. Outros 29% dizem que o governo é apenas regular. E 12% dizem que o governo é ruim ou péssimo.
Segundo a pesquisa, a avaliação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuou alta. As pessoas entrevistadas mantiveram a nota – que varia de 0 a 10 – 7 para o presidente. No último levantamento, a nota foi 7,1.
A confiança no presidente Lula também se manteve elevada. Dos entrevistados, 68% disseram confiar em Lula. Outros 29% disseram que não confiam.
A pesquisa ouviu 2.002 em 141 municípios, de todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas entre 20 e 23 de junho.
O nosso cérebro é doido
Sohw de bloa.
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4
Estudantes gaúchos marcham em defesa do diploma de Jornalismo

Estudantes dos cursos de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Centro Universitário Franciscano (Unifra) promoveram hoje - 30 de junho - um ato pioneiro na cidade-pólo da Região Central do Rio Grande do Sul. A intenção é mobilizar as demais instituições de ensino superior do país. Vestidos de preto, portando faixas, entoando palavras de ordem e distribuindo panfletos informativos à população, eles tomaram frente à mobilização dos sindicatos de jornalistas de todo o país e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), na vigília contra a tentativa de desregulamentação da profissão.
O Supremo Tribunal Federal deve julgar, no começo do segundo semestre deste ano, o mérito da questão que se arrasta desde 2001, quando a juíza substituta da 16º Vara Cível da Justiça Federal - 3ª Região, de São Paulo, Carla Rister, concedeu liminar assegurando a qualquer pessoa o direito de obtenção de registro para exercer a profissão de jornalista. A mobilização dos estudantes de Santa Maria, cidade-natal do ministro Eros Grau, do STF, iniciou junto ao complexo que abriga os órgãos do Judiciário no Município e de lá percorreu as principais ruas da cidade.
No Calçadão central, foram recolhidas assinaturas para o abaixo-assinado em apoio aos jornalistas brasileiros. A manifestação contou com a participação do presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, e do diretor Arfio Mazzei, que se deslocaram de Porto Alegre para acompanhar o ato. "Esperamos que estudantes de outras universidades gaúchas sigam o exemplo dessa primeira manifestação, em adesão à luta de toda a categoria", afirma Nunes.
Para os diretores do Sindicato dos Jornalistas em Santa Maria, a mobilização foi extremamente produtiva. "A iniciativa partiu dos próprios acadêmicos, a maioria alunos dos primeiros semestres do curso de Jornalismo, que demonstraram conscientização, entusiasmo e disposição para essa luta que deve ser de todos nós", destaca Elisa Pereira. "O importante é que essa mobilização dos estudantes pode trazer visibilidade à questão e agendar o tema na mídia convencional, onde, em função do evidente interesse da classe patronal, o assunto não entra em pauta", avalia Ludwig Larré.
Os primeiros resultados da mobilização puderam ser sentidos no acolhimento da causa pela população santa-mariense. "Achei o ato muito interessante. Sou professora e sempre ensinei meus alunos a buscarem os seus direitos. É justamente isso que os estudantes de Jornalismo estão fazendo. Enquanto cidadã, quero profissionais que tenham capacidade e qualificação para fazer bem o seu trabalho, com competência”, ressaltou Valderes Maria Almeida de Castro, que ao passar pelo Calçadão manifestou apoio ao ato.
O pioneirismo dos acadêmicos de Jornalismo da cidade universitária gaúcha na defesa do diploma deve ter seqüência mais atividades. Eles já estão em contato para mobilizar estudantes de outras universidades do estado. O objetivo é obter adesão cada vez maior ao movimento pela não desregulamentação da profissão. "É importante a nossa união pela causa. Precisamos de mais colegas participando e defendendo o diploma de jornalista", salienta o acadêmico da Unifra Leandro Passos Rodrigues.
Foto acima de Bibiane Moreira.
Transgressores reclamam. Viva a lei!
Deixamos de vencer. E eles ganharam um gol...
Depois do que vi no Gre-Nal de ontem vou acompanhar o movimento de todos os goleiros nos jogos que assistir. Continuo convicto que o movimento da perna de Renan é o mesmo que fazem outros arqueiros na hora dividir uma bola pelo alto com um atacante. O bandeirinha quis aparecer e marcar falta. Contudo, a bola já estava em andamento e o juiz não poderia marcar pênalti. Contudo, parou o jogo, consultou o bandeirinha, expulsou Renan e assinalou a penalidade máxima. Muitos "entendidos" em arbitragem, disseram que ele agiu corretamente. Continuo com a minha convicção.Com relação à partida, o Tite deu um nó tático em Roth e só não marcamos mais gols por causa do goleiro gremista e por falta de sorte quando a bola bateu na trave. Fomos melhores e poderemos crescer mais ainda. Desconheço as opiniões de comentaristas alinhados com a cor azul ao afirmarem que o Porto-Alegrense foi melhor na segunda etapa e mereceu o empate em 1 a 1. Fazem uma leitura errada do jogo que, na minha avaliação, é esta: o Inter mandou no jogo no primeiro tempo, o time da Azenha teve mais domínio no segundo. No entanto, na fase final, este "domínio" não serviu para nada porque o Inter estava bem postado na defesa. E o colorado desfrutou de chances de gols que eles não tiveram. Não há imparcialidade em parte da mídia gaúcha. Na foto de Alexandre Lops, do site do Inter, a intensa comemoração após o gol de Índio.
domingo, 29 de junho de 2008
Até quando o futebol será motivo de violência?
Ontem, um veículo Celta branco passou em frente ao Beira-Rio por volta das 14h10min deste sábado, e um dos ocupantes disparou cerca de seis tiros contra o estádio. As balas atingiram um vestiário desativado ao lado do estádio. A polícia anotou a placa do carro e faz buscas no local. O motorista fugiu em direção à Zona Sul. E hoje pela manhã artefados explosivos - seis bananas de dinamite ligadas a um relógio - foram desativados em uma rua do bairro Menino Deus, em Porto Alegre. A via fica próxima aos estádios do Inter e do Grêmio.
Abaixo a violência, abaixo a impunidade.
É daqui a pouco, meu Inter
A importância da vírgula
A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo!
ABI - 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
sábado, 28 de junho de 2008
Eu acredito em ti, Inter

O Gre-Nal será na casa do adversário e nós ocuparemos apenas 10% da lotação do estádio. O Porto-Alegre está entre os três primeiros do Brasileirão, e nós fazemos uma campanha ruim. Desânimo? Que nada! É nestas horas que mostramos a nossa força e espírito de recuperação. Afinal, em 2006, perdemos um Gauchão no qual éramos favoritos, mas conquistamos a América e o Mundo. Sempre na condição de zebras (para os secadores, é claro). Neste ano, mostramos esta faceta vencedora contra o Paraná (5x1) e contra o Juventude (8 x1). Por isso, acredito em ti, Inter. Vamos fazer festa em território inimigo, como já fizemos em outros Gre-Nais. Imagino que, no cantinho que nos reservaram, a imagem será igual a da foto acima. Vamos, Inter!
A força da internet
De acordo com a pesquisa, nos primeiros três meses deste ano, 41,565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais declararam ter acesso à internet, o maior nível atingido no Brasil desde setembro de 2000, quando a empresa começou a fazer a medição no Brasil.
Dado que o Brasil tem aproximadamente 184 milhões de habitantes, o número de internautas já equivale a 22,5% da população.
"Os dados refletem as políticas públicas de abertura de pontos de acesso à internet em escolas, bibliotecas, telecentros e muitos outros locais, além da avalanche de facilidades para adquirir computadores novos, como financiamentos e equipamentos mais baratos", afirmou o gerente de análise do Ibope, Alexandre Sanches Magalhães
Em maio deste ano, o número de usuários residenciais ativos --que acessam a rede ao menos uma vez por mês-- também foi recorde: chegou a 23,1 milhões de pessoas, uma alta de 29% em relação aos 17,9 milhões de maio de 2007. O número de pessoas com acesso residencial, mas que não necessariamente usaram a rede, chegou a 35,5 milhões de pessoas, afirma o Ibope.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Beira-Rio: as obras que eu quero

Falam que as obras da popular e da cobertura do Beira-Rio começarão em breve. Prefiro deixá-las para depois.
A obra que eu quero tem que ser construída no miolo da defesa do meu Inter. Ela precisa de um muro intransponível onde os atacantes rivais sejam barrados a cada investida.
A obra que eu quero não pode ter uma cerquinha de madeira, derrubada a cada bola alçada para nossa área.
A obra que eu quero deve ter um corredor de concreto no meio de campo, capaz de impedir o avanço de jogadores de qualidade discutível.
A obra que eu quero precisa de cobertura para suprir os avanços tresloucados de nossos laterais em direção ao ataque.
A obra que eu quero precisa de uma ligação firme entre o meio de campo e o ataque, sem a qual não teremos gols para comemorar.
A obra que eu quero necessita de uma ponte aérea entre e Europa e Porto Alegre, capaz de trazer para jogadores como Fabiano Eller, Tinga, Daniel Carvalho e Sobis, entre outros.
Depois de erguidas estas obras, podem começar a derrubar o fosso que separa a coréia do campo e erguer as estruturas de cobertura de nosso estádio.
Pauta Rural: Imprensa, o coronel e o Jeca Tatu
O olhar continuado e observador sobre a imprensa brasileira permite destacar alguns temas recorrentes em praticamente todas as mídias que tratam da economia: a inflação, quase sempre associada à escalada de preços dos alimentos e de outros produtos básicos; a questão dos combustíveis, que envolve a permanência do preço do petróleo em patamares superiores a 130 dólares o barril e coloca sobre a mesa a questão da bioenergia; e, como pano de fundo, o desafio da preservação do patrimônio ambiental. Paralelamente, o noticiário sobre o mundo rural apresenta eventualmente a sobrevivência de práticas inaceitáveis na relação entre capital e trabalho.
Teoricamente, esse noticiário deveria oferecer ao público essencialmente urbano dos jornais e revistas uma visão ampla da economia brasileira e de sua extrema dependência das atividades rurais. Afinal, quando se fala de alimentos ou de combustíveis, está-se tratando de questões que afetam diretamente a qualidade de vida nas cidades, onde a grande densidade populacional também representa a concentração maior de opiniões, os maiores mercados e a grande fonte de poder político.
No entanto, por sua dificuldade de apresentar uma visão abrangente, sistêmica e interconectada desses temas, a imprensa não consegue mostrar a seus leitores a relevância do mundo dos agronegócios, ao quais eles se relacionam. Assim, o leitor fica privado de entender a natureza de questões que afetam diretamente sua vida, continua distanciado da realidade no campo e se mantém desinformado para formar opinião a respeito de políticas públicas que podem definir o futuro do Brasil.
Questões sonegadas
A dificuldade para interligar essas questões e colocar as notícias num contexto que interesse mais o leitor – ou que o faça avaliar corretamente esses fatos – deriva em parte da falta de especialistas nas redações, mas há muitas indicações de que a verdadeira causa dessa falha é pura falta de interesse ou preconceito. Jornais como a Folha de S.Paulo ou o Estado de S.Paulo – este com grande tradição na cobertura rural – não deveriam descuidar desse elemento essencial ao entendimento de como funciona o Brasil. Afinal, a economia paulista depende em grande parte da força do campo.
A alegação de que o leitor urbano tem pouco interesse nos fatos da zona rural, presente nos debates sobre gestão das empresas de comunicação, não sobrevive à constatação de que todos os temas da pauta rural apresentados pela imprensa afetam diretamente a vida nas cidades. Desde a questão da produção e da produtividade agrícola até a oferta de alternativas para o petróleo, tudo o que se noticia sobre o campo deveria interessar o leitor das grandes cidades. Tudo isso é agronegócio.
Também está relacionada ao agronegócio a questão ambiental, que afeta o clima global e, portanto, interessa a todos. O problema do trabalho infantil nas carvoarias, o trabalho escravo na pecuária extensiva da Região Norte, as jornadas em condições desumanas no corte da cana, tudo isso representa estados de tensão que acabam empurrando levas de retirantes da zona rural para as cidades. Isso tem tudo a ver com o leitor de jornais.
Se praticamente todas as notícias da zona rural vão afetar de alguma forma a qualidade de vida dos moradores das cidades, leitores de jornais e revistas, por que razão a imprensa persiste no equívoco de mostrar os problemas do campo como questões alienadas da problemática econômica, política e social?
Olhar desorientado
Segundo alguns observadores, a imprensa brasileira ainda se orienta pela visão oferecida nos anos 1950 e 60 pelos pesquisadores da Cepal – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe –, segundo a qual a ação das oligarquias rurais em todas as expressões de poder no campo seria o principal obstáculo ao desenvolvimento dos países do continente. Se isso ainda pode ser constatado em algumas regiões, em especial nas fronteiras agrícolas onde o Estado é refém de aventureiros, há muito tempo deixou de ser um bom retrato da realidade no campo.
Essa interpretação alimentou a figura do Jeca Tatu como estereótipo do lavrador, que persiste até hoje, e pinta um cenário no qual o homem do campo oscila entre o papel de vítima do capitalismo rural e o de elemento subversivo que invade e depreda propriedades produtivas. Da mesma forma, essa visão fragmentada deixa espaço para a idéia de que a defesa do patrimônio ambiental corresponde a uma atitude contrária ao desenvolvimento econômico.
O pensamento da Cepal evoluiu a partir dos anos 1980, como se pode constatar com a leitura da coletânea Cinquenta anos de pensamento na Cepal, organizada por Ricardo Bielschowski e publicada pela Editora Record. O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vocalizou essa nova perspectiva, há mais de dez anos, quando sugeriu que seus críticos esquecessem o que havia escrito. Se o texto Dependência e Desenvolvimento na América Latina, que ele publicou em 1969 em parceria com o sociólogo chileno Enzo Faletto, parece antiquado na economia globalizada, o olhar da imprensa sobre o mundo rural parece mais do que desorientado. Parece que a imprensa não sabe e não quer saber.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Trilogia do amor à vida
Viver é tão difícil que amedronta! Até sonhar, às vezes, é uma afronta,
Ao medo, com seu dolo a castigar...
Como a avalanche desce da montanha,
Sem reservar recurso de artimanha,
Sinto que posso até me enregelar...
Nesses momentos tão cruéis e insanos,
Os sonhos e esperanças são tiranos,
Em nada nos é dado acreditar...
É triste ter o abraço tão vazio, Sentir no coração, cáustico frio,
Do desamor pungente a nos rondar...
Porém, viver é dádiva sublime! Busquemos a razão que nos anime,
Sem deixar nunca o medo nos vencer!
A natureza ajuda nesse instante...
É ela que retarda o meu levante,
Amando a vida assim, até morrer! (Tere Penhabe)
domingo, 22 de junho de 2008
Da janela de minha sala...
Porto Alegre: mais um retrocesso nas políticas públicas de inclusão social
Annelise Krause, nutricionista, especialista em saúde pública
Nos tempos que o governo federal possui projeto social específico para catadores de materiais recicláveis, a câmara de vereadores de Porto Alegre aprova projeto de lei que tira dos menos privilegiados economicamente sua fonte de renda, sua forma de aquisição de alimento, em suma, seu meio de ter dignidade. Os vereadores de Porto Alegre aprovaram a lei que tem como objetivo exterminar com veículos de tração animal e humana (carroças e carrinhos) neste município em 8 anos, à exceção de carruagens. Houve alguns que desejaram atenuar o problema, garantindo que isto só ocorresse quando a vaga de trabalho estivesse garantida, mas esta emenda foi negada pelos demais.
É nesta contradição que vive uma cidade que anda propagandeando suas políticas de inclusão social e geração de renda. Que benefício pode existir ao se instituir uma lei de Segurança Alimentar e Nutricional municipal, se dos mais pobres, se retira o "ganha-pão". Isto é para se ter mais usuários das Cozinhas Comunitárias e Restaurantes Populares da cidade? Já não temos pessoas desprovidas de seus direitos o suficiente?
A perversidade tomou conta de um plenário, que evidenciava a existência de uma luta de classes ali. De um lado, os pobres, com suas bandeiras de um movimento social de pessoas que lutam dignamente para ter com que alimentar seus filhos e serem vistos como trabalhadores necessários à população urbana – já que coletam mais de 500 toneladas de material por dia sem custo ao bolso do contribuinte. Do outro lado, pessoas de classe média, bem vestidas com roupas de grifes, estas que possivelmente tiram o couro de seus trabalhadores para as confeccionarem.
Além disso, o trabalho dos catadores poupa o meio ambiente, pois não utiliza combustível fóssil, e gera renda para mais de 50 mil pessoas, só nesta cidade. Isto fica claro na fala do representante do movimento nacional dos catadores, que comenta que, além do prejuízo destes, esta lei prejudicará a quem paga impostos:
Nós catadores, saindo das ruas, o povo trabalhador fica refém das empreiteiras e dos políticos fascistas, pois nós coletamos mais de 500 toneladas de materiais recicláveis por dia (carroceiros e carrinheiros). Sem nossa coleta a empreiteira da "máfia do Lixo" que fará, e para isso ela cobrará mais de R$ 250 por tonelada. Até então os trabalhadores não pagavam por isso, pois nós coletávamos totalmente de graça. Agora os investimentos que antes iam para a saúde, educação, lazer, geração de renda e trabalho se concentrarão nas mãos dos ricos, o que aumenta mais a exclusão e a marginalidade por um lado (o nosso) e do outro a concentração de riqueza.
O argumento dos que se dizem protetores de animais caiu quando, ao ser aprovada a proibição dos carrinhos movidos à tração humana na lei, além das carroças, estes comemoravam como se fosse mais uma vitória. Para quê, então, estavam ali? Para quê fazer essa lei? Provavelmente, a esses homens vindos da elite da sociedade incomoda ver que pessoas ainda necessitam carregar carrinhos ou andar de carroças pelas ruas para viver. E o pior: no centro da cidade, onde já se impõe várias políticas de expulsão (violência contra ambulantes e moradores de rua). O que os políticos querem é que a cidade pareça limpa e rica, para turistas verem, já que nunca chegarão aos bairros da periferia.
Enquanto isso, os bairros pobres estão cada vez mais pobres, com assistência à saúde precária e insuficiente, com educação inadequada e segregadora, com polícia à moda "Tropa de Elite" para impor medo a todos. Mas não se preocupem: existem políticas de geração de renda para todos! Agora temos os Programas da Assistência Social, principalmente o PAIF (Programa de Assistência Integral à Família), que, à moda do PSF (Programa de Saúde da Família), promete a solução dos problemas básicos da população com uma equipe básica de profissionais que colaboram para "estruturar as famílias", conseguir "benefícios sociais" e "gerar rendas". Então vamos perguntar às assistentes sociais, psicólogas e educadoras sociais se elas estão precisando de gente para atender, porque, com a nova lei porto-alegrense, está garantido o trabalho delas para sempre! Será que estão precisando de mais famílias que perderam sua fonte de renda para terem "inclusão produtiva"? Preparem seus cursos de manicure, costura e artesanato, vem mais gente aí! O pessoal da Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC) também vai ter mais trabalho, por outro motivo: mais crianças pedintes nas ruas... Oba! Trabalho aos eficientes conselheiros tutelares! Os presídios já estão sendo construídos. O Rio Grande do Sul é o estado que mais está investindo nisso. Será que já estavam preparados?
Infelizmente, os vereadores pensaram em tudo isso quando votaram a lei. Votaram, não por pensarem em inclusão social dos catadores, mas por inclusão de mais dinheiro da máfia da coleta de lixo nos seus bolsos, por conchavos políticos. Isto ficou evidente quando no dia da votação, na Câmara de Vereadores havia Guarda Municipal e Brigada Militar preparada: eles se preveniram, pois já sabiam que sua proposta seria como "tirar o tapete" dos catadores, e tudo já estava forjado.
Agora falta somente a aprovação do prefeito José Fogaça. Que os catadores sigam lutando pelo direito de ir e vir com seus meios de transporte e de sustento. E que a população apóie os catadores.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Racismo na campanha dos EUA. Novidade?
Se engana quem acha que a disputa à presidência dos Estados Unidos teve seus mometos mais acirrados no confronto entre Barack Obama e Hillary Clinton pela indicação ao Partido Democrata. Vem mais peleia por aí. E baixaria...Ontem, uma empresa de Utah colocou um pedido de desculpas em seu site após ter recebido denúncias de racismo por vender um boneco de um macaco vestido como o candidato à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama (imagem acima).
De acordo com uma reportagem da rede FOX News, a empresa Sock Obama LLC emitiu uma nota em que dizia que “somente havia feito uma comparação casual entre um candidato e um brinquedo que tínhamos quando éramos pequenos.” Me engana que eu gosto!
Obviamente, os movimentos sociais reagiram. A presidente da National Association for the Advancement of Colored People (organização pela luta do direito civis dos negros americanos), Jeanetta Williams, disse em entrevista à FOX que o boneco era “de puro e extremo racismo”. É verdade, mas esse é apenas o começo.
Durante a disputa com o candidato Republicano, Obama será alvo de ataques semelhantes. E não será apenas um boneco. Esperem...
terça-feira, 17 de junho de 2008
Inter perde um líder, ganha um torcedor
Finalmente, caiu a ficha. Desde sábado, discuto em muitas rodas a saída de Fernandão do Inter. Muitos o achavam ultrapassado, praticamente um ex-jogador. Estão enganados. Sou daqueles que o consideravam um líder, dentro e fora do campo. E ainda tinha muito futebol para oferecer ao Internacional. Acompanhei a trajetória de muitos ídolos colorados e nenhum deles soube tocar a alma colorada colorada como este goiano de 30 anos. Na turma do tricampeonato brasileiro, haviam craques como Falcão, Figueroa, Paulo César, Valdomiro, Manga, Lula, Mário Sérgio, Mauro Galvão, Jair, Batista, Benitez e outros tantos. Em épocas distintas, tivemos Dunga, Taffarel, Ruben Paz, Claudiomiro, Bráulio, Scala, Tinga, Daniel Carvalho, Rafael Sobis, Pato, etc.Todos chegaram e foram embora, deixando saudades pelo futebol e pelos títulos que nos deram. Contudo, nenhum levantou tantas taças como Fernandão (Mundial, Libertadores, Recopa, Dubai Cup e Gauchão). Tampouco soube mobilizar colegas e torcedores como ele. O filme Gigante exibe o meia-atacante pedindo garra e amor à camiseta colorada no vestiário, antes do jogo contra o Barcelona. Na chegada ao Beira-Rio, após o título conquistado no Japão, pegou o microfone e puxou o grito de guerra da torcida: Vamo, vamo Inter...
Fernandão será eternamente colorado, mesmo que não vai more no Rio Grande do Sul após perdurar as chuteiras. Tem outros gramados para cuidar em Goiás: os campos de suas fazendas. Mas, quando bater a saudade, voltará como torcedor. Ou como dirigente, como afirmou na ida para o Catar.
Belezas de minha terra...




Quem me conhece, sabe do meu amor pela natureza. Curto o verde, a ponto de persegui-lo com constância em minhas viagens. No último fim-de-semana, estive em minha terra - Barra do Ribeiro - e pude usufrir deste ambiente junto ao Guaíba. O complexo Vô Arthur - cabanas, pousadas e espaço para barracas - é próprio para quem deseja sossego e ar puro. Nem mesmo o frio que chegou ao Rio Grande do Sul foi capaz de me afugentar das belezas de minha terra. Apreciem e visitem, se puderem!
domingo, 15 de junho de 2008
Luis Nassif: Caso Varig e o jornalismo inacreditável de Veja
Leia abaixo a íntegra do artigo escrito por Luis Nassif:
A matéria de Veja desta semana (15/6) sobre a Varig mantém o estilo inacreditável da revista.
O lead é o seguinte:
Duas semanas depois de publicadas as primeiras denúncias sobre a venda da Varig, feitas ao jornal O Estado de S. Paulo pela ex-diretora da Anac Denise Abreu, uma pergunta persiste: por que a VarigLog decidiu vender a Varig para a Gol por 320 milhões de dólares se tinha uma proposta da TAM para fazer o mesmo negócio por 738 milhões de dólares? A solução a essa dúvida é crucial.
Veja bem:
1. Essa informação foi publicada na edição passada da Veja.
2. A TAM desmentiu oficialmente ter feito a proposta. A carta da TAM limitava-se a mencionar o preço pedido pela VoLo e deixar claro que ela, TAM, não o estava endossando. Tanto que sua carta tinha caráter não-vinculativo (isto é, não endossava a proposta). A revista tinha errado na leitura da carta da TAM.
3. Para se defender das críticas de que tinha criado um factóide, a revista publicou o trecho da carta da TAM – que comprovava seu erro (!). Publicou a prova do seu erro como se fosse sua defesa. Má fé? Nesse episódio, de publicação da prova do erro, uma incapacidade de entendimento sobre temas básicos.
4. Uma publicação séria admitiria o erro. Um publicação meramente esperta o esconderia. Veja volta a insistir no erro, como se ninguém o tivesse visto ou testemunhado. Qualquer empresa moderna tem sistemas de controle de qualidade. Crucial é entender como esse tipo de prática continua passando pelos controles de qualidade da Abril.

quinta-feira, 12 de junho de 2008
Ditadura à vista no RS. E sangrenta....


Está faltando democracia em Porto Alegre, onde a Brigada Militar da governadora Yeda promoveu na quarta-feira um verdadeiro massacre contra movimentos sociais que resolveram levantar vozes contra a corrupção que atinge o Palácio Piratini. As fotos desta página revelam que a polícia está definitivamente à serviço de uma ditadura protagonizada pela governadora tucana e apoiada de maneira subliminar pela grande mídia. Os grandes veículos não mostram imagens de trabalhadores, estudantes, representantes dos sindicatos e sem-terra apanhando barbaramente da polícia de choque, mas nós estamos aqui para exibi-las. Em nome da verdade e da democracia, os blogs independentes oferecem uma versão real dos fatos.
